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João Sousa sai de cena do Masters de Monte Carlo

João Sousa ficou pelo caminho na primeira ronda do Masters de Monte Carlo. Pela frente teve um Daniil Medvedev bastante confiante e a praticar o seu melhor ténis.

O primeiro set da partida foi completamente dominado pelo jogador russo. O tenista de 23 anos conseguiu um break point no primeiro jogo de serviço de João Sousa e, logo de seguida, aumentou a vantagem. O tenista português ainda tentou reagir, porém foi mesmo Medvedev quem garantiu novo break point. A servir para fechar o set, o número 14 do ranking não desperdiçou e confirmou a vitória no primeiro jogo.

No segundo set, Medvedev voltou a ter uma entrada forte. A superioridade foi tanta que o jogador russo terminou, novamente, com uma vantagem de cinco jogos. 56 minutos depois estava encontrado o grande vencedor desta partida.

Nada correu bem ao número um nacional. Cometeu muitos erros não forçados e foram evidentes as suas dificuldades em contrariar o jogo do seu adversário.

Apesar da eliminação de hoje, João Sousa vai continuar em Monte Carlo, uma vez que vai jogar na variante pares com o argentino Diego Schwartzman.

Resultado Final: Daniil Medvedev 2-0 João Sousa (6-1; 6-1)

Foto de Capa: Millenium Estoril Open

FPF eSports – Novos líderes na PS4!

Jornadas agitadas na plataforma da PS4 de Pro Clubs e é mesmo por aí que iniciamos esta semana, o apanhado das competições da FPF eSports.

A grande novidade é que temos um novo líder na Liga 1 da PS4 com a subida da equipa dos Grow uP eSports ao primeiro lugar após duplo triunfo convincente por 3-0 e 2-0 sobre a equipa do SC Braga eSports. Apesar desta liderança ser apenas de um ponto coloca até ao momento um equilíbrio no topo da tabela em que os cinco primeiros classificados estão separados apenas por sete pontos. No que toca ao segundo classificado, o Sporting CP eSports perdeu pontos ao empatar frente ao CD Feirense eSports e daí ter perdido a liderança que era sua há algumas jornadas.

Nos outros campos, de destacar as boas prestações da equipa do CF Canelas 2010 que arrancou pontos ao terceiro classificado os FTW Legacy com resultados de 1-1 e 1-2 pontuando com uma das equipas mais fortes deste campeonato e serão pontos certamente importantes para uma equipa que subiu esta temporada à Liga 1 e está a fazer um campeonato tranquilo até ao momento estando bem posicionado no nono lugar com 21 pontos. De realçar também, um resultado bastante atípico, em quem a equipa dos Procom Gaming conseguem o empate a zero frente aos EGN eSports e no jogo seguinte sofrem uma derrota pesada por 6-0 a jogar em casa, no entanto o primeiro resultado acaba por distanciar os EGN eSports do topo da tabela e permite aos Procom Gaming pontuar na luta pela manutenção nesta Liga 1.

Tempo ainda para algumas estatísticas colectivas e individuais da Liga 1. O melhor ataque da prova pertence aos líderes Grow uP eSports com 43 golos marcados em 16 partidas e no que toca à melhor defesa da Liga 1 temos um empate por assim dizer, com apenas 9 golos sofridos até ao momento estão os EGN eSports e os FTW Legacy.

O melhor marcador do campeonato é lanzinha25 do CD Feirense eSports com 15 golos em 16 jogos, registo verdadeiramente notável para o avançado fogaceiro e no líder das assistências temos dreganfire dos Grow uP eSports com dez contribuições para golo.

Finalizamos com uma breve antevisão daquilo que promete ser uma jornada dupla bombástica! Embates que podem voltar a mexer com o topo da tabela, os Grow uP eSports enfrentam o CD Feirense eSports, os EGN eSports jogam contra a equipa do CF Canelas 2010 e o Sporting CP eSports defronta os FTW Legacy. Podem acompanhar tudo na Twitch oficial da RTPArena e através das redes sociais da FPF eSports.

Fonte: FPF eSports

Os três primeiros classificados mantém-se iguais, a equipa do CS Marítimo eSports vai consolidando a sua liderança apesar do desaire por 2-3 frente ao Boavista FC eSports já na jornada de quinta-feira, equipa axadrezada que impôs a terceira derrota aos actuais líderes da segunda divisão. Na perseguição ao primeiro lugar continuam duas equipas, o Varzim SC eSports e os XF. Iberia eSports que conseguiram encurtar de alguma maneira esta distância pontuando nos seus respectivos jogos.

UFC 236: Poirier e Adesanya saem por cima

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O UFC 236 ficou marcado pelas duas autênticas batalhas, que foram os combates principais da noite. Dustin Poirier venceu Max Holloway por decisão unânime, a valer o título interino de peso-leve. Israel Adesanya derrotou via decisão unânime Kelvin Gastelum e sagrou-se campeão interino de peso-médio. Estes quatro atletas venceram o prémio de Luta da Noite, atribuído pela direção do UFC. Não foram dados prémios de Performance da Noite.

O evento destacou-se logo pelos dois combates principais serem por títulos interinos. Estes tipos de títulos acontecem quando o campeão está lesionado ou não pode lutar num longo período de tempo. Por norma o vencedor destes combates garante uma luta com o campeão para unificar os títulos. No caso da divisão de peso-leve, Khabib Nurmagomedov está suspenso pelos incidentes no UFC 229. Para além disto, já é conhecido que o russo não combate na altura do Ramadão. Como Khabib planeia voltar apenas em setembro, Dana White decidiu marcar um combate pelo título interino para resolver a confusão existente na divisão.
No caso do co-main event o combate foi a valer o título interino de peso-médio. O atual campeão é Robert Whittaker, que se encontra em recuperação após uma operação a uma lesão abdominal. Desde fevereiro que o australiano está a recuperar, e não se sabe quando pode voltar a competir. Posto isso, um combate pelo título interino foi marcado.

O combate principal da noite prometia ser um verdadeiro espetáculo. Max Holloway é o atual campeão de peso-pena e decidiu subir uma categoria para lutar contra Dustin Poirier, pelo título interino. Holloway já não perdia deste 2013, quando foi derrotado por Conor McGregor. Estava numa sequência de 13 vitórias seguidas. O havaiano é conhecido pelo seu boxe, a maneira como descobre ângulos e “trabalha” o adversário até conseguir a finalização.

Poirier já tem uma longa carreira no UFC. Desde 2011 que já lutou na divisão de peso-pena e mais recentemente na divisão de peso-leve. O americano venceu quatro combates seguidos até perder com Michael Johnson. Desde aí que venceu Jim Miller e finalizou Anthony Pettis, Justin Gaethje e Eddie Alvarez. É um lutador que enfrentou momentos bons e momentos maus na sua carreira, mas que tem melhorado combate após combate. Para além de um jogo de chão muito eficaz, tem um boxe muito preciso e duro.

Poirier entrou muito bem nas primeiras duas rondas. Apesar de Holloway ter lançado mais golpes, Dustin manteve uma boa guarda e acertou os golpes mais significativos (alguns deles abanaram Holloway no segundo round).

O campeão de peso-pena esteve bem no terceiro round, mas Poirier recuperou e foi superior nos dois rounds seguintes. A decisão foi unânime: todos os júris deram Dustin Poirier como vencedor num total de 49-46 (quatro rondas para Poirier e uma para Holloway).
Dana White confirmou na conferência de imprensa que com esta vitória Dustin Poirier vai lutar contra Khabib Nurmagomedov para unificar os títulos de peso-leve. A luta provavelmente será em setembro.

O combate pelo título interino de peso-médio foi entre Israel Adesanya e Kelvin Gastelum. Adesanya teve uma subida muito rápida no UFC. Combateu pela primeira vez na promoção em fevereiro de 2018. Passado pouco mais de um ano, já é campeão interino. O nigeriano teve uma carreira ilustre no kickboxe, e desde que começou a competir em MMA está invicto. São 17 vitórias, 13 por finalização (12 delas consecutivas). É um dos melhores strikers do UFC neste momento. Muito rápido com as pernas, utiliza na perfeição toda a sua envergadura, mantendo-se à distância dos adversários. Não é o lutador com maior poder de KO, mas vai desgastando até conseguir finalizar o oponente.

O Peso do Minho

A Primeira Liga conta atualmente com 18 equipas, mas há surpresas reservadas para a próxima temporada. Depois de uma decisão judicial, e já confirmada pela Liga, o Gil Vicente FC vai subir diretamente ao primeiro escalão.

Desta forma, o lote de equipas sediadas a norte não vai sofrer grandes alterações, ainda que desçam algumas formações originárias desta área geográfica. No entanto, apertando mais a “lupa”, podemos reparar que a região do Minho poderá vir a ser uma das mais influentes no nosso campeonato.

SC Braga e Vitória SC, os históricos rivais e intervenientes do derby do Minho, colocam-se atualmente na primeira metade da tabela e continuarão, certamente, por muitas temporadas nesta divisão. Os bracarenses, atualmente com 61 pontos, seguem na quarta posição, bem distanciados dos vimaranenses, que somam 45 pontos, na sexta posição.

A realizar uma época excecional, e intrometido entre os adversários acima mencionados, segue o Moreirense FC. Os cónegos, liderados por Ivo Vieira, que já sabe que não vai continuar no cargo na próxima época, estão atualmente na quinta posição, resultado dos 49 pontos amealhados até agora.

O “galo” vai voltar a cantar na capoeira dos “grandes”
Fonte: Gil Vicente FC

A estas confirmações minhotas na Primeira Liga 2019/20 juntam-se os gilistas. Atualmente na série A do Campeonato de Portugal, os barcelenses já sabiam que iam atuar nos maiores palcos portugueses na próxima temporada e vão, assim, integrar o lote de minhotos primodivisionários.

Contudo, pode não ficar por aqui. Na segunda posição da Segunda Liga, e “condenado” à subida, está o FC Famalicão. Atualmente com 57 pontos, os famalicenses já eram sérios candidatos à subida desde o início, tendo agora oito pontos de vantagem para o candidato seguinte (Académica OAF) e quatro de atraso para o líder, o FC Paços de Ferreira.

Desta forma, e se tudo correr em conformidade, o Minho poderá ter cinco plantéis a disputar a próxima edição da Primeira Liga, o que corresponde a cerca de trinta por cento, o que iguala o atual peso do Douro Litoral (cinco) e supera a Estremadura (quatro).

 

Foto de Capa: FC Famalicão

FC Barcelona 3-0 Manchester United FC: Messi a dobrar e Coutinho a brilhar

Os ingleses partiam para a segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões em desvantagem e cabia-lhes, necessariamente, marcar para poderem discutir a eliminatória e até sonhar com algo mais.

Em relação ao jogo no Teatro de Sonhos, Valverde trocou apenas Nélson Semedo por Sergi Roberto, enquanto Ole Gunnar Solskjær incluiu no onze inicial Phil Jones, Martial e Lingard por troca com Luke Shaw, Diogo Dalot e Lukaku, respetivamente.

A noite prometia surpresas quando os ingleses entraram decididos e práticos na saída para o ataque. Logo no primeiro minuto, McTominay, Pogba e o flanco esquerdo combinaram na perfeição e o campeão do Mundo pela França serviu Rashford, que rematou com força à barra. Este foi o momento chave da partida, ainda que tão permaturo.

Os dados estavam lançados e a equipa da casa ficou em sentido. Somaram-se boas jogadas de entendimento do lado dos ingleses, mas Ter Stegen não voltou a ser incomodado. Por outro lado, os espanhóis impunham o seu jogo de posse de bola como veneno atordoante.

No primeiro lance de perigo, Messi iniciou a jogada, Alba deixou para a finalização de Rakitić, mas o croata foi travado por Fred. Felix Brych ainda apontou para a marca dos 11 metros, mas após consultar o VAR reverteu a decisão inicial. Cinco minutos depois, o golo. Ashley Young demorou a cobrar o livre e em situações sucessivas prendeu a bola em demasia. Frente ao astro argentino arriscava-se a um dissabor e foi isso que aconteceu; Messi recuperou a posse, desfez-se de Fred e rematou rasteiro, forte e colocado para o primeiro da noite.

Mais cinco minutos volvidos e novo golo. Os de Manchester voltaram a perder a bola na fase de construção para os pés de Messi e colheram os destroços; sem grande preparação, o astro argentino desviou de Phil Jones e rematou com força, sem grande colocação, contando com a má intervenção de De Gea para novo golo. Em poucos minutos, Messi resolvia a eliminatória.

Com a tarefa cada vez mais complicada, os tímidos ingleses pouco ou nada faziam para contrariar o poderio catalão e só em desespero, como um remate de longe de Pogba, conseguiam acercar-se da baliza de Ter Stegen. Antes do intervalo, De Gea foi chamado a defender o resultado, que já não era positivo; primeiro a um cabeceamento de Rakitić e depois ao remate de Sergi Roberto, depois de (mais) uma arrancada de Messi e cruzamento milimétrico de Alba.

Messi voltou a estar em destaque, mas foi Coutinho quem assinou a obra de arte da noite                  Fonte: UEFA Champions League

Voltaram os mesmos intervenientes e as mesmas atitudes para a segunda parte. Logo no segundo minuto, Messi podia ter chegado ao hat trick, depois de um cruzamento atrasado de Suárez. À parte deste lance, a segunda parte viu um FC Barcelona controlador e relaxado perante um Manchester United FC impotente e nada esclarecido.

À passagem da hora de jogo, Coutinho assinou uma obra de arte e definiu o momento alto da noite. Messi passou longo para Alba, o espanhol amorteceu para o brasileiro, que encarou Smalling e, num momento que relembrou os seus tempos em Inglaterra, rematou ainda de fora da área, em arco, para um grande golo.

A partir de então, o jogo adormeceu, entrou na dança das substituições e pouco se acrescentou. Com a saída de Arthur, os ingleses conseguiam com mais facilidade entrar no meio-campo adversário, mas nunca deram o melhor seguimento às jogadas, perdendo constantemente a bola. À semelhança da primeira parte, o desespero levava os jogadores do United a rematar de longe, sem nexo – como Lingard, mesmo antes de ser substituído.

Esta foi, aliás, uma noite de desinspiração total para os ingleses. Lingard e Martial saíram sem qualquer brilho, Lukaku nada acrescentou à partida e Pogba passou despercebido. No último minuto da partida, os recém entrados Dalot e Alexis mexeram na partida, mas não no resultado. O português cruzou na perfeição para o mergulho de cabeça do chileno, mas Ter Stegen mostrou porque é considerado um dos melhores guardiões do mundo. Na resposta, De Gea não quis ficar atrás e negou o terceiro de Messi na partida.

O Manchester United FC pecou ao não concretizar em casa e pagou caro o perdão de Rashford no segundo minuto da segunda mão. Apesar do primeiro jogo promissor e da entrada decidida na partida de Camp Nou, as estrelas inglesas atuaram na sombra da constelação catalã. O FC Barcelona avançou para as meias-finais com um resultado agregado de 4-0; claro, incontestável e merecido. Quem tem Messi, arrisca-se a isto e muito mais.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto (Nélson Semedo, 71’), Piqué, Lenglet e Jordi Alba; Sergio Busquets, Rakitić e Arthur (Vidal, 75’); Messi, Coutinho (Dembélé, 81’) e Luis Suárez.

Manchester United FC: De Gea; Ashley Young, Smalling, Lindlöf e Phil Jones; Fred, Pogba e McTominay; Martial (Diogo Dalot, 65’), Lingard (Alexis Sánchez, 80’) e Rashford (Romelu Lukaku, 73’).

Juventus FC 1-2 AFC Ajax: Fabuloso Ajax verga Vecchia Signora rumo às meias

Incrível! O Ajax foi a Turim derrubar a Juventus, que apostou todas as fichas nesta competição, e qualificou-se para as meias-finais da Liga dos Campeões, 22 anos depois. No entanto, muito mais que o resultado, fica na retina a forma como o fizeram, humilhando o quase octacampeão italiano, com uma segunda parte magnífica.

Em relação ao jogo de Amesterdão, Massimiliano Allegri fez três alterações, trocando João Cancelo, Bentancur e Mandzukic por De Sciglio, Can e Dybala. Já Tem Hag apenas substituiu o castigado Tagliafico pelo recuperado Mazraoui. No entanto, ainda dentro dos dez minutos iniciais, o marroquino teve que sair devido a lesão, entrando para o seu lugar Sinkgraven.

O jogo começou com as duas equipas a demonstrarem muita vontade de atacar as balizas, mas com pouca paciência para ter bola. Aos 21 minutos surgiu a primeira oportunidade do jogo, para o Ajax, com Van de Beek a desperdiçar a oportunidade, depois de um bom trabalho de Neres na área. Na resposta, Dybala rematou para defesa vistosa de Onana.

Depois, as equipas passaram das ameaças aos atos. Estavam decorridos 28 minutos, quando a Juventus se adiantou no marcador, por intermédio de Cristiano Ronaldo. Canto batido na direita por Pjanic e o português, solto de marcação, nem precisou de tirar os pés do chão para cabecear para o 1-0.

Mais um golo de Cristiano Ronaldo nos quartos de final da Champions
Fonte: UEFA

A vantagem dos bianconeri durou pouco mais de cinco minutos. Os holandeses adiantaram-se no terreno e restabeleceram a igualdade na sequência de um remate de Ziyech, que embateu num defesa da Juventus e sobrou para Van de Beek, em posição privilegiada, atirar a contar.

Foi com o empate a uma bola, o mesmo resultado da primeira mão, que chegámos ao intervalo. Dos balneários não regressou Dybala, que tinha acabado o primeiro tempo tocado, entrando Kean para o seu lugar.

Dos balneários veio também um Ajax em modo “rolo compressor”. O segundo tempo foi um verdadeiro massacre por parte dos holandeses, que encostaram a Vecchia Signora às cordas. Primeiro, aos 52’, Ziyech, isolado na sequência de uma boa combinação ofensiva, rematou para uma defesa espantosa de Szczesny, que esticou o braço esquerdo quando já parecia batido. Pouco depois, um remate de Van de Beek em arco só foi travado por mais uma enorme defesa do guardião polaco.

As investidas do Ajax não paravam e, numa jogada de contra-ataque quase perfeita, Pjanic tirou o pão da boca de Ziyech. Até que, aos 67, lá surgiu o mais que merecido golo do Ajax: canto batido na direita e De Ligt saltou mais alto que dois adversários e cabeceou sem qualquer hipótese para Szczesny. Vantagem justíssima dos holandeses, que amassaram a Juventus de uma forma nunca antes vista esta época.

Contrariamente ao previsto, depois do golo, o Ajax continuou por cima e esteve sempre mais próximo do terceiro tento do que a Juve do empate. Neres, na cara do guardião, falhou o remate e Ziyech acabou mesmo por introduzir a bola na baliza, mas foi assinalado um fora de jogo anterior.

A Juventus não conseguiu criar qualquer grande oportunidade para marcar no segundo tempo, sendo completamente engolida por um Ajax implacável. A equipa de Ten Hag joga um futebol muito apelativo, sem medo de adversários «maiores» como FC Bayern, Real Madrid CF ou Juventus e merece tudo o que já conseguiu alcançar.

Fiéis a uma ideia de jogo e mantendo os princípios frente a qualquer adversário, o Ajax de Ten Hag tem já um lugar guardado na história da Liga dos Campeões.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio (João Cancelo 64’), Rugani, Bonucci, Alex Sandro, Can, Pjanic, Matuidi, Bernardeschi (Bentancur 80’), Dybala (Kean 45′), Ronaldo

AFC Ajax: Onana, Veltman, De Ligt, Blind, Mazraoui (Skingrave 11′) (Magallán 82’), Schone, De Jong, Ziyech(Huntelaar 88’), van De Beek, Neres, Tadic

Há (mesmo) uma luz que nunca se apaga!

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A música, a par da literatura, encarcera toda a minha índole. The Smiths, desde os 14 anos (salvo o erro!), constituem a magnum opus de tal forma de arte que, ao leme da poesia cáustica e mordaz de Morrissey, “nascente de fel” para uns, fonte de fogo perpétuo para outros, e do dedilhar da guitarra quase “imaginário” de Johnny Marr, suplantavam todos os que escutavam para a dimensão estratosférica e utópica do instante.

De 1956 a 2003, inúmeras memórias se prorrogaram, profusas recordações trespassaram as almas do auditório em tons de verde, o ancião José de Alvalade, o palco onde determinadas quimeras se metamorfosearam, o palanque onde se transpuseram travessias árduas, a plataforma mais próxima do éden. Não me inquiram sobre o porquê, mas creio que a magnânima obra arquitetónica encerra em si aquele proferido hermetismo, aquele secretismo que magnetiza tudo e todos…

O conceito, provavelmente, acaricia a estupidez, mas a canção “There Is A Light That Never Goes Out” foi engendrada para seu culto e consagração: o monumento surge personificado por um veículo que se evade dos problemas, dilemas e contratempos do quotidiano.

Anseia-se ainda poder repetir as alegrias no novo palco verde e branco
Fonte: Sporting CP

“Take me out tonight” implorava o interior de cada leão nos dias em que a turma jogava, pelo facto de, junto dos demais, se inteirar e observar estrelas e luzes que reluziam intensamente no Teu relvado. A crueldade poderá estar sobreposta à razão, mas a vontade de regressar à linhagem genealógica era ínfima pelo facto de Alvalade ser o lar de toda a imponente onda verde.

O conforto resumia-se àquele lugar, o lar de cada leão estava confinado ao espaço que albergava 75000 pessoas, “I never never want to go home/ “Because I haven´t got one, anymore”. E, apesar de todas as inglórias derrotas e ocorrências injustas, aqueles que acompanharam a Tua eclosão, no momento da perda, responderam com odes de paixão ardente, com juras de amor eterno e colocaram-Te no pedestal que mereces estar, “Because I want to see people/ And I want to see lights”; O regozijo prevalecente no meu espírito é inenarrável dado ao ópio que contagiava as multidões. Intitulem-me do que bem entenderem, mas perecer no reduto do amparo de todos os sportinguistas constituía a forma mais apetecível de canonização. “To die by your side/ Well the pleasure and privilege is mine”.

O espaço que reuniu a quantidade infindável de sensações jamais se olvidará. Sobre ele, brilha e brilhará a narrativa de múltiplas personagens concernidas ao seu incrível legado.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto vs Liverpool FC: Sonho (Im)possível

Esta semana joga-se a segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Amanhã, FC Porto e Liverpool FC vão defrontar-se no Estádio do Dragão em busca do bilhete dourado para as meias-finais. Os ingleses entrarão em campo com uma vantagem perigosamente confortável de dois golos e com uma enorme dose de favoritismo na bagagem. O FC Porto entrará em campo na esperança de que um golo inaugural e o retardar de um golo da equipa forasteira lhe abram uma pequena janela de oportunidade para tornar realidade um sonho que parece impossível.

As duas equipas chegam a esta fase da temporada em situações muito semelhantes. Ambas percorreram grande parte dos seus respetivos campeonatos no primeiro posto, mas acabaram por sucumbir à pressão dos adversários diretos e fazem agora o papel de perseguidores. O Liverpool FC leva uma vantagem de dois pontos no comando da Premier League mas sabe que o seu rival direto, o Manchester City, por via do jogo em atraso que tem por realizar, depende apenas de si próprio para se sagrar campeão. Quanto ao FC Porto, chegaram a ser sete os pontos de vantagem face aos perseguidores, mas uma série de empates e a derrota caseira frente ao SL Benfica fizeram a equipa cair para o segundo lugar. Apesar dos dois pontos recuperados desde então e da igualdade pontual, as águias vão-se mantendo na dianteira graças à vantagem no confronto direto.

Portanto são duas equipas que, apesar das desvantagens nas ligas internas, chegam a esta fase com uma inabalada esperança de conquistarem os respetivos campeonatos e com uma segurança emocional arrecadada por vários resultados positivos nas últimas semanas. A separa-las existem dois golos e muitos, muitos milhões de orçamento.

Depois da ausência na primeira mão, Pepe e Herrera deverão regressar à titularidade
Fonte: FC Porto

À escala são, até, duas equipas com um estilo e forma de jogar com algumas parecenças. Tanto Klopp como Sérgio Conceição dão primazia à procura da profundidade e a uma rápida reação à perda e uma pressão forte sobre o portador da bola.

Passemos aos escalonamento inicial das equipas.

No FC Porto esperam-se os regressos de Herrera e Pepe depois de terem ficado de fora na primeira mão. Maxi e Óliver serão os sacrificados. Em relação ao onze de Liverpool, resta perceber quem, entre Otávio, Brahimi ou Corona (saiu lesionado em Portimão), vai ficar de fora, uma vez que só deverá haver lugar para dois fantasistas.

Quanto aos ingleses acredito que o onze apresentado será mais ou menos o mesmo que defrontou o FC Porto em Anfield. Ainda assim, eventuais alterações poderão existir por via da incorporação de Robertson, Joe Gomez ou Wijnaldum para os lugares de Milner, Lovren e Keita. O trio mortífero que mora no ataque do Liverpool FC, esse, não deverá ser alterado.

Será um jogo de dificuldade extrema para os comandados de Sérgio Conceição que, apesar da desvantagem, terão que atacar pela certa sob pena de destapar a manta atrás e sofrer um golo que coloque um ponto final na eliminatória.

Em suma, tão importante como marcar será não sofrer. Um golo apenas bastará para colocar os ingleses em sentido e não é imperativo que esse golo tenha que ocorrer sequer nos primeiros 45 minutos. Importa que o FC Porto mantenha a sua baliza inviolada e que consiga ir incomodando o Liverpool e deixando em sentido a defesa da equipa da cidade dos Beatles.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Paire surpreende e conquista Marraquexe

Benoit Paire venceu, este domingo, o torneio de Marraquexe. Na final, o jogador francês defrontou o espanhol Pablo Andujar Alba e conquistou, desta forma, o seu primeiro título da época.

Antes de falar do encontro decisivo, é importante olhar para o percurso dos ambos os jogadores neste torneio.

Percurso de Benoit Paire:

  • 16avos de final: Benoit Paire 2-1 Aljaz Bedene
  • Oitavos de final: Benoit Paire 2-0 Pierre Hugues Herbert
  • Quartos de final: Benoit Paire 2-0 Jaume Munar
  • Meia-Final: Benoit Paire 2-1 Jo Wilfried Tsonga

A caminhada de Benoit Paire até à final pode ser dividida em duas partes. A primeira parte contou com dois encontros, que dominou do início ao fim, mais precisamente nos jogos dos oitavos e quartos-de-final. Numa segunda parte, onde teve de suar mais para deixar pelo caminho os seus adversários, fazem parte o jogo dos 16 avos e a meia-final.

Pablo Andujar Alba sagrou-se campeão do Challenger de Marbella
Fonte: ATP World Tour

Percurso de Pablo Andujar Alba

  • 16avos de final: Pablo Andujar Alba 2-0 Federico Delbonis
  • Oitavos de final: Pablo Andujar Alba 2-0 Philipp Kohlschreiber
  • Quartos de final: Pablo Andujar Alba venceu o encontro após a desistência de Jiri Vesely
  • Meia final: Pablo Andujar Alba 2-0 Gilles Simon

Pablo Andujar Alba teve um percurso fenomenal. Nas quatro partidas que realizou, o jogador de 33 anos não cedeu qualquer set. O tenista espanhol acabou por provar, na sua jornada até à final, que está em grande forma. No jogo da meia-final somou a sua 14ª vitória seguida, demonstrando, assim, que iria fazer de tudo para vencer o torneio.

No encontro decisivo, foi Benoit Paire quem dominou o primeiro set. O jogador francês conseguiu o primeiro break-point no terceiro jogo de serviço do espanhol. Com uma vantagem de três jogos, Paire não tirou o pé do acelerador e voltou a quebrar o serviço de Pablo Alba confirmando, desta forma, a vitória no set.

No segundo set, Benoit Paire deu seguimento à sua boa entrada na partida. Tal como aconteceu no primeiro jogo, o número 69 do ranking ATP voltou a quebrar o serviço de Pablo Andujar Alba e assegurou a vantagem que lhe daria a vitória no encontro.

Paire precisou apenas de uma hora para vencer o encontro e, por sua vez, acabar com um jejum de títulos (já não vencia um torneio ATP desde de 2015). O jogador francês garantiu também uma subida até ao 43º posto do ranking. Já Pablo Andujar Alba perdeu a oportunidade de vencer o terceiro título da época (venceu dois Challengers na sua terra natal) e irá descer até ao 86º lugar da tabela.

Resultado final: Benoit Paire 2-0 Pablo Andujar Alba (6-2/ 6-3)

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: ATP World Tour

Oliveira volta a pontuar numa corrida em que a Suzuki foi rainha

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O mundial de motociclismo voltou às pistas e foi a vez do circuito de Austin, no Texas, receber os pilotos do mundial, e em especial da classe rainha.

Já sabemos, claro, que é impossível prever uma vitória em qualquer corrida de MotoGP. E o grande prémio do Texas não foi exceção por vários motivos: piso degradado, mau tempo, pouca aderência do asfalto… Mas sabemos sempre que os protagonistas poderão ser os mesmos: Marc Márquez, Marc Márquez, Valentino Rossi, Carl Crutchlow, Álex Rins, Maverick Viñales e Andrea Dovizioso.

E é claro que todos estávamos à espera de mais um duelo entre Marc Márquez e Andrea Dovizioso, mas até nos protagonistas o grande prémio das Américas consegue ser único. O piloto da Honda domina o circuito texano há sete anos consecutivos, sendo que já arrecadou seis vitórias e sete pole positions. E este ano podia ter sido tudo muito idêntico, já que o espanhol dominou em todos os treinos.

Só que, mais uma vez, as previsões estavam erradas e foi Álex Rins, piloto da Suzuki, quem deu nas vistas ao travar uma dura batalha com Valentino Rossi, o renascido.

Rins fez história aos comandos da Suzuki
Fonte: MotoGP

Mas antes assistimos à queda de Marc Márquez, na curva 12, quando ia isolado na liderança da corrida. E, apesar de ter sido ajudado pelos comissários de pista, Marquez foi incapaz de regressar à prova, deixando Rossi à frente, seguido de Rins, Miller, Dovizioso e Morbidelli.