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Soccerex Europe 2019: O Futebol na sua verdadeira essência

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O Bola na Rede marcou presença nos dois dias da Soccerex Europe, evento que contou com a presença de cerca de 1500 figuras do mundo do futebol no município de Oeiras. O antigo jogador Deco, o Secretário-Geral Adjunto da UEFA, Giorgio Marchetti, Christian Karembeu, Louis Saha, Tiago Craveiro, Diretor Geral da Federação Portuguesa de Futebol e, por fim, o presidente da La Liga – Javier Tebas – são exemplos das entidades que marcaram presença nos dois dias de debate futebolístico.

Num desporto que vive de emoções instantâneas, eventos como este, em que se reflete um pouco sobre tudo o que se passa no mundo do mesmo, são essenciais para retirar conclusões e, deste modo, melhorar também o futuro. Falar de problemas em concreto e muito sérios, bem como a busca de soluções para os mesmos. Portugal precisava deste tipo de eventos para que se pudesse ver que dá para discutir sobre futebol pacificamente.

Tivemos todo o tipo de empresas presentes neste evento. Podia-se encontrar de tudo: equipamentos para o treino físico do jogador, agências de viagens para o transporte de equipas, empresas de colocação de relvados ou até da proteção dos mesmos. Porém, não julgue que é apenas empresas a trabalhar para o verdadeiro futebol, pois os brinquedos não estão mortos e a fantasia ainda é uma solução. Há quem opte por uns matraquilhos ou até mesmo por futebol virtual.

Havia para todos os gostos e era apenas necessário escolher. Se não teve oportunidade de ir a este evento não se aflija porque aqui encontrou a solução! Entre nesta viagem connosco até à Soccerex Europe 2019.

A bola não entra!

É aquilo que o adepto comum quer ver, aquilo que qualquer espetador aguarda ansiosamente numa partida de futebol, esteja nas bancadas ou em frente a uma TV. O verdadeiro clímax do jogo, o que mais faz acelerar as pulsações e provocar diversos estados de emoções. Mesmo que a exibição não seja a mais convincente, aquilo tem de suceder. Para alguns funciona como uma espécie de ‘’vitamina’’, é a alegria incessante do momento. Aquilo, significa obviamente, o golo. E o golo é precisamente o que não se tem visto para as formações do Jamor e do Sado.

Tem sido um percurso algo penoso para Belenenses SAD e Vitória FC – as únicas formações que ainda não marcaram nesta Liga. Jorge Silas até já deixou o comando técnico dos “azuis”, o que terá sido uma surpresa para muitos, apesar do fraco início de temporada. O clube deverá anunciar em breve um treinador definitivo e esperar que esta dor de cabeça seja ultrapassada, tal como Sandro Mendes, que por esta altura estará à procura da fórmula que resulte em festejo. Talvez esta paragem do campeonato seja benéfica, no sentido em que existe mais tempo para aprimorar os processos de jogo e trabalhar especificamente o capítulo da finalização.

Se olharmos para a época do Belenenses SAD e tal como no campeonato, a equipa também não conseguiu marcar no primeiro jogo oficial a contar para a Taça da Liga, quando saiu derrotada em casa frente ao CD Santa Clara – estendendo a sua seca por mais 90 minutos. Para tentar colmatar esta lacuna, os “azuis” reforçaram-se no ataque com o avançado Mateo Cassierra – colombiano proveniente do Ajax. O novo reforço pode ser a peça que faltava e as esperanças vão começar a ser depositadas em si.

O cunho pessoal de Silas estava bem vincado no estilo de jogo da equipa, que privilegiava a posse. Com a sua saída, novas ideias irão provavelmente ser implementadas e a forma de jogar alterada. Se nos focarmos nos jogos da Liga, os “azuis” são a segunda equipa com melhor percentagem de posse de bola, indo ao encontro das pretensões do ex-treinador. Mas há um dado importante que pode ajudar a explicar a falta de golos: são a formação com a pior média de remates por jogo. E sem remates certeiros não há posse que aguente. Os homens mais adiantados, Kikas e Licá, não têm dado conta do recado, nem os habituais suplentes. No fundo, é uma equipa que procura controlar o jogo, mas que tem permitido aos adversários criarem mais oportunidades de golo.

Koffi tem sido um dos destaques do Belenenses SAD, ao contrário do ataque que ainda não conseguiu festejar
Fonte: Liga Portugal

Por sua vez, os sadinos apenas marcaram um golo no primeiro jogo oficial da época, frente ao Moreirense FC para a Taça da Liga. Daí para cá é o que se sabe. Os últimos dias de mercado foram aproveitados para contratar Jubal, defesa central, e Leandrinho, médio centro.

Por outro lado, aqui a realidade é bem diferente, pois é uma equipa que atua mais na expectativa e que tenta ‘’entregar’’ as situações de golo aos homens da frente, normalmente composta por Zequinha, Hildeberto e o ponta de lança Hachadi. O jovem marroquinho parece ainda não ter encaixado bem nesta formação, nem tão pouco Brian Mansilla e Guedes, os outros avançados normalmente lançados a partir do banco. Nota-se claramente a falta de Cádiz, mas esse era um fator conhecido previamente pela estrutura vitoriana. Em termos estatísticos, o Vitória FC é um dos conjuntos com pior média de posse de bola e de remates por jogo, o que, pode não explicar tudo, mas se revela como um sinal insatisfatório da realidade vivida pelos do Sado.

Este não é, porém, um cenário inédito neste século, uma vez que é preciso recuar até 2006/2007 para se encontrar registo semelhante num início de época. Após a quarta ronda da referida temporada, o CF Estrela da Amadora também não tinha nenhum golo obtido e apenas o alcançou na ronda seguinte. Se “azuis” e vitorianos não pretendem entrar na parte negativa da história, necessitam de marcar na próxima jornada.

Embora sejam dois conjuntos com formas de jogar e de abordar o jogo completamente diferentes, ambos não têm sido felizes na hora da finalização. A verdade é que este pode ser um problema que, volvidos os primeiros quatro jogos, pode pesar para os jogadores e fazerem-nos sentir cada vez mais pressionados se o golo tardar a surgir. Mas este é o lado mais negativo (mas exequível) da questão. O objetivo passa por quebrar este tabu e os jogadores precisam de sentir essa responsabilidade, impedindo que a seca de golos se prologue.

Foto de capa: Vitória FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Na ponta da lança

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Não redijo este texto com o desígnio de narrar cada um dos tentos apontados pela laranja mecânica, portadora de uma enorme veia goleadora, nem exercer o colóquio munido de mil saudades e nostalgias. Em três épocas, Bas Dost dadivou os adeptos com 93 (preciosos) golos e difundiu, de norte a sul, aquele festejo hemisférico, mesclando o rugido com o sorriso inconfundível. Aquela ínfima parte do universo insciente já era, o holandês descortinou “Thunderstruck”.

Mas é passado, e dos passados vivem os museus. O presente é uma encruzilhada de pensamentos inócuos e o futuro é o que Frederico Varandas pretender dele. A tranquilidade reina no gatil do leão, a preocupação é inexistente e as palmadinhas nas costas constantes. Como adepto (e aposto que, como eu, a maioria deles) esperei que, cessado o dossiê Dost, a eminência cavalgasse num galopar voraz sobre a terra rasa e poeirenta que cobre o mercado de transferências. Resultado? Nem a trote: o cavalo permanece preso por uma corda que volteia a árvore, inerte e estático, enquanto o líder leonino recua e avança em pensamento sobre a possibilidade de testar a índole dócil e quiçá acariciá-lo. Ou seja, desprendê-lo e montá-lo é uma alucinação. De que serve cansar o mamífero?

Os golos em catadupa do holandês e o seu consequente festejo melódico nas bancadas ainda ecoam em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Atacar o campeonato somente com Luiz Phellype? Admiro o credo de Frederico Varandas!  Equipas que se sagraram campeãs com um único avançado têm, para sempre, a minha vénia. Ao contrário do líder, exibo o meu ceticismo. Mas, caso o futebol português, até maio, padeça de um tufão, sou a primeira pessoa a pedir licença à Câmara Municipal de Lisboa para lhe erguer a merecida escultura.

Esperem! Será que a legião sportinguista se precipitou nos comentários? Será que ele durante o tic tac do fecho apresenta uma contratação que evidencie uma alteração de paradigma? Por que razão nós, adeptos, demonstramos inquietação se, daqui a duas jornadas, podemos festejar ao ritmo de um “Ceremony”, de um “Ready To Start” ou de um “To The End”? Falta “só” deliberar o estilo…

Agora, algo completamente diferente. Ocorreu-me que pudesse reabrir o período de captações com um número pré-estabelecido para a posição letal. Afirmo convictamente de que encontraria alguém que dignificasse a listada verde e branca, independentemente da qualidade exibicional. E não, não queria a estátua. Bastava o que foge há quase 18 anos…

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FPF eSports – O Futuro do Pro Clubs em Portugal

Esta história tem início no final da época passada das competições FPF eSports, mais concretamente no fim do mês de Junho. Em declaração oficial, as actividades relativas ao Pro Clubs nacional foram suspensas até o passado dia 1 de Setembro, muito por causa das conversações com a EA Sports, FIFA e a FPF eSports. Sendo que, com essa suspensão toda a preparação com vista para o FIFA 20 e a época 19/20 esteve interrompida até novo comunicado da FPF eSports.

Pelas redes sociais gerou-se bastante polémica e ao mesmo tempo muita insegurança sobre o futuro do Pro Clubs no cenário nacional. Centenas de jogadores e equipas ficaram alarmadas com toda esta situação e sem perceber muito bem qual seria sobretudo a curto-prazo o destino das competições da FPF eSports.

É certo que durante este período de dois meses e meio muita especulação foi feita por parte dos jogadores e membros envolventes que simplesmente esperam um salto competitivo por parte da EA Sports e também um reconhecimento sobre o que o modo Pro Clubs traz para o eSports nacionais e internacionais.

Os símbolos das competições de eSports da FPF
Fonte: FPF eSports

Assim como prometido, um comunicado foi emitido no início desta semana na plataforma da FPF eSports no qual revelou que a suspensão foi levantada e as conversações com a EA Sports e FIFA terminaram.

Pode-se ler na declaração o seguinte: «Desde 2017, a FPF eSports tem feito um trabalho de desenvolvimento no modo Pro Clubs em conjunto com a comunidade, com resultados positivos e exemplares. Este trabalho tem sido, desde então, apresentado junto da equipa da EA e responsável pela gestão do videojogo FIFA e respetivo modo de jogo Pro Clubs. Infelizmente, no final da época 2018/2019, a FPF foi levada a limitar toda a sua atividade a nível de Pro Clubs por esta ser contra a estratégia da produtora do vídeojogo. Durante a transição desta última época, a FPF voltou a reunir com a EA para definir uma estratégia para o panorama nacional das competições de Pro Clubs».

Por cada Santo que caia, outro se levantará

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Em maio último, o mundo do futebol e, em particular, o universo portista ficou em choque com o susto por que passou o ‘santo’ Iker Casillas. Mais a frio, e já depois da situação clínica do espanhol ficar estável, percebeu-se que a baliza dos dragões (que já iriam perder peças importantíssimas nos setores mais dianteiros do terreno) poderia ser mais um dos grandes problemas para resolver. Eis que, do céu, um outro anjo aterra na invicta e, rapidamente, sossega os corações mais dados a preocupações.

Pois bem, Augustín Marchesín, argentino de 31 anos, não era, à primeira vista, um nome que pudesse consensualizar as opiniões de todos os quadrantes, sobretudo se tivermos em conta os inúmeros nomes (alguns de muito crédito) que foram desfilando nas páginas dos jornais, tais como Navas, Koubek, Trapp e até Gigi Buffon.

Os vídeos disponíveis na internet serviram de suporte à formação da primeira opinião sobre aquele que se configuraria como o novo número um da baliza azul e branca e a verdade é que escorreu alguma água da boca dos adeptos. Desde as defesas incríveis por instinto aos golos de pontapé de bicicleta nos treinos, passando pelos tentos decisivos em jogos decididos nos desempates por penaltis. A apresentação de Marchesín estava feita, mas faltava o mais importante: confirmar credenciais.

O mais recente mercado de transferências, apesar de ser um dos mais exigentes dos últimos anos, acabou por confirmar um FC Porto cirúrgico e assertivo nas escolhas para os lugares deixados por Casillas, Felipe, Militão, Herrera e Brahimi. A defesa (o setor em foco neste artigo) viu-se refém de três peças verdadeiramente importantes na dinâmica da equipa, seja pela qualidade dos seus atletas ou da experiência que cada um emprestava aos restantes colegas. No caso particular da baliza, seria necessário alguém que pudesse ter a muito pouco provável capacidade de fazer esquecer aqueles ‘fuera, fuera’ que Casillas gritava assim que um lance de bola parada era sacudido pela defesa. Ou até mesmo, alguém que pudesse igualar o ‘Santo’ nas exibições arrebatadores nos jogos de grande exigência, com paradas verdadeiramente incríveis (quem não se lembra do voo soberbo a parar o cabeceamento de Coates em cima dos 90; ou o primeiro clássico na Luz em que levou ao desespero os artilheiros Jonas e Mitroglou com uma mão cheia de defesas “impossíveis”?).

Marchesín tem no jogo de pés uma das maiores virtudes
Fonte: FC Porto

A primeira aparição de Marchesín, rapidamente fez crer que a baliza estaria em boas mãos (não terá Casillas tido influência na chegada do argentino ao Dragão?). Uma calma incrível na hora de trocar a bola com os colegas da defesa perante a pressão dos avançados do FK Krasnodar e a capacidade de nunca se desconcertar num jogo em que o adversário raramente incomodou, a não ser perto do final, altura em que Marche foi chamado a mostrar pela primeira vez os seus dotes de elasticidade, misturados com uma boa dose de reflexos.

A panóplia de soluções para parar os golos adversários continuou em Barcelos, com três paradas fenomenais, que acabaram ofuscada pelo resultado final negativo. O mesmo sucedeu no jogo seguinte, na receção aos russos que ditou a desilusão europeia. A perder por três, Marche teve uma ação decisiva, no cara a cara com o avançado, a negar um resultado mais humilhante e a dar à equipa uma nova chance para continuar a acreditar numa reviravolta que esteve perto, mas não se concretizou. A partir daqui deu-se o reset exibicional, mas Marche continuou a ser uma das figuras, ao manter a baliza a zeros, conseguindo tornar o retângulo magico demasiado pequeno para quem ataca.

No Reino do Dragão, houve uma lenda que caiu, mas rapidamente outra se levantou para mostrar ao mundo que não há espaço, nem tempo para lamentos no futebol. Iker estará certamente orgulhoso por perceber que o legado que deixou na baliza está em boas mãos.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

E depois de Tom Dumoulin?

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Foi um dos momentos chave do mercado de transferências ciclístico para a próxima época. A ida de Tom Dumoulin para a Jumbo-Visma deixando o contrato com a Sunweb a meio surpreendeu e pode ser o ponto de viragem no domínio da Sky/INEOS nas Grandes Voltas.

Ora, se a Jumbo fica com um plantel recheado e confirma o estatuto de uma das melhores equipas do mundo, a Sunweb perde o seu principal líder e terá que repensar a sua estratégia para o futuro.

Para já, o foco parece ser voltado para as clássicas, com a contratação mais sonante a de Tiesj Benoot, que se juntará a Soren Kragh Andersen, Michael Matthews e Marc Hirshi para formar um bloco sólido e que pode estar na discussão das grandes provas. O grande problema é tratarem-se de ciclistas muito regulares, mas a quem muitas vezes falta aquele extra para vencer, mas no dia certo, podem ganhar qualquer prova de um dia.

Outro foco será certamente os sprints e numa especialidade em que a equipa tem experiências de muito sucesso no passado, há matéria em bruto para voltarem aos seus dias de glória. Se para finais mais seletivos Matthews continua a ser um dos melhores do mundo, os jovens Bol, Kanter e Dainese podem vir a figurar entre a elite do pelotão nos próximos tempos.
Cees Bol é um dos promissores sprinters da equipa alemã e já se estreou a vencer no World Tour
Fonte: Team Sunweb

Nas Provas por etapas, a saída de Dumoulin mata as expectativas de grandes vitórias, mas o conjunto alemão não fica totalmente órfão. Tanto Kelderman como Oomen são ciclistas com capacidade para apresentarem resultados, especialmente este último que é um dos mais promissores jovens trepadores. E há ainda nomes como Hamilton, Hirshi ou Hindley para provas menos montanhosas.

Em termos de gregários, o alemão Nikias Arndt é claramente um homem que qualquer equipa gostaria de ter e contam ainda com nomes sólidos como Haga, Denz ou Sutterlin. No entanto, talvez falte um pouco de profundidade e experiência.

De qualquer modo, o grande trunfo da Sunweb para resistir à tempestade criada pela saída de Dumoulin é a sua aposta nos jovens. Tanto vindos da sua equipa de desenvolvimento como de outras paragens, a aposta é clara e tem dado resultados, formando alguns dos craques do pelotão e o plantel da próxima época continuará a refletir isso com Arensman, Nieuwenhuis ou Pedersen a serem ciclistas a seguir nos anos vindouros.

Agora saiu Dumoulin, mas o mesmo já tinha acontecido com Barguil, Kittel ou Degenkolb e a equipa sempre foi capaz de se reinventar, pelo que nada indica que desta vez será diferente.

 

Foto de Capa: Team Sunweb

artigo revisto por: Ana Ferreira

A missão de Renato Paiva

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Admito ser daqueles adeptos que programam o seu dia em torno de um jogo dos encarnados, seja da equipa principal ou da equipa B.

Sou muitas vezes questionado por amigos meus de como ser possível ter tempo e vontade de assistir a tanto jogo. Muitas vezes em direto e outras (por motivos profissionais) já horas depois do término.

A razão ou as razões são até muito simples.

Primeiramente o facto de gostar tanto de futebol e do SL Benfica. Depois porque a equipa principal embora seja a equipa cabeça de cartaz, não é a única e muitos dos futuros talentos encarnados coabitam no Seixal espalhados pelas diversas equipas.

Pensar na equipa B é o mesmo que pensar em muitos grandes profissionais que por lá passaram e acredito que a fábrica vai continuar a trabalhar arduamente e a produção continuará a ser exemplarmente bem feita.

Senão vejamos o exemplo da equipa principal.

Bruno Lage, Nuno Tavares, Ruben Dias, Ferro, Zlobin, Jota, Gedson e André Almeida são só alguns dos nomes que passaram pela equipa secundária e que hoje fazem parte da equipa principal.

Este início de época tem sido algo irregular.

Em casa o SL Benfica B tem seis pontos em 12 possíveis. Jogar fora é que tem sido o problema, pois até aqui nenhum ponto foi conquistado.

Se isto significa que os alarmes devem ser ligados? Pois eu penso que não, aliás, tenho a certeza que não.

Os objetivos da equipa não passam apenas por ganhar. Lógico que ganhar é sinónimo de sucesso. Mas numa equipa secundária, o sucesso não é só visto pelo número de pontos que são amealhados durante o campeonato.

Senão vejamos o seguinte exemplo:

Na época 2015/2016 o FC Porto B conquistou o título de campeão após 46 duras batalhas. O sucesso foi conquistado sem que isso se tivesse refletido na equipa principal. Desse plantel apenas André Silva jogou na equipa A, dando rendimento desportivo e financeiro. Outros até tiveram minutos, mas mais nenhum saiu pela porta grande.

A questão que impera aqui é se ganhar é sinónimo de formar?

Recordo uma época em que as coisas não correram bem ao plantel secundário encarnado. Foi necessário a chamada de elementos da equipa principal para ajudarem a chegar à manutenção. Neste caso falo de Gonçalo Guedes e Nelson Semedo. Como grandes profissionais que são e que revelaram ser naquele momento, ambos desceram um degrau sem nunca terem abdicado da vontade e determinação que os definem. O objetivo foi a muito custo assegurado e os dois jogadores acabaram por ser determinantes. Hoje, são jogadores de seleção nacional e grandes figuras do campeonato espanhol.

Gonçalo Guedes, um jogador que cresceu bastante na equipa B e é hoje referência no Valencia CF
Fonte: SL Benfica

Neste aspeto toda a estrutura encarnada tem feito um trabalho exímio. Desde o primeiro ano ao comando de Luís Norton de Matos até chegar a Renato Paiva que a equipa B tem sido brindada com uma grande montra de talentos constituindo um grande alicerce da equipa principal.

É possível fazer um onze só de elementos que jogaram na equipa B sendo posteriormente lançados na equipa A.

Guarda Redes – Bruno Varela

Defesas laterais – Nélson Semedo e João Cancelo

Defesas Centrais – Ruben Dias e Lindelof

Médios – André Gomes, Florentino Luis, Gedson Fernandes e Renato Sanches

Avançados – Ivan Cavaleiro e Gonçalo Guedes

Por estas razões, penso que os objetivos da equipa orientada por Renato Paiva passam por apresentar um bom futebol, um futebol de ataque e de posse. Terminar a época numa posição fora dos lugares de descida será o suficiente se os outros objetivos forem alcançados.

Objetivos estes que passam principalmente por continuar a formar jovens jogadores que possam ser no futuro opções válidas para a equipa principal.

Seguramente que um dos adeptos muito atentos a todos estes jogos será o Mister Bruno Lage.

Foto de Capa: SL Benfica

Portugal 4-0 Gibraltar (sub-21): Goleada escassa para iniciar caminhada

A seleção portuguesa de sub-21 começou a sua campanha rumo ao Europeu de 2021 diante da seleção jovem de Gibraltar, no Complexo Desportivo de Alverca. No onze português, com bases nas seleções de sub-17 e sub-19 que venceram os europeus das respetivas categorias, destaque para a titularidade de Dany Mota, recentemente transferido para a equipa de sub-23 da Juventus e pela qual já marcou dois golos (um deles na sequência de um pontapé de bicicleta).

O jogo começou da melhor forma para os jovens lusos, com Francisco Trincão, extremo do Sporting de Braga, a disferir um excelente remate de pé esquerdo desde a entrada da área e a colocar a bola no fundo da rede. Um remate que aliou potência e colocação, magnífico!
Os pupilos de Rui Jorge não abrandaram e, ao minuto 13, após cruzamento de Pedro Neto, o estreante Dany Mota executou, ao primeiro poste, um cabeceamento de forma perfeita, com a bola a terminar na baliza de Hankins. Dois golos dentro do primeiro quarto de hora de jogo anteviam uma noite tranquila para a seleção lusitana.

A posse de bola continuou a pertencer a Portugal, que não mostrava sinais de querer ficar por ali no resultado. Trincão continuava o mais irrequieto dos lusitanos, mas também Rúben Vinagre e Pedro Neto se iam evidenciando, através de combinações pelo lado esquerdo. Perante tamanho “sufoco”, os gibraltinos limitavam-se a tentar ocupar espaços no seu meio-campo, sem que lhes fosse sequer permitido tocar na bola.

DEPOIS DOS SUB-21, É A VEZ DA SELEÇÃO A. SERÁ QUE PORTUGAL VAI VENCER A SÉRVIA? APOSTA JÁ!

A seleção lusa foi amealhando oportunidades, umas com mais perigo que outras, mas foi ao minuto 44 que chegou a mais soberana de todas: o estreante Dany Mota conquistou uma grande penalidade. No entanto, no momento da conversão, apesar de ter atirado para o lado contrário ao do guarda-redes, a bola acabou por não levar o caminho da baliza e saiu rente ao poste direito, mas pelo lado de fora.

Perante isto, o intervalo chegou com 2-0 no marcador a favor de Portugal, resultado mais que justo, mas que podia (e devia) ser mais avolumado.

Trincão e Diogo Queirós estiveram entre os marcadores do encontro
Fonte: FPF

Portugal entrou na segunda parte da mesma forma que havia terminado a primeira: com a posse de bola só para si e a criar sucessivos ataques por todas as zonas do terreno. Perante tamanha supremacia, o terceiro golo foi mesmo inevitável, tendo chegado por Dany Mota, que bisou na partida, após assistência de Trincão. O estreante redimiu-se do penálti que tinha falhado a terminar o primeiro tempo e fez o 3-0 aos 60 minutos. A goleada ficou estabelecida ao minuto 66, quando Diogo Queirós, que apareceu na área contrária na sequência de um pontapé de canto, atirou para o quarto golo luso, após assistência de Dany Mota (quem haveria de ser). O capitão marcava, mas era o novato quem dava nas vistas.

O encontro permaneceu de sentido único até final, com a oportunidade mais clara a pertencer, novamente, a Dany Mota, que enviou a bola à trave da baliza de Hankins.

A seleção sub-21 portuguesa pecou pela escassez de golos marcados, pois podiam ter vencido por uma margem muito maior. Ainda assim, uma boa vitória para começar a caminhada rumo ao Europeu de 2021, em que os pupilos de Rui Jorge querem marcar presença e, para tal, contarão com o apoio de todos nós.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTUIÇÕES:

Portugal – Diogo Costa; Thierry Correia (Tomás Esteves, 46’); Diogo Queirós; Diogo Leite; Rúben Vinagre; Miguel Luís (Vítor Ferreira, 46’); Daniel Bragança; Domingos Quina (Filipe Soares, 46’); Francisco Trincão (Pedro Pereira, 73’); Pedro Neto (Nuno Santos, 46’); Dany Mota.

Gibraltar – Hankins; Crisp (Gillingwater Pederson, 83’); Ethan Santos; Llambias; Jaime Serra; Ronco (Parkinson, 67’); Cottrel (Ronan, 46’); Breed; De Haro; Parody (Peacock, 88’); El Hmidi (Clinton, 46’).

Olheiro BnR – Fernando

No dia de fecho do mercado de transferência, o Sporting CP esteve ativo, acabando por receber três reforços – Fernando, Jesé Rodríguez e Yannick Bolasie. Em sentido inverso, o clube de Alvalade viu sair Raphinha, Thierry Correia, Diaby, Jefferson, Wallyson.

Fernando foi um dos reforços apresentados no dia 2 de setembro, para o ataque. O jovem brasileiro de 20 anos, chega cedido a título de empréstimo da Ucrânia, do FK Shakhtar Donetsk – clube treinado pelo português, Luís Castro. O Sporting chegou a acordo para a cedência de Fernando, por uma época, sem opção de compra.

Fernando fez toda a sua formação, no SE Palmeiras, o histórico clube brasileiro. Na temporada de 2018, Luiz Felipe Scolari, promoveu a sua estreia na equipa principal, com um golo, num jogo a contar para o Campeonato Paulista, na vitória frente ao Ituano FC.

Realizando apenas um jogo ao serviço do Palmeiras, rumou ao Shakhtar Donetsk a troco de 5.5M€, na época 2018/2019. Na sua primeira época no futebol europeu, realizou 22 jogos, marcando dois golos e uma assistência. Sob a liderança de Paulo Fonseca, conquistou a Liga e a Taça da Ucrânia.
Fernando chega ao Sporting por empréstimo do Shakhtar Donetsk, sem opção de compra
Fonte: FK Shakhtar

Fernando é um extremo tecnicamente evoluído, forte no um contra um, apesar de destro, alinha preferencialmente do lado esquerdo do ataque, e tem na sua velocidade uma das principais características. Assim, será mais uma alternativa no plantel leonino e irá disputar o lugar com jogadores como Acuña, Gonzalo Plata, Rafael Camacho, Jesé Rodríguez e Yannick Bolasie.

Nesta época que ira vestir de leão ao peito, que possa continuar a evoluir, sendo que é muito jovem. Que esta seja uma época de crescimento para Fernando, com golos e assistências para ajudar o Sporting a conquistar títulos.

 

Foto de Capa: Sporting CP

As 10 melhores transferências do mercado de verão

Os meses de julho e agosto constituem, para os amantes de futebol, o período de maior expectativa e incerteza relativamente aos plantéis dos seus clubes, e este ano não foi diferente.

Apesar de ter sido um dos mercados mais emocionantes até final, as grandes transferências deste defeso foram concluídas ainda bem antes do prazo limite. Aqui estão aquelas que são, na minha opinião, as dez melhores aquisições deste verão.

 

10.

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Tanguy Ndombélé – O possante médio francês mudou-se do Olympique Lyonnais para o Tottenham a troco de 60 milhões de euros. É um jogador forte no confronto físico, mas tem uma capacidade de passe e visão de jogo extraordinárias, sendo uma mais valia para o plantel de Mauricio Pochettino.