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22 anos de Carlos Pereira: Um Marítimo de Primeira

Comemorar 22 anos à frente de uma instituição como o CS Marítimo, com reconhecimento a nível nacional, não é tarefa fácil.

Se até em clubes grandes essa estabilidade é algo raro de conseguir e de fulcral importância, em equipas com menos recursos financeiros, mais difícil se torna. Para um clube insular, se adicionarmos as deslocações ao continente, as dificuldades em termos de orçamento para se formar uma equipa competitiva, são ainda mais. Já dizia o provérbio: “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. José Carlos Rodrigues Pereira, de 66 anos, natural de Santa Cruz – Funchal – manda na sua casa, e apesar do “pão” não abundar, vai dando para as encomendas.

É (só) o segundo presidente com mais tempo à frente de um clube na primeira divisão do futebol nacional, só atrás de Jorge Nuno Pinto da Costa (FC Porto).

Polémico, com intervenções como aquela onde sugeriu “a extinção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional”, é um homem que defende a frontalidade dos seus treinadores, à sua imagem, embora nunca se coíba de criticar o trabalho dos mesmos (e dos jogadores) quando as coisas não correm bem.

Teve períodos onde as relações com os principais clubes portugueses não foram as melhores: com o FC Porto, instituição com a qual amizade se deteriorou depois da contratação algo “conturbada” de Kléber aos maritimistas e com o Sporting CP, na altura do infame Bruno de Carvalho, aquando da tentativa falhada de contratação de Danilo Pereira em 2015, o que envolveu mesmo alguma troca de acusações. Só com o SL Benfica é que as relações sempre se mantiveram mais calmas, porém, com alguma turbulência na altura do “Jogo da Mala”. Declarações proferidas por João Gabriel, ex-responsável pela comunicação encarnada, a que Carlos Pereira não deixou de responder, como aliás, é seu apanágio: frontal e sem medo das palavras.

Equipa de Primeira Liga

Para além do futsal, futebol de praia, hóquei em patins, andebol, basquetebol e voleibol, a face mais visível e mediática do Marítimo é o futebol. Em fase de pré-época para a temporada 2019/2020, o Marítimo vai ter a 35ª participação na principal divisão do futebol nacional. Ou seja, todos os anos da era “Carlos Pereira” e mais alguns antes disso. Desportivamente, mais estável seria impossível. Porém, nos últimos anos, nem tudo foi um mar de rosas.

Em 2018/19, começou Cláudio Braga e terminou Petit, com a equipa a lutar pela manutenção. Nos dois anos anteriores, um 6º e um 7º lugar, que já são mais de acordo com os pergaminhos verde-rubros, sucederam a uma série de classificações mais “pobres”. Para este ano, a aposta recai em Nuno Manta Santos, treinador que deu nas vistas pelo trabalho efetuado no CD Feirense.

Numa análise aos dados, chegamos à conclusão de que o Marítimo é um clube com dimensão europeia. Nada de muito evidente quando comparado com os três grandes e o SC Braga, mas é talvez a quinta/sexta força nacional neste aspeto. Após a chegada da direção encabeçada por Carlos Pereira, a equipa teve cinco presenças na Taça UEFA/Liga Europa. Antes, apenas tinham sido duas. A última participação em competições europeias foi em 2012/13, onde não passou da fase de grupos da Liga Europa.

Na mesma entrevista ao canal oficial do clube, o presidente afirmou que neste momento, o objectivo principal é “garantir a manutenção rapidamente”. “Em segundo lugar, fazer o máximo de pontos possível e em terceiro, difícil mas não impossível, tentar chegar à Europa”. Está lançado o desafio para o plantel e equipa técnica.
Carlos Pereira comemora 22 anos de presidência do Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Salvo alguma hecatombe no clube insular, Carlos Pereira vai continuar a ser a figura máxima dos maritimistas, tendo sido reconduzido pelos sócios, em fevereiro, para mais um mandato de quatro anos, que termina em 2022. Até lá, se tudo correr como esperado, serão comemoradas as bodas de prata assentes num projeto sólido e que se pretende cada vez mais desenvolvido nas bases do desporto nacional: orçamento reduzido, contratações cirúrgicas e aposta na “prata da casa”.

Já existe uma academia, um centro de estágios, um ginásio… Toda uma estrutura para que a aposta passe pela formação. Para breve, os planos passam por terminar a construção da sua “fortaleza”, ou seja, o estádio. “Tivemos muito trabalho e esse vem sempre antes do sucesso. São 22, por mim serão mais 22, porque me sinto jovem, com força e vontade para continuar. Nunca serei problema, sempre solução”, disse ao canal do CS Marítimo.

Foto de Capa: CS Marítimo

 

 

O melhor 11 da formação do Benfica em 2018/2019

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O Sport Lisboa e Benfica possui uma formação de topo, sendo que nesta última temporada, o clube sagrou-se bicampeão nacional de juvenis. Entre os juvenis e os sub-23, houve vários jogadores que se destacaram e irei fazer aqui um onze de jogadores do Benfica entre as equipas de juvenis e de sub-23 que se destacaram na última temporada.

Espanha 2-4 Portugal: São Girão e muito sofrimento à mistura

Nem 24 horas haviam passado desde à suada vitória frente à Itália e já a seleção portuguesa estava de volta ao Palau Blaugrana – um dos santuários da modalidade e casa das modalidades o FC Barcelona – para defrontar a Espanha.

O duelo ibérico é um clássico do hóquei em patins. Se olharmos para o confronto direto, vemos que já se defrontaram em 49 ocasiões. Os números mostram ligeira superioridade portuguesa: 22 vitórias, 8 empates e 19 derrotas. A estatística é ainda mais animadora se tivermos em conta apenas os encontros que se realizaram em Campeonatos do Mundo. Nesse caso, Portugal triunfou por sete vezes, empatou três e perdeu apenas quatro.

O equilíbrio costuma ser nota dominante nos embates entre portugueses e espanhóis. Exceção feita à final do Campeonato da Europa do ano passado, em que os espanhóis foram claramente superiores e triunfaram por 6-3, os jogos decidem-se quase sempre em pormenores ou em bolas paradas. Nas últimas cinco partidas, três empates e uma vitória para cada lado.

Contudo, e apesar do equilíbrio que os números demonstram, a verdade é que a seleção espanhola partida como grande favorita para esta partida. Não só por jogar em casa, mas também pelo nível exibicional que apresentou ao longo de toda a competição. Afinal de contas, estamos a falar de um país que ganhou seis das últimas oito edições do Campeonato do Mundo.
Os espanhóis chegavam a estas meias-finais como grandes favoritos a ocupar o lugar na final
Fonte: World Roller Games

UMA PRIMEIRA PARTE COM DEMASIADAS CAUTELAS

Após um período inicial em que as equipas estavam ainda a estudar-se, surgiram as primeiras situações de perigo. Numa iniciativa individual, Hélder Nunes tirou um adversário da frente e disparou para uma bela defesa de Sergi Fernández. Por seu lado, e sobretudo através de remates de fora, a Espanha mostrava-se sempre bastante perigosa. No entanto, Ângelo Girão foi respondendo sempre com bastante segurança. Uma nota para Edu Lamas, que na próxima temporada vai vestir as cores encarnadas, e para a qualidade defensiva que empresta ao jogo. Um autêntico pendulo.

Quando o relógio indicava faltarem apenas oito minutos para o final da primeira parte, Rafa poderia ter inaugurado o marcador. Após excelente iniciativa individual, o internacional português ficou na cara do guardião espanhol, mas não foi capaz de finalizar com eficácia. Era o primeiro grande sinal de perigo por parte da seleção portuguesa.

Estava a ser uma primeira parte sem grande história e com poucas ocasiões de golo. As equipas, talvez fruto do peso da ocasião, pareciam algo amarradas e queriam a todo o custo evitar sofrer o primeiro golo.

UMA DECISÃO POUCO COMPREENSÍVEL

No entanto, eis que a equipa de arbitragem quis ser o centro das atenções. Num lance entre Jordi Adroher e Jorge Silva, o espanhol rasteirou o jogador da Oliveirense. O árbitro não foi dessa opinião e entendeu que tinha havido simulação do português. As imagens mostram que houve mesmo um toque e poderia até ter sido exibido o cartão azul ao espanhol. Visto que Jorge Silva já tinha sido advertido por uma alegada simulação, o português viu o cartão azul e a Espanha beneficiava assim de um livre direto.

Como já começa a ser habitual, Ângelo Girão voltou a ser enorme e parou o livre direto executado pelo próprio Adroher. No entanto, em situação de powerplay, e quando pouco faltava para o final da primeira parte, o mesmo Adroher inaugurou o marcador.

Ao intervalo, o resultado era algo injusto e não refletia aquilo que se tinha passado na primeira parte.

O meu Sporting está dividido e eles gostam assim

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Desde o ataque a Alcochete, e principalmente depois do “golpe de estado” que se verificou no clube, muitos foram os sportinguistas que mostraram vontade de deixar de ser sócios. Alguns documentaram até o seu descontentamento queimando ou destruindo o cartão de sócio. É um direito que lhes assiste, apesar de eu achar desnecessário.

Foram muitos também os que vieram criticar esses mesmos sócios/ex-sócios, dizendo que aqueles não eram verdadeiros sportinguistas, que deviam era fundar outro clube, etc, etc. Mas como disse antes, é um direito que lhes assiste. E a estes que criticam deixo uma pergunta: o Sporting é feito apenas de sócios? Os milhares de adeptos do clube que, por uma ou outra razão, não querem ou não podem ser sócios, não são verdadeiros sportinguistas? Porquê?

Penso que cada um vive o Sportinguismo à sua maneira, e da forma que pode. Conheço muitos que vivem de igual forma o clube e nunca tiveram a oportunidade de ir ao estádio do seu clube de coração (eu entrei pela primeira vez em Alvalade quando já tinha 28 anos). Uns por opção, outros por distância da capital.

Mas hoje em dia, no Sporting, tudo serve para catalogar e dividir adeptos e sócios. Até mesmo os que são adeptos e não sócios já sofrem discriminação. Mas pensando bem, e ao preço que estão os bilhetes, um adepto que compre uma camisola, ou qualquer outro merchandising do clube, e vai ver 5 ou 6 jogos, já gastou tanto como um sócio que renovou a Gamebox. E depois, para que serve uma Gamebox ou o cartão de sócio a um sportinguista que vive a 300 ou 500 quilómetros de Lisboa?

Não deveria haver sportinguistas de primeira e segunda. Deve haver sim, adeptos sportinguistas e adeptos sportinguistas que são sócios. A verdade é que, ao ser-se sócio, tem-se a vantagem de poder ajudar a escolher os destinos do clube, ou pelo menos tentar. É um direito que nenhum outro sportinguista pode ter, mas que acarreta responsabilidades de que não se pode abster quando o clube parece estar a chegar ao abismo. O sócio investe na empresa (é o que os clubes são hoje em dia) e tem voto na matéria. Ao abster-se dessas decisões, não pode vir depois tirar de esforço as decisões tomadas.

No entanto, vi muitos sócios a dizerem coisas do tipo: “vamos é falar do que realmente interessa, da equipa e de jogos”, como que a desvalorizar toda a temática politica que envolve o clube. Mas NÃO, o sócio não se pode preocupar só com jogos e equipas… sei que é chato, mas se é sócio, tem o dever de se preocupar também com o presidente, o ex-presidente, o presidente da MAG, e todas as decisões que eles querem tomar.  Se querem tomar decisões têm que ouvir os sócios e estes não podem “lavar daqui as mãos” e dizer “decide tu”, porque depois não pode reclamar (se bem que era isso que eles queriam). Ser sócio não é só pagar as quotas e ver jogos. Ou não devia ser.

O 12º jogador também deve jogar no campo onde as decisões do clube são tomadas
Fonte: Sporting CP

Um sócio de uma SAD, hoje em dia, não pode viver o clube indo apenas para ver a bola. É dono de uma parte da sociedade que gere o clube do seu coração e tem que estar presente nos momentos de decisão: primeiro para defender o seu investimento e depois porque quer o melhor para o seu clube. E apesar de que o que é bom para um pode não o ser para outros, devem apresentar-se os pontos de vista e chegar a um meio termo que satisfaça todos. É para isso que servem as assembleias (não é nas redes sociais).

Podem agora vir dizer que numa votação (e se passar a electrónico ainda piora) tudo pode ser adulterado e nem comissões de fiscalização resolvem, muito menos vendo o estado de corrupção no futebol e no país, mas o mesmo acontece nas eleições para qualquer governo. E só depende de quem tem direito de voto deixar que as coisas continuem como estão ou mudar. E aqui não se pode achar que está tudo bem quando somos beneficiados e depois achar que tudo está mal quando algo é contra o que pensamos ser melhor.

Num clube, se queres poder ter voz tens de ser sócio, mesmo que seja uma voz muito baixinha. E se for, junta-te a outras vozes para te fazeres ouvir. Não para impores a tua vontade, mas para que a tua opinião seja considerada quando uma decisão é tomada. Já o adepto não se quer chatear com politica. Só quer é ver bola. E mesmo que quisesse, não podia fazer mais que isso, pelo menos no que toca a escolher o que é melhor para o seu clube. É deixar rolar e no fim fazer as contas.

Agora, quem é sócio não pode criticar quem decide ser apenas adepto, seja porque decide ser, seja porque não poderá aproveitar os benefícios que um sócio pode ter ou simplesmente porque não tem essa capacidade. E quem é adepto não pode criticar as opções tomadas nas assembleias por quem é sócio, porque este só tem os benefícios e obrigações que tem porque ganhou esse direito ao investir no clube.

Cada um participa na vida do clube como pode e quer, assumindo depois os direitos e deveres que a isso obrigam. Mas acima de tudo, sejam simples adeptos ou adeptos sócios, o que todos querem é ver o Sporting ganhar. Pelo menos os que não andam lá pelo simples negócio. Porque esses, em determinado momento, se uma derrota ou duas lhes puder abrir caminho para o seu beneficio pessoal, não hesitarão em criar condições para isso mesmo. E é contra esses que os sportinguistas se devem revoltar. Basta estarem atentos. E percebam que para esses, quanto mais os sportinguistas estiverem divididos, melhor.

O Sporting é feito de adeptos-sócios e adeptos-adeptos. Cada um contribui como pode para o sucesso do clube. E só todos juntos, chegando a consensos, deixando lutas pessoais de lado, poderemos contribuir para que o clube não volte ao que era (contrariando a declaração de um “notável” há uns dias atrás).

Nota para quem governa (e um pouco off-topic): se querem continuar a deixar andar este estado de suspeição, em que já ninguém acredita na democracia e votação em urnas, qualquer dia podem-se dar conta que o povo está cansado de conversa, de frases que apenas são marketing circunstancial e passar a eleger nas ruas… Mas pensando bem, estamos em Portugal (serve para quem governa o clube e quem governa o país).

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma questão de identidade

No passado fim de semana, a Argentina encerrou a sua participação na Copa América, conquistando o terceiro lugar da competição ao bater o, até então, bicampeão, Chile. O caminho da seleção das pampas começou com uma fase de grupos nada excitante, onde perdeu com a Colômbia e empatou com o Paraguai, salvando a passagem através de uma vitória sobre o Catar. Nos quartos de final, afastou, de forma convincente, a Venezuela, sendo que acabou eliminado pelo Brasil na semifinal. Foi uma participação em crescendo, tendo rubricado a sua melhor exibição perante o Brasil. No entanto, esta Argentina continua a anos-luz do verdadeiro ADN argentino, que se pauta por um futebol de entrega, intenso e com muita qualidade ofensiva.

De fiasco em fiasco, no que toca a selecionadores, a Associação de Futebol Argentino, AFA, decidiu escolher Lionel Scaloni como novo timoneiro. Sem qualquer experiência como treinador principal, o antigo jogador do RC Deportivo da Corunha ou da SS Lázio, que representou a seleção por 7 ocasiões, foi uma escolha extremamente surpreendente. O objetivo é colar as peças, tentando pôr a Argentina novamente no top de seleções.

Para esta Copa América, houve uma revolução tremenda no plantel que tinha sido escolhido por Jorge Sampaoli um ano antes para o campeonato mundial. Saíram 14 jogadores, em 23 possíveis, o que diz bem da instabilidade existente nesta seleção. Scaloni escolheu uma seleção de perfil recatado, com pouca experiência de seleção, mas com muito experiência internacional (média de idades rondava os 26.8 e apenas 4 jogadores ainda jogam no país).

Lautaro é o rosto de uma nova geração nas pampas                                                                        Fonte: AFA

Com Lionel Messi, Ángel Di Maria (que teve uma participação paupérrima) e Kun Aguero a serem as principais figuras, a Argentina apresentou-se, normalmente num 4x4x2 em losango. Leandro Paredes, na minha opinião o melhor argentino desta Copa América e um upgrade em relação ao último médio defensivo da seleção, Javier Mascherano, jogava como médio mais fixo, com Acuna e De Paul a jogarem com médios interiores e a fecharem os corredores no momento defensivo. Uma dinâmica que contemplava duas adaptações improváveis, tendo em conta que De Paul joga a extremo na Udinese Calcio e Acuna ou é extremo ou defesa esquerdo no Sporting CP.

Na frente havia Messi, a jogar no meio, no corredor, a vir buscar jogo, a combinar no último terço, basicamente o verdadeiro playmaker, Lautaro Martínez, sempre a aparecer muito bem em zonas de finalização, mas continua a não ser muito letal e Kun, um dos pontas de lanças mais inteligentes de sempre.

Lá atrás, com Armani a ser o novo número 1 da Argentina, houve Pezzella, que ganhou o lugar no onze inicial com Scaloni, ao lado de Otamendi, Foyth, que bateu Casco e Saravia pela posição de defesa direito e Tagliafico, indiscutível na esquerda. Uma dupla de centrais de qualidade, um guarda-redes sóbrio e seguro, um lateral esquerdo de enormíssima qualidade e inteligência, sendo que o patinho feio estava na direita. Foyth é extremamente agressivo, forte a defender no 1×1 com adversário, mas não dá força ofensiva ao lado direito, nem tem a categoria de Tagliafico, o que fazia com que as equipas soubessem que, invariavelmente, a Argentina ou ataca pela esquerda ou procura o corredor central.

É uma seleção demasiado amarrada, claramente super pressionada para querer jogar no seu máximo potencial, optando por tentar ser o mais competente possível, querendo controlar o adversário e à espera que a qualidade individual marque a diferença por si mesma.

Messi é vítima de um momento ofensivo atarracado e partido
Fonte: AFA

Pessoalmente, acho essa ideia inaceitável. Contra o Brasil, apesar de boa exibição argentina, ver um meio campo com De Paul, extremamente desaproveitado e fora de posição (foi um dos melhores avançados da última Serie A), e Acuna, que é muito culto taticamente e intenso, mas ofensivamente é gritante a falta de recursos do jogador (só toca para trás e para o lado, só cruzando quando tem espaço para correr, porque capacidade de drible também não tem), demonstra um medo incompreensível.

A equipa joga partida no momento ofensivo, sem extremos, o que faz com que afunile muito o jogo pela esquerda, por causa de Tagliafico, ou sobrecarregue demais a zona central, sendo mais fácil anular as tentativas de ataque. Olha-se para a Argentina como a coitadinha, devido ao seu futebol pobre e falta de maior criatividade, mas, se formos analisar a base de recrutamento, bem como o plantel presente nesta Copa América, rapidamente se percebe que o problema se chama mentalidade.

A Argentina perdeu confiança para jogar o que sabe, para abafar o adversário e dar o espetáculo que realmente poderia dar. Continua com a mesma qualidade de sempre, mas a jogar mal como nunca. O segundo lugar em 2014 no mundial e as finais perdidas recentemente na Copa América são uma ilusão proporcionada pela qualidade individual, que acaba por fazer a diferença.

Vamos ver se a Argentina recupera o seu brio e ADN rapidamente, porque, a continuar assim, e com várias seleções sul-americanas a evoluírem, como a Venezuela ou o Perú, a seleção das pampas arrisca-se a ter um apuramento muito sofrido para o próximo campeonato mundial.

Foto de Capa: AFA

Os 7 momentos mais extremos de sempre na WWE

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A WWE atual não tem oferecido muitos momentos violentos ou extremos (apesar de Paul Heyman querer mudar esse aspecto, pelo menos, no RAW).

No entanto, a história da empresa está repleta de momentos que castigaram o corpo de lutadores e até fizeram os fãs sentir a sua dor.

Com o Extreme Rules 2019 no horizonte, olhemos então para os momentos mais extremos da história da WWE.

Nota: Mick Foley aparece várias vezes neste artigo.

Entrelinhas do Desporto: Viseu em apuros

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol condenou o Académico de Viseu com a sanção de exclusão das competições profissionais em três épocas desportivas e ao pagamento de uma multa no valor de 4.464,00€. Este Acórdão pode ser, e já foi confirmado que assim o será pela SAD do Académico de Viseu, objeto de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto.

A pesada sanção desportiva emerge da alegada falsa declaração de não dívida apresentada aquando do licenciamento para a época transata, referente a alegados atrasos no pagamento dos salários de três atletas. O processo disciplinar foi instaurado com base em uma denúncia anónima, embora bem possamos suspeitar de onde proveio.

Do artigo 78.º A do Regulamento das Competições Profissionais da Liga para a época 2018/2019, é possível apreender que os clubes devem demonstrar a inexistência de dívidas correspondentes a retribuições-base e compensações mensais a jogadores e treinadores com contrato de trabalho ou formação registado na Liga Portugal em períodos distintos ao longo do curso da temporada. Ademais, a declaração deverá ser submetida pelos legais representantes do Clube (os Administradores da SAD), devidamente certificada por ROC ou TOC.

Trata-se de uma punição severa que além de colocar em causa a idoneidade dos Administradores da SAD., o próprio ROC. ou TOC. poderá ser sujeito a participação disciplinar e respetiva condenação na sua Ordem Profissional.

Desconhecendo na íntegra o processo e a prova, certamente que haverão indícios suficientemente fortes para que se infira a falsidade da declaração prestada pela SAD do Académico de Viseu e se aplique tamanha punição. Porém, se assim o é, não se entende o porquê de a denúncia ter sido instruída de forma anónima.

Segundo o artigo 233.º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, só será aberto processo disciplinar se a denúncia anónima contiver:

  1. Indícios de prática de infração; ou
  2. Constituir infração disciplinar;

Na verdade, entende-se o porquê da denúncia ter sido realizada de forma anónima porquanto o artigo 134.º n.º 2 do Regulamento Disciplinar da FPF. indica que “O dirigente de clube que preste falsas declarações denunciando incumprimento salarial com consciência da falsidade de imputação e com a intenção de que lhe sejam pagas quantias não devidas ou instaurado procedimento disciplinar contra clube, é sancionado com suspensão de 3 meses a 1 ano e cumulativamente com multa entre 5 e 15 UC”. Também, no artigo 161.º n.º 2 do mesmo Regulamento é indicado que “O jogador que preste falsas declarações denunciando incumprimento salarial com consciência da falsidade de imputação e com a intenção de que lhe sejam pagas quantias não devidas ou instaurado procedimento disciplinar contra clube, é sancionado com suspensão de 3 meses a 1 ano e, acessoriamente e se o jogador for profissional, com multa entre 5 e 15 UC”.

Os jogadores também poderão ser punidos
Fonte: Académico de Viseu

A ser verdade a falsidade da declaração entregue pela SAD do Académico de Viseu, também os atletas deverão ser punidos, pois “o jogador que preste falsas declarações, falsifique documento ou apresente documento sabendo que o mesmo é falsificado junto da FPF ou que atue simuladamente ou em fraude ao estabelecido na Lei, regulamentos desportivos ou contratação coletiva, é sancionado com suspensão de 1 a 6 meses e, acessoriamente e se o jogador for profissional, com multa entre 5 e 10 UC”, em consonância com o disposto no artigo 161.º n.º1 do Regulamento Disciplinar da FPF.

A Liga Portuguesa já referiu que não vai acionar quaisquer mecanismos para a execução do conteúdo do Acórdão proferido pelo Conselho de Disciplina, a exclusão por três épocas desportivas do Académico de Viseu das competições profissionais, até que haja o trânsito em julgado do mesmo (quando já não existir possibilidade de recurso).

O movimento Juntos pelo Académico, liderado pelo ex-candidato à Presidência do Clube de Viseu Toni Carvalho, já pediu explicações à Direção, exigindo que esclareçam os adeptos sobre o que pode reservar o futuro.

Esta decisão pode vir a juntar-se a uma panóplia de condenações revertidas no passado e que não se coadunam com a competência e a transparência que devem servir de mote para a atuação do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Para quem acompanha o futebol profissional português, há rumores de que este tipo de modus operandi (preenchimento de falsas declarações de inexistência de dívida para com atletas de um Clube) não é novidade embora este seja o primeiro caso em que se verifica uma punição de tamanha severidade. Terá esta condenação uma finalidade preventiva para futuros idênticos delitos ou apenas a crucificação de um clube a favor de outrem?

Foto de Capa: Académico de Viseu

Sá Pinto: a infeliz escolha de António Salvador

E eis que o substituto de Abel Ferreira é: Ricardo Sá Pinto. Após a repentina (e milionária) saída de Abel Ferreira para os gregos do PAOK, António Salvador decidiu, segundo ele a sua primeira escolha, contratar Sá Pinto para passar a dirigir os guerreiros do Minho. Nada melhor que um guerreiro para dirigir os guerreiros arsenalistas não é? O casamento pode parecer perfeito, mas para mim a decisão de António Salvador foi, no mínimo, infeliz, e dela se arrependerá rapidamente.

Mas Sá Pinto é assim tão bom para andar a correr não sei quantos clubes por essa Europa espalhada? As equipas dele jogam assim tão bem à bola? E ganham muitas coisas? É que eu não tenho ideia disso. E mesmo nos casos dos clubes que treinou em Portugal, o que me recordo é de equipas que jogavam o razoável, com entrega (claro está!), mas com uma qualidade que nunca me fascinou.

Será que António Salvador queria um ‘treinador guerreiro’ para os guerreiros do Minho?
Fonte: SC Braga

Vejo Sá Pinto como um daqueles treinadores a quem vão sendo dadas oportunidades por essa Europa fora, fruto talvez do seu carácter e personalidade forte, que levam os clubes a confiar nele para comandar “as tropas”. Talvez fiquem fascinados com aquela vontade e raça do treinador português…

Ainda assim, acho estranha a escolha de António Salvador. Havia uma série de treinadores da nossa Liga que me enchiam mais as medidas. Mas parece que não foi assim para o Presidente do SC Braga. Mas sinceramente não me parece que esta escolha sirva para dar títulos aos bracarenses e muito menos para diminuir ainda mais a distância entre os de Braga e os chamados três grandes.

Esperarei pois para ver se é desta que Sá Pinto me surpreende. Prometo que daqui por cinco meses, lá pela época natalícia, aqui farei um rescaldo dos primeiros meses do ex-treinador leonino no comando dos guerreiros do Minho. Sim, porque, e apesar de tudo, acredito que o treinador português ainda estará pelo banco do SC Braga no Natal. Ou talvez não!

Foto de Capa: SC Braga

 

Adeus de Muriel Becker a Portugal

Ao fim de dois anos a representar o Belenenses SAD, o guarda-redes Muriel Becker, de 32 anos, regressa agora ao Brasil onde alinhará pelo Fluminense FC, com o qualquer assinou um contrato válido por três anos e meio. Vale a pena fazer uma pequena retrospectiva da carreira do guarda-redes brasileiro.

“Um atleta determinado e com muita vontade de trabalhar e de conquistar.” Foi com estas palavras que Muriel Becker, irmão do guarda-redes mais valioso do mundo Alisson Becker, apresentou-se aos sócios e adeptos do Belenenses aquando da sua chegada ao Restelo como reforço para a época de 2017/2018.

Após uma longa ligação ao Internacional de Porto Alegre (na época anterior fora cedido ao Bahia), o guardião brasileiro e internacional jovem pela Canarinha deixava o Gigante de Beira-Rio rumo ao mítico Estádio do Restelo, destinado a suprir a vaga deixada pelo guarda-redes português Hugo Ventura.

Muriel formou-se e revelou-se no Internacional de Porto Alegre, clube no qual esteve vinculado durante 17 anos, e que o cedeu em três ocasiões: ao SER Caxias do Sul e à Portuguesa dos Desportos, em 2009, e ao EC Bahia, em 2016.  O melhor momento do guarda-rede em Portugal começaria a partir de 2011, i.e., na época seguinte à da conquista da Libertadores pelo Colorado (alcunha pela qual o Internacional é conhecido no Brasil). Muito concretamente, Muriel tem o seu primeiro grande momento de afirmação em 19 de Junho de 2011, na deslocação do Internacional ao Couto Pereira para defrontar o Coritiba FC. O jogo resultou num empate agridoce para o Colorado que não estava nos seus dias. Todavia, quer a imprensa desportiva brasileira quer os diversos fóruns de adeptos do Internacional foram unânimes a tecer rasgadíssimos elogios à exibição de Muriel, que chegou inclusive a defender uma grande penalidade.

Entre os anos de 2011 e 2013, Muriel assumiu a titularidade da baliza do Internacional somando 161 jogos, incluindo os que disputou na Copa Libertadores 2012.

Em 2014, Muriel perdeu a titularidade para o veterano Dida. Só viria a reassumir a titularidade no campeonato brasileiro em 14 de Setembro de 2014 na recepção ao Botafogo em resultou a vitória do Colorado. Todavia ainda no primeiro tempo, Muriel sofreu uma grave lesão na virilha que ditou o seu afastamento durante um mês, sendo substituído por Dida.

Mas o próprio veterano e multicampeão Dida viria a entrar em declínio após a suspensão de que foi alvo em virtude de o veterano ter sido expulso no final do jogo do campeonato brasileiro frente à Associação Chapecoense de Futebol, na Arena Condá, em 9 de Outubro de 2014,  em que resultou uma humilhante derrota de cinco bolas a zero ao Colorado. Abriu-se, então, uma oportunidade para o terceiro guarda redes, Alisson Becker, que era conhecido como “o irmão do Muriel”, assumir a titularidade na baliza do Internacional que iniciou assim a sua ascensão vertiginosa até se tornar o guarda-redes de topo mundial que todos nós tão bem conhecemos.

Após a lesão, durante 2014 e 2015, poucas foram as vezes em que Muriel assumiu a titularidade. Acabou por ser cedido por uma temporada, em 2016, ao Bahia que competia no Campeonato Brasileiro da Série B.

O seu contrato com o Internacional cessou em 31 de Maio de 2017, uma vez que nem Muriel nem o clube de Porto Alegre FC estavam interessados na renovação. Chegou a ser noticiado que Muriel poderia mesmo integrar o Bahia mas tal não veio a acontecer.

Durante a sua estadia em Lisboa, Muriel realizou 19 jogos com um total de 26 golos sofridos na sua primeira época (2017/2018); e 33 jogos com um total de 40 golos sofridos na época passada (2018/2019), tendo sido esta a época em que mais se destacou.

O seu grande momento da época passada foi, sem qualquer dúvida, na recepção do Belenenses SAD ao SL Benfica a contar para a 8.ª jornada da Primeira Liga em que os “Azuis” venceram os Encarnados por duas bolas a zero. O brasileiro efectuou sete grandes defesas, sem contar com as realizadas em lances com o jogo interrompido. O próprio guarda-redes referiu que o jogo com o SL Benfica estava no seu “Top 3”.

Em traços gerais, podemos concluir que Muriel teve uma influência gigante no futebol praticado pelo Belenenses SAD. Foi por inúmeras vezes posto à prova, talvez, devido em grande parte à fragilidade do processo defensivo do Belenenses. Note-se que é comum nas diversas intervenções de elevada dificuldade feitas por Muriel que os jogadores adversários encontravam-se em boa posição para finalizar. Aliás, raras não foram as vezes em que os avançados adversários conseguiram sair em situações de um para um com o guarda-redes brasileiros. Ainda assim, Muriel conseguiu ao longo da época passada protagonizar grandes defesas sempre com muita segurança.

Muriel recebe o prémio de melhor guarda-redes da Primeira Liga do mês de Dezembro
Fonte: Liga de Portugal

Muriel não se destacou apenas no processo defensivo do Belenenses SAD: tornou-se inclusive uma parte activa na organização do jogo dos Azuis na medida em que passava quase sempre pelo seus pés obrigando-o a tomar muitas decisões.

É, por isso, legítimo concluir, em termos de balanço, que Muriel foi um elemento-chave na formação orientada por Silas, tendo em conta o processo de ruptura que o clube viveu – a crise interna do clube lisboeta – mas nem por isso o seu nível exibicional baixou.

Ao “Tricolor” do Rio de Janeiro chega, portanto, um guarda-redes experiente e completo, com apetência para destacar-se na equipa liderada por Fernando Diniz, e, quem sabe, para almejar a conquista da Copa Sul-Americana, que é um dos objectivos do Fluminense para esta nova, competição para a qual o Fluminense defrontará o Peñarol a contar para os oitavos-de-final já no próxima dia 23 de Julho no Uruguai e, depois, no dia 30 do mesmo mês no Maracanã.

 Foto de Capa: Fluminense FC

Andebol: O resumo da época com brilho português

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Passada mais uma época de grande nível é hora de analisar e resumir tudo o que se passou ao longo deste ano. Esta será uma temporada que ficará para sempre marcada pelo regresso da Seleção Nacional aos palcos das grandes competições de nações. Mas já lá vamos, primeiro passaremos pelo nosso país:

Ao longo dos últimos anos, temos assistido a uma evolução na qualidade das equipas portuguesas e este ano não é exceção. Os três grandes apresentaram todos plantéis que davam as maiores esperanças aos seus adeptos.

O Sporting CP, bicampeão nacional, manteve o núcleo duro da equipa e efetuou algumas contratações de grande qualidade (Ghionea, Chiuffa, Luís Frade,…). O FC Porto contratou um novo treinador e fez três contratações “cirúrgicas”: M’Bengue, Fábio Magalhães, Thomas Bauer. O SL Benfica também manteve os seus principais jogadores e comprou dois jogadores para duas posições em que se encontrava um pouco carenciado: Ristovski e Carlos Martins. Desta forma, os três grandes estavam em condições de atacar o título.

Até à 4ª jornada o equilíbrio prevaleceu. Mas na jornada seguinte o Sporting CP visitou e venceu o FC Porto no Dragão Caixa, assumindo a liderança partilhada com o SL Benfica. Liderança essa que na 6ª jornada passou a ser isolada após os leões vencerem em casa o derby com o SL Benfica por apenas um golo. A liderança isolada apenas durou uma jornada, já que os bicampeões nacionais perderam na deslocação ao ISMAI, permitindo aos seus principais rivais apanharem a equipa na liderança.

Na jornada 12 houve novo clássico e assim alterações na tabela classificativa: o FC Porto venceu o SL Benfica por 28-24, ficando assim com dois pontos de vantagem em relação às águias. Os dois primeiros classificados voltariam a encontrar-se na jornada 18, onde o Sporting CP venceu os dragões e voltou a assumir a liderança isolada. No entanto, a liderança durou novamente apenas uma jornada, sendo que o SL Benfica venceu o Sporting CP na Luz e voltaram a ficar os três grandes em igualdade pontual. Apenas a equipa da Luz voltou a perder pontos até ao final da Fase Regular: perdeu com o FC Porto e empatou com Os Belenenses, ficando assim a três pontos do FC Porto e do Sporting CP.

Sendo que na Fase Final todas as equipas ficam com metade dos pontos, o SL Benfica ficou apenas um ponto da liderança, mas perdeu logo na 1ª jornada no João Rocha, ficando a três pontos do primeiro lugar. À 4ª jornada, o Sporting CP perdeu no Dragão Caixa e o FC Porto assumiu a liderança isolada. Liderança que não perderia até ao fim do campeonato, consagrando-se, assim, Campeões Nacionais. Os dragões foram, sem espaço para dúvidas, a equipa mais regular, facilitando a reconquista do título.
Alfredo Quintana foi, mais uma vez, decisivo na conquista do título
Fonte: FC Porto

A Supertaça foi conquistada pelo SL Benfica e a Taça de Portugal pelo FC Porto. Em termos nacionais esta foi uma época dececionante para o Sporting e para o Benfica que certamente esperavam mais das suas equipas. De referir também a época menos boa do ABC, que rubricou a pior temporada dos últimos anos.