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As 5 equipas revelação desta época

Quem está a surpreender tudo e todos esta temporada? Neste top, estão as cinco equipas que de certa forma ganharam o título de equipas revelação em toda a temporada. O bom futebol, as vitórias surpreendentes e sobretudo a possibilidade de disputar as competições europeias fazem com que estes cinco clubes sejam as grandes surpresas nas principais ligas de futebol.

Franceses, Espanhóis, Italianos e Alemães são os clubes de que falamos. Já estás a pensar em quem podem ser as revelações?

Évora continua a rimar com medalhas e Muir foi mesmo a estrela

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Decorreram, em Glasgow, do dia 1 ao 3 de Março, os Europeus de Atletismo em Pista Coberta e neste especial contamos tudo o que se passou durante esses 3 dias, minuto a minuto, prova a prova de uma competição que esteve à altura das expectativas e na qual, em colaboração com o Planeta do Atletismo, marcámos presença!

5 jogadores «não grandes» à beira da Selecção Nacional

Neste mês de março vai começar a Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de 2020. E neste campeonato, há alguns jogadores portugueses que têm feito por merecer uma primeira oportunidade na equipa das quinas. Como tal, irei aqui deixar cinco jogadores fora dos três grandes que podem ter uma oportunidade na equipa treinada por Fernando Santos.

Olhar ao Treinador Português

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Ao longo dos anos, temos sido inundados pela ideia de que o treinador português é, por si, um treinador de topo mundial. A verdade é que esta é uma teoria só baseada no sucesso de José Mourinho. Contudo, é uma ideia muito defendida no Futebol Português. Os clubes fecharam os olhos ao treinador estrangeiro. Aposta-se no treinador português às cegas, num carrossel de treinadores despedidos e empregados em curtos períodos de tempo.

É recordar a desconfiança com que se olhou para a chegada de Keizer. Porquê contratar um treinador estrangeiro com tantos portugueses disponíveis? Um treinador que não conhece a nossa realidade, o nosso campeonato, os nossos jogadores. Queremos um futebol português fechado ao estímulo de diferentes culturas, ideias e métodos de trabalho. Com isto, recusamos a diversidade e limitamos a evolução dos nossos treinadores.

Já gostei mais do treinador português. A primeira década do século foi propícia à cultura portuguesa, mas hoje são outras que brilham. Destaco três caraterísticas no treinador lusitano: Capacidade de Adaptação, Estratégias Motivacionais e Estudo do Adversário. Portanto, um treinador académico.

A aposta no treinador português é cada vez mais valorizada internamente
Fonte: SL Benfica

Hoje em dia, as estratégias motivacionais banalizaram-se numa realidade em que o futebolista vive mais na internet do que no ambiente fechado do balneário. Além disso, o foco deste treinador é o estudo e a adaptação ao adversário. É um estratega que treina a equipa em prol daquilo que o adversário oferece. Uma qualidade que se esgotou no tempo, que não sobressai perante uma cultura de um Futebol desenvolvido em processos e ideologias de jogo.

É que, hoje, os grandes treinadores trabalham e insistem na sua ideia de jogo, seja ela qual for. Jogam para impôr em campo o futebol no qual acreditam. Num mundo onde cada um olha cada vez mais para dentro, o treinador português continua a olhar demasiado para fora.

Vejamos Mourinho. Parou no tempo. Não percebeu que não pode ganhar campeonatos e entusiasmar os adeptos e jogadores com um futebol de exploração do adversário. Não percebeu que já não é possível suprimir o talento. Vejamos Jorge Jesus. Um enorme treinador quando se limita a fazer aquilo que melhor sabe – treinar. Assim que começa a olhar para os lados e a dar corda à boca, é o usual descalabro. Vejamos Rui Vitória. Alguém que desvaloriza o treino e recusa a possibilidade de trabalhar uma ideia de futebol. Limita-se a estudar o adversário e a montar uma equipa focada em anular os pontos fortes deste.

Bruno Lage dá grande primazia à vertente do treino e à construção de uma ideia de jogo
Fonte: SL Benfica

Em Portugal, têm surgido treinadores a fugir a este estereótipo – Castro, Jardim, Marco Silva, Miguel Cardoso -, porém, têm tido dificuldades em afirmar-se no topo do futebol europeu. É neste contexto que surge Bruno Lage. Alguém focado no treino e na insistência de uma ideia. Alguém que adora futebol, que adora partilhar futebol. Um treinador que olha para os seus jogadores e para a qualidade daquilo que produzem.

Contudo, mantém-se como um treinador com uma escola muito portuguesa. Em jogos de maior dificuldade, já vimos este SL Benfica abdicar da ideia de jogo que tem vindo a construir. Um Benfica de posse, de troca de bola e futebol apoiado, já surgiu em campo como uma equipa a oferecer o jogo ao adversário e a explorar o futebol direto e de contra ataque.

Eu quero um Benfica em Lageball. Espero que este treinador não ceda à pressão dos resultados e que não traia o futebol no qual acredita. Que saiba usar o estudo do adversário somente para limar arestas e não como um modo de viver o jogo. Lageball Bruno.

Texto corrigido por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

10 coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre o Undertaker

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Undertaker é a maior lenda da história do wrestling. Tem a melhor gimnick de sempre e a forma como esta foi protegida desde o início da sua carreira faz dele o lutador favorito de muitos fãs.

Mas Undertaker vai muito mais para além disso. A sua habilidade como wrestler é inigualável e já produziu alguns dos melhores combates da história desta indústria.

Muito do seu estatuto de lenda foi construído à volta da Wrestlemania e, quando finalmente sofreu a sua primeira derrota no evento, o choque provocado foi diferente de tudo o que já aconteceu na WWE. Aliás arrisco-me a dizer que nada irá ser tão chocante e ao mesmo tempo desolador quando Undertaker não conseguiu escapar do terceiro F-5 de Brock Lesnar.

Mas com uma carreira que dura há 35 anos, sem dúvida que há imensas coisas sobre o Undertaker que a WWE quer que todos nós nos esqueçamos. Vejamos então dez coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre o Undertaker.

Liga Europa: Quais os oito mais capazes?

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A Liga Europa, independentemente da época, conta sempre com emblemas sonantes. Para isso têm vindo a contribuir vários fatores, como o eclodir de clubes como Tottenham e Manchester City em Inglaterra. Tal facto faz com que nem todos os clubes de topo ingleses, como é lógico, caibam na prova máxima da UEFA.

Além disso, nessa mesma prova, não é anormal um conjunto com ambições superiores se ver cair para a prova secundária europeia, após o término da fase de grupos.

Dia sete, quinta feira, disputar-se-ão as primeiras mão dos oitavos.

Começando pelas equipas inglesas, Arsenal FC e Chelsea FC, realço a pouca importância ou descrença nutrida por esta prova. Jogadores que têm dentro de si ambições maiores, teoricamente subestimam certos adversários ou não se apresentam tão sólidos. Isto tudo teoria. Porém, também os media britânicos são um claro depreciador desta competição, acabando sempre inevitavelmente por fazer sobressair a comparação com a Champions.

Com adversários como Rennes (Arsenal), e Dínamo de Kiev (Chelsea), o mais certo é que os ingleses não tenham problemas em seguir em frente.

O Rennes ultrapassou o Bétis na ronda anterior, numa eliminatória em que o favoritismo se encontrava do lado dos espanhóis. O conjunto gaulês, não é, de todo, favorito, ocupa a 10ª posição na Ligue 1, mas a Liga Europa é sempre alheia a competições internas…

No duelo entre o Dínamo e o Chelsea, a questão é idêntica, os ucranianos são inferiores aos comandados por Sarri, mas podem esperar do oponente uma certa desmotivação. Toda ela, teoria. Não esquecer, que a segunda mão será na Ucrânia…

Jovic está em grande plano, será a maior ameaça no ataque ao Inter
Fonte: Bundesliga.com

No lote de duelos, à priori, bem equilibrados, no que diz respeito ao estatuto dos emblemas, coloco o Nápoles-Salzburgo; Eintracht Frankfurt-Inter de Milão; Valência-Krasnodar; Zenit-Villarreal. Neste lote que enunciei, o que irá determinar a passagem, muito possivelmente, será o reduto em que se disputa a segunda mão.

No duelo entre italianos e austríacos, fica a sensação que o Nápoles tem mais capacidade de seguir em diante. Pelo nome, pelos jogadores, pelo treinador… Mas convém não esquecer também a audácia do Salzburgo no seu estádio! É nele que será determinada a passagem à próxima eliminatória.

Os alemães de Frankfurt recebem primeiro o Inter. Eu perspetivo a passagem à próxima fase dos primeiros, penso que neste momento são uma bela equipa (em que se destaca Luka Jovic), com rotinas bem assimiladas. Porém, a segunda mão joga-se em Milão…

O Valência tem-se apresentado uma equipa “tremida”. A consistência não tem sido o seu forte. Sem golos sofridos na eliminatória antecedente, frente ao Celtic de Glasgow, de realçar que os espanhóis foram ganhar 2-0 a um estádio tão difícil como é o Celtic Park. Por sua vez, o Krasnodar, que após um nulo a zeros na Rússia decidiu o jogo na Alemanha, no campo do Bayer Leverkusen, terá de mudar a estratégia, pois desta feita joga-se primeiro em Espanha. Mas não será isso uma vantagem para os russos?

Falando em russos, o Zenit também preenche uma vaga neste leque de equipas apuradas. Mais curioso ainda, é que à imagem dos seus conterrâneos, também enfrentam uma equipa espanhola! Medirão forças com o carrasco do Sporting de Lisboa, o Villarreal. O submarino amarelo, como nos 16 avos de final, dirige-se primeiro ao estrangeiro, e defende no novo “El Madrigal”, chamado de “Estadio de la Cerámica”, a passagem à próxima paragem. Frente aos leões correu bem…

Krovinovic pode contribuir com algum “know how” acerca dos croatas…
Fonte: SL Benfica

O Benfica, jogando a 2ª mão na Luz, só pode passar. É o mais certo. Sem desprimor pelo adversário, mas o conjunto de Bruno Lage, jogando como joga, e mesmo com poucos disponíveis para o eixo da defesa, apresenta boas soluções. O Dínamo, na ronda passada, tinha sido derrotado pelo Plzen, mas em sua casa selou a passagem com uns convincentes 3-0. Será ao contrário, nesta fase, e contra um adversário mais potente, terá muito poucas chances de discutir o apuramento.

O Sevilha, após uma forma de fulgor (no início da temporada), apresenta-se menos prolífero. Não tem amealhado muitos pontos no campeonato, tem-se ido abaixo. Contudo, no que se refere a esta prova, os andaluzes revelam-se exímios. Encontrarão o Slavia Praga, que deixou por terra o Genk, da Bélgica. Após um nulo a zeros em casa, os checos resolveram com uns convincentes 4-1 fora de portas… O primeiro embate será no Ramón Sánchez Pizjuán, levando a decisão final para a República Checa…

Sete e catorze, serão, respetivamente, as datas referente às primeiras e segundas mão desta edição da Liga Europa. Serão desfechos difíceis de prever, que dificultarão a vida a qualquer apostador!

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

A sensação de estar em 4º

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Via o jogo entre o FC Porto e o SL Benfica e pensei como seria bom se o resultado daquela partida interferisse na nossa classificação. Mas não, o Sporting CP já sabe que muito dificilmente sairá da posição onde se encontra atualmente, e é muito triste que assim seja. Bem ou mal, a verdade é que desde que Bruno de Carvalho tinha assumido a presidência do clube que os adeptos não sabiam o que era esta sensação de jogar apenas por jogar, sem uma ambição clara de lutar pelo título ou acesso à Liga dos Campeões. Nem com o desaire na semana passada do SC Braga o clube leonino soube aproveitar.

Não podemos dizer que não tivemos hipótese de nos aproximar do topo. Quando José Peseiro foi despedido, a equipa encontrava-se apenas a um ponto do primeiro classificado. Bruno Lage, quando assumiu o comando do SL Benfica, partiu com uma desvantagem de sete pontos, e neste momento está isolado na liderança. Tem de haver mais exigência dos adeptos leoninos. Keizer não fez a pré-época nem escolheu o plantel? Bruno Lage também não, e neste momento encontra-se com mérito no topo da classificação. Penso que a escolha do holandês não foi a melhor opção, mas isso é tema para outro texto.

Apesar da falta de títulos, os adeptos continuam a apoiar a equipa
Fonte: Sporting CP

Temos de perder a ideia de que o jogador tem de estar maduro para jogar, que precisa de somar vários empréstimos para atuar com a camisola verde e branca. Nem Francisco Geraldes soma minutos no plantel. Numa altura que se fala em falta de dinheiro, porque não apostar na formação, quando temos vários valores a despontar, como Daniel Bragança, Thierry Correia, Rafael Barbosa, Ivanildo Fernandes, Elves Baldé, para além de Gelson Dala que poderia muito bem estar no Sporting CP. Até Miguel Luís e Jovane Cabral deixaram de ser opção. Esta política de contratações é errada quando vemos Frederico Varandas anunciar ao universo leonino que não há dinheiro para contratar, mas por vezes parece que bom é aquele que vem do estrangeiro.

Deste modo, sabem qual é a sensação de estar de novo em quarto lugar? É uma sensação de impotência, aliada à falta de exigência que parece reinar no clube leonino em termos de futebol sénior masculino. Parece que, aconteça o que acontecer, tudo está bem. Todos vemos que não está, mas nada se faz. O plantel tem qualidade para fazer mais e melhor, mas por vezes parece que a mentalidade do clube não permite que o Sporting CP dê um passo em frente.  As equipas são aquilo que as pessoas fazem delas, e penso que se tem de pedir mais a um plantel que está muito aquém daquilo que pode oferecer.

Concluindo, é com tristeza que mais uma vez escrevo um texto deste teor. Numa altura da época em que as equipas começam a entrar na fase das decisões, o Sporting CP apenas luta pela Taça de Portugal, e mesmo aí se encontra em desvantagem. Urge mudar de paradigma. Os adeptos merecem mais.

Foto de Capa: Sporting CP

É necessário dar um passo atrás para dar dois em frente?

Primeiramente, permitam que abra um pequeno parênteses: se clicaram neste artigo com o objetivo de ler uma análise tática do jogo, com muita pena minha, estão a ler o texto errado. Nenhum portista consegue pensar racionalmente depois de uma derrota em casa frente ao maior rival, e eu não sou a exceção à regra. O meu objetivo não é debater movimentações de jogadores ou argumentar a favor deste ou daquele esquema tático. Não… hoje escrevo como um simples adepto, um simples adepto que não quer saber se a equipa joga em 4-3-3 ou em 4-4-2, que não quer saber se este ou aquele joga mais no meio ou na esquerda, em suma, um simples adepto que apenas queria a vitória no sábado. É nessa condição que vos escrevo.

Bom, começar por onde? Talvez pelo início. Às 20:29h do dia 02 de março de 2019, o FC Porto era líder isolado do campeonato português, com um ponto de avanço sobre o, à data, segundo classificado. Resumindo, tínhamos a faca e o queijo na mão: um ponto de vantagem, recebíamos em nossa casa o nosso adversário mais próximo a níveis pontuais, jogadores importantes recuperados, 50 mil no estádio a apoiar: nada poderia correr mal. A verdade é que não só podia como, na verdade, tudo o que podia correr mal, correu mal. Eu prometi no início não abordar temas mais táticos do jogo ou falar sobre este ou aquele jogador, mas sou forçado a abrir uma exceção (aliás, algumas).

Primeiramente, Manafá: mas que jogo fez Manafá… um jogo onde conseguiu ser coroado “o jogador da Liga com mais perdas de posse no primeiro terço”, segundo o site especializado GoalPoint. Não sei se o objetivo de colocá-lo no onze era travar a rapidez ofensiva do adversário mas, se foi, foi um tiro completamente ao lado.

E aqui incluo também Corona, até porque é impossível dissociar um do outro. Jogo banalíssimo do mexicano, que chegou a rondar o ridículo. Ridículo na medida em que o nosso número 17 é, a meu ver, o jogador a atuar em Portugal com os “melhores pés”. Daí ser algo a rondar o anedótico a quase não intervenção deste jogador no jogo, em termos ofensivos. E atenção: os restantes jogadores também estiveram longe da perfeição mas, se fosse falar individualmente de cada elemento, ficaríamos aqui o resto dos nossos dias.

Apesar do resultado negativo, foi o FC Porto o primeiro a adiantar-se no marcador, por Adrián
Fonte: Bola na Rede

Ainda dentro das quatro linhas, seria um crime não falar dos golos dos visitantes. Elucidem-me, caso esteja errado, porém não me recordo de uma época em que oferecêssemos golos tão facilmente em clássicos. O primeiro golo é, desculpem-me a repetição de vocábulos, ridículo. A passividade misturada com um pouco de inexperiência (chamemos-lhe assim) resultou numa autêntica prenda para o adversário. E, assim, sem grandes dificuldades, um jogo “cai na mão do Benfica”, como disse Sérgio Conceição.

E agora? Depois desta derrota num jogo que valia 6 pontos, como disse o nosso técnico, o título ainda está ao nosso alcance? A resposta é sim, ainda está ao alcance do FC Porto. A matemática não engana: 2 pontos em 30 é uma margem, claramente, recuperável. Agora, logicamente está mais difícil, logicamente estava mais fácil quando estávamos meia dúzia de pontos à frente. Não sei se sou só eu que me lembro perfeitamente de como o atual primeiro classificado reagiu à vitória na primeira volta frente ao Porto: sucessivas perdas de pontos. Não estou a afirmar que tal cenário repetir-se-á, contudo o que dou como certo é o seguinte: o nosso rival vai perder pontos.

O nosso rival não vai perder apenas dois ou três pontinhos, pelo contrário: tenho a convicção que irá deixar escapar pontos em, pelo menos, dois jogos até final. Logo, resta à turma de Sérgio Conceição responder com golos, com triunfos, com boas exibições ao calendário difícil e trabalhoso que temos pela frente. Um Porto à Porto não deita a toalha ao chão no Carnaval. Um Porto à Porto levantará o título em maio. Um Porto à Porto dá um passo atrás para, no fim, dar dois em frente.

Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

O super-odiado histórico checo

Todos nós conhecemos a história do RasenBallsport Leipzig e o modo como este clube é generalizadamente odiado por toda a Alemanha. É uma história já plenamente difundida por todos os media ao longo do mundo.

A história que eu vós trago hoje é semelhante, mas diferente. Confuso? Eu explico. Tal como acontece na Alemanha, existe um clube na República Checa que é generalizadamente odiado por toda a República Checa. A diferença prende-se no facto de falarmos de um clube, ao contrário do Leipzig, com bastante história, e de este ódio ter origem em fatores políticos.

Falo-vos do FK Dukla Praha. Antes de irmos ao presente deste clube, vale muito a pena recordar e resumir a história deste clube checo.

O Dukla de Praga foi fundado em 1948 sob o nome de Armádní tělovýchovný klub (ATK) Praha, o que significa em português, qualquer coisa como Clube Desportivo Militar. Pelo nome rapidamente percebemos que o Dukla era um clube formado com base do exército da Checoslováquia.

O clube a partir da sua fundação começou logo a disputar a primeira divisão e conquistou o primeiro titulo nacional da Checoslováquia em 1953. Este seria apenas a ponta do iceberg para todo o ódio que o Dukla “conquistaria” ao longo dos anos.

Por ser um clube militar, o governo comunista da Checoslováquia privilegiava este clube em termos desportivos. De modo a reunir os melhores jogadores checos, o governo decidia que como parte do serviço militar obrigatório os melhores jogadores checos teriam que jogar no Dukla de Praga. O Slavia de Praga, que era o clube dominante na Checoslováquia, no periodo anterior ao Dukla de Praga, perdeu mais de metade da sua equipa para o Dukla de Praga devido a esta “regra” que facilitava e muito o trabalho ao Dukla.

Fonte: Trivela

Depois da conquista do primeiro titulo em 1953, o clube mudou o seu nome para Ústřední dům armády (ÚDA) Praha, significa qualquer coisa como Casa do Exército.

O nome ‘Dukla’ vem passados três anos, em 1956, e seria esse o nome que assentaria para sempre.  No entanto, enganem-se os que pensavam que seria este nome a apagar as referência militares ao clube. Na verdade, ‘Dukla’ é uma referência a uma batalha da Segunda Guerra Mundial, A Batalha da Passagem de Dukla, em que o exército vermelho “libertou” definitivamente dos Nazis a Checoslováquia.

O clube era definitivamente o clube do regime comunista na Checoslováquia, não havia volta a dar quanto a isso. Era a bandeira em termos desportivos que o regime queria dar à Europa.

Josef Masopust e Eusébio antes do encontro entre Dukla Praga e Benfica
Fonte: FK Dukla Praga

Dominou praticamente  todo o futebol checoslovaco nos anos 60, e assumiu-se, durante este período, como uma das mais entusiasmantes equipas do Leste Europeu.

O seu percurso europeu durante esta década fica marcada pela brilhante campanha na Taça dos Campeões Europeus, em 1966/1967, quando atingiu as meias finais e perdeu para aquele que acabaria por ser coroado o vencedor da competição, numa final disputada em Lisboa, o Celtic Football Club.

O Dukla pode-se também orgulhar de ter sido o clube que mais jogadores deu à seleção nacional da Checoslováquia, no Campeonato do Mundo de 1962, em que acabaram brilhantemente num segundo lugar, tendo perdido para o Brasil por 3-1. A estrela dessa equipa, e considerado por muitos como o melhor jogador checo de todos os tempos, era Josef Masopust. Masopust fez de resto praticamente toda a sua carreira no Dukla de Praga, sendo por isso considerado como o ícone do Dukla de Praga. A ex-glória tem uma estátua à entrada do estádio do Dukla de Praga, o Juliska.

A estátua de Josef Masopust no Juliska                                                                                            Fonte: Rui Cipriano/Bola na Rede

A próxima grande campanha europeia do Dukla seria na Taça das Taças em 1985/1986. E desta vez com equipas portuguesas à mistura.

Já depois de ter encontrado o Benfica de Eusébio, nos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus, em 1963, voltou a encontrar o conjunto encarnado nos quartos de final da Taça das Taças, em 1985/1986. O Dukla venceu por 1-0 o Benfica, no Juliska, e na segunda mão, no imponente Estádio da Luz, não se amedrontou e perdeu por 2-1, vencendo a eliminatória por golos fora.

1º Mão:

2º Mão:

Voltou assim, a atingir as meias-finais de uma competição europeia, e perdeu novamente para a equipa que seria coroada vencedora da competição, outro grande clube de Leste, o Football Club Dynamo Kyiv.

Esta campanha europeia foi já nos limites da resistência comunista, acontecendo a sua queda definitiva em 1989. Como seria de esperar de um clube cujo o grande suporte, ao longo da sua história, foi o exército e o apoio governamental comunista, a queda do comunismo na Checoslováquia marcou o fim de uma era do Dukla de Praga.

Tirou-se a ligação do exército ao Dukla e o apoio governamental e tirou-se tudo. O Dukla não estava preparado para um futuro “sozinho”, nunca haveria estado sozinho ao longo da sua história. E a forte ligação entre o clube e o comunismo fez com que um ódio generalizado à sua volta fosse criado, dificultando ainda mais a sua adaptação à nova realidade.

O clube caiu numa grave crise financeira, sem conseguir encontrar patrocinadores, quem queria estar ligado ao clube do comunismo? A primeira edição da Liga da Republica Checa, após a separação da Checoslováquia, marca a descida do Dukla. Durante toda a época o Dukla de Praga conseguiu apenas dez pontos(!). Ainda assim, o Dukla deu ao futebol um último presente seu, podemos dizer que um presente de despedida do velho Dukla, Pavel Nedvěd.

Pavel Nedvěd com a camisola do Dukla                                                                                           Fonte: iDNES.cz

Nedvěd teve a sua primeira época como sénior na fatídica época em que o Dukla apenas amealhou dez pontos. Após o desaparecimento do Dukla, Pavel Nedvěd transfere-se para o AC Sparta Praha onde concluiria a sua evolução até atingir o topo.

O que aconteceu em seguida ao Dukla Praga? Bem, o velhinho clube morreu definitivamente com o comunismo, mas há uma “disputa” sobre o seu legado.

Bohumir Duricko, o último dono do Dukla, decidiu fundir o clube com um outro clube da Segunda Liga Checa, a 40 km da cidade de Praga, o FK Přibram. As cores deste clube são preto e verde, mas, ainda assim, as cores das bancadas do seu estádio, Na Litavce, possuem o vermelho e dourado do Dukla, fazendo uma clara menção ao legado do Dukla Praga. Este clube disputa a Primeira Liga Checa desde 2008.

Quem conhece a Liga Checa estará nesta altura, certamente confuso… Se o FK Přibram é o sucessor do Dukla Praga, de onde vem o atual FK Dukla Praga, que também disputa a Primeira Liga Checa?

Bem, vem de um clube chamado FK Dukla Dejvice, que ocupava o mesmo distrito de Praga, Praga 6, do icónico estádio do antigo Dukla, o Juliska. Este clube decidiu voltar a dar vida ao estádio Juliska, disputando os seus jogos ali, trazendo consigo as cores do antigo Dukla Praga e o seu logo.

O clube aproveitou a falência de um clube da Segunda Liga Checa, o Jakubčovice, e ocupou a sua vaga nessa mesma liga. Em 2011 o novo FK Dukla Praga completou o seu projeto, subindo de divisão para a Primeira Liga Checa. Desde então FK Dukla Praga e FK Přibram disputam a mesma divisão, sendo a eterna discussão, quem é o legitimo sucessor do velhinho Dukla?

Bem, eu diria que o FK Dukla Praga, por ter optado por se manter fiel às cores, ao logo e ao estádio, será o mais fiel sucessor, no entanto legalmente será o FK Přibram o sucessor do Dukla.

Apesar de toda esta história, o confronto entre ambos os clubes é pacifico, não existindo qualquer rivalidade agressiva. Os dois clubes nunca conseguiram afirmar-se mais do que clubes de média dimensão e disputam todos os anos o meio da tabela. O atual FK Dukla Praga é, sem dúvida, o clube com menor expressão em toda a cidade de Praga.

O estádio Juliska foi renovado em 2011
Fonte: FK Dukla Praha

Apesar de ali se ter assistido a muita glória no passado, e de estar situado na capital da República Checa, o estádio Juliska atualmente nunca ocupa os seus 19.000 lugares de ocupação, nem perto disso.

A fan base atual do FK Dukla Praga é maioritariamente “velha”, sendo que os poucos jovens que se acabam por converter ao clube será por passagem geracional. O clube enfrentará eternamente as suas ligações ao regime comunista que dificultam e muito o “recrutamento” de novos adeptos.

Parece incrível que estejamos a falar de um clube que deu à República Checa dois Bolas de Ouro, Josef Masopust e Pavel Nedvěd. Na República Checa não têm dúvidas em apelidar o Dukla Praga como o “super-campeão odiado”.

A atual época pode muito bem marcar a nova descida do FK Dukla Praga, que se encontra, neste momento, em último lugar da Liga Checa, com apenas 16 pontos.

Foto de capa: FK Dukla Praha

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

 

 

FC Porto 6-5 UD Oliveirense: Início fulgurante determinante na vitória portista

Na derradeira e principal partida da 19ª jornada do campeonato nacional, Porto e Oliveirense proporcionaram um grande jogo, mas, apesar de uma enorme recuperação levada a cabo por parte da União, a vitória acabou por sorrir aos dragões por 6-5.

Os noventa segundos iniciais pertenceram por completo à Oliveirense, que esteve quase sempre com a bola na sua posse, mas na primeira saída do Porto para o ataque Rafa, com uma stickada em zona frontal, fez o 1-0.

Em desvantagem desde muito cedo, a União foi à procura de restabelecer a igualdade e por pouco, através de Ricardo Barreiros, não o conseguiu, com o capitão da Oliveirense a enrolar o esférico ao lado. 

Mesmo sem forçar muito, o Porto continuava a criar mais perigo e, após uma stickada de meia distância de Reinaldo Garcia, Puigbí perdeu a noção de onde estava o esférico e Rafa, mais rápido que todos, aumentou para 2-0.

Tudo continuava a correr bem aos portistas e, no seguimento de uma jogada coletiva, Rafa, a passe de Hélder Nunes, concluiu o seu hacttrick e colocou o Porto a vencer por 3-0. 

Numa partida de extrema importância para ambos os conjuntos, uma entrada em falso da Oliveirense, mas, também, uma enorme dose de eficácia dos portistas colocaram os azuis e brancos com uma diferença de três golos no marcador em pouco mais de seis minutos.

A exibição exímia do Porto prosseguia e através de uma iniciativa individual de Reinaldo Garcia, que fez uso da sua forte stickada de meia distância, surgiu o 4-0. Isto, quando estavam jogados somente oito minutos e meio. Incrível!

Após um começo de jogo fulgurante, sobretudo pela facilidade em chegar aos 4-0, a partida acalmou. A Oliveirense procurava reencontrar-se, enquanto que o Porto continuava a explanar o seu hóquei, controlando as operações e a ser muito mais perigoso.

Com o passar dos minutos, a União foi conseguindo recompor-se e chegar com real perigo à baliza de Nelson Filipe. Exemplo disso foram três lances num curto espaço de tempo, a cerca de onze minutos da pausa, onde Marc Torra e Jorge Silva, este por duas vezes, colocaram o guardião portista em dificuldades.

Num clássico a ser disputado a um bom ritmo, Porto e Oliveirense iam trocando posses de bola, sendo que, por vezes, Nelson Filipe e Puigbí eram chamados à ação. Contudo, na maior parte das vezes, as defesas estavam a conseguir anular os ataques. 

A menos de dois minutos e meio da pausa, na sequência de um lance onde o Porto esteve quase a fazer o quinto da tarde, Emanuel Garcia, servido por Jorge Silva, concluiu da melhor maneira um venenoso contra-ataque da Oliveirense, reduzindo o marcador para 4-1.

Terminada a primeira parte, o Porto vencia a Oliveirense por 4-1. Resultado que se baseava numa tremenda eficácia dos dragões nos dez minutos iniciais, fase do jogo onde a União esteve mal. Na frente com uma margem confortável, os azuis e brancos passaram a gerir partida, fazendo ataques mais longos e pausados. O conjunto de Oliveira de Azeméis, por seu lado, foi reorganizando-se com o passar dos minutos, tendo ainda conseguido reduzir a desvantagem antes do intervalo. Golo que deixava tudo em aberto para os segundos vinte e cinco minutos.

O capitão portista esteve em alguns dos golos da vitória do Porto, tendo ainda sido fundamental na concretização de dois livres-diretos que se revelaram determinantes na vitória final
Fonte: FC Porto Sports

O retomar dos balneários sorriu à Oliveirense e com cerca de um minuto e meio jogado, Marc Torra, através de uma iniciativa individual, reduziu a diferença para 4-2. Passados alguns instantes, o Porto esteve quase a repor a vantagem de três golos, mas Reinaldo Garcia não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe açucarado de Hélder Nunes. Pouco depois, foi a vez de Nélson Filipe negar o golo a Xavi Barroso.

Em cima da marca dos trinta e um minutos de jogo, a Oliveirense cometeu a sua 10ª falta. Hélder Nunes, chamado à marcação, ainda conseguiu tirar Puigbí do caminho, mas acabou por enrolar o esférico ao poste. Volvidos alguns instantes, momentos depois de Emanuel Garcia ter tentado fazer um desvio a uma bola lançada por Barroso, Rafa, totalmente isolado, não conseguiu voltar a marcar.

Sempre a uma velocidade e dinâmica elevada, a partida continuava aberta, mas sem grandes oportunidades para marcar. Com a Oliveirense a procurar ataques mais objetivos, enquanto que o Porto tentava explorar mais as situações de contra-ataque.

Com cerca de trinta e seis minutos jogados, a Oliveirense conseguiu, após um lance de Torra concluído por Jorge Silva, colocar a vantagem portista na margem mínima. Instantes depois, o próprio simulou uma grande penalidade e como já tinha sido advertido viu um cartão azul. No respetivo livre-direto, Hélder Nunes desta feita não falhou e com uma “picadinha” fez o 5-3. Um golo que terá sido um verdadeiro murro no estômago da União que, aos poucos, estava a conseguir recuperar no marcador. Porém, pouco depois do quinto tento portista, a Oliveirense beneficiou de uma grande penalidade. Nelson Filipe ainda conseguiu defender a primeira stickada de Ricardo Barreiros, mas, na recarga, o capitão da equipa visitante conseguiu fazer o 5-4.

A faltarem pouco mais de oito minutos para o fim, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Marc Torra, exímio cobrador de bolas paradas, aproveitou a oportunidade e fez o 5-5, restabelecendo a igualdade. Depois de uma entrada negativa, não seriam muitos aqueles que acreditariam que a União chegaria ao empate, mas a verdade é que chegou e tudo voltava a estar em aberto para os derradeiros seis minutos.

Apesar do empate não ser um bom resultado para nenhuma das equipas, o Porto parecia ser o conjunto que mais procurava querer aumentar o ritmo dentro de pista e chegar ao tento da vitória. Num dos lances onde impôs essa maior vontade, Jorge Silva fez falta sobre Rafa, a 15ª da Oliveirense. Hélder Nunes, com a possibilidade de voltar a colocar os dragões na frente, disparou um míssil ao ângulo superior esquerdo e apontou o 6-5.

A perder, a precisar, no mínimo, de empatar a Oliveirense quereria partir rapidamente para o ataque. No entanto, a equipa orientada por Renato Garrido, o novo selecionador nacional, estava a precipitar-se bastante e o Porto aproveitava para, com facilidade, impedir lances de perigo junto à sua baliza. A cerca de um minuto e meio do fim, Jorge Silva viu um segundo cartão azul, neste caso por protestos, em virtude de uma suposta grande penalidade cometida por Hélder Nunes não assinalada. No correspondente livre-direto, o capitão portista tentou repetir a receita do primeiro, mas Puigbí acabou por levar a melhor.

Em situação de superioridade numérica, acabou por ser a Oliveirense a ter mais tempo o esférico em sua posse, mas mal o Porto recuperou a bola circulou-a por entre os seus jogadores, deixando o cronómetro chegar ao final. 

Finalizado o clássico, o Porto derrotou a Oliveirense por 6-5. Resultado justo pela grande entrada, em termos de eficácia, dos dragões no jogo, mas que, ao mesmo tempo, não premeia a enorme recuperação levada a cabo pelos jogadores da União. Sem conseguir marcar golos de bola corrida na segunda metade, apesar de ter tido oportunidades para tal, os azuis e brancos aproveitaram dois dos quatro lances de bola para que dispuseram. O que se revelou decisivo para a conquista dos três pontos. 

Assim, com esta vitória, o Porto encosta-se ao Sporting na liderança do campeonato com quarenta e seis pontos. A Oliveirense, que com este clássico termina a fase de defrontar os quatro primeiros classificados da época anterior, passa a ficar a três pontos de leões e dragões.

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

UD Oliveirense: 88-Xevi Puigbí (GR), 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló, 15-Jorge Silva e 77-Ricardo Barreiros (CAP.); Jogaram ainda: 6-Xavi Barroso, 7-Pedro Moreira e 84-Emanuel Garcia