A Taça da Liga tem sido a competição em que o FC Porto menos aptidão demonstra… Nunca venceu, mas já esteve muito perto. As fases de grupo a rodar jogadores não foram uma boa ideia e os penaltis têm sido um verdadeiro carrasco.
Portugal procura acertar o passo na Qualificação para o Euro 2020
Depois de um inicio pouco fulgurante – e porque não dizê-lo –, com dois maus resultados em casa, a seleção das “Quinas” prepara-se para enfrentar a Sérvia e a Lituânia, desta feita, com uma dupla jornada como visitante.
Apesar de ter “apenas” dois pontos, fruto dos empates com Sérvia e Ucrânia no Estádio da Luz, não creio que haja motivos muito fortes de preocupação para o povo português, com vista à qualificação para o Euro 2020. Em primeiro lugar, digo isto porque sou da opinião que o grupo de Portugal não é, de todo, o mais complicado, sendo que os portugueses são os melhores do Grupo B, com alguma distância de ucranianos e sérvios. Em segundo lugar, os campeões europeus ainda só têm dois jogos disputados, por isso, com 18 pontos ainda por discutir e sem qualquer “patriotismo bacoco”, jogando ao seu melhor nível e respeitando sempre as virtudes dos oponentes, penso que têm qualidade para os levar na sua totalidade.
Posto isto, sem dúvida nenhuma que a deslocação à Sérvia, uma das mais difíceis – a par da viagem à Ucrânia, que ainda não é para agora –, acontece já às 19h45 de sábado, dia 7 de setembro. Estamos a falar de uma selecção balcânica com qualidade, mas que ainda não consegue funcionar bem enquanto coletivo, algo que quando for alcançado a vai tornar numa das temíveis da Europa. Kolarov, Matic, Tadic, Milinkovic-Savic, Kostic e Jovic (recente reforço do Real Madrid), são alguns dos nomes mais sonantes, que não conta com nenhum dos sérvios do SL Benfica, Fejsa e Zivkovic.
SE JÁ TENS PROGNÓSTICO DEFINIDO PARA O JOGO ENTRE PORTUGAL E A SÉRVIA, NÃO PERCAS MAIS TEMPO: APOSTA JÁ!
Mais uma vez repito: nesta Sérvia há qualidade e só uma equipa portuguesa no seu melhor nível poderá aqui vencer. Os anfitriões deverão atuar num 4-2-3-1, com duplo pivô defensivo, com jogadores de grande estampa física em praticamente todas as posições (Portugal tem de estar preparado para esta dimensão do jogo) e com muita criatividade do meio-campo para a frente, que vai com toda a certeza criar alguns lances de perigo.
Já a Lituânia, conjunto mais frágil, vai tentar contornar o poderio dos portugueses, com uma estratégia previsivelmente mais defensiva, bloco baixo, e a tentativa de explorar as costas do adversário, que estará mais subido no terreno. Aqui, penso que a principal dificuldade que os jogadores nacionais poderão encontrar, tem a ver com o estado do relvado, que muitas vezes dificulta um estilo de jogo de posse de bola e combinações constantes e rápidas, mais de acordo com a qualidade da nossa seleção.


Fonte: AF Sérvia
Falando agora de Portugal, penso que serão dois jogos que merecem abordagens distintas de Fernando Santos, principalmente nos onzes escolhidos. A estratégia contra os sérvios deverá seguir na mesma linha da fase final da Liga das Nações: 4-3-3, muito móvel, com os jogadores das alas a fugirem para o centro do terreno e a tentarem revezar-se nas aparições em frente à baliza. O terceiro médio – que aposto eu, será Bruno Fernandes – vai também chegar a zonas de finalização, com a sua poderosa meia-distância, que será uma mais-valia em caso de as coisas se complicarem demasiado.
Dito isto, tomo a liberdade de me colocar na pele do selecionador nacional e arriscar nos onzes para ambas as partidas, tendo em conta a dificuldade dos jogos e as especificidades de cada uma das adversárias.
Previsão do onze frente à Sérvia: Rui Patrício, Guerreiro, Ruben Dias, Ferro, Cancelo, Danilo Pereira, William Carvalho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Ronaldo e Rafa.
Previsão do onze frente à Lituânia: Rui Patrício, Guerreiro, Ruben Dias, Ferro, Cancelo, Danilo Pereira, Ruben Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Félix e Ronaldo.
A dupla do centro da defesa, depois da lesão de Pepe, foi a que me colocou mais dúvidas. Aposto em Ferro ao lado de Ruben Dias pelas rotinas que já trazem do clube onde jogam, mas admito – principalmente contra a Sérvia – que José Fonte pode ser o escolhido. Isto partindo do pressuposto que Ruben Dias é titular, claro.
No primeiro jogo aposto em Rafa, pela forma que apresenta e pela facilidade que tem em criar espaços, com velocidade e técnica, abrindo alas ao “CR7” para brilhar. O meio-campo é mais musculado e com mais centímetros, com uma táctica a transformar-se, em várias fases do jogo, num 4-2-3-1. Em ambas as partidas escolho João Cancelo para a lateral direita, por preferência própria, visto que com Nelson Semedo também estaríamos bem servidos.
Contra a Lituânia, Portugal jogará certamente de forma mais “aberta”, com mais projecção atacante, para tentar resolver o jogo desde cedo. Aí, acredito numa escolha a recair pelo 4-4-2, com João Félix e Ronaldo na frente de ataque e um meio-campo com Ruben Neves e Danilo Pereira. Rafa e Pizzi estão no banco para funcionarem como “abre-latas”, caso algum dos “meus” escolhidos esteja a ter uma noite mais apagada.
Convocados:
Guarda-redes – Rui Patrício (Wolverhampton), Beto (Goztepe) e José Sá (Olympiacos)
Defesas – Nélson Semedo (Barcelona), João Cancelo (Man. City), Ferro (Benfica), Ruben Dias (Benfica), José Fonte (Lille), Daniel Carriço (Sevilha), Mário Rui (Nápoles) e Raphael Guerreiro (Dortmund)
Médios – William (Bétis), Danilo (FC Porto), Ruben Neves (Wolverhampton), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Bruno Fernandes (Sporting), Pizzi (Benfica) e Bernardo Silva (Man. City)
Avançados – Podence (Olympiacos), Gonçalo Guedes (Valência), Cristiano Ronaldo (Juventus), Rafa (Benfica), João Félix (Atlético de Madrid) e Diogo Jota (Wolverhampton).
Foto de Capa: FPF
AA Águas Santas 32-37 FC Porto: Portistas somam a segunda vitória em dois jogos
Em jogo a contar para a segunda jornada do campeonato nacional de andebol, os azuis e brancos deslocaram-se, esta quarta-feira, até a um reduto difícil, Pavilhão da Associação Atlética de Águas Santas, para defrontar o conjunto maiato. O jogo marcou a estreia dos anfitriões na Andebol 1, depois de terem visto adiada a sua deslocação até aos Açores, para defrontar o Sporting da Horta, num encontro relativo à primeira jornada.
Sabia-se de antemão que a turma de Magnus Andersson, embora favorita, tinha uma tarefa muito complicada, e que a equipa maiata de tudo ia fazer para contrariar e surpreender o colosso Futebol Clube do Porto.
Num jogo com mais de 60 golos, foi a equipa da casa a inaugurar o marcador, por meio de Vasco Santos, mas os dragões rapidamente deram resposta e empataram o jogo ainda antes de estar concluído o minuto inaugural.
Com um resultado muito nivelado nos instantes iniciais, foi preciso esperar pela exclusão de 2 minutos, do ponta direita maiato Mário Lourenço, para os azuis e brancos se colocarem pela primeira vez no comando marcador, alcançando uma vantagem de três golos ainda antes do minuto dez.
Ainda que na dianteira do encontro e com um resultado confortável, Magnus Andersson exigia mais, e, à passagem do minuto 15, optou por colocar o seu primeiro “time-out”. Lançando Daymaro Salina, Miguel Martins e Fábio Magalhães no encontro – proporcionando alguma rotatividade à sua formação.


Fonte: FPA
Ainda assim, os forasteiros, acabaram por recolher ao balneário com o mesmo diferencial de golos, 19-22, depois de terem estado na frente do marcador apenas pela vantagem mínima, numa altura em que entravam nos últimos cinco minutos do primeiro tempo.
Já na segunda metade, o Futebol Clube do Porto voltou a ser mais forte, e começou paulatinamente a construir uma vantagem muito confortável. Note-se que ao minuto sete já vencia por cinco golos, e, ainda antes dos dez, dilatou a sua diferença para sete golos.
Resultado que acabou por provocar o desconto técnico de António Silva que, inconformado, ansiava alterar o rumo da partida.
A paragem surtiu efeito, e o AA Águas Santas conseguiu mesmo assustar os dragões com uma aproximação no placard 27-30, quando já estavam decorridos 16 minutos do segundo tempo. Insatisfeito, o técnico portista, não tardou em gerar mais uma paragem e a passar novas indicações ao seu conjunto.
Indicações que lhe vieram a ser muito úteis, isto porque, num ápice, os “azuis e brancos” voltaram a aumentar essa diferença, fixando o resultado final em 32-37.
EQUIPAS:
AA Águas Santas – Mário Rego, Fábio Teixeira, João Gomes, Vasco Santos, Pedro Cruz, Gustavo Almeida, Mário Lourenço, João Ribeiro, Nuno Silva, Francisco Fontes, Mário Oliveira, José Rebelo, Henrique Carlota, Diogo Pereira, Hugo Costa.
FC Porto – Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Yoan Blanco, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, André Gomes, Fábio Magalhães.
Os 6 reforços do SL Benfica para 2019/2020
Fechou a 2 de setembro o mercado de transferências em Portugal (e na maioria dos países europeus) e foram seis as aquisições do SL Benfica: Raul de Tomas, Cádiz, Caio Lucas (contratado em janeiro), Carlos Vinícius, Chiquinho e Morato. Cádiz já se encontra em Dijon para jogar na equipa local por empréstimo dos encarnados e Morato vai integrar os trabalhos da equipa B das águias, trabalhando (como é o caso nesta pausa para seleções) esporadicamente com a turma principal. Ainda assim, e pese embora o pouco que há a dizer nesta fase sobre ambos, integram o top que se segue, por não deixarem de ser contratações para esta época desportiva.
Fecho do mercado: agora só em janeiro
Está encerrado o mercado de transferências. Mais uma vez foi um mercado caótico e inflacionado. Um pouco por toda a Europa, pudemos assistir a mais um punhado de transferências bombásticas, um sem número de novelas de verão intermináveis e vários negócios surpreendentes. No entanto, o presente artigo destina-se à análise da prestação do FC Porto neste mercado e do plantel, agora fechado, para o ataque à época 2019/2020, ou ao que resta dela, uma vez que mesmo estando numa fase embrionária, o caminho do clube na Liga dos Campeões já conheceu o seu ocaso.
O FC Porto esteve particularmente ativo nos últimos meses com o objetivo de reforçar o plantel às ordens de Sérgio Conceição. Não podia deixar de o ser já que perdeu vários dos seus jogadores mais utilizados na última temporada. Os centrais Militão e Felipe rumaram a Madrid, um para o Real Madrid CF e outro para o Club Atlético de Madrid, Herrera e Brahimi terminaram contrato e optaram por não renovar e Óliver Torres foi despachado para o Sevilha FC, naquele que acredito ter sido o negócio mais ruinoso no que a saídas diz respeito. Para além destes, também Hernâni, Adrián e Maxi deixaram o clube. Resta, ainda, mencionar o nome de Iker Casillas que, apesar da falta de anúncio, deverá ter terminado a carreira.
Com a pré-eliminatória da Liga dos Campeões para jogar no princípio de Agosto, exigia-se que o FC Porto fosse célere, assertivo e acertado no mercado. Por via de questões de ordem contabilística (o FC Porto só pode atacar verdadeiramente o mercado a partir do dia 1 de Julho, que marca o início de um novo ano contabilístico) essa celeridade que se requeria ficou comprometida. Apenas Renzo Saravia (lateral direito argentino) chegou antes do arranque dos trabalhos de pré-temporada. Depois disso, começaram a chegar alguns reforços de peso. Zé Luís chegou para aumentar a capacidade goleadora da frente de ataque, Nakajima e Luís Diaz vieram suprimir as várias saídas que ocorreram nas alas ofensivas e Marcano regressou ao clube depois de uma temporada na AS Roma para colmatar as perdas na zona central da defesa. Faltava ocupar os lugares de Casillas e Herrera. Marchesín e Uribe foram os escolhidos e chegaram do Club América do México a poucos dias do arranque oficial da época. A juntar a estes nomes, importa mencionar as subidas à equipa principal de Tomás Esteves, Romário Baró e Fábio Silva.


Fonte: Bola na Rede
No final de contas, assistimos ao mercado de transferências mais dispendioso do FC Porto de que há memória e, como tal, Sérgio Conceição não poderá queixar-se nunca de falta de apoio de uma SAD que gastou o que podia (esperemos que não tenha despendido o que não podia) para satisfazer as pretensões do seu treinador. Para além disto, depois da debacle do FC Porto na Liga dos Campeões, e quando era esperado que fosse preciso vender, a SAD voltou a ser fiel ao seu timoneiro e manteve todos os jogadores pretendidos pelo técnico no plantel. Uma vez mais, esperemos que as decisões se tenham tomado em consciência e que o futuro e a estabilidade e sustentabilidade do clube não estejam a ser hipotecados.
Assim, se a falta de celeridade pode ser atirada para cima da mesa para responsabilizar a SAD pela eliminação na Liga dos Campeões, o mesmo não poderá suceder em caso de fracasso no campeonato ou na Liga Europa. Sérgio Conceição tem à sua disposição as armas que pediu para atacar a época. À SAD apenas se poderá apontar uma gestão danosa, irresponsável e irracional. No fundo, em linha com o que se tem passado nos últimos anos. Façamos, então, uma rápida revisão do plantel do FC Porto.
Na baliza Marchesín, que tem estado a um nível superlativo, é o número um e será secundado por Diogo Costa, jovem da formação de grande potencial. Mbaye, guarda-redes da equipa B será o terceiro na hierarquia.
Nas laterais defensivas residem Saravia, Manafá, Tomás Esteves e Alex Telles. Se o brasileiro é dono e senhor à esquerda, nenhum dos laterais direitos tem impressionado o suficiente para ganhar o lugar, tendo sido Corona a alinhar na posição nos últimos jogos. Muito mal irá o departamento de scouting do FC Porto se Renzo Saravia não for capaz, a curto/médio prazo, de assumir um lugar no onze.
Já no que concerne à zona central da defesa, Pepe e Marcano são, para já, a dupla titular, com Mbemba (a quem reconheço qualidade de sobra para merecer mais oportunidades) e Diogo Leite como alternativas.
Passemos para o meio campo. Danilo, Sérgio Oliveira, Uribe, Bruno Costa e Romário Baró (que tem sido utilizado à direita) compõem as opções para a zona central, sendo que o internacional português e o reforço colombiano vão formando a dupla de confiança do treinador. Corona, Otávio, Luis Díaz e Nakajima concorrem por um lugar nas alas.
No ataque existem opções de sobra. Marega por cá se mantém, chegou Zé Luís, nem Soares nem Aboubakar deixaram do clube e a estes quatro vai-se juntando, até ao momento, Fábio Silva.
Portanto, embora estejam por conhecer as reais consequências da performance do FC Porto neste mercado e a Liga dos Campeões seja já uma miragem, Sérgio Conceição conta com um plantel com soluções de sobra e de valor para atacar uma época que se prevê longa. Acredito que, apesar das saídas, o FC Porto tem um plantel forte e que, entrosado e bem trabalhado, terá, ou deverá ter, capacidade por lutar por todas as provas que vai disputar. A ver vamos.
Foto de capa: FC Porto
SL Benfica 29-22 ABC/UMinho: Boa estreia na Luz
Benfica e ABC defrontavam-se hoje em jogo referente à segunda jornada do Andebol1 e este era um de dois jogos consecutivos que irão colocar à prova as capacidades dos encarnados na luta pelo título.
O primeiro golo da partida foi marcado pelo reforço benfiquista Djordjic. O Benfica entrou forte defensivamente, com Djorjic, Molina, Toft-Hansen a causarem inúmeras dificuldades ao ataque da equipa minhota que apenas conseguiu marcar um golo nos primeiros cinco minutos. Em termos ofensivos, o ataque estava bem organizado e fluido, demonstrando que os reforços se estão a integrar da melhor maneira. A forte entrada em jogo do Benfica levou Jorge Rito a pedir o primeiro time-out logo aos seis minutos da partida, quando a equipa da casa já vencia 6-1. A forte defesa encarnada permitia a execução de contra-ataques que eram letais para o ABC.
A paragem de jogo teve efeitos imediatos, com o ABC a conquistar um parcial de 0-3 (6-4), aproximando-se do Benfica, mas este seria o melhor momento da equipa no jogo. A meio da primeira parte a equipa de Carlos Resende já vencia por 9-4. Até ao intervalo a diferença no marcador apenas aumentou, apesar de alguns momentos de desatenção por parte do Benfica. Ao intervalo o placard marcava 16:10.


Fonte: SL Benfica – Modalidades
Carlos Resende fez algumas alterações no inicio da segunda parte: Nuno Grilo assumiu a posição de lateral direito e o jovem Francisco Pereira ocupou a lateral direita. Estas mudanças trouxeram alguma indefinição em termos ofensivos nos momentos iniciais da segunda parte. Na baliza encarnada estava Miguel Espinha, já que Borko Ristovski estava com gripe.
O guarda-redes português aproveitou a oportunidade e apresentou-se em boa forma na baliza benfiquista. Na outra baliza o veterano Humberto Gomes rubricava outra exibição de qualidade como o experiente guarda-redes já nos habituou. Na próxima jornada há derby na Luz e, portanto, aos 40 minutos e com o jogo controlado, Carlos Resende começou a rodar a equipa, colocando em campo alguns suplentes: Davide Carvalho, João Pais, Gustavo Capdeville. Nota ainda para a estreia do jovem lateral direito Guilherme Tavares.
No final o SL Benfica venceu por 29-22 o ABC/UMinho. O resultado nunca teve em causa e os candidatos aos títulos rubricaram uma exibição muito consistente, que deixa boas impressões para os adeptos.
EQUIPAS
SL Benfica: Miguel Espinha; Pedro Seabra; Toft Hansen; Kevynn Nyokas; Carlos Martins; Fábio Vidrago; Petar Djordjic; Davide Carvalho; João Pais; Paulo Moreno; Ricardo Pesqueira; Guilherme Tavares; Carlos Molina; Nuno Grilo; Gustavo Capdeville; Francisco Pereira
ABC/UMinho: Humberto Gomes; Hugo Rocha; João Peixoto; André José; André Rei; Francisco Silva; João Fernandes; Carlos Oliveira; Nuno Vieira; Carlos Bandeira; Arsenashvili Erekle; Diogo Duarte; Rui Baptista; Hugo Manso; Rui Ferreira; José Vieira
Keizer e o banco de suplentes: uma relação confusa
Durante uma partida de futebol são vários os momentos de jogo que decorrem, sendo que existem alturas para atacar, outras para defender ou até mesmo para manter a posse de bola com o objetivo de comandar o rumo da partida de forma a obter um resultado favorável. Mas, quando um resultado não interessa a uma determinada equipa, o treinador da mesma é obrigado a “mexer” com o jogo, alterando por isso os tais momentos. Nesse contexto, o banco de suplentes é uma ferramenta essencial para os treinadores, porque por um lado, podem ser convocados jogadores com características diferentes dos que alinham no onze inicial, surpreendendo o adversário, mas o banco é útil também na parte física dos jogadores, “refrescando” assim a equipa em zonas onde, devido ao desgaste de um jogo de futebol, os jogadores não apresentam o rendimento necessário, desequilibrando a equipa.
Analisando os quatro primeiros jogos para o campeonato da equipa leonina, é fácil concluir que Marcel Keizer não tirou o melhor proveito do seu banco de suplentes, pois todas as substituições que efetuou foram para lá do minuto 70. Isso permite que as equipas adversárias se adaptem ao esquema tático implementado pelo treinador para o jogo, o que cria dificuldades em conseguir “fechar” o resultado, deixando a própria equipa mais instável porque com uma vantagem de um golo, basta um erro defensivo – que acontece a qualquer jogador, independentemente da qualidade – para a obtenção de um ponto em vez dos preciosos três pontos.
No último jogo em Alvalade, contra a equipa do Rio Ave, a turma leonina teve muito mérito em consumar a reviravolta no marcador com dois golos resultantes das dinâmicas que existem entre os jogadores. Contudo, o cansaço foi-se acumulando e Marcel Keizer não conseguiu perceber que era necessário dar novo fôlego ao setor atacante, fundamental na primeira fase defensiva de qualquer equipa. Simplesmente deixou o tempo correr, com a esperança de não sofrer mais nenhum golo, em vez de efetuar substituições com o intuito de marcar o terceiro golo e fechar o resultado. Em vez disso, retirou Luciano Vietto, o que fez todo o sentido pois o jogador estava esgotado fisicamente, mas em vez de colocar outro elemento atacante preferiu subir Acuña – que teve um jogo bastante exigente do ponto de vista físico – e lançou no jogo Cristián Borja, um elemento que não oferece a qualidade necessária ao setor ofensivo.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Tal substituição só se percebe se o objetivo fosse defender o resultado, mas com uma vantagem de apenas um golo, a equipa adversária teria sempre motivação para alcançar, pelo menos, o empate. Como tal, irá haver ainda mais sobrecarga na defensiva leonina e Sebastián Coates foi a maior vítima desse mesmo desgaste, proporcionado pela incompetência do treinador em manipular os momentos do jogo. Se o Sporting fosse a jogo sem qualquer elemento para o ataque, a decisão de Keizer era tolerável, mas com Rafael Camacho e Gonzalo Plata no banco, a substituição não fez qualquer sentido.
Todavia, as lacunas do treinador leonino, em relação ao banco de suplentes, não se ficam por aqui, porque para além de tardias, Marcel Keizer nem sempre efetuava as três substituições a que tem direito e tal facto só demonstra que não se preocupa com a carga física dos jogadores, porque se as substituições servem para “mexer” com o jogo quando os jogos correm mal, a verdade é que também servem para quando os jogos correm bem, de forma a manter o ritmo da partida.
Em jeito de conclusão, a má utilização do banco de suplentes foi um dos motivos que levou ao despedimento de Marcel Keizer e todos os sportinguistas devem esperar que Leonel Pontes tenha mais atenção neste aspeto, porque esta época adivinha-se longa e muito desgastante. Tendo em conta os reforços de “última hora” que chegaram e os jogadores que já estavam no plantel, o Sporting irá ter um bom banco de suplentes que terá de ser usado da melhor maneira, de forma a que o clube leonino consiga obter resultados positivos até maio.
Foto de Capa: Sporting CP
Revisto por: Jorge Neves
Há espaço para playoffs em Atlanta?
E se, de repente, o talento fosse a única característica necessária para triunfar? Estariam os Hawks mais próximos dos playoffs no seu terceiro ano de remodelação? A equipa de Atlanta era na época passada e será ainda mais na nova, uma das equipas obrigatórias para quem gosta de assistir a bom basquetebol. Resta saber se o talento e irreverência destes jovens são suficientes para se estabelecerem já, o que seria surpreendente, como uma das oito melhores equipas da sua Conferência.
Os Hawks são a equipa que mais vezes me faz questionar se eu na realidade percebo alguma coisa disto. E por isso lhes agradeço, porque muito tenho aprendido. Fui crítico de uma renovação de plantel, começada anos atrás, que não fazia sentido para mim e ainda mais crítico da troca que permitiu aos Mavericks ficaram com Luka Doncic, levando Trae Young para Atlanta.
O plantel dos Hawks não era mau o suficiente para conseguirem o que quer que fosse do draft (conseguiram John Collins, ponto para os Hawks). E Doncic era o melhor jogador na altura e aquele que, nos 14 milhões de futuros que o Dr. Strange conseguiu ver, se afigurava em todos menos uns vinte ou trinta como o jogador com melhor carreira. Mas seria aquele que encaixaria melhor na visão do novo treinador Lloyd Pierce e da direção dos Hawks? Claramente não. Ponto para os Hawks novamente.
Mas juro que aprendi com os meus erros e hoje estou completamente do lado desta equipa. O crescimento de Kevin Huerter a fazer lembrar demasiado Klay Thompson (com Trae Young na equipa, faz lembrar demasiado uma certa equipa em quem poucos também acreditaram no início), a ascensão de John Collins como um poste móvel e poderoso ou a recuperação de Alex Len são méritos de uma equipa que trabalha muito bem. Juntam-se a eles três rookies de qualidade, dois deles com um potencial tremendo.


Fonte: Atlanta Hawks
De’Andre Hunter vem oferecer já a versatilidade defensiva que tantas vezes faltou à terceira pior defesa da época transata. O extremo tem pormenores interessantes no ataque, com e sem bola, mas é do lado defensivo que se destaca e onde pode comandar, tendo em conta as fragilidades da equipa.
O caso mais intrigante é mesmo o de Cam Reddish. O extremo teve uma época muito abaixo do esperado em Duke, completamente abafado por Zion Williamson e RJ Barrett mas é para muitos, eu incluído, o jogador com o maior potencial deste draft. Reddish consegue fazer tudo em campo e com aparente baixo esforço. Se conseguir ser consistente em todas as suas virtudes, que vão desde o lançamento exterior à penetração, às assistências e defesa exterior, será um jogador de elite.
Para chegarem a um nível de playoffs, os Hawks precisam de muito mais do que talento. A maturidade é chave na NBA e isso só se consegue com tempo. Mas não seria de estranhar que uma equipa que tão bem joga basquetebol e com tantos bons executantes, comandados por um Trae Young que fechou a temporada em grande forma, esteja na luta até ao fim numa conferência completamente em aberto. Deixem-nos sonhar com isso e assistam os jogos. Não se vão arrepender.
Foto de Capa: Atalanta Hawks
Revisto por: Jorge Neves
Girabola Zap 2019/20: Lubango volta a ser inverno petrolífero
Sem a chama que lhe é característico, a semelhança das últimas sete épocas, sábado, o Petro de Luanda voltou a “tombar” no estádio do Ferroviário, Lubango, diante do Desportivo da Huíla, desta com golo solitário de Manico, a contar para a 3.ª jornada do Girabola Zap 2019/20.
À margem da primeira paragem do campeonato, que acontece no próximo fim-de-semana, devido aos compromissos dos Palancas Negras, os “petrolíferos” não tiveram forças para contrariar os “militares” da Região Sul, ao passo que 30 minutos depois do 1.º de Agosto, tetracampeão angolano, conseguiu quebrar um jejum de quatro épocas sem vencer, no Dundo, casa do Sagrada Esperança da Lunda Norte, ao derrubar a turma orientada pelo português Paulo Torres, por 1-0, com golo de Mabululu de pênalti, num jogo em que o jovem Zito Luvumbo voltou a ser a principal unidade em campo.
Em Benguela, o 1.º de Maio e Sporting de Cabinda não foram além de um empate sem golos, no Estádio Nacional de Ombaka.
No domingo, o Recreativo da Caála com bis do avançado Paizinho (43′ 73′) e Deco (79′), isolou-se na liderança ao golear, no estádio Mártires da Canhala, no Huambo, o Cuando Cubango FC, por 3-0, num jogo marcado pela expulsão de Gui Matos aos 43′, além da interrupção de, aproximadamente, dois minutos, devido a passagem pelo estádio de um enxame, numa altura em decorriam 26 minutos do desafio.
Ainda no Huambo, o Ferrovia registou um empate nulo Bravos do Maquis, quando no Uíge o avançado congolês de Brazzaville, Kaya e o internacional angolano Paty apontaram os golos com que o Interclube, orientado pelo português Bruno Ribeiro, venceu a Santa Rita de Cássia por 2-0, no estádio 4 de Janeiro.


Fonte: Claque Magazine
No estádio de Ombaka, em Benguela, o Wiliete de Benguela empatou a um golo, diante da Académica do Lobito, mas coube o Recreativo do Libolo derrotar no estádio dos Coqueiros, em Luanda, o Progresso do Sambizanga, com golo solitário de Liliano.
Disputadas as três primeiras jornadas, o Recreativo da Caála lidera com nove pontos, seguido da Académica do Lobito, dois conjuntos que ainda não perderam, beneficiando-se das vitórias administrativas na jornada inicial.
A título individual, os guarda-redes Boneco do 1.º de Maio de Benguela e Mig do Wiliete Sport Clube, por sinal dois irmãos, foram as melhores unidades defensivas da jornada, quando Deco, Paizinho (ambos da Caála), Zito (1.º de Agosto) e Manico foram as principais unidades.
Devido compromissos da seleção nacional, a 4.ª jornada será disputada no dia 14 do corrente mês.






