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Olheiro BnR – Guilherme Costa Marques

Nascido a 21 de maio de 1991, em Três Rios (estado do Rio de Janeiro), Guilherme Costa Marques foi revelado pelo Paraíba do Sul FC, emblema do estado carioca ao qual se juntou com 15 anos. Aí, depressa se destacou nas denominadas «categorias de base» e, com somente 16 anos, já lhe era concedida a oportunidade de se estrear pela equipa principal.

Posteriormente, aos 17 anos, após conquistar o Campeonato Estadual da terceira divisão de sub-20 e de despertar o interesse de vários clubes brasileiros, «Guilherminho», alcunha pela qual é conhecido na terra natal, optaria por emigrar pela primeira vez e, desta feita, rumar a Portugal para integrar os sub-19 do SC Braga.

Chegado ao nosso país, o jovem médio mostrou-se determinado em não deixar que aquela grande mudança se fizesse notar dentro das «quatro linhas», e consegui-o, ao ponto de merecer a confiança de Domingos Paciência – à época, treinador da equipa principal dos Arsenalistas -, que, em janeiro de 2010, o fez estrear numa partida relativa à fase de grupos da Taça da Liga, diante da União de Leiria.

No entanto, e não obstante o seu talento inegável, a afirmação do jovem brasileiro ficaria, em parte, comprometida devido à forte concorrência; em particular, a preponderância de uma dupla composta pelos seus compatriotas Alan e Mossoró (dois dos mais emblemáticos futebolistas que representaram o SC Braga durante a última década).

Assim sendo, na temporada seguinte, o médio viria a disputar oito partidas (marcou dois golos), enquanto na época de 2011/2012, e já sob orientação de Leonardo Jardim, a sua contribuição se resumiria a uns escassos 29 minutos de utilização – contabilizados ainda em agosto – na UEFA Europa League, seguindo-se um empréstimo ao «vizinho» Gil Vicente FC. Terminado o período de empréstimo, o meio-campista acabou por ser integrado na recém-constituída equipa B dos bracarenses, ao serviço da qual protagonizou uma temporada bastante positiva na Segunda Liga.

O talento escondido em Portugal que «virou» ídolo na Polónia

Apercebendo-se de que a permanência em Braga não iria favorecer a sua evolução, Guilherme decidiu não renovar e deixou o clube no verão de 2013, regressando ao Brasil. Sensivelmente seis meses depois, as portas da Europa abriram-se novamente, com o criativo – então com 22 anos – a rumar à Polónia para assinar pelo Légia de Varsóvia.

A experiência na capital polaca até nem começou da melhor maneira, com o médio a contrair uma rotura de ligamentos logo após os dois primeiros jogos ao serviço do clube, o que fez com que apenas realizasse três partidas até ao fim da temporada que culminou com a conquista do título de campeão da Ekstraklasa. Porém, as épocas seguintes trouxeram a estabilidade de que necessitava para assentar o seu jogo e se assumir como uma das figuras do futebol de posse praticado pelos Legioniści, atuando ora descaído sobre uma das alas, ora como segundo médio mais recuado num esquema-tático 4-2-3-1 (sobretudo, quando foi treinado por Stanislav Cherchesov, atual selecionador da Rússia, na época de 2015/2016).

Aquando da sua passagem pelo Légia, Guilherme Marques tornou-se o sétimo futebolista brasileiro com maior número de partidas realizadas na primeira divisão polaca
Fonte: Legia Warszawa

Por conseguinte, o êxito de Guilherme Marques no melhor período da história do Légia (conquista do tricampeonato, de taças e as sucessivas participações na UEFA Champions League) fez-se ecoar além-fronteiras, com o médio esquerdino natural de Três Rios a assinar, em janeiro de 2018, pelos italianos do Benevento Calcio, pondo fim a uma ligação de quatro anos (150 jogos; 21 golos e 23 assistências) ao clube de Varsóvia.

Aos 26 anos, Guilherme dava, assim, um novo impulso à carreira, ao ter a oportunidade de disputar um dos campeonatos mais exigentes da Europa, a Serie A italiana. Ora, apesar de, a nível coletivo, a experiência no clube da «Cidade das Bruxas» ter sido negativa (despromoção à Serie B), o habilidoso médio brasileiro acabou por se exibir em bom plano, participando em 12 partidas da primeira divisão do futebol transalpino, marcando dois golos e fazendo duas assistências.

Com a chegada da presente temporada, o médio que passou pela formação do SC Braga voltou a mudar de ares, rumando ao Yeni Malatyaspor, formação do principal escalão na hierarquia do Futebol turco. No atual quinto lugar do campeonato turco, Guilherme Marques totaliza (na referida prova)  24 jogos, cinco golos e sete assistências (trata-se do futebolista com maior número de assistências da sua equipa), efetuando uma média de (1,3) passes decisivos por encontro.

Resta, agora, ao futebolista canarinho, dar continuidade ao bom desempenho ao serviço do conjunto orientado por Erol Bulut para que possa progredir ainda mais na carreira.

 

Foto de Capa: Think Ball & Sports Consulting

Everton FC: Marco Silva de olhos no futuro

Marco Silva assumiu o comando técnico do Everton FC no início da presente época, tendo assinado um contrato de três anos.

À data deste artigo, já na reta final de todas as competições, o Everton está arredado das competições europeias, ficou pelo caminho na Taça da Liga Inglesa e na Taça de Inglaterra, e na Premier League já só cumpre calendário.

Numa época de altos e baixos, os comandados de Marco Silva valeram-se da sua supremacia no Goodison Park, em que os bons resultados permitiram cobrir alguns desaires fora de portas.

Mesmo com o lema de incutir um estilo de jogo dinâmico e atrativo nas suas equipas, o treinador português foi capaz do melhor e do pior, e as duas últimas jornadas do campeonato evidenciam esta realidade.

No espaço de uma semana, assistimos a dois tipos de Everton. Primeiramente, os toffees, com uma brilhante exibição, aplicaram uma lição de futebol à equipa do Arsenal FC, que mesmo fora das contas do título continua a ser um adversário recheado de jogadores de classe mundial, vencendo pela margem mínima, um resultado que pecou por escasso. Apenas seis dias depois, na deslocação ao terreno do então despromovido Fulham FC, demonstrando alguma displicência e falta de entusiasmo, o Everton saiu surpreendentemente derrotado por 2-0, salientando assim a bipolaridade do tipo de jogo produzido.

Desalento dos jogadores após derrota diante do Fulham
Fonte: Everton FC

Na nona posição, com 46 pontos, o Everton falhou claramente o objetivo de alcançar uma posição que lhe valesse participação nas competições europeias na época 2019/2020, e o foco está, por isso, no futuro.

Não se pode falar em período de adaptação para Marco Silva, pois já cumpre a sua terceira temporada no Futebol inglês, após passagens pelo Hull City AFC e o Watford FC. Contudo, a massa associativa demonstra manter a confiança no treinador português e, segundo a imprensa inglesa, essa será também a intenção dos dirigentes do clube.

Portanto, para Marco Silva, é hora de perspetivar a realidade a longo prazo, preparar a sua equipa e explorar potencialidades que teimam em não surgir, para que, aí sim, seja possível efetuar uma melhor campanha, com uma equipa mais regular e competitiva.

Convém não esquecer de que se trata da Liga mais difícil do mundo do Futebol, mas, ainda assim, este Everton pode fazer muito mais do que aquilo que fez esta temporada, tanto a nível nacional como europeu.

2018/2019 não será uma época negativa, mas o pouco que terá de positivo prende-se com aprendizagens que podem valer sucesso no futuro. O Everton exige mais. Será Marco Silva o homem ideal?

Foto de capa: Everton FC

Lage, um treinador que treina

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Se há algo que se tem notado no atual treinador do SL Benfica desde que assumiu a equipa principal é a importância que este dá aos treinos. Não faltam ocasiões para frisar, no seu discurso, que pensa sempre, não só “jogo a jogo”, mas também, e principalmente, “treino a treino”.

Esta obsessão e relevo que Bruno Lage dá ao treino faz um pouco um contraste com a impressão que se tinha de Rui Vitória, já que este último chegou mesmo a dizer que “gostamos de treinar menos e jogar mais”, quando perguntado se uma semana de descanso ia fazer bem à equipa depois de um sequência de jogos com poucos dias de intervalo entre si.

Mas a evidência quanto à importância das sessões de treino para Lage não é só uma expressão em conferências de imprensa e flash interviews. É notório que o treinador conta com todo o plantel para lutar nas diversas provas e que as escolhas de Lage até cheguem a divergir das escolhas de Rui Vitória, que usava um onze base nas várias competições e tendo os seus “preferidos” na equipa.

Quanto a Lage, a impressão que dá, é diferente. Para além de um jogador que não foi convocado no jogo anterior poder passar a titular no jogo seguinte, a utilização dos atletas é feita de acordo com o jogo que se aproxima e das armas que cada um detém. Ora, por exemplo, se Gedson tinha feito o último jogo a titular há seis partidas, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, contra o Eintracht Frankfurt, este saltou para a titularidade para que a equipa pudesse usufruir das suas capacidades numa mecânica diferente. E tudo isto é trabalhado e observado nos treinos.

Adel Taarabt voltou a jogar pela equipa principal ao fim de quase quatro anos
Fonte: SL Benfica

Lage observa as individualidades dos seus atletas e impulsiona a sua melhoria nas preparações para os jogos, dando-lhes importância prioritária. Além disso, somos bastante capazes de acreditar que a prestação de um jogador nos treinos dita a sua entrada ou saída do onze, ao invés do nome ou prestígio que traz nas costas. E isto leva-nos a falar de um exemplo bastante sonante: Adel Taarabt.

O marroquino era dado como um atleta perdido, excedentário, completamente fora das contas do Benfica, que só dava despesa ao clube enquanto não fosse transferido. A verdade é que Taarabt mostrou serviço e empenho nos treinos da equipa ‘B’, sendo, aos poucos, chamado a treinar com a equipa principal até chegar ao papel de titular, na partida contra o CD Feirense. Uma pequena prova de que Lage olha primeiro para o treino antes de afastar ou de glorificar um jogador. Se um jogador perde o gás no treino, perde o lugar no campo e vice-versa. A Taarabt, juntam-se uma lista de jogadores que com o antigo treinador pareciam estar completamente fora dos planos e que agora fazem parte do núcleo da equipa.

É bom saber que no comando da equipa está um treinador que investe no momento de forma e no esforço e potencial de um jogador, em vez de olhar para as costas da camisola que veste ou para aquilo que ele fez outrora, mas agora não está com vontade ou força para fazer.

Este é um dos aspetos que gosto em Lage, um treinador que treina.

Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

«Sinto que saí do Sporting mal aproveitado» – Entrevista BnR com Cristian Ponde

O Bola na Rede teve a oportunidade de entrevistar Cristian Ponde. O avançado português, com raízes romenas, é um dos muitos jovens com potencial “made in” Alcochete. Após doze anos com vinculo ao Sporting Clube de Portugal, procurou outras paragens com o objetivo de ter mais oportunidades para mostrar a sua qualidade e poder, desta forma, relançar a sua carreira, e o destino foi a Ucrânia. Desde os tempos de leão ao peito à atualidade no Futebol, passando pela influência de um treinador e o melhor jogador do campeonato português. Estes são os temas abordados numa entrevista que não vais querer perder.

Bola na Rede (BnR): Cristian, antes de mais quero agradecer por teres aceitado o desafio para esta entrevista. Gostava de começar por te perguntar se as saudades de Portugal já “apertam”?

Cristian Ponde (CP): Obrigado eu pelo convite. Claro que sim, muitas saudades. Há poucos países como Portugal para viver.

BnR: Qual a temporada mais marcante para ti em Portugal?

CP: 2013/2014, quando fiz a pré-temporada com a equipa principal do Sporting.

BnR: Estiveste 12 anos contratualmente ligado ao Sporting Clube de Portugal. Qual o balanço que fazes dessa ligação?

CP: Vejo as coisas pelo lado positivo, foi o clube onde cresci desde pequeno como jogador e como homem. Aprendi muito e tenho de agradecer por isso, mas nos últimos dois/três anos fui mal gerido pelo clube.

BnR: Como te sentes por nunca te ter sido dada uma oportunidade na equipa principal do Sporting CP?

CP: Sinto que saí do Sporting mal aproveitado, estive muito tempo à espera da minha oportunidade e decidi sair e seguir em frente.

BnR: Como surgiu a decisão da rescisão com o clube leonino? De quem partiu essa decisão?

CP: Foi mútuo acordo. No ano passado, o Sporting CP B acabou e não ia ser chamado para começar os trabalhos com a equipa principal. Falámos e foi o melhor para os dois lados.

Ao serviço da formação ucraniana já faturou em cinco ocasiões
Fonte: FK Karpaty

BnR: Como encaraste o desafio de ingressar no FC Karpaty Lviv da Ucrânia? O mister José Morais teve influência na decisão?

CP: Claramente, o mister José Morais foi decisivo para a minha vinda. Passou-me uma mensagem de confiança e a possibilidade de jogar uma primeira liga contra grandes equipas.

BnR: Continuas a acompanhar o campeonato português, sobretudo o Sporting CP?

CP: Sim, costumo ver os jogos.

BnR: Mantens contacto com alguns jogadores do Sporting CP?

CP: Claro, com os jogadores da minha geração, Mauro Riquicho, Domingos Duarte, Podence, etc.

BnR: Como certamente deves saber, o Sporting assegurou a presença no Jamor numa dupla batalha diante do eterno rival SL Benfica. Como vibraste com a vitória no jogo de Alvalade?

CP: Foi um jogo bastante emotivo, fiquei contente por terem chegado à final.

BnR: Ao serviço da equipa ucraniana, já apontaste quatro golos em 14 jogos. O que perspetivas até ao final da temporada, em termos individuais?

CP: Cinco golos, um na taça da Ucrânia. Faltam-nos disputar dez jogos e espero passar a marca dos 10 golos – é o meu principal objetivo.

BnR: Neste momento, o Karpaty luta pela manutenção na Primeira Liga da Ucrânia e irá disputar os quartos de final da Taça da Ucrânia. Consideras que irão conseguir a manutenção? Até onde achas que irão na Taça?

CP: A manutenção é o principal objetivo e acho que vamos consegui-lo com tranquilidade. Na taça, temos muita esperança de fazer uma boa campanha, temos todas as hipóteses de chegar às meias-finais, visto que jogamos contra um adversário da segunda divisão. Se tudo correr bem, esperamos ter sorte no sorteio.

BnR: Queremos, desde já, agradecer a tua disponibilidade e desejar-te o maior sucesso no futuro. Para terminar, desafio-te a elegeres o melhor jogador do campeonato português.

CP: Bruno Fernandes.

Foto de Capa: FK Karpaty

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 5 passos para vencer o Liverpool FC

Após a derrota por 2-0 na terra dos Beatles, o campeão português terá pela frente, em sua casa, a difícil tarefa de inverter o resultado da eliminatória. 90 minutos que poderão ditar o adeus do FC Porto às competições europeias na presente temporada ou então estender a passadeira vermelha para as meias-finais. Múltiplos são os cenários, evidentemente. Porém, de todos esses cenários, apenas alguns específicos conseguirão satisfazer os adeptos portistas. Cenários esses que pouco têm de provável, mas esbanjam um roteiro digno de um drama de Hollywood. E como é que evitaremos que esse roteiro permaneça apenas no papel? Seguindo à risca (ou não) os cinco tópicos que enumerarei de seguida.

A segunda vida de Rúben Semedo

A vida de Rúben Semedo tem sido uma verdadeira montanha russa nas duas últimas temporadas. Transferiu-se para Espanha, para representar o Villarreal CF, após uma excelente época ao serviço do Sporting CP na temporada 2016/17. Porém, em Valência as coisas não podiam ter corrido pior.

Primeiro lesionou-se num período embrionário da época, e depois viu-se envolvido em problemas com a justiça espanhola. Foi detido três vezes devido a desacatos, ameaças físicas e posse ilegal de arma. E mais tarde esteve preso preventivamente durante 142 dias por alegadamente ter sequestrado e agredido um individuo.

Saiu da prisão em julho de 2018 e neste momento encontra-se em Vila do Conde a tentar dar um novo rumo à sua carreira. No verão já havia sido emprestado ao Huesca, da Liga Espanhola, onde realizou uma primeira metade de época irregular, tendo disputado apenas 11 jogos.

Depois de uma época para esquecer, Rúben Semedo está a tentar relançar a carreira em Vila do Conde
Fonte: Rio Ave FC

Ao serviço do Rio Ave FC desde janeiro, o defesa tem conseguido impor-se na defesa vila-condense e soma já oito partidas e dois golos. Ao todo disputou 720 minutos e assumiu um papel preponderante numa equipa que não está a atravessar um bom momento.

Aos 25 anos, Rúben Semedo parece querer voltar a fazer as pazes com o futebol e aproveitar o talento que já nos demonstrou. A vida está a dar-lhe uma segunda oportunidade e Semedo parece estar um jogador diferente: mais maduro, mais adulto e mais sereno.

Será que ainda vai a tempo de atingir os patamares que outrora lhe foram apontados?

 

Foto de Capa: Rio Ave FC

Chegaram os playoffs!

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É já este sábado que começa a primeira ronda dos playoffs desta temporada da NBA. Qual a previsão para o início da fase a eliminar da liga?

Antes de tudo, é necessário relembrar que desde 2005 que LeBron James não falha os playoffs. Aliás, podemos ir mais além e afirmar que desde a temporada de 2011 que LeBron joga as finais, ou seja, há oito anos consecutivos que temos o prazer de assistir ao melhor jogador do mundo a jogar a final. Ele é um jogador especial, é o melhor marcador de sempre dos playoffs e o jogador com mais triplos duplos das finais. Certamente iremos sentir falta de o ver a lutar pelo título como fez nos últimos anos.

Feito este breve aparte, é altura de analisar e prever os resultados desta primeira ronda.

A fuga da Auditoria para a Comunicação Social

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Frederico Varandas já tinha anunciado que estava a decorrer uma auditoria forense à gestão do ex-presidente do Sporting CP Bruno de Carvalho, mas ainda pouco se sabia acerca da mesma, apesar de uma intervenção do atual presidente numa conferência de imprensa a 22 de fevereiro de 2019 em que referiu alguns pormenores, ainda que poucos, acerca da “radiografia’” ao passado recente dos leões. Contudo, saiu na quarta-feira, em vários órgãos de comunicação social, o resultado da tão secreta e misteriosa auditoria. Mas o que se passa afinal?

Considero gravíssimo o que aconteceu. Os sportinguistas usam o termo toupeira para provocar o SL Benfica, mas a verdade é que parece que no nosso clube o mesmo acontece. Algo secreto e de extrema importância, não só para todos os sócios como também para a estabilidade interna, acaba desta forma em praticamente todos os jornais nacionais. O Sporting CP viu vários dados antigos serem revelados em praça pública, que o colocaram na rota noticiosa mais uma vez pelos piores motivos. É verdade que ainda nada foi sequer comentado por Frederico Varandas, mas o facto é que é uma vergonha tal situação ter acontecido no nosso clube.

Os primeiros a saber da auditoria forense deveriam ter sido os sócios
Fonte: Sporting CP

Para que servem as assembleias gerais? Apenas para destituir presidentes e suspender sócios? E a discussão desta auditoria? Não deveria ser ultra-secreta e apenas revelada perante todos os associados do emblema leonino? Fala-se muitas vezes que o clube é dos sócios, mas parece que na verdade não é bem assim. Quando todos têm acesso a assuntos confidenciais, o clube perde credibilidade, assim como a direção que lá vigora. No entanto, parece que nada se passa, pois nem um comunicado relativo ao assunto foi emitido.

Concluindo, não me quero alongar muito, pois a revolta em mim faz-me escrever coisas pouco simpáticas. Apenas quero reforçar, mais uma vez, a gravidade de tal acto acontecer. Os sócios têm de se fazer ouvir. Estes tipos de situações não podem acontecer. Não se vê isto em mais nenhum dos nossos rivais. Tem de se apurar responsabilidades dentro da estrutura. Também há toupeiras em Alvalade?

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Emoção até ao horizonte, e mais além

A Taça do Mundo de Carros de Turismo está de volta. Desde 2018 que as regras TCR entraram em vigor e o campeonato ficou claramente melhor. O WTCC – ou Campeonato do Mundo de Carros de Turismo – estava, na minha opinião, a ir para patamares de protótipos. Muito dinheiro investido pelas marcas, o que favorecia algumas, como a Chevrolet e a Citroen. E, se continuasse assim, a Volvo. 

Hoje, a Taça do Mundo conta com muito mais carros na grelha. Não existem “equipas de fábrica”, apenas equipas privadas, de acordo com o regulamento TCR. Se em 2017 vimos a Hyundai ganhar o campeonato de equipas pela YMR, este ano a entrada dos chineses da Lynk & Co com esta mesma equipa veio dar mais ânimo. 

O Hyundai i30 N TCR continua competitivo, o Honda Civic TCR mostra potencial, o Lynk & Co 03 TCR parece ter nascido bem (teve um boa equipa e preparação para isso), o Cupra TCR mantém-se no campeonato, mas muda de mãos. O Volkswagen Golf GTI TCR é que me parece não estar tão rápido como gostaria, mas o campeonato é longo. 

A primeira ronda correu-se no circuito de Marrakesh, em Marrocos. Como tem vindo a ser habitual, o circuito citadino africano é muito complicado para se efetuar ultrapassagens, ou seja, as três corridas do fim-de-semana acabaram por ser um pouco monótonas. Pouco monótonas, porque, lá está, num circuito tão estreito estamos sujeitos a ver despistes e acidentes. Em Marrocos, o calor também teve grande influência. Perda de travões foi um problema muito comum, tanto na frente da corrida, como no meio do pelotão, como na retaguarda. 

Quanto às corridas: na primeira, a vitória foi para Esteban Guerrieri, em Honda Civic TCR. O argentino mostrou a sua garra e também a do carro japonês. Em 2019, o Honda está bem mais competitivo do que em 2018. Na segunda posição ficou o campeão de 2017 do WTCC, Thed Bjork, no novo Link & Co. Terceira posição para o outro Honda da Munnich Motorsport, com Nestor Girolami. O campeão, Gabriele Tarquini, ficou na quarta posição. 

Na segunda corrida, Nicky Catsburg saiu da pole position. O holandês, que regressa ao campeonato a bordo de um Hyundai i30 N TCR, parecia ter a vitória no bolso quando um problema de travões fez com que o Hyundai fosse parar às barreiras de segurança. Assim, Gabriele Tarquini herdou a liderança e venceu. Na segunda posição ficou o Audi RS3 LMS de Jean-Karl Verney, que, na primeira corrida, terminou também em terceiro, mas uma penalização fez com que o francês não fosse ao pódio. A completar o pódio desta corrida ficou Yann Ehrlacher – mais uma vez, um dos Link & Co 03 TCR no pódio. 

Terceira e principal corrida do fim-de-semana, a vitória foi para Thed Bjork. Fred Vervish levou o Audi RS3 LMS à pole com Yvan Muller do seu lado. O belga ficou no seu lugar enquanto os dois carros chineses de Muller e Bjork saltaram para a liderança. Mais uma vez, problemas com o líder Muller. A sorte assim sorriu a Bjork, que venceu a corrida e é o primeiro líder da Taça do Mundo de Carros de Turismo. Esta corrida também marca a primeira vitória da marca chinesa. 

Uma vitória, um quarto e um quinto lugar para o atual campeão do WTCR. É sempre bom ver um carro de corridas com o número 1. Já não há muitos pilotos de topo a usarem-no.
Fonte: BRC

Para nós, portugueses, este fim-de-semana teve um carinho especial. Tiago Monteiro regressou a tempo inteiro às pistas. Depois de em 2018 só ter feito a prova de Suzuka, terra da Honda, o português está de volta e parece ter uma palavra a dizer. O Honda Civic TCR está competitivo e Tiago fez sexto na primeira corrida e oitavo na segunda. Na corrida principal, um toque com Ehrlacher viu os dois pilotos irem parar às barreiras, ditando o abandono. Melhor sorte para a próxima!

A Taça do Mundo de Carros de Turismo segue para o Hungaroring, na Hungria, de 26 a 28 de abril.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: FIA WTCR / Oscaro

Editorial BnR #4: Parceria com a ADESL

As finais do Campeonato Universitário de Lisboa, realizadas no final de março, vieram colocar o ponto final no primeiro ano de parceria entre a Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa (ADESL) e o Bola na Rede.

O convite realizado pela organização deixou-nos bastante orgulhosos, mas colocou-nos uma imensa tarefa pela frente: sair da nossa zona de conforto e tentar proporcionar o melhor trabalho e cobertura possível aos exigentes desportistas que participaram nos campeonatos.

Foi um percurso com muitos altos e baixos, em que as pequenas vitórias nos deixaram muito orgulhosos e onde os momentos menos bons nos fizeram crescer e perceber as – várias – limitações que temos.

Contudo, creio que o projecto final foi, perante todas as adversidades, algo satisfatório e que, acima de tudo, aprendemos com os erros e com as situações criadas ao longo destes cinco meses.

À ADESL, resta-nos agradecer toda a disponibilidade, ajuda e compreensão que nos foi dada ao longo do tempo, sendo um verdadeiro parceiro e percebendo os problemas internos que surgiam. Aos desportistas, esperamos que tenha sido um ano em que se sentiram valorizados e que tenham gostado do nosso trabalho.

Vamos tentar sempre aprender e melhorar tudo o que foi feito.

Muito obrigado por este ano e saudações desportivas.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Inês Catarino / ADESL