A época começou cedo para Paços de Ferreira e Estoril Praia. As duas equipas encontraram-se no Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, para decidir quem segue em frente na segunda eliminatória da Taça da Liga. O Paços de Ferreira levou a melhor e marcará presença na fase de grupos da competição.
Depois de na primeira meia hora as duas equipas terem demonstrado muita cautela e se encaixado mutuamente, foi através de uma bola parada batida por Pedrinho, ao minuto 30, que o Paços de Ferreira chegou à vantagem no jogo. André Micael, no primeiro remate à baliza em toda a partida, ganhou nas alturas e desbloqueou o marcador na Mata Real.
Antes do intervalo, houve ainda tempo para Douglas Tanque pôr António Filipe à prova. O avançado pacense desmarcou-se pela direita e atirou para uma intervenção atenta do guarda-redes português.
O Paços de Ferreira foi desta forma a vencer para o intervalo, numa primeira parte jogada longe das duas balizas e com poucos lances de perigo. O Estoril, jogando sempre à procura do erro dos homens da casa, procurou sair em contra-ataque mas sem sucesso nos primeiros 45 minutos.
O FC Paços de Ferreira foi mais feliz no desempate por grandes penalidades Fonte: Bola na Rede
As equipas regressaram dos balneários e foi o Estoril quem criou a primeira oportunidade de perigo. Simão, à esquerda, atirou para uma boa intervenção de Ricardo Ribeiro e por pouco a bola não sobrou para Jonata, que aparecia isolado.
O Estoril cresceu no segundo tempo e chegou à igualdade à passagem do minuto 80. Roberto, a partir da esquerda, colocou a bola com efeito no canto da baliza de Ricardo Ribeiro e o Estoril entrou novamente na discussão da eliminatória.
Em cima dos 90 minutos, Fatai foi expulso por agredir um jogador estorilista após ter sofrido uma falta. Tudo se encaminhava para os penáltis na Mata Real.
Depois do apito de Nuno Almeida para o fim dos 90 minutos, seguiram-se as grandes penalidades para decidir quem seguiria para a fase de grupos da Taça da Liga.
Roberto foi o primeiro a bater e deu vantagem ao Estoril no frente a frente com Ricardo Ribeiro. Seguiu-se Pedrinho, que também marcou e igualou o marcador. Juninho foi o segundo a bater e, apesar de Ricardo ter tocado na bola, esta entrou na baliza pacense. Marco Baixinho foi o segundo do lado do Paços e também concretizou. Belima foi o escolhido para bater a terceira penalidade do Estoril mas permitiu a defesa de Ricardo. Bruno Teles partiu para a bola para dar vantagem ao Paços e marcou. Franco marcou com classe para o Estoril. Diogo fez o mesmo para o Paços, assim como Crespo para o Estoril.
André Leão marcou o quinto penálti do Paços de Ferreira e enviou os castores para a fase de grupos da Taça da Liga. O Estoril sofreu a primeira derrota no primeiro jogo oficial da temporada.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro; Bruno Teles, Marco Baixinho, André Micael, Bruno Santos; Luiz Carlos, Diaby, Pedrinho, Bernardo( 55’ Fatai); Douglas Tanque ( 69’ Diogo), Uilton( 82’ André Leão)
Em Portugal, a época desportiva, no que toca ao futebol, começa oficialmente com a Supertaça Cândido de Oliveira, uma prova antiga no nosso país que coloca frente a frente o vencedor do campeonato, o Sport Lisboa e Benfica, e o vencedor da Taça de Portugal, o Sporting Clube de Portugal. É uma prova em que os clubes colocam pela primeira vez a “carne no assador”, o que acaba por ser uma forma de lapidar os últimos detalhes para o início do campeonato.
Quer num clube quer noutro, existem excelentes jogadores que certamente terão um lugar indiscutível nesta supertaça e como tal, iremos analisar e colocar frente e frente os mais importantes de cada lado.
Começando pelo eixo defensivo, destacam-se Jérémy Mathieu do lado do Sporting e Rúben Dias do lado do Benfica, pois são jogadores com características e idades diferentes, mas imprescindíveis no que toca ao rendimento desportivo. Começando por Jérémy Mathieu. É um dos defesas com mais charme a atuar em Portugal, provavelmente devido à sua idade, com 35 anos, pois nota-se claramente que sabe sempre o que está a fazer em campo. Faz desarmes e “dobras” aos companheiros com muita classe e sabe quando é necessário avançar no terreno, para criar desequilíbrios na defesa adversária.
É um jogador tão imprescindível que Frederico Varandas tudo fez para manter o atleta por mais uma época. Devido ao excelente departamento médico do clube, o clube leonino conseguiu “recuperar” um defesa que parecia afundado em lesões no FC Barcelona e o campeonato português só fica a ganhar com esta classe que Mathieu oferece.
Já no lado do Benfica, Rúben Dias é atualmente o patrão da defesa encarnada e é também, sem dúvida, dos melhores centrais a atuar em solo lusitano. Com apenas 22 anos, o rendimento em campo faz inveja a muitos que estão bastante “batidos” na liga e a sua qualidade é evidente e indiscutível. Por vezes é acusado de ser agressivo e por vezes tal facto confirma-se, com entradas perigosas e atitudes menos boas, contudo Pepe também o era e não foi por isso que deixou de ser um dos melhores centrais a atuar na Europa.
Como tal, nenhum adepto benfiquista o pode criticar por falta de empenho, respondendo às críticas com eficiência, excelentes desarmes e coberturas, sendo uma autêntica “parede” no eixo defensivo. Fala-se numa possível saída mas deveria ficar, pelo menos, mais uma época pois certamente que os adversários do clube encarnado terão muito mais dificuldades em marcar golo com ele em campo.
Passando para a zona central do terreno, Pizzi tem sido peça chave no Benfica ao longo dos anos. Sendo um jogador bastante versátil, possui grande visão de jogo, muita qualidade no passe (as 19 assistências da época passada são prova disso mesmo) e é um médio que aparece muito bem em zonas de finalização, sendo atualmente o “motor” da equipa encarnada. Com o passar das épocas, nem o avançar da idade (tem atualmente 29 anos) lhe tiram o protagonismo no emblema da Luz. Não esquecendo que chegou, proveniente do Atlético de Madrid, como extremo e atualmente é dos melhores centrocampistas a atuar no campeonato, tendo inclusive ganho um prémio, na época 2016/2017, como o melhor jogador da nossa liga. Como tal, com ele em campo o clube encarnado fica descansado no que toca à qualidade no miolo do terreno e não poderia estar melhor servido, pois é um jogador que sente a camisola como poucos.
O confronto entre rivais, que marca o início da época, será na relva algarvia e logo com um troféu em jogo Fonte: Site FPF
No que toca ao meio campo leonino, poucas dúvidas restam quanto ao que sobressai mais, pois a maior parte dos amantes do futebol ainda perguntam como é que Bruno Fernandes continua a servir as cores leoninas. Com 24 anos, a sabedoria que demonstra em campo está ao nível dos melhores da Europa e já existem poucas palavras para o descrever, porque mesmo num clube que ficou em terceiro lugar num campeonato bastante competitivo, conseguiu bater o recorde do médio com mais golos na Europa, na altura pertencente a Alex que atuava na Turquia.
É um prazer ver este jogador jogar em Portugal e a opinião de que merece outros voos é unânime, sendo que a sua saída esta época parece o cenário mais provável. A estrutura leonina de tudo está a fazer para pelo menos jogar a Supertaça. Contudo, ninguém o poderá criticar se optar pela saída, porque durante duas épocas sempre foi o jogador com mais “raça” e que “carregou a equipa às costas”, e como tal merece definir o seu destino, independentemente da opinião pública.
Falando agora na frente de ataque, poderia falar em Carlos Vinícius, Raúl de Tomás e Luciano Vietto, por exemplo, mas Vietto e R.D.T. são estreantes em terras lusas e como tal nada demonstraram do que são capazes, num campeonato onde as equipas com menos grandeza são exímias a fechar todos os espaços. Já Vinícius demonstrou muita qualidade ao serviço do Rio Ave, tendo sido contratado pelo Mónaco, mas jogar numa equipa com a grandeza do Benfica será um grande desafio para o avançado e por isso ainda é cedo para ser o avançado referência dos encarnados. Tendo em conta esses fatores, os nomes em destaque nos eternos rivais de Lisboa são Bas Dost e Haris Seferovic.
São jogadores com características totalmente opostas e isso reflete-se nas respetivas maneiras de jogar. Começando por Bas Dost, o holandês é um jogador em vias de extinção nos dias de hoje porque é exímio na finalização ao primeiro toque. Não é um “playmaker” e é um dos pontos negativos que possui, mas se for bem servido, Dost é uma autêntica máquina de golos, ao nível dos melhores da Europa, e que sente como poucos todos os golos que marca.
Fala-se numa possível venda do avançado, muito devido à perda de protagonismo que teve na última época, mas Marcel Keizer tem que “abrir os olhos” e perceber que o futebol tem várias maneiras de ser jogado e que são os treinadores que se têm que adaptar aos jogadores e não ao contrário. Caso Bas Dost saia, e com a mais provável saída de Bruno Fernandes, o clube leonino terá menos hipóteses de ser campeão porque simplesmente perde os seus melhores goleadores.
Já Seferovic é um ponta de lança que está muito “na moda”, no bom sentido, porque é muito forte nas transições ofensivas, à imagem do estilo de jogo de Bruno Lage, e possui uma grande capacidade de finalização e aproveitamento do trabalho dos companheiros de equipa. Passa todo o jogo em “altas rotações” e por isso é uma excelente primeira linha no que toca ao processo defensivo, massacrando a construção do adversário, conseguindo com isso muitas recuperações de bola em zonas adiantadas no terreno. Na sua época de estreia, pairavam algumas dúvidas em torno do avançado, mas na época passada calou todos os críticos, ao ser o melhor marcador do campeonato com 23 golos. Ainda há pouco tempo Luís Filipe Vieira renovou o seu contrato e faz todo o sentido que isso aconteça, depositando assim um voto de confiança, mesmo com a chegada de dois avançados com bastante qualidade.
Tarde de muito calor no Estádio Nacional do Jamor, mas os adeptos de ambas as equipas também não faltaram à convocatória e marcaram presença no Belenenses SAD e CD Santa Clara, jogo da segunda fase a Taça da Liga. Os azuis tentavam alcançar a fase de grupos novamente e os açorianos queriam melhorar a prestação do ano passado, depois de cair nesta mesma fase contra o CD Aves.
Ao minuto sete, houve o primeiro momento de perigo no jogo. Licá aproveitou um passe longo nas costas da defesa, não conseguiu fazer logo o remate à primeira, mas depois rematou com perigo para grande defesa do guarda-redes do Santa Clara, Marco.
A partida entrou numa fase de estudo entre ambas as equipas. Talvez por ser um jogo de uma competição a eliminar, as duas formações estavam mais cautelosas e não arriscavam tanto. Apostavam, sobretudo, em contra-ataques ou passes longos nas costas da defesa.
A única oportunidade de algum perigo, nesta primeira metade, foi apenas aquela que referimos ao minuto sete. A partida ia sendo jogada preferencialmente a meio campo, talvez o calor tenha sido um fator de peso na condição física das duas equipas.
Chegámos ao intervalo com um empate a zero entre Belenenses SAD e Santa Clara. Toda a gente no estádio, acredito eu, a pedir para que na segunda parte as formações viessem com inspiração para chegaram à baliza com perigo e com possibilidade de marcar um golo.
O calor foi nota dominante durante a primeira parte deste primeiro jogo oficial de ambas as equipas Fonte: Bola na Rede
Se havia motivos para reclamar do estado de jogo da primeira parte, o que dizer dos primeiros 15 minutos da segunda metade. O jogo continuava mal jogado e muito concentrado a meio campo.
Ao minuto 56, muitos protestos por parte dos adeptos do Belenenses SAD, mas sem muita razão. Licá saltou para tentar disputar a bola no ar, mas Marco, guardião adversário, apanhou a bola primeiro e acabou por ser derrubado pelo avançado português.
O Belenenses SAD voltava a criar perigo minutos depois com duas grandes oportunidades. Ao minuto 63, foi primeiro a vez de Kikas com uma grande jogada individual a rematar para primeira defesa de Marco. E depois na recarga foi a vez de Matija a rematar para a defesa incompleta de Marco, que ia sofrendo o primeiro. A bola só não entrou na baliza devido a um corte de Fábio Cardoso.
Faltava o golo e acabou mesmo por cair um do céu para os açorianos. Ao minuto 80, depois de um lance na grande área do Belenenses a bola a ir à mão de Gonçalo Silva e penalti a favor do Santa Clara. Da marca dos 11 metros, Rashid não tremeu e bateu Mika. Guarda-redes para um lado e bola para o outro. Estava feito o primeiro da partida e era para os açorianos.
Quem continuava mais perigoso era os açorianos que continuavam a criar oportunidades junto da baliza do Belenenses. Parecia que o Santa Clara estava muito mais concentrado no jogo depois do golo que marcou. Já os “azuis” estava desorganizado em campo e já a jogar mais com o coração do que com a cabeça.
Até ao final de jogo só há a realçar a expulsão de Gonçalo Agrelos, que acabou por ir para os balneários mais cedo do que o resto dos jogadores. Resultado final favorável ao Santa Clara por 1-0 que está agora na fase de grupos da Taça da Liga. Relembrar que o ano passado os açorianos foram eliminados nos penaltis com o CD Aves. Já o Belenenses prepara agora a sua época sem uma competição no seu calendário.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Belenenses SAD – Mika (GR), Gonçalo Agrelos, Nuno Coelho, Gonçalo Silva, Gonçalo Tavares (Símon, 55’), André Santos (Faraj, 82’), André Sousa, Lucca, Licá, Dieguinho (Matija, 61’) e Kikas
CD Santa Clara – Marco (GR), Patrick, João Afonso, Fábio Cardoso, J. Lucas, Ukra (Zé Manuel, 82’), Francisco R., Rashid, Bruno Lamas (César, 89’), Schettine e Pineda (Carlos JR, 61’)
A terceira etapa foi marcada por ser plana, com muito calor, numa ligação entre Santarém e Castelo Branco. Uma extensão de 194,1 quilómetros faziam desta etapa a segunda mais longa da Volta a Portugal.
A última vez que a Volta chegou a Castelo Branco, foi em 2017, na altura Samuel Caldeira da W52-FC Porto venceu.
Hoje, Daniel Mestre acabou por continuar a senda de vitórias da W52-FC Porto em Castelo Branco.
3ª etapa: Ligação entre Santarém e Castelo Branco Fonte: Volta a Portugal
Hoje houve apenas uma fuga de dois ciclistas: Jayde Julius (Protouch) e Guillaume Almeida (BAI Sicasal Petro de Luanda), que estiveram na frente da corrida durante largos quilómetros. Juntos conseguiram alcançar uma vantagem de doze minutos. A equipa espanhola da Caja Rural não estava satisfeita e juntamente com a Amore & Vita- Prodir reduziram o tempo para uma diferença controlável.
Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi) conseguiu manter a sua liderança na camisola de montanha, com os pontos conquistados ao longo da tirada. Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua) e David Ribeiro (LA Alumínios) também andaram nas disputas dos prémios de montanha.
O fim de fuga aconteceu quando faltavam sete quilómetros para a meta, nesta altura, apenas restava o ciclista da Protouch na frente. A partir deste momento, equipas como a Efapel, Israel, Boavista, W52-FC Porto tentaram levar os seus blocos para a frente do pelotão.
A W52-FC Porto entrou nos últimos dois quilómetros com o bloco todo na frente, com Edgar Pinto a puxar pelo grupo. Depois, na entrada do último quilómetro, foi o camisola amarela, Gustavo Veloso, quem liderou o grupo, deixando Samuel Caldeira para lançar Daniel Mestre que acabou por levantar os braços na meta final.
Uma ótima leitura de corrida da equipa portista que levou mais um triunfo nesta edição da Volta.
Assim, Gustavo Veloso continua de amarelo, com três segundos de vantagem para Mikel Aristi (Euskadi-Murias) e com oito segundos para o seu colega de equipa, Daniel Mestre, que é terceiro classificado.
Uma das notícias do dia foi a penalização de Jóni Brandão com dez segundos! O ciclista da Efapel acabou por descer da terceira posição para a décima. Agora está a 23 segundos da camisola amarela. Os comissários de corrida alegaram que Jóni foi beneficiado com um impulso do carro de apoio na etapa de ontem.
Amanhã é dia para os homens da geral fazerem diferenças. A mítica chegada à torre trará uma nova classificação geral e muitas mudanças de tempo.
Top 10 da etapa 3:
1º lugar- Daniel Mestre (W52-FC Porto) 5h:11m:37s
2º lugar- Clément Russo (Arkéa-Samsic) m.t
3º lugar- August Jensen (Israel Cycling Academy) m.t
4º lugar- Mikel Aristi (Euskadi Murias) m.t
5º lugar- Luís Mendonça (Radio Popular Boavista) m.t
6º lugar- Samuel Caldeira (W52-FC Porto) m.t
7º lugar- Gustavo Veloso (W52-FC Porto) m.t
8º lugar- Marco Tizza (Amore & Vita- Prodir) m.t
9º lugar- António Carvalho (W52-FC Porto) m.t
10 º lugar- De Mateos (Ludofoods- Louletano Aviludo) m.t
Com agosto, chega a Supertaça. Já todos sabem. Importa abordar, então, a sua história e o seus factos.
O país viu nascer em 1979 uma nova competição: a Supertaça de Portugal, atualmente conhecida como Supertaça Cândido de Oliveira que homenageia o antigo jogador, treinador e jornalista português. O troféu que antecede o arranque do campeonato nacional coloca frente a frente o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal, ou, no caso de existir dobradinha, a disputa é feita com o finalista vencido da Taça.
A prova começou a ser organizada pela Federação Portuguesa de Futebol ao terceiro ano de vida e foi disputada a duas mãos entre 1980 e 2000, sendo que, caso se verificasse um empate no conjunto das duas mãos seria realizado um terceiro jogo em campo neutro, situação que ocorreu por seis vezes neste período. A partir de 2001 passou a discutir-se em jogo único, tendo já passado por diversos locais: Vila do Conde, Setúbal, Guimarães, Coimbra, Algarve, Leiria e Aveiro, tendo sido este último, o local que mais vezes acolheu o jogo decisivo – em nove ocasiões.
Com 40 edições realizadas, registam-se apenas cinco vencedores. A primeira edição, em 1979, foi ganha pelo Boavista – que venceu este título em mais duas ocasiões, todas elas frente ao rival da cidade, o FC Porto. De resto, o clube mais titulado desta competição do futebol português é precisamente o FC Porto que conta com 21 troféus no seu palmarés. Seguem-se Sporting CP com oito e SL Benfica com sete, além de Boavista e V. Guimarães, este último com um troféu conquistado.
Apesar da lista de vencedores ser manifestamente curta, diversas equipas já lutaram pela sua conquista acabando por figurar apenas na galeria dos finalistas vencidos, como são os casos de SC Braga (em três ocasiões), V. Setúbal (em duas ocasiões), Belenenses, Estrela da Amadora, Beira-Mar, Leixões, U. Leiria, Paços de Ferreira, Académica, Rio Ave e D. Aves, numa ocasião.
O Estádio Algarve é o palco da 41ª edição da Supertaça Fonte: Site FPF
Em termos de análise, o FC Porto é o clube com mais participações – tendo disputado já 30 edições –, sendo o Benfica, o clube com mais finais perdidas – 12. João Pinto e Artur Jorge são, respetivamente, o jogador e o treinador com mais títulos: o primeiro com oito e o segundo com três, sempre ao serviço dos dragões. A partir de 1998, apenas os três grandes venceram esta prova, apesar das equipas ditas mais pequenas a terem disputado mais vezes, o que demonstra o claro domínio visível em Portugal.
Seria bom para a prova se mais clubes conseguissem vencê-la – alargando assim a sua galeria de vencedores –, visto que a Supertaça parece ser um título “feito” para os três grandes, dado o domínio quase absoluto destes. Por ser disputado em jogo único e em campo neutro, as hipóteses de sucesso são teoricamente repartidas, embora não seja isso que se verifique, pois, historicamente, as restantes equipas tendem a sucumbir quando enfrentam um dos grandes. A tendência de vitórias dos maiores clubes nacionais representa a evidente superioridade que lhes caracteriza e também a incapacidade de resposta dos restantes emblemas, perpetuando a ideia de existência de uma clara desigualdade de forças no futebol português.
O lado mais imprevisível (e positivo) da Supertaça é o facto de os dois oponentes – campeão nacional e representante da Taça de Portugal – apresentarem um equilíbrio de vitórias nesta prova, isto é, o campeão nacional venceu 22 edições e o representante da Taça venceu 18. Isto oferece um cenário mais incerto sobre o vencedor final, principalmente quando o desafio é entre ‘’grandes’’, o que se revela como um fator benéfico, pois a incerteza no resultado é o que se pretende num jogo de futebol.
Este ano, a Supertaça discutida no Algarve irá parar a Lisboa, em mais um caso de superioridade dos habituais emblemas. Apesar de ser a Norte que mais Supertaças “residem”, será um dos rivais da capital que começará a sorrir neste início de temporada.
Hoje, pelas 12h30, houve encontro entre o atual campeão francês – Paris Saint-Germain – e o vencedor da “Coupe de Fance” – Rennes. Os dois conjuntos encontraram-se hoje em jogo a contar para a Supertaça Francesa 2019.
No início da partida pudemos ver a equipa parisiense com algumas dificuldades em sair do seu meio-campo. Verdade seja dita: esta dificuldade de controlar a bola para lá do meio-campo a muito se deveu à pressão feita pelos jogadores da equipa adversária. Mas essa dificuldade não durou muito tempo e o PSG aos poucos foi conseguindo impor o seu jogo.
O primeiro golo da partida apareceu aos 13 minutos de jogo por Hunou. Grenier, pela direita, consegue abrir espaço para Bourigeaud. Este último centra imediatamente para Hunou que consegue abanar as redes da baliza de Aréola
Depois do golo, o PSG carregou forte para inverter a desvantagem na partida. Os parisienses começaram a pressionar alto e a equipa do Rennes teve mesmo que baixar o seu bloco.
Várias são as jogadas protagonizadas pelos homens do PSG depois do primeiro golo da partida. Aos 26’, Mbappé acelera no eixo e ainda tenta procurar Herrera, mas este não consegue mesmo chegar à bola. Foi preciso apenas um minuto para o PSG carregar novamente: mais uma vez, Mbappé esteve de olho no seu poste mais distante e rematou, mas Da Silva tira a bola a tempo e a horas.
E foi assim ao longo de maior parte do primeiro tempo: muitas investidas de Mbappé, de Sarabia e Verratti, mas nem sinal de golo! O Rennes encontrava-se muito recuado, mas o que é certo é que a sua estratégia mais defensiva estava a surtir efeito. A equipa de Thomas Tuchel estava a realizar muitos cruzamentos e colocar a bola diversas vezes dentro da área adversária, mas faltou precisão na decisão de maior parte dos lances.
O PSG estava a dominar, sim, mas sem conseguir materializar essa superioridade em golos. Estava a faltar concentração no último terço, local onde a equipa estava a ser bastante perdulária. A primeira parte acabou assim: com um PSG a dominar, mas em desvantagem no resultado depois de um golo que aconteceu através de um lance isolado pela equipa do Rennes.
À entrada para a segunda parte, o autor do golo é substituído por Boey. Esta mensagem foi clara por parte de Julien Stéphan ao colocar um jogador com um perfil muito mais defensivo. Por sua vez, o PSG continuava focado em impor o seu jogo e, deste modo, conseguir impor também a igualdade que, por esta altura, estava mais do que justificada tendo em conta tudo aquilo que a equipa estava a fazer em campo.
Sempre ouvi dizer que água mole em pedra dura tanto bate até que fura e foi mesmo assim: o PSG chegou mesmo ao golo, aos 57 minutos, por intermédio de Mbappé. Depois de uma abertura brilhante de Verratti para Sarabia que, por sua vez, cruza para o autor do golo que remata com o pé direito para o fundo das redes Koubek.
Foi então assim antes da meia hora de jogo da segunda parte que o PSG conseguiu marcar o tento que já fazia por merecer ainda antes do intervalo. Uma postura demasiado defensiva do Rennes poderá ter saído caro para o conjunto de Julien Stéphan.
Aos 73 minutos faz-se justiça no marcador e o PSG marca o segundo e fica, então, pela primeira vez à frente no resultado. Di Maria marca de forma irrepreensível através de um livre. Ainda assim, ficou a sensação de que Koubek podia ter feito mais.
A equipa do Rennes mostrou-se bastante desfalcada. Vimos pouco desta equipa a níveis ofensivos, pois não rematou mais após o seu golo. Mas a verdade é que assim que se encontrou em desvantagem pudemos ver um pouco mais desta equipa. Nos instantes finais da partida ainda foi possível ver algumas investidas por parte do Rennes num momento de alguma desatenção do PSG no corredor direito. Ainda assim, nenhum dos lances surtiu efeito.
O Paris Saint-Germain ganhou então a 9.ª Supertaça de França 2019, ultrapassando assim o Lyon FC que leva oito conquistas desta taça. Para além disso, “vinga-se” também da própria equipa do Rennes depois de ter saído derrotado na Final da Taça de França 2019.
O Rennes conseguiu ainda sair para o intervalo a ganhar 1-0 com um único remate na partida Fonte: PSG
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Paris Saint-Germain: Aréola, Thomas Meunier (Subst. Thiago Silva, 80’), Kehrer, Marquinhos (Subst. Paredes, 78’), Abdou Diallo, Juan Bernat, Sarabia, Verratti, Herrera (Subst. Di Maria, 73’), Mbappé, Cavani.
“Fazer um Fulham”: expressão cunhada em maio de 2019, que significa gastar uma quantidade avultada de dinheiro no mercado de transferências para depois ser despromovido.
O caso do Fulham Football Club é um que o Bola na Rede já analisou, e que hoje serve como um aviso para todas as equipas recém chegadas à Premier League. Os cottagers gastaram, em 2018/2019, mais de 80 milhões de euros numa série de contratações. O objetivo era claro: garantir a segurança e sonhar com os lugares da metade superior da tabela. Mas, em maio deste ano, o clube já estava de volta ao sítio de onde viera. Em 2019/2020, já muitos apontaram para outra equipa promovida como um Fulham 2.0. Mas erá que é disso que se trata o Aston Villa Football Club?
Neste verão, apenas a Juventus, o Real Madrid, o Barcelona e o Atlético de Madrid gastaram mais que o Villa em novos jogadores. De acordo com o Transfermarkt, o clube já conta com 127 milhões dispendidos neste defeso. Além das dez contratações, há outras dez saídas. Olhando para estes dados, podemos tirar conclusões muito negativas: uma equipa em mudança, um investimento desmesurado e recrutamento com pouco critério. O Aston Villa é mesmo capaz de estar a fazer um Fulham.
O miúdo que virou capitão Fonte: Aston Villa FC
Mas, quando vemos para lá destes dados superficiais, surgem outros contornos. Recuemos à época passada: o Aston Villa tinha uma equipa cheia de jogadores emprestados. Estrelas como Anwar El Ghazi, Tammy Abraham e Tyrone Mings tinham, portanto, os seus dias contados no Villa Park. O plantel nunca teria o privilégio da estabilidade. Era impossível, com tantos jogadores a voltar aos clubes de origem e outros tantos com idade já avançada, preparar a próxima época sem grandes gastos. Mas desengane-se quem pensa que este gasto foi apenas para inglês ver (literalmente).
Deu-se prioridade a manter um núcleo duro da equipa. Assim, El Ghazi e Mings foram contratados de forma permanente, por nove e 22 milhões respetivamente. O pagamento de 15 milhões de euros por Matt Targett, lateral esquerdo suplente do Southampton, levantou algumas sobrancelhas. Ainda assim, estamos a falar de um jogador competente, com experiência na Premier League, algo que certamente será importante. Isto porque o plantel foi renovado e muitos da velha guarda foram despachados. Entre eles, destaca-se Mile Jedinak, lendário jogador australiano que serviu o Aston Villa durante três anos, tendo passando antes pelo Crystal Palace.
A contratação mais cara, porém, foi também a mais duvidosa. Wesley, ponta de lança de 22 anos, vem do Club Brugge, da Bélgica, a troco de 25 milhões de euros. Chega sem grande nome no futebol europeu, com um registo de 17 golos e 10 assistência em 48 jogos na época passada. Certamente será comparado com Lukaku na Premier League: forte fisicamente, ameaçador no ar, mas peca pela técnica, nomeadamente na finalização. A idade permite-lhe ter margem de progressão, mas será que terá espaço e tempo para crescer na liga mais competitiva do mundo? De Bélgica a Inglaterra são cerca de 400 km, mas para o brasileiro esta distância também representa um degrau muito grande para subir.
O maior gasto – e maior risco – da direção do Aston Villa este ano Fonte: Aston Villa FC
Douglas Luiz, contratado ao Manchester City, é outra transferência interessante. O médio brasileiro chegou a Inglaterra vindo do Vasco da Gama, do Brasil. Pelos citizens, não registou qualquer golo ou assistência em dois anos, e vai agora à procura da sorte no Aston Villa.
Outro foco desta época recairá certamente sobre Jack Grealish. O anglo-irlandês apresentou um enorme talento desde o momento em que subiu à equipa principal, em 2013. Apresentou, igualmente, uma série de problemas com a sua atitude e profissionalismo. Durante muito tempo, a sua capacidade de se assentar na equipa do Aston Villa foi colocada em causa. Mas o número 10 cresceu, e hoje é o capitão da equipa de Birmingham. A nível futebolístico, é talvez o jogador mais talentoso daquele plantel. É também dos poucos que estavam lá em 2016, quando uma das piores épocas que a Premier League já viu lançou o Aston Villa para o Championship.
E é precisamente essa época que os villans vão evitar repetir. Os gastos são muitos, mas necessários para construir uma equipa que chegava para a promoção mas nunca iria render no principal escalão do futebol inglês. Para o adepto neutro, será certamente interessante ver se o Aston Villa “faz um Fulham”.
No próximo domingo, o Sporting Clube de Portugal disputa o primeiro jogo oficial da época 2019/2020. No Estádio Algarve, os leões irão defrontar o eterno rival, o SL Benfica, a contar para a Supertaça Cândido de Oliveira.
O Sporting disputa pela décima vez a conquista da Supertaça, tendo vencido em oito ocasiões. Pela terceira vez, os leões discutem o troféu no Estádio Algarve, tendo vencido o Benfica por 1-0, em 2015, e o Porto por 2-0, em 2008. Na história da Supertaça, o Sporting Clube de Portugal já teve como adversários o SL Benfica, o FC Porto, o SC Braga e o Leixões SC.
Para esta partida, Marcel Keizer não poderá contar com Stefan Ristovski, Valentin Rosier, Rodrigo Battaglia e Rafael Camacho, devido a problemas físicos. Assim, o Sporting deverá alinhar com Renan Ribeiro na baliza; a defesa será composta por Thierry Correia, Coates, Mathieu e Borja; no meio-campo Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Raphinha e Acuña nas alas e Bas Dost na frente de ataque.
No último dérbi, o Sporting venceu o Benfica por 1-0, no Estádio José Alvalade, com um golo do capitão Bruno Fernandes Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Num dérbi não há favoritos, mas o Sporting apresentando-se ao seu melhor nível pode vencer e conquistar a 9ª Supertaça do seu palmarés. Para isso, a equipa terá de estar concentrada do primeiro ao último minuto, impondo a sua qualidade, entrega, intensidade, garra e combatividade. Para vencer este troféu, os leões têm de ser consistentes no seu processo defensivo, ter a posse de bola, ser uma equipa pressionante, não deixando o adversário construir e ser eficaz na finalização, para poder tirar partido das oportunidades de golo que criar.
Assim, espera-se que o Sporting arranque da melhor forma a época 2019/2020, com uma vitória no dérbi, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira. Por isso, espera-se que a equipa coloque em campo Esforço, Dedicação e Devoção, do primeiro ao último minuto, para conquistar a Glória de mais um título.
A saudosa Amália Rodrigues, a nossa musa eterna, falou-nos certa vez de dois tipos que se juntavam na esquina e tocavam alegremente, sem preocupações, distraindo quem passava nas proximidades e quem arranjava prontamente motivo para sorrir. SL Benfica e Sporting CP fazem-no desde 1 de Dezembro de 1907, quando numa tarde tenebrosa de chuva austera se puseram os dois na Feiteira, em Carcavelos, e tocaram para todos os que ali passavam nos seus afazeres. Gentes curiosas foram-se amontoando à sua volta – não era todos os dias que por ali se juntavam dois fulanos a fazer barulho – e, a pouco e pouco, foram ficando. Pouca noção tinham de que estariam a testemunhar a mais bonita parelha do futebol luso: no Domingo, será o 307º concerto dos amigos, agora famosos e símbolos de Portugal, companheiros na longa luta pela bonitização do futebol, infelizmente tão fora de moda que a ideia agora é fazer do derby eterno um evento de ódio e confronto.
O tirolirofica e o tirolirorting assumiram-se como o dueto mais talentoso da musicalidade, chegando a fama às colónias, sedentas das paixões da metrópole: os principais fãs dão pelo nome de Eusébio da Silva Ferreira e Fernando Peyroteo, que se tornaram como o mais presente nas exibições (29 presenças) e o que mais palmas bateu (48 bolas nas redes), respectivamente. Ambos nascidos nas Áfricas, representam a larga falange de apoio aos amigos lisboetas além-mar, sinal da sua importância no contexto da portugalidade contemporânea, pontos de contacto da cultura lusitana e com grande capacidade de influência no imaginário das populações. Benfica e Sporting, em conjunto, sempre produziram as melodias mais bonitas. Tirolirofica a tocar a concertina e Tirolirorting a dançar o solidó, e vai de trocar e troca de novo, qualquer esquina é sitio para se tocar o perfeito fado do futebol português.
No Algarve, o primeiro apresenta-se em melhor estado. O agente Bruno Lage tem tratado bem da sua figura, tem-lhe entregue méritos que com uma pré-epoca em cima se encaminham para a consolidação dos apresentados em 2018/2019. Aos abandonos de Félix e Jonas, ouvinte habitual, a musicalidade do artista chegou a Espanha e Raul De Tomas aterra em Lisboa prometendo muitas palmas. A engrenagem Rúben Dias/Ferro, a dinamização do meio-campo onde se apresentam Gabriel, Samaris, Florentino, Fejsa e Taarabt para dois lugares e a manuntenção de Pizzi e Rafa nos desequilíbrios exteriores asseguram bons prenúncios.
Bruno Lage quer mostrar que a sua equipa está preparada para o primeiro grande teste da temporada Fonte: SL Benfica
O amigo Tirolirorting é que custa a encontrar o bom caminho, ainda que o holandês Keizer tenha conseguido recompor, a pouco e pouco, a compostura do artista já metido numa série de problemas extra-palco. As enxaquecas e vícios de Tirolirorting fizeram dele um músico amorfo, afundado há anos numa espiral de futilidades várias que só são esquecidas nestes encontros: se o concerto de Domingo é importante para Tirolirofica, o seu significado e importância agiganta Tirolirorting, ansioso por concertos desta estirpe ao lado do seu amigo de sempre. Bruno Fernandes, que se perfila actualmente como seu maior fã, arrisca-se a assistir ao último certame. Outras melodias além da Mancha devem convencê-lo antes do fecho do mercado, mas que não o façam até Domingo: a sua presença é essencial na perfomance de Tirolirorting. Muita da qualidade do concerto depende de Bruno e do seu lugar na plateia. Com a sua presença na primeira fila, gritando e gesticulando de contentamento, a actuação do ídolo eleva-se para níveis fora do habitual.
É do interesse geral que estejam reunidas todas as condições para que a concertina e o solidó fluam da melhor forma, que os músicos sintam a confiança para explanar todo o seu talento sem quaisquer complexos. Se é verdade que a sua relação se deteriorou ultimamente – a fama não foi amiga, os parasitas espreitam a cada… esquina – a mais bonita amizade não se mete em causa por certos públicos e as suas tentativas de sabotar os concertos mais apaixonantes do futebol português.
Uma nota: excelente iniciativa da FPF, com a criação do canal 11 e a entrevista conjunta a Bruno Lage e Marcel Keizer. O futuro tem que ser este.
A Supertaça Cândido de Oliveira é a única competição nacional em que o SL Benfica não é o clube com mais troféus conquistados, podendo igualar o Sporting CP no número de títulos conquistados no próximo Domingo. Irei aqui recordar cada uma das sete Supertaças que o SL Benfica tem no seu museu.