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Pequenos ajustes numa solução vencedora

A discussão sobre os modelos competitivos que mais favorecem determinada modalidade é antiga e dificilmente consensual. A solução mais clássica costuma ser uma fase regular, mas temos também os playoffs ou algumas soluções mais criativas como uma segunda fase entre as seis melhores equipas, entre muitas outras.

Neste artigo, pretendo refletir sobre qual a solução mais indicada para o campeonato português de hóquei em patins. Assim, irei ter em conta algumas vertentes que me parecem essenciais para que esta análise possa ser equilibrada e, dentro do possível, concreta.

A HISTÓRIA TAMBÉM JOGA

Em primeiro lugar, o histórico da modalidade. O que com isto quer dizer é perceber quais os modelos competitivos mais utilizados no hóquei em patins, seja em Portugal e no Estrangeiro.

No que a Portugal diz respeito, o sistema utilizado é o de uma fase regular com duas voltas. O campeonato é composto por 14 equipas. Nos últimos anos, a única alteração que se registou foi o número de equipas. Em 2013-2014, ano em que o Valongo se sagrou campeão nacional, a liga era composta por 16 equipas. No último ano, a Federação Portuguesa de Patinagem chegou a ponderar uma segunda volta após a fase regular, mas tal não chegou a avançar.

Fonte: FPP

Quando olhamos para os campeonatos de maior destaque fora de portas, existem dois cenários. Em Espanha, o modelo utilizado é exatamente o mesmo. Por sua vez, em Itália a realidade é outra. Atualmente, o modelo utilizado é o de uma fase regular seguida de playoffs.

INCERTEZA É PEÇA CHAVE

O campeonato português é inúmeras vezes apelidado como o melhor do mundo. A verdade é que os dados estatísticos comprovam essa mesma afirmação. Nos últimos 10 anos, tivemos quatro campeões diferentes (Porto, Sporting, Benfica e Valongo) e inúmeros outsiders que se conseguiram intrometer na luta, nomeadamente a Oliveirense, a Juventude de Viana, entre outros clubes.

Se nos quisermos comparar com o país vizinho, vemos que o Barcelona é o crónico campeão. Os culés triunfaram em oito das últimas dez edições do campeonato espanhol.

Já em território italiano, houve quatro campeões na última década.

Podemos então concluir que a incerteza relativamente ao vencedor é muito maior em Portugal e Itália do que em Espanha.

SUCESSO FORA DE PORTAS

Um outro aspeto que penso ser essencial termos em conta é o sucesso fora de portas. No hóquei em patins, existem duas grandes competições: a Liga Europeia e a World Skate Europe Cup, também conhecida como taça CERS.

Fonte: Sporting CP

Se olharmos para os vencedores da Liga Europeia nos últimos dez anos, vemos que sete foram espanhóis (quatro vezes o Barcelona, duas o Liceo e uma o Reus) e três foram portugueses (O SL Benfica por duas vezes e o Sporting por uma). No que aos finalistas concerne, ligeira vantagem para as cores portuguesas: seis vezes o finalista vencido foi português e por quatro foi espanhol.

Relativamente à Taça CERS, existe uma maior diversidade. Na última década, houve quatro campeões portugueses (Sporting, SL Benfica e por duas vezes o OC Barcelos), cinco espanhóis e um italiano. Sobre os finalistas vencidos, temos dois portugueses (HC Braga e OC Barcelos), três italianos e cinco espanhóis.

Perante estes números, podemos concluir que as equipas espanholas têm um tremendo sucesso em competições internacionais. Contudo, as equipas portuguesas, sobretudo num passado mais recentes, têm vindo a melhorar as suas prestações.

Nesta análise, poderíamos também incluir o desempenho das seleções nacionais dos respetivos países. Nessa vertente, e olhando apenas para os últimos anos, Portugal conquistou um Campeonato da Europa e quebrou um jejum de mais de 16 anos com a recente conquista do Campeonato do Mundo.

LIMAR UMA BOA SOLUÇÃO

Assim, e perante tudo aquilo que referi anteriormente, penso que a solução que se encontra atualmente em vigor é a mais correta. A competitividade que o campeonato português apresenta, bem como o sucesso dos nossos clubes e seleções no estrangeiro comprova isso mesmo.

O número de estrangeiros de tremenda qualidade que atuam na nossa liga e que são titulares das suas seleções é outro indicador que demonstra a qualidade da nossa liga. Relativamente a este tema, a FPP tomou recentemente uma solução que impõe um mínimo de portugueses nas fichas de jogo.

Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Esta é também uma forma de limitar um número de estrangeiros no campeonato português. Embora, na minha opinião, não me pareça que tenhamos um excesso de jogadores estrangeiro a atuar em Portugal. Nomes como Platero, Ordóñez, Cocco, entre outros, só acrescentam qualidade à nossa liga. No entanto, esta mesma regra não é assim tão limitativa e no contexto atual apenas o Sporting teria de diminuir o número de estrangeiros.

Em suma, e voltando à discussão sobre qual o modelo competitivo que mais favorece a competitividade e, consequentemente, o espetáculo, parece-me que a solução encontrada é bastante interessante. A competitividade do campeonato português permite que a fase regular seja uma boa solução no que ao modelo competitivo diz respeito. Se olharmos para os diferentes vencedores dos últimos anos, vemos isso mesmo. Na última época, por exemplo, os três grandes e também a Oliveirense perderam pontos em inúmeras partidas com as ditas equipas pequenas. A adoção de playoffs ou de uma segunda fase poderia, na minha opinião, desvalorizar o campeonato em si e, talvez o fator mais importante, prejudicar a prestação das equipas portuguesas no estrangeiro.

Fonte: FPP

Termino este artigo com uma frase que Matías Platero e Toni Pérez, jogadores do Sporting, referiram numa recente entrevista afirmando que é mais difícil ser campeão em Portugal do que ganhar a Liga Europeia. Penso que é bem ilustrativa do sucesso do nosso campeonato.

 

Foto de Capa: FPP

O ano de Paulinho

Maio de 2020: Fernando Santos anuncia os 23 convocados para o Euro 2020. E, quase a terminar a lista, lá estás tu Paulinho! O teu nome é assim soprado pelo seleccionador nacional, e faz-se justiça à temporada que agora termina, onde foram muitos os sopros de golo saídos dos teus pés.

Comecei este texto com uma hipotética visão do que acredito que acontecerá lá para o final da época que, afinal, ainda nem começou. Já aqui escrevi que não sou grande apologista da escolha de Sá Pinto para o comando técnico do SC Braga. Ainda assim, e não augurando nada de demasiado bom, acredito que o 4-3-3 de Sá Pinto poderá ter uma virtude: a de tirar o melhor que Paulinho tem para oferecer. E acredito que Paulinho tem imenso para nos dar.

Paulinho é um avançado que me enche as medidas. Móvel, letal, sabe onde há-de aparecer, antecipando-se muitas das vezes aos defesas adversários, é capaz de se dar à equipa e ao mesmo tempo de não perder a qualidade na zona de decisão, onde, na maioria das vezes, decide bem.

Paulinho será a principal referência do ataque do SC Braga na presente época
Fonte: SC Braga

Com a saída de Dyego e mesmo com o regresso de Hassan e Stojiljkovic, parece-me que Paulinho tem tudo para ser o homem golo do ataque bracarense. O ano passado, a lesão no início de época que sofreu e o grande início de Dyego, fizeram com que a época de Paulinho ficasse um pouco (muito) aquém do esperado. No entanto, este ano tudo parece que será diferente e acredito que Paulinho será uma das estrelas do nosso campeonato.

Tal como comecei, vejo Paulinho como um dos homens de ataque da selecção nacional para a defesa do título europeu. André Silva mudou-se para o Mónaco, mas nada garante que tenha uma época melhor que anterior. Dyego Sousa, assim que se tornou português, ficou de olhos em bico, louco com os milhões chineses, e acredito que enriqueça os bolsos, mas fique mais pobre no que se refere a internacionalizações pelas quinas. Éder não conta, e, caso não surja um novo João Félix, parece-me bem possível que Paulinho faça companhia a Jota, Félix e Ronaldo no ataque dos campeões europeus.

Agora, senhoras e senhores, que este Campeonato chegue rapidamente, e que Paulinho nos possa brindar, semana após semana, com autênticos gol(õ)es de champanhe que nos deixarão embebidos em toda a sua qualidade.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

A polémica de Dyego Sousa

De acordo com o presidente do clube, António Salvador, a saída de Dyego Sousa foi uma exigência de Abel Ferreira – treinador que abandonou o SC Braga para treinar o PAOK.

Aparentemente, o valor baixo da transferência – que rondou apenas os 5,4 milhões de euros enquanto que, numa entrevista em inícios de junho, o presidente do SC Braga declarou que tinha recusado propostas pelo avançado num valor entre 12 e 15 milhões de euros – de acordo com António Salvador deveu-se a exigências de Abel Ferreira. Durante uma entrevista, onde foi colocada a questão relacionada com a razão da saída do avançado, o presidente arsenalista respondeu que foi uma das condições feitas por Abel Ferreira no final da época para dar continuidade à sua liderança no comando técnico do SC Braga. E, por essa razão, antes de iniciar o estágio aceitou a única proposta existente e transferiu o jogador.

Através das redes sociais, Dyego Sousa reagiu às declarações utilizando vários emojis pensativos e não dando uso a nenhum comentário, levando o negócio a ganhar novos capítulos.

Com a polémica instalada no seio do SC Braga e de Abel Ferreira, susposto criador da polémica, o mesmo remeteu-se ao silêncio afirmando que estava ocupado com a preparação da pré-eliminatória da Liga dos Campeões frente ao AFC Ajax.

No entanto, factos foram apurados. Em termos cronológicos, a saída de Abel Ferreira do comando técnico confirmou-se no dia 1 de julho, enquanto que a venda de Dyego Sousa foi oficializada no dia 10 de julho – sendo que a contratação do novo treinador do clube, Sá Pinto, tinha sido realizada no dia 3 de julho. O que significa que Abel Ferreira já nem se encontrava no clube, apesar do anúncio oficial da transferência nem sempre acontecer no momento em que fica fechada. Também, houve fontes que confirmaram que o ex-treinador do SC Braga, numa reunião preparatória, teria aconselhado António Salvador a cumprir a promessa realizada ao avançado em janeiro devido à necessidade de não ter um jogador insatisfeito – o que poderia gerar um balneário com um problema de foco.

Apesar de não serem factos confirmados, nem comentados tanto pelo jogador em causa como o treinador do PAOK, as odes encontram-se contra António Salvador e a respetiva justificação da venda de Dyego Sousa por 5,4 milhões de euros a Shenzhen, do futebol chinês.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting 2019/2020: upgrade defensivo com dossiers (ainda) por resolver

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Quando estamos a sensivelmente uma semana do começo oficial da temporada 2019/2020, com o pontapé de saída a ser dado no jogo da Supertaça Cândido de Oliveira que irá opor os rivais de Lisboa – Sporting CP e SL Benfica – a equipa leonina ainda apresenta algumas lacunas. Não apenas na qualidade de jogo apresentada, mas de igual forma nas escolhas que faz e que ainda tem por fazer.

Diante do Valência CF, os pupilos de Marcel Keizer deram por terminada uma pré-época muito negativa no ponto de vista desportivo: 3 empates e 3 derrotas. Este jogo, a contar para nova edição do Troféu Cinco Violinos, serviu também como o típico jogo de apresentação aos sócios. Nessa partida, os sócios e adeptos leoninos ficaram com uma clara ideia de quem irá estar entre os eleitos de Marcel Keizer. Foram apresentados os seguintes defesas: Ilori, Coates, Ristovski, Neto, Rosier, Mathieu, Borja, Nuno Mendes, Thierry Correia, Eduardo Quaresma e Bruno Gaspar. A grande ausência neste eixo defensivo é a de Ivanildo Fernandes que aparentemente estará também de saída do Sporting CP.

Com isto, é possível, à primeira vista, ver que o plantel leonino tem um claro upgrade face à época anterior. Conta com melhores opções para todas as posições do eixo defensivo, no entanto, há ainda uma com um claro problema para resolver… ainda. Comecemos por aí mesmo. O Sporting CP apresentou ontem um número algo incomum de laterais direitos, quatro. Se é certo que Ristovski está indisponível para o primeiro jogo da temporada devido a uma suspensão e que Rosier está a recuperar de uma lesão, parece-me, ainda assim, algo improvável estar a uma semana do começo oficial da nova temporada com estas questões ainda por resolver.

Creio que Bruno Gaspar dos quatro é o que terá mais hipóteses de sair. Tendo em conta que Rosier foi um investimento para ser jogador titular, resta a incógnita sobre a continuidade de Ristovski ou a subida efetiva de Thierry Correia. O jovem português tem estado a bom nível e deverá com isto garantir a sua titularidade diante do SL Benfica no próximo domingo. Creio que tem justificado a aposta e não ficaria nada surpreendido por figurar com Rosier e Correia no decorrer da época, permitindo fazer um encaixe financeiro com Ristovski e Bruno Gaspar. Tanto o lateral português como o lateral francês são claros upgrades, sobretudo no que podem oferecer com bola e no momento ofensivo leonino, apesar de ontem Thierry Correia ter estado particularmente bem no capítulo defensivo, estando atento as suas costas e a efetuar muitas dobras defensivas.

O reforço para o eixo central leonino tem sido uma das boas notícias da pré-época
Fonte: FC Zenit St. Petersbourg

No eixo central, Marcel Keizer terá de ficar satisfeito por ter à sua disposição Luís Neto. É um claro upgrade a Tiago Ilori e a André Pinto, e o internacional português ex-Zenit tem-se exibido a um bom nível na pré-época. Não ficaria nada admirado de o ver ser titular diante do SL Benfica, visto que Coates chegou mais tarde e aparenta ter menos ritmo. Gostaria de para quarta opção poder contar com Ivanildo e não com Tiago Ilori, mas depois de também ouvir as declarações de Marcel Keizer ontem na conferência de imprensa, creio que o treinador terá de usar aqueles que cargos mais elevados da direção o mandam utilizar, tendo o holandês pouca margem de manobra e de escolha.

Na esquerda, a saída de Jefferson e a permanência de Acuña e Borja, dá uma boa segurança aos leões. O colombiano poderá ainda ser uma opção válida num esquema a três centrais e o argentino poderá ainda desempenhar funções no meio-campo leonino. A polivalência é um claro sinal positivo para Marcel Keizer. É de salientar ainda que Rosier poderá desempenhar a função de lateral esquerdo de forma competente.

Comparando com os mais diretos rivais ao título – FC Porto e SL Benfica – o Sporting CP não parte em pé de igualdade, mas tem aqui cartas que podem fazer frente de forma bastante aceitável e com resultados interessantes. Foi sobretudo vital conseguir manter a espinha dorsal Mathieu-Coates. Creio que face ao jogo diante do Valência CF, Marcel Keizer irá apresentar na Supertaça apenas uma alteração no quarteto defensivo. Apesar de ter referido anteriormente a minha ideia sobre a troca entre Luís Neto e Coates, creio que será apenas na faixa esquerda que Marcel Keizer irá optar por trocar Borja por Acuña. Resta aguardar para perceber como irá o Sporting CP e a direção liderada pelo médico Frederico Varandas resolver a situação da lateral direita e que dores de cabeça terá o técnico holandês para escolher o titular nesta posição.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Em Liverpool, depois da bonança veio a tempestade?

O campeão europeu Liverpool FC tem protagonizado uma pré-época muito aquém daquilo que era expectável. Alguns resultados negativos juntam-se a exibições pálidas, chegadas (muito) tardias de peças fundamentais da máquina de Jürgen Klopp, por força dos compromissos de seleções neste verão, e indefinições quanto ao plantel final. E o tempo está a contar pois o primeiro jogo oficial é já no dia 4 de agosto, frente ao Manchester City, a contar para a Supertaça inglesa.

É verdade que não há campeões de pré-época e que os resultados nos jogos amigáveis não são garantia de coisa nenhuma, nem para o bem nem para o mal. Mas o facto é que, apesar de algumas vitórias contra adversários teoricamente mais acessíveis, nos jogos com grau de dificuldade mais elevado (Borussia Dortmund e Napoli), os reds perderam. E não só perderam, como mostraram estar ainda longe do futebol apresentado na época transata e que tanto encantou os seus adeptos.

Apesar das ausências de alguns dos jogadores mais importantes, o que é facto é que o Liverpool manteve a espinha dorsal da equipa que se sagrou campeã europeia, pelo que se esperava mais da equipa nesta fase da época.

Uma das grandes dificuldades com que Klopp teve que se debater neste defeso foi apenas poder contar com Alisson, Mané, Salah e Firmino na última semana da pré-época, a menos de uma semana do primeiro jogo oficial da época. Alisson e Firmino estiveram ao serviço do Brasil na Copa América, competição que acabaram por vencer, ao passo que Mané e Salah representaram os seus países na Taça das Nações Africanas. O treinador dos reds já sabia que teria esta contrariedade mas, ainda assim, sai prejudicado por ver estes jogadores, fundamentais na sua equipa, chegarem à Supertaça inglesa com menos de uma semana de trabalho às suas ordens.

A equipa de Jürgen Klopp tem feito uma pré-época aquém do expectável
Fonte: Liverpool FC

Relativamente à pouca atividade do Liverpool neste mercado de transferências, Klopp afirmou de forma pragmática que o clube tem que pagar contas e já investiu na equipa, mas que neste momento não o está a fazer. Ainda assim, esta semana foi anunciada a contratação de Harvey Elliott, o mais jovem futebolista a estrear-se na Premier League, com 16 anos e 30 dias. No sentido contrário, fala-se muito na eventual saída de Salah ou Mané, algo que preocupa o treinador alemão e que obriga o Liverpool a procurar soluções, tendo já sido referenciados jogadores como Neymar, François Kamano, Nicolas Pepe e Franck Ribéry.

Noutro “campo” e também apoiado por Pep Guardiola, Klopp voltou a criticar o atual “modelo” de pré-época dos clubes, que prioriza os prémios monetários e não a preparação dos jogadores para a época que se avizinha. O treinador alemão afirmou que prejudica o seu trabalho o facto de os jogadores chegarem de férias, treinarem três ou quatro dias e depois partirem em tournée para o outro lado do mundo para disputar séries extenuantes de jogos.

E a prova de que as coisas não vão bem no atual campeão europeu foi o desentendimento recente entre Van Dijk e Klopp na derrota do Liverpool frente ao Napoli. Após o jogo o defesa holandês desvalorizou o caso mas ficou a nítida sensação que em Liverpool a euforia da conquista da Liga dos Campeões deu lugar a uma fase difícil de adjetivar mas que tem sido tudo menos tranquila. Os reds não partem como favoritos para o jogo deste domingo mas já se sabe que o Liverpool é perito em fazer aquilo que ninguém espera. No domingo todas as dúvidas serão dissipadas se depois da bonança veio a tempestade ou se o Liverpool conseguiu prolongar o seu estado de graça por mais algum tempo.

Foto de Capa: Liverpool FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica: Com o bicampeonato na mira!

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A pré-temporada no futsal acabou de arrancar. O campeonato nacional da primeira divisão só arranca em setembro, mas algumas equipas já arrancaram os trabalhos com vista à época 2019/20. Desse lote destacamos o atual campeão nacional em título, o Sport Lisboa e Benfica.

Os treinos já arrancaram esta semana e a equipa do SL Benfica, comandada por Joel Rocha, parte com muita vontade de atacar o bicampeonato nacional. A época só arranca com a realização da Supertaça, entre o Benfica e o Sporting Clube de Portugal, no dia 1 de setembro, e por isso o tempo da pré-temporada é de sensivelmente um mês.

Com a manutenção da equipa técnica, que desde 2014/15 lidera os destinos das águias, comandada por Joel Rocha leva a uma maior solidez nas ideias da equipa. Em termos de alterações no plantel, houve apenas três.

A entrada de André Sousa, que foi guardião essencial na nossa única (até aos dias de hoje) conquista continental, para o SL Benfica deve-se por já não ser mais a primeira escolha nos “leões”. O guarda-redes português perdeu o seu lugar para Guitta, e até já começava a perder a sua posição na hierarquia dos guardiões leoninos para Gonçalo Portugal.

Esta troca, apesar de poder parecer uma “traição”, acaba por ser um negócio bom para ambas as partes. Para as águias porque garantiram um reforço de qualidade (uma excelente alternativa a Diego Roncaglio) enquanto que os verdes e brancos “despacham” um jogador que começava a perder espaço e minutos de jogo no plantel leonino.

Mas não ficam por aqui as trocas de lado da segunda circular. Desta feita falamos de um reforço bem mais jovem, com apenas 19 anos, o português Célio Coque. É uma das grandes promessas do nosso país e que na temporada 2018/19 já fazia parte do plantel sénior do Sporting.

Uma das grandes promessas do futsal português, Célio Coque
Fonte: SLB modalidades
O outro atleta que vem ajudar os encarnados a tentar alcançar o bicampeonato é o brasileiro Fernando Drasler. Veio de Espanha, onde foi peça-chave no sucesso do El Pozo Murcia, uma das grandes equipas do país vizinho. Na última temporada, o El Pozo chegou à final do play-off do campeonato espanhol e garantiu a presença na edição 19/20 da Liga dos Campeões de Futsal.

O plantel conta com 16 jogadores, com particular destaque para estes três novos elementos, que tudo farão para poderem constituir uma opção válida para o treinador. A vontade dos “encarnados” é chegar, claro está, ao bicampeonato. Ao longo desta pré-época vou apresentar os plantéis do principal escalão e comentar as entradas e contratações neste defeso.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Editorial BnR #5: O pontapé de saída é no Bola na Rede

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Aproxima-se a passos largos o início de mais uma época desportiva. Uma época em que, como sempre, se prevêem grandes momentos e grandes emoções. O Bola na Rede, tal como aconteceu nos últimos nove anos, acompanhará de perto os grandes destaques do desporto nacional e internacional, com rigor e qualidade.

Para esta época, reestruturamos a nossa equipa de editores, redatores e colaboradores das mais diversas secções do Bola na Rede, para podermos servir ainda melhor e com mais variedade os nossos leitores.

Dispomos de um vasto leque de artigos para ir ao encontro do teu gosto e preferência, desde a secção do SL Benfica, do Sporting CP, do FC Porto, de Futebol Nacional, de Futebol Internacional e das Modalidades. Diariamente poderás esperar do nosso site artigos de opinião, rescaldos, reportagens e entrevistas das secções acima mencionadas.

Quem serão os grandes vencedores desta época?
Fonte: Liga Portugal

Além da nossa equipa de redação, poderás contar com o rigor da nossa equipa de revisores que se compromete à revisão dos artigos, para garantir que vos chega com a máxima clareza possível. A nossa equipa de Comunicação, Multimédia e Design garante conteúdo interativo diário nas nossas redes promovendo a interação e proximidade com quem nos acompanha.

Semanalmente marcamos presença em estádios de norte a sul do país, através da nossa equipa de coberturas ao vivo, para acompanhar de perto a envolvência dos adeptos, a emoção do jogo, o festejo dos golos, bem como as conferências de imprensa, para que não te escape nada.

Aqui no Bola na Rede estamos todos a postos para a nova época. E tu, estás pronto para o que aí vem?

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Ana Ferreira

Vitória SC 4-0 AS Jeunesse Esch : A fome que deu em fartura

Contra os frágeis luxemburgueses do AS Jeunesse Esch, a formação vimaranense cumpriu o esperado, com duas exibições sólidas, sem comprometer, e agora “apanha” com o FK Ventspils, da Letónia, na 3ª Pré-Eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa. Neste segundo jogo, disputado no D. Afonso Henriques, o domínio do Vitória SC foi evidente durante todo o jogo, com o resultado expressivo a espelhar aquilo que se passou em campo.

Ivo Vieira optou por colocar um lateral com mais propensão para o ataque, com Sacko – no lugar de Victor Garcia –, e Pedro “Pêpê” Rodrigues, médio proveniente do SL Benfica e com quem o treinador já tinha trabalhado durante o seu tempo no Estoril Praia SAD. Já o Jeunesse apresentou-se em Guimarães com uma troca de avançados: os substitutos do primeiro jogo foram os titulares do segundo, Arslan e Makota.

Como seria de esperar, os primeiros 45 minutos ficaram marcados por um domínio total do Vitória Sport Clube, mais intenso entre os 10 e os 20 minutos, e depois entre os 30 e os 35, com oportunidades suficientes para deixar, ao intervalo, um resultado mais dilatado do que aquele que se registava no marcador: 1-0. Aos 14 minutos, Rafa Soares cobrou de forma exímia um livre lateral direto para a cabeça de Tapsoba: o central que na primeira mão foi o jogador mais perigoso dos vimaranenses.

Com muitas dificuldades para sair em construção – na verdade, até em contra-ataque foi difícil sair a jogar com qualidade – o Jeunesse manteve sempre o seu bloco baixo e foi tentando sacudir a pressão do Vitória SC. Rochinha esteve em destaque, com duas hipóteses claras tiradas pela defesa da equipa luxemburguesa já na linha de golo.

A segunda parte do jogo começou no mesmo tom que a primeira: com o Vitória por cima, sempre com mais bola… Mas faltava aquilo que os adeptos gostam: os golos.

Aos 60 minutos, Ivo mostrava que queria mais, ao retirar Al Musrati, o seu médio mais defensivo, e colocando em jogo João Carlos Teixeira, o mais criativo. Logo a seguir, com a equipa mais balanceada para a frente, “Pêpê” Rodrigues – um dos mais inconformados – assistiu Alexandre Guedes que depois de um belo trabalho na área, rematou colocado ao poste mais distante, fazendo um golo de belo efeito.

A equipa da cidade berço teve mais algumas oportunidades a seguir ao 2-0, tendo conseguido mesmo aumentar a vantagem para três bolas através de um penalty – que não deixou margem para dúvidas, cometido sobre João Correia –, batido aos 86 minutos, por Tapsoba, que bisou no encontro. Guarda-redes para um lado, esférico para o outro – como mandam as regras.

Até ao final do encontro, o Vitória SC nunca deixou de ser uma formação ambiciosa e aos 90+3, viu essa postura recompensar. João Carlos Teixeira, depois de uma fabulosa jogada de Davidson na ala, só teve de encostar para o fundo das redes, fazendo 4-0 e dando justiça a uma eliminatória muitíssimo desequilibrada.

Deste jogo convém ressalvar ainda a fantástica massa adepta vitoriana, incansável no apoio aos jogadores que empurrou a equipa para um resultado mais expressivo. Para além disso, uma nota para o Ventspils, equipa letã que é mais competente (na teoria) que o Jeunesse, mas que continua a ser acessível para o Vitória Sport Clube, rumo ao objetivo de estar na fase de grupos da Liga Europa.

O Vitória venceu a 2.ª mão frente ao AS Jeunesse por 4-0
Fonte: Vitória SC

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

AS Jeunesse Esch: Kevin Sommer, Medy Meddour, Milos Todorovic, Alessandro Fiorani, Emmanuel Lapierre, Sogbo Kouame (68m Klica), Johannes Steinbach, Luca Duriatti (68m David de Sousa), Arsene Menessou, Yannick Makota e Arslan Mehmet (76m Deidda).

Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Pedro Henrique, Tapsoba, Rafa Soares, Joseph Amoah, Al Musrati (60m João Carlos Teixeira), “Pêpê” Rodrigues, Rochinha (70m João Correia), Guedes (83m João Pedro) e Davidson.

O regresso de Marega

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Com contrato até 2021 e com uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros, Moussa Marega é um dos nomes mais falados neste mercado de transferências no FC Porto. O maliano que está ligado aos dragões desde janeiro de 2016, com uma passagem pelo Vitória SC por empréstimo, assumiu um papel preponderante na equipa de Sérgio Conceição.

Apesar da técnica desenvolvida pelo jogador estar aquém do que é preciso, a força, a garra e o poder físico conseguem colmatar outra falhas e tornam Marega um avançado capaz de fazer a diferença.

No entanto, e face a situações do passado, Marega já mostrou vontade de rumar a outros clubes, mas frisou que só faria se fosse para a Liga Inglesa e, em boa verdade, já surgiram alguns clubes interessados como o West Ham FC e o Newcastle United FC, mais recentemente, sendo estes emblemas que estão dispostos a avançar com uma quantia de 30 milhões de euros para adquirir o jogador. Ainda assim o valor está abaixo da cláusula imposta pelo FC Porto e pode ser essa a entrave para o negócio se concretizar.

Moussa Marega num treino do FC Porto
Fonte: FC Porto

No FC Porto, Marega realizou 101 jogos e marcou 45 golos, com destaque para a influência que teve na época 2017/2018 quando o FC Porto foi campeão nacional e ainda para a prestação na Liga dos Campeões da temporada passada. Com a possibilidade de ficar nos dragões, se não se concretizar a transferência, Marega tem, possivelmente, garantido o lugar na equipa. Apesar de Sérgio Conceição estar a promover subidas a jogadores da formação, o maliano sempre foi uma preferência do treinador e continuará a ser.

Moussa Marega tem alguma polivalência, ao conseguir jogar como segundo avançado, mas o seu forte é ser rápido no posicionamento mais dianteiro quando necessário. E isso é uma característica que agrada o treinador, uma vez que o clube tem passado por algumas dificuldades em encontrar um matador. Apesar das aquisições desta temporada e da possível continuidade de vários avançados como Soares, Aboubakar e Fernando Andrade, Marega é um nome de peso que dificilmente aquecerá o banco. Mas tendo em conta o prolongado mercado de verão, a continuidade ainda é uma incerteza.

Foto de capa: FC Porto

Revisto por: Jorge Neves

Ligados à Volta #2: Davide Appollonio vence primeira etapa em linha

A primeira etapa em linha da Volta a Portugal teve ligação entre Miranda do Corvo e Leiria, numa extensão de 174.7 quilómetros. Marcou a estreia de Miranda do Corvo como zona de partida de uma Volta. Em Leiria, a Volta a Portugal já teve três chegadas, mas foram todas elas sempre em contrarrelógio individual. Com um teórico final para os sprinters, estes teriam que estar bem colocados depois da última rotunda, que antecedia a reta da meta (cerca de 600 metros), para chegar à vitória. O italiano Davide Appollonio venceu ao sprint este ano a primeira etapa em linha.

Fonte: Volta a Portugal

Desde cedo que tivemos uma fuga, foram quatro homens que procuraram atacar, mal a etapa tinha começado. David Ribeiro (LA Alumínios-La Sport), Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua). A diferença da fuga rapidamente aumentou para mais de doze minutos, devido à fraca velocidade imposta no pelotão. Na passagem pela primeira Meta Volante da Volta, na serra da Lousã, Gaspar Gonçalves foi o primeiro a passar, seguido de David Ribeiro e de Goikotxea. O espanhol Goikotxea viria a ganhar três contagens de montanha, tornando-se assim no primeiro rei da montanha desta edição da Volta.

Com o trabalho da equipa do líder, a W52-FC Porto, o tempo caiu para os sete minutos.  Mais tarde a equipa da Vito-Feirense-PNB ajudou na perseguição, com o intuito de levar João Matias à vitória na etapa, retirando muito tempo à frente da corrida. A Euskadi-Murias e a Caja Rural quiseram dar também uma ajuda para acabar de vez com a fuga. Com Goikotxea e David Ribeiro para trás, só restavam na frente o suíço e o português do Miranda-Mortágua, que foram alcançados nos últimos dois quilómetros de corrida.

Na entrada dos últimos três quilómetros, o líder da Arkéa-Samsic, Brice Feillu, acabou por ter um percalço, mas foi avisado de pronto pelo comissário de corrida que não iria perder tempo, isto porque, já se encontrava dentro dos 3000 mil metros finais e a partir daqui os tempos são iguais aos do primeiro grupo que cortar a meta.

Um pouco mais à frente, houve uma queda em que ficaram envolvidos vários elementos da Efapel, incluindo o líder Jóni Brandão, mas também o camisola amarela Samuel Caldeira, que acabou por manter a liderança, visto que a queda ocorreu nos últimos dois quilómetros.

O sprint foi lançado pela equipa da Israel Cycling Academy, que entraram a comandar o pelotão na viragem para a meta, com August Jensen a lançar o sprint, Davide Appollonio acabou por responder vindo de trás, batendo toda a concorrência. Em segundo lugar ficou Daniel Mestre (W52-FC Porto) e em terceiro Matteo Malucelli da Caja Rural.

Samuel Caldeira, o camisola amarela, esteve envolvido numa queda, mas nada aconteceu ao mesmo
Fonte: Volta a Portugal

Na geral individual, não houve grandes mexidas nesta etapa. A assinalar no top 10, a troca de lugares de João Matias e de Daniel Mestre, que trocaram o décimo e o nono lugar entre si.

Nota ainda para a desistência de Fabio Duarte (Medellin), que caiu no prólogo, fraturando a clavícula e não partiu para a etapa em Miranda do Corvo. Óscar Sevilla caiu hoje também e ficou com algumas escoriações no corpo. O espanhol de 42 anos acabou por ir várias vezes ao carro no dia de hoje para saberem qual era a sua situação médica. A Medellín que apenas inscreveu seis ciclistas, em sete possíveis, ficou privada de Fabio Duarte e os problemas a continuarem, agora com Sevilla.

Top 10 da etapa 1:

Davide Appollonio (Amore& Vita-Prodir) 4h:47m:08s

2º Daniel Mestre (W52-FC Porto) m.t

Matteo Malucelli (Caja Rural) m.t

August Jensen (Israel Cycling Academy) m.t

Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) m.t

6º Alexander Grigoryev (Sporting-Tavira) m.t

7º Lukas Ruegg (Swiss Racing Academy) m.t

8º Marco Tizza (Amore&Vita-Prodir) m.t

9º Mikel Aristi (Euskadi Murias) m.t

10º Bram Welten (Team Arkéa-Samsic) m.t