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Em busca do Sonho Americano

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A Major League Soccer tem vindo a ganhar cada vez mais popularidade nos EUA e no Mundo e, para quem não sabe, existem alguns jogadores portugueses a jogar neste campeonato, onde procuram ajudar as suas equipas a alcançar os objectivos e conquistarem o seu espaço no Futebol mundial.

Começando pela equipa mais representada, o Orlando City foi o protagonista de uma das contratações mais sonantes do último mercado. Apenas sete meses depois de regressar ao Sporting CP, Nani voltou a receber guia de marcha, chegando ao conjunto do estado da Florida para ser um dos protagonistas no clube que se estreou na MLS em 2015, com o objectivo de chegarem ao play-off pela primeira vez. Do outro lado, há o desconhecido João Moutinho que, apesar de ter sido a primeira escolha do draft de 2018, não teve uma época de rookie bem sucedida no Los Angeles FC (14 jogos e um golo) e rumou a Orlando em busca de mais oportunidades.

Ainda no Este, Pedro Santos é jogador titular do Columbus Crew. Chegado no verão de 2017, o extremo-direito canhoto que jogou no Vitória FC, no Rio Ave FC e no SC Braga está prestes a chegar aos 50 jogos pelo Conjunto do Ohio e é um dos desequilibradores de uma equipa que alguns veem como candidata ao título.

André Horta procura conquistar o seu espaço no futebol
Fonte: Major League Soccer

Passando para a Conferência Oeste, existe mais um português a jogar numa das equipas sensação da época passada. André Horta rumou ao Los Angeles FC no Verão passado depois de não se ter conseguido afirmar no SL Benfica. Com 11 jogos realizados na MLS no ano passado, esta será uma temporada decisiva para o médio formado nos encarnados, no sentido de procurar afirmar-se definitivamente numa equipa que foi a grande surpresa da época passada, ficando em terceiro lugar da Conferência Oeste.

Quatro jogadores portugueses procuram conquistar o seu espaço em Terras do Tio Sam e ajudar as suas equipas a alcançarem os seus objectivos. Na Major League Soccer a competição é grande, mas estes jogadores já deram provas da sua qualidade e querem afirmar-se no panorama do Futebol mundial.

 

Foto de Capa: Major League Soccer

SL Benfica 2-2 Belenenses SAD: Um travão à euforia

Depois da primeira derrota do Benfica de Lage, os encarnados defrontaram o Belenenses SAD na Luz, com novas mudanças na equipa. Pizzi, Samaris e André Almeida regressaram ao onze inicial e Jonas foi incluído pela primeira vez no mesmo, desde que o técnico setubalense assumiu as rédeas da equipa.

O SL Benfica liderou a primeira metade do jogo, sem dar grandes aberturas à equipa de Silas que, ainda que destemida, não foi além de alguns ataques sem grande perigo de golo. Já os encarnados tentaram levar a bola até à baliza de Muriel, com sucesso, mas a faltava afinação na finalização, sendo então incapazes de abrir o marcador.

As equipas recolheram aos balneários com um 0-0, algo desconfortável para os homens de Bruno Lage que, para vencerem e não se atrasarem na corrida, precisavam de mais do que lances potencialmente perigosos. Nota positiva para Rafa Silva, que, apesar de não conseguir concretizar, foi o autor da maioria das jogadas perigosas do Benfica – que ou nasciam ou acabavam nos seus pés.

Rafa foi o homem mais perigoso durante a primeira metade, mas não conseguiu concretizar
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Para conseguir manter a vantagem sobre o rival FC Porto o Benfica precisava de entrar mais assertivo na segunda metade e foi o que aconteceu.

Aos 56′ minutos Jonas marcou o primeiro golo da partida para êxtase dos cerca de 53 mil adeptos presentes na Luz. O avançado do Benfica fez uma belíssima receção de bola, depois de um grande cruzamento de André Almeida. Nem dez minutos volvidos e Samaris fazia o segundo golo, com um toquezinho de André Almeida que, no caminho da bola, acabou por fazê-la desviar da trajetória, enganando, assim, Muriel.

A ganhar por duas bolas todos respiraram no estádio, mas não por muito tempo. Pela primeira vez desde que veste de águia ao peito, Vlachodimos falhou. Viana cobrou um livre, que enganou o guardião encarnado que, convencido de que a bola iria para fora e, para evitar um canto, não agarrou, dando origem ao primeiro golo do Belenenses. A bola foi ao meio campo e a equipa de Silas voltou a marcar. Dois minutos de diferença separaram os golos de viana e Kikas.

O avançado dos azuis apareceu sozinho e, na cara de Vlachodimos (desta vez sem culpa) não falhou. O Belenenses jogou sem medo e, apesar das pequenas perdas de tempo tão características da nossa liga, não se assustou perante um Benfica em busca da vitória.

A equipa de Bruno Lage não foi, no entanto, capaz de voltar a atirar a bola para dentro das redes de Muriel e o jogo acabou mesmo por ficar empatado. Assim, o Benfica perde a preciosa vantagem que foi buscar a esforço ao Dragão, continuando em primeiro, mas com o mesmo número de pontos que o FC Porto.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica: Odysseas, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Samaris (Zivkovic, 79′), Fiorentino , Pizzi, Rafa (Jota, 84′), João Félix, Jonas.

Belenenses SAD: Muriel, D. Viana (Sagna, 86′), Gonçalo S., Sasso, Zacarya, André Santos, Nuno Coelho, Lucca, Eduardo, Lica (Matija, 93′), Kikas (Velez, 79′).

«O Clube lá da Terra»: SC Vila Real

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cab reportagem bola na rede

A um ano de completar um século de existência, deslocamo-nos a Vila Real para procurar saber mais sobre o passado, presente e futuro, deste que já é um histórico português. À “boleia” de Francisco Carvalho, fizemos uma autêntica viagem pela história do SC Vila Real, que esta época está a atravessar uma das melhores campanhas dos últimos anos (1ºlugar na Divisão de Honra da AF Vila Real sem derrotas). Vem connosco e descobre tudo sobre as dívidas do passado, a aposta no futebol feminino, o melhor jogador a passar no clube que jogou pelo SL Benfica e o porquê de o jogo para a Taça de Portugal contra o FC Porto ter dado prejuízo. Tudo isso e muito mais, nesta edição de “O Clube lá da Terra”.

Complexo Desportivo Monte da Forca, casa do SC Vila Real
Fonte: Luís Barros/Bola na Rede

“Saíram daqui jogadores como o Taofiq, o Hackman e o Bukia, em que o Vila Real recebeu zero.”

Bola Na Rede (BnR): O palco de jogos atual do SC Vila Real é o Complexo Desportivo Monte da Forca, mas nem sempre foi assim, pois não?

Francisco Carvalho (FC): Não, primeiro jogávamos no Campo do Calvário. Este estádio já tem cerca de 30 anos e passaram para cá os seniores. Lá em cima (no Calvário), ficou apenas a formação.

BnR: Ao longo destes 99 anos de existência, quais considera ser os anos dourados do clube?

FC: Eu sou sócio só há cinco anos, de 2014 para cá. Antes disso, não estou muito a par. Sei que o clube esteve na III Divisão há uns anos atrás, foi quando foi formada e o Vila Real chegou a estar perto da segunda, a partir daí foi sempre a descer. Talvez devido à má gestão das direções que lá passaram. Este ano já está um bocado diferente, não por eu cá estar, mas a verdade é que o Vila Real não precisava só de dinheiro. Há 15 anos para cá, não é a questão do dinheiro que faz falta, falta é a organização.

O SC Vila Real está a um ano de se tornar centenário
Fonte: Luís Barros/Bola na Rede

BnR: Fala então, em má gestão do clube?

FC: Má gestão e má organização, porque em 25 de maio de 2018, eu ganhei as eleições e não fui eu, Francisco Carvalho, que ganhei, nem foi Rui Florindo, nem João Álvaro que perderam. Foi o Vila Real e os sócios que ganharam estas eleições. Em 2014, a dívida do clube era de 99 mil euros e antes das eleições, apresentaram-nos uma dívida em assembleia geral de 299 mil euros, mas na realidade a dívida era 475 mil euros. Portanto, em quatro anos empenharam o clube em cerca de 370 mil. Havia aqui má gestão e nos oito meses que esta direção está em função, posso lhe dizer que já abatemos à divida cerca de 156 mil euros.

BnR: Como é que explica então essa falta de organização e gestão no passado?

FC: Eu acho que as pessoas que vinham para aqui não vinham servir o clube, vinham sim, servir-se do clube.

BnR: Voltando aos anos dourados, a nível de títulos, o SC Vila Real conta com alguns no seu palmarés?

FC: Tem muitos títulos, talvez de campeão não tenha assim tantos. Parte deles, foram assenhorados por outros, mas tem vários títulos felizmente.

BnR: Recorda-se de momentos de maior crise passados pelo clube?

FC: Mais nestes últimos quatro anos. Por exemplo, em 2014, os jogadores eram quase todos de Vila Real e tudo português. Em 2015/16, entrou para aqui um senhor a dirigir o clube, não era o presidente, mas sim o vice-presidente, que nem sabia o que era uma bola e o Vila Real passou a ter só estrangeiros. E gasta-se muito mais em contratos profissionais, ele (o vice-presidente) tinha contrato com uma empresa, onde lapidaram o clube completamente e foram dívidas atrás de dívidas. 

BnR: Estavam envolvidos agentes?

FC: Era um agente que assinava contratos danosos. Saíram daqui jogadores como o Taofiq, o Hackman e o Bukia, em que o Vila Real recebeu zero.

Na época passada, Taofiq Jibril era uma das figuras do clube com 25 golos em 32 jogos e, segundo Francisco Carvalho, o Vila Real não recebeu nada pela sua saída para o Portimonense 
Fonte: Portimonense SC

BnR: Certamente que passaram pelo clube, dirigentes e equipa técnica que deixaram a sua marca no clube. Quais são os primeiros nomes que lhe vêm à cabeça?

FC: O primeiro nome que me recordo e que tenho melhor lembrança, foi o presidente Rui Paulino, que fez aqui um bom trabalho e andava pela III divisão com o clube.

BnR: E em relação a jogadores marcantes do clube?

FC: Passou pelo Vila Real, o Armando Sá, defesa direito que jogou no Benfica que depois disso até foi jogar para a Espanha, esse foi talvez o melhor que cá passou. Também jogou cá o Paulo Alves (ex-internacional português), que nasceu em Vila Real. O Simão Sabrosa e o Tiago Rodrigues, também são de cá, mas só jogaram na Diogo Cão (escola em Vila Real).

Erro crasso de Zidane

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É oficial. Zinédine Zidane está de volta ao clube que optou por deixar, ainda com contrato, há nove meses atrás.

Que sentido é que esta opção faz? Para mim, nenhum.

A verdadeira razão para a saída abrupta de Zidane no final da época nunca foi verdadeiramente bem explicada. Acredito agora que tenha estado relacionada com o planeamento da época. Zidane irá voltar certamente com mais poderes reforçados do que aqueles que tinha anteriormente.

Ainda assim, não me parece de todo a melhor opção de carreira para o treinador francês. Este regresso envolve riscos. Todos sabemos que no Futebol, rapidamente se passa de herói a vilão, e Zidane, que tinha abandonado o comando técnico do Real, claramente como herói, regressa agora como um verdadeiro D. Sebastião.

“Zizou” com a Taça de 2016
Fonte: UEFA

Terá muito dinheiro para investir, como o Real Madrid CF já nos vem habituando, tem uma equipa base muito promissora, sem dúvida, mas continua a ser um grande risco aquele que Zidane está correr, quando certamente opções bem mais seguras não lhe faltariam no final da época.

Não sei se o treinador francês terá tido o tempo suficiente para pensar e refletir bem nesta sua decisão. Zidane poderá ter ser sido levado um pouco pelas emoções e pelo calor do momento, talvez deixando-se levar por essa mesma onda de D. Sebastião que os adeptos do Real Madrid viam nele.

As expectativas vão estar no topo e iremos ver certamente um verão daqueles com muitos milhões a saírem de Madrid.

Eu, pessoalmente, penso que Zidane está a cometer um erro crasso. Posso estar enganado, até porque estamos a falar de um clube com recursos praticamente infinitos, e fazer melhor do que esta temporada não será muito difícil, mas Zidane carrega consigo um enorme peso que traz expetativas elevadas junto dos adeptos.

A nível de plantel, teremos que ver como vai Zidane abordar esta sua nova etapa em Madrid, já que pela primeira vez na carreira do treinador, o clube espanhol não poderá contar com a estrela Cristiano Ronaldo.

Zidade terá certamente que reinventar-se um pouco, por comparação com a sua passagem anterior, porque o contexto também mudou. Este regresso desperta-me curiosidade principalmente por esse aspecto. Como irá Zidane construir uma nova equipa para ganhar a Liga dos Campeões, sem uma estrela que marque 50 golos por época?

Foto de Capa: Real Madrid CF

Os milhões que lá vão!

Há já algum tempo que é público o mais recente relatório de contas do FC Porto. A maioria da massa adepta, presumo, não teve muito tempo para refletir sobre os números presentes naquele documento, muito por conta do ciclo competitivo carregado pelo qual a equipa atravessava no momento da divulgação. Contudo, terminado que está esse ciclo, está na hora de olhar para os milhões que lá vão.

Primeiro ponto: no geral, os resultados financeiros acabam por ser, quando comparados com o período homólogo, positivos, muito por conta da extraordinária campanha na Liga dos Campeões, diga-se de passagem. Os dragões apresentaram um saldo positivo de 7.5 milhões de euros e diminuíram o défice presente no capital próprio, em cerca de 6.7 milhões.

Agora, para os adeptos mais concentrados com o que se passa dentro das quatro linhas (incluo-me nesse lote), este documento servirá, essencialmente, para analisar entradas e saídas no plantel e respetivos custos.

Começando pelas saídas: em transações relativas a vendas de jogadores, o FC Porto amealhou algo a rondar os 6.4M€. Algo surpreendente para quem acompanha o clube há algum tempo: os muitos milhões recebidos por transferências de jogadores costumavam ser a imagem de marca deste FC Porto. Ressalto, todavia, que o facto desse número ter reduzido drasticamente não é, de todo, um aspeto negativo, a meu ver. Ou ficamos com o dinheiro ou ficamos com os atletas. Acho que a opção “ficar com os atletas” foi, efetivamente, a mais acertada e coerente.

Mas, e relativamente a esses 6.4 milhões, o que temos de concreto? Bom, temos 2.6 M€ por Gonçalo Paciência, 1.2 M€ por Miguel Layún e algo muito semelhante por João Carlos Teixeira. Valores baixos por jogadores que dificilmente vestiriam a camisola do FC Porto muitas vezes. Não há muito a discutir.

O FC Porto optou por não vender os jogadores mais importantes do plantel, como Brahimi e Marega
Fonte: FC Porto

No que toca a reforços, os cofres azuis e brancos ficaram, no total, com menos 28.9M€, repartidos entre comissões e passes de atletas. 8.5M€ por Éder Militão, 6.2M€ em Mbemba e, fechando o pódio, 4.1M€ pelos 30% de direitos que o Vitória SC possuía em relação a Moussa Marega. Nestas três contratações, não tenho nada a apontar, honestamente. Poderão, no entanto, ser discutíveis a meia dúzia de milhões empregues em Mbemba mas, tendo em conta que Pepe ainda não era dragão àquela data, considero uma contratação dentro dos parâmetros do razoável.

Contudo, não só de contratações dentro dos parâmetros se ilustraram as folhas do relatório. Chegou à altura de falar do inacreditável: 7M€ por passes incompletos de Osorio, Ewerton e Paulinho. A situação de todos esses jogadores, atualmente, acaba por clarificar o seu verdadeiro valor. Dois deles regressaram a Portimão (entretanto, Ewerton já rumou ao Japão) e o outro seguiu para Guimarães. Corrijam-me se estiver errado, mas os 7M€ que, no total, foram necessários para contratar estes três jogadores, que somaram (juntos) 200 minutos a vestir de azul e branco, não poderiam ser utilizados na aquisição de um reforço, no sentido literal da palavra?

Não é necessário uma licenciatura em gestão para saber que, se queremos comprar algo bom, é necessário poupar. Esse valor, por pouco, não daria para cobrir um segundo Militão. Este número poderia cobrir uma ou duas renovações de jogadores fundamentais no nosso plantel. Estes milhões poderiam salvaguardar o clube de saídas a custo zero, no fim da época. O ponto é: os negócios baratos continuam a sair caro aos cofres do FC Porto; negócios esses que insistem em permanecer ligados ao clube, comprometendo, na minha opinião, o ataque ao mercado e a saudável gestão do clube.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

WWE Fastlane – The Shield juntos pela última vez

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Muito se criticou a WWE por realizar um PPV tão próximo da Wrestlemania. E, apesar de ter tido alguns altos e baixos, o Fastlane será um evento para recordar.

Não só marcou o regresso de Roman Reigns e The Shield aos ringues, como também teve dois combates espetaculres e foi uma paragem totalmente justificada rumo à Wrestlemania, uma vez que beneficiou muitas das storylines em curso.

Revejamos então em maior pormenor o Fastlane 2019.

Nota do evento: 7/10

O futuro de Keizer

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No momento em que escrevo estas linhas, o Sporting CP é quarto classificado no Campeonato. Arredado da luta pelo título e pela Liga Europa, importa perceber se a qualidade do trabalho apresentado pelo técnico holandês merece continuação na época que aí vem.

Quando chegou ao clube leonino, a equipa encontrava-se a um ponto do primeiro classificado. É verdade que José Peseiro não fez um bom trabalho, mas não descolar da frente era imperativo para o novo treinador que chegasse a Alvalade.

Keizer era um treinador desconhecido para a esmagadora maioria dos portugueses, mas chegou com o rótulo de apostar na formação. Os primeiros jogos trouxeram resultados bastante dilatados, com um futebol que levava os adeptos a ir ao estádio. Para além disso, ia lançando alguns jovens formados em Alcochete, sendo o exponente máximo um jogo frente ao Vorskla Poltava em que colocou, para além de Miguel Luís e Jovane, Pedro Marques, Thierry Correia e Bruno Paz.

As coisas iam correndo bem, e apesar do mistério desta contratação por parte de Frederico Varandas, a verdade é que se vinha revelando uma opção certeira.

Contudo, em Guimarães frente ao Vitória SC, parece ter mudado o paradigma de jogo leonino. A qualidade das partidas entrou numa espiral descendente desde esse momento e vários pontos foram sendo perdidos. É verdade que pelo meio conquistou a Taça da Liga, mas isso não justifica a descida na tabela classificativa, bem como a eliminação da Liga Europa. A juntar a isso, a aposta na formação passou a ser nula. Os casos mais gritantes são os dos jovens Miguel Luís e Jovane Cabral, que vinham somando minutos até então. Numa altura em que se fala de problemas de tesouraria e a equipa já não aspira a mais do que o terceiro lugar, não se compreende a não aposta na formação que tanto orgulha os adeptos sportinguistas.

Após um bom início, a qualidade de jogo da equipa tem vindo a decrescer
Fonte: Sporting CP

Para além disso, o discurso vem desgastando a figura já pouco carismática do treinador. Quando ouvi a conferência de imprensa do jogo frente ao Boavista, “escandalizou-me” perceber que o técnico considerava que o Sporting CP tinha realizado uma boa performance, quando na verdade se exige muito mais do plantel verde e branco.

Posto isto, sou da opinião de que o técnico não deve permanecer em Alvalade para a época que se avizinha. A sua falta de carisma, a incapacidade de dar a volta a um período negativo que já dura há vários jogos e o desinvestimento nos jovens jogadores leoninos fazem-me questionar se é este o treinador certo para um clube que tem de lutar obrigatoriamente para ser campeão. Não podemos aceitar que um clube como o Sporting CP ande a lutar com o SC Braga pelo terceiro lugar, muito menos dois anos seguidos.

Concluindo, penso que a escolha para a próxima época desportiva deveria recair sobre um treinador conhecedor do futebol português, com experiência e vontade de vencer. O clube tem necessariamente de estar na rota dos títulos e não me parece que isso vá acontecer com o atual treinador. Exige-se mais. Os adeptos merecem.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O que se passa contigo, Kevin?

O internacional belga cumpre a quarta época ao serviço do Manchester City, mas está longe da sua melhor forma e perdeu por completo a sua predominância nos citizens.

Kevin De Bruyne foi invadido por uma onda de lesões que já lhe valeram a impossibilidade de entrar em campo por 23 ocasiões. A sua maior lesão ocorreu logo no arranque da temporada, quando um problema num dos ligamentos do joelho o obrigou a uma paragem de 63 dias, o que se revelou extremamente prejudicial para o jogador, que assim demorou a encontrar o seu ritmo de jogo em 2018/2019 e perdeu espaço para companheiros como Bernardo Silva, por exemplo.

Com grande parte da primeira metade da época a ser destinada à recuperação dos problemas físicos, De Bruyne ficou totalmente apto somente em 2019. No primeiro jogo do atual ano civil, o importante duelo com o Liverpool FC , o belga não chegou a sair do banco, mas iniciou na partida seguinte a sua melhor fase esta temporada. Em 15 jogos, foi aposta regular de Guardiola por 14 vezes, somou algumas assistências e até marcou dois golos, mas o seu melhor futebol teimou em não aparecer e assistiu-se a um De Bruyne muito diferente do habitual.

O internacional belga funcionava como o motor dos citizens na hora do movimento ofensivo, utilizando toda a sua visão de jogo para desenhar brilhantes jogadas. Por outro lado, na ação defensiva, destacava-se pela sua agressividade e entrega ao jogo, que se traduziam em diversas recuperações de bola.

Logicamente não deixou de saber jogar Futebol, mas ao alto nível que se joga a Premier League, os jogadores necessitam de estar na plenitude das suas aptidões físicas para assim demonstrarem todo o seu potencial. É precisamente por aqui que se justifica a prestação mais fraca do centro-campista formado no Genk: longe da sua melhor forma física, Kevin De Bruyne não joga de forma tão confiante e é notória a ausência dos piques de velocidade que transportavam a sua equipa para a frente e, sobretudo, dos potentes remates de longa distância que, como é sabido, já resultaram em muitos golos.

Ora, para recuperar tudo isto são necessários minutos de jogo e como referido em cima, Pep Guardiola correspondeu devidamente nesse capítulo. De Bruyne voltou aos relvados e, analisando todas as partidas que disputou, é possível até vislumbrar algum progresso, sobretudo na intensidade e no ritmo que incutia no jogo, mas o azar voltou a bater à porta…

Kevin De Bruyne saiu lesionado no jogo diante do Bournemouth
Fonte: Premier League

Nova lesão. No passado dia 3 de março, em cima do apito para o intervalo da visita do Manchester City ao reduto do AFC Bournemouth, o médio belga voltou a ser incomodado pelo “fantasma das lesões”, desta feita na coxa.

Não enfrenta uma grande paragem, mas além de ter falhado a última jornada da Premier League, estima-se também que não esteja disponível para a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, para os quartos de final da Taça de Inglaterra nem para os compromissos internacionais.

O melhor cenário aponta para o seu regresso no final do mês, ou seja, no começo da reta final da época.

Kevin De Bruyne é, portanto, um jogador que contabiliza praticamente o mesmo tempo como lesionado e apto a jogar. Esta será, sem dúvida, a sua época com menos jogos cumpridos e, acima disso, está a quebra evidente no seu contributo para o sucesso do Manchester City.

Deixou de ser o nome mais falado; o número de presenças em capas de jornal diminuiu e os vídeos mostram apenas os grandes golos da época transata.

Terá Kevin De Bruyne argumentos para inverter este estado de coisas, ou a sua infeliz relação com as lesões traçou-lhe outro destino?

Foto de capa: Manchester City FC

O futuro incerto do São Paulo

O São Paulo FC teve um mês de fevereiro para esquecer, ou para tirar lições. Em seis partidas disputadas, entre o Campeonato Paulista e a Libertadores, o Tricolor teve uma vitória, dois empates e três derrotas. Marcou dois golos e sofreu cinco. Um pífio aproveitamento de 27,7%.

O São Paulo iniciou a temporada com André Jardine como treinador. Jardine pegou na equipa no final da temporada passada, quando o uruguaio Diego Aguirre foi demitido. Porém, a torcida nunca depositou muita confiança no seu trabalho, e o péssimo início de campanha no campeonato estadual, bem como a eliminação do clube na segunda fase da Libertadores foram o bastante para que fosse demitido.

Para o seu lugar foi contratado o experiente Cuca, mas por questão de saúde, o treinador apenas poderá assumir o seu posto em abril. Até lá, o comandante da equipa será Vagner Mancini. Esta questão do treinador do São Paulo é bem conflituosa e difícil de explicar. Em seis meses, terão passado quatro treinadores pela equipa principal (Aguirre, Jardine, Mancini e Cuca), o que comprova que a direção do Tricolor não tem convicção alguma do trabalho que faz ou planeia para o Futebol do clube.

O experiente médio Hernanes é o principal nome do atual elenco Tricolor.
Fonte: São Paulo FC

Imagino como deve ficar a cabeça dos jogadores. Acabam a temporada com uma metodologia de trabalho, iniciam a nova temporada com outra (metodologia), em apenas um mês, muda tudo de novo e daqui a um mês haverá outra alteração. Realmente, é complicado tentar entender como é que algo tão confuso pode dar certo.

À frente do Futebol permanece o eterno ídolo são-paulino Raí. O ex-jogador continua com a confiança dos adeptos, mas sabe que o clube precisa de vencer algum título de expressão. A última conquista do Tricolor foi a Taça Sul-Americana de 2012. Nem a conquista do estadual saciará a torcida. Claro, seria bom vencê-lo e, caso consiga, a equipa poderá ter um pouco mais de tranquilidade para o arranque do Brasileirão. Contudo, repito, apenas um retorno ao caminho das grandes conquistas, com um título grande, fará os adeptos sorrirem.

Foto de capa: São Paulo FC

É possível vencer tudo de novo?

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O FC Barcelona iniciou a época de 2019/2020 com o objetivo de ganhar as quatro competições em que estava envolvido – três nacionais (Taça de Espanha, Taça do Rei e Campeonato Espanhol) e uma internacional (UEFA Futsal Champions League). A verdade é que o primeiro fim-de-semana de março já permitiu à equipa “blaugrana” colecionar mais um título – o primeiro na temporada -, aumentando assim o seu vasto palmarés na modalidade.

O FC Barcelona venceu na final o ElPozo Murcia por 2-1 e conquistou a Taça de Espanha, levando para Catalunha a quarta taça na sua história. Uma partida que ficou marcada pela excelente exibição tanto do pivô brasileiro Ferrão, fundamental nos dois golos e o melhor da partida, como de Juanjo, o antigo guarda-redes do SL Benfica, que teve uma tarde de luxo, só mesmo ao nível dos melhores.

Contudo, vemo-nos deparados com a seguinte situação: o FC Barcelona continua ainda em três competições, que já vão numa fase muito adiantada na época, e tem possibilidade de conquistar todas. A situação já não é nova para a equipa de Barcelona, pois, na época de 2011/12, venceu as mesmas quatro competições em que esteve envolvida. Porém, repetir a façanha seria de fazer inveja aos rivais.

Juanjo, Paco Sedano e Dídac Plana (da esq. para a dir.) a exibirem o troféu conquistado em Valência
Fonte: FC Barcelona

Quanto às provas a eliminar, a equipa “culé” está nas meias-finais da Taça do Rei de Espanha e da UEFA Futsal Champions League. Na prova nacional, Ribera Navarra, Inter Movistar ou Jaén Paraíso Interior são as formações que, a par de FC Barcelona, estão ainda a sonhar com o troféu. Na competição internacional, que não vence há cinco anos, o “Barça” vai defrontar o anfitrião Kairat Almaty nas meias-finais. Um desafio que não se avizinha fácil por ser no Cazaquistão, país do seu primeiro adversário na competição.

Na liga espanhola, à jornada 24 da fase regular, vai liderando com um ponto de vantagem sob o segundo classificado, ElPozo Murcia. Com seis jogos ainda para completar a fase regular, será importante para o FC Barcelona manter-se líder para que assim tenha a vantagem de jogar em casa em jogos decisivos nos play-off.

Os “culés” não vencem o campeonato desde 2013 e as últimas três edições perderam na final contra o grande rival, Inter Movistar. Pode ser que o ditado esteja errado e seja mesmo possível vencer à quarta tentativa. Os dados históricos são sempre algo relativos, porém, sempre que o FC Barcelona venceu a Taça de Espanha (2011, 2012, 2013), venceu também o campeonato.

O plantel “blaugrana” é muito experiente, assemelhando-se quase a uma mina de ouro. Esquerdinha, Sergio Lozano, Ferrão ou Juanjo são exemplos de nomes que fazem parte deste conjunto de luxo, que permite ainda sonhar com o pleno de troféus. A meta de vencer quatro títulos (sendo um internacional) numa época é audaciosa, mas um troféu já está e paira a grande questão: é possível vencer tudo de novo?

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: FC Barcelona