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SL Benfica 4-2 Vitória FC: Bis de Rafa mete águia na liderança

No jogo que encerrou a 29.ª jornada da Primeira Liga, o SL Benfica venceu no seu reduto o Vitória FC por 4-2, e voltou à liderança partilhada com o FC Porto. Após o triunfo para a Liga Europa, os pupilos de Bruno Lage necessitavam de ganhar para continuar no topo da classificação, embora do lado visitante, estivessem os “sadinos” que precisavam de pontuar para fugir aos lugares de despromoção, depois de terem vencido os dois últimos encontros para o campeonato.

O Benfica entrou a todo o gás na partida, e abriu o marcador cedo! Na sequência de um cruzamento do lado direito de João Félix, Rafa surgiu na área e de calcanhar fez o primeiro golo na Luz. O golo madrugador ajudou as “águias” a acentuar o seu controlo no encontro, a circular bem a bola à procura de espaços na defesa adversária, embora o Vitória não permitisse tais espaços, devido à boa organização defensiva.

Depois de ter caído numa fase menos interessante, o jogo voltou a ganhar interesse com o penálti aos 28 minutos: depois de consultar o VAR, o árbitro Rui Costa apontou para marca de grande penalidade, a castigar um corte com o braço de Rúben Micael. Encarregado de tentar fazer o segundo, Pizzi viu Makaridze a negar-lhe a intenção de festejar mais um tento na Primeira Liga. Aos 33’, João Félix, a cruzamento de Pizzi, cabeceou com muito perigo à baliza do Vitória, mas bola saiu por cima.

Após algumas ameaças, o 2-0 finalmente surgiu: num lance de insistência e em que a defesa sadina andou aos papéis, João Félix assistiu novamente Rafa, e o extremo português aproveitou para bater Makaridze pela segunda vez na partida. Apesar do duro golpe, os comandados de Sandro Mendes não baixaram os braços e conseguiram reduzir a diferença no marcador no instante a seguir: numa jogada bem trabalhada do lado direito por Hildeberto Pereira, o número 20 dos visitantes passou a Rúben Micael que serviu Nuno Valente para o golo do Vitória, aos 39 minutos.

Até ao intervalo, não houve mais nada a assinalar e os jogadores foram para o descanso, com o Benfica na frente do marcador, mas a partida estava longe de estar resolvida, uma vez que o Vitória pretendia dar luta para o segundo tempo em busca de alcançar um resultado positivo.

Festejo do golo por parte da equipa encarnada que volta a estar na liderança do campeonato português
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O segundo tempo começou por ser jogado de uma maneira algo confusa e as duas equipas constantemente perdiam posses de bola e jogavam muito a meio campo. Depois de sucessões de lances sem grande perigo para ambas as balizas, surgiu novo golo no Estádio da Luz.

Aos 56 minutos, Florentino estava atento a meio campo e intercetou um passe sadino. Pizzi ficou com a bola, avançou no terreno, cruzou para a área e estava lá João Félix para finalizar. O jovem português não teve dificuldades em marcar o seu décimo primeiro golo na liga portuguesa.

Rafa, três minutos depois, caiu na área do Vitória e o árbitro Bruno Miguel entendeu que o médio português simulou o lance. O número 27 do Benfica viu o amarelo, o quinto no campeonato, e, por isso, não vai jogar o próximo jogo com o CS Marítimo. Aos 62 minutos, foi a vez de na baliza Vlachodimos brilhar. Hildeberto rematou em arco para um voo incrível do grego, que acabou por defender a bola para canto. Na sequência do mesmo nada aconteceu.

Depois do terceiro golo encarnado, o ritmo do jogo voltou a baixar drasticamente. O Benfica tinha aquilo que queria, a vantagem no jogo, e o Vitória raramente conseguia criar ocasiões de grande perigo perto da baliza defendida por Vlachodimos. O jogo voltava a passar uma fase menos bem jogada de ambos os lados.

O jogo acabou por ficar sentenciado com um golo do melhor marcador da liga. Após um grande passe de Rafa, o suíço Haris Seferovic, ao minuto 77, marcou novo golo. Ainda se hesitou muito nos festejos, pois Bruno Miguel ficou a ouvir o VAR, mas nada foi assinalado em contrário. Contava mesmo o golo na Luz e o suíço marcava o décimo nono golo no campeonato, consolidando a vitória e a primeira posição nos melhores marcadores da prova.

Aos 86 minutos, houve um lance na área entre Rúben Dias e Vasco Fernandes, que acabou por dar penalti. O central encarnado quando estava em queda acabou por tocar na face do jogador sadino e, após consulta do VAR, Bruno Miguel acabou por marcar castigo máximo. Na sequência, um grande golo de Jhonder Cádiz, que fez uma picadinha. É a terceira jornada consecutiva a marcar para o avançado sadino.

Até ao final não aconteceu mais nada de perigo a assinalar. O Benfica continua assim na liderança do campeonato com os mesmos pontos do que FC Porto e voltará a jogar a próxima jornada na Luz com o CS Marítimo. Já o Vitória continua a lutar por pontos preciosos para se manter no principal escalão do futebol português.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Odyseas Vlachodimos, André Almeida, Ferro, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Andreas Samaris, Florentino Luís, Pizzi, Rafa Silva (Jota, 90+4’), João Félix (Taarabt, 80’) e Haris Seferovic (Jonas, 88’)

Vitória FC: Giorgi Makaridze, Mano, Artur Jorge, Vasco Fernandes, André Sousa, Sávio, Rúben Micael (Castro, 77’), Nuno Valente (Sekgota, 64’), Éder Bessa, Hildeberto Pereira (Zequinha, 64’) e Jhonder Cádiz

Frente a frente: André Pereira vs Gonçalo Paciência

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Num ano em que se tem falado muito de pérolas de formação em Portugal, colocamos frente a frente dois homens formados no Futebol Clube do Porto, dois pontas de lança, um que figura atualmente nos azuis e brancos e outro que foi vendido no final da época passada. São eles André Pereira e Gonçalo Paciência.

André Pereira é um avançado de 23 anos que dividiu a sua formação entre FC Porto, Leixões, Varzim e Sanjoanense, tendo-se destacado na época 2017/2018, na equipa B dos dragões, ao apontar 11 golos em 20 jogos. Esta boa primeira metade de temporada nos “bês” despertou o interesse de alguns clubes da primeira liga, nomeadamente do Vitória FC, que o adquiriu por empréstimo.

Nos sadinos, André Pereira continuou com boas prestações, em que marcou quatro golos em treze jogos e foi bastante influente na manobra ofensiva dos homens de Setúbal, e acabou por ser chamado de volta para o FC Porto para a presente época desportiva.

Um avançado robusto, com vários aspetos técnicos a melhorar e o instinto matador para aprimorar, tem vindo a fazer uma época de menor fulgor nos azuis e brancos, onde conta com 22 partidas disputadas e apenas três golos apontados, ele que começou a época como titular no onze de Sérgio Conceição.

André Pereira tem realizado uma época de pouco brilhantismo no Futebol Clube do Porto
Fonte: FC Porto

Já Gonçalo Paciência, de 24 anos, formado exclusivamente no FC Porto, é um avançado que prima pelo jogo aéreo, derivado da sua elevada estatura. O avançado português teve ainda passagens, por empréstimo, pelo Olympiacos, da Grécia, e por Rio Ave, Vitória FC e Académica, em Portugal.

Depois de ter participado na conquista do Campeonato Nacional a temporada passada, Gonçalo foi vendido ao Eintracht Frankfurt, da Alemanha. Um começo com o pé esquerdo, devido a uma lesão que o afastou dos relvados durante uma boa parte da temporada, mas que não o impediu de agora brilhar nos alemães, tendo, inclusivamente, quatro golos marcados em 11 jogos, com o último a ser apontado no Estádio da Luz, frente ao SL Benfica, em jogo a contar para os quartos de final da Liga Europa, e que os alemães perderam por quatro bolas a duas.

Enquanto André é mais rápido e joga como segundo avançado, podendo vir buscar jogo mais atrás e até jogar pelas alas, Gonçalo é um ponta de lança fixo, com habitat natural na área do adversário.

Veredicto: Na minha opinião, Gonçalo vence este frente a frente e deveria ter lugar no plantel principal do FC Porto. É um jogador mais esclarecido que André e, com a lesão de Aboubakar, os azuis e brancos precisam de um avançado mais fixo quando Tiquinho Soares não está nos seus dias. Para segundo avançado, ou avançado mais móvel, os dragões têm Marega e Fernando Andrade, pelo que, a meu ver, era melhor ter André Pereira num empréstimo a desenvolver as suas qualidades, do que Gonçalo vendido, sem hipótese de um regresso imediato.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Luiz Phellype: de incógnita a decisivo

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A meio da temporada, os clubes têm a oportunidade para combater lacunas existentes nos plantéis – ou pelo menos era isso que deveria acontecer. E foi no último período de transferências que o Sporting Clube de Portugal reforçou o seu ataque, contratando Luiz Phellype – o melhor marcador (na altura) da Segunda Liga Portuguesa. O avançado brasileiro, proveniente do FC Paços de Ferreira, contava com nove golos marcados em quinze partidas realizadas ao serviço dos castores, registo que ainda o deixa no top dez dos melhores marcadores da Segunda Liga.

A disputar um lugar no onze leonino, o ex-pacense tinha a tarefa complicadíssima de concorrer com Bas Dost. E todos sabemos a preponderância que tem o holandês nas manobras ofensivas dos leões, tendo sido o melhor marcador dos leões nas últimas temporadas.

Numa primeira fase, Luiz Phellype foi aproveitando os poucos minutos que lhe foram dados para mostrar aos sportinguistas e a Marcel Keizer as suas qualidades. Com as limitações físicas de Bas Dost, o avançado brasileiro foi ganhando algum protagonismo até conseguir assegurar o seu lugar no onze leonino.

Um avançado vive de golos
Fonte: Sporting CP

Ao serviço do Sporting CP, o avançado brasileiro esteve onze jogos sem conseguir faturar, causando alguma falta de confiança. E foi na deslocação ao terreno do Desportivo de Chaves que se estreou a marcar de leão ao peito, e logo por duas vezes. No primeiro golo, o avançado que enverga a camisola número vinte e nove dos leões, acabou mesmo por chorar de emoção, numa demonstração de “alívio” e alegria.

Pois bem, como se diz na gíria: só custa o primeiro. E foi exatamente no jogo da estreia a marcar que conseguiu chegar ao segundo golo. No entanto, a história prosseguiu para os restantes jogos do campeonato. Depois da partida em Chaves, Luiz Phellype realizou mais dois encontros para o campeonato, onde deixou a sua marca com um golo marcado em cada jogo. Em nove jogos realizados até ao momento na Primeira Liga, o ex-Paços de Ferreira marcou quatro golos.

Com a fase positiva do atual titular no ataque dos leões, a comparação com Bas Dost intensifica-se. Para mim, não há dois jogadores iguais, apesar de jogarem na mesma posição. Um é mais letal na área (como demonstrou noutras temporadas), o outro é mais “lutador” e procura ser o primeiro defesa no momento sem bola. Considero os dois bons jogadores e importantes para a estratégia montada pelo mister Marcel Keizer. Apesar desta temporada ter sido a menos positiva para Bas Dost, não nos podemos esquecer da sua preponderância nas temporadas anteriores. No entanto, penso que se deve aproveitar a boa fase do brasileiro e continuar a dar-lhe confiança, por acreditar que na próxima temporada se irá afirmar e ser uma mais-valia para a equipa leonina.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rio Ave FC 2-1 Vitória SC: Alterações trouxeram vida ao ataque vila-condense

Com quatro alterações face àquele que foi o onze apresentado por Daniel Ramos em Alvalade, o Rio Ave FC, foi capaz de mostrar qualidade ofensiva para derrubar o conjunto de Guimarães, num jogo com um ambiente digno da primeira liga.

Rio Ave FC e Vitória SC encontraram-se, no domingo, para um dos encontros grandes da jornada 29 da Liga NOS. A equipa da casa conseguiu vencer por 2-1, num jogo que se antecipava complicado.

Os dez primeiros minutos de jogo ficaram marcados pela cautela com que ambas as equipas optaram por abordar este encontro. Os dois conjuntos preferiram não arriscar e o conjunto da casa foi quem deteve a bola na maior parte do tempo. O conjunto vimaranense tentou sair em transições ofensivas, mas sempre sem sucesso.

O ambiente no estádio esteve animado e o foco dos jogadores desviou-se para fora das quatro linhas ao verem adeptos do Vitória SC invadirem uma zona, inicialmente interdita, pela polícia. Os adeptos da casa manifestaram o seu descontentamento pela falta de capacidade da polícia controlar este fenómeno.

Já com o ambiente mais calmo e controlado os jogadores conseguiram finalmente concentrar-se no que se passava dentro das quatro linhas. Foi então que o Rio Ave FC, por intermédio de Felipe Augusto, conseguiu o primeiro remate perigoso, à baliza defendida por Miguel Silva.

O conjunto de Daniel Ramos conseguiu adiantar-se no marcador na conversão de uma grande penalidade que nasceu de uma jogada bem desenhada pelo ataque vila-condense. Filipe Augusto converteu o castigo máximo e deixou os adeptos rio-avistas mais animados.

Já em vantagem no marcador o Rio Ave FC continuou por cima do encontro. Nuno Santos colocou Miguel Silva à prova com um remate potentíssimo, depois de ter ganho bem a posição em corrida, na primeira transição ofensiva que os vila-condenses fizeram.

A primeira metade do jogo acabou sem que o Vitória SC conseguisse ter uma chance de verdadeiro perigo. O Rio Ave FC conseguiu sempre controlar a posse de bola e não teve problemas em tomar conta do encontro.

Tarantini disputa a bola com Wakaso
Fonte: Liga Portugal

No reatamento da partida a equipa da casa consegue aumentar a vantagem. Boa jogada de insistência na direita com Diego Lopes a deixar a bola para Nuno Santos que no coração da grande área rematou sem hipóteses de defesa para Miguel Silva.

Em resposta ao segundo golo dos vila-condenses o conjunto de Luís Castro conseguiu rematar por duas vezes com perigo à baliza. A primeira foi num cruzamento de Rochinha que sofreu um desvio de Guedes e a segunda foi um remate cruzado de Guedes para uma defesa de Leo Jardim. Os vimaranenses, finalmente, mostravam querer reagir à desvantagem.

Descontente com o resultado que o marcador mostrava, Luís Castro decidiu fazer as duas primeiras substituições no encontro. Entraram Joseph e Welthon para os lugares de Rochinha e de Guedes. Foi, claramente, uma busca pela rapidez de processos, por parte do treinador do Vitória SC.

Já Daniel Ramos preferiu manter o seu sistemática ao lançar Bruno Moreira para a posição de Gelson Dala, refrescando a setor atacante vila-condense. Nesta altura, Luís Ramos esgotava as suas alterações ao introduzir Ola John em jogo em detrimento de Rafa Soares.

A formação entrou nos dez últimos minutos do tempo regulamentar a procurar o golo e a tentar sair de Vila do Conde com pontos. No entanto, o Rio Ave FC, consistente, não o permitiu. As entradas de Welthon e de Joseph não surtiram o efeito desejado e o Vitória SC continuou com dificuldades em construir jogadas.

Foi então, ao minuto 88, que o árbitro da partida, Manuel Oliveira, decide recorrer ao VAR para averiguar uma alegada mão na grande área vila-condense. O árbitro português confirma e assinala grande penalidade que Tozé converteu, diminuindo a desvantagem do Vtória SC.

O resultado manteve-se até ao apito final. O Vitória SC foi incapaz de voltar a rematar à baliza de Leo Jardim algo que sublinhou a consistência defensiva da equipa da casa. De assinalar ainda, a expulsão de Fábio Coentrão no último minuto da partida por acumulação de amarelos.

Com este resultado o Rio Ave FC mantém o seu nono posto na tabela classificativa enquanto que o Vitória SC ocupa o sexto posto. Na próxima jornada os vila-condenses terão que ir visitar a Belenenses SAD e o Vitória SC vai receber o CD Aves.

Onzes Iniciais e Substituições:

Rio Ave FC: Leo Jardim, R. Semedo, Borevkovic, Tarantini, Diego (Jambor 90+3’), Nuno Santos, Junio Rocha, F. Coentrão, F. Augusto, Gabrielzinho (Galeno 79’), Gelson Dala (B. Moreira 75’)

Vitória SC: Miguel Silva, P. Henrique, Rafa Soares (Ola John 75’), Guedes (Welthon 57’), M. Oliveira, F. Sacko, Tozé, Osório, Wakaso, Rochinha (Joseph 60’), Davidson

Faltando pouco para o Mundial, a seleção brasileira padece

A seleção brasileira feminina está em preparação para o Mundial da França. A equipa comandada pelo técnico Vadão está no Grupo C, junto com Itália, Austrália e Jamaica. Esta competição será histórica. Pela primeira vez, uma emissora de televisão aberta transmitirá todos os jogos da seleção num Mundial. Isso é um grande marco que não pode ser ignorado. A televisão tem um papel importante na divulgação do desporto feminino. Assim, o público poderá ter mais interesse e, inclusive, conhecer as jogadoras que representam o seu país. Com a exceção de Marta, a maior parte do elenco da seleção brasileira é desconhecido pelo público brasileiro.

Contudo, nem tudo é alegria. Logo no Mundial que será televisionado, a seleção feminina anda de mal a pior. As meninas vêm de uma incrível série de nove derrotas consecutivas e as perspectivas são as piores possíveis para a Taça do Mundo. O trabalho do treinador Vadão é bem questionável. Além das derrotas, a equipa não apresenta quase nada em campo, e, na verdade, o que é apresentado é uma grande desorganização. A seleção parece não evoluir em nenhum setor, com o treinador. Porém, para o coordenador do Futebol feminino, Marco Aurélio Cunha, a seleção está mostrando um bom futebol, apesar das derrotas, e defende a permanência de Vadão. “A confiança que possa melhorar e o trabalho que faz, a proximidade da Copa e tudo que já observou aliado à sua experiência como treinador. Não considero o desempenho tão ruim, e sim os resultados. Vários jogos que perdemos jogamos bem”, disse o coordenador numa entrevista ao blog As Dibradoras.

Marta continua a ser a grande estrela                                                                                              Fonte: CBF

A seleção feminina do Brasil é um reflexo da (des)valorização que as jogadoras brasileiras possuem no país. Os campeonatos nacionais organizados pela CBF costumam ser curtos e sem grandes atrativos. A maior parte das atletas que atuam no Brasil precisam de outra ocupação para completar a renda e as suas perspectivas de ter um sucesso na carreira vão diminuindo, ao mesmo tempo que crescem as suas desilusões. O processo de valorização do Futebol feminino será demorado, mas, com um bom projeto, poderá ser viável. Cabe a nós, amantes do Futebol, estarmos juntos nessa empreitada. Dirigentes, jornalistas e adeptos precisam de estar empenhados nesta causa, pois cada um tem uma função importante no crescimento do Futebol feminino brasileiro e mundial.

Foto de capa: CBF

E-Prix de Roma: Primeira vitória suada para Mitch Evans

A Formula E regressou ao continente europeu com o E-Prix de Roma, nas ruas da capital italiana. Para manter a tradição, vimos mais uma vitória de um piloto e equipa diferente. Desta vez, essa honra pertenceu a Mitch Evans e à equipa da Panasonic Jaguar Racing, que, após uma batalha épica com o Ds Techeetah de André Lotterer, foi o 7º vencedor de sete corridas nesta época.

Como já é hábito na Formula E, as primeiras voltas ofereceram caos e destruição, desta vez potenciado pelo piso molhado das ruas de Roma, onde tinha chovido pouco antes da corrida. Vários carros estiveram envolvidos num acidente em cadeia, que bloqueou a pista, dando origem a uma bandeira vermelha, que parou a corrida durante vários minutos.

No recomeço, Lotterer, que partiu na pole position, seguia na frente e era perseguido por Evans, que passou metade da corrida nessa posição. Os dois pilotos acabaram por se separar dos restantes e batalharam pela primeira posição até ao fim, sendo a estratégia do uso do Attack Mode essencial para o resultado final.

O piloto da Jaguar foi o primeiro a apostar no Attack Mode, porque, apesar de parecer mais rápido, Lotterer defendia a posição com tudo o que tinha e não abria nem um espaço para a ultrapassagem de Evans. A aposta acabou por dar frutos, pois, após muitas tentativas, um espaço mínimo abriu-se, e Evans, numa manobra que deixaria Senna feliz, atacou com tudo, obrigando Lotterer a ceder e a abrir passagem ao piloto da Jaguar.

A batalha entre Evans e Lotterer durou toda a corrida
Fonte: ABB Formula E

Lotterer ainda se viu pressionado por Vandoorne, o ex-piloto da Mclaren, a aproveitar a batalha entre os líderes para se aproximar, mas acabou por não ter a velocidade suficiente para lutar por mais do que o último lugar do pódio.

GP China: Corrida 1000, entusiasmo 10

Milésima corrida da história da Fórmula 1 ou, melhor dizendo, milésima corrida a contar para o campeonato, e que grande corrida foi. Depois de o Bahrain ter sido uma das melhores corridas dos últimos anos, o Grande Prémio da China deixou muito a desejar, sendo a ordem de chegada no fim da corrida quase igual à ordem do final da primeira volta.

Após uma excelente pole position na qualificação, Valteri Bottas saiu mal e caiu para o segundo lugar, atrás de Hamilton, que desapareceu no horizonte para nunca mais ser apanhado e ter uma corrida tranquila. Leclerc também se colocou à frente de Vettel, mas a equipa pediu para este sair da frente para deixar o alemão subir ao terceiro lugar, apesar de Leclerc estar mais rápido, mas não foi a única vez que complicaram a vida ao monegasco durante a corrida…

Mais atrás, Kvyat conseguiu chocar contra os dois Mclaren ao mesmo tempo, arruinando a sua corrida e a de Sainz e Norris. Hulkenberg começou bem, mas acabou por se retirar, mais uma vez com problemas mecânicos.

Kvyat a “limpar” os dois Mclaren
Fonte: Formula 1

Se na linha da frente as coisas estavam bastante paradas, ao menos no meio campo continuava a haver as lutas fantásticas do costume, certo? Não, excetuando algumas lutas bastante agradáveis de Raikkonen com os carros da Haas, e a recuperação fenomenal de Albon, também não houve nada de grande destaque. 

Ricciardo manteve a 7ª posição com segurança, Sergio Perez teve um arranque fantástico e seguia o australiano, mas a alguma distância, e Kimi também entrou nos pontos com uma boa corrida.

Com a preocupação focada principalmente na poupança de pneus, os pilotos da frente não arriscavam muito. A Red Bull foi a primeira a agir e, quando viu os Ferrari a lutar com a  aderência, mandou Verstappen aos pits para tentar ganhar posições e, de seguida, a equipa manda Vettel às boxes, apesar de o piloto em risco de ser ultrapassado por Max ser Leclerc. A Ferrari mantém o monegasco na pista por mais três voltas, com ele claramente a lutar por aderência, e só depois troca os pneus, arruinando qualquer hipótese que ele tinha de manter a quarta posição.

CD Aves 1-3 Sporting CP: Prevaleceu a lei do mais forte

O CD Aves perdeu por 1-3 frente ao Sporting CP, em partida a contar para a jornada 29 do campeonato. Renan ameaçou facilitar o jogo para os avenses, mas prevaleceu a lei do mais forte numa partida em que, com menos um, os leões acabaram por conseguir uma vantagem confortável.

Três pontos acima da linha de água, com a ressalva de o CD Nacional apenas jogar amanhã, o CD Aves partiu para este encontro com o objetivo de pontuar e conseguir respirar melhor numa luta de aflitos que, a cada jornada, pode fazer os cenários mudarem. Sem Baldé entre as opções disponíveis, por ser emprestado pela formação de Alvalade, Inácio foi obrigado a mudar o onze inicial, abdicando assim daquele que tem sido a principal referência da equipa. Vítor Costa, lateral esquerdo, foi expulso no encontro da última jornada e ficou também de fora, tendo assumido a titularidade para os seus lugares Derley e Matos Milos.

Já o Sporting CP veio à Vila das Aves para tentar manter a permanência no pódio do campeonato e Keizer fez, por isso, duas alterações em relação aquele que foi o onze titular da semana passada, com a receção ao Rio Ave FC. Borja e Diaby deram lugar a Jovane e Raphinha, tendo o técnico recuado Acuña para defesa esquerdo. Jovane voltou assim a ser titular nos leões, algo que não se verificava desde 23 de dezembro, aquando da derrota na deslocação ao Vitória SC.

E se a lei do mais forte costuma prevalecer, foi mesmo o Sporting CP que entrou melhor no encontro, com grande pressão junto à baliza adversária. No entanto, Renan escreveu o seu nome na história do jogo, ao ser expulso à passagem do minuto 3. Depois de se deixar ultrapassar por Luquinhas, o guarda-redes leonino fez falta e acabou por ver vermelho direto e deixar os leões reduzidos a dez unidades. Os avenses ainda pediram grande penalidade, mas depois da intervenção do VAR, Artur Soares Dias deu livre, que acabou por não incomodar o recém entrado Salin.

A expulsão obrigou Keizer a alterar a equipa, com Jovane a ser o sacrificado e a ceder o seu lugar a Salin, mas acabou por não parecer afetar a formação de Alvalade que, aos 12 minutos, Bruno Fernandes ameaçou com um remate forte à entrada da área, a obrigar Beunardeau a defender para canto. E se o primeiro aviso não passou disso mesmo, ao minuto 24 Luiz Phellype abriu mesmo o marcador. O cruzamento foi de Acuña e o avançado leonino não desperdiçou.

Apesar de estar em vantagem numérica, Augusto Inácio não alterou o esquema tático que planeou para o encontro, continuando a apostar numa linha de cinco defesas. No entanto, cerca de seis minutos depois de sofrer, o CD Aves restabeleceu a igualdade, novamente beneficiando de um erro do guarda-redes do Sporting CP. Luqinhas voltou a ganhar em velocidade à defesa dos leões e Salin apenas o conseguiu travar em falta, com Artur Soares Dias a assinalar de pronto grande penalidade. Falcão foi chamado a converter e fez o um igual no marcador.

Quando parecia certo que o intervalo ia chegar com o 1-1, Mathieu voltou a dar a vantagem aos visitantes. Ao minuto 44 Bruno Fernandes converteu um livre e aproveitou a colocação da defensiva do CD Aves, com defesas em cima da linha de golo e a colocar todos os adversários em jogo, para cruzar em vez de rematar direto. Wendel falhou uma primeira abordagem, mas o central acabou mesmo por bater Beunardeau pela segunda vez na noite.

Foi uma boa casa a que preencheu esta noite as bancadas do CD Aves
Fonte: CD Aves

O segundo tempo trouxe mexidas nos avenses, com Inácio a aproveitar a superioridade numérica no encontro para abdicar de um dos centrais. Ponck saiu e deu lugar a Varela, que começou a época na equipa de sub-23, e o CD Aves passou a jogar com uma linha de quatro defesas.

Ainda assim, voltou a ser o Sporting CP a primeira equipa a criar perigo, com um remate forte de Acuña a obrigar Beunardeau a uma boa defesa logo ao minuto 49. O CD Aves respondeu aos 55, com Falcão a rematar para uma defesa fácil de Salin. A primeira grande oportunidade da segunda parte saiu dos pés de Raphinha que, apenas com o guarda-redes pela frente, permitiu a mancha e falhou o dilatar da vantagem, que daria maior tranquilidade aos leões.

Luqinhas foi sempre um dos mais ativos na frente de ataque dos avenses e um dos que por mais vezes desequilibrou a defensiva leonina, ainda que sem verdadeiro perigo. Augusto Inácio mexeu a pouco mais de um quarto de hora no final e lançou Diallo, mais uma peça para o ataque à igualdade, que mesmo com mais um, nunca esteve facilitada.

E a verdade é que acabou mesmo por ser o Sporting CP a fazer o golo e colocar um ponto final na história do encontro, ao minuto 84. Bruno Fernandes voltou a ser homem-golo nesta formação leonina e, desta vez, foi de cabeça que fez o 1-3, após cruzamento de Ristovski. 16.º golo para o médio português nesta edição do campeonato. Derley ainda marcou, já à entrada para compensação, mas o golo acabou por ser anulado por falta do avançado sobre Coates.

O CD Aves fica assim a aguardar a prestação do CD Nacional, CD Tondela, Boavista FC e CS Marítimo, que entram em campo amanhã, para perceber se é ou não ultrapassado na tabela, depois de permanecer com os mesmos 30 pontos com que entrou para este encontro. Já o Sporting CP mantém firme o seu terceiro lugar, agora com 64 pontos.

Onzes iniciais e substituições

CD Aves – Beunardeau, Ponck (Varela, 46′), Galo, Jorge Fellipe, Rodrigo, Vítor Gomes (Diallo, 73′), Falcao, Fariña (Rúben Oliveira, 85′), Mato Milos, Luquinhas e Derley

Sporting CP – Renan, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña, Bruno Fernandes, Gudelj (Doumbia, 71′), Wendel, Raphinha, Luiz Phellype (Diaby, 78′) e Jovane (Salin, 6′)

CD Santa Clara 1-1 Moreirense FC: Um empate agridoce

Mais um dia de espetáculo de futebol no estádio de S. Miguel. Apesar do tempo meteorológico não ter sido o mais propício a uma boa partida, juntaram-se cerca de mil adeptos apaixonados que vieram apoiar a sua equipa. O CD Santa Cara vinha dum jogo fora em que arrecadara um ponto frente ao Belenense SAD, enquanto o Moreirense FC na sua última partida vencera o Braga.

A primeira parte ficou marcada com um golo madrugador da equipa do Moreirense que, através dum passe de Arsénio, faz com que Pedro Nunes coloque a bola no fundo das redes de Marco Pereira. A equipa da casa ainda tenta reagir logo após o golo através de Bruno Lamas, no entanto sem efeito.

O Moreirense ao longo desta primeira parte, continua a alertar os vermelhos e brancos da sua vontade de conquistar os 3 pontos e manter a sua ronda de vitórias, por aproveitar as falhas da defesa da equipa contrária. Essa falha defensiva poderia ter dado origem ao 2º golo da partida, no entanto o guardião das redes não deixou que isso acontecesse.

Numa situação de ataque, Francisco Ramos faz entrada dura no guarda redes do Moreirense acabando por acumular o quinto cartão amarelo ficando, assim, de fora no próximo jogo frente ao FC Porto.

Pouco tempo depois, aos 28 minutos, Trigueira defende um lance do Santa Clara no entanto, este não consegue afastar a bola o suficiente o que fez com que Guilherme tentasse chegar à bola através dum carrinho. Trigueira, como forma de se defender, coloca os pés em frente batendo, assim, com estes no pescoço de Guilherme deixando-o no chão e vendo um cartão vermelho seguido da sua expulsão.

Já para além do tempo regulamentar, João Lucas tenta igualar o marcador fazendo a bola passar muito perto da baliza e deixando os adeptos com o coração nas mãos. Essa sensação manteve-se até ao último minuto e acalmou através dum passe de Patrick para Guilherme que fez o primeiro golo da equipa da casa igualando o marcador antes o intervalo e deixando os adeptos em êxtase.

Apesar das várias tentativas de alcançar a superioridade no marcador, as equipas apenas conseguiram arrecadar um ponto
Fonte: Bola na Rede

Os primeiros minutos da segunda parte começando com ambas equipas a tentar arriscar em arrecadar o segundo golo, no entanto não passou de tentativa. Depois desse momento de tensão, por breves instantes, o jogo centrou-se a meio campo dando um pouco mais de calma aos jogadores.

Fica na retina um passe combinado entre Zé Manuel que fez passar a bola pelas costas para Pablo fazendo este a passar para Santana que estava e posição de golo. Apesar deste momento brilhante de futebol, a sorte não estava do lado de Santana que rematou ao lado da baliza de Macedo.

A partir daí, a equipa da casa continuou a tentar a sua sorte junto à baliza do Moreirense que se viu obrigado a defender mais. O Moreirense viu-se obrigado a baixar as suas linhas de forma a evitar sofrer mais golos nesta segunda parte.

Apesar das mais variadas tentativas de golo, nenhuma das equipas conseguiu alcançar a superioridade no marcador deixando, assim, um empate agridoce para ambos o técnicos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco; J. Lucas; F. Cardoso; César M.; Patrick (66’ Pablo Lima); B. Lamas (63’Lucas Marques); O. Rashid; Francisco Ramos (46’ Thiago Santana); Ukra; Zé Manuel; G. Schettine

Moreirense FC: Trigueira(31’ Macedo); Iago dos Santos; F. Pacheco; Ibrahima; Chiquinho; Halliche; Pedro Nuno (Alan); Heri (71’ Bilel) ; Arsénio; D’ Alberto; Neto

Primeiro ataque ao mercado: os setores que são precisos reforçar

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O fim da temporada aproxima-se e com ele vem o período de transferências, uma das alturas mais entusiasmantes do calendário. Como é natural nesta fase, as equipas aproveitam para reforçar os seus planteis, com base no que precisam para o período de competição seguinte.

É precisamente esse exercício que pretendo fazer. O objetivo passa por traçar um diagnóstico dos principais setores a reforçar, de acordo com o plantel que fez esta época. Uma vez identificada a problemática, espera-se que as escolhas do clube colmatem as necessidades do grupo de alguma forma.

Sem mais demoras, identifico fragilidades em praticamente todos os setores, à exceção da baliza, que está bem entregue a Vlachodimos. Faria uma alteração ou outra – saída de Svilar – e apostava em Zlobin como alternativa de valor, algo que não está a ser feito, por se tratar ainda da época de estreia na equipa principal.

Passando às grandes debilidades, é necessário um central com experiência. Contando com a saída de Conti e as permanências dos restantes (Ferro, Rúben Dias e Jardel), um quarto central seria a cereja no topo do bolo. Mas não é um central qualquer! As qualidades contam muito, e vejo nelas a liderança, o controlo com e sem bola e a visão de jogo, à semelhança do que Ferro está a fazer e da carreira histórica de Luisão, para se ter um exemplo.

Depois, uma alternativa urgente para as laterais. André Almeida e Grimaldo não são de ferro e uma das razões para serem totalistas deve-se à falta de uma segunda referência. Na direita, Corchia pode desempenhar esse papel, mas o mais provável é voltar ao Sevilha. Na esquerda, a aposta tem de ser mais firme. Yuri Ribeiro não se compara ao que Grimaldo consegue fazer e isso tem se visto nos poucos jogos que tem feito.

É na posição de lateral que reside uma das principais lacunas do plantel
Fonte: SL Benfica

No setor intermédio, se o plantel ficar como está, o que não acredito muito, a equipa está bem servida, mas é sempre útil compensar uma possível saída com uma entrada de valor. Nesse sentido, apostaria num construtor de jogo, semelhante a Pizzi.

Num outro ponto de análise, é necessário um ponta de lança puro. Seferovic é o único no plantel com essas qualidades, tendo em conta que Jonas se assemelha mais a um avançado móvel e que liga o jogo entre setores. A principal lacuna passa, assim, por substituir o suíço quando estiver de fora, como já aconteceu esta época. Assim, diria que é a posição mais urgente de reforçar, a par com a de central e lateral direito e esquerdo.

Ao falar de possíveis reforços, é mais que apropriado referir o trabalho da formação, que na maior parte das vezes fornece ao clube principal a qualidade de que necessita. É uma alternativa lógica a contratações noutros mercados e que não deve ser descurada. Baseado nos setores mais débeis, deixo os nomes de Frimpong, Alex Pinto, Kalaica ou Willock, entre muitos outros. Vale sempre mais a pena apostar num atleta da formação a despontar do que num outro jogador que pouco ou nenhum conhecimento tem da liga e do clube para onde vai jogar.

Com isto dito, fica a minha leitura sobre os setores que julgo necessários reforçar para 2019/2020. Acima de tudo, o que pretendo passar é que podem ser várias as opções, mas tudo parte de um bom diagnóstico do que é preciso, evitando escolhas à toa, como inclusive aconteceu este ano.

Foto de Capa: SL Benfica