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SL Benfica | O que esperar da Europa?

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A década de 60 e também a de 80 são os glorioso pergaminhos da aventura europeia do Sport Lisboa e Benfica. A cinco finais da Taça dos Campeões Europeus – duas vitoriosas –  juntaram-se nos anos 80 outras duas e ainda uma final da Taça UEFA.

A década de 90 trouxe-nos a grande depressão do Sport Lisboa e Benfica. Com o novo século foi-se recuperando o clube das trevas em que se tinha afundado. A raras conquistas nacionais juntou-se o melhor desempenho europeu benfiquista do século às mãos de Ronald Koeman.

O grande salto futebolístico foi dado já com Jorge Jesus. Voltou a afirmação nacional, o clube cresceu em infraestruturas e principalmente na qualidade da sua Formação, e em 2013 e 2014 o Sport Lisboa e Benfica marcou presença em mais duas finais europeias – desta vez na Liga Europa.

Apesar de todo o crescimento a nível estrutural e nacional, o clube continua com enormes dificuldades em se afirmar verdadeiramente na Europa. Com um sorteio favorável parece que o máximo que pode almejar é chegar esporadicamente aos Quartos de Final da Liga dos Campeões – competição onde as verdadeiras Lendas deixam o seu Marco na história do Futebol.

Com a recente total afirmação no futebol nacional, com o crescimento financeiro do clube e com o exímio desenvolvimento de jovens jogadores no Centro de treinos do Seixal, o que tem faltado ao SL Benfica para se afirmar definitivamente como um clube de Liga dos Campeões?

Provavelmente Visão e definitivamente Estratégia. São as decisões que têm limitado o crescimentos europeu do clube.

A constante venda dos seus melhores jovens antes que estes tenham tempo para se afirmar verdadeiramente na equipa principal. A constante venda dos melhores jogadores do plantel quando os adeptos já olham para o plantel como tendo qualidade para atacar a Europa. E durante alguns anos até a decisão de insistir numa equipa técnica que não correspondia à grandeza do clube – limitava-a.

O primeiro grande desafio será passar esta fase de grupos
Fonte: UEFA

Nem é necessário recuar além deste Verão. Os benfiquistas ansiavam por um investimento que permitisse ao clube lutar na Europa dos Grandes. Depois da conquista do último campeonato nacional, do surgimento de enormes novos talentos e da afirmação de craques que até então ainda não tinham explodido, os adeptos viam um potencial tremendo no futebol encarnado sustentado por uma maior saúde financeira. Todos sonhavam na manutenção do plantel campeão nacional reforçado cirurgicamente nas posições mais carenciadas – sobretudo os sectores mais defensivos.

Mas o que vimos?

A saída do maior craque da equipa e a venda milionária do maior talento da Luz. Saídas nunca colmatadas. Vieram reforços que pouco acrescentaram à qualidade do plantel. Não se investiu nos sectores mais defensivos da equipa. Mais uma vez a Direcção do Sport Lisboa e Benfica impôs um Benfica não-Europeu.

Resta a Bruno Lage e aos seus jogadores contrariarem a SAD do Clube e operarem um Milagre Europeu.

O primeiro grande desafio será o apuramento na Fase de Grupos. Os adversários serão o FC Zenit, o Olympique Lyonnais e o RB Leipzig. A Sorte sorriu neste sorteio ao não ter colocado nenhum colosso europeu como cabeça de série no caminho do SL Benfica, contudo não foi tão evidente ao equilibrar o grupo nos restantes potes. À partida será uma mini-competição de seis jogos onde os encarnados poderão tanto perder pontos como vencer os duelos seja em que estádio for e contra que adversário for.

O RB Leipzig será certamente o adversário mais complicado. As equipas alemãs são de má memória para o Sport Lisboa e Benfica e o RB Leipzig tem se afirmado no campeonato alemão e se mostrado na Europa nos anos mais recentes.

A equipa de Julian Nagelsmann – treinador jovem acabado de assinar pelo clube depois de uma boa experiência no Hoffenheim – fixou-se no top 6 alemão nos últimos três anos, tendo inclusive alcançado um vice-campeonato e o 3.º lugar na época passada. Esta temporada conta já com três vitórias em três jogos. Há dois anos calhou no grupo da Champions do FC Porto tendo ficado em 3.º lugar e posteriormente eliminado o SSC Napoli e FC Zenit na Liga Europa, sendo eliminado pelo Olympique de Marseille nos Quartos de Final. Já na época transacta não se conseguiu superiorizar ao Celtic FC e FC Red Bull Salzburgo na fase de grupos da Liga Europa.

O RB Leipzig optou por investir fortemente no plantel tendo somente vendido o Bruma e investido 55M em reforços. Esta equipa tem-nos oferecido grande capacidade de ataque em velocidade e reacção à perda de bola. Com Julian Nagelsmann poderá vir a apresentar um maior controlo da posse sempre liderado no ataque por Timo Werner.

O jovem avançado Timo Werner poderá ser decisivo na eliminatória
Fonte: RB Leipzig

Também o Olympique Lyon se afigura como uma equipa muito interessante. Longe daquela equipa que foi heptacampeã, tem-se rejuvenescido na sombra do PSG e começa a apresentar bons jogadores, bom futebol e bons resultados.

A equipa francesa arranca esta época com um estreante enquanto treinador principal – o ex-internacional brasileiro Sylvinho. Nos últimos quatro anos têm-se afirmado no top 4 francês com um vice-campeonato e dois terceiros lugares. Depois de há dois anos terem sido eliminados nos Oitavos da Liga Europa pelo PFC CSKA Moscovo, a época passada garantiram o apuramento no grupo da Champions tendo então sido eliminados pelo FC Barcelona nos Oitavos da competição. Esta época contam com 7 pontos em quatro jogos. Arrancaram com duas goleadas mas posteriormente foram perder ao terreno do Montpellier HSC.

Neste mercado apresentaram-se como um clube vendedor com mais de 130M feitos em transferências. No sentido inverso investiram praticamente 90M no reforço do plantel.
O O. Lyon que tenho visto é uma equipa que gosta de praticar bom futebol, com uma posse de bola muito técnica e jogadores bastante criativos para fazerem a diferença no último terço do terreno. Memphis Depay é certamente o jogador mais decisivo do ataque da equipa de Lyon.

O FC Zenit é já um clássico europeu no percurso moderno do SL Benfica. Está longe daquele que há sete anos se reforçava com Hulk e Witsel vivendo hoje mais focado no produto nacional.

Foi com Sergey Semak no comando técnico que a equipa de São Petersburgo voltou a sentir o sabor do título nacional. O actual campeão russo conta com recentes modestos desempenhos na Liga Europa – em 2017 foi eliminado nos 16-avos pelo RSC Anderlecht, em 2018 nos oitavos pelo RB Leipzig e em 2019 também nos oitavos mas pelo Villarreal CF.

Neste mercado de tranferências vimos um Zenit muito activo no reforço do seu plantel. Foram 66M investidos principalmente nos brasileiros Malcom e Douglas Santos. Actualmente encontra-se em 3.º lugar no campeonato mas em igualdade pontual com o FK Krasnodar e o líder FK Rostov.

Malcom é a nova estrela de São Petersburgo
Fonte: FC Zenit São Petersburgo

Parece-me a equipa mais frágil do grupo e será pelas alas que tentará causar alguns desequilíbrios nas defesas adversárias. A comandar a defesa estará um dos carrascos das finais europeias do SL Benfica – Branislav Ivanovic.

Estes são os três primeiros obstáculos que o Sport Lisboa e Benfica terá na tão almejada afirmação europeia. São duelos ao alcance da equipa de Bruno Lage que seria certamente a favorita do grupo se tivesse havido uma diferente abordagem ao mercado.

Um SL Benfica forte no ataque causará muitos problemas a qualquer uma desta equipas mas necessitará sempre de ganhar o meio-campo, de conseguir ter bola e controlar o ritmo do jogo. Sem um meio-campo à altura a defesa encarnada será demasiado permeável à velocidade e criatividade dos atacantes adversários. Um bom Gabriel poderá ser a diferença entre um SL Benfica forte neste grupo ou um SL Benfica de passagem nesta competição.

 

Foto de Capa: SL Benfica

SC Braga 0-7 Paris SG: Golos madrugadores matam até o direito a sonhar

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Depois de um histórico apuramento na primeira fase da Liga dos Campeões feminina, o SC Braga teve como “prenda” a possibilidade de se testar contra um dos colossos da modalidade, o PSG. Apesar do sonho da qualificação para a próxima fase ser muito, muito distante, esta seria certamente uma experiência única para as jogadoras do campeão nacional em título.

Com entrada gratuita e partida disputada na Pedreira – a equipa feminina costuma atuar no 1º de Maio – o público também respondeu à chamada (5850 espectadores), preenchendo as bancadas de forma muito raramente vista no desporto feminino nacional.

Contudo, rapidamente se começaram a esfumar os sonhos minhotos. Logo aos 6’, Katoto inaugurou o marcador. Penalti ganho com facilidade numa defesa bracarense demasiado suave e a avançada a abrir a contagem. Rute Costa até adivinhou o lado, mas a bola ia bem colocada.

Nova contrariedade surgiu aos 13’ com uma lesão de Diana Gomes que colocou as “Guerreiras” do Minho a jogar uns minutos a jogar com dez, mas a atleta acabaria por recuperar e regressar ao terreno de jogo.

Entretanto, o jogo ia estabilizando com um total domínio das francesas, mal deixando as da casa sequer sair do seu meio-campo defensivo. Assim, foi sem surpresa que, aos 32’, Katoto bisou na partida. Com espaço dentro da área adversário, fintou a única adversária que lhe fez frente e atirou ao canto a contar.

Pouco depois, o jogo começaria a apresentar contornos de goleada, com o 3-0 para as parisienses aos 41’ através de uma bola parada. A cruzamento saído de livre descaído na direita ainda longe da área cruzamento, respondeu Formiga com um desvio certeiro. Os momentos finais do primeiro tempo viram finalmente as bracarenses a aproximar-se da baliza adversária, mas ainda sem capacidade de criar perigo.

PSG esteve sempre por cima
Fonte: PSG Féminines

O reinicio deu-se com um belo chapéu de Diani a Rute Costa logo aos 46’, para matar qualquer esperança que as arsenalistas pudessem ter que os segundos 45 minutos fossem diferentes dos iniciais.

Justiça lhe seja feita, o Braga apareceu mudado nesta metade, tentando construir de trás e conseguindo por vezes criar em ataque organizado. De qualquer forma, o PSG continuou por cima e amealharia mais um aos 61’ providenciando o hattrick de Katoto.

A última meia hora foi mais calma, com um Braga mais tranquilo a aguentar-se face a uma equipa visitante que também estava já satisfeita com o resultado. No entanto, os minutos de compensação seriam de pesadelo, com Huitema a fazer o gosto ao pé por duas vezes para fixar o resultado final num devastador 7-0.

Não se podia pedir muito mais às arsenalistas, mas o PSG não facilitou e entrou forte em ambas as partes de modo a não dar ideias às da casa. Resta tentar dar um pouco de maior luta na deslocação a Paris.

ONZES INICIAIS E SUBTITUIÇÕES

SC Braga: Rute Costa; Rayanne, Inês Maia, Diana Gomes (Chica 45’), Ágata Filipa, Denali (Regina 82’), Dolores Silva, Vanessa Marques, Uchendu (Machia 59’), Pratt, Keane;

PSG: Endler; Cook, Paredes, Morroni, Lawrence, Formiga, Geyoro, Dabritz (Baltimore 61’), Saevik, Diani (Nadim 73‘), Katoto (Huitema 61’).

Iker Casillas | 20 anos de um ícone mundial

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O dia 12 de Setembro de 1999 ficou marcado pela estreia de Iker Casillas no mundo das balizas. 20 anos depois é indubitavel: Iker é uma referência mundial. Um percurso com mais de 1000 jogos e em quase metade não sofreu golos. Conquistou quase tudo e há muita coisa que dificilmente alguém fará melhor. Mas vamos a números.

Aos 18 anos vestiu a camisola de uma das melhores equipas do mundo: o Real Madrid. A partir daí foi dono e senhor de uma série de conquistas. Realizou 725 jogos dos quais 264 conseguiu não sofrer golos. Foi um dos capitães e ainda hoje é um dos nomes mais associados ao clube madrileno. Pelo Real Madrid venceu cinco vezes o campeonato espanhol, conquistou duas vezes a Taça de Espanha e cinco Supertaças. Internacionalmente, também pelo clube de Madrid, venceu três Liga dos Campeões, três vezes o Mundial de clubes e ainda conquistou duas Supertaças da UEFA. A questão aqui é: o quê que este homem não venceu?

E quando toda a gente pensou que o futuro de Iker passaria apenas pelo Real Madrid, eis que surge a notícia de que o espanhol estava de saída. As especulações foram muitas, mas desde cedo foram dissipadas. O destino de Iker era no país vizinho: Portugal, mais precisamente o FC Porto.

Chegou em 2015 e nem sempre teve uma vida fácil… Muito por culpa da situação mais controversa do clube azul e branco. Ainda assim, foi quase sempre o dono da baliza. Realizou 156 jogos e esteve 74 partidas sem sofrer golos. Venceu ainda um campeonato português e uma Supertaça.

Mais dois troféus para juntar ao basto palmarés que é ainda composto pelos títulos da selecção nacional espanhola. Casillas realizou 167 jogos pelos nuestros hermanos dois quais 91 manteve a baliza inviolável. Para além de tudo, foi campeão do Mundo uma vez e duas vezes campeão da Europa.
A homenagem de Soares demonstra bem a importância de Iker no plantel dos dragões
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Em Espanha é inconfundível e em Portugal tornou-se uma referência também. Trouxe aos dragões mais maturidade, compromisso e experiência. Enchia a baliza com talento e contagiava as bancadas com defesas de levantar um estádio. A idade e a maturidade permitiram-lhe ser um exemplo. O maior do grupo, certamente.

Um gigante que agigantou ainda mais o clube da invicta.

O problema no coração que o afastou dos relvados ainda é inconclusivo. Para já não joga, mas o futuro é incerto. Haverá ainda mais alguma coisa que Iker possa fazer? Já está tudo mais do que provado. Casillas é uma parte ta história mundial.

 

Foto de Capa: FC Porto

Futsal: À conquista da glória da invencibilidade!

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O atual campeão europeu da modalidade, o Sporting Clube de Portugal, arrancou a nova temporada 2019/2020 a todo o gás. Tendo realizado dois jogos oficiais até ao momento, somou duas goleadas e um título. Os leões conquistaram a Supertaça com uma enorme exibição perante o eterno rival Benfica, por expressivos 6-2. Na primeira jornada da fase regular do campeonato, os verde e brancos apadrinharam a estreia do Portimonense no principal escalão do futsal português, vencendo por 8-0, no Pavilhão João Rocha.

Para a temporada 2019/2020, o Sporting apresentou dois reforços: Taynan da Silva (ex-Kairat Almaty) e Pauleta (ex-AD Fundão). Em sentido inverso, os leões viram sair André Sousa (SL Benfica), Edgar Varela (AD Fundão), Pedro Cary (Fútbol Emotion Zaragoza) e Dieguinho (Joinville). Além dos dois reforços, integram o novo plantel do campeão europeu vários jovens da sua formação: Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Sévio Marcelo, Rúben Gomes e Hugo Neves.

O Sporting derrotou o eterno rival por 6-2, conquistando a Supertaça no início de época
Fonte: Sporting CP

Na pré-época, a equipa orientada por Nuno Dias realizou seis partidas, somando cinco vitórias e um empate. Burinhosa, Quinta dos Lombos, Belenenses, Jaén Paraíso Interior, Inter Movistar e Kairat foram os adversários nesses testes de pré-temporada. Apresentou-se, nestas partidas, elevada qualidade de jogo – muito acima do expectável numa pré-época – e com perfeita integração dos seus reforços. Uma equipa que pressiona o adversário em toda a quadra, que trabalha muito bem os lances estratégicos de bola parada e que, independentemente do modelo, assume o jogo com qualidade, jogando em 4-0 ou 3-1.

Para o Sporting, este arranque de temporada tem sido sinónimo de qualidade exibicional, de vitórias com goleada e uma equipa que se prepara para lutar por todos os títulos. O grande objetivo do Sporting é conquistar o pleno – Campeonato, UEFA Futsal Champions League, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça. A época será longa e exigente, mas com a qualidade apresentada e o plantel que tem, os leões estarão na luta pelos títulos e por isso pela Glória inerente.
Assim, que seja possível a cada jogo, o Sporting apresentar-se na sua máxima força, com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória da invencibilidade, vencendo os cinco títulos possíveis. Após a vitória na Supertaça, faltam quatro!

Foto de Capa: FPF

Bruno Lage | A primeira discussão da “perfeita” relação

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A cada letra, a cada palavra ou a cada ideia que escrevo é quase impossível fazê-lo sem pensar na derrota contra o FC Porto.

Falar sobre o início de época e do plantel ao comando de Bruno Lage, é uma missão um tudo ou nada ingrata. A dúvida que reina na minha cabeça é para quem aponta esta mesma missão? Para o adepto que sofreu com a derrota contra os azuis e brancos ou para o treinador que desde Janeiro tão feliz tem feito os adeptos encarnados?

Tentarei ser o mais realista e correto possível, sem que seja o sentimento criado naquele dia 24 de Agosto o fator mais predominante.

Então, vamos a isto….

Começou a bola a rolar em jogos oficiais para as águias há mais ou menos um mês.

Primeiro jogo, primeiro título em disputa. Um jogo em terras algarvias debaixo de um intenso calor. Um jogo apaixonante entre os eternos rivais de cidade de Lisboa. Muitos palpites eram dados mas acho que ninguém previa o desfecho. Uns incríveis 5-0 mostravam a força dos encarnados sobre os leões.

O estado de alegria que se seguiu dias após esse jogo para os adeptos do SL Benfica era facilmente visível. Começavam todos os adeptos a acreditar que os encarnados cavalgavam para uma meta ainda muito distante, com larga vantagem sobre os adversários. Isto, ainda sem que algum jogo para o campeonato tivesse sido disputado. Primeiro jogo do campeonato e o mesmo resultado. 5-0 contra uma frágil turma pacense.

Ao mesmo tempo, era impossível não olhar para o lado e ver o FC Porto a não conseguir a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, bem como uma derrota logo na primeira jornada do campeonato.

Seria já um SL Benfica a caminhar a passos largos para uma época de glória?

Pois bem, a verdade é que depois de uma vitória suada no Jamor contra o Belenenses SAD, os adeptos caíram com estrondo. Aliás, com muito estrondo. Na terceira jornada o SL Benfica perdia no estádio da Luz por 0-2 contra o FC Porto.

Seria apenas um erro de casting? Uma derrota acontece a todos, uma derrota em casa sem um único remate enquadrado com a baliza é que não pode acontecer, nem sequer ser aceite.

Os adeptos encarnados voltaram a ficar com os pés bem assentes no chão. Durante uns dias os sonhos foram substituídos por pesadelos. Voltaram a duvidar de tudo e de todos, do valor ou mesmo da qualidade dos jogadores.

Para a quarta jornada o SL Benfica tinha um importante desafio. Primeiro por se tratar de uma deslocação extremamente complicada, e depois pela curiosidade de ver qual o comportamento que Bruno Lage iria ter após o seu primeiro desaire.

A resposta não podia ter sido melhor. Mais importante que a vitória foi ver a união e compromisso que os jogadores demonstraram ter. Os adeptos viram uma resposta fantástica e o descanso para a pausa das seleções, foi feito sem uma nuvem cinzenta a pairar sobre o estádio da Luz.

Considero ser um balanço positivo este início de época para os encarnados. Se não fosse a derrota contra o FC Porto então aí seria o arranque perfeito.

Rafa e Pizzi tem sido os jogadores para mim de maior destaque. Vários são os golos apontados pelos internacionais portugueses. Em sentido contrário estão Seferovic e RDT.

RDT está num processo de adaptação e mesmo sem marcar um único golo foi muito importante para as vitórias contra o Sporting CP e contra o SC Braga. Para mim serve de atenuante, pois penso que é com minutos que o espanhol vai atingir o sucesso.

Seferovic é um caso diferente. Se o mesmo ainda não marcou um golo apenas se pode queixar de si mesmo. As oportunidades não tem faltado, o que têm faltado é apenas a inspiração do jogador suíço. Acredito que depois de a bola balançar no fundo das redes, o caso mude de figura.

Odysseas Vlachodimos mostra jogo após jogo que é o dono das redes encarnadas e que os adeptos podem ficar tranquilos nos momentos de aperto. O jogador grego já brindou esta época o terceiro anel com defesas incríveis.

Taarabt fez apenas um jogo de início, em Braga. Pois bem, este jogo bastou para que todos os apaixonados pelo SL Benfica o queiram voltar a ver de inicio, pois foi destacadamente, na minha opinião, o melhor em campo nesse jogo.

Taarabt renovou com o SL Benfica após uma excelente pré-época
Fonte: SL Benfica

Rúben Dias e Ferro têm estado bem. Acho que Rúben Dias mesmo assim está melhor do que o seu companheiro de setor, pois foi o único jogador de campo a ser titular que mereceu nota positiva no jogo contra os dragões.

O próximo jogo do SL Benfica será em casa contra o Gil Vicente FC. Uma equipa que este ano já ganhou ao FC Porto e roubou pontos ao SC Braga. Acredito que a resposta vai ser idêntica à de Braga e que Bruno Lage não irá seguramente facilitar nem entrar em euforias.

Espero que os jogadores tenham aprendido a lição e que num próximo balanço o discurso possa ser diferente e para melhor!

Foto de Capa: SL Benfica

Valência CF | Uma novela que ainda nem vai a meio

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A vida do Valência CF já teve melhores momentos. Vive-se um clima de guerra e tensão no Mestalla, que terá um desfecho previsível: uma época desportiva muito longe do nível e qualidade da equipa.

Depois de um verão atribulado, que já fazia antever o que está a acontecer, o clima de hostilidade entre o dono do clube, Peter Lim, e o grupo de trabalho, desde treinador, a diretor e jogadores, parecia estar sanado. No entanto, Marcelino Toral foi despedido durante esta semana do comando técnico do clube, originando uma onda de desagrado contra Peter Lim, que afetará em muito o bom funcionamento da equipa.

Depois de um 4.º lugar, que deu acesso direto à Liga dos Campeões, e de uma conquista da Copa do Rey em 18-19, os Che partiram com confiança para a época 19-20 e com a ambição e confiança redobradas. Marcelino Toral, que trouxe novamente o clube para a ribalta nacional e internacional, conquistou os exigentes adeptos do Valência CF, devolvendo o orgulho Che.

O impacto de Toral foi tão grande no clube, que este despedimento significou um grande tiro no pé do próprio dono, Peter Lim. Os adeptos querem que Lim saia do comando dos valencianos e os jogadores mostram o seu descontentamento pelo despedimento de Toral, com quem tinham uma afinidade muito grande (Garay foi o mais contundente na forma de demonstração do seu apoio ao ex-técnico).

Valencia CF não conquistava um título desde 2008, pondo fim à seca em 2019
Fonte: Valencia CF
Rei morto, rei posto. Peter Lim, que não goza de grande popularidade atualmente, decidiu apostar numa antiga estrela do futebol espanhol, associado ao bom futebol, e com passagens por clubes como FC Barcelona e Real Madrid CF, Albert Celades.

O ex-internacional espanhol nunca foi treinador principal de uma equipa sénior, mas trabalhou vários anos na Federação Espanhola, com muitos craques atuais e do futuro do país a passarem-lhe pelas mãos, e no Real Madrid CF.

Em teoria, a nível de perfil, Celades encaixa-se num clube ambicioso como o Valência, mesmo assim, não deixa de ser uma aposta arrojada de Lim e da direção do clube. O timing também parece arriscado. Lim despediu Toral e contratou Celades já no término da interrupção para os compromissos de seleção (a semana e meia de pausa poderia dar muito jeito ao novo timoneiro) e, além disso, os próximos dois jogos da equipa não poderiam ser mais difíceis: vão a Camp Nou e a Stamford Brigde. Para já, a equipa iniciou a temporada de forma titubeante, com um empate, uma derrota e uma vitória.

A equipa de Rodrigo Moreno, Gonçalo Guedes, Denys Cheryshev, Jasper Cillessen, entre outras estrelas, com Thierry Correia acabado de chegar do Sporting CP, enfrentam agora uma altura atribulada na estrutura do clube e na relação com os adeptos, mas, uma coisa é certa, os adeptos Che não vão permitir que o foco não esteja na vitória e Celades aceitou um desafio numa conjuntura muito difícil.

A margem de erro é curta e a cobrança dos adeptos será imensa.

 

Foto de Capa: Valencia CF

Um Sporting que se adivinha competitivo numa piscina cheio de tubarões

O Basquetebol está de volta ao Sporting Clube de Portugal quase 25 anos depois e hoje foi dia de treino aberto à comunicação social. Tal como acontece no hóquei em patins, também nesta modalidade existem quatro candidatos ao título: SL Benfica, FC Porto e UD Oliveirense. No entanto, nem por isso a ambição dos leões é afetada. Na voz do seu treinador, Luís Magalhães, “os objetivos são mais do que evidentes e próprios de um clube grande como o Sporting”.

Com um plantel construído de raiz, os leões querem assumir-se como um dos emblemas de referência no que ao basquetebol diz respeito. Nomes como Travante Williams e James Ellisor, ambos vindos da campeã Oliveirense, ou Cláudio Fonseca, vindo do rival SL Benfica e um dos mais velhos do plantel, perspetivam um Sporting competitivo para a época que se adivinha.

DIFICULDADES NÃO SÃO DESCULPA

Uma das maiores dificuldades na preparação da época 2019/2020 é o facto de o Sporting ter de construir um plantel de raiz. Como referi anteriormente, a liga portuguesa tem vindo a crescer e a competitividade da mesma a aumentar significativamente. Assim, uma das formas encontradas pela direção para colmatar essa contrariedade foi a contratação de jogadores que já conhecessem a liga e também “roubar” jogadores de renome aos adversários direito. Neste capítulo, destaque para o norte-americano Travante Williams que será, certamente, a principal figura da equipa verde e branca.

Travante Williams promete ser uma das principais figuras da equipa do Sporting para a época que se avizinha
Fonte: Sporting CP – Modalidades

EXPERIÊNCIA ALIADA COM JUVENTUDE PODE SER CHAVE PARA O SUCESSO

Numa época que se adivinha longa – o campeonato tem uma fase regular, seguida de uma segunda fase e ainda os playoffs – a experiência será certamente importante. Contudo, este plantel do Sporting conta com bastantes jovens, que, certamente, terão ambição de vencer.

Bem sei que é uma frase feita, mas para uma integração correta dos jovens jogadores é necessária alguma experiência. Nesta lógica, a contratação de Luís Magalhães, treinador bastante rodado e com muita qualidade, parece-me ser a chave para que a temporada corra de acordo com as expectativas. Jogadores como Cláudio Fonseca devem também desempenhar um papel importante ao longo de toda a temporada.

Luís Magalhães, treinador do Sporting, promete ser uma das principais armas dos leões para fazer frente aos principais rivais
Fonte: Sporting CP – Modalidades

Portugal 2-2 Croácia [2-3 g.p.] (Sub-19): Tremenda injustiça

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Este encontro, relativo às meias-finais do Euro Sub-19, começou animado, com um claro domínio português perante um adversário mais defensivo, à espreita de um erro para tentar marcar através de transições ofensivas rápidas.

Ao contrário de todos os jogos anteriores, a primeira parte não foi fértil em golos, que só se justificavam na baliza croata, pois o nosso adversário foi praticamente inofensivo no ataque, com exceção dos últimos dois minutos, em que o jogo ‘partiu’ e a seleção balcânica criou algum perigo.

Consequentemente, ao intervalo o marcador estava tal como começou, um 0-0, mas que dava bastante confiança aos portugueses em relação a um eventual apuramento para o jogo decisivo. A Croácia é uma equipa de qualidade, se não nunca tinha chegado a esta fase do campeonato europeu, mas a nossa equipa parecia estar num nível superior, pelo menos a nível individual, daí a minha confiança para a segunda parte. Entrámos melhor na segunda parte, com uma grande ocasião de golo, mas Hugo Neves disparou um pouco por cima.

A Croácia, de vez em quando ameaçava a baliza portuguesa, que contou com um Bernardo Paçó atento, pouco chamado a intervir, mas quando o fazia, era sempre com qualidade.

Curiosamente, aos seis minutos da metade complementar, criámos uma excelente ocasião através de um contra-ataque rápido, que englobou uma triangulação perfeita para a entrada de Rui Moreira, mas o guarda-redes croata fechou bem o ângulo e impediu o tento de Moreira.
Célio apontou o único golo português no tempo regulamentar
Fonte:UEFA

Sensivelmente a meio, e após um remate frouxo de um jogador croata, Bernardo Paçó saiu da baliza, fez uma jogada sensacional e fez uma bela assistência para o golo de Célio Coque, quebrando assim a resistência balcânica. Que arrancada incrível do nosso guardião, exímio entre os postes e muito bom também com os pés.

A estratégia do nosso adversário teria então que mudar, começar por arriscar um pouco mais, o que poderia permitir o aumento da vantagem no marcador.

A três minutos do fim, a Croácia apostou no guarda-redes avançado e tal parecia não estar a dar frutos, até que a apenas dois segundos do fim, Jurlina marcou o golo do empate, um autêntico balde de água gelada nos ânimos dos adeptos portugueses, indo a partida para prolongamento com um empate a uma bola, castigo demasiado duro para os nossos jogadores, que no jogo jogado foram claramente superiores nos 40 minutos regulamentares.
O prolongamento continuou igual ao jogo até ao nosso primeiro golo, nós a dominar e a Croácia ‘encostadinha’ lá atrás. Mais uma vez a muralha croata parecia inquebrável até que antes do intervalo, numa reposição de bola na linha lateral, algo trabalhado nos treinos, Chuva apareceu sozinho na cara de Cismic e conseguir bater o guardião, devolvendo a vantagem para o nosso lado.
A segunda metade do tempo extra poderia ser parecida com os últimos minutos regulamentares, esperávamos nós, mas com um final diferente. A realidade é que não foi. Um cruzamento de Vukelic acabou por devolver a igualdade ao marcador e arrastar a decisão para as grandes penalidades.

Nas penalidades, acabámos por tombar devido ao falhanço, provavelmente, do jogador que menos merecia esse castigo.

Hugo Neves foi um dos melhores jogadores portugueses ao longo do torneio, excelente jogador que vai ter uma carreira brilhante, não só ao nível de clubes como na seleção principal, tenho a certeza. Infelizmente, ficamos por aqui, mas deu para ver que esta geração de jogadores é brilhante e vai certamente encher-nos de orgulho e alegrias num futuro bastante próximo.

 

CINCOS INICIAIS:

Portugal: 1 -Bernardo Paçó, 6-Célio Coque, 7-Hugo Neves, 8-Tomás Paçó, 11-Sévio

Croácia: 1-Cizmic, 4-Sucic,10-Jurlina, 13-Mudronja, 14-Muzar

Domínio Vermelho

Rali Terras D´Aboboreira, um nome difícil de dizer para mim. Então, resolvi pesquisar um pouco. A sétima prova do Campeonato de Portugal de Ralis foi realizada em Amarante, Baião e Marco de Canaveses. E é aí que está o significado. A Serra da Aboboreira é um cruzamento destes três. Uma elevação, com cerca de 700 metros, temperaturas frias e uma zona granítica. E estradas espetaculares para os carros de rali passarem.

Na chegada a esta prova, Ricardo Teodósio era quem liderava o Campeonato. Este ano, as regras mudaram, ou seja, numa das provas do campeonato os pilotos não pontuam e o algarvio escolheu esta para não pontuar para o CPR. Mas isso não o impediu de estar presente para preparar o Skoda Fabia R5 da ARC Sport para o Rali Vidreiro Centro de Portugal.

Armindo Araújo e Bruno Magalhães, segundo e terceiro, chegavam nos restantes lugares do pódio. Magalhães vem de uma vitória no Rali Vinho Madeira, enquanto Armindo procura encurtar a desvantagem para se tornar campeão outra vez. João Barros regressava ao CPR, a bordo de um Skoda Fabia R5, e navegado por António Costa. Luís Miguel Rego Jr, campeão dos Açores em 2018, fazia a sua estreia este ano no CPR, trazendo o Ford Fiesta R5 da Rego Jr Competições, carro que conhece muito bem.

O campeão dos Açores de Ralis, Luís Miguel Rego Jr, voltou a correr no CPR, onde já tinha corrido em 2008, no Rali de Mortágua
Fonte: Rali Terra D´Aboboreira

Mas vamos ao rali. Logo no início e antes das especiais ‘a sério’ duas baixas. Miguel Correia/Pedro Alves (Ford Fiesta R5) saíram de estrada e o Ford ardeu por completo. Felizmente ambos os tripulantes não tiveram mazelas físicas. Já António Dias/Nuno Rodrigues da Silva (Skoda Fabia R5) também bateram com o carro e não conseguiram começar o rali.

Nas quatro primeiras especiais, Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5) foram os primeiros líderes. Com o ímpeto vindo da Madeira, o piloto lisboeta estava em luta com José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5). Na quinta especial, os pilotos da frente já tinha alguma distância para o terceiro classificado, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Hyundai i20 R5).

Bruno Magalhães/Hugo Magalhães foram os primeiros líderes do rali, mas o desconhecimento das especiais pesou
Fonte: Hyundai Portugal Motorsport

Mas na sexta especial, tudo mudou. Dois acidentes levaram à desistência do terceiro classificado, Armindo Araújo, e o piloto que lutava com ele pelo pódio, Miguel Barbosa/Jorge Carvalho (Skoda Fabia R5), que era quarto classificado.

Sempre consistente, mas com pouco ritmo devido à paragem longa, João Barros/António Costa (Skoda Fabia R5) herdaram o pódio, seguido de Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5).

Mas a luta pela vitória era muito emocionante. Na especial cinco, José Pedro Fonte passou para a frente de Bruno Magalhães e começou a abrir vantagem. Até ao final, o piloto da Citroen Vodafone Team foi sendo o mais rápido e acabou por ganhar com 14.9s de diferença para Bruno Magalhães.

Mais atrás, e a utilizar o segundo Volkswagen Polo GTI R5, Pedro Meireles/Mário Castro deram um toque na especial cinco e decidiram não continuar a competir.

Nas duas rodas motrizes, Gil Antunes/Diogo Correia (Renault Clio RS R3T) tiveram a tarefa facilitada pois Paulo Neto/Vitor Hugo (Citroen DS3 R3T Max) tiveram uma saída de estrada, provocada pelo descolamento do pneu esquerdo frontal da jante, de acordo com o mesmo. Esta saída ainda coloca mais dificuldades, pois a presença nas restantes provas do CPR está pendurada. Pelo menos o Rali das Camélias, prova caseira de Paulo Neto está assegurada.

Gil Antunes não teve oposição nas duas rodas motrizes
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

A segunda posição ficou para Filipe Nogueira/João Francisco Vieira (Peugeot 208 R2). O piloto do Peugeot já confirmou que em 2020 o seu programa desportivo passa pelo CPR2WD. Terceira posição para Hugo Lopes/Nuno Mota Ribeira (Peugeot 208 R2) que ultrapassaram Rafael Cardeira/André Couceiro (Renault Clio RS R3T) na prova especial nove, a última do rali.

Assim, no Campeonato de Portugal de Ralis, Armindo Araújo com este acidente, não ajuda nada as suas hipóteses de revalidar o título de 2018. Ricardo Teodósio certamente irá estar muito forte na Rali Vidreiro, nem que seja pelo ‘Rali Teste’ que efetuou no Rali Terras D´Aboboreira. Bruno Magalhães mostra que o desconhecimento deste rali pode ter influenciado o resultado, mas a sua experiência, e um motor do Hyundai revisto desde o Rali da Madeira, são algo que fizeram imensa diferença. José Pedro Fontes conquista a vitória, mostrando um Citroen C3 R5 extremamente competitivo no asfalto e dá a primeira vitória de regresso a Inês Ponte, depois do acidente no rali de Portugal em 2017.

Daniel Nunes esteve envolvido num acidente de viação grave. O piloto do Peugeot 208 R2 encontra-se agora a recuperar, mas em 2019 não deve voltar a competir
Fonte: Peugeot Rally Cup Iberica

Também o Rali Terras D´Aboboreira trouxe-nos novidades para 2020. Ricardo Teodósio já tem o seu projeto montado e Miguel Barbosa deve trazer o novo Skoda Fabia R5 Evo, viatura que vai ser estreada em Portugal no Rali Além Mar Ilha Lilás, na ilha Terceira, prova a contar para o Campeonato dos Açores de Ralis, pelas mãos de Luís Miguel Rego Jr./Jorge Henriques.

A próxima prova do Campeoanto de Portugal de Ralis é o Rali Vidreiro Centro de Portugal – Marinha Grande, que se corre nos dias 4 e 5 de outubro.

Foto de Capa: Citroen Vodafone Team

 

 

O dilema de Waris

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Abdul Majeed Waris, é este o nome de um dos reforços de inverno que Sérgio Conceição recebeu durante o mercado de 2018. Até essa data, a equipa azul e branca estava em campo por todas as competições em que estava inserida, o que significava imensos jogos nas pernas dos jogadores. Por isso, o treinador portista apontou à direção liderada por Pinto da Costa a falta de profundidade que o seu grupo de trabalho sofria. Algo que ganhou concordância dentro da cúpula diretiva do FC Porto que assim entrou em “campo” para satisfazer as necessidades do seu técnico.

Deste modo, um dos pedidos de Sérgio Conceição era um velho conhecido seu do campeonato francês, Waris, que colidiu com o treinador, quando este treinava o FC Nantes, enquanto que o futebolista ganês defendia as cores do FC Lorient. O desejo de contar com o jogador tornou-se numa realidade, visto que, no final de janeiro, o FC Porto anunciou a sua contratação e desta forma conseguiu colocar mais matéria prima ao serviço da sua equipa técnica.

Assim, Waris estava pensado para fazer a diferença no imediato, uma vez que se evidenciava pela velocidade e pelo drible que incutia no seu jogo. Bem como a sua frieza no momento da finalização, já que nas épocas anteriores tinha apresentado números bem satisfatórios para alguém que não se assumia como principal referência da equipa ofensivamente. Porém, as coisas nem sempre acontecem como se pretende e a verdade é que os seis meses que o extremo se apresentou na cidade invicta não foram suficientes para confirmar aquilo que o técnico do FC Porto augurava aquando da sua aquisição. Fez apenas oito partida (duas a titular) pelos dragões sem conseguir marcar qualquer golo pelo emblema português.

Por conseguinte, o destino de Waris parecia estar traçado e o mesmo não seria em Portugal. Ainda teve a oportunidade de iniciar a pré-época com os portistas, numa última chance de reverter a sua situação, mas o panorama não se alterou para os seus lados. O momento que parece ter sentenciado a sua “despedida” do FC Porto foi uma derrota com o SC Portimonense, no estágio do Algarve, em que os azuis e brancos foram duramente criticados pelo seu técnico, que chegou a afirmar que no seu grupo de trabalho haviam jogadores que não tinham categoria para vestir a camisola da sua equipa. Rapidamente, a imprensa apontou Waris como um dos visados e a sua dispensa do estágio parecia confirmar isso com o acréscimo do seu empréstimo ao FC Nantes. Posteriormente foi negado pelo próprio atleta numa entrevista em que justificou a saída pelo simples facto de querer jogar com maior regularidade.

A temporada na Primeira Liga Francesa pelos “canários” franceses, alcunha com que o FC Nantes é tratado em França, até nem correu mal como comprovam as estatísticas, pois em 38 partidas apontou sete golos. Apesar disto, nunca foi intenção dos dirigentes gauleses acionar a opção de compra que tinham acordado com os seus pares do FC Porto, na altura que a cedência foi fechada e oficializada. No meio de tanta indecisão sobre o seu futuro, Waris só tinha uma certeza, isto é, estava de fora dos planos de Sérgio Conceição e para continuar a sua carreira tinha de procurar um novo clube.

Waris está a treinar à parte até encontrar um novo clube no mercado de janeiro
Fonte: FC Porto

Ao longo dos dois meses em que o mercado esteve aberto muitas foram as possibilidades associadas ao futebolista e nesse sentido a continuidade no campeonato francês parecia a hipótese mais fácil, onde o FC Nantes aparecia como a solução preferida pelo atleta. No entanto, como já foi referido anteriormente, logo após o término do empréstimo ficou vincado que uma futura transferência tinha de ser por valores mais baixos do que os seis milhões de euros que o FC Porto tinha estipulado para sua venda, na esperança de conseguir recuperar o investimento feito no ganês ou pelo menos grande parte da quantia paga ao Lorient FC pelo seu passe.

Aliás, nos primeiros dias de agosto, o empresário de Waris, Yusif Chibsah, veio a público afirmar que os valores pedidos pelos dragões “estavam a afastar possíveis interessados”, numa forma de tentar baixar as exigências financeiras dos azuis e brancos. Posteriormente, o tempo foi passando e cada vez mais o futuro do extremo de 27 anos caiu na indefinição até que, na última semana de mercado, apareceu a solução do Deportivo Alavés, emblema do campeonato espanhol.

Quando tudo parecia fechado e decidido o negócio foi cancelado pela direção do último 11º classificado da Primeira Liga Espanhola. Um cancelamento que mereceu duras críticas por parte do empresário do jogador, dado que o FC Porto, apesar de o ter inscrito na Primeira Liga, não conta mesmo com ele e o mais provável é que Waris fique até janeiro a treinar com a equipa B dos portistas sem qualquer tipo de competição.

Por fim, é caso para dizer que Waris tem a sua carreira em “stand by”. Um momento infeliz para um atleta que vê todo um acumular de situações a culminarem neste desfecho. Muito pelo facto não ter conseguido convencer Sérgio Conceição, pela altas exigências que o FC Porto invocava aos clubes interessados e pela incompetência ou falta de respeito por parte do Deportivo Alavés, pegando nas palavras do seu agente. Agora, o melhor que o jogador tem a fazer é mesmo esperar até janeiro e aí conseguir dar um novo rumo à sua carreira futebolística.

Foto de capa: FC Porto