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AFC Ajax: A melhor fase de um ciclo vicioso

Anteriormente, escrevi um texto sobre o Ajax. Nesse artigo, disse: “Longe vão os tempos de Marco Van Basten, Frank Rijkaard e dos irmãos De Boer. Ainda mais longe está a era de Johan Cruyff e do «futebol total». Mas será que os adeptos do principal clube de Amesterdão ainda podem sonhar com um regresso à ribalta do futebol europeu? O panorama atual sugere que não”. Hoje, cinco dias depois de os holandeses carimbarem a sua passagem às meias finais da Liga Dos Campeões, o “panorama” de que falava parece estar ultrapassado. Ainda assim, há problemas – presentes e futuros – que se mantêm.

Primeiro que tudo, há que dar os parabéns ao AFC Ajax. Porque o sucesso de que desfrutam agora é fruto de um trabalho muito difícil. Um trabalho que vem por ciclos. Continuando com os paralelismos com o artigo de 2018, nele também escrevi: “o Ajax descobre, desenvolve e vende”. Este modelo, utilizado nas últimas duas décadas pelo emblema de Amesterdão, já deu muitos desgostos aos adeptos, nomeadamente nas fases transitórias, como foi o caso da época passada. A venda de jogadores como Davinson Sànchez e Davy Klaasen deixara o Ajax numa posição complicada, com jovens como Mathijs De Ligt e Frenkie de Jong, ainda no pico da adolescência, a verem-se obrigados a assumir as rédeas do plantel. A campanha europeia foi longe de memorável, e no campeonato viram o rival PSV Eindhoven a conquistar facilmente o título.

Mas, no meio da desilusão, os previamente referidos De Jong e De Ligt deram os seus primeiros passos no plantel principal. O mesmo sucedeu com Andre Onana e Donny Van De Beek. O clube percebeu que a época 2017/2018 teria, inevitavelmente, de ser sacrificada, para poder construir a fundação do que se vê hoje. David Neres, extremo brasileiro que brilhou na segunda mão dos oitavos de final contra o Real Madrid CF, foi contratado no verão de 2017 e foi outro jogador que, apesar de uma boa primeira campanha, só se ambientou verdadeiramente aos ares holandeses em 2018. As contratações de Daley Blind e Dusan Tadic, dois jogadores que passavam despercebidos na Premier League, revelaram-se golpes de génio. Por menos de 30 milhões, o Ajax ganhou experiência numa defesa ainda muito verde e magia num ataque que acabara de perder a pérola Justin Kluivert para a AS Roma.

Segundo o Transfermarkt, esta foi apenas a segunda época nas últimas dez em que a balança comercial do emblema holandês foi negativa. Mas o clube soube quando e como gastar. A direção foi inteligente, soube reforçar-se e, mais importante que tudo, nunca abdicou dos seus princípios de jogo, que já vêm desde os tempos em que um tal de Johann Cruyff, que agora dá o nome ao estádio do Ajax, chegou ao clube. Erik Ten Hag, atual treinador, não mete apenas os seus jogadores a ganhar: mete-os a jogar bem. Contra Juventus FC e Real Madrid, não vimos uns miúdos acanhados, a tentar encontrar um contra ataque sortudo. Vimos homens a encarar o adversário de igual para igual, a arriscar em situações de um para um, a saber gerir a posse de bola e a procurar o golo sem reservas. De Ligt, que acabou o liceu há menos de um ano, não teve medo de subir à área e cabecear no meio de uma defesa com Giorgio Chiellini e Leonardo Bonnuci.

Mas há que olhar para o fim do artigo escrito em fevereiro do ano passado para conhecer um lado mais negro deste ciclo de descobrir, desenvolver e vender. Em alusão à final da Liga Europa de 2017, que o AFC Ajax perdeu contra o Manchester United FC de José Mourinho, escrevi: “se a excelente campanha na edição passada da Liga Europa devolveu alguma esperança aos adeptos, ver alguns dos seus melhores jogadores dessa época serem caçados pelos tubarões deu aos fãs do clube um deprimente reality-check”.

Este cenário, que corresponde à pior fase do ciclo, pode muito bem repetir-se na próxima época. Frenkie De Jong já tem acordo para rumar ao FC Barcelona neste verão e De Ligt é constantemente assediado pelos gigantes da Europa do futebol. O mesmo sucede com Van De Beek e mais três ou quatro elementos do Ajax. Assim, quem sabe o que estaremos a escrever sobre este clube no ano que vem.

Ao que tudo indica, o ciclo irá repetir-se, mas um investimento cuidado na formação e na contratação de jogadores verdadeiramente importantes para o plantel pode salvar o emblema de Amesterdão. Mesmo que a Europa agradeça os talentos que a academia De Toekomst (“O Futuro”) produz, será certamente desapontante para os adeptos ver jogadores da casa a sair constantemente do seu clube, para brilhar lá fora.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

Portugal 3-2 Itália: Sgaria brilhou, mas Portugal está na final

Menos de 24 horas depois de ter defrontado a Espanha, Portugal regressou à pista do Salle Omnisports em Montreux para lutar pela passagem à final da Taça das Nações. Pela frente uma jovem seleção de Itália que jogou ao seu velho estilo, procurando aproveitar o erro português e explorar os contra-ataques.

Num encontro onde o cansaço do duelo com Espanha se fez sentir, a formação portuguesa sentiu dificuldades para vencer o conjunto italiano, que demonstrou bastante potencial, por 3-2.

A arranque do jogo não foi tão espetacular como o de outros, com ambas as seleções a optarem por ataques mais longos e, por algumas vezes, em stickadas de meia distância.

Perto dos cinco minutos, a partida começou a subir de nível e após alguns lances de contra-ataque para cada lado, foi Portugal a quase ter conseguido marcar por duas situações. Primeiro, na sequência de uma jogada coletiva, João Rodrigues stickou à barra e momentos depois, Gonçalo Alves, com muito espaço à sua disposição, com uma stickada ao travessão da baliza de Sgaria.

Com um maior controlo sobre o encontro, Portugal comandava as operações, enquanto que o conjunto transalpino procurava responder em transições rápidas. À passagem dos sete minutos, a seleção portuguesa beneficiou de uma grande penalidade. Gonçalo Alves, que havia estado com pontaria até então, acabou por permitir a defesa de Sgaria. Na recarga, nem ele ou João Rodrigues conseguiram finalizar.

Os comandados de Renato Garrido continuavam a colecionar oportunidades e a cerca de oito minutos e meio, Gonçalo Alves voltou a desperdiçar uma enorme chance para fazer o primeiro. A nível defensivo, o conjunto português não estava a dar hipótese, impondo uma pressão muito alta, o que dificultava a ligação do jogo italiano.

Sempre com mais intensidade e dinamismo, Portugal construía jogo à procura do golo da vantagem. Contudo, a faltarem dez minutos para o intervalo, quem esteve quase a marcar foi a Itália que, através do stick de “Checco” Compagno, viu o esférico bater na barra da baliza de Nélson Filipe. Pouco depois, numa bola recuperada por Hélder Nunes, Jorge Silva ficou muito perto de fazer o primeiro. Todavia, Sgaria deu dois passos à frente e impediu o golo do artilheiro da Oliveirense.

A cerca de sete minutos da pausa, uma desconcentração defensiva da seleção portuguesa quase resultou no golo transalpino. No entanto, Nélson Filipe conseguiu levar a melhor num frente-a-frente diante de Samuele Muglia. Momentos depois, no seguimento de grande oportunidade de golo, Hélder Nunes enrolou a bola ao poste.

Na sequência de um contra-ataque de três para dois a favor de Portugal, a três minutos do intervalo, Elia Cinquini viu um cartão azul devido a uma falta sobre Gonçalo Alves. No respetivo penalti, pois a infração foi feita no interior da área italiana, desta feita o jogador do Porto não falhou e com uma stickada rasteira junto ao poste esquerdo, fez o 1-0. Volvidos alguns instantes, João Rodrigues viu um cartão azul em virtude de uma falta sobre Checco Compagno. O próprio, especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e restabeleceu a igualdade.

Terminada a primeira parte, o marcador indicava um empate a 1-1 entre Portugal e Itália. Resultado injusto por tudo aquilo que os jogadores portugueses haviam feito, mas que demonstrava a falta de eficácia/acerto no que diz respeito ao penalti desperdiçado e ás bolas enviadas aos ferros. A jogar no erro do conjunto ibérico, a formação transalpina aproveitou o livre-direto de que dispôs para marcar, devendo ainda um agradecimento ao seu guarda-redes, Bruno Sgaria e aos postes da sua baliza.

Gonçalo Alves foi um dos jogadores mais perigosos da seleção portuguesa, enviando várias bolas aos postes da baliza de Bruno Sgaria
Fonte: Coupe des Nations

O lance inaugural da segunda parte quase resultou em golo português, mas a defensiva italiana não foi na cantiga de Hélder Nunes e João Rodrigues.

Mais remetida à defesa, não avançando muito mais além da linha de três pontos do basquetebol, a Itália procurava explorar o contra-ataque e foi assim que Muglia quase marcou. Porém, Nélson Filipe manteve a baliza portuguesa fechada a sete chaves. Portugal, por outro lado, continuava em busca do golo, mas as redes de Sgaria permaneciam invioláveis.

Sempre com ataques mais longos, a Itália conseguia deter algum do controlo do jogo e diminuir a intensidade do mesmo. Estando sempre atenta a possíveis erros da seleção portuguesa, que aparentava estar a quebrar fisicamente, muito provavelmente, em virtude do esforço despendido na véspera contra a Espanha.

Em cima da marca dos trinta e nove minutos da partida, bela movimentação coletiva de Portugal e Rafa, com todo o espaço do mundo, disparou um míssil que só parou no fundo da baliza transalpina. Estava feito o 2-1. Pouco depois, o terceiro ficou a milímetros, visto que Jorge Silva não conseguiu desviar um passe de Henrique Magalhães. No seguimento do lance, a Itália quase chegou ao empate, mas Nélson Filipe não o permitiu.

A perder e com a passagem à final em causa, a Itália subiu linhas e passou a ser mais objetiva no ataque, não tendo necessitado de muitas oportunidades para marcar. Assim, a seis minutos do fim, falha de marcação da defesa portuguesa e Davide Banini, servido por Davide Gavioli, fez o 2-2. Momentos depois, Checco Compagno, totalmente isolado, ficou perto de fazer o terceiro. No desenrolar da jogada, o próprio cometeu a 10ª falta transalpina. No respetivo livre-direto, Hélder Nunes tirou Sgaria do lance, mas enrolou a bola ao poste direito.

A faltarem quatro minutos para se jogar, nova boa movimentação ofensiva da seleção portuguesa e Jorge Silva, sozinho ao segundo poste, disse sim a um passe de Hélder Nunes, assinando o 3-2. Um minuto mais tarde, uma iniciativa individual de Rafa terminou numa falta no interior da área italiana. João Rodrigues, o capitão de Portugal, assumiu a marcação do penalti, mas acabou por stickar ao lado.

Na frente e mais experiente, a formação portuguesa passou a gerir o encontro, atacando apenas pela certa, tendo tido oportunidades para “matar” o encontro, mas Sgaria manteve a Itália bem viva.

Concluída a partida, Portugal venceu a Itália por 3-2 e tornou-se na primeira seleção a qualificar-se para a final da edição de 2019 da Taça das Nações. Resultado justo pela superioridade que a seleção portuguesa apresentou nos primeiros vinte e cinco minutos, mas, sobretudo, por ter sido o conjunto que mais procurou vencer.

Jogando melhor ou pior e mais ou menos cansados, os comandados de Renato Garrido conseguiram responder de modo positivo aos sustos defensivos e alcançar os golos que permitiram a passagem ao jogo de todas as decisões. A formação italiana, também, demonstrou qualidade, mas poderia ter aproveitado melhor o desgaste físico apresentado pela equipa lusitana.

Nos outros jogos do dia 4 da competição, no que diz respeito ao apuramento do 5º ao 8º lugar, a França goleou a Suíça por 9-2 e a Espanha o Montreux HC por 10-1. Na segunda meia-final, Argentina e Angola proporcionaram um belo jogo de hóquei em patins, mas a seleção albiceleste acabou por vencer por 4-3.

Assim, reedita-se a final de 2017, onde a Argentina derrotou Portugal por 6-5, numa partida extremamente equilibrada e recheada de polémica, como qualquer encontro entre argentinos e portugueses.

O calendário do derradeiro dia da 68ª edição da Taça das Nações é o seguinte:

7.º e 8.º Lugar

13h00 – Suíça vs. Montreux HC

5.º e 6.º Lugar

15h30 – França vs. Espanha

3.º e 4.º Lugar

18h00-Itália vs. Angola

Final

20h30 – Portugal vs. Argentina

Todos os jogos da competição podem ser vistos através do seu canal de Youtube.

Portugal: 10-Nélson Filipe (GR), 6-Gonçalo Alves, 7-Hélder Nunes, 8-Henrique Magalhães e 9-João Rodrigues (CAP.)

Jogaram ainda: 3-Rafa, 4-Vieirinha e 5-Jorge Silva

Banco: 1-Ângelo Girão (GR)

Itália: 1-Bruno Sgaria (GR), 2-Samuel Amato (CAP.), 5-Davide Banini, 6-Francesco “Checco” Compagno e 7-Davide Gavioli

Jogaram ainda: 3-Davide Borsi, 8-Elia Cinquini e 9-Samuele Muglia

Banco: 10-Simone Corona (GR) e 4-Alessandro Faccin

CF “Os Belenenses”: Tudo pela Honra

Como bem diz o título: tudo pela honra! E, no fundo, não é muito isso toda a história recente deste clube? Dá que pensar… O CF “Os Belenenses” garantiu no passado dia 14 de abril a subida à Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Faltando ainda seis jornadas para o término da série 2 do campeonato distrital da I Divisão, o clube já sabe que vai poder dar o salto para outro patamar. Depois de ganhar ao GSMD Talaíde por uns expressivos 7-0, garantiu, assim, esta marca tão importante no recomeço do clube.

Depois do divórcio entre clube e SAD, marido e mulher tiveram de seguir os seus caminhos separados, e digamos que a parte do clube corresponde à mãe solteira que teve de começar tudo do zero. É difícil, mas a verdade é que, pelo menos para as aspirações desta época de recomeço, o cenário é bem mais positivo do que, se calhar, aquele que muitos previam. O Belenenses já garantiu, por esta altura, a subida e pode também garantir o primeiro lugar, que está neste momento em disputa com o AC Porto Salvo.

O CF “Os Belenenses” já garantiu a subida à Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa
Fonte: CF “Os Belenenses”

Analisando a época da equipa, podemos reparar que, no total de 28 jogos, são 25 as vitórias do clube, duas derrotas e um empate. Ou seja, números muito positivos, se analisados na sua generalidade. O que é de ressalvar, também, é o número sonante de golos marcados pela equipa do Restelo. Nesses 28 jogos, a equipa do Belém marcou 116 golos, o que equivale a uma média de cerca de quatro golos por partida. Estes números chamam ainda mais à atenção se repararmos no facto de que as redes da baliza do Belenenses abanaram apenas 15 vezes esta época. Números realmente muito positivos e que falam por si só.

Realmente, este é um dos casos que nos faz pensar. O patamar de onde saíram e o patamar para onde vão agora ainda é muito díspar, é verdade. E também é verdade que a realidade do CF “Os Belenenses” há um ano atrás nem se compara com a de agora, mas e daí? Não há caminho prejudicial, se a honra permanecer intacta. E é mesmo isso que a direção do clube sempre quis preservar, custe o que custasse. E, curiosamente, é para onde os pastéis vão agora – para a Divisão de Honra.

 

Foto de Capa: CF “Os Belenenses”

 

FC Porto 1-0 CD Santa Clara: vantagem mínima frente a um CD Santa Clara batalhador

Os azuis e brancos receberam o CD Santa Clara na sua casa, a contar para a 30º jornada da edição 2018/2019 da primeira liga. O FC Porto precisava de vencer este jogo para continuar na luta pelo bicampeonato e o CD Santa Clara, em caso de vitória, poderia ascender ao 7º lugar da Liga Portuguesa, igualando o Belenenses SAD a nível de pontos. O jogo não foi fácil para a equipa “favorita” e o conjunto açoreano tentou fazer a vida negra ao FC Porto. Destaque para o regresso de Aboubakar ao banco de suplentes e o segundo golo consecutivo de Marega na liga.

O FC Porto encontrou na primeira parte um adversário bastante ativo e perigoso e que entrou em campo pronta para a batalha. Nos primeiros 45 minutos introduziram duas vezes a bola na baliza de Iker Casillas, mas de forma irregular. O primeiro golo anulado foi logo aos nove minutos de jogo por intermédio do ex-jogador do FC Porto, Zé Manuel. O FC Porto quis mostrar quem manda e após um pontapé de baliza por parte do guarda-redes do CD Santa os dragões conseguiram ganhar a bola e criara uma jogada perigosa em que Soares podia ter finalizado para golo, mas Júlio César conseguiu cortar a bola em direção à baliza, requerendo assim a intervenção do guardião da equipa açoreana.

O CD Santa Clara quis mostrar que veio ao Estádio do Dragão para pontuar e tentava marcar golo que podia surpreender tanto a equipa como os adeptos. do FC Porto. Kaio recebeu a bola após esta bater em Danilo Pereira e remata rasteiro para a defesa de Iker Casillas, sem grande perigo. Embora o esforço do CD Santa Clara para chegar ao golo fosse notório, o que é certo é que foi a equipa da casa a chegar ao golo por Moussa Marega. Excelente lance de futebol do FC Porto, a começar na defesa e a terminar com o golo do maliano. Marco, guarda-redes do CD Santa Clara, ainda defendeu o primeiro remate de Otávio, mas a bola sobrou para Marega que fez o seu 9º golo no campeonato.

A equipa da região autónoma dos Açores quis responder ao golo sofrido num contra-ataque rápido. Zé Manuel recebe a bola do lado direito e envia-a rasteira para Rashid, posicionado no lado esquerdo, que acaba por rematar cruzado, mas a bola foi ao lado do guardião do FC Porto. O CD Santa Clara não descansava e foi aos 41 minutos que introduziu a bola pela segunda vez no fundo da baliza do FC Porto, mas em posição de fora-de-jogo. João Lucas recebe do lado esquerdo e cruza de imediato para a entrada de Schetinne na área que acerta no alvo, mas para infelicidade da equipa visitante, não contou.

Já em cima do intervalo, Brahimi passa rasteiro para Soares que já dentro de área, segue para a linha final e tenta a assistência, mas Kaio conseguiu cortar a tempo. Terminam assim os primeiros 45 minutos de um jogo que estava longe de estar decido muito por culpa de um CD Santa Clara que criara muitas dificuldades ao FC Porto.

Otávio também esteve bem no jogo e apenas o guardião adversário o travou do golo
Fonte: FC Porto

Nos primeiros minutos da segunda parte o CD Santa Clara continuou a criar muito perigo ao FC Porto. Patrick envia um “balão” para o lado esquerdo que parecia sem destino, mas Schettine acaba por receber a bola e remata com muito perigo de cabeça para uma grande defesa de Casillas. Foi por pouco que o conjunto de João Henriques não fazia o empate no Estádio do Dragão. Em cima do minuto 60, Sérgio Conceição quis mexer no jogo e sacou Brahimi do campo, que estava numa noite desinspirada, para entrada do mexicano Jesus Corona. O treinador do CD Santa Clara quis ripostar e lança um ex-FC Porto para campo – Ukra entra na vez de Martin Chrien. Minutos depois, é a vez de Otávio sair para dar lugar a Fernando Andrade que reencontra a antiga equipa.

O FC Porto vê-se obrigado a marcar o jogo para ter alguma tranquilidade e estar mais perto dos três pontos e é isso que tenta fazer, mas sem sucesso. Alex Telles sobe no terreno e cruza para a área onde está Soares, mas Júlio César alivia a bola, que na queda encontra Soares.

Este amortece com o peito para Corona e o mexicano remata muito por cima. Um minuto antes do jogo chegar a uma hora de duração, João Henriques faz a sua segunda substituição no jogo e entra Thiago Santana para o lugar de Osama Rashid. Aos 75 minutos, mais uma grande jogada da equipa da cidade Invicta. Corona dentro de área passa para Fernando Andrade, que parece sozinho, e este remata de primeira para uma grande defesa de Marco! Esteve muito perto o segundo golo do FC Porto. Última substituição da equipa portista e açoreana, entra Óliver Torres para a saída de Tiquinho Soares e do lado do CD Santa Clara é Pablo que entra para o lugar de Zé Manuel.

O FC Porto continuou sempre à procura de dilatar a vantagem até ao final do jogo, mas não surgiram mais oportunidades de perigo tanto para uma equipa como para a outra. Os dragões conquistam os três pontos numa vitória pela margem mínima e que reflete bem a exibição das duas equipas. Notou-se um FC Porto fisicamente mais em baixo muito por culpa do calendário preenchido que tem tido e também um CD Santa Clara disposto a criar muito perigo e que veio a jogo para tentar pontuar. O FC Porto é agora líder provisório, faltando um jogo ao rival SL Benfica que se realizará na segunda-feira frente ao CS Marítimo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto – Casillas, Manafá, Felipe, Militão, Alex Telles, Otávio (Fernando Andrade 64’), Danilo, Herrera, Brahimi (Corona 61’), Marega e Soares (Óliver Torres 78’)

CD Santa Clara – Marco, Patrick, César, Fábio Cardoso, João Lucas, Chrien (Ukra 63’), Kaio, Rashid (Thiago Santana 74’), Bruno Lamas, Guilherme e Zé Manuel (Pablo 82’)

Académica OAF 0-0 CD Mafra: ninguém desfez um nulo teimoso

A tarde quente que caiu sobre Coimbra convidava os seus habitantes a sair de casa. Alguns deles deslocaram-se ao Estádio Cidade de Coimbra. No início, parecia que não iam ficar arrependidos com a decisão, tal a intensidade do jogo. Porém, o desenrolar do encontro pode ter provocado alguma desilusão entre aqueles que esperavam ver golos.

A vitória do Varzim SC sobre o SC Braga B obrigava o Mafra a procurar pontos em Coimbra, de forma a manter uma almofada pontual confortável para a zona de descida; e foi de forma abnegada que tentaram impor o seu jogo.

Os orientados por Nuno Capucho começaram por tentar travar as investidas da Académica, que começou melhor, com alguma agressividade. Por vezes excederam-se (que o diga Djoussé, lesionado aos 23 minutos), mas conseguiram os seus intentos, abrandando o fulgor ofensivo dos estudantes antes de partirem para o ataque, onde Harramiz e Flávio conferiam largura.

Foram estes, aliás, a dispor das melhores oportunidades de perigo na primeira parte. O primeiro, num toque de calcanhar, obrigou Ricardo Moura a grande defesa; o segundo, isolado, deslumbrou-se com as facilidades concedidas pela defensiva da Académica e atirou ao lado. A Briosa, com Nélson Pedroso (não jogava desde Outubro) e Ki (somou os últimos minutos pela equipa principal a 4 de Janeiro), respondeu por inciativas individuais levadas a cabo por Jonathan Toro. Porém, não conseguiu assustar os visitantes e o nulo arrastou-se para o intervalo.

Zé Castro evitou males maiores para a Académica
Fonte: Bola na Rede

No segundo tempo, o Mafra pareceu perder um pouco de intensidade e a Académica foi ganhando algum domínio territorial. Porém, este domínio tardou até se transformar em oportunidades de perigo, sendo preciso esperar até aos 15 minutos da etapa complementar para que se sentisse que um golo estaria próximo – Romário Baldé, com uma boa execução à entrada da àrea, rematou a rasar o poste.

João Alves decidiu mexer na equipa e dotá-la de uma referência ofensiva (inexistente após a saída de Djoussé, substituído por Toro) e isto teve o condão de mexer com o jogo. A entrada de Hugo Almeida para o lugar de Traquina teve uma reação em cadeia, com o internacional português a prender os centrais, deixando algum espaço livre para os seus companheiros finalizarem.

Parecia que o jogo ia animar, mas os lances acabaram por ser fumo… sem fogo. É que, até ao final da partida, com excepção feita a um lance em que Mike quase fez autogolo, não houve situações dignas de registo.

O nulo deixa a Académica a dez pontos da zona de subida, com 12 por disputar. Já o Mafra conseguiu um ponto precioso num terreno difícil, mantendo três importantes pontos de distância para a zona perigosa.

 

ONZES INICIAIS:

ACADÉMICA OAF: Ricado Moura, Mike, Zé Castro, Yuri Matias, Nélson Pedroso; Reko e Fernando Alexandre (Reko 51’); Traquina, Ki (Hugo Almeida 63’), Romário Baldé; Djoussé (Jonathan Toro 23’);

CD MAFRA: Godinho, Rúben Freitas, Lourenço, Ventosa, Ruca; Bruno, Cuca, Rui Pereira, Zé Tiago; Harramiz e Flávio (Tanque 69’).

Clube Oriental Lisboa 0-0 Real SC: Nulo deixa luta pelo play-off até à última

Ninguém sorriu no final do jogo grande da 31ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal, com Oriental e Real SC a saírem de Marvila com um nulo. No regresso de António Pereira ao Estádio Eng.º Carlos Salema, o Real SC vinha de um nulo apetitoso contra o Praiense, lider incondicional do campeonato, enquanto os orientalistas vinham de uma derrota inesperada no Algarve, frente ao Louletano, naquela que foi a primeira derrota desde o duelo contra os Realistas na primeira volta.

Numa primeira parte com poucos motivos de interesse, onde as duas equipas protagonizaram um jogo dividido a meio-campo e muito faltoso, o perigo começou a rondar as balizas maioritariamente de bola parada e com um denominador comum: Hugo Machado. O médio do Real SC contou com a primeira oportunidade logo aos sete minutos, com uma bola a sobrar para o remate de primeira de Machado, mas passou por cima. Aos 26’, aproveitou um livre na esquerda do ataque dos visitantes para colocar a bola na pequena área, onde Ibraim apareceu a cabecear, a míseros três metros da baliza, por cima do alvo. Por fim, num livre a 40 metros da baliza, Hugo Machado quase enganava David Grilo com um remate forte, mas a bola passou ligeiramente ao lado.

Numa partida em que o jogo direto do Real SC não tinha grandes consequências na manobra ofensiva dos comandados de António Pereira, o Oriental não estava muito melhor, com fortes dificuldades por parte do conjunto grená em dar a bola ao trio atacante, não surpreendendo que a grande oportunidade dos orientalistas surgisse num remate de longe de Márcio Augusto, com o brasileiro a atirar do meio-campo e quase a apanhar desprevenido um adiantado Filipe Mendes, mas a bola foi longa demais e passou por cima da baliza.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, as constantes faltas da turma de Massamá fez aquecer o ambiente nas bancadas bem apetrechadas do Estádio Eng.º Carlos Salema, mas o nulo não quebrou e as equipas voltaram para as cabines empatadas, num jogo em que se pedia melhor futebol ofensivo de dois candidatos ao play-off de subida.

Apesar do empate, o Oriental acabou aplaudido pelos muitos adeptos as bancadas
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi muito mais animada, logo com Ruizinho perto de inaugurar o marcador aos 48 minutos, aproveitando um cruzamento de Luís Lucas ao segundo poste a encontrar a cabeça de Ruizinho, mas a bola foi ligeiramente por cima. Respondeu o Real SC, com Hugo Machado a ter uma soberana oportunidade com um livre mesmo em cima da linha de grande área, mas o remate colocado do médio foi defendido por David Grilo, que se esticou para alcançar a bola.

Mas o Oriental estava mais pujante no ataque, com várias oportunidades para quebrar o nulo a serem desperdiçadas pelos orientalistas. Fábio Arcanjo conseguiu aparecer nas costas da defesa aos 56 minutos, mas o remate em jeito foi à figura. Depois foi Ruizinho, num livre colocado, a ser defendido por Filipe Mendes. Seguiu-se ainda um cabeceamento de Henrique, entrado no segundo tempo, a aparecer nas alturas e a responder a um cruzamento na direita, mas a bola saiu ao lado.

O Real SC parecia em dificuldades para alcançar a baliza, com os centrais do Oriental a estarem seguros e David Grilo concentrado, mas ainda conseguiram assustar num cabeceamento de Marcos Barbeiro num cabeceamento no centro da área orientalista, mas David Grilo esticou-se e conseguiu tocar para fora. O conjunto de Massamá conseguiu soltar-se das amarras da defesa orientalista já nos últimos minutos, com Filipe Andrade a atirar de fora da área uma bola no ar, mas por cima, seguindo-se Dida num remate em jeito à entrada da grande área a sair ligeiramente ao lado.

O nulo viria mesmo a confirmar-se e nem a expulsão de Sandro Silva por duplo amarelo na compensação serviu para se inaugurar o marcador, saindo as duas equipas com um ponto do Estádio Eng.º Carlos Salema e com tudo igual na tabela: Oriental em segundo, agora com 61 pontos, e Real SC em 3º, fora da zona de play-off, com 60.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Clube Oriental Lisboa: D. Grilo, L. Lucas, S. Oulu, L. Ferreira, J.Varudo, D. Crespo, V. Sanches, F. Arcanjo (N. Landim, 72’), M. Augusto, Ruizinho, R. Gouveia (H. Gomes, 64’)

Real SC: F. Mendes, Paulinho (Dida, 77’), S. Silva, R. Cunha, D. Dinamite, I.Cassamá, H. Machado, Brash (Cazonatti, 82’), Alex Sousa (M. Barbeiro, 64’), R. Batalha, F. Andrade

Belenenses SAD 1-3 Rio Ave FC: E os vilacondenses respiram melhor

Mais uma tarde agradável no Estádio Nacional, onde Belenenses SAD e Rio Ave FC mediram forças em jogo a contar para a 30ª jornada da Primeira Liga. A equipa da casa procurava contrariar a má fase que o clube atravessava, onde não ganhava um jogo há cinco jogos. O último jogo em que a equipa de Silas ganhou foi mesmo contra o já despromovido CD Feirense. Já o Rio Ave vinha de uma vitória frente ao Vitória SC, jogo no qual Fábio Coentrão foi expulso, não podendo fazer parte das contas de Daniel Ramos para esta tarde.

O jogo começou bem mais animado na parte das bancadas. Os adeptos, quer do Belenenses quer do Rio Ave mostraram-se bastante animados a apoiar as respetivas equipas. Já dentro de campo, a história foi outra: o jogo começou insonso sem muito espetáculo para dar.

A primeira oportunidade surge para o Rio Ave depois de um canto batido pela direita batido por Nuno Santos, seguido por cabeceamento de Tarantini, mas a bola passa por cima da baliza. Minutos depois, Nuno Santos volta a aparecer, desta vez à entrada da área, onde remata forte mas por cima. O Rio Ave voltou a causar perigo, onde Bruno Moreira cruza para o centro da área onde o esférico vai ao encontro de Gelson Dala que, na cara do guarda-redes, não consegue finalizar. A resposta do Belenenses não demorou a vir por intermédio de Cleylton, com um remate de grande perigo que fez suar os típicos “uh” da bancada. Mas o primeiro golo da partida surge mesmo do outro lado do campo.

O primeiro tento surge aos 20 minutos através de uma jogada rápida que deixou a defesa da equipa de Silas completamente desorientada. Com assistência de Gelson Dala e finalização de Gabriel. Estava feito então o 1-0.

A equipa da casa respondeu bem ao golo e cedo foi à procura de impor a igualdade. Cinco minutos depois de se ver a perder na partida, a equipa do Belenenses cria perigo e chega mesmo a fazer a bola entrar dentro da baliza numa jogada em que Lica se consegue isolar pela esquerda. A bola entra, mas o golo é invalidado por fora-de-jogo assinalado pelo árbitro Nuno Almeida.

Belenenses e Rio Ave defrontaram-se esta tarde em jogo a contar para a 30ª jornada da Primeira Liga
Fonte: Bola na Rede

Bruno Moreira tem uma grande oportunidade aos 28 minutos para dilatar a vantagem no marcador para a equipa do Rio Ave, mas a bola, miraculosamente, não chega a passar para lá da linha de golo. Era um momento do jogo com oportunidades para ambos os conjuntos e onde, ao contrário que faltava em minutos iniciais, o espetáculo começou a aparecer.

As oportunidades surgiram de ambas as partes, sim, mas o ataque da equipa de Daniel Ramos foi mais feliz e os 35 minutos consegue mesmo marcar o 2-0 após livre de Nuno Santos. A bola vai parar aos pés de Tarantini que cruza para o jogador que até já tinha feito estragos – Bruno Moreira – que marca assim o segundo desta tarde. A equipa do Belenenses não baixou os braços e continuou sempre à procura de inverter o resultado negativo. Aos 35 minutos, Lica aparece mais uma vez isolado dentro da área adversária, mas é novamente assinalado posição irregular ao extremo. Instantes depois, foi a vez de Keita ameaçar as redes da baliza de Leo Jardim, mas a bola vai ao poste. As ameaças do golo do Belenenses não faltaram, mas o golo tardava em aparecer. Findada a primeira parte, o Rio Ave foi para os balneários a surpreender a equipa da casa ao estar a vencer por 2-0.

A segunda parte começou como a primeira terminou: mais uma vez, com perigo para ambas as balizas. Mas não foi só isso que se manteve após o intervalo. Passados três minutos do reinício do jogo, o Rio Ave consegue marcar o terceiro golo por Borevkovic através de mais um lance de bola parada.

Aos 61 minutos, o Belenenses volta a abanar as redes da baliza de Leo Jardim, mas vejam bem: o golo é novamente anulado por um fora de jogo! As coisas não estavam mesmo a correr bem para a equipa da casa e a falta de sorte alienada com a falta de critério na frente de ataque foram a fórmula para o culminar de mais um resultado negativo para a equipa de Silas.

O terceiro golo foi a morte do artista porque após isso, e apesar de o Belenenses ter conseguido marcar o golo de honra através de Sasso, o jogo já não teve a mesma intensidade. Vendo-se a vencer por três golos, a equipa do Rio Ave naturalmente tirou um pouco o pé do acelerador. Já o Belenenses, mesmo após o golo não conseguiu impor o seu jogo de maneira a criar desequilíbrios suficientes para fazer a equipa de Daniel Ramos tremer.

O jogo acabou mesmo por terminar com o resultado de 3-1 onde, mais uma vez, o Belenenses mostra bastantes debilidades numa fase em que já está há seis jogos sem vencer. Já o Rio Ave respira melhor e apesar de um resto de campeonato complicado, vê as suas contas muito mais fáceis para permanecer no próximo escalão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Belenenses SAD – Muriel, Eduardo, Sasso (Subst. L. Silva, 79’), Lica, D. Viana, Matija (Subst. Dalcio, 56’), Zacarya, Cleyton, Kiki (Subst. Lucca, 45’), Andre Santos, Keita.

Rio Ave FC – Leo Jardim, R. Semedo, Borevkovic, Tarantini, B. Moreira, Nuno Moreira, Nuno Santos, Junio Rocha, F. Augusto, Afonso F. (Subst. M. Reis, 64’), Gabriel S. (Subst. Carlos, 78’), Gelson Dala (Subst. Jambor, 72’).

Juventus FC 2–1 ACF Fiorentina: Juventus campeã de Itália. E já vão 8!

Após a desilusão europeia, a Juventus FC enfrentou a AFC Fiorentina com o objetivo de finalmente se consagrar octacampeã italiana. Atravessando a pior fase da época, há três jogos sem vencer e com duas derrotas consecutivas, a Juventus não pode contar com vários jogadores com especial destaque para Dybala, Khedira, Chiellini e Mandzukic. Do outro lado, a Fiorentina que não vence há dois meses está de olhos postos na segunda mão da Taça de Itália e por isso deixou os habituais titulares Vitor Hugo e Muriel no banco de suplentes.

Com a certeza de que somente um ponto assegurava o título, a vecchia signora entrou bastante displicente no jogo e foi surpreendida pelo adversário logo aos seis minutos. Na primeira vez que a Fiorentina se aventurou no ataque, Federico Chiesa surge sozinho na extrema direita e cruza para golo de Milenkovic.

Contra todas as expectativas, a Juve acusou o golo, afundou-se numa maré de descrença, não conseguindo por isso impor o seu jogo e assistimos a uma Fiorentina que com mais ou menos posse de bola dominava a partida. Os comandados de Allegri demonstravam-se impotentes perante a desvantagem no marcador e na ausência do habitual ritmo de jogo e das dinâmicas de transição rápidas, foi de longa distância que a Juve tentou alcançar a igualdade, sem grande efeito, à exceção do remate de Bernardeschi que sofreu um desvio e por pouco não enganou o guardião Lafont.

Numa altura em que parecia mais provável a Fiorentina dilatar a vantagem do que a vecchia signora igualar a partida, tal só não aconteceu porque Chiesa teve pontaria a mais e viu o seu potente remate esbarrar no poste esquerdo da baliza de Szczesny.

Já na reta final do primeiro tempo, contra o rumo que o jogo tomava, a Juventus chega ao empate na sequência de um canto cobrado por Pjanic que foi devidamente correspondida por um cabeceamento de difícil execução por parte de Alex Sandro.

Ainda antes do árbitro mandar recolher aos balneários, a Fiorentina esteve de novo muito próxima da vantagem, não fosse o azar mais uma vez interferir nas intenções de Chiesa: desta feita de pé esquerdo, o jovem jogador italiano, aplicou mais um potente remate que mais uma vez foi ao ferro.

No final do primeiro tempo, prevalecia o 1-1, num resultado que servia à Juventus, apesar da Fiorentina merecer claramente estar na frente do marcador.

Fonte: Site Oficial Serie A

No segundo tempo, a Juve ainda muito longe da sua melhor prestação, apresentou um melhor futebol, com mais entusiasmo e sobretudo fluidez de jogo e logo nos primeiros instantes num lance fortuito faz o 2-1.

Após incursão pela extrema direita, Ronaldo cruzou e a bola desviou em Pezzella, deixando Lafont pregado ao chão. Sem fazer muito, a Juventus chegou à vantagem e até já tinha margem para sofrer um golo.

À passagem da hora de jogo, na ressaca de um canto, a bola sobra para Pjanic que de primeira dispara para uma enorme intervenção de Lafont.

Aos 66 minutos, o técnico da Fiorentina, Montella, de olhos postos na Taça de Itália promoveu a saída de Chiesa, levando a formação viola a perder totalmente o pendor ofensivo e com isso Juventus viu a sua tarefa facilitada e limitou-se a segurar a vantagem e esperar pelo apito final.

Em clara contagem decrescente para a festa do título foi notória alguma falta de felicidade, salientando o peso do desaire diante do Ajax, que espelhava a falta de clarividência nos jogadores da Juventus.

Já na reta final, a Fiorentina esteve até próxima de deixar um sabor agridoce na festa bianconeri, com Bryan Dabo isolado a ver Szczesny negar a igualdade.

Nada mudou até fim e com um resultado melhor que a exibição, a Juventus alcançou a vitória e fez história.

Depois da grande desilusão na Liga dos Campeões, a Vecchia Signora conquistou o 35º Scudetto, o oitavo consecutivo, e fez a festa com os portugueses Cristiano Ronaldo e João Cancelo em grande evidência.

ONZES INICIAIS  E SUBSTITUIÇÕES

Juventus: Szczesny;João Cancelo; Bonucci; Rugani; Alex Sandro; Pjanić(Bettancur´65); Emre Can; Matuidi; Juan Cuadrado (De Sciglio´86); Bernardeschi (Kean´74);Ronaldo

Fiorentina: Lafont; Milenkovic; Ceccherini; Hancko; Pezzella ; Bryan Dabo; Veretou; Benassi(Gerson´73); Chiesa (Muriel´66); Simeone; Mirallas( Fernandes´80)

Manchester City FC 1-0 Tottenham Hotspur FC: Margem mínima que serve e bem

O campeonato inglês está na reta final. Manchester City e Liverpool FC lutam até ao fim pelo título. Hoje o City teve mais um teste de fogo frente ao Tottenham Hotspur. Depois do jogo da Liga dos Campeões a meio da semana, frente ao mesmo Tottenham, os dois clubes voltaram a defrontar-se. Depois da eliminação da liga milionária, o City foi em busca dos três pontos que permitam a revalidação do título inglês. Já os Spurs disputam o terceiro lugar e a vitória permitia a manutenção do terceiro posto na liga.

A primeira parte começou com um ritmo elevado, digno de um clássico na Premier League. Citizens e Spurs desde o apito inicial em busca do golo. Primeiro Son, aos dois minutos, a tirar bem o defesa da frente e a rematar para uma boa defesa de Ederson. A resposta da equipa da casa não tardou e surgiu logo com golo. Uma grande jogada que terminou com o golo do jovem médio Phil Foden. Bernardo Silva cruzou, Aguero assistiu e Foden finalizou com classe. Com o golo e embora tenha sido muito cedo, o City tentou controlar mais o jogo e ser mais cauteloso.

O Tottenham tentou contrariar esse controlo e ao minuto 13 Eriksen surgiu na área do City e rematou para uma grande defesa do guardião brasileiro. O Manchester City teve sempre mais perigoso durante toda a primeira parte, mas ainda assim sem grande concretização. Muitos remates, mas sem a melhor direção.  Até ao final da primeira parte, Son ainda teve nos pés uma boa oportunidade para empatar o jogo, mas Ederson negou o golo ao sul-coreano. Um jogo de sentido único. Uma primeira parte sem grande história, mas com justiça no marcador.

Heung-Min Son tem sido a grande figura do Tottenham
Fonte: Tottenham

A segunda parte começou tal como terminou a primeira. Mais Manchester City e muito menos Tottenham. Os citizens entraram com vontade de aumentar a vantagem, mas tal como no primeiro tempo, faltou a concretização certa. Cinco minutos depois do início, autor do golo teve nos pés uma excelente oportunidade para bisar e aumentar o marcador. O Inglês atirou para fora. A partir daqui o City baixou a intensidade do jogo e controlou a posse de bola sem dificuldades. Já o Tottenham nunca conseguiu chegar à área adversária com perigo.

Ao minuto 69, Leroy Sané, acabado de entrar no jogo, esteve perto do golo. Depois de receber um passe à entrada de área, rematou com firmeza. A bola saiu perto do poste esquerdo da baliza defendida por Gazzaniga. Até ao final, nada houve que se diga digno de registo. Foi um jogo muito fraco em termos exibicionais e sem oportunidades de real perigo, muito também devido ao cansaço de ambas as equipas depois do jogo da Liga dos Campeões a meio da semana.

No entanto, a equipa de Pep Guardiola sai extremamente feliz do Etihad Stadium, depois de cumprir e trazer os três pontos consigo. Três pontos preciosos na luta pelo título inglês. Resta agora esperar pelo resultado do rival Liverpool que joga amanhã frente ao Cardiff City.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester City: Ederson; Walker; Stones; Laporte; Zinchenko; Kevin De Bruyne (37’ Fernandinho); Gundogan; Phil Foden (85’ David Silva); Bernardo Silva; Aguero (66’ Sané); Sterling

Tottenham Hotspur: Gazzaniga; Vertonghen; Davinson Sanchez; Alderweireld (78’ Llorente); Foyth; Dele Alli (69’ D.Rose); Eric Dier (61’ Wanyama); Bem Davies; Eriksen; Lucas Moura; Son

Leão reforça estatuto de “Rei da Água”

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No fim-de-semana passado disputaram-se os campeonatos nacionais de Natação. O local escolhido foram as Piscinas do Jamor. Nelas nadaram do melhor que há na natação portuguesa, representando os melhores clubes da modalidade. E, mais uma vez, a equipa do Sporting CP foi superior em relação às restantes: sagrou-se octocampeão nacional da modalidade em masculinos e vice-campeão em femininos.

Nesta última, as leoas morderam, até à última, os calcanhares das nadadoras do Sport Algés e Dafundo. Apesar de não terem conseguido o título, as nadadoras de Alvalade estão há cerca de 14 anos consecutivas no pódio da competição. Um dia, será o dia de também elas se sagrarem campeãs nacionais, tal como já foram outrora. Com estes brilhantes resultados, o Sporting deixou para trás os eternos rivais do SL Benfica e do FC Porto que, apesar das boas prestações – estiveram também eles no pódio – encontraram-se uns furos abaixo da equipa leonina.

Com a conquista do oitavo título consecutivo de Natação em masculinos, os Leões reforçam a sua hegemonia nas piscinas nacionais
Fonte: Sporting CP

A formação de Alvalade foi capitaneada por Pedro Pinotes, contando ainda com o “astro das águas” Alexis Santos, que estabeleceu a melhor marca portuguesa nos 50 metros costas – 25’’44. Destaque ainda para João Vital, nadador verde e branco, que obteve um resultado que lhe dá o passaporte para Mundial que se disputará em julho deste ano na Coreia do Sul.

No cômputo geral, a formação masculina bateu dois recordes nacionais: o de 4×100 metros estilos e o 4×200 metros livres. No final da competição, a satisfação de Santos era evidente em declarações ao Jornal Sporting: “Ver que conseguimos ter os mais novos bem-sucedidos na equipa sénior é um orgulho gigante”. Na mesma senda, e também em declarações ao órgão de comunicação oficial do clube, o diretor da secção, Carlos Cruchinho, alinhou pelo mesmo diapasão: “Foram insuperáveis. Tiveram uma determinação tremenda. Pareceu fácil, mas não foi”.

Com estes resultados, o Leão afirma toda a sua supremacia nas piscinas nacionais. Depois de tantos êxitos em várias modalidades nesses pavilhões e pistas fora, o Leão reforça agora o seu estatuto de “Rei da água”.

Foto de Capa: Sporting CP