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“Know what I mean? Say no more!”

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O método inicial para a narração deste texto é completamente dúbio e trémulo. As mãos sobre o teclado escuro afligem-se e, no encontro com cada quadradinho, apesar da colossal vontade de exteriorizar as escrituras da alma e as quimeras da índole amorosa, titubeiam e vacilam no movimento do clique, num ato de profundo desespero pela tentativa irresoluta de uma demonstração de culto aos patriarcas do meu imo.

Monty Phyton. Hoje, “hemisfericamente”, a dedicatória pertence-lhes. Quatro ingleses, um irlandês e um americano. O início promissor para uma “siilydez” que se caracterizou pioneira, inspiradora e proclamadora de um talento único: o humor. A revitalização magnânima de uma arte que, urdido este tempo todo, não almejaria os cânones hoje a ela prescrita, não dissecava as heresias cometidas pelo cristianismo impoluto e não satirizava a sociedade e as suas práticas meretrizes.

Os seus sketches e filmes foram o mote para o último título ganho pelo Sporting Clube de Portugal. Resta-me comprovar o facto supracitado. Bem, agora algo completamente diferente…

2002 foi a última prova ilustrativa da Vida de Brian. Jardel, analogamente a Brian, raiava sobre a legião sportinguista sob o epíteto de “Messias”, contribuindo com as proféticas cabeçadas e os remates carregados de um vaticínio laborioso ou não, artístico ou atabalhoadamente estranho. Sem ele (até à quinta jornada), atribuíam-nos o estatuto de mortos, mais defuntos que o papagaio da loja dos animais e o “Super Mário” foi a pancada no balcão de atendimento que nos ressuscitou, ao contrário do que acontecera na diminuta fábula. João Vieira Pinto representava nada mais nada menos do que a multidão devota da doutrina de Brian ao longo da trama, mister esse instruído com panóplias de assistências hábeis. Com estas duas personagens, a aparição da Spanish Inquisition, versão luso-brasileira, adquiria previsibilidade dogmática.

Beto, aquele que foi um dos últimos campeões nacionais pelo Sporting CP, agora integra a estrutura do clube
Fonte: Sporting CP

Por sua vez, Beto, André Cruz e Pedro Barbosa auferiram a supremacia no que à performance individual e coletiva dizia respeito. Os três principais cavaleiros da corte de Camelot calcorrearam os terrenos do território português, cavalgando num trote fictício (na fita, o trote é o mesmo, pé ante pé) e dispondo a gama capilar ao vento, na demanda incessante do Holy Grail. A presença perseverante epilogava o alegórico Spam! pelo simples facto de perante o visigotismo dos ataques opositores, existir e subsistir, no cardápio, os desarmes da dupla defensiva acompanhados da genialidade e inteligência da batuta Barbosa. A ementa estava escrita: desarmes com genialidade e inteligência! Só e unicamente!

Além do título, a Taça de Portugal. Jogo após jogo, triunfamos e apresentamos à pátria lusitana o nosso ímpeto. E, no desenlace da película, a promessa habitual foi empreendida: always look on the bright side of life. Saudades de quando o humor e o amor andavam de mãos dadas… O sentido (puro) da vida!

Foto de Capa: Sporting CP

Da luta pela elite espanhola à Beira Alta

Após dois anos e meio sob a orientação de Pepa, o CD Tondela teve de ir ao mercado À procura de um novo treinador e a aposta foi deveras surpreendente: o espanhol Natxo González. O treinador de 52 anos irá cumprir a sua primeira experiência fora do seu país e terá a ambição de levar o CD Tondela a patamares mais altos na Primeira Liga.

Natxo González iniciou a sua carreira como treinador principal no Deportivo Alavés na temporada 2012/2013, tendo conquistado o título da Segunda Divisão B logo na época de estreia. Porém, na época seguinte já na segunda divisão, não resistira aos maus resultados e seria despedido ao fim de 16 jogos.

Em 2014/2015 assumiu os comandos do Reus Deportiu, novamente na Segunda Divisão B. Depois de na primeira temporada ter sido eliminado no play-off, na segunda temporada conseguiu novamente subir de divisão, tendo na época seguinte conduzido o Reus a um tranquilo nono lugar.

O bom trabalho ao serviço do emblema catalão atraiu o interesse de outros clubes, até que no Verão de 2017 assinou pelo Zaragoza, um clube com aspirações para subir de divisão. Ao serviço deste, terminou a Fase Regular no quarto lugar, mas seria eliminado nas meias-finais do play-off pelo Numancia.

Natxo González irá cumprir a sua primeira experiência no estrangeiro
Fonte: CD Tondela

Apesar do objectivo falhado, na última temporada abraçou um novo desafio com o objectivo de subir de divisão pelo Deportivo da Coruña. Aqui as coisas já não correram tão bem, com Nato González a ser despedido após a 32ª jornada, com o clube galego a ocupar o sexto lugar (o último de acesso ao play-off) no campeonato.

Chegado uma nova temporada, Naxto González irá abraçar o seu primeiro desafio no estrangeiro. Segundo as informações que recolhi, Natxo González ao longo da sua carreira, tem alternado de sistema táctico entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2 losango, privilegiado um futebol ofensivo e de posse, com uma participação bastante activa dos laterais.

Em contra-partida, o seu futebol que promove a presença de vários elementos no ataque, deixa a equipa descompensada na defesa, fazendo com que esta passe por calafrios em transição defensiva.

Há-que tirar o chapéu ao presidente do Tondela, que ousou na sua escolha, fugindo ao “cliché” de que os treinadores portugueses são melhores e estão mais ajustados à realidade destes clubes, quando muitas vezes à conta deste padrão, os clubes acabam por apostar em treinadores portugueses, mas que não têm o perfil pretendido.

Os bons trabalhos de Nato González na segunda e na terceira divisão espanhola deixam impressões positivas. No entanto, da mesma forma que houve ousadia na escolha, também será necessário ter tempo e paciência para o novo treinador implementar o seu modelo e também é necessário ter capacidade para avaliar se os jogadores conseguem encaixar nas suas ideias.

Seja como for, esta escolha faz do CD Tondela um clube observar na época 2019/2020.

Foto de Capa: CD Tondela

Os 5 guarda-redes para o Benfica

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A imprensa tem apontado alguns guarda-redes ao Benfica. Apesar de não se saber que o Benfica estará realmente à procura de um guarda-redes, acho que é uma posição na qual o clube precisa de se reforçar, de modo a dar concorrência a Vlachodimos e/ou Ivan Zlobin. Na minha opinião, um plantel à altura da dimensão do Benfica tem de ter dois guarda-redes que dão garantias e irei aqui dar cinco nomes de guarda-redes que creio que estejam ao alcance dos encarnados.

A baliza leonina 2019/20

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Numa altura em que a nova temporada se aproxima, o Sporting CP continua a preparar o seu plantel para a nova temporada. Algumas saídas, algumas entradas e sobretudo algumas incertezas. Será importante analisar todas as movimentações de mercado, quem sai, quem entra e analisar aquele que será o plantel leonino que irá atacar as competições na época que se avizinha. Irei começar por analisar neste artigo uma das posições que nos últimos dias já sofreram algumas alterações e que podem indicar desde já qual será o caminho a seguir por parte dos responsáveis leoninos. Irei começar então por analisar os donos das redes leoninas e quem deverá – na minha opinião – assumir o lugar de número um.

Na época que findou, começamos primeiramente por ver Emiliano Viviano como primeira escolha. Alguns erros na pré-época, a juntar à má forma física com que chegou a Lisboa e uma eventual ligação ao treinador Sinisa Mihajlovic com quem tinha trabalhado anteriormente, acabaram por ditar o afastamento do guarda-redes italiano. Desde então, Romain Salin foi o dono da baliza leonina. Tudo corria na perfeição ao francês, mas uma lesão no jogo diante do Portimonense fez com que Renan Ribeiro fosse chamado a assumir o lugar nesse jogo e de onde nunca mais saiu.

Renan Ribeiro acabou por ser um talismã na conquista da Taça da Liga e na Taça de Portugal onde se destacou por defender de forma precisa algumas grandes penalidades e por assegurar assim mais dois troféus para o museu leonino. O brasileiro foi ganhando o seu espaço e acabou por ter uma prestação sólida – sobretudo na parte final da época – e contou com 38 jogos de leão ao peito. Esta aposta e o crescimento do guarda-redes que havia representado o Estoril na época transata, fizeram com que, já nesta preparação da nova temporada, Romain Salin fosse dispensado de Alvalade acabando por rumar aos franceses do Stade Rennais.

Ao que tudo indica, Luís Maximiano subirá a número dois na baliza leonina
Fonte: Sporting CP

O Sporting CP neste momento conta então com dois guarda-redes no seu plantel: Renan Ribeiro e Luís Maximiano. Emiliano Viviano dificilmente terá lugar no plantel por diversos fatores. Por um lado, creio que será o elevado salário que aufere o principal fator para não continuar nos planos de Marcel Keizer. Por outro lado, o italiano fez uma excelente época na SPAL e o destaque que obteve acaba por despertar o interesse de clubes como a Fiorentina e como o Parma. Conta com um valor de mercado a rondar o 1M€ de euros e creio que uma possível venda poderá ser então o destino de Viviano.

Sendo que nos rumores de transferências e nas notícias desportivas não é dado conta de um possível interesse em algum guarda-redes por parte dos responsáveis leoninos, creio que os dirigentes confiam em Renan Ribeiro para ser novamente o número um leonino e então Luís Maximiano será o seu mais direto rival como número dois na baliza leonina. A minha opinião é que a manter-se esta situação a minha aposta seria efetivamente no Luís Maximiano como número um.

Há uns tempos atrás escrevi um artigo sobre o jovem português que dá conta disso mesmo e onde saliento as suas qualidades e o porquê de na minha visão, ser superior aos restantes guarda-redes no plantel e o porquê também de já ter capacidade para ser uma aposta (mais) regular. O cenário ideal seria a venda de Renan e contratar alguém para número um com outros créditos e que ajudasse também na adaptação e crescimento de Maximiano. No entanto, não vejo isso como uma prioridade neste momento para os responsáveis leoninos, sobretudo também pelos pontos que Renan Ribeiro já conquistou diante do treinador e também por existirem posições mais carentes e necessitadas no plantel.

Aceito assim perfeitamente esta posição de contarmos com os dois guarda-redes que referi, se isso significar um maior investimento e um maior esforço financeiro noutras áreas do campo. Creio que o facto de Maximiano subir na hierarquia de guarda-redes rentabiliza os recursos internos e acabará por também libertar verbas, sobretudo se a venda de Emiliano Viviano se realizar.

Foto do Capa: Sporting CP

Alta velocidade

São cada vez mais evidentes os indícios de que Bruma, extremo formado no Sporting CP, irá representar o FC Porto na próxima temporada. Depois de passagens pelo Galatasaray e nos últimos dois anos pelos alemães no Leipzig, Bruma está em vias de regressar a Portugal. A confirmar-se, está, então, conhecido o sucessor e substituto de Brahimi.

Ora esta contratação tem que ter dois pontos de análise. Por um lado, a questão desportiva e a qualidade que o jogador poderá acrescentar ao plantel orientado por Sérgio Conceição e, por outro lado, a vertente económico-financeira e o impacto desta contratação nas contas de uma SAD sob a alçada do fair-play financeiro da UEFA.

Bruma é um jogador de 24 anos a quem sempre foi augurado um futuro auspicioso mas que tarda em confirmar em pleno todas as qualidades que lhe são reconhecidas desde tenra idade. Apesar de já ter movimentado várias dezenas de milhões de euros e de já ter representado alguns clubes importantes, só a espaços o internacional português conseguiu mostrar todo o seu potencial, sem nunca ter conseguido assumir papel de verdadeiro destaque em nenhuma equipa.

Tem como pontos fortes a técnica e, acima de tudo, a velocidade. Pode até dizer-se que a velocidade, para além da sua maior qualidade, é também o principal defeito. Se assim se pode dizer, Bruma executa mais rápido do que pensa, tornando o seu jogo, por vezes, algo trapalhão. No entanto, num dia bom, é um jogador de inegável qualidade e capaz de deixar com a cabeça em água qualquer defesa. Deve melhorar a tomada de decisão, o último passe e a finalização mas tem atributos que bem trabalhados podem catapultá-lo para um nível superior. Tem a palavra Sérgio Conceição e o próprio jogador.

Treinador terá a última decisão no que diz respeito a esta contratação
Fonte: FC Porto

No que concerne à questão financeira, são 15 os milhões que se diz que o FC Porto vai desembolsar para garantir o concurso do jogador. Isto depois de o Galatasaray ter pago 10M€ ao Sporting e o Leipzig ter passado um cheque de 12,5M€ à equipa turca. São valores altos para a realidade portuguesa e tem que ser sempre considerado um risco elevado quando um clube português admite despender quantias desta natureza. É certo que o jogador tem potencial e que, caso consiga finalmente explodir, poderá gerar mais valias financeiras no futuro mas, tendo em conta o percurso do jogador até à data, é uma contratação envolta num grande grau de incerteza.

Em suma, o FC Porto garante um jogador de qualidade para uma posição para a qual está carenciado (vão sair Brahimi, Hernâni e Adrian) e dá um sinal claro ao mercado e ao seu treinador de que investirá para oferecer o tal plantel competitivo de que Sérgio Conceição tanto fala. Cabe ao jogador e ao próprio treinador dissipar as dúvidas que poderão existir entre os adeptos e analistas. A confirmar-se, bem-vindo Bruma.

Foto de Capa: Bundesliga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Chile 0-1 Uruguai: Cavani desbloqueia e “Celeste” evita Colômbia nos quartos

A última jornada da fase de grupos da Copa América colocou frente a frente, o Chile e o Uruguai, em jogo decisivo do grupo C (não por questões de qualificação, mas sim de classificação). O Uruguai precisava dos três pontos para se qualificar em primeiro lugar e assim defrontar um “mais apetecível” Perú nos quartos de final, (em vez da congénere da Colômbia, liderada por Carlos Queiroz), enquanto que os chilenos precisavam apenas de um empate.

Adivinhava-se um jogo bastante tático e de “estudo” constante entre duas das favoritas à conquista do troféu, e assim foi. Apesar do equilíbrio, foi o Chile que entrou com ligeiro ascendente, impondo um jogo de posse, que teve como segredo a superioridade numérica na zona nuclear do meio campo (três homens de “La Roja” contra dois do Uruguai).

Os comandados de Reinaldo Rueda apresentaram-se com um 5-3-2 no processo defensivo que se desdobrava em 3-5-2 ofensivamente, o que lhe garantia segurança e domínio em todos os setores. Incrível como os chilenos ganhavam sempre as primeiras e segundas bolas, nesta fase da partida, graças à forte reação à perda.

Passada a fase inicial do primeiro tempo, a “Celeste” “lembrou-se” que o primeiro posto seria melhor que o segundo e começou a crescer no jogo. Suárez aos ’22 fintou o guarda-redes e teve tudo para fazer o golo, mas não levantou a cabeça e desperdiçou assim uma oportunidade, como não é hábito desperdiçar.

Fonte: AUF – Selección Uruguaya de Fútbol

Na segunda parte a equipa chilena manteve-se superior na partida. Mais rápidos, mais agressivos, mais incisivos, só lhes faltava o golo, mas para isso tinham de ultrapassar duas torres: Gímenez e Godín. Não se afigurava tarefa fácil aos avançados do Chile.

Voltou ainda mais apático do balneário, este Uruguai. Os jogadores não se mostravam apressados em resolver, o mais rápido possível, as contas do grupo. Estranho, no mínimo. Parecia que não tinham receio de enfrentar a já mais que provável Colômbia. Ou isso, ou tinham fé nos seus homens-golo, que não precisam de muitas chances para marcar.

Um jogo quase sem ocasiões dignas de registo, até que ao minuto ’69, o central do Atlético de Madrid, José María Gímenez teve que saltar em cima da linha de baliza para tirar de cabeça, uma bola de Díaz que levava selo de golo.

Com as entradas de Nández e de Rodríguez, o Uruguai ganhou fulgor ofensivo e mais gás para pressionar a saída de bola dos adversários na sua zona mais recuada. Bem visto pelo experientíssimo Óscar Tabárez, ao colocar duas flechas apontadas à baliza chilena, não pondo em causa a segurança defensiva da sua equipa.

Os adeptos de ambas as seleções já se contentavam com as respetivas posições e já se previa um empate a zero. Quando menos se esperava aconteceu. Um golpe de classe de Cavani aos ’82 (com assistência do ex-Benfica, Jonathan Rodríguez), colocou a “Celeste” no primeiro lugar do grupo, livrando-se da Colômbia, bem organizada pelo português Carlos Queiroz.

Depois do golo, o Uruguai limitou-se a defender, perante as investidas de Alexis Sánchez e companhia. Apesar da vitória uruguaia, este foi um daqueles jogos que ninguém merecia perder. O Chile foi superior durante 80 minutos. Foi melhor em quase todos os aspetos do jogo, menos no mais importante: o da finalização.

Encerrada a fase de grupos da Copa América 2019, o Uruguai qualifica-se para os quartos de final, onde irá defrontar o Perú, enquanto que o Chile vai ter pelo caminho a Colômbia, num jogo que teria todos os ingredientes necessários para ser uma final da competição, não fosse o sorteio ditar este encontro já na próxima fase da competição.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chile: Arias, Maripan, Jara (Castillo, ’90), Medel (Lichnovsky, ’55), Opazo, Díaz, Pulgar, Aranguiz, Hernandez, Sanchez e Vargas (Fernandes, ’77)

Uruguai: Muslera, Cáceres, Godín, Gímenez, González, Bentacur, Valverde (Coates, ‘90+1), Lodeiro (Nández, ’46), De Arrascaeta (Rodríguez, ’76) Cavani e Suárez

As novas regras FIFA

O futebol atravessa uma fase de transformação há alguns anos e a mais recente contribuição chegou no campo da tecnologia. Depois da introdução do VAR por períodos experimentais e a tempo inteiro em alguns campeonatos e competições, medida para manter e avançar nos restantes, agora foi a vez da FIFA entrar em campo e regular novas situações com pequenas, mas impactantes regras.

Entre as principais destaca-se, desde logo, o pontapé de baliza. Com a nova regra, a bola já não tem de sair da grande área, pode ser tocada pelo jogador de campo ainda dentro do limite. Isto permite uma reposição um pouco mais rápida e beneficia uma construção apoiada a partir de trás. Outra de grande impacto será a relação entre a bola e a mão.

A partir de junho, a mão na bola passou a ser uma situação analisada mais a fundo e punida com maior detalhe. As situações que escapam ao castigo são aquelas em que a bola bate num braço encostado ao corpo, num braço que apoia uma queda ou no caso de um remate efetuado a uma curta distância. Tudo o resto são situações advertidas pelo árbitro, levando mesmo à anulação de golos que ocorram depois de tocar/desviar na mão de um atleta, incluindo aumento da volumetria do corpo e quando o braço estiver acima do nível dos ombros.

Nos pontapés livres, os jogadores da equipa beneficiada pela falta não poderão estar a menos de um metro da barreira. Já no caso dos pontapés de grande penalidade, o jogador pode ser assistido e proceder à cobrança, sem ter de sair do terreno. Por sua vez, o guarda redes não se pode mexer antes da cobrança e estão incluidos os habituais “números de distração”, como as conversas junto ao cobrador, os toques nos postes ou na barra. Além disso, terá de estar em contacto com a linha da baliza com pelo menos um pé na altura em que a bola é rematada.

Copa América 2019 é uma das primeiras provas a contar com as novas alterações das regras do jogo
Fonte: FIFA

Além das anteriores, as pequenas mudanças vão também desde o pontapé de saída até ao comportamento dos treinadores. No momento da moeda ao ar antes da partida, o capitão que vencer esse sorteio passa a escolher o campo e a dar o pontapé inicial. Tendo em vista a segurança de todos os intervenientes da partida, será possível, se necessário, recorrer a paragens para arrefecer ou hidratar, à semelhança do que se tem verificado nas competições em pleno verão ao longo dos últimos anos. A primeira, mais longa, pode ir até três minutos, a outra não poderá ultrapassar os 60 segundos.

O tempo de jogo tem sido uma das lutas das entidades reguladores e é nesse sentido que surgiram as indicações para que os árbitros não “tenham medo de abusar” no período de compensação, deixando de traçar o limite nos três ou quatro minutos que se verificava. Agora, reforçando essa posição, o atleta substituído está obrigado a abandonar o terreno de jogo na linha lateral mais próxima, evitando assim que se afaste momentos antes da troca e se inutilizem alguns minutos de jogo.

Os atletas admoestados por celebrações indevidas (tirar a camisola, exibir publicidade, etc.) não verão o cartão ser retirado mesmo que o lance seja anulado. Outra das mudanças diz que sempre que o árbitro interferir no caminho da bola deve parar o jogo e lançá-la ao solo. No entanto, a maior novidade vem punir os agentes desportivos em campo com cartões amarelos e vermelhos sempre que se justificar. O objetivo é acabar com as pressões constantes nas linhas laterais e em direção ao quarto árbitro. Na eventualidade de não conseguir identificar o infrator, o árbitro deve punir o treinador.

As novas indicações entraram em vigor no primeiro dia de junho e já podem ser vistas em ação na Copa América, a realizar no Brasil, assim como na próxima edição da Primeira Liga. As opiniões dividem-se e uma grande franja de adeptos defende que a modernização do futebol lhe tira a essência pela qual sempre o conheceram. Por enquanto, resta avaliar as novas regras e proceder a ajustes, se se justificar.

Foto de Capa: FIFA

Olheiro BnR – Nuno Tavares

Terminada mais uma época desportiva, é hora de falar sobre o mercado, bastante agitado, de transferências. No mundo benfiquista, é impossível passar um dia sem surgirem novos pretendentes para vários jogadores, com maior destaque para os meninos do Seixal.

Mas não só de vendas se fala na imprensa desportiva. De possíveis contratações a outras já oficializadas, é também notícia que o futuro das laterais do Benfica está na formação, o que pode levar à promoção de alguns jogadores à equipa principal.

Foi dito publicamente por Luís Filipe Vieira, em dezembro passado, que nomes como Florentino, Jota e Ferro iriam a curto prazo pertencer à equipa principal do Benfica.

Pois bem, com a chegada de Bruno Lage, os adeptos não precisaram de esperar muito tempo para se deliciarem com a qualidade demonstrada pelos jovens jogadores benfiquistas, aguçando o apetite e perspetivando um futuro risonho para a turma encarnada.

É sabido que todos os anos existe uma janela nova de oportunidades para vários jogadores e, por isso, hoje vou falar em particular de um jogador que me desperta bastante interesse.

Nuno Tavares durante a assinatura do seu contrato profissional com o SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Falo de Nuno Tavares, um jogador que atua no lado esquerdo da defesa do Benfica e da seleção de sub-19. Um jovem de apenas 19 anos, vice-campeão nacional do seu escalão e com vários jogos realizados na equipa B (12 jogos) e nos sub-23 (3 jogos).

Natural de Lisboa, começa desde cedo a dar os primeiros passos no Casa Pia, chamando rapidamente a atenção do Sporting e fazendo com que seja resgatado para as equipas mais jovens da formação leonina.

Chega ao Benfica na época 2015/2016 e, após cinco anos do seu ingresso nas cores encarnadas, é notícia a possibilidade de fazer a pré-época com a equipa principal do Benfica.

Os adeptos podem esperar um jogador com bastante propensão ofensiva, gosto pelo risco, forte fisicamente, um esquerdino que não tem problemas em usar o pé contrário e com uma disponibilidade física para os 90 minutos que impressiona.

Senhor do corredor, não se inibe de grandes sprints mesmo na parte final dos jogos. Um jogador que dá bastante profundidade ao flanco, capaz de desequilibrar a mais sólida das defesas. Faz do cruzamento uma das suas armas, criando situações de perigo constantes para as defesas adversárias.

Defensivamente, ainda com algumas lacunas próprias da idade, mas algo que seguramente irá ser ultrapassado com minutos nas pernas e uma voz de comando ao seu lado.

Acredito que esteja aqui mais um jogador “Made in Seixal” que venha a fazer as delícias dos adeptos encarnados. Não será fácil para qualquer jogador fazer esquecer Álex Grimaldo, mas acredito que o jovem lateral poderá ser uma hipótese a ter em conta. Depois de vários laterais esquerdos produtos da formação encarnada, casos de Pedro Amaral, Pedro Rebocho ou Yuri Ribeiro, temos em Nuno Tavares um jovem talento que finalmente poderá agarrar em definitivo um lugar na equipa principal que lhe permita ser uma opção válida no plantel.

Irá Nuno Tavares ser uma opção viável, numa provável saída de Grimaldo? Irá garantir um lugar na equipa de Bruno Lage? Iremos aguardar para ver.

Foto de Capa: SL Benfica

Nova época, novos desafios

São já poucos os dias que nos separam do início dos trabalhos na Invicta. Apesar da ausência de alguns jogadores, maioritariamente devido às competições internacionais de seleções que decorrem simultaneamente, o primeiro dia do mês de julho ficará marcado pelo reencontro de toda a estrutura azul e branca, com vista à preparação de uma nova época que, ao que tudo indica, trará inúmeros desafios ao FC Porto.

O primeiro desses desafios, inegavelmente um dos mais importantes, será assegurar a passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões, desafio esse que cada vez mais se aproxima e, consequentemente, exige uma equipa competitiva muito em breve. Com esse objetivo em mente, existe a necessidade de rentabilizar ao máximo os trabalhos de preparação para a época 2019/20, não só por meio de treinos, como também de “jogos amigáveis”.

Para garantir, novamente, a sua presença na fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto precisa de ultrapassar duas eliminatórias
Fonte: FC Porto

Nessa vertente é, a meu ver, fundamental o equilíbrio entre os chamados “jogos a feijões” e os encontros frente a formações de maior qualidade. De pouco valerá enfrentar colossos europeus nesta fase caso as rotinas dentro das quatro linhas não estejam consolidadas. E acaba por ser nesse sentido que os tais “jogos a feijões” acabam por ser importantes: neste tipo de partidas, a equipa consegue colocar mais facilmente em prática as ideias do treinador e instaurar a confiança no seio do grupo. A partir daí, há que almejar novos horizontes, há que se colocar à prova. E, portanto, os encontros frente a equipas espanholas, nomeadamente as formações do Real Bétis, de Sevilha, e do “europeu” Getafe CF, poderão ser bons testes aos comandados de Sérgio Conceição, juntamente com o encontro que ilustrará a apresentação a sócios e adeptos contra o AS Monaco, de Leonardo Jardim.

Apesar da ideia generalizada de que os resultados em jogos de pré-época não são importantes, a verdade é que é imprescindível ter uma equipa já próxima da alta rotação já no carregado mês de agosto: resultados positivos nestes jogos não só poderão catapultar o plantel para níveis de confiança e entrosamento altos, como também poderão deixar os adeptos com um aquele “gostinho” na boca e com o desejo de que os jogos a valer comecem o mais rápido possível.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Tunísia 1-1 Angola: Palancas Negras com (Dj)alma recuperam de desvantagem

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Angola e Tunísia empataram hoje a uma bola na primeira jornada do Grupo E da CAN 2019. No Suez Stadium, a Tunísia adiantou-se no marcador de grande penalidade na primeira parte, mas uma segunda parte dominadora dos Palancas Negras permitiu a Djalma estabelecer o empate final.

Nos 8 jogos disputados entre as duas seleções, Angola nunca conseguiu vencer a Tunísia. Talvez pelo peso da história, foram os tunisinos a entrar melhor no jogo e a conseguir mais posse de bola. Apesar desse domínio, a seleção do norte de África apresentava dificuldades em conseguir aproximar-se da baliza adversária.

Com o passar do tempo Angola foi crescendo e aos 20 minutos, muito bem lançado por Stélvio, Wilson Eduardo rematou com a bola no ar e ficou muito perto de inaugurar o marcador. Este lance teve o condão de pôr em sentido a seleção da Tunísia e de dar alento aos Palancas Negras. A seleção angolana atravessou um período em que conseguiu encostar o adversário às cordas, aproveitando bem o espaço disponível nas costas da defesa da Tunísia para alvejar a baliza à guarda de Ben Mustapha.

Angola estava melhor no jogo e rematava mais, mas acabou por ser a Tunísia a marcar. Após contra-ataque venenoso dos tunisinos, Paízo fez falta (algo desnecessária) dentro da sua área e Msakni marcou de grande penalidade o primeiro golo da partida. Aos 34 minutos a Tunísia inaugurava o marcador, num golo que surgiu algo contra a corrente de jogo, castigando um erro da defesa angolana.

Msakni marcou a grande penalidade de forma irrepreensível
Fonte: CAF

Para a segunda parte a seleção Angolana fez duas alterações, saindo Wilson Eduardo e Stélvio, para as entradas de Geraldo e Gelson Dala. Com estas alterações, Fredy desceu para o meio campo, o que acabou por se revelar uma decisão acertada, pois acabou por trazer mais critério e qualidade de passe à linha média dos Palancas Negras.

A seleção de Angola entrou muito forte no segundo tempo, assumindo a iniciativa do jogo e estando sempre muito perto da baliza adversária. Geraldo entrou bem no jogo, com diagonais vertiginosas da direita para o meio e utilizando o seu pé esquerdo para criar calafrios à defensiva tunisina. O avançado do Al-Ahly é claramente um dos jogadores a observar nesta CAN 2019.

O domínio acentuado dos Palancas Negras na segunda parte acabou por ser recompensado aos 73’, quando a seleção angolana chegou finalmente ao golo do empate. Após um primeiro remate de Mateus, Ben Mustapha defendeu para a frente e Djalma apareceu com oportunismo a finalizar na recarga, colocando justiça no resultado.

Até ao final, o jogo foi perdendo qualidade, com os jogadores a acusarem o cansaço e o forte calor que ainda se sentia. Angola deixou uma muito boa imagem neste primeiro jogo, mostrando ser uma equipa com muita alma, ao recuperar da desvantagem da primeira parte e conquistar os primeiros pontos no torneio. A Tunísia mostrou-se pragmática e eficaz, mas não conseguindo confirmar o favoritismo que tinha antes da partida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Tunísia: Ben Mustapha, Kechrida, Bronn, Meriah, Hadadi, Bedoui, Wahbi Khazri, Skhiri, Chaaleli (Sassi, 68’), Msakni e Naim (Badri, 79’).

Angola: Tony Cabaça, Bruno Gaspar, Massunguna, Paízo, Bartolomeu Bastos, Stélvio (Geraldo, 46’), Herenilson, Djalma, Mateus (José Macaia, 87’), Wilson Eduardo (Gelson Dala, 46’) e Fredy.