A capital turca, Ancara, recebeu a final do Women’s EuroVolley 2019 e contava-se com um pavilhão cheio. Sérvia, campeã europeia em título, e Turquia, uma das anfitriãs da prova, discutiam o troféu de melhor seleção da Europa. A equipa sérvia estava na quarta final e procurava o terceiro título, já as turcas queriam entrar para a história e vencer pela primeira vez a competição. Esta final seria também o nosso terceiro, e último, set deste EuroVolley. Porém, no jogo houve muitos mais.
Ambas as equipas estiveram juntas na fase de grupos e a Sérvia já tinha sido melhor nesta mesma fase – vitória por 3-1. As sérvias garantiram o primeiro lugar do Grupo A e as turcas acabaram por ficar na segunda posição.
Porém, é sempre importante rever o percurso de ambas as equipas até chegarem à desejada final. Nos oitavos de final, a Sérvia derrotou a Roménia (3-0) e a Turquia passou com dificuldades a Croácia (3-2). Nos quartos de final, as sérvias dizimaram a concorrência búlgara por 3-0 e as turcas passaram com distinção a Holanda com o mesmo resultado. Nas meias-finais, uma vitória pelos mesmos números (3-1) para Sérvia e Turquia, que derrotaram Itália e Polónia, respetivamente.
Segundo jogo das duas seleções nesta edição do EuroVolley e esperava-se uma final excelente e com uma grande propaganda para a modalidade.
Emanuel Duarte é um dos principais destaques do verão ciclístico português. Desconhecido por muitos até à sua bela exibição no Alto da Torre na Volta a Portugal, o ciclista de 22 anos impressionou com o seu triunfo suado na Branca da Juventude da Volta a Portugal e acabou agora com qualquer dúvida que ainda subsistisse sobre o seu potencial com uma autoritária conquista da Volta a Portugal do Futuro.
Foi um desfecho que se começou a desenhar logo ao primeiro dia, quando se intrometeu numa fuga com outros nomes importantes do panorama sub23 nacional e que viria a ser decisiva para as contas finais. Com vantagem clara sobre o pelotão, fez a diferença para os companheiros de escapada à base da força, lançando-se em solitário para a vitória na etapa e para a Amarela, que envergaria de fio a pavio.
Com uma vantagem saudável, pode a partir daí gerir a corrida, beneficiando de ter uma das mais fortes equipas presentes. Um segundo dia acidentado viu Rafael Lourenço triunfar a solo, mas poucas diferenças entre os favoritos. Já terceira jornada foi dupla, com um sprint pela manhã, em que foi mais rápido o argentino Luciano Martinez, e um contrarrelógio tardio.
Emanuel Duarte, Hernani Broco e Gonçalo Leaça, os rostos de uma LA dominadora Fonte: Volta a Portugal/Podium
No esforço solitário contra o cronómetro, Gonçalo Leaça impôs-se com clareza, contabilizando menos 21 segundos que o segundo classificado. Emulando o bom desempenho que já tinha demonstrado na Volta de Elites, Emanuel Duarte foi o terceiro classificado e cimentou ainda mais a sua superioridade no topo da tabela.
Finalmente, ao último dia, a machadada final – como se ainda fosse precisa… – deu-a ao ataque na subida ao Cabeço do Mouro, vincando ainda mais a diferença para a concorrência e chegando à meta junto do seu colega Gonçalo Leaça, apenas atrás do único resistente da fuga do dia, Miguel Salgueiro, e a ganhar ainda mais uns segundos aos adversários da Geral.
Pode-se dizer que foi uma exibição de gala do algarvio: imponente na montanha e capaz de se defender perfeitamente no contrarrelógio, impressionou também pela vertente tática, sabendo como e onde mexer para ditar a lei da corrida.
Alheia a esse domínio não foi a prestação de todo o conjunto da LA Alumínios. No segundo ano às ordens de Hernani Broco, a equipa composta por um grupo muito jovem está a mostrar uma evolução clara e capacidade crescente para discutir as corridas e também o seu Diretor Desportivo está de parabéns, culminando com esta fantástica vitória um ano muito acima das expectativas de início de época.
Chegou ao fim o último Grand Slam da temporada. No US Open, Daniil Medvedev e Rafael Nadal defrontaram-se na grande final.
Antes de falar do encontro decisivo é importante recordar a caminhada de ambos os tenistas no torneio.
Percurso de Daniil Medvedev
64avos de final : Daniil Medvedev 3-0 Prajnesh Gunneswaran
32avos de final : Daniil Medvedev 3-1 Hugo Dellien
16avos de final : Daniil Medvedev 3-1 Feliciano Lopez
Oitavos de final : Daniil Medvedev 3-1 Dominik Koepfer
Quartos de final : Daniil Medvedev 3-1 Stan Wawrinka
Meia-Final : Daniil Medvedev 3-0 Grigor Dimitrov
Daniil Medvedev chegou ao US Open com três semanas seguidas de competição nas pernas, ainda assim, o cansaço evidente que sentiu ao longo das partidas que disputou não o travaram de chegar à sua quarta final consecutiva. No percurso do jogador russo, destaco as suas exibições sólidas e a classe com que disputou cada ponto. No entanto, as atitudes menos corretas por parte de Daniil Medvedev colocaram o seu ténis em segundo plano, contribuindo, desta forma, para que o 5º classificado do ranking ATP se tornasse no principal protagonista do torneio.
Daniil Medvedev alcançou, pela primeira vez, a final de um Grand Slam Fonte: ATP World Tour
Percurso de Rafael Nadal
64avos de final : Rafael Nadal 3-0 John Millman
32avos de final : Rafael Nadal – Thanasi Kokkinakis ( Thanasi Kokkinakis desistiu da competição)
16avos de final : Rafael Nadal 3-0 Hyeon Chung
Oitavos de final : Rafael Nadal 3-1 Marin Cilic
Quartos de final : Rafael Nadal 3-0 Diego Schwartzman
Meia-Final : Rafael Nadal 3-0 Matteo Berrettini
Rafael Nadal garantiu a sua quinta final no US Open Fonte: ATP World Tour
Relativamente a Rafael Nadal, o tenista espanhol dominou todas os encontros até à final. A experiência revelou-se bastante importante nesta caminhada, uma vez que defrontou tenistas jovens e com bastante potencial, tal como Diego Schwartzman e Matteo Berretini. Destaco a partida diante de Marin Cilic, tendo em conta que foi o único jogo em que Rafael Nadal cedeu um set.
Já diz o velho provérbio – “rei morto, rei posto”. Com a saída de El Zorro para o Club Atlético de Madrid neste último mercado de transferências, tendo saído pela porta pequena se pesarmos a importância que tinha no plantel, havia a necessidade de alguém que pudesse pegar no seu papel e interpretá-lo da melhor das maneiras. O que é certo é que Herrera foi um jogador controverso e os portistas só olharam para ele com olhos de ver quando esteve sob o comando de Sérgio Conceição.
O antigo capitão e box-to-box é bem lembrado pelos kilómetros que corria no relvado, não fosse ele um verdadeiro conector entre defesa e ataque. Todos sabemos que um médio área-a-área é importantíssimo numa equipa que goste de jogar em contra-ataque ou que, de forma natural, seja mais ofensiva. No entanto, esta é uma função que dá muito pouco nas vistas. Só que Matheus Uribe, um dos mais recentes reforços do FC Porto, tem sido um substituto à altura de Herrera e começa a ganhar visibilidade pela sua intervenção essencial no meio-campo, defesa e ataque da equipa portista. Isto porque Uribe, que é já internacional colombiano, sabe estar no sítio certo, à hora certa e em qualquer lado dentro das quatro linhas.
Se olharmos para os números de Uribe no clássico frente ao SL Benfica, percebemos que o colombiano foi o jogador com mais recuperações de bola – exatamente 14 durante todo o jogo. Além disso, conseguiu uma eficácia de passe de 91%. Se olharmos para as suas duas últimas temporadas no México, mais precisamente no Club América, vimos também que Uribe pode ser um médio com golo. A época onde conseguiu mais tentos na baliza do adversário foi em 2017/2018, registando o número de 14 golos marcados em 38 jogos. Fez também duas assistências.
Matheus Uribe e Luis Díaz são dois colombianos que vão dar cartas no FC Porto versão 2019/2020 Fonte: FC Porto
Podemos também rever a última temporada no clube mexicano. Em 40 jogos, mais dois do que na anterior, conseguiu apenas três golos, mas elevou o número de assistências para seis. Ainda assim, 24 jogos foram executados no papel de médio defensivo. Esta irregularidade de Uribe deve-se à sua polivalência. No Club América, o treinador Miguel Herrera tentou encontrar o território ideal para Uribe no sistema tático da equipa e isso deu-lhe mais experiência, mas tirou-lhe regularidade na estatística.
Já Herrera quase sempre manteve os mesmos números, mas sem dúvida que a sua última época foi uma das mais goleadoras. Herrera jogava com cada vez mais confiança no FC Porto, muito pelo apoio crescente dos adeptos nos últimos anos, que aos poucos começaram a perceber o seu valor. Certo é também que uma das suas grandes temporadas foi a de 2014/2015 em que o médio consegue sete golos e 11 assistências em 46 jogos. Nos 53 jogos da última temporada, Herrera fez nove golos e três assistências. Este tinha um papel importantíssimo no momento de transição defesa-ataque ou até mesmo a criar jogo.
O seu remate era também um ponto forte do mexicano, conseguindo, por fezes, golos de belo efeito. Porém, o seu “pulmão” era um dos fatores determinantes durante os noventa minutos. Herrera corria para a frente e para trás do início ao fim e ainda era capaz de fazer sprints aos 90 minutos de jogo caso fosse necessário. Não tinha a mesma habilidade para destruir o jogo do adversário que Uribe, mas tinha muita mais capacidade ofensiva do que o colombiano.
Veredito: Apesar de serem jogadores muito, muito idênticos, Uribe parece ser uma versão ligeiramente melhorada de Herrera no sentido de que peca menos a nível defensivo e é excelente a conseguir recuperar a bola e sair para o ataque com ela, deixando os colegas em boa posição. Contudo, ainda tem muito a mostrar para chegar ao patamar de Herrera, pois o futebol mexicano é bem diferente do Europeu e nisso o ex-capitão do FC Porto já é “especialista”. Por tudo o que deu ao FC Porto e pelo que mostrou na Europa, Herrera vence, mas Uribe pode muito bem ser o futuro.
Foto de capa: Edição Bola na Rede/Imagens Jogadores: FC Porto
Portugal iniciou a sua caminhada no Euro sub-19 de futsal com um encontro perante a seleção anfitriã – a Letónia -, em plena Arena Riga. O jogo começou bastante indeciso e com uma fase de estudo mútuo, algo habitual nestes encontros, perante as bancadas cheias de adeptos locais obviamente a puxar pela seleção báltica.
Nos primeiros minutos do encontro, o ponto mais negativo foi o excesso de faltas da nossa seleção. Um total de três, algo que foi controlado no restante da metade inicial, pois a partir da sexta falta há livre direto de dez metros, sem barreira. Em termos de faltas, acabámos com cinco, contra três da Letónia, significando isso que lográmos evitar livres diretos.
Ao intervalo, vencíamos por dois a zero, com um autogolo de um defesa letão e um excelente golo de Neves. O nosso número sete marcou com uma finalização fabulosa e demonstra uma maturidade e um sentido de oportunidade raros, sobretudo, quando estamos a falar de jovens com no máximo 19 anos.
Apesar da entrada em falso, o resultado no término da etapa inicial ajustava-se perfeitamente ao que estava a ser apresentado em quadra, onde a superioridade lusitana raramente foi colocada em questão. A expetativa para a segunda metade era por isso alta, para ver se conseguíamos manter o domínio do jogo, ou se a Letónia ia conseguir responder nos 20 minutos restantes.
O capitão Célio Coque marcou um dos seis golos portugueses Fonte:UEFA
A reentrada em campo dificilmente poderia ser melhor, graças aos dois golos de Célio Coque e Rui Moreira, nos primeiros seis minutos, praticamente sentenciando o jogo. Esta alteração no marcador obrigou a seleção letã a apostar no guarda-redes avançado (vulgar 5×4), assumindo o risco total para tentar diminuir a diferença no marcador e possivelmente entrar na discussão do encontro.
A meio da segunda parte, surgiu o quinto golo, em mais uma finalização brilhante de Neves, claramente um jogador acima da média. Posto este momento, e tendo em conta que esta desvantagem era praticamente impossível de ser anulada, o jogo foi calmamente caminhando para a sua fase final, com várias ocasiões junto das duas balizas.
Apenas a quatro minutos do final a bola voltou a balançar as redes, pela sexta vez as letãs, numa jogada e finalização vistosas por parte de Dani.
Até ao fim, não houve mais nenhum momento de destaque, mantendo-se o resutlado de 6-0 favorável a Portugal frente à Letónia. A vitória garante uma vantagem preciosa que permite a liderança partilhada com a Polónia, próximo adversário nesta competição. O ponto positivo deste encontro, para além da vitória confortável, foi manter a baliza inviolada e um registo defensivo imaculado.
CINCO INICIAIS:
Letónia – Šķesters-Kambals (GR), Cvetkovs, Ivenkovs, Kozlovskis e Tarakanovs
Portugal – Bernardo Paçó (GR), Célio, Neves, Tomás Paçó e Sévio
Perante um estádio na praia de Buarcos, na Figueira da Foz, completamente a rebentar pelas costuras, Portugal realizou um segundo e terceiro períodos de grande nível, tendo derrotado a Rússia por 4-2. Conquistando o seu sexto título de Campeão Europeu de futebol de praia!
A partida arrancou de forma algo tumultuosa, com várias paragens a travarem o ritmo de jogo, tendo sido a Rússia quem mais perto ficou de marcar. Porém, os lances de bola parada de que dispuseram pouco ou nenhum perigo levou para a baliza de Andrade.
Apenas com cerca de três minutos jogados Portugal conseguiu criar uma jogada de golo, mas Von, na sequência do seu habitual pontapé de bicicleta, não conseguiu bater Chuzhkov. Pouco depois, após uma tentativa de combinação com Jordan, Léo Martins sofreu falta em zona frontal à baliza russa. Com uma excelente oportunidade para abrir o marcador, o camisola onze da equipa das quinas rematou forte, mas à figura de Chuzhkov. Passados alguns segundos, foi a vez de Andrade tentar a sua sorte desde muito longe, mas guarda-redes russo socou o esférico para canto.
A cerca de seis minutos e quinze segundos do intervalo, Zemskov deixou Léo Martins “nas covas” e o jogador português cometeu penalti. Zemskov, no frente a frente com Andrade, optou pelo remate forte e ao centro da baliza, permitindo a defesa do guardião luso. Contudo, volvidos alguns instantes, Zemskov antecipou-se a Coimbra e rematou para o fundo das redes, fazendo o 1-0. Pouco depois poderia ter surgido o segundo, mas a bicicleta de Makarov saiu muito mal.
O golo fez a Rússia tomar conta do encontro e a faltarem três minutos e meio para a pausa, uma falha defensiva quase resultou no avolumar do score. Valeu que o remate de Poporotnyi passou ao lado da baliza de Andrade. Volvidos alguns momentos, um erro na construção de Portugal permitiu que dois jogadores russos seguissem isolados para a baliza portuguesa, mas Andrade conseguiu evitar o segundo. Pouco depois, o guarda-redes português voltou a testar a sua meia distância e esteve perto de ser feliz, mas o desvio na areia foi à barra da baliza de Chuzhkov. Não marcou Portugal, marcou a Rússia. Livre em boa posição e Makarov, com um remate forte, fez o 2-0.
Finalizado o primeiro período, a Rússia vencia Portugal por dois golos sem resposta. Os comandados por Mário Narciso entraram melhor, mas para além do lance de Von, não conseguiram criar nenhuma outra jogada de finalização. A formação russa foi fria e eficaz, esperando pelo momento certo para passar para a frente e quando o conseguiu tomou conta das rédeas da partida. Portugal tinha que jogar muito mais para conseguir dar a volta ao rumo dos acontecimentos.
A Rússia entrou melhor no jogo do que a seleção portuguesa Fonte: Rafael Ferreira/Bola na Rede
Rúben Brilhante foi a novidade do cinco português para os segundos doze minutos e no seguimento de uma combinação com Belchior ficou em excelente posição para marcar. Todavia, o remate do jovem nazareno foi defendido para o guardião russo, que saiu lesionado, para o poste direito da sua baliza. Pouco depois, Ruben Brilhante obrigou Bazhenov a defesa apertada e na recarga Von ficou a milímetros de marcar, tendo valido o corte de Nikonorov em cima da linha.
Melhor no jogo, Portugal procurava reduzir o marcador o rápido possível. A ânsia de marcar resultava em algumas distrações de cariz defensivo, lances que a Rússia tentou aproveitar, mas que a seleção portuguesa conseguiu resolver.
O Vitória Sport Clube tem sido uma das equipas mais entusiasmantes no futebol nacional neste início de época. Apesar de ainda não somarem qualquer vitória no campeonato, a equipa orientada por Ivo Vieira tem-se destacado pela qualidade do seu futebol, tendo já conseguido a qualificação para a Fase de Grupos da Liga Europa, após levar a melhor sobre o adversário em três eliminatórias.
Mais do que o futebol de qualidade que a equipa vimaranense tem praticado, o técnico madeirense também se tem destacado por lançar alguns jogadores que rapidamente se vão destacando de Castelo ao peito e tornando-se mais valias no seu modelo.
Começando por trás, o principal destaque do sector defensivo (e possivelmente, de toda a equipa) vai para Edmond Tapsoba. O defesa-central natural do Burkina Faso está no Vitória de Guimarães desde 2017, depois de uma curta passagem pelo Leixões SC. Depois de se ter destacado na equipa B na última temporada, rapidamente se afirmou na equipa principal pela sua habilidade com a bola nos pés, mostrando ser um especialista na cobrança de grandes penalidades.
Tapsoba converteu a grande penalidade que deu o apuramento para a Fase de Grupos da Liga Europa Fonte: Vitória SC
No meio-campo, Ali Musrati foi mais um jogador da equipa B a afirmar-se como titular na equipa principal vitoriana. O médio-defensivo natural da Líbia ingressou no Vitória SC em Janeiro de 2017. Após duas temporadas e meia ao serviço da formação secundária vimaranense, Ali Musrati foi promovido à equipa principal e lançado no onze titular por Ivo Vieira, tendo até momento sido titular em todos os jogos já realizados nesta temporada.
Sem ainda ter a influência dos jogadores acima mencionados, há-que realçar a aposta no “homem da terra” – André Almeida. O miúdo de 19 anos fez toda a formação no clube da cidade-berço, tendo-se estreado pela equipa B vitoriana com apenas 16 anos. Agora como sénior de primeiro ano, chegou à equipa principal, participou em seis dos 10 jogos já realizados, tendo deixado boas indicações a Ivo Vieira.
Mais do que estes jovens lançados por Ivo Vieira, a equipa vimaranense ainda conta com uma boa base de experiência, assente em jogadores como Douglas, Pedro Henrique e André André. Ainda conta com jogadores que têm vindo a evoluir e a afirmarem-se no onze, tais como Pepê e Rochinha. E com as chegadas de – este último é um reforço muito acima da média para a realidade nacional fora dos três grandes – a equipa consiga corrigir o défice na finalização que tem revelado neste início de época.
Mas a aposta nestes miúdos tem vindo a mostrar que Ivo Vieira é o homem certo para o projecto do clube, e que irá conseguir construir uma equipa competitiva e que pratica um futebol atractivo e capaz de dar um futuro risonho a um clube que tem vindo a crescer cada vez mais.
Aqui está o final tão esperado pelos tifosi: a merecida vitória da Ferrari, com Charles Leclerc a ganhar a sua segunda corrida consecutiva, no Grande Prémio de casa. De salientar que desde 2010 que a Ferrari não ganhava em casa. Mas que conquista!
Aquilo que se tornou um “sogno” para o piloto monegasco da Ferrari, por outro lado, não foi tão bom para o colega de equipa, Sebastian Vettel, que terminou em 13º, muito devido ao incidente na volta seis com o piloto da Racing Point, Lance Stroll, acabando por ser penalizado com um Stop and Go e que define em muito a sua performance de hoje.
Para finalizar o pódio, temos ambos os homens da Mercedes – Valtteri Bottas, em segundo, e Lewis Hamilton, em terceiro lugar.
Lewis Hamilton tentou, desde o início, ganhar a posição ao piloto monegasco da Ferrari, mas tal não se sucedeu, terminando assim em terceiro lugar Fonte: Mercedes AMG-F1
Noutros destaques, é de destacar os pilotos da equipa francesa da Renault, Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, que tiveram uma corrida extraordinária desde o início, mantendo os seus lugares em quarto e em quinto, respetivamente.
De sexto ao décimo lugar, e para encerrar os pontos, ficaram Albon (Red Bull), Perez (Racing Point), Verstappen (Red Bull), Giovinazzi (Alfa Romeo) e Norris (McLaren).
Apenas três carros se retiraram hoje: Carlos Sainz (McLaren), Daniil Kvyat (Toro Rosso) e Kevin Magnussen (Haas).
A Red Bull desiludiu um pouco, tendo uma performance de corrida bastante apagada no que toca ao top 3: Verstappen destacou-se pela sua difícil corrida, em que começou de 19º e acabou em oitavo lugar, o que não foi, de todo, uma má prestação do piloto holandês. Mas Albon manteve-se um pouco mais constante à sua starting grid, subindo dois lugares, e por isso, penso que se esperava um pouco mais do piloto tailandês.
Monza ficou claramente marcada pelo fim-de-semana da qualificação “bizarra”, com a corrida caraterizada por inúmeras penalizações para os pilotos do início ao fim, que, em alguns, acabaram por afetar e muito o ritmo da corrida – o maior exemplo é o de Sebastian Vettel, que o impediu de obter um resultado favorável para a scuderia italiana.
Todos os anos assistimos ao espetáculo que o Autódromo Nacional de Monza nos oferece, e, durante todo a época do campeonato de Fórmula 1, não encontrámos um público que seja tão apaixonado como o público italiano. É fascinante como o desporto motorizado, se por vezes não parece ser tão valorizado como deveria ser, em Itália sentimos completamente o contrário.
Por isto, o verdadeiro destaque do GP de Itália deste ano está no triunfo da Ferrari e, sem dúvida, na sua incrível massa de fãs, que se torna cada vez mais incansável a cada ano que passa.
Agora, próxima paragem: GP de Singapura, do 20 ao 22 deste mês. Manter-se-á o bom momento da Ferrari, que parece ter chegado na hora certa? Cá estaremos para analisar.
Gabriel Appelt Pires dispensa os apelidos em contexto profissional. Como Cher, basta o primeiro nome para o reconhecimento geral, enquanto que tal como o homónimo, O Pensador, constrói os melhores versos do futebol benfiquista. Gabriel inspira-se na música para explanar todo o seu talento nos relvados e para construir uma marca própria de qualidade comprovada, a cada jogo na Luz.
Com 18 anos, e enquanto sambava pelos relvados do Cariocão com a camisola do Resende FC, a Juventus aparece na sua vida. Os italianos aparecem aos portões d’O Trabalhador com uma proposta choruda: dois milhões de reais para levar Gabriel e o irmão, Guilherme.
O dinheiro chega e apenas a burocracia impede o segundo de seguir viagem, deixando o jovem Gabriel à mercê do seu futuro: a adaptação não corre bem, a carreira vai-se pautando por uma enxurrada de empréstimos na Série B, sem perspectivas de evolução durante 4 anos. O histórico Pro Vercelli foi o primeiro a acolher o garotão, seguido por Spezia, Pescara e Livorno, até o Leganés se chegar à frente.
É nos arredores de Madrid que Gabriel explode definitivamente para o futebol de alto nível, fruto da aposta de Asier Garitano. Os métodos do actual treinador da Real Sociedad elevaram o jogo de Gabriel a outro nível, que motivou a mudança para Portugal a troco de quase 10 milhões de euros no Verão passado.
A presença de Gabriel no onze titular do Benfica é sinónimo de sucesso: na Liga NOS, dos 17 jogos em que foi utilizado, 15 contam-se por vitórias e os 2 restantes por empates. Com ele em campo, em território nacional, o Benfica perde apenas em Alvalade e em Braga, frente ao Porto, na meia-final da Taça da Liga. São 27 jogos, 23 vitórias. A
A disponibilidade física de Gabriel, aliada à sua elevada qualidade técnica e forte sentido tático, fazem dele a peça essencial na máquina de Bruno Lage, onde assenta arraiais no duplo-pivot, ora acompanhado pelos recuperadores de bolas Samaris e Florentino.
O seu papel preponderante na transição defensiva e na reacção à perda da bola reflecte-se depois no bom funcionamento atacante, como comprovam os 69 golos marcados com ele campo nos 27 jogos nacionais, traduzindo-se numa média de 2,5 golos por jogo.
Os dados do Benfica com Gabriel em campo. A engrenagem que faz toda a máquina funcionar Fonte: Transfermarkt
E se em contexto nacional é notório o peso do centrocampista na equipa, na Europa o caso muda de figura. Na caminhada nada famosa de 2018-19, Gabriel foi titular nos jogos decisivos ás aspirações encarnadas, não obtendo por isso um bom score.
Se Rui Vitória preferiu a titularidade de outros intervenientes nas vitórias contra o AEK, em Amesterdão e Munique sentiu a obrigação de utilizar o seu melhor médio: Gabriel é peça no tabuleiro encarnado na luta pela qualificação, não conseguindo evitar a derrota tardia na Holanda ou o descalabro alemão. Dessa forma, e com a rotatividade imposta por Bruno Lage na prova secundária, a estatística de Gabriel é francamente pobre em contexto internacional.
O seu principal handicap enquanto atleta de alta competição passa pela sua apetência para lesões, onde só no Benfica já perdeu 14 jogos, divididos em fases distintas. Os seus joelhos já se manifestaram por duas vezes, com a mais problemática sendo já em Portugal.
A lesão do final da época passada levou-o a ficar de fora por nove jogos, ficando assim excluindo da fase de todas as decisões, numa altura que se sentiu sobremaneira a sua ausência no miolo. Mas é no principio da aventura europeia que o seu corpo se ressente mais, com duas graves lesões em Itália. O perónio de Gabriel manifesta-se primeiro ao serviço do Pro Vercelli, onde fica de fora três meses, para um ano depois voltar ao mesmo martírio.
Com toque de bola diferenciado e fruto das aprendizagens táticas em Itália, Gabriel tem em 2019-20 a oportunidade de se assumir fora de portas, a nível Champions, como médio de eleição. O sistema onde está inserido é o ideal para a sua forma de jogar. Lage não vê nele um box to box, como o via Rui Vitória, mas antes o arquitecto de todo o projecto que, nas palavras da direcção, se intitula de Benfica Europeu.
Após um final caótico de mercado de Verão, o Sporting CP, no que a extremos diz respeito, deixou sair Raphinha por 21 milhões e Diaby por empréstimo, enquanto que ingressaram no plantel jogadores como Fernando, Jesé e Bolasie, todos por empréstimo. Assim, o novo trio entrará de imediato às ordens de Leonel Pontes, que poderá contar com eles até ao fim da temporada.
Atualmente, depois de toda esta azáfama, podemos concluir que, neste momento, os jogadores disponíveis para jogar nas linhas ofensivas do Sporting CP são: Vietto, Gonzalo Plata, Rafael Camacho, Jovane, Jesé, Fernando e Bolasie. São sete jogadores para apenas duas posições.
Na minha opinião, em termos financeiros, estas contratações de última hora foram de um total desnorte da direção leonina, que revelou uma gritante falta de projeto para o clube. Quando é dito que não há dinheiro e que é preciso vender, foram gastos sete milhões e meio de euros com Vietto e cinco em Rafael Camacho, que até hoje não somou qualquer minuto em jogos oficiais. Para além disso, chegam três jogadores por empréstimo com avultados salários, sendo que Fernando, de apenas 20 anos, poderá tirar lugar a atletas que já estavam no clube com igual ou maior potencial, sobretudo Plata e, quem sabe, Joelson Fernandes.
A Academia de Alcochete é reconhecida, sobretudo, pela sua fertilidade em extremos desequilibradores e dotados tecnicamente. Estará esquecida? Fonte: Sporting CP
Olhando para o que os novos reforços podem oferecer, desportivamente, recebo este trio com alguma desconfiança. O nome mais sonante é o de Jesé, jogador formado no Real Madrid que desde novo apresentou qualidade acima da média. Contudo, os últimos anos têm sido muito fracos e não se sabe o que esperar do rendimento do avançado espanhol. Quanto a Bolasie, jogador que custou 30 milhões de euros aos cofres do Everton, também não tem apresentado bons números nas últimas épocas, tendo marcado seis golos em 17 jogos pelo Anderlecht na última época. Por último, Fernando não foi opção no Shaktar de Luís Castro e chega com vários pontos de interrogação.
Resumindo tudo isto, não posso afirmar com total certeza o que esperar deste setor do plantel. Vietto tem mostrado alguma qualidade, mas precisa de regularidade. Gonzalo Plata tem muito potencial e, para mim, deveria ser aposta do clube, até porque é um dos jovens mais promissores da América do Sul. Relativamente aos novos reforços, estou curioso para perceber sobretudo o que podem oferecer Jesé e Bolasie. Quanto a Fernando, receio que vá ter pouco tempo de jogo, salvo alguma lesão.
Concluindo, não concordo de todo com esta política levada a cabo por Frederico Varandas. O dia 2 de Setembro foi passado num turbilhão de emoções que parecem demonstrar uma grande falta de rumo, relativamente ao projeto desportivo. Contratar três jogadores por empréstimo não augura grandes coisas. Espero estar enganado.