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Itália 0-3 Portugal (Sub-19): geração 2000 entra a ganhar no Europeu

Não se podia pedir melhor arranque! A seleção nacional portuguesa entrou a vencer no Europeu sub-19 realizado na Arménia, ao derrotar a Itália por 3-0. O resultado acaba por ser curto para o futebol produzido e para as oportunidades criadas ao longo do desafio.

A seleção italiana até entrou melhor no encontro, mas aos poucos a seleção portuguesa foi conseguindo impor as suas ideias e chegou ao primeiro golo: aos 28 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Gonçalo Cardoso subiu à área italiana para fazer o 1-0 de cabeça.

Em cima do intervalo, a Itália esteve perto de empatar pelo intermédio dos avançados Piccolli e Salcedo, mas os primeiros 45 minutos acabavam com a vantagem lusa.

Portugal procura, na Arménia, revalidar o título de campeão europeu no escalão sub-19
Fonte: UEFA

No início do segundo tempo, essa mesma vantagem viria a ser ampliada, com dois golos no espaço de cinco minutos: aos 46’, Félix Correia deu de bandeja o 2-0 a Gonçalo Ramos; aos 51’, o mesmo Correia – que trocou o Sporting CP pelo Manchester City este verão – sentou o guardião italiano e fez o 3-0.

Até ao apito final, Portugal poderia ter duplicado os números do marcador, mas Carnesecchi ia brilhando entre os postes. A seleção das Quinas entrou da melhor forma possível no Europeu sub-19 e tem encontro agendado com a Espanha já na próxima quarta-feira.

Mesmo com muitas baixas de peso – Tiago Dantas, Romário Baró, Nuno Tavares, Rafael Camacho, Úmaro Embaló e Pedro Neto – a geração 2000, orientada por Filipe Ramos, reúne todas as condições para revalidar o título europeu conquistado há um ano.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Itália: Carnesecchi, Gavioli (Ferrarini, 68’), Bellodi, Gozzi Iweru, Udogie; Ricci (Raspadori, 62’), Portanova, Greco (Nicolussi, 68’), Fagioli; Piccoli, Salcedo (Merola, 62’).

Portugal: Celton Biai, Tomás Tavares (Costinha, 87’), Gonçalo Loureiro, Gonçalo Cardoso, Tiago Lopes; Diogo Capitão, Vítor Ferreira (Rodrigo Fernandes, 79’), Fábio Vieira; Félix Correia (Daniel Silva, 88’), João Mário (António Gomes, 76’), Gonçalo Ramos (Tiago Rodrigues, 88’).

Final Épica

E eis que chegou ao fim o terceiro Grand Slam da temporada. Num dos melhores jogos de sempre da história do ténis, Novak Djokovic levou a melhor sobre Roger Federer e conquistou o segundo troféu consecutivo em Wimbledon.

Antes de falar partida decisiva é importante recordar o percurso de ambos os tenistas no torneio:

Percurso de Novak Djokovic :

64avos de final:  Novak Djokovic 3-0 Philipp Kohlschreiber

32avos de final:  Novak Djokovic 3-0 Denis Kudla

16avos de final:  Novak Djokovic 3-1 Hubert Hurkacz

Oitavos de final: Novak Djokovic 3-0 Ugo Humbert

Quartos de final: Novak Djokovic 3-0 David Goffin

Meias-Finais:       Novak Djokovic 3-1 Roberto Bautista- Agut

Novak Djokovic teve um percurso bastante tranquilo até à final. O tenista de 32 anos foi sempre superior aos seus adversários e os resultados das partidas demonstraram isso mesmo. Nesta caminhada do número um mundial destaco as vitórias diante de David Goffin e Roberto Bautista-Agut, uma vez que, teoricamente, apresentavam um maior grau de dificuldade. No entanto, nenhum deles teve a capacidade de contrariar o poderio do sérvio no court.

Novak Djokovic alcançou a sua sexta final em Wimbledon      Fonte: ATP World Tour

 Percurso de Roger Federer

64avos de final:  Roger Federer 3-1 George Harris

32avos de final:  Roger Federer 3-0 Jay Clarke

16avos de final:  Roger Federer 3-0 Lucas Pouille

Oitavos de final: Roger Federer 3-0 Matteo Berrenttini

Quartos de final: Roger Federer 3-1 Kei Nishikori

Meias-Finais:       Roger Federer 3-1 Rafael Nadal

Roger Federer não enfrentou grandes adversidades no seu caminho até ao jogo do título. A vitória folgada frente ao seu rival Rafael Nadal acabou por ser o grande destaque no percurso do suíço de 37 anos.

Roger Federer venceu Rafael Nadal nas meias finais e alcançou a sua 12º final em Wimbledon
Fonte: ATP World Tour

Senegal 1-0 Tunísia: Todos queriam criar, ninguém queria marcar

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Em mais um jogo energético desta edição da Taça das Nações Africanas, Senegal e Tunísia mediram forças na primeira meia-final da competição, com ambos os países a ambicionarem uma presença no jogo decisivo, que se realizará na próxima sexta-feira. Ainda que numa fase tão avançada da competição seja difícil estabelecer um favorito, se tivéssemos em conta os valores individuais, os “Leões de Teranga” pareciam possuir alguma vantagem, com o atacante Sádio Mané ou o defesa central Koulibaly como destaques. Por outro lado, se contabilizado o momento recente de cada equipa na prova, eram as “Águias de Cartago” a sobressair, após baterem Madagáscar na ronda anterior por uns expressivos 3-0.

A partida começou com os senegaleses a assumirem a posse de bola e a controlarem o jogo desde início, com os tunisinos confinados ao seu meio-campo e a saídas unicamente através do contra-ataque. Ao minuto 26, surgiu então a primeira oportunidade de golo: Sabaly passa por dois adversários com destreza e remata a partir da entrada da área, com a bola a atingir o poste da baliza da Tunísia. O Senegal manteve-se por cima e a cinco minutos do tempo de descanso foi a estrela da companhia, Sádio Mané, a colocar o seu “perfume” no jogo, com um remate perigoso já dentro da área adversária, mas que passou junto do poste.

Chegava o intervalo e o nulo era mais simpático com as “águias” do que com os “leões”, mas para seguir em frente só a vitória interessava a ambos os conjuntos.

No segundo tempo, os tunisinos apareceram mais “vivos” no jogo, possuindo duas boas oportunidades logo no recomeço da partida: primeiro, através de Khenissi, que isolado com Gomis, e perante a saída deste, tentou o “chapéu”, mas viu a bola passar muito por cima da baliza; logo de seguida, foi o centrocampista Sassi a rematar colocado, com o canto inferior direito da baliza como destino, mas Gomis brilhou com uma grande intervenção. A partir daqui começou a ser um jogo de parada e resposta, com ambos os guarda-redes a brilharem, sobretudo em lances de um para um, e a anularem qualquer tentativa que o adversário tivesse para marcar.

Fonte: Confederation of African Football

Num jogo tão equilibrado, previam-se que fossem os detalhes a fazer a diferença, e assim foi: minuto 73, Koulibaly joga a bola com a mão dentro da sua grande área e o árbitro não hesitou em apontar para o castigo máximo. Ainda que dispondo de três atacantes de qualidade no momento da finalização, a escolha da Tunísia para assumir o remate recaiu sobre o médio Sassi, que apontou fraco para o lado direito de Gomis, permitindo a defesa ao guarda-redes senegalês e permanecendo o 0-0. Como os tunisinos não quiseram ficar atrás neste campo, Bronn cometeu penálti ao minuto 79… mas Hassen também não quis “perder a corrida” para o seu companheiro de baliza e defendeu também a penalidade, esta apontada por Saivet (em detrimento de Sádio Mané, que havia falhado as últimas três que tinha tentado em jogos da CAN).

Como nenhuma das equipas conseguiu materializar as oportunidades que teve (embora ambas tivessem procurado a felicidade, com maior ascendente para o conjunto senegalês), o jogo que veio confirmar o primeiro finalista da 32ª edição da CAN seguiu para prolongamento. Quando batia o minuto 102, o golo que veio dar a vitória senegalesa surgiu da pior forma possível, isto pelo desenho que a jogada teve: livre da direita a favorecer os “leões”, Hassen sai em falso, falhando a bola, e é o infeliz Bronn que coloca a bola dentro da baliza. Jogo azarado para o central tunisino, bem como para toda a equipa, isto porque ao minuto 114 o árbitro Tessema Bamlak marcou penálti a favor do conjunto do norte de África, mas passados dois minutos, e após revisão do vídeo-árbitro, decidiu reverter a sua decisão inicial, anulando aquele que seria o terceiro castigo máximo da partida e mandando seguir o jogo.

Até ao fim do jogo pouco foi o tempo em que houve futebol, com os jogadores senegaleses a usarem o cronómetro a seu favor e a causar impaciência nos tunisinos, que assim “morderam o isco” e viram o relógio esgotar-se, colocando-os fora da competição. A seleção do Senegal fica à espera do vencedor do Argélia vs Nigéria, para disputar a final da CAN 2019 no dia 19 deste mês.

Onzes iniciais e substituições:

Senegal: Gomis; Gassama (Wagué, 109’); Koulibaly; Kouyaté; Sabaly; Gueye; Saivet; Diatta (Sarr, 68’); Ndiaye (Sane, 82’); Niang (Diagne, 64’); Mané.

Tunísia: Hassen; Dreger; Bronn; Meriah; Haddadi; Skhiri; Sassi (Badri, 106’); Mohamed (Chaalali, 82’); Msakni (Sliti, 46’); Khazri; Khenissi (Chaouat, 117’).

As pontas a limar para 2019/2020

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Decorrida a primeira quinzena de pré-época do FC Porto e chegados já cinco reforços, o plantel parece estar praticamente fechado, com apenas algumas posições para limar até ao final do mês de julho. Agosto traz já uma avalanche de desafios importantes para o conjunto azul e branco.

Depois de verem Casillas a defender as suas redes, os adeptos portistas, ainda que não esteja confirmada a retirada do lendário guarda-redes espanhol, esperam ver alguém de nível semelhante a Iker a segurar a baliza azul e branca na época que se avizinha. Vaná não parece ter esse estatuto e Diogo Costa, ainda que tenha grande talento, tem de adquirir algum “estofo” para ser o homem entre os postes do Dragão.

O barato sai caro e a saída de Hector Herrera, consumada a custo zero para o Atlético de Madrid, deixou um grande espaço no meio-campo portista. Óliver, que tem vindo a ser moldado por Sérgio Conceição nas últimas temporadas, seria o favorito a assumir a posição, mas tudo indica que está de partida para Espanha. Resta Sérgio Oliveira. Apesar destes dois nomes, é aconselhável a Sérgio Conceição que procure um médio box-to-box, à imagem do mexicano, de forma a dar continuidade ao modelo de jogo insistentemente utilizado pelo treinador português.

Herrera foi uma das saídas do plantel
Fonte: Atlético de Madrid

Apesar de ser o setor com mais reforços, este é também o setor com mais debilidades, na minha opinião. As contratações de Luis Diaz e Nakajima vieram, juntamente com Galeno, preencher o lado esquerdo do ataque portista. No entanto, o lado direito deste último terço é apenas entregue a Corona, sendo então aconselhável a contratação de um extremo para fazer concorrência ao mexicano, de preferência com o pé esquerdo como seu pé dominante, de forma a inviabilizar novas soluções na ofensiva azul e branca.

Ainda no ataque, a contratação de Zé Luís é insuficiente, principalmente quando se tem em conta a qualidade dos jogadores que no passado passaram por aquela posição, casos de Lisandro López, Falcão ou Jackson Martinez. Todos estes três que mencionei tinham algo em comum: o facto de serem referências ofensivas, de serem o jogador para o qual a equipa condiciona o seu jogo porque este será determinante na concretização do processo ofensivo. O FC Porto tem avançados móveis e fisicamente potentosos, mas com pouca eficácia na finalização. É necessário um ponta de lança que seja uma referência para a equipa.

Colmatando estas lacunas, considero que os dragões estarão aptos para competirem, como Sérgio Conceição e toda a estrutura portista pretendem, em todas as provas em que estão inseridos, começando já em agosto com o campeonato nacional e as pré-eliminatórias da UEFA Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Argentina 0–0 Portugal (GP 1-2): Para ti, Livramento

 

“Este é o jogo das nossas vidas”, afirmou o capitão da seleção nacional, João Rodrigues, em antevisão à partida. E era mesmo. Esta é uma geração que já conquistou tudo o que havia para conquistar, exceção feita ao Campeonato do Mundo. 16 anos depois daquele mágico dia em Oliveira de Azeméis (Portugal), os heróis portugueses tentavam escrever mais uma página dourada da história do hóquei português.

CONTRARIAR A HISTÓRIA

O confronto entre Portugal e Argentina mostra-nos que a seleção albiceleste costuma ser mais feliz. Num total de 12 encontros, os argentinos venceram sete, perderam quatro e empataram por uma vez. Se olharmos apenas para os confrontos em mundiais, o cenário é ainda mais negro: apenas duas vitórias portuguesas contra seis da seleção capitaneada por Carlos Nicolía, registando-se ainda um empate.

No entanto, a história recente era mais favorável para os comandados de Renato Garrido. Nos últimos 3 encontros, Portugal venceu dois e empatou outro. Destaque para a vitória no Campeonato do Mundo, em 2017, por uns contundentes 5-0.
A seleção vinha de dois jogos complicados e tentava contrariar a história, em Barcelona
Fonte: FPP

POUCOS SEGREDOS E MUITOS CUIDADOS

Costuma dizer-se que as finais são decididas em pequenos detalhes. No caso destas duas seleções, tal afirmação não podia estar mais correta. É que já não existem segredos entre portugueses e argentinos. Dos dez jogadores sul-americanos, metade joga no campeonato português. Matías Platero, Gonzalo Romero atuam no Sporting; Carlos Nicolía e Lucas Ordóñez no SL Benfica e Reinaldo García veste de azul e branco.

Foi assim de forma natural que as equipas entraram bastante receosas e com bastantes cuidados defensivos. Quase dez minutos já estavam decorridos e não havia ainda qualquer ocasião de golo. Com o decorrer do jogo, essas mesmas cautelas defensivas foram-se perdendo e começaram a surgir as primeiras situações de perigo.

Aos 16 minutos, Romero fez uso de umas das suas principais características e de meia distância acertou no poste da baliza portuguesa. De resto, o jogador do Sporting era um dos mais inconformados com o ritmo pouco animado que a partida estava a tomar.

Numa altura em que a Argentina ganhava um ligeiro ascendente na partida, Portugal deu o primeiro ar da sua graça. Num lance algo semelhante ao que deu em golo frente à Espanha, Gonçalo Alves foi por ali fora e disparou ao lado. Na recarga, Rafa podia ter inaugurado o marcador. Na resposta, e numa das poucas transições da primeira parte, Pablo Álvarez disparou para boa defesa de Ângelo Girão.

Ângelo Girão deixou o jogo em aberto após várias defesas na primeira parte, e não só
Fonte: FPP

Apesar de não existir claro domínio argentino, Renato Garrido não poderia estar satisfeito com a exibição portuguesa. Portugal estava pouco acutilante no capítulo ofensivo e ia permitindo alguns lances de perigo à Argentina. Era preciso mais e melhor.

SÃO GIRÃO, OUTRA VEZ.

Começa a tonar-se demasiado repetitivo, mas a verdade é que Ângelo Girão é quase sempre uma das principais figuras da seleção nacional. Quando faltavam sete minutos para o final da primeira parte, Rafa carregou Reinaldo Garcia pelas costas e a equipa de arbitragem não teve dúvidas em assinalar grande penalidade para os argentinos. Na minha opinião, e apesar de existir um claro aproveitamento do jogador sul-americano, a decisão é correta.

No entanto, São Girão voltou a fazer uma aparição no Palau Blaugrana. Lucas Ordóñez não foi capaz de ultrapassar sua santidade Ângelo Girão. O guarda-redes português deve estar presente em todos os pesadelos do jogador do SL Benfica.

Mesmo no fechar do primeiro tempo, Hélder Nunes esteve perto de inaugurar o marcador. Após excelente passe de Gonçalo Alves, o antigo capitão do FC Porto disparou para boa defesa de Grimalt.

Grande Prémio da Grã-Bretanha – Mais um salto de Hamilton rumo ao título


Lewis Hamilton vence o Grande Prémio da Grã-Bretanha em Silverstone, o lar da primeira corrida de Fórmula 1 em 1950, tornando-se assim o piloto com mais vitórias no histórico circuito inglê. O britânico venceu ao aproveitar o timing do Safety Car, que foi chamado após um despiste de Antonio Giovinazzi, e assim saltar para a frente de Valtteri Bottas, que perseguia desde o ínicio da corrida, sendo que o finlandês já tinha parado para pneus algumas voltas antes.

Mais atrás, a luta pelo terceiro lugar mostrou-se intensa, tendo estado nas mãos de Charles Leclerc, Max Verstappen e Sebastian Vettel, em diferentes momentos da corrida. Durante várias voltas, o monegasco e o holandês continuaram a batalha do último Grande Prémio, na Áustria, mas desta feita com um Leclerc muito mais agressivo. No fim, deram-nos uma lição de como batalhar dentro dos limites legais num carro de Fórmula 1. Se eles são o futuro, que venha ele.

A batalha prolongou-se até às boxes, quando os dois pilotos decidiram entrar ao mesmo tempo para pneus. Os mecânicos da Redbull foram mais rápidos e os carros saíram lado a lado das boxes, sendo que na saída Verstappen adiantou-se, até perder de novo a posição para Leclerc e retomarem a batalha.

Até nas boxes Verstappen e Leclerc batalharam. Fonte: Formula 1

Foi pouco depois que Giovinazzi deixou o carro preso na gravilha, o que chamou o Safety Car. Vettel e Hamilton, que ainda não tinham parado, viram uma oportunidade de ouro e mergulharam nas boxes, ficando à frente de ambos os colegas de equipa. Os problemas estratégicos da Ferrari continuam, quando se esquecem totalmente de mandar Charles às boxes junto com Verstappen, e o piloto da Ferrari acaba por cair para a sexta posição atrás do holandês. Voltaram à guerra um com o outro, mas apesar de quase conseguir várias vezes, desta vez foi Verstappen a levar a melhor, recebendo de seguida uma ajudinha do seu colega de equipa, e subindo para quarto para atacar Vettel.

Leclerc ficou preso atrás de Pierre Gasly durante várias voltas, mas conseguiu uma manobra fabulosa, possivelmente a melhor da época, para subir para a quinta posição e atacar o último lugar do pódio.

Na volta 37, Verstappen tinha conseguido colar-se a Vettel e na curva Stowe leva a melhor sobre o alemão, mas o número cinco da Ferrari não desistiu e tentou a aproximação a Verstappen na chicane, porém, bloqueou as rodas, perdeu o controlo do carro acabando por chocar com força contra Verstappen, com o holandês a sair lentamente da gravilha e a cair para quinto. O alemão foi obrigado a mudar de asa dianteira, mais uma penalização de dez segundos, que o atirou para 15º.

Vettel perde o controlo e choca com Verstappen. Fonte: Formula 1

Isto permitiu a ascensão de Carlos Sainz para sexto, em mais uma corrida fantástica do espanhol, que foi ajudado pelo mesmo Safety Car que atirou o seu colega de equipa, Lando Norris para fora dos pontos. O espanhol viu-se obrigado a defender-se de Daniel Ricciardo, que não parou de atacar a sua posição até ao fim, contudo conseguiu segurar o “Honeybadger” e terminar como “melhor dos restantes”.

Kimi Raikkonen também foi capaz de executar uma estratégia perfeita e ficar na oitava posição, seguido de Daniil Kvyat, que de 17º, fez um excelente trabalho e aproveitou o Safety Car, e subiu para nono. A fechar os pontos, ficou Nico Hulkenberg, numa corrida apagada do alemão.

Após o espetáculo que foi dado na Áustria, a Fórmula 1 voltou a mostrar que afinal não está a morrer, pelo contrário, aqueles a quem o desporto vai ser entregue, a geração futura, está a mostrar uma qualidade absurdamente alta, nesta corrida em especial, Charles Leclerc e Max Verstappen. São dois pilotos de um nível de talento como já não se via há muitos anos, sendo os últimos pilotos que o fizeram Vettel e Hamilton.

Quando a Sebastian Vettel… O que aconteceu no Canadá, certamente que o está a prejudicar mentalmente, desde aí que o Charles o tem dominado completamente, tanto na qualificação como na corrida, e o erro que ele hoje cometeu, é um erro amador, desnecessário, um erro de alguém sobre imensa pressão. Com coisas destas, o rumor de ele se retirar no final da época cada vez parecem mais óbvios…

Já Hamilton, teve muita sorte no timing do Safety Car, e só por isso a vantagem é assim tão grande. A batalha entre os dois Silver Arrows estava acesa desde o inicio da corrida, mas o Safety Car facilitou as coisas ao britânico, dando-lhe uma vantagem gigante, mas é como diz o ditado, “a sorte favorece os audazes”.

Actualização do SL Benfica no mercado: Esperança em reforçar a defesa

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Abriu o mercado de transferências e alguns dias depois o Benfica já garantiu quatro jogadores de ataque: o ponta de lança Raúl de Tomás, o avançado móvel Jhonder Cádiz, o extremo Caio Lucas e o médio criativo Chiquinho. Também o avançado Guilherme Schettine parece já estar contratado tal como o Pedro Neto e Bruno Jordão.

São seis jogadores puramente de ataque e um médio centro. Seis jogadores que chegam para colmatar o já vendido João Félix e a mais que provável saída de Jonas.

Faltam os reforços mais defensivos. A defesa direita continua entregue ao André Almeida, a lateral esquerda é de um Grimaldo que parece ter o olho na saída e a zona central do terreno vive muito do potencial do Rúben Dias e do Ferro.

Depois da queda tanto do Cillessen como do Keylor Navas, agora o nome mais falado para a baliza encarnada é o do italiano Mattia Perin. O guarda redes da Juventus é um nome interessante para a baliza do SL Benfica. Mas tal como os dois referidos anteriormente, parece um nome impossível.
O nome mais falado para a baliza encarnada é, agora, o do italiano Mattia Perin
Fonte: SL Benfica
Sabemos como funciona o mercado de transferências com nomes a voar às dezenas. Ultimamente falou-se de Chen Wei e de Lucas Silva, de Wuilker Farinez e João Pedro Galvão. E muitos serão os nomes a encher os programas e jornais desportivos.

Aquele que me parece mais real ainda é o de Mário Rui. O português do Nápoles surge como o mais provável substituito ao Grimaldo. Apesar da qualidade já demonstrada é um jogador muito inferior ao espanhol em termos de técnica e carinho pela bola.

Também o médio norueguês Sander Berge parece um jogador interessante para o SL Benfica. Um jogador fisicamente possante e acima de tudo um distribuidor de jogo. Um médio capaz de segurar a bola e a largar no momento exacto. Bom passe, boa visão de jogo e boa capacidade de decisão. A saída de Krovinovic para o West Bromwich Albion e a possível saída de Fejsa podem abrir espaço a este jovem norueguês. Porém o plantel do SL Benfica ainda conta com Samaris, Florentino, Gabriel, Gedson e também o Taarabt.

LÊ MAIS: O melhor 11 da formação do Benfica em 2018/2019

Apesar de estarmos numa altura em que parece mais relevante perceber quem vai sair, ficamos aguardar desenvolvimentos quanto a possíveis reforços do sector mais defensivo.

 

Foto de Capa: SL Benfica

A hora do Vitória SC

Às portas de uma nova época, há objetivos que se repetem e outros que surgem pela primeira vez. Seja pelo sucesso da época anterior ou pela falta dele, surgem emblemas com aspirações renovadas para a edição 2019/20 da Primeira Liga. Um desses casos mora no D. Afonso Henriques. Com classificações inconstantes ao longo dos últimos anos, o Vitória SC parecia ter encontrado uma ideia de jogo clara e de futuro em Luís Castro e restante equipa técnica. Mesmo sem conseguir uma classificação brilhante, o técnico português seguiu para a Ucrânia fruto do trabalho desempenhado na cidade berço.

Agora com Ivo Vieira no comando, os Conquistadores procuram edificar e cimentar o estatuto de quarta força portuguesa depois dos crónicos “três grandes”. Para isso há dois obstáculos a enfrentar; a inconsistência da própria equipa, e consequente escassez de títulos, e os rivais do Minho, o SC Braga. Nos últimos 10 anos, só na temporada 2016/17 é que o Vitória SC conseguiu ficar à frente dos arsenalistas, alcançando um brilhante terceiro posto.

Outro dos passos a dar pelos vimaranenses terá de ser a presença em mais decisões. Além da Taça de Portugal vencida diante do SL Benfica em 2012/13 e da final perdida para as águias em 2016/17, o emblema nortenho tem estado arredado das rondas finais da prova rainha.

O mesmo se aplica à Taça da Liga; apenas em 2008/09 ultrapassou a fase de grupos. Na temporada passada ficou pela segunda eliminatória depois da derrota caseira frente ao CD Tondela (0-2). Na presente temporada, o duelo frente ao CD Feirense já no início de agosto dará acesso à fase de grupos e a hipótese de lutar por mais um troféu.
Uma das principais forças dos Conquistadores vem das bancadas do D. Afonso Henriques
Fonte: Vitória SC

Um dos pontos onde os vimaranenses se podem diferenciar dos rivais do Minho é o desempenho europeu. Longe vai a final europeia do SC Braga em 2010/11, perdida para o FC Porto. Desde então, poucas são as épocas de sucesso europeu e é altura do Vitória SC se afirmar nesse sentido. Alcançar a fase de grupos pela classificação interna ou pelas eliminatórias será sempre desejável, mas chegar constantemente às fases a eliminar daria outra visão ao clube e seria um prémio justo para a cidade e para um dos melhores públicos nacionais.

Nesta temporada, os Conquistadores terão pela frente, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa, o vencedor do encontro entre os cazaques do FC Tobol Kostanay e os luxemburgueses do AS Jeunesse Esch. O sorteio é, à partida, favorável aos portugueses, mas a experiência e registo europeu do Vitória SC não permite tomar como garantida a passagem. No entanto, a passagem à terceira pré-eliminatória é um objetivo real e coloca a fase de grupos a dois adversários de distância.

Depois do recorde pontual e classificativo no Moreirense FC (sexto lugar, 52 pontos), Ivo Vieira trocou Moreira de Cónegos por Guimarães e é o homem que vai liderar o Vitória SC e tentar alcançar todas estas metas. Até à data, o técnico português viu sair, entre outros, Tozé para o Al Nasr SC e Tyler Boyd para o Besiktas JK e os empréstimos de Yordan Osorio, Mattheus Oliveira e Pêpê terminaram.

LÊ MAIS: Vitória SC: Direção abandonada e disputada por três

Por outro lado, numa aposta maioritária no mercado nacional, as entradas e regressos de empréstimos prometem colmatar as saídas de algumas figuras da era Luís Castro. Além de algumas opções provenientes da equipa “B”, o emblema da cidade berço recrutou Aziz ao FC Vizela, Ibrahim Touré ao Córdoba CF, Lucas Soares ao Alverca FC, Valeriy Bondarenko ao FC Shakhtar Donetsk e Jhonatan, que acompanha o treinador nesta nova aventura ao serviço do Vitória.

 

Foto de Capa: Vitória SC

 

E-Prix de Nova Iorque – Corrida 1: Caos total na Grande Maçã

Esta foi a penúltima corrida da temporada E-Prix e não foi nem mais nem menos do que uma batalha campal. No meio do caos em pista o vencedor foi Sebastien Buemi (Nissan E-Dams), que dominou a frente da corrida desde a partida, onde começou em pole position.

Foi um início de corrida horrível para os pilotos da DS Techeetah, com Vergne e Loterer a ter que ir às boxes fazer reparações urgentes nos carros, com o alemão a ficar com uma volta de atraso para o resto do pelotão.

Alex Lynn (Jaguar), subiu ainda na primeira volta para a segunda posição, mas problemas no carro obrigaram o piloto britânico a encostar na beira da pista, o que levou à entrada do Safety Car.

A entrada do mesmo alterou a face da corrida, com os carros muito mais juntos, dando hipóteses aos pilotos que lutam pelo título de adiar a decisão para a segunda corrida. O principal beneficiário foi Lucas Di Grassi (Audi Sport), que após começar em 14.º, escalou a tabela classificativa para se colocar confortavelmente nos pontos.

António Félix da Costa (BMW Andretti) também foi uma das figuras, tendo começado na oitava posição. O português aproveitou erros de outros pilotos como Sam Bird (Virgin Racing) para subir à quarta posição, sendo que o colega de equipa Alexander Sims, o deixou subir ao pódio, abrindo caminho para o terceiro lugar do português.
Vergne a acusar pressão?
Fonte: FIA
As últimas voltas foram uma autêntica carnificina, com os carros muito próximos uns dos outros e uma pista muito suja fora da linha de corrida. Os acidentes abundaram, sendo de destacar o contacto entre Rowland e Mortara, e aquele que adiou a decisão do título, entre Vergne e Felipe Massa, que acabou por envolver ainda mais carros.

Após o erro no início da corrida, o francês tinha subido até à décima posição, e tentava ultrapassar Massa que seguia em nono. Porém, foi demasiado agressivo e acabou por chocar com o brasileiro, virando os dois carros que ficaram a interromper a pista, com Felipe Massa ainda a levar um impacto muito forte de Jerome D’Ambrosio. Um erro de Vergne muito parecido com os que cometia no início da época. Talvez a ansiedade de fechar o título E-Prix a uma corrida do fim tenha sido o fator que o levou a cometer o erro.

Assim, alheio a todo o caos que se desenvolvia atrás de si, Sebastien Buemi dominou a corrida, seguido de Mitch Evans, que executou uma corrida perfeita para o levar à segunda posição, e manter a luta do título E-Prix aberta, já António Félix da Costa fecha o pódio, após uma excelente corrida, mas não foi o suficiente para se manter na luta pelo título.

A decisão fica então adiada para a segunda corrida de Nova Iorque, tendo em conta que todos os candidatos fizeram corridas excelentes, tirando o próprio Jean Éric Vergne. Assim, Buemi, Di Grassi e Evans continuam na luta pelo título, desejando certamente que o francês tenha uma corrida digna de pesadelo como esta.

FK Dnipro | da final da Liga Europa à extinção… em quatro anos

O FK Dnipro, equipa maior da cidade de Dnipropetrovsk, anunciou a extinção ao fim de 101 anos de história. Fundado em 1918, ainda no tempo da União Soviética, o clube viveu tempos áureos na década de 80, altura em que conquistou dois campeonatos da URSS nos anos de 1983 e 1988 e uma Taça Soviética em 1989.

No início da atual década, o Dnipro conseguiu mais uma senda de bons resultados, como o 2.º lugar no campeonato ucraniano de 2013/2014 e o 3.º lugar nas edições de 14/15 e 15/16. Pelo meio, atingiu provavelmente o ponto mais alto da sua história, ao alcançar a final da Liga Europa.

Numa campanha inolvidável, deixou para trás equipas importantes como o Olympiakos, o Ajax, o Club Brugge ou o Nápoles, sucumbindo apenas na final frente ao Sevilha. Nesse jogo, até começou a ganhar, com um golo de Kalinic dentro dos primeiros 10 minutos, mas viria a ser derrotado por 2-3. Faziam parte desse plantel nomes como Yevhen Konoplyanka, Rotan, Kalinic, Mattheus (que passou por Portugal, pelo SC Braga) e ainda o português Bruno Gama.
Fonte: UEFA

Depois, veio o pior… Graves problemas financeiros assolaram o clube em 2016, altura em que o milionário ucraniano Ihor Kolomyskyi, proprietário do clube, deixou de o financiar. Surgiram os primeiros salários em atraso, sobretudo para com a dispendiosa equipa técnica comandada por Juande Ramos. A Federação Ucraniana aplicou sanções pesadas ao clube, como fortes deduções de pontos, que atiram o clube para a segunda divisão na época de 2016/2017. As dividas iam-se acumulando e as sanções eram cada vez mais pesadas, tendo o clube caído para as divisões amadoras na temporada passada.

Agora, a situação chegou ao cúmulo. O FK Dnipro não efetuou a inscrição em qualquer competição amadora ou profissional, tendo, por isso, deixado de existir. É o encerrar de portas de um clube histórico e centenário, que passou do céu ao inferno em poucos anos.

Foto de Capa: UEFA