Início Site Página 11529

O inédito representante açoriano nos Nacionais

O GD Fontinhas é novo campeão dos Açores e mais uma prova de como a vida de um clube pode mudar de um momento para o outro. O clube da Praia da Vitória, da ilha Terceira, do arquipélago dos Açores, sagrou-se campeão após somar 62 pontos, mais oito que o principal candidato à subida e habitual representante nos nacionais dos Açores, o SC Lusitânia.

Desde cedo se percebeu que o GD Fontinhas tinha argumentos individuais e coletivos para surpreender e subir de divisão. Nos primeiros 14 jogos, a equipa somou 12 vitórias. Ao todo, foram 19 vitórias, quatro empates e três derrotas. Um registo que permitiu superar os grandes “tubarões” do futebol açoriano, como o já mencionado SC Lusitânia, mas também o C. Operário Desportivo, que, nas últimas épocas, até esteve no playoff de subida à Segunda Liga.

Num plantel recheado de açorianos, o GD Fontinhas conseguiu a perfeita simbiose entre irreverência e veterania. Apetrecharam o plantel com vários jogadores que já tinham experiência no Campeonato de Portugal, ao representarem os outros clubes da ilha, e formaram um grupo coeso que acabou por subir sem grandes alaridos, fixando-se no topo do campeonato dos Açores desde cedo.

Na próxima época, haverá um dérbi da Praia da Vitória: GD Fontinhas vs SC Praiense
Fonte: GD Fontinhas

Os “rubro-negros” nunca tinham passado do campeonato de ilha, ou seja, nunca tinham conseguido subir ao campeonato dos Açores (nos Açores, cada associação tem o seu campeonato, sendo que só quem sobe nesse campeonato, é que participa no campeonato dos Açores).

No entanto, em 2016/2017, conseguiram vencer o campeonato da associação de Angra de Heroísmo e subir pela primeira vez na sua história ao campeonato dos Açores. Em 2017/2018, garantiram a permanência sem qualquer tipo de sobressalto, deixando já crescer água na boca, no que toca aos resultados e exibições.

Foi então em 2018/2019, que confirmaram toda a sua qualidade e superiorizaram-se à concorrência. Importante destacar o técnico Francisco Faria, já com experiência de Campeonato de Portugal pelo SC Praiense e pelo SC Lusitânia, que assegurou a subida do campeonato da associação e do campeonato dos Açores, entrando para a história do clube, com um excelente trabalho realizado.

A época 2019/2020 será a época mais importante do GD Fontinhas. Com uma visibilidade que nunca teve, vão lutar pela permanência no futebol nacional. A nível de plantel, ainda não foi noticiada publicamente qualquer renovação ou qualquer reforço, sendo expectável que a principal missão desta direção seja segurar o mesmo grupo de trabalho das últimas épocas.

De qualquer das formas, avizinha-se uma época de emoções fortes para o clube.

 

Foto de Capa: GD Fontinhas

Alemanha 6-1 Sérvia (Sub-21): Alemães passeiam rumo às meias

A Alemanha cilindrou esta noite a Sérvia por 6-1 e está a apenas um ponto de garantir o acesso às meias-finais do Europeu Sub-21. Numa exibição de gala em Trieste, os germânicos demonstraram que o talento abunda nesta geração, tanto a nível individual como coletivo.

Alemães e sérvios chegaram a este jogo depois de terem obtido resultados distintos na 1ª jornada. A seleção da Alemanha venceu a Dinamarca por 3-1, ao passo que a Sérvia foi derrotada pela Áustria por 2-0.

Entrou melhor no jogo a Alemanha, inaugurando o marcador aos 16 minutos, após um primeiro aviso de Neuhaus aos 9’, que ficou a centímetros do golo após remate de meia distância. Richter foi então o autor do primeiro golo da noite, desviando subtilmente à saída de Radunovic, após excelente abertura de Öztunali.

A Alemanha mostrava-se bastante bem organizada taticamente, pressionando alto e bem, não deixando a Sérvia construir a partir de trás e obrigando-a a recorrer a um jogo mais direto, com poucos resultados práticos pois Jovic aparecia desacompanhado na frente.

Richter inaugurou o marcador com classe
Fonte: UEFA

Com a pressão alta e a eficácia característica do futebol alemão, os golos foram surgindo com naturalidade. O 2-0 chegou pelos pés de Waldschmidt, que concluiu uma excelente jogada coletiva que começou em Neuhaus e passou por Richter, antes do 10 alemão encostar para o fundo das redes. Sete minutos mais tarde, o mesmo Waldschimdt bisou no jogo, após grande jogada individual, ficando dúvidas quanto a uma eventual falta sobre Gajic no início do lance.

Na segunda parte, a Alemanha controlou confortavelmente o jogo e foi dilatando a vantagem. Da parte da Sérvia, Jovic, aos 53’ ainda assustou num remate à meia volta, mas foram os germânicos a voltar a marcar. Dahoud, aos 69’, colocou o resultado em 4-0 com um remate fantástico, após nova recuperação de bola do ataque da Alemanha.

O 5-0 chegou aos 80’, com Waldschmidt a assinar o seu hattrick no jogo graças a um remate forte à entrada da área. O golo de honra da Sérvia, o primeiro na competição, foi da autoria de Zivkovic, aos 85’, na conversão exemplar de uma grande penalidade. Mesmo em cima do apito final, Maier fez o 6-1, inscrevendo o seu nome da lista de marcadores com um remate sensacional de fora da área.

Vitória sem contestação da Alemanha, que se afirma, cada vez mais, como a mais forte candidata à vitória neste torneio. A seleção germânica tem muita qualidade a nível individual, mas também a nível coletivo, não tendo dado hipóteses à seleção sérvia. A equipa de Dorovic, por outro lado, tem qualidade a nível individual, mas a nível coletivo não consegue combinar todo esse talento.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Alemanha: Nübel, Henrichs, Klostermann, Tah, Baumgartl, Eggestein (Maier, 67’), Öztunali (Amiri, 46’), Dahoud, Waldschmidt, Richter (Nmecha, 74’) e Neuhaus.

Sérvia: Radunovic, Gajic, Milenkovic, Racic, Radonjic (Lutovac, 85’), Pantic (Randelovic, 46’), Jovic (Jovelijc, 69’), Zivkovic, Bogosavac, Babic e Lukic.

Nakajima-o mesmo desejo de sempre

0

Anos e anos sucessivos de contratações falhadas, de jogadores aquém das expectativas, de más opções para colmatar ausências. E talvez seja essa a grande explicação para a falta de conquistas. Depois de uma época de “quases”, de muitas conquistas que ficaram por conquistar, é hora de arregaçar mangas e reformular a equipa. Há saídas e entradas já confirmadas e, como vem sendo habitual, há suposições de possíveis reforços.

Um dos nomes falados recentemente é de Nakajima. O interesse que não vem de hoje e que já fez muita tinta correr na imprensa, mas foi um negócio que nunca chegou a ser consumado.

A grande motivação para este possível negócio é a eventual saída de Brahimi. O argelino termina contrato com o FC Porto no final deste mês e, não havendo para já plano de renovação, é uma grande perda para o plantel que perde um dos jogadores mais influentes. Apesar do estilo de jogo de Brahimi e Nakajima ser diferente, a verdade é que o japonês tem valências que se enquadram naquilo que os portistas precisam.

Nakajima num jogo em que representou a Seleção do Japão
Fonte: Portimonense SC

Nakajima tem apenas 24 anos e passou grande parte da carreira a jogar em emblemas japoneses. Mas na época 2017/2018 rumou à Europa para representar o Portimonense SC , clube pelo qual jogou um ano e meio, até se transferir para o Catar. Em Portugal realizou 47 jogos e marcou 15 golos, tendo inclusive marcado aos portistas e despertado o interesse de vários clubes, pela rapidez e técnica que exibia.

O interesse do FC Porto tornou-se mais evidente devido à insatisfação do japonês no clube atual, por não se adaptar ao país, ainda assim surgem outros problemas. A verba paga pelo Catar ao Portimonense e o valor avolumado que o jogador recebe são entraves ao negócio, mas a possibilidade de empréstimo ganha asas.

Apesar de todas as especulações, será importante avaliar também a vontade do jogador, mas é certo que já houve conversações e o negócio pode confirmar-se.

Para o FC Porto era uma aquisição que para além de necessária tinha tudo para ser acertada.

Foto de Capa: Portimonense SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Henry Cejudo: número 1 ou número 4?

0

No passado dia 9 Henry Cejudo tornou-se no quarto duplo campeão do UFC. O americano, que já era campeão de peso-pena, venceu Marlon Moraes e conquistou o título mundial de peso-galo. No final do combate afirmou que roubou o lugar como o número 1 no ranking pound for pound, o que significa que considera ser o melhor lutador do UFC neste momento. Estes rankings são a lista dos 15 melhores lutadores do UFC, que estejam em atividade, de qualquer categoria de peso. 

A verdade é que Henry Cejudo saltou para o número 4 deste ranking, atrás de apenas Khabib Nurmagomedov, Jon Jones e Daniel Cormier. Classificação justa, ou será que é mesmo o melhor lutador do UFC? Vamos analisá-lo.

Henry Cejudo é duplo campeão no UFC
Fonte: UFC

Cejudo tem um recorde profissional de 15 vitórias e duas derrotas. Chegou ao UFC em 2014 e, depois de quatro vitórias seguidas, perdeu um combate de título contra Demetrious Johnson. Perdeu uns meses depois novamente, desta vez frente a Joseph Benavidez. Desde então que somou cinco vitórias consecutivas. 

Tornou-se campeão mundial de peso-mosca ao derrotar Demetrious Johnson na desforra. Cejudo não era favorito neste combate porque Johnson vinha de 11 defesas de título consecutivas. Mesmo assim, Cejudo conseguiu vencê-lo por decisão unânime e chocar o mundo. 

Defendeu o seu título pela primeira vez contra TJ Dillashaw. Não era novamente favorito, muita gente considerava que Dillhashaw ia ter uma noite fácil pois era, na altura, o campeão de peso-galo e vinha de quatro vitórias dominantes. No entanto, Cejudo nocauteou-o em 32 segundos.

Decidiu então subir uma categoria de peso e enfrentar Marlon Moraes pelo título de peso-galo, que estava livre. Com um tornozelo torcido, e depois de um primeiro round avassalador de Moraes, Cejudo conseguiu recuperar e vencer por KO técnico no terceiro round. 

Resumidamente, para além de ser duplo campeão Cejudo já derrotou alguns dos melhores lutadores da atualidade e fê-lo de forma dominante. Mas será que isto é suficiente para ser considerado o melhor lutador pound for pound do UFC? Vou analisar a competição.

No terceiro lugar do ranking está o atual campeão de peso-leve Khabib Nurmagomedov. Com um recorde de 27-0, o russo é considerado dos lutadores mais dominantes da história. Especialista na arte marcial sambo, é conhecido por ou levar os adversários ao chão e pressioná-los imenso com o seu ground and pound ou procurar a submissão. O grande defeito que colocam a Khabib é não ter um strike muito bom. No entanto, já derrotou grandes strikers como Michael Johnson, Edson Barboza e Conor McGregor. Pela forma como dominou todos os adversários, como nunca perdeu nenhuma ronda, e por estar invicto na carreira profissional, considero que Khabib é o terceiro melhor lutador do UFC.

Khabib Nurmagomedov está atualmente invicto
Fonte: MMA Fighting

No segundo lugar vem Jon Jones, campeão mundial de peso-meio pesado. Nem é preciso dizer muito sobre Jones, pois não? Com um recorde de 24-1 apenas perdeu por desqualificação, quando deu uma cotovelada ilegal a Matt Hamill (que estava a ser dominado por Jones).

Sair ou não sair, eis a questão!

João Félix era, há um ano, uma promessa do SL Benfica. Hoje, é uma certeza do futebol mundial! Nada ingénuos, os ditos “gigantes” europeus tomaram consciência de tal e um punhado deles está, pelas informações veiculadas por meios de comunicação social portugueses e internacionais, disposto a avançar para a contratação do jovem avançado. Ou, pelo menos, tentar.

E tentar, por si só, já não será fácil. Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, aparenta tomar uma posição de intransigência: João Félix só sai pelo valor da cláusula, ou seja, 120 milhões de euros. Um número assustador, mas comportável para clubes como Real Madrid FC, Atlético Madrid, Manchester City FC, Manchester United FC ou Juventus FC. Porquê estes exemplos? Porque são estes os clubes com quem a comunicação social mais tem casado – e divorciado, diga-se – João Félix. Ao que tudo indica, é o Atlético de Madrid que segue na linha da frente, estando a confirmação oficial iminente.

Ainda assim, e pese embora o poderio financeiro dos referidos clubes (Real Madrid e Manchester United são dois dos três clubes mais ricos do mundo), estes demonstram alguma reticência em colocar tão avolumado valor na mesa de Luís Filipe Vieira, tentando baixar a fasquia definida pelo líder benfiquista. Perguntam-se ainda, calculo eu, se João Félix valerá 120 milhões de euros. Vale?

O mercado é subjetivo e, por vezes, especulativo. Como tal, é difícil afirmar, convictamente, que Félix vale esse dinheiro (seria a terceira maior venda do futebol mundial – em termos apenas e só numéricos). Seria caro? Talvez, mas o que é bom é caro e João Félix é bom (isso, sim, é claro e objetivo). Na sua primeira época como sénior e com 18/19 anos, apontou 20 golos (15 no campeonato, que ajudou a conquistar) e deu 11 aos companheiros. Participou, de forma direta, em 31 golos, num total de 43 jogos.

Números que valem por eles mesmos, mas que são ainda mais reveladores da qualidade do viseense quando comparados com os de Cristiano Ronaldo (um dos maiores expoentes do futebol português), que completou a primeira época de sénior com menos um ano de idade, onde marcar golos não era a sua função primordial no Sporting. Como tal, a comparação vale o que vale. Mas vale!

Na sua primeira época, o futebolista da Juventus (então jogador do Sporting CP) apontou cinco golos. Para chegar aos 20, Ronaldo precisou de três temporadas (duas ao serviço do Manchester United FC). E só na sua quinta temporada enquanto sénior alcançou a marca dos 20 golos numa época (23 golos ao serviço dos ingleses em 2006/07).

João Félix vestiu a camisola principal do SL Benfica em 43 ocasiões na época de estreia
Fonte: SL Benfica

Os golos deixam transparecer algumas das características de João Félix: capacidade de finalização (dentro ou fora da área, com os pés ou com a cabeça, com ou sem pressão do adversário, de primeira ou com receção, à primeira ou na recarga), frieza, posicionamento dentro da área e movimentações na procura da bola ou do espaço em que esta vai cair que o fazem parecer cinco anos mais experiente. As assistências revelam outras: noção do posicionamento e da movimentação dos colegas, excelência no passe (curto e longo) e leitura de jogo. No entanto, João Félix destaca-se (da grande maioria dos futebolistas mundiais) pela capacidade de decisão.

O internacional português decide bem no momento do último passe (se este for endereçado a Seferovic talvez não seja o último – sim, é uma crítica à esporádica falta de capacidade para finalizar uma jogada do internacional suíço) e da finalização. Decide bem quando acelerar ou abrandar o jogo (ainda que, à semelhança de Messi e Bernardo Silva, o jogo aparente abrandar quando a bola chega aos seus pés – mas, com uma decisão, Félix salta vários passos no processo ofensivo e a jogada decorre num ápice). Decide bem que espaços ocupar e que terrenos pisar.

Os benfiquistas esperam agora que o prodígio formado no Caixa Futebol Campus decida bem o seu futuro. E a verdade é que, pelas informações veiculadas e depois de 13 golos com o pé direito, quatro com o pé esquerdo e três com a cabeça, é (curiosamente) nas mãos de João Félix que está a decisão do seu futuro. Talvez a mais importante da sua carreira.

De um lado, a adoração dos adeptos, a continuidade num projeto que já conhece e do qual é parte vital, a possibilidade de crescer com a menor pressão possível e com uma estrutura que acredita nas suas capacidades imediatas e a grande probabilidade de ser “a” estrela da equipa. Do outro, o dinheiro, a maior probabilidade de alcançar a fama e a glória europeias (do ponto de vista coletivo), um campeonato melhor e de maior visibilidade e a possibilidade de partilhar o balneário com ídolos e craques (Eden Hazard, Bernardo Silva ou… Cristiano Ronaldo).

Sair após uma época não resultou para Renato Sanches. Mas resultou para Cristiano Ronaldo. Não há uma fórmula correta e universal. Terá que ser João Félix a decidir se sai ou não sai. E essa… é “a” questão.

Foto de Capa: SL Benfica

Fuglsang vence Critérium du Dauphiné e Froome está fora do Tour

A 71ª edição do Critérium du Dauphiné, prova que antecede o Tour, apresentava bastantes durezas. A competição começou com uma etapa, que já apresentava algumas dificuldades a nível de subidas. Uma primeira categoria, uma quarta categoria, uma terceira e duas segundas. No entanto, o final era plano, sendo o final ideal para aqueles sprinters que passam bem a montanha. Edvald Boasson Hagen como um dos nomes fortes, arrebatou a sua terceira vitória da temporada e a camisola amarela, sendo que a sua equipa leva apenas quatro triunfos esta época.

No segundo dia, a etapa foi muito movimentada e com isso a fuga acabou por vingar. No final das contas, restavam apenas Dylan Teuns (Bahrain-Merida) e Guillaume Martin (Wanty-Gobert) para decidir quem iria ganhar. O belga Dylan, foi quem levou a melhor num sprint esforçado, vindo de trás, conseguindo ultrapassar o francês mesmo nos metros finais. Teuns assumia assim a liderança da geral, com três segundos para o seu colega de fuga, Guillaume Martin. Nos favoritos, Jakob Fuglsang foi quem liderou o grupo na chegada, juntamente com Pinot, Woods, Quintana, Yates e Froome.  No entanto, Daniel Martin, Kruijswijk, Buchmann, Bardet e Porte já perdiam 31 segundos para os mais diretos rivais.

A terceira etapa, era uma, das poucas oportunidades que os sprinters dispunham. A equipa da Bora-Hansgrohe trabalhou bem durante toda a etapa e conseguiu levar Sam Bennett à vitória. Já leva sete vitórias nesta temporada, o ciclista irlandês. Após um grande trabalho de Shane Archbold, a vitória acabou por surgir de forma autoritária. Teuns manteve a liderança da geral no final do dia. Nesta etapa, os portugueses Rúben Guerreiro e Nélson Oliveira desistiram, o primeiro devido a queda (vai ficar de fora do Tour de France) e o segundo devido a doença.

No dia seguinte, a manhã começa com a notícia de uma queda de Chris Froome num reconhecimento de percurso, do contrarrelógio. O britânico acabou por cair tendo fraturado o fémur e assim o principal candidato à vitória no Tour, vai ficar de fora da prova, sem saber quando irá voltar à competição. Numa descida técnica, Froome terá retirado uma mão do guiador e uma rajada de vento levantou a roda dianteira da sua bicicleta, acabando por atirá-lo contra uma parede de uma casa que estava por perto. A queda registou-se a mais de 50 km/h.

O contrarrelógio individual tinha uma fase inicial em subida e a segunda parte era em ligeira descida/plano. O trajeto realizou-se na localidade de Roanne, num total de 26.1km. A vitória acabou por surgir a um estreante a ganhar no World Tour, de seu nome, Wout Van Aert. Fez um tempo estonteante, tendo feito menos 31 segundos que Van Garderen (segundo lugar) e menos 47 segundos que Dumoulin (terceiro lugar)! Foi uma surpresa claramente, visto que havia nomes de luxo no que toca ao contrarrelógio. Adam Yates passou para a frente na geral, com quatro segundos de vantagem para Teuns e seis segundos para Van Garderen.

Wout Van Aert voou para a vitória no contrarrelógio
Fonte: Team Jumbo-Visma

Na etapa cinco, com um final novamente complicado para os sprinters, houve mais uma surpresa no final do dia. Só que a novidade foi dada pelo belga Van Aert, outra vez! O homem da Jumbo-Visma bateu com autoridade Sam Bennett e Alaphilippe ao sprint! No início do ano dava-se por Van Aert, como um ciclista de clássicas, agora já ganha contrarrelógios e sprints em provas WT… Que menino prodígio que esta equipa holandesa tem nas suas fileiras! No final do dia, o britânico Yates manteve a liderança da prova, Van Aert subiu quatro lugares na geral e estava agora na quinta posição.

Na sexta etapa, tivemos a vitória de um dos homens da temporada! Uma fuga bem sucedida, em que no final restavam Alaphilippe (QuickStep) e Muhlberger (Bora-Hansgrohe), ao sprint, o francês acabou por levar a melhor. Já leva dez vitórias nesta temporada! A juntar à sua vitória na etapa, acabou por subir ao primeiro lugar na geral da montanha. Na geral, Yates defendeu facilmente a sua liderança, enquanto que Van Aert caiu de quinto para a 34.ª posição.

Argentina 1-1 Paraguai: Albiceleste volta a desiludir na Copa América

Não foi desta que Lionel Messi e companhia alcançaram a primeira vitória na Copa América deste ano. Em mais um encontro muito pouco conseguido por parte dos argentinos, a formação de Lionel Scaloni não foi além de um empate por 1-1 com o Paraguai.

A Albiceleste até começou melhor a partida, mas notava-se alguma ansiedade nos argentinos em fazer chegar a bola a Messi. Já os paraguaios iam correndo atrás do esférico e eram obrigados a ser mais impetuosos na abordagem aos lances.

Os minutos passavam, com o perigo longe de ambas balizas, até que a primeira oportunidade de golo surgiu à meia hora de jogo: contra-ataque rápido da Albirroja e Derlis González atirou uns centímetros ao lado do poste esquerdo de Armani.

O aviso paraguaio estava dado e a confirmação acabou mesmo por chegar, aos 37 minutos: Almirón meteu a sexta no corredor esquerdo e assistiu Richard Sánchez, que fez o 1-0 para o Paraguai. A Argentina ia para o intervalo em desvantagem no Mineirão.

Em Belo Horizonte, o Paraguai ia para o intervalo a vencer a Argentina por 1-0
Fonte: Asociación Paraguaya de Fútbol (APF)

No início do segundo tempo, Scaloni decidiu colocar Kun Agüero em campo e a alteração acabou por surtir efeito. Aos 52 minutos, o avançado do Manchester City FC viu bem Lautaro Martínez e El Toro atirou à barra; após a consulta das imagens do VAR, o árbitro entendeu que o remate é desviado pela mão de Piris e apontou para a marca de grande penalidade; dos 11 metros, Messi não facilitou e reestabeleceu a igualdade.

Cinco minutos após assinalar penálti na área paraguaia, Wilton Sampaio não deixou a entrada de Otamendi sobre Derlis González passar em branco do lado contrário. No frente-a-frente com o extremo do Santos FC, Armani adivinhou o lado escolhido pelo paraguaio e efetuou uma grande defesa.

Até ao apito final, o futebol apresentado ficou muito aquém das expectativas e o resultado manteve-se inalterado. Para seguir até aos quartos-de-final da competição, a Argentina precisa agora de uma vitória frente ao Qatar no último jogo do Grupo B, e ainda que o Paraguai não vença a Colômbia.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Argentina: Armani, Casco, Pezzella, Otamendi, Tagliafico; Pereyra (Agüero, 45’), Lo Celso, Paredes, de Paul (Suárez, 87’); Messi, Martínez (Di María, 67’).

Paraguai: Fernández, Piris, Gómez, Alonso, Arzamendia; Sánchez, R. Rojas, González (Escobar, 90’), M. Rojas, Almirón (Ortiz, 87’); Santander (Romero, 72’).

Leões portugueses no Mundial de sub-20

0

Infelizmente, a seleção portuguesa de sub-20 não foi além da fase de grupos do Campeonato do Mundo que decorreu na Polónia. Ainda assim, importa olhar um pouco para a prestação dos atletas do Sporting CP na competição.

Primeiramente, é preciso escrever, e não digo mentira nenhuma, que Portugal não teve uma boa prestação. Curiosamente, o único jogo que venceu foi contra a Coreia do Sul, equipa que acabaria por chegar à final, sendo derrotada pela Ucrânia por 3-1. A equipa orientada por Hélio Sousa não soube aproveitar a mina de talentos que tinha à disposição. O futebol praticado era previsível, maioritariamente das vezes focado para as laterais e com cruzamentos para a área, com pouco aproveitamento do corredor central.

Miguel Luís foi o jogador leonino que mais tempo atuou. Formou, nos seus dois jogos, o tridente de meio-campo, juntamente com Florentino e Gedson. Teve uma prestação cinzenta em ambos os jogos, onde nunca demonstrou qualidades que merecessem a titularidade. Todos sabemos que o jovem médio é um jogador de equilíbrios, que nunca aparece muito no jogo, deixando os seus colegas talentosos brilhar, mas a verdade é que não fez uma única ação de registo. Contudo, considero que Miguel Luís depende muito da performance da equipa onde se insere. Se a equipa estiver bem, o jogador estará bem. Neste caso, a seleção esteve mal, e o jovem médio não se conseguiu destacar.

O jovem médio foi o leão mais utilizado por Hélio Sousa
Fonte: Sporting CP

Therry Correia alinhou apenas no último jogo, frente à África do Sul, que daria empate e eliminação da competição. Não realizou um mau jogo, ainda que não tenha sido também fulgurante nas suas ações. Ainda assim, penso que é um jogador que Keizer deve manter debaixo de olho. Numa altura em que se parece viver uma crise na lateral direita do clube, pode estar na própria Academia de Alcochete uma das soluções para este problema.

De mencionar ainda Luís Maximiliano, que não realizou qualquer minuto na competição, mas que ficou a saber que, em princípio, será o número 2 da baliza leonina na época que se avizinha. Isto demonstra bem a confiança que a estrutura do Sporting CP tem no seu potencial, até porque há já alguns anos tem vindo a treinar com a equipa sénior dos leões.

Concluindo, nenhum dos jogadores da cantera leonina se destacou, mas o mesmo se pode dizer de praticamente todos os jogadores convocados por Hélio Sousa. Foi uma prestação pobre de Portugal, a quem se exigia muito mais do que aquilo que foi feito. Esperemos que sejam tiradas as devidas ilações e se procure melhorar. Até porque perder também faz parte da formação. Esta geração poderá ter muito futuro, disso não há dúvidas. É aguardar.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma estrela que ainda cintila

0

Chegou à Luz no dia 12 de Setembro de 2014.

Estreou-se no dia 5 de Outubro de 2014 e no mesmo dia marcou o seu primeiro golo pelo SL Benfica e em pleno Estádio da Luz.

Um história com 183 jogos, 137 golos e 42 assistências.

Este é Jonas. Ou melhor. Este é um pequeno apontamento do que é Jonas. Números, jogos, golos e até assistências. São só uma bonita mas redutora imagem deste génio.

5 épocas de águia ao peito. Muito brilho daquele que tem sido a maior estrela a dançar pelos relvados da Luz.

Jonas é talento, Jonas é golo, Jonas é visão, Jonas é entrega, Jonas é personalidade, Jonas é professor, Jonas é adepto, Jonas é entrega, entrega à camisola, ao símbolo que carrega no peito. Jonas é genial.

Agora, com 35 anos, os problemas físicos agravam-se e as lesões tornam-se mais recorrentes e limitativas. E depois de uma época onde foi determinante na pior fase do SL Benfica e quase ausente na melhor fase, muito se tem falado sobre a possibilidade de Jonas se retirar, de colocar um ponto final no belo poema que tem escrito de bola no pé e águia ao peito.

Jonas é importantissímo para o Benfica, para a consolidação de uma nova afirmação perante a tentativa de recuperação do FC Porto. Jonas faz do SL Benfica uma força ainda mais impactante. Seja a 100%, a 80% ou a 60%. Seja como titular indiscutivel ou suplente de luxo.

“Jonas é talento, Jonas é golo, Jonas é visão, Jonas é entrega, Jonas é personalidade, Jonas é professor, Jonas é adepto, Jonas é entrega, entrega à camisola, ao símbolo que carrega no peito. Jonas é genial”
Fonte: SL Benfica

Cabe ao departamento médico do SL Benfica perceber o quanto limitado está o craque brasileiro. E cabe a Jonas perceber se ainda se sente capaz de dar o seu contributo ao Sport Lisboa e Benfica nos relvados. Mesmo limitado, se o jogador se sentir capaz e o departamento médico o der como apto, o lugar de Jonas é no plantel do SL Benfica para 2019-20.

Jonas necessita de tempo para passar a batuta. A sua importância no relvado, nos treinos e no balneário é inequivoca. Ensinar os novos jogadores, motivar todos aqueles que estão consigo, apoiar o treinador e espalhar o seu génio pelos relvados sempre que assim for possível e necessário.

Se estivermos perante um cenário sem retorno, um cenário de impossível continuidade, que se mantenha por perto, que Jonas fique pelo menos esta época junto da equipa técnica, junto do plantel, junto dos adeptos benfiquistas.

Jonas merece mais um ano de SL Benfica. Merece despedir-se nos relvados, em festa por mais um título. E o SL Benfica merece mais um ano de Jonas, do seu talento e da sua paixão.

Foto de Capa: SL Benfica

Porque eu só estou bem… aonde eu não estou

“Talvez seja uma boa altura para experimentar um novo desafio”.

No já revolto mar da sua vida profissional, foram estas as palavras de Paul Pogba à Reuters que agitaram as águas internacionais. De férias na capital do Japão, o francês de 26 anos justificou e legitimou a sua vontade de rumar a outras paragens com a sua melhor época em Manchester desde que regressou, em 2016.

Mas terá sido mesmo a época que findou a melhor desde que retornou ao palco do “Teatro dos Sonhos”? Vejamos:

Embalado pelo título de campeão mundial de seleções, torneio onde esteve em clara evidência no meio-campo dos gauleses, o gigante francês ficou a um jogo da meia centena e apontou 16 golos, um recorde pessoal.

Contudo, o risco inerente de olhar apenas aos números, leva-nos a fazer uma retrospetiva do que foi o seu desempenho ao longo dos muitos minutos que somou com a camisola dos “Red Devils”.

A nível coletivo, a temporada do histórico emblema inglês esteve longe de ser brilhante, ainda que para os mais otimistas a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões possa atenuar o desastre interno, que culminou no 6.º lugar da Premier League, atrás de todos os adversários diretos.

Não obstante, Paul Pogba exibiu um compromisso para com a equipa durante os jogos que até então ainda não se tinha visto. A disputa de lances aéreos, a ida ao chão e ao choque, as constantes correções de poscionamento aos colegas de setor e o esgar de desalento nas derrotas deixavam antever uma mudança no espírito competitivo de um jogador ímpar.

À pujança física, o francês de ascendência guineense (Guiné-Conacri) junta-lhe uma agilidade incomum para tamanha estatura e uma qualidade técnica pouco vista em alguém com este perfil. De cariz mais ofensivo, tanto aparece a finalizar, como no último passe. Defensivamente competente, rapidamente vira o jogo em passe longo ou em movimentos de rutura, onde é quase impossível pará-lo quando embalado.

Se não restam dúvidas quanto à sua qualidade e utilidade num clube carenciado como é este United, sobram interrogações respeitantes à sua controversa personalidade fora de campo.

Dos penteados aos outfits extravagantes, vários têm sido os momentos em que o mais novo de três irmãos futebolistas tem dado nas vistas para lá da bancada.

Fonte: UEFA

2012 assinala, provavelmente, o primeiro momento polémico na sua carreira, quando forçou a saída para a Juventus FC, conseguindo rumar a Turim a custo 0, algo que, na altura, revoltou de sobremaneira Sir Alex Fergunson, treinador que o recebeu quando chegou do Le Havre FC, com apenas 16 anos.

Aos títulos de Golden Boy em 2013 e de melhor jogador jovem do Mundial no Brasil em 2014, o promissor médio ia juntando troféus coletivos e assumindo-se como referência numa equipa que contava com estrelas do calibre de Buffon, Chiellini, Bonucci ou Pirlo.

Itália recebeu-o ainda menino e vi-o sair homem feito, com um currículo recheado de conquistas internas e tendo atingido a final da Liga dos Campeões em 2015. De lá para cá, algum futebol e muita… polémica.

Numa altura tão fértil em rumores como a silly season, as declarações de Pogba vieram escancarar a janela já por si entreaberta de uma eventual transferência.

Juventus FC, de onde saiu a troco de 105 M €, e Real Madrid FC afiguram-se, neste momento, como os mais fortes destinos para o irreverente médio.

Se o futuro a Mino “Deus” Raiola pertence, a profecia de Variações é evidente.

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar a minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Estou Além – António Variações

Foto de Capa: FIFA