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Vêm aí as clássicas das Ardenas!

A trilogia das Ardenas está a chegar, largamos o pavé das clássicas do Norte e passamos para as colinas curtas e com altas pendentes. Este Tríptico das Ardenas é composto pela: Amstel Gold Race, La Flèche Wallone e Liège-Bastogne-Liège. São três clássicas com enorme reputação e tradição. 

A primeira clássica, a Amstel Gold Race será disputada dia 21 de abril, a Flèche Wallone acontecerá na quarta-feira seguinte ( 24 de abril) e por último a Liège no dia 28 de abril, ou seja, no espaço de uma semana serão realizadas três corridas importantes do calendário anual das equipas World Tour. O espetáculo nesta semana é sempre garantido.

A Amstel Gold Race é a prova mais importante do calendário ciclístico a realizar na Holanda. O nome Amstel encontra-se relacionado com uma cervejaria, de seu nome “Amstel” claro está, propriedade da Heineken.

 A primeira edição desta prova foi em 1966. Já conta, portanto, com 53 edições, mesmo assim é a prova mais novinha das três.

A prova irá apresentar-se com 265.7 quilómetros para os ciclistas. Subidas como o Keuterberg com secções de 22% de inclinação, ou como o Cauberg com 13%, irão certamente fazer mossa nas pernas dos ciclistas, após duzentos quilómetros percorridos. É uma corrida “non-stop” em que os favoritos têm que andar sempre bem colocados, com sobe e desce constante é fácil haver cortes e diferenças entre grupos. 

O último vencedor aqui foi o dinamarquês Michael Valgren, pela Astana.

A Flèche Wallone é corrida na Bélgica, na região da Valônia. É uma clássica com 82 edições já contadas, a primeira edição foi em 1936. O homem com mais vitórias nesta clássica é o espanhol Alejandro Valverde (2006,2014,2015,2016,2017).

Mais uma prova duríssima, serão cerca de 196 quilómetros, com cerca de onze subidas com uma inclinação muito elevada. Acabando no famoso Muro de Huy com rampas a 17% de inclinação. 

O circuito final começa quando faltarem sensivelmente 77 quilómetros, com as passagens no Côte d´Ereffe e no Côte de Cherave, que antigamente os ciclistas passavam duas vezes por cada, agora passam três! As passagens pelo Muro de Huy continuam as mesmas três vezes do costume.  Com tanta subida dura, resta saber quem terá pernas para enfrentar o Muro de Huy no final do dia.

A Liège-Bastogne-Liège, frequentemente chamada por La Doyenne ou Old Lady é a prova mais antiga das clássicas. Esta que é um dos cinco monumentos do ciclismo. Conta já com 104 edições! A primeira edição foi no ano de 1892. 

Esta prova realiza-se na região das Ardenas e acaba na cidade em que começa. Antigamente esta prova era corrida no mesmo fim de semana ( dias consecutivos) em que se corria a La Flèche Wallone, dando origem ao Le Weekend Ardennais. Eddy Merckx é o recordista desta prova, com cinco triunfos. 

 Este ano será uma edição histórica, após 27 anos a acabar na localidade de Ans, o final volta a coincidir no centro da cidade de Liège, pelo menos até 2024. 

Serão 256 quilómetros, com onze subidas duras. A distância das mesmas não ultrapassará os quatro quilómetros e as pendentes irão rondar os 5% e os 13% de inclinação. Os ciclistas irão contar com cerca de 4000 metros de desnível, o que é praticamente o equivalente a uma etapa de alta montanha numa Grande volta. 

Agora a corrida acaba com a subida ao Côte de la Roche-aux-Faucons (1,3 quilómetros a 11%) a cerca de quinze quilómetros do final. Depois será com terreno plano e em descida até ao final. Assim quem ficar para trás nas subidas ainda terá hipótese de recolar no final e talvez discutir a vitória ao sprint. Vai ser uma corrida aberta certamente e imprevisível. 

Bob Jungels ganhou aqui a edição de 2018, numa tentativa a solo.

Peter Sagan este ano irá correr pela primeira vez esta prova, visto que vê aqui claramente uma oportunidade de ouro para ganhar esta corrida tão emblemática.

Gilbert, um dos únicos ciclistas a fazer o Triplete nas Ardenas
Fonte: Quick-Step Floors

Dois ciclistas que já fizeram história nestas clássicas e ainda se encontram ativos no pelotão internacional são: David Rebellin e Philippe Gilbert.  São os únicos ciclistas a conseguirem um triplete, visto que ganharam as três provas no mesmo ano! Rebellin em 2004 e Gilbert em 2011.  No entanto apenas Gilbert irá ter a chance de ganhar alguma destas provas, visto que ele está no alinhamento inicial da Deceuninck- Quick-Step para as clássicas, já Rebellin com os seus 47 anos, encontra-se a correr na equipa Continental da Sovac e esta equipa não irá correr em provas importantes como estas. Valverde também está no hall of fame das Ardenas, visto que ganhou a Flèche Wallone e a Liège no mesmo ano em: 2006, 2015 e 2017.

Portugal 4-4 Espanha: Portugal vence grupo A e impõe eliminação histórica a Espanha

Num sempre apetecível Portugal vs Espanha, podia esperar-se que a seleção portuguesa, representada por uma equipa mais experiente e próxima daquela que levará ao mundial de Barcelona, pudesse alcançar mais do que um empate a 4-4. Todavia, não demonstrou capacidade para tal. A partida em si foi boa, o guardião espanhol fez uma grande exibição, mas a sensação final é a do costume. Mesmo com uma formação bem mais jovem, mas bastante talentosa, a La Roja continua a ser melhor no cômputo geral. Pior do que isso é que, ao contrário do conjunto português e do que se antecipava há alguns anos atrás, tem muita matéria prima por onde escolher. Portugal? Infelizmente, nem tanta quanto deveria ter.

O clássico ibérico teve um início intenso e com perigo junto das duas balizas. Martí Casas a ficar perto de marcar através de um desvio em cima de Nelson Filipe, que foi titular em detrimento de Girão, e Hélder Nunes, totalmente isolado, enviou uma picadinha ao poste.

As oportunidades sucediam-se e em virtude de um erro de Hélder Nunes, César Carballeira quase marcou. O atual jogador do Reus Deportiu “deitou” o guardião lusitano, mas acabou por enrolar a bola ao poste. 

Disputados cinco minutos, Sergi Aragonès viu um cartão azul depois de uma falta dura, junto à tabela, sobre Gonçalo Alves. Hélder Nunes foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu bater Martí Zapater com uma stickada direta ou uma picadinha na recarga. 

Em situação de superioridade numérica, Portugal circulou o esférico com velocidade, mas não conseguiu finalizar. Com Martí Zapater a ser um autêntico herói e a negar o golo a João Rodrigues, por duas ocasiões, e a Hélder Nunes numa stickada fortíssima à entrada da área espanhola. 

Retomado o cinco para cinco, Marc Grau, a meias com um patim de Henrique Magalhães, quase fez o primeiro. Pouco depois, Gonçalo Alves obrigou o guardião da La Roja a mais uma enorme intervenção. No seguimento do lance, Nelson Filipe ainda conseguiu travar uma stickada de Marc Grau, mas na recarga, Lluis Ricart, mais rápido que toda a defesa portuguesa, fez o 1-0. 

A perder, Portugal foi à procura de marcar e na sequência de uma stickada de meia distância de Gonçalo Nunes, foi assinalada uma grande penalidade. Gonçalo Alves, que concretizou o penalti que deu a vitória na edição de 2013, não desperdiçou e restabeleceu a igualdade. No entanto, segundos depois, Carballeira fez uso da sua meia distancia e apontou o 2-1 para a Espanha. 

Sempre com uma pressão muito alta e intensa, na qual colocava a seleção portuguesa em situações de desvantagem de três para dois num espaço bastante curto, Espanha não permitia grande perigo a Portugal, que apenas conseguia assustar a defensiva espanhola em recuperações de bola ou contra-ataques. Exemplo disso, foi um lance onde João Rodrigues serviu Vierinha que, totalmente isolado, não foi capaz de enganar Zapater que, com a máscara, impediu o empate. 

Melhor na partida, a seleção espanhola convidava Portugal a cometer erros, sobretudo no capítulo do passe, enquanto que no ataque, sempre pela certa, continuava a ser o conjunto mais perigoso. Fosse de meia distância, movimentações coletivas ou mesmo iniciativas individuais. 

A menos de dez minutos da pausa, Marc Grau viu um cartão azul após um carrinho, tal como se faz no futebol, sobre Henrique Magalhães. Hélder Nunes regressou à marca do livre-direto e desta feita não falhou, fazendo o 2-2. Pouco tempo depois, foi a vez de Gonçalo Alves ver um cartão azul, devido a uma falta sobre Sergi Aragonès. Martí Casas assumiu a conversão do livre-direto, mas Nelson Filipe conseguiu defender. 

Em situação de powerplay, a Espanha nunca conseguiu construir muitas oportunidades de golo de forma coletiva, com os dois principais lances a surgirem através de picadinhas que Nelson Filipe travou.

Já dentro do último minuto antes da pausa, Portugal poderia ter chegado à vantagem, mas Zapater não permitiu o terceiro tento português a Rafa. 

Terminada a primeira parte, Portugal e Espanha empatavam a 2-2. Contudo, o resultado poderia muito facilmente ser diferente, tendo em conta os lances de bola parada desperdiçados e também as várias defesas de alto grau de dificuldade protagonizadas por Nélson Filipe e Martí Zapater. Todavia, a seleção espanhola estava melhor, sendo muito criteriosa a atacar e ainda mais a defender. Dificultando imenso a saída do conjunto orientado por Renato Garrido para o ataque ou a possibilidade de construir jogo no meio rinque espanhol. 

César Carbelleira foi sempre um dos mais perigosos da seleção espanhola, obrigando Nélson Filipe a estar muito atento ás suas stickadas de meia distância
Fonte: Coupe des Nations

A segunda parte quase que começou com um novo golo espanhol, mas o desvio de Carbelleira esbarrou no poste da baliza de Nélson Filipe. Não marcou a Espanha, marcou Portugal. Jorge Silva apareceu sozinho diante Zapater e não falhou, assinando o 3-2. Colocando a seleção portuguesa pela primeira vez no comando do marcador. Momentos depois, de modo involuntário, João Rodrigues ficou isolado, mas não quis ser egoísta e procurou colocar o esférico num colega melhor colocado, o problema é que ninguém o acompanhou.

Em cima da marca dos trinta e um minutos, Hélder Nunes viu um cartão azul devido a ter derrubado César Carbelleira, ainda que de forma intencional. Marc Juilà foi o selecionado para a conversão do livre-direto e não perdoou, fazendo o 3-3 com uma bela picadinha. Volvidos alguns instantes, Sergi Aragonès viu um novo azul em virtude de um enganchamento sobre Henrique Magalhães, que momentos antes havia saído de uma “cabine telefónica” com muita classe. Desta feita, foi João Rodrigues a ser escolhido para a marcação do livre-direto e com uma adaptação da sua forma habitual de bater penaltis, apontou o 4-3.

A nova vantagem de Portugal durou apenas alguns segundos, visto que, devido a um erro de marcação de Vieirinha, Lluís Ricart restabeleceu o empate. 

O dinamismo e a intensidade regressaram à partida, tendo em conta que a fase inicial do segundo tempo parecia indicar um futuro diferente, com as situações de perigo a sucederem-se em cada baliza. 

Jogados trinta e cinco minutos, Portugal cometeu a sua 10ª falta. Motivado pelo golo marcado pouco tempo antes, Marc Julià voltou a assumir a conversão do livre-direto, mas no segundo duelo com Nélson Filipe, o guardião luso levou a melhor.

Com o passar dos minutos, o encontro deixou de ser tão bem jogado e de haver tantas oportunidades de golo como antes. Porém, o empate a 4-4 não servia para a Espanha seguir em frente, sendo que para Portugal chegava e sobrava. Não só para passar, como para vencer o grupo A.

Mais experiente, a seleção portuguesa começou a gerir o empate, atacando apenas pela certa e defendendo de forma bastante concentrada. Não permitindo qualquer oportunidade ao conjunto espanhol.

A menos de um minuto do fim, Portugal ficou bem perto de voltar para a dianteira, mas Rafa, totalmente isolado, enrolou a bola ao lado da baliza espanhola. No seguimento do lance, Gonçalo Nunes tentou marcar de picadinha, mas Zapater impediu o quinto golo português. 

Sem nada a perder, Alejandro Domínguez retirou o guarda-redes e colocou Jordi Burgaya como quinto jogador de campo. Todavia, a mudança não deu frutos e o jogo terminou empatado. 

Concluído o duelo ibérico, o marcador indicava um empate a 4-4 entre Portugal e Espanha. Resultado que se ajusta ao produzido em pista por ambas as seleções. Que foi muito e de boa qualidade, sempre com um ritmo elevado e com bastante dinâmica, sobretudo nos segundos vinte e cinco minutos. Ainda assim, o grande destaque vai para a eliminação da La Roja que, pela primeira vez desde o torneio se disputa neste formato (Fase de Grupos e Eliminatórias), nunca havia falhado as meias-finais. 

Nas outras partidas do derradeiro dia da fase de grupos, começando pelo A, Angola goleou a Suíça por 11-4 e em virtude do empate entre portugueses e espanhóis qualificou-se para as semifinais. Feito que tem conseguido alcançar desde 2007. No que diz respeito ao grupo B, a Itália venceu Montreux por 4-1 e devido à goleada da Argentina, que passou em primeiro, sobre a França por 6-0 também segue para as meias-finais. 

Assim, o calendário do dia 4 da 68ª edição da Taças das Nações é o seguinte: 

Quinto ao Oitavo lugar

  • 13h00-França vs Suíça
  • 15h30-Espanha vs Montreux

Meias-Finais

  • 18h00-Portugal vs Itália
  • 20h30-Argentina vs Angola

Todos os jogos da competição podem ser vistos através do seu canal de Youtube.

Portugal: 10-Nélson Filipe (GR), 6-Gonçalo Alves, 7-Hélder Nunes, 8-Henrique Magalhães e 9-João Rodrigues (CAP.); Jogaram ainda: 3-Rafa, 4-Vieirinha e 5-Jorge Silva

Espanha: 10-Martí Zapater (GR), 2-Sergi Aragonès, 4-Sergi Llorca, 5-César Carballeira e 8-Martí Casas; Jogaram ainda: 3-Lluis Ricart, 6-Marc Julià e 7-Jordi Burgaya (CAP.) e 9-Marc Grau

CD Nacional 0-1 Sporting CP: Super Phellype cimenta terceiro lugar

O Sporting CP foi à Madeira vencer o CD Nacional e somar a sua sétima vitória consecutiva na Primeira Liga Portuguesa – subindo para oito consecutivas em todas as competições – sendo esta a sua melhor série sob o comando do holandês Marcel Keizer.

Numa partida dominada por completo pelo Sporting CP, este viu as suas investidas desde cedo, serem anuladas pelo guarda-redes da casa. Daniel Guimarães defendeu (quase) tudo o que conseguiu e foi mantendo a sua equipa dentro da disputa do resultado. Foi um CD Nacional bastante desorganizado a nível defensivo. Apesar disso, o Sporting CP entrou algo apático, lento e com pouca intensidade no jogo e nunca fez uma exibição acima da média, como havia feito em jogos anteriores, sendo que ainda assim foi sempre superior.

Com a ausência de Wendel, Marcel Keizer optou por colocar Doumbia no meio-campo. No entanto, por vezes foi possível verificar que ora era Gudelj na posição “6”, ora era Doumbia. Foi mais um duplo-pivot do que um 4x3x3 com um triângulo invertido. Isto prejudicou a equipa lisboeta, sobretudo no que toca a níveis de criatividade e organização. Só perto do minuto 20 se fez sentir o lance de maior perigo do ataque forasteiro. O maestro leonino Bruno Fernandes combina com Diaby – hoje titular no lugar de Raphinha – e remata à baliza, para defesa de Daniel Guimarães. Mais tarde, foi Jovane a testar a atenção do guarda-redes da casa, com um remate em arco a partir da esquerda. No entanto, foi mesmo o maliano Diaby que dispôs da melhor oportunidade na primeira parte. Isolado dentro da área, permitiu a Daniel Guimarães mais uma defesa e impedir o golo leonino.

Doumbia foi o escolhido para render Wendel no onze leonino
Fonte: Liga Portugal

Ao intervalo, o Sporting CP já contava com 15 remates, sendo que o nulo era benéfico para a equipa de Costinha que não demonstrou sinais de perigo, nunca incomodando verdadeiramente Salin – que foi titular, no lugar de Renan devido à expulsão do brasileiro no encontro anterior.

A segunda parte foi mais do mesmo e os Leões dominavam as ações do jogo, ainda que sem resultados práticos. A equipa entrou pressionante e subida no terreno. Diaby ainda tentou o golo após belo cruzamento de Doumbia mas foi apenas aos 63 minutos que a muralha madeirense se desfez. Através de uma bola parada, Luiz Phellype inaugura o marcador após cruzamento de Marcos Acuña. Com o Sporting CP em vantagem, o jogo ficou ainda mais morno e a vantagem forasteira nunca esteve em perigo. O Sporting geriu e saiu da Madeira com mais três pontos.

Um golo solitário de Luiz Phellype, foi vital para os Leões somarem os três pontos e reforçarem assim o terceiro lugar, tendo mais seis que o SC Braga que joga apenas este sábado, diante do Feirense. Já a equipa liderada por Costinha, soma a sua 17ª derrota na presente temporada e cai novamente para zona de despromoção.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Nacional: Daniel Guimarães, Nuno Campos, Júlio César, Rosic, Filipe Ferreira (Riascos, 81), Tissone, Palocevic, Vítor Gonçalves, Avto (Witi, 62), João Camacho (Okacha, 75) e Rochez.

Sporting CP:  Salin, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj (Miguel Luís, 85), Doumbia, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Jefferson, 82), Diaby (Francisco Geraldes, 90) e Luiz Phellype.

CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part III

Há cerca de ano e meio, em conversa com o Mário Cagica, calhou em conversa falarmos sobre CM01/02, ou Championship Manager 01-02, em Tó Madeira e em fazer algo sobre o mesmo aqui no Bola na Rede.

Na altura seguia o trabalho que o Ian Macintosh fazia (e faz) no Set Pieces, e onde começou um projecto no Everton FC na tentativa de o levar à glória em Terras de Sua Majestade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part I

O início do projecto no CM0102 foi marcado por altos e baixos, mas a chegada de duas “Superstars” ao José Gomes voltou a colocar as esperanças, e as exigências, em altas.

A derrota em Coimbra contrastou com uma sequência de vitórias e, a meio de Outubro, o Estrela vive momentos de tranquilidade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part II

Os 5 jogadores mais influentes na época do FC Porto

O FC Porto tem realizado, até ao momento, uma excelente época. Começou por conquistar a Supertaça, atingiu a final da Taça da Liga, assegurou a presença na final da Taça de Portugal, atingiu os quartos-de-final da Liga dos Campeões e, no Campeonato, continua em luta “ombro a ombro” com o SL Benfica. Vários jogadores dos azuis a brancos tem estado em destaque realizando uma época de grande qualidade. Neste artigo desatacamos os cinco que, na nossa opinião, são os mais preponderantes na boa época portista.

CD Cova da Piedade 1-1 Leixões SC: Evandro Brandão salvou um ponto no último segundo

Cova da Piedade e Leixões chegaram à 30.ª jornada da Segunda Liga separados por apenas um ponto na tabela, com as duas formações a garantirem, praticamente, a permanência em caso de triunfo.

Vindas de vitórias pela margem mínima frente a SC Braga B e Mafra, respetivamente, os dois treinadores realizaram um par de alterações nos seus onzes, com Boubakary Diarra e Sami a jogarem de início no Piedade, enquanto Matheus Costa e André Clóvis eram aposta de Jorge Casquila.

No encharcado relvado do Estádio Municipal José Martins Vieira, o Cova da Piedade conseguiu passar boa parte dos primeiros 15 minutos no meio-campo do Leixões e podia mesmo estar em vantagem numérica logo no primeiro minuto, com Stanley a ser agarrado à entrada da área; mas o árbitro nada assinalou.

A equipa da Margem Sul esteve muito perto de abrir o marcador no quarto de hora inicial, com Pedro Coronas a subir pela direita, a cruzar ao segundo poste, onde apareceu Hugo Firmino a atirar com força; mas Tony Batista conseguiu desviar a bola, com estrondo, para a barra.

O Leixões tentava responder, mas a linha defensiva do Piedade mostrava-se sólida, a tirar com prontidão a bola de perto da área, enquanto as bolas nas costas por parte dos homens de Miguel Leal revelavam-se um verdadeiro problema para os leixonenses.

Não surpreendeu, então, que os locais inaugurassem o marcador aos 23 minutos, com mais uma corrida pela direita de Pedro Coronas a deixar a bola na área, onde Stanley atrasa para Sori Mané e o costa-marfinense assiste Hugo Firmino, que remata colocado e em força para o 1-0 do Cova da Piedade.

O Leixões não conseguia aproximar-se sequer da baliza local, com Moreira a apenas tocar na bola em ocasionais passes perdidos dos visitantes, e o Piedade aproveitava para criar perigo com um jogo direto letal para os centrais e o lateral-esquerdo do Leixões, muitas vezes apanhados em contrapé.

Aos 37 minutos, e como exemplo da dificuldade em sair a jogar dos homens de Jorge Casquilha, o Leixões recupera a bola e pode iniciar o ataque em superioridade numérica, mas os jogadores demoram muito tempo a circular a bola e a defesa local recompõe-se facilmente, perdendo-se o que poderia ser um momento de perigo.

O intervalo chegou com a vantagem do Cova da Piedade, perfeitamente merecida, e com Jorge Casquilha a ter de mudar alguma coisa para sair com pontos da Margem Sul.

Hugo Firmino voltou a estar em destaque, mas não conseguiu levar à vitória o Cova da Piedade
Fonte: CD Cova da Piedade

A segunda parte mostrou mais equilíbrio, mas o Leixões continuava com grandes dificuldades em incomodar Moreira, com um remate desenquadrado de Luís Silva e um livre de Zé Paulo a serem despachado pela defesa do Piedade e a serem as poucas oportunidades para incomodar o guarda-redes, por parte dos leixonenses.

Já o Cova da Piedade mantinha-se incisivo no jogo direto, criando imenso perigo para a baliza de Tony Batista. Aos 57 minutos, um cruzamento de Sami, na direita, chegou a Cele, que, num pontapé de bicicleta, atirou ligeiramente ao lado.

O Leixões respondia à desvantagem como podia, mas raramente mostrou assertividade para criar real perigo de golo, como aconteceu aos 60 minutos, quando Jorge Silva entra pelo meio-campo do Piedade, chega à área, mas não tem a capacidade para atirar à baliza, com a bola a acabar por circular entre vários jogadores até passar o perigo para a defensiva local.

Com o sol a aparecer em Almada, as oportunidades de golo “secaram”, com o Cova da Piedade a controlar o ritmo de jogo e a ser menos ofensivo, enquanto o conjunto de Matosinhos teimava em não conseguir passar pela barreira defensiva local, com um remate de fora da área de Felipe Ribeiro a ser um dos poucos vislumbres de perigo do segundo tempo.

Já com Anacoura na baliza, substituindo o lesionado Moreira, o Cova da Piedade entrou nos sete minutos de desconto para controlar a vantagem mínima, mas foi surpreendido na último jogada do desafio. Rodrigo Martins perdeu a bola num ataque pela direita e o Leixões partiu para o contra-ataque; houve um cruzamento largo para o segundo poste, onde um primeiro remate foi bloqueado, mas, na recarga, Evandro Brandão encostou para um empate dramático para o conjunto de Matosinhos.

Este foi um balde de água gelada sobre os adeptos locais e deixou os homens de Miguel Leal vivos na luta pela manutenção.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Cova da Piedade: J. Moreira (J. Anacoura, 88’), P. Coronas, Allef, Willyan, Evaldo, B. Diarra, T. Cele (A. Carvalhas, 62’), S. Mané, H. Firmino, Sami (R. Martins, 72’), A. Stanley.

Leixões SC: T. Batista, J. Silva, M. Costa, P. Monteiro, D. Poloni (A. Ceitil, 83’), Zé Paulo, A. Oudrhiri (F. Ribeiro, 65’), L. Silva, Erivaldo (Camará, 72’), E. Brandão, A. Clóvis.

Estoril-Praia SAD 3-1 UD Oliveirense: jogo apenas com uma parte

Estoril-Praia SAD e UD Oliveirense encontraram-se esta tarde de sexta-feira santa para medir forças em jogo a contar para a trigésima jornada da Segunda Liga.

Ambas as equipas vinham de resultados menos felizes, uma vez que ambos os emblemas haviam escorregado e perdido as últimas partidas com os seus respetivos adversários – o Estoril havia perdido 3-1 com o SC Farense e o Oliveirense saiu derrotado frente ao SL Benfica B por 2-1.

O jogo começou intenso e muito bem disputado. Ambas as equipas entraram no relvado com vontade de impor o seu jogo, mas a verdade é que o Estoril foi bem mais eficaz nisso mesmo.

Logo antes do primeiro minuto da partida, Yan desperdiça uma excelente oportunidade pela direita, onde o Estoril esteve quase a adiantar-se no marcador. A resposta do Oliveirense veio dois minutos depois, por intermédio de Miguel Sila que, à entrada da área, rematou forte mas por cima.

O início do jogo teve oportunidades de ambos os lados, mas a equipa estorilista foi sempre a autora das oportunidades mais flagrantes. Aos oito minutos, numa das investidas do Estoril, a equipa da casa vê um penálti assinalado a seu favor que é convertido em golo pelo seu capitão de equipa – Roberto.

A resposta do Oliveirense foi positiva que, logo após sofrer o golo, impulsiona um ataque pela direita através de um cruzamento de Alemão. Fati não consegue alcançar a bola ao segundo poste e a mesma acaba por sair pela linha de fundo. Poucos minutos depois, o mesmo protagonista no cruzamento, Alemão, e desta vez outro atacante perdulário: Bouldini não consegue concretizar mesmo em frente à baliza.

A equipa da linha esteve sempre pressionar alto e a não permitir que o Oliveirense passasse do seu meio campo defensivo. E a verdade é que toda a pressão foi bastante eficaz: o ascendente do Estoril tornou-se cada vez mais evidente e o 2-0 não tardou a aparecer, mais uma vez, por Roberto que bisou assim na partida.

A partir do segundo golo, a equipa do Oliveirense decaiu muito. A prematuridade dos golos prejudicou, e muito, o espetáculo. O Estoril a partir de certa altura começou a controlar o jogo com posse de bola e o seu adversário sem conseguir responder dentro de campo. Pouco antes de acabar a primeira parte, aos 41 minutos de jogo, e depois de uma inacreditável passividade dos centrais do Oliveirense consequente de um mero lançamento lateral pouco para lá do meio-campo, o Estoril consegue dilatar ainda mais a vantagem. Yan, que até ali já tinha ameaçado várias vezes a baliza de Coelho, conseguiu finalmente abanar o fundo das redes da equipa adversária.

O pouco tempo que restava da primeira parte não prometia muito, mas a verdade é que ainda houve tempo para o Oliveirense encurtar a desvantagem no marcador. Depois de uma falta no corredor direito, Diogo Clemente cobra o livre de forma exímia e Miguel Silva só teve mesmo que encostar de cabeça. Estava feito então o 3-1 mesmo no final da primeira parte.

Estoril Praia e Oliveirense defrontaram-se esta tarde em jogo a contra para vigésima jornada da Segunda Liga
Fonte: Bola na Rede

A ida para os balneários não fez grande diferença e a verdade é que o jogo pouco ou nada mudou após o intervalo. O Estoril manteve-se a equipa com mais oportunidades e só não marcou mais golos por alguma desinspiração de Dadashov que entrou para substituir Roberto aos 37 minutos. Por duas vezes, e isolado dentro da grande área, o ponta-de-lança não foi feliz a decidir e a sua hesitação foi traiçoeira nas oportunidades que teve para fazer o 4-1.

A meio da segunda parte, o ritmo já não era e nem podia ser o mesmo, mas as oportunidades continuaram a aparecer. Aos 67 minutos, Gorré ameaçou na frente de ataque, mas Coelho, muito bem a fazer a mancha, deu pouco espaço para o número 46 da equipa da casa adiantar-se ainda mais no marcador.

O Oliveirense, por sua vez, continuava a equipa tímida da primeira parte. As suas aproximações à área estorilista pautaram-se maioritariamente por lances de bola parada que em nada resultaram. Aos 75 minutos, o Oliveirense beneficiou de um livre central à entrada da área cobrado por Paraiba ao qual Thierry responde com uma defesa tranquila. A partida a partir de certa altura já estava mais do que sentenciada e os jogadores perceberam isso mesmo. O ritmo baixou substancialmente e as oportunidades também. O jogo começou também a ter muitas paragens, o que dificultou a fio de jogo de qualquer um dos conjuntos.

Ainda houve tempo para algumas investidas do Estoril, impulsionadas por Furlan que com um dos seus potentes remates ainda assustou perto da baliza de Coelho, mas que em nada resultaram. Estava então decidida a partida desta tarde no António Coimbra da Mota, onde o Estoril foi mais feliz ao vencer por 3-1.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril Praia SAD: Thierry, Basso, Cícero, J. Patrão, Roberto (Subst. Dadashov, 37’), J. Góis, Miguel Rosa, Gorré, Sandro Lima (Subst. Filipe Soares, 80’), R. Furlan, Yan (Subst. Belima, 72’).

UD Oliveirense: Coelho, Diogo Sousa (Subst. 62’, Paraiba), Sérgio, Filipe Gonçalves, Diogo Clemente, Alemão, Mathaus, Fati, Miguel Silva, Bouldini, Oliveira (Subst. Agdon, 59’)

Momento de decisões

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Já se disputaram 25 jornadas do principal escalão do futsal português, o que significa que apenas falta jogar uma ronda. Por norma, a luta pelos oito primeiros lugares disputa-se até ao último jogo mas este ano a situação foi um pouco diferente, uma vez que já conhecemos os oito apurados para o play-off. No entanto, existem vários pontos de interesse nesta derradeira jornada, seja na acesa disputa por um melhor lugar na fase seguinte, ou na luta desesperada para evitar a despromoção imediata.

Os verde e brancos ainda têm hipóteses matemáticas de terminar em primeiro lugar a fase regular
Fonte: Sporting CP

A “briga” pelo primeiro lugar nesta fase regular ainda não está encerrada, dada a diferença de dois pontos entre SL Benfica e Sporting CP, mas sobretudo pela difícil deslocação que espera o atual líder do campeonato, ou seja, uma visita ao Minho para enfrentar o sempre difícil conjunto do SC Braga/AAUM.

A equipa leonina tem um jogo teoricamente menos exigente, no campo do já despromovido Rio Ave, mas o perigo da perda de pontos está sempre à espreita. Não é expectável que a situação se altere mas ainda é matematicamente possível, pelo que teria que assinalar aqui esta situação. O terceiro lugar já está definido, e foi a equipa de Sandim, o MODICUS, a garantir o último lugar do pódio.

A luta pelo quarto lugar está animada e promete emoção até ao fim, com a AD Fundão, Leões de Porto Salvo e SC Braga a terem hipóteses de chegar ao fim do campeonato no quarto posto. A tarefa dos guerreiros do Minho não se antevê nada fácil, como já referi anteriormente, sendo que o Fundão “apenas” precisa de ganhar na receção ao FC Unidos Pinheirense para selar o seu quarto lugar na fase regular, ao passo que os Leões precisam de vencer o seu jogo em casa com a Quinta dos Lombos e esperar pela derrota dos beirões para poderem chegar ao quarto posto.

As contas dos bracarenses são um pouco mais complexas: precisam de vencer o Benfica e esperar pela derrota da Desportiva do Fundão e por um deslize da turma de Porto Salvo. Na luta pelo sétimo lugar temos o CRC Quinta dos Lombos (sétimo) e o Elétrico FC de Ponte de Sor (oitavo). Os lisboetas apenas dependem de si para manter a sua posição na tabela, no entanto tem uma deslocação teoricamente complicada e exigente a Porto Salvo. Os alentejanos recebem o já descansado MODICUS, algo que pode jogar a seu favor, no entanto necessitam de uma pequena ajuda dos Leões na última jornada.

Finalmente, a luta pela manutenção no principal escalão, que se resume a FC Unidos Pinheirense (12.º) e a Viseu 2001 (13.º). Dois pontos separam os dois emblemas com vantagem no confronto direto para o Pinheirense, pelo que apenas um triunfo dos viseenses na receção a um tranquilo CF “os Belenenses” conjugada com uma derrota dos gondomarenses na visita ao Fundão poderá evitar a despromoção dos comandados de Paulo Fernandes. Existem muitos pontos de interesse nesta última jornada pelo que vale a pena acompanhar esta última jornada bem de perto e com atenção. 

Foto de Capa: Viseu 2001 Futsal

Acendem-se as luzes do Crucible Theatre para mais uma edição do Mundial de Snooker

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Está marcada para este Sábado a tacada inicial de mais uma edição do campeonato do mundo de snooker. A competição pela qual todos os fãs da modalidade aguardam, decorrerá nas próximas três semanas no mítico Crucible Theatre, em Sheffield, Inglaterra, estando a final da competição agendada para o dia 6 de Maio.

O quadro desta competição é composto por 32 jogadores, sendo que os 16 melhores classificados do ranking mundial já tinham o seu lugar assegurado no quadro final da competição, enquanto os restantes 16 tiveram de passar por um árduo processo de qualificação e só esta semana conseguiram garantir o seu lugar no quadro principal.

Existiam 128 candidatos aos 16 lugares que ainda se encontravam em aberto e, depois de uma semana muito intensa, ficaram concluídos esta Quarta-Feira os jogos de qualificação que definiram o lote de 32 finalistas.

Esta Quinta-Feira realizou-se o sorteio que definiu o quadro final da competição, sendo que o mesmo não decorre de forma livre, existindo restrições na forma como o mesmo é efetuado, sendo a mais relevante o facto de nenhum jogador do Top-16 se defrontar nesta primeira ronda. Significa isto que, cada um dos 16 jogadores apurados nas qualificações desta semana defrontará um dos 16 já apurados por pertencer ao Top-16 do ranking mundial.

Para além disso, os jogadores que ocupam os lugares cimeiros do ranking estão distribuídos pelo quadro de forma a que só se defrontem entre si nas fases mais avançadas da competição (se alcançarem essas fases).

É evidente que, numa modalidade tão equilibrada como o snooker, qualquer um dos 32 jogadores presentes neste torneio terá qualidade suficiente para eliminar um dos restantes 31 jogadores em competição.

Isso não invalida, no entanto, que existam alguns nomes apontados como principais candidatos a levantar o troféu mais desejado do circuito no próximo dia 6 de Maio.

A prova disso está presente no quadro abaixo, que resume uma consulta de três sites de apostas desportivas distintos, de forma a comparar quais os jogadores considerados favoritos para cada um deles.

Lista de Favoritos a vencer a competição para as casas de apostas Bet365, Betway e UniBet (consultada a 17 de abril)
Fonte: Diogo Reganha

Torna-se evidente que existe alguma unanimidade no que se refere à lista dos principais candidatos a vencer o Campeonato do Mundo deste ano.

Apesar das ligeiras oscilações nas Odd’s apresentadas em cada um dos sites, a realidade é que todos eles apresentam como principais favoritos os mesmos cinco jogadores e precisamente pela mesma ordem.

Ronnie O’Sullivan, como vem sendo hábito, pelo seu estatuto e pela sua performance ao logo de toda a época, parte com uma considerável dose de favoritismo para o Crucible. O jogador, que é por muitos considerado o melhor jogador de todos os tempos, voltou a realizar uma época notável, com vitórias em diversas competições (UK Championship, Coral Players Championship, Coral Tour Championship, Shanghai Masters e Champion of Champions) e foi ainda finalista vencido no Northern Ireland Open e no Dafabet Masters.

Numa época em crescendo, voltou a bater diversos recordes, sendo talvez o mais mediático, o facto de ter alcançado o seu milésimo Century da carreira, algo que nenhum outro jogador esteve sequer próximo de alcançar.

O Rocket, que chega a esta competição na liderança do ranking, procura aqui a sua sexta vitória em campeonatos do mundo, competição que já lhe foge desde 2013.

Ronnie O’Sullivan é o favorito das casas de apostas à vitória final
Fonte: World Snooker

Na segunda posição dos favoritos à vitória final, as casas de apostas colocam Judd Trump, o que poderá ser algo surpreendente tendo em conta a época que realizou. Desde uma fase muito precoce da sua carreira que Trump lhe viu ser colocada uma fasquia muito alta. Talvez demasiado alta para aquilo que verdadeiramente conseguiu alcançar até ao momento. Aos 29 anos continua em busca da oportunidade de brilhar no Crucible e de corresponder às expectativas que lhe foram colocadas desde cedo, vencendo um campeonato do mundo.

Portugal bem encaminhado, mas ainda não qualificado

Dois anos depois da derrota na final, a seleção Portuguesa regressa a Montreux para recuperar o cetro perdido no derradeiro jogo da edição de 2017 frente à Argentina. O que colocou um travão à série de quatro vitórias consecutivas entre os anos de 2009 e 2015.

Ao início da tarde de quarta-feira teve início a 68ª edição do Torneio de Montreux, também conhecido por Taça das Nações. 

A prova arrancou com uma partida bastante interessante, referente ao grupo A, que colocou frente a frente as seleções de Espanha e Angola. A La Roja, comandada pelo argentino Alejandro Domínguez, apresentou-se na Suíça com uma equipa repleta de jovens promessas, mas da qual poucos ou nenhum deverá fazer parte dos dez que participarão nos Roller Games no próximo mês de julho. O conjunto africano, por seu lado, com muitos dos seus melhores jogadores até começou a perder, tendo estado com uma desvantagem de 3-1. Todavia, ainda antes da pausa, Angola conseguiu chegar ao empate por intermédio do experiente Martín Payero. Na segunda metade, espanhóis e angolanos proporcionaram um encontro bastante equilibrado, mas a cerca de dez minutos do fim, Payero concluiu o seu hacttrick através da conversão de um livre-direto. Apontando um golo que se veio a revelar decisivo e histórico, pois, garantiu o triunfo de Angola por 4-3. Após alguns jogos muito apertados nos últimos anos, a seleção africana alcançou, finalmente, a sua primeira vitória de sempre diante da Espanha. 

O segundo e terceiro encontros da ronda inicial do Torneio de Montreux não tiveram grande história. Na partida inaugural do grupo B, a Argentina, a campeã em título da prova, não deu qualquer hipótese ao jovem conjunto transalpino orientado por Massimo Mariotti, tendo goleado por 6-2. Uma boa demonstração de força da seleção albiceleste que, a par de Portugal, levou a solo suíço grande parte dos seus pesos pesados e é dos principais candidatos a vencer a competição. Continuando no grupo B, a França não teve qualquer dificuldade em vencer a equipa da casa, o Montreux Hockey Club, goleando a frágil formação suíça por claros 8-1. 

No jogo que encerrou o dia 1 da 68ª edição da Taça das Nações, Portugal realizou uma primeira parte a muito bom nível, demonstrando boas dinâmicas ofensivas e defensivas, tendo chegado ao intervalo a vencer a Suíça por 4-0. Nos segundos vinte e cinco minutos, apesar de ter conseguido marcar por duas ocasiões, com dois tentos suíços pelo meio a colocar o marcador em 6-2, a seleção portuguesa baixou os seus níveis exibicionais e deu algum alento ao conjunto vermelho e branco. Desta forma, suportada pelas boas exibições dos jovens irmãos Gian e Raphael Rettenmund e do também jovem guardião Tiziano Tatti, a Suíça cresceu e conseguiu reduzir a diferença para 6-4. Portugal tentou reagir, mas acabou por seu “auxiliado” com dois penaltis a seis e cinco minutos do fim, que Gonçalo Alves concretizou, colocando o marcador em 8-4. Já dentro dos últimos sessenta segundos, João Rodrigues fixou o score final em 9-4. 

Gonçalo Alves foi dos melhores da seleção portuguesa no encontro contra a Suíça
Fonte: Coupe des Nations

A ronda dois da competição teve início com mais um encontro interessante, desta feita do grupo B, mas que terminou com um resultado bem difícil de antecipar. Num duelo entre italianos e franceses, os jovens transalpinos apareceram de cara lavada e não deram qualquer hipótese à igualmente jovem França. Que ao ter sido goleada por 9-2, desperdiçou a oportunidade de selar a qualificação para as meias-finais. Por outro lado, com esta vitória, Itália reentra na luta do apuramento. A seleção gaulesa, se quiser passar, terá que vencer a Argentina. 

Após uma entrada em falso no Torneio de Montreux, a Espanha regressou à pista do Salle Omnisports transfigurada para melhor. Com um ritmo muito elevado, pressão alta e aproveitando o desgaste que a Suíça havia tido na véspera no encontro contra Portugal, a La Roja chegou ao intervalo a vencer por 4-0. O segundo tempo não trouxe nada de novo, com a Espanha a manter a intensidade e a aumentar a diferença até aos 9-0. A partir desse score, a seleção espanhola retirou o pé do acelerador, mas até ao final ainda conseguiu marcar mais dois golos, com a Suíça a fazer o seu tento de honra pelo meio. Três pontos que colocam a atual campeã mundial e da europa nas contas da qualificação do grupo A.

No principal jogo da segunda jornada da prova, Portugal e Angola protagonizaram um encontro bastante equilibrado, mas a seleção orientada por Renato Garrido acabou por levar a melhor, vencendo por 4-2. A equipa das quinas teve sempre o controlo do jogo e apesar de nem sempre conseguir alcançar a baliza angolana com qualidade, foi muito pragmática e eficaz. Girão voltou a ser importante, pois, impediu uma enorme recuperação de Angola de 0-3 para 3-3 e momentos depois, Hélder Nunes concretizou um livre-direto referente à 10ª falta do conjunto africano, colocando um ponto final no ímpeto angolano. Assim como assegurou mais três pontos para a seleção portuguesa. Mesmo com duas vitórias em dois jogos, Portugal ainda não tem a qualificação garantida. Para tal, se Angola vencer, terá de ganhar ou não perder com Espanha. Se Angola perder, a equipa lusitana está automaticamente qualificada para a fase seguinte. Os golos serão um elemento importante. 

A partida que fechou o dia 2 do torneio não foi tão interessante como o de 2017, onde Montreux deu um ar da sua graça, com a Argentina a vencer a equipa da casa por 5-1. Vitória que deixa a formação albiceleste quase nas meias-finais, numa situação parecida com a de Portugal. 

O calendário da terceira jornada da fase de grupos do Torneio de Montreux é o seguinte:

  • 14h00-Suíça vs Angola
  • 16h00-Itália vs Montreux HC
  • 18h00-Argentina vs França
  • 20h00-Portugal vs Espanha

Todos os jogos da competição podem ser vistos através do seu canal de Youtube.

Foto de Capa: Coupe des Nations