6 de fevereiro de 2001, um jovem com apenas 19 anos ganhava o seu primeiro título ATP da carreira, em Milão. Este rapaz viria a tornar-se o melhor tenista de todos os tempos e sábado conquistou o seu centésimo título da carreira no Dubai. Uma semana excecional para Roger Federer, onde demonstrou um excelente nível de ténis e que a idade é só um número.
O maestro começou o torneio com duas vitórias sofridas em três sets, frente a Philipp Kohlschreiber e Fernando Verdasco, mas a partir do seu terceiro jogo já tinha o seu arsenal de pancadas completamente afinado. Venceu todos as partidas que se seguiam por parciais diretos, Marton Fucsovics por 7-6 6-4, Borna Coric por 6-2 6-2 e no derradeiro encontro, Stefanos Tsitsipas por 6-4 6-4 (vingando-se da derrota sofrida no Australian Open deste ano). Com este troféu, Roger Federer juntou-se a Jimmy Connors (tenista que possui 109 títulos) no clube de jogadores com, pelo menos, 100 torneios ganhos no circuito ATP.
Se associamos o tenista suíço a um jogador com classe, o torneio de Acapulco (o outro ATP 500 que se realizou esta semana) foi ganho por um dos jogadores mais irreverentes do circuito masculino. Nick Kyrgios não começou esta época da melhor forma, surpreendendo tudo e todos com a vitória desta semana. E se ganhar um torneio desta categoria já era uma missão complicada para o rebelde australiano, imaginem ganhar ao atual nº2 e 3 do mundo, a um ex-campeão de Grand Slams e a um dos melhores servidores do circuito, num espaço de 4 dias.
Kyrgios começou a semana com uma má relação com o público e na segunda ronda quando ganhou a Rafael Nadal, depois de 3 horas de jogo, fez sinais pouco comuns para o estádio. Levando o espanhol, na conferência de empresa, a dizer que “Kyrgios não tem repeito pelo público, pelos rivais, nem por ele próprio”. Assim sendo, no final das restantes vitórias, o australiano olhava para os espectadores de forma séria e, por vezes, fazia sinal para o público calar-se. Apesar destes acontecimentos, não podemos retirar o mérito e o enorme talento que este tenista possui e, na minha opinião, só não é um jogador com resultados mais constantes por causa da sua vertente psicológica. A seguir de Rafa, Nick Kyrgios ganhou a Stan Wawrinka (jogador com quem teve uma grande polémica no passado), depois a John Isner e, por fim, fez uma excelente partida frente a Alexander Zverev, vencendo por 63 e 64. Este foi o quarto torneio ganho por Nick e o mais importante da sua carreira, a par do ATP 500 de Tóquio.
Kyrgios triunfou em Acapulco Fonte: Abierto Mexicano de Tenis
Por terras brasileiras, realizou-se o ATP 250 de São Paulo para encerrar esta passagem, de um mês, do circuito masculino por território sul-americano. O torneio foi ganho pelo argentino Guido Pella que bateu, na final, Christian Garin, pelos parciais de 7-5 e 6-3. Neste torneio, também participou João Sousa, que entrou no torneio como primeiro cabeça de série, sendo a primeira vez que um tenista português é o principal favorito num torneio ATP. Apesar deste recorde nacional, João foi eliminado no seu primeiro encontro.
No circuito feminino, o torneio principal era em Acapulco, em simultâneo com o evento masculino. Yafan Wang foi quem arrecadou o troféu, batendo na final a americana Sofia Kenin, por 2-6 6-3 e 7-5.
As próximas duas semanas são muitos importantes para o circuito mundial de ténis, pois irá realizar-se o torneio de Indian Wells, ATP 1000 que foi nomeado o melhor torneio de ténis do ano de 2018.
Neste ano de 2019, a emoção tem sido muita. Estamos apenas no início de março e é com incontida alegria que digo que estamos finalmente onde merecemos estar: no topo da tabela classificativa. Quem viu e quem vê o nosso SL Benfica, meu Deus! E tudo se resume aos nossos jogadores e a si, Bruno “Enorme” Lage.
Primeiramente, gostava de agradecer tudo aquilo que tem feito pelo Benfica. Afinal de contas, o melhor treinador para nós estava tão perto que nos apercebemos tarde, mas não tarde de mais. Como se costuma dizer, há coisas que não se explicam, apenas se sentem. É precisamente o que está a acontecer neste momento. A reviravolta que demos neste campeonato não se explica, mas nós, adeptos, e certamente todo o clube, sentimos como já não sentíamos há muito tempo. Não há espaço para tanta alegria dentro de nós e, por isso mesmo, ela transborda de uma maneira tão intensa que parece que não vai acabar.
Mister, não sei se já lhe disseram isto, muito provavelmente sim, mas nunca deixe de ser a pessoa que é. Nunca deixe que as tentativas (falhadas) dos outros lhe tirem essa humildade, esse respeito pelos nossos jogadores e por nós, que torcemos incondicionalmente por vocês. É inexplicável o que tem feito pelo Benfica, pois, em tão pouco tempo, conseguimos feitos que ainda há dois ou três meses atrás não acreditávamos que fossem possíveis, não enquanto não tivéssemos um treinador à altura.
Bruno Lage, em relação ao jogo com o FC Porto: “Quero agradecer aos jogadores por duas coisas, a atitude demonstrada nos treinos, em querer formar esta equipa que se viu aqui, e agradecer-lhes porque, de alguma forma, estão a fazer de mim treinador” Fonte: SL Benfica
Está connosco há sensivelmente dois meses e, consigo, já atingimos vários patamares que há uns tempos atrás nem nos passavam pela cabeça: ganhámos ao Galatasaray na sua própria casa, vencemos o CD Nacional por dez bolas a zero, vencemos o FC Porto e alcançámos o 1.º lugar, conseguiu igualar o Rui Vitória (que esteve connosco vários anos) em números dos Clássicos e por aí fora. Os nossos jogadores parecem outros. Temos vários atletas, que, mesmo na altura de Rui Vitória, já tinham dado o ar da sua graça, mas temos outros que andavam mais “escondidos” e que agora dão nas vistas mais do que nunca.
Bruno Lage, se soubesse o quão felizes nós estamos! Temos de louvar a excelente qualidade de trabalho que nos apresentou desde que chegou à equipa A. O aproveitamento que tem tirado dos “nossos meninos” é simplesmente fantástico, quase inacreditável. É bonito ver a emoção que demonstra pelo apoio dos adeptos, mas mais lindo ainda é ver o Benfica jogar com esta garra, com esta convicção!
E o jogo com o FC Porto? Pois é. Já não ganhávamos no Dragão desde 2014 e ontem tornou isso possível, como tem feito com tudo até agora. Tem deixado milhares e milhares de adeptos boquiabertos com as decisões que toma e que são tão eficazes. Mas ontem… Ontem foi enorme, para não variar.
O SL Benfica ocupa agora a primeira posição da tabela classificativa da Liga NOS Fonte: SL Benfica
Temos vindo a subir de posição há já alguns meses, e ontem fez de nós o público mais feliz do mundo, pois, juntamente com os nossos jogadores, fez-nos chegar ao primeiro lugar, algo que ansiávamos há bastante tempo. E, mesmo assim, a primeira coisa que fez foi agradecer. Agradecer aos jogadores pela “atitude demonstrada nos treinos” e porque “de alguma forma, estão a fazer de mim treinador”.
Mas nós é que temos de lhe agradecer, por tudo! Pelo respeito, pela humildade, pela força de vontade, pela coragem, pelos feitos, pela inteligência com que lida com tudo, sem exceção. É incrível ter-nos dado o nosso Benfica de volta e acho, sinceramente, que não temos como agradecer tanta dedicação e tamanha grandiosidade. É como uma lufada de ar fresco.
A si, Senhor Bruno Lage, o nosso muitíssimo obrigado! Esperemos do fundo do coração que fique connosco por muitos anos e que, consigo, consigamos alcançar tudo aquilo com que sonhamos!
Sporting Clube de Portugal e Sport Clube Portimonense são protagonistas do penúltimo encontro da 24ª jornada da Liga NOS. A possibilidade de atingir o terceiro lugar da tabela classificativa ainda é viável, mesmo com a vitória tangencial (1-2) da turma bracarense, esta tarde, no Estádio dos Arcos.
Nos Barreiros, na jornada anterior, Marcel Keizer adotou o sistema 3x5x2 à semelhança do que acontecera em Espanha, diante do Villarreal, e em Alvalade, no triunfo sobre o SC Braga, surpreendendo e destilando perplexidade quer aos sportinguistas quer a toda a legião adversária.
Hoje, porém, o técnico leonino coloca o quarteto defensivo que vigorava outrora, com destaque para o regresso de Mathieu, devido ao castigo de Coates, e a utilização de Acuña, fazendo descansar Borja, a lateral esquerdo; no cerne leonino nada se altera e, no setor mais adiantado, Raphinha assume a titularidade e posterior confiança depositada pelo treinador leonino. Do lado algarvio, o foco localiza-se na ausência de Jackson Martínez e no regresso de Paulinho: António Folha visitava Alvalade e sistematizava o 4x3x3.
O apito inicial fez-se sentir e, após quatro minutos de pressão alta e de linhas subidas, Bruno Fernandes ingressa na ala direita e cruza para Diaby, mas o maliano atrapalha-se e deixa-se intercetar pelo central algarvio, Possignolo. Bruno Fernandes, cinco minutos mais tarde, após trivela a relembrar Quaresma, coloca em Raphinha, que atira para defesa de Ferreira: na sequência do pontapé de canto, Diaby cabeceia ao estilo de “Mário Jardel” e inaugura o marcador: 1-0 em Alvalade. Bola ao centro, recuperação leonina, bola nos pés do “oito” leonino, desfecho trágico: o médio isola, num passe milimétrico, Raphinha que, num tiro portentoso de pé direito, amplia a vantagem. Estavam apenas decorridos 12 minutos e o placard já ditava 2-0.
Os pupilos de Keizer eram vorazes e moderadamente agressivos na procura e conquista da bola, trocando-a sem rodriguinhos, apostando constantemente na velocidade. Contudo, ao minuto 21, os algarvios, ao longo do flanco direito, calcorrearam e inquietaram a baliza à guarda de Renan após remate de Tabata e recarga de Paulinho, magistralmente impedida por Mathieu: primeira oportunidade de golo flagrante para a turma do SC Portimonense. O guardião leonino, cinco minutos volvidos, agarrava o vólei de Lucas, numa demonstração de confiança e tranquilidade. O 25 originário de Portimão parecia ser o mais inconformado e, num livre frontal à baliza leonina, atira forte, fazendo rasar a bola junto do poste direito.
A desconcentração assumiu contornos mais elevados na formação leonina e Paulinho, à meia hora de jogo, reduziu (2-1), num remate rasteiro junto do poste esquerdo. Falha na comunicação e ausência de agressividade traduziam-se em passividade e devolviam os pupilos de António Folha ao jogo. Aos 33, a incursão do camisola 21 leonino no lado direito, após (mais um) passe de Bruno Fernandes, resulta num cruzamento para Bas Dost, que simula e induz em erro Possignolo, sobrando para Diaby que não dá o seguimento mortífero à jogada.
O SC Portimonense reagia positivamente aos golos sofridos materializando o perigo em alguns contragolpes. A matreirice característica e vincada ao longo da época era notória.
O término da primeira metade foi alucinante e impróprio para cardíacos: primeiramente, Mathieu e Acuna desentendem-se e perdem a bola a meio campo e, após rasgo no flanco esquerdo leonino, Paulinho remata para defesa de Renan, a bola sobra para Boa Morte e este, de pé esquerdo, atira rasteiro para contorcionismo impressionante do guarda-redes dos leões; segundos volvidos, Lucas, atrevido, envia uma bomba à barra da baliza, estremecendo-a e afligindo a massa adepta leonina; na jogada seguinte, e no último lance da primeira parte, pedia-se frieza e narcisismo a Bas Dost que, frente a frente com o último homem de Portimão, tenta assistir, disparatada e literalmente, o vazio.
Raphinha assinou o início fulgurante dos leões Fonte: Liga Portugal
O equilíbrio era nota dominante e os lances de perigo igualmente distribuídos. Pedia-se, aos leões, entrega, alma e atitude digna de Rei da Selva para o tempo restante.
O lado esquerdo leonino, após o começo da segunda parte, era tido como corredor predileto de modo a orquestrar e delinear ataques à baliza algarvia; contudo, a defesa adversária dava sinais de tranquilidade e de vitalidade. O número nove leonino protagonizava e ameaçava, com frequência, a baliza à guarda de Ferreira através de cruzamentos arqueados e venenosos.
Ao minuto 73, Bruno Fernandes, ele e sempre ele, a passe de Wendel, ludibria Possignolo, central algarvio, e remata para estirada brilhante de Ricardo Ferreira. Por sua vez, o SC Portimonense chegava, com relativa facilidade ao setor mais recuado leonino; porém, o último passe não era bem-sucedido e a eficácia completamente redutora.
Decorridos seis minutos, Mathieu e Wendel conduziram um contra-ataque ao qual (novamente) Diaby não fazia surtir efeito.
No 87º minuto da partida, o camisola oito leonino é carregado em falta por Ruster na grande área, após cruzamento de Ristovski. Na conversão, Bruno Fernandes, com a classe que lhe é característica, coloca a bola no lado oposto ao movimento do guarda-redes algarvio. A tranquilidade era restaurada em Alvalade, carimbada e solidificada a vitória, esvaindo a possibilidade de igualar a partida por parte da turma de Portimão.
A primeira metade foi dona de uma intensidade e fulgor avassaladores ao contrário da segunda, trivializada nos duelos a meio campo, nas faltas estratégicas e na ausência de igual emoção devido à contenção de ambas as equipas. O cansaço e falta de ritmo surgiram altivos, nomeadamente na equipa leonina, pelo desgaste sofrido no decorrer da época. Salva-se o triunfo e a exibição (uma vez mais) daquele que é o petróleo em estado bruto: Bruno Fernandes.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES:
Sporting CP: Renan, Ristovski, Ilori, Mathieu, Acuna, Wendel (Francisco Geraldes, 89`), Gudelj, B. Fernandes, Diaby, Dost (Luiz Phellype, 59`) e Raphinha (I. Doumbia, 72`).
Portimonense SC: R. Ferreira, Tormena (Paulinho, 71`), Possignolo, Jadson (Ruben, 35`), Henrique, Paulinho, Pedro Sá, Wellington Carvalho, Lucas, Tabata (Ruster, 81`) e Boa Morte.
Os vila-condenses até se adiantaram primeiro no marcador, mas raça e a vontade minhota foram os fatores chave da reviravolta do SC Braga,
Rio Ave FC e Sporting de Braga encontraram-se este Domingo no Estádio dos Arcos para mais um encontro da 24ª jornada da Liga NOS. O resultado (1-2) acabou por ser favorável ao conjunto minhoto depois de terem conseguido a cambalhota no marcador contra um Rio Ave FC a jogar com dez unidades desde os 56 minutos.
O jogo começou com o Rio Ave FC a ter dificuldades a sair com bola devido ao forte vento que se ia fazendo sentir no estádio. Quem aproveitava era o SC Braga que recuperou várias bolas e se foi, assim, aproximando da baliza de Léo Jardim.
A primeira ocasião de perigo chegou ai minuto 15 da partida. Claudemir conseguiu, a partir da direita, ganhar espaço e rematar para uma defesa apertada do guardião vila-condense para canto.
Nesta altura ia-se vendo um Rio Ave FC algo displicente na maneira como tratava a bola na defesa. Optou várias vezes por complicar, driblar em direção da baliza e até fintas bastante arriscadas, dos centrais e guarda-redes.
Ambas as equipas mostraram muita dificuldade em penetrar o último terço do campo adversário. A previsibilidade era muito e quem ia brilhando eram mesmo os centrais das equipas que aproveitavam para intercetar as bolas.
O segundo sinal de perigo pertenceu ao SC Braga. Desta feita foi Wilson Eduardo que com um remate ainda de fora de área conseguiu fazer com que os adeptos se levantassem. A bola passou, no entanto, ao lado do poste direito da baliza.
O jogo levou este ritmo algo monótono até à recolha para os balneários. Mas antes, houve ainda tempo para uma última ameaça do SC Braga. Cruzamento tenso da esquerda a passar por toda a gente sem sofrer um desvio.
Os bracarenses suaram muito para vencer Fonte: Liga Portugal
Com o início da segunda parte ficou ainda mais evidente o efeito que o vento teria nesta partida. Se na primeira parte foi o Rio Ave FC a ter dificuldades na saída de bola, agora as mesmas dificuldades viam-se no SC Braga.
Este obstáculo ficou ainda mais latente com o golo que surgiu logo aos 49 minutos. Carlos Carvalho a tabelar bem com Ronan e a rematar, à entrada da grande área, rasteiro e colocado para o canto inferior direito da baliza defendida por Tiago Sá.
Sete minutos depois do golo inaugural da partida, Jambor viu o seu segundo cartão amarelo e consequente catão vermelho por ter impedido uma bola parada a meio campo do SC Braga. O Rio Ave FC via-se assim a ter que jogar com dez durante a meia hora restante.
Em vantagem numérica o SC Braga aproveitou para subir no terreno e aos 65’ podia até ter chegado ao golo do empate. Bom cruzamento de Goiano, teleguiado para a cabeça de Dyego Sousa, mas o brasileiro a desperdiçar de forma clamorosa.
Numa altura em que o jogo estava adormecido eis que o SC Braga conseguiu chegar ao golo do empate. Boa jogada construída desde trás com Wilson Eduardo a subir e a cruzar rasteiro para trás, onde aparece Paulinho que não desperdiça e empate o jogo nos Arcos.
Na resposta ao golo do conjunto de Abel Ferreira, os vila-condenses conseguiram uma chance de rela perigo com a bola a ir à barra da baliza. Cruzamento de Fábio Coentrão na esquerda e Galeno a cabecear o esférico que embate, no entanto, no ferro.
Com empate reestabelecido viu-se um jogo completamente diferente. O Rio Ave FC quis, mesmo com dez unidades em campo, ir à procura do golo e subiu, desta forma, o ritmo do jogo. Ambas as equipas procuravam levar de vencida esta partida.
Eis que o SC Braga conseguiu mesmo a cambalhota no marcador. Ao minuto 90, no seguimento de um cruzamento da esquerda cortado, a bola chegou até Wilson Eduardo que rematou de primeira e sem hipóteses de defesa de Léo Jardim.
A partida termina com o clube minhoto a gerir a vantagem recém conseguida. Acaba por ser um resultado dececionante para o conjunto de Daniel Ramos que esteve a maior parte do jogo a vencer.
Com este resultado o SC Braga solidifica, ainda que provisoriamente o terceiro posto da liga e o Rio Ave mantém o nono lugar tabela classificativa. Na próxima jornada os vila-condenses vão a Chaves ao passo que os guerreiros recebem o Vitória SC para mais um dérbi minhoto.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Rio Ave FC: Léo Jardim, R. Semedo, Messias, F. Coentrão, C. Carvalho (Buatu 76’), Tarantini, Jambor, Nadjack, Galeno (M. Reis 89’), Ronan (Leandrinho 58’), B. Moreira.
SC Braga: Tiago Sá, Sequeira, R. Silva (Paulinho 72’), B. Viana, Goiano, Palhinha (João Novais 60’), Claudemir, R. Horta (Murilo 72’), W. Eduardo, Fransérgio, Dyego Sousa.
O SL Benfica venceu o FC Porto no clássico de ontem, e, consequentemente, o veredicto tem de recair sobre Bruno Lage, pelo equilíbrio e eficácia demonstrados.
O FC Porto entrou forte e fez o golo, mas a partir daí deu o jogo “de mão beijada” ao Benfica, recuperando-o unicamente por volta dos 65 minutos, com o resultado já fixado em 1-2 para os encarnados. Nesse espaço de tempo, houve erros claros que provocaram o desfecho indesejado para os adeptos portistas.
A nível defensivo, principalmente, Sérgio Conceição não conseguiu retificar uma pressão tardia e desequilibrada da sua equipa, que viu Gabriel constantemente sozinho para construir jogo e Grimaldo com o corredor direito completamente livre para avançar e causar perigo na defesa portista.
Corona foi completamente nulo na primeira parte e Manafá foi, consequentemente, obrigado a enfrentar tanto Rafa como Grimaldo, tendo surgido daí todas as situações de perigo flagrante do ataque da formação de Bruno Lage, este último que referiu, na conferência de imprensa após o jogo, que pretendeu, exatamente como sucedeu ao longo do jogo, fingir atacar por dentro, mas atacar por fora, pelas alas.
Militão poderia ter sido uma solução face à preponderância ofensiva do Benfica no lado direito da defensiva portista Fonte: FC Porto
Face à infelicidade de Corona e com Militão no banco e rotinado na posição, poderia ter sido uma solução válida para resolver a avalanche ofensiva no lado direito da defesa portista. Subir Manafá, ao intervalo, teria sido talvez uma opção mais fiável, aliando a velocidade e capacidade de cruzamento do português com a segurança defensiva do brasileiro.
Sérgio Conceição não alterou a estratégia nem os peões azuis e brancos do xadrez, e pagou caro por isso, sofrendo o segundo golo no primeiro quarto de hora da segunda parte, numa jogada semelhante a tantas outras da primeira parte…pelo lado direito da defensiva portista, a partir de uma subida de Grimaldo.
Mas não se pense que Bruno Lage esteve perfeito no clássico, pois não foi, de facto o que aconteceu. O técnico encarnado permitiu que Brahimi desequilibrasse, sozinho, a sua defesa, não conseguindo anular o jogo ofensivo do argelino. Depois da expulsão infantil de Gabriel, Lage viu a sua equipa ser completamente sufocada pelo FC Porto, valendo ao Benfica, em vários momentos, Odysseas, a segurar a vitória dos lisboetas.
Veredicto: Como referido no início do artigo, a escolha tem de recair em Bruno Lage, pelo equilíbrio e eficácia nos processos defensivo e ofensivo, mas acima de tudo pela vitória em casa do maior concorrente ao título de campeão nacional.
Três noites depois do confronto para a Taça do Rey, o Santiago Bernabéu voltou a receber o FC Barcelona para novo El Clássico. A competição era outra, mas o resultado final foi o mesmo.
Apesar do 0-3 da última quarta-feira, Ernesto Valverde sabia que tinha de mudar algo na sua equipa, tendo em consideração a fraca exibição e a quantidade de erros que acumulou. Assim, Arthur entrou para o lugar de Sergi Roberto, no lado esquerdo do meio capo, com este último a substituir Semedo na lateral direita.
A entrada de Arthur é verdadeiramente importante do ponto de vista coletivo. Com o brasileiro em campo, o Barcelona consegue circular muito melhor, com mais autoridade, e reagir com mais qualidade à perda. A sua resistência à pressão, que permitem-lhe jogar entre as linhas adversárias, e saída de pressão, como conduz curto e como gira sobre pressão, são muito importantes para a equipa na primeira fase de construção e não obrigam Messi a baixar linhas em excesso. Assim, Messi pode andar (literalmente) pelas costas de Casemiro e não pela sua frente, o que faz uma diferença brutal.
Este é um privilégio, que Solari não tem. A primeira fase de construção do Real Madrid é uma confusão tremenda, onde a aleatoriedade é uma presença constante. E já diz o ditado “o que o que nasce torto tarde ou nunca se endireita “.
Fonte: FC Barcelona
Assim, neste contexto, é muito difícil a Kroos impactar a fase ofensiva da equipa como fez nos últimos anos. Hoje é muito difícil para Kroos ver o jogo de frente, o mesmo é dizer que é muito difícil para ele usar a sua grande arma: o passe. Particularmente porque os destinatários dos seus passes pisam zonas e têm funções, que não dão ao alemão o tempo e o espaço que ele precisa para impactar.
Portanto, não ia ser a entrada de Bale que ia tornar a equipa mais competente com bola. A noite de ontem confirmou, mais uma vez, que o Real Madrid não é capaz de realizar uma fase de construção que traga a estabilidade necessária, para posteriormente agredir o adversário. Não existem rotinas e padrões para realizar a saída de bola.
Ontem, o foco estava em fazer a bola chegar aos pés de Vinícius o mais rapidamente possível. A forma como a bola lá chegava pouco ou nada importava. Velocidade em detrimento da qualidade, o que é uma fórmula perfeita para criar desconfiança.
Um Real Madrid que correu como nunca. Uma equipa que privilegia o esforço físico em detrimento do talento individual, que têm jogadores incríveis, mas que é incapaz de criar um contexto favorável para que eles coloquem em campo as suas qualidades.
Solari continua a sacrificar o talento na buscar por em sentido coletivo, vamos ver onde isso o leva.
À entrada para a jornada 24, Belenenses SAD e CD Feirense encontravam-se separados por 19 pontos na tabela classificativa e ambas as formações encaravam este jogo de forma bem diferente.
Os comandados de Silas procuravam aproximar-se mais dos lugares europeus e a equipa de Santa Maria da Feira, última classificada, deslocava-se até à capital em busca de pontos preciosos na luta pela manutenção. Um domingo que convidava os adeptos a vir ver o jogo e o Estádio Nacional do Jamor até registou uma casa agradável, com 2241 espetadores.
O Belenenses SAD entrou mais forte na partida e a pressionar logo a equipa forasteira. Esta pressão inicial deu frutos rapidamente. Ainda alguns espetadores procuravam o seu lugar no estádio e já a equipa de Silas marcava o primeiro golo da tarde. Aos cinco minutos, após uma falha defensiva de Briseño, Lucca, com um remate frontal à baliza, surpreendeu a defensiva de Santa Maria da Feira e marcou o seu segundo golo na Primeira Liga portuguesa.
O golo muito precoce fez muito mal ao jogo. O ritmo da partida abrandou bastante e as duas equipas concentravam agora a sua posse de bola apenas no meio-campo. O Belenenses SAD baixou as suas linhas defensivas e acabou por deixar o CD Feirense controlar os destinos do jogo.
Ao minuto 29, João Silva, atacante do CD Feirense, caiu na grande área e pediu-se penálti, mas Luís Godinho, o arbitro de Évora, ainda esperou pela análise do videoárbitro, mas Bruno Paixão entendeu que o jogo poderia continuar. Apesar do ascendente do CD Feirense, foi a equipa da casa que conseguiu voltar a introduzir a bola na baliza.
Aos 35 minutos, Diogo Viana aproveitou uma falha defensiva de Tiago Gomes na direita do ataque e cruzou para a grande área do CD Feirense, onde estava Kikas para finalizar de cabeça. O atacante português estava no sítio certo na altura certa e marcou o segundo golo da partida.
A vantagem de dois golos não se justificava, mas o pragmatismo do Belenenses SAD e as falhas defensivas dos homens de Santa Maria de Feira foram determinantes para o desfecho do resultado na primeira parte. Ao intervalo, as equipas recolheram para os balneários com um placar de 2-0 favorável à equipa de Silas.
Golo sofrido muito cedo pelo CD Feirense condicionou o jogo e mudou a forma como a equipa encarou o resto da partida Fonte: Bola na Rede
A entrada para a segunda parte foi um espelho do primeiro tempo, com o CD Feirense a ter mais posse de bola e controlo do jogo, mas sem critério neste domínio e, consequentemente, sem oportunidades. Reinava a inoperância ofensiva na equipa forasteira.
Quem continuava perigosa era equipa da casa, e exemplo disso foi a oportunidade aos 48 minutos. Licá aproveitou uma bola em profundidade e apareceu na cara Caio Secco, porém, o guarda-redes brasileiro fez muito bem a macha e impediu que o atacante do Belenenses SAD marcasse.
O CD Feirense, ao ver a desvantagem no jogo, subiu mais as suas linhas no campo, contudo, a defesa “fogaceira” ficou muito exposta a bolas em profundidade por parte dos médios do Belenenses SAD. A verdade é que esta situação se tornou frequente e o golo acabou mesmo por surgir.
Aos 67 minutos, Licá surge na esquerda após um passe em profundidade. O português conteve a bola e esperou pelos seus colegas, até que apareceu Kikas e faturou novamente na partida. O número “98” do Belenenses SAD não desperdiçou a oportunidade de bisar e figurava-se como o melhor do jogo.
Sem fazer muito para merecer, a equipa da casa vencia por 3-0 a equipa do CD Feirense. O pior ainda estava para vir, após uma falha defensiva. O esférico apareceu mais uma vez nas costas da defensiva da equipa forasteira e houve novo golo no encontro. A faltarem cinco minutos para os 90, Kikas centrou a bola e Licá, bem posicionado, apenas encostou para o seu primeiro golo da tarde e o quarto da partida.
Até ao término do encontro, mais nenhuma oportunidade de perigo para as duas formações. Fim do duelo, com um 4-0 algo exagerado, onde a vitória do Belenenses SAD se resumiu à eficácia. A equipa fica com os mesmos pontos que o Vitória SC, ainda que à condição, e aproxima-se dos lugares europeus. Já o CD Feirense continua a sua caminhada muito soturna e iguala o pior registo de sempre na Primeira Liga, que até aqui pertencia ao Varzim SC.
Respirou-se de alívio na Cova da Piedade, com o conjunto da Margem Sul a voltar a sair dos lugares de despromoção quatro jornadas depois, enquanto no Algarve pode-se ficar com a corda na garganta no final desta jornada 24 da Segunda Liga, com a derrota pela margem mínima a poder deixar os comandados de Álvaro Magalhães abaixo da linha de água.
Num duelo de grande importância na luta pela manutenção, Álvaro Magalhães protagonizou cinco alterações em relação à derrota caseira frente ao Paços de Ferreira, com Daniel Fernandes, Fábio Santos, Kadri, Carlos Moura e Alan Júnior a serem lançados de início. Já Miguel Leal seguiu a velha máxima “em equipa que ganha não se mexe” e apostou no mesmo onze que bateu o Benfica B na última jornada.
O jogo começou muito físico e com uma série de faltas a ser assinala durante os primeiros minutos, mas cedo o Cova da Piedade apareceu em terrenos ofensivos, com Cele a ser o primeiro a rematar à baliza logo aos seis minutos, mas Daniel Fernandes recolheu com facilidade. Já o Farense contou com grandes dificuldades em aproximar-se da baliza de Moreira, com os passes em zona ofensiva a saírem disparatados e com grande pressão da defesa sobre os atacantes algarvios.
Os piedenses mantiveram o ímpeto ofensivo durante grande parte do primeiro tempo, com Sami a deixar o aviso num remate de longe mas ao lado aos 25 minutos, seguido de uma excelente jogada começada por Hugo Firmino, o motor de jogo dos locais, que picou a bola sobre a defesa, Stanley apareceu nas costas e atirou em arco, com um ligeiro desvio a ser suficiente para a bola passar ao lado da baliza de Daniel Fernandes. Entretanto, o melhor que o Farense fez foi um remate de longe de André Vieira aos 28 minutos, que saiu desengonçado e fora do alvo.
Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Farense foi equilibrando o jogo, cobrindo as tentativas do ataque piedense e começou a criar perigo, primeiro num livre de Pedro Kadri que passou a barreira, mas Moreira estava no sítio certo para agarrar. Já perto do intervalo, Hugo Firmino perdeu a bola para Carlos Moura no meio-campo do Cova da Piedade, com o brasileiro a dar para Alan Júnior atirar de longe, obrigando Moreira a aplicar-se. Ao intervalo, perante as dificuldades em finalizar dos dois lados, o nulo não surpreendeu.
Os jogadores do Cova da Piedade agradeceram o apoio dos adeptos, que acudiram ao estádio numa altura difícil da equipa Fonte: Bola na Rede
Na segunda parte voltou a ser o Piedade a ser mais atrevido na procura do golo, com Hugo Firmino a atirar com força aos 50 minutos para a baliza, mas um defesa meteu-se no caminho e acabou por ceder canto. Dois minutos mais tarde, uma bola sobrou para Evaldo que dentro da área e em esforço atirou para defesa difícil de Daniel Fernandes.
Continuava o Cova da Piedade a ameaçar de bola parada e Mané esteve perto de inaugurar o marcador quando, ao primeiro poste, a tentar desviou um pontapé de canto na esquerda, mas a bola saiu ligeiramente ao lado do poste. O Farense continuava com dificuldades em criar real perigo junto da baliza de José Moreira, com o único lance de relevo a aparecer num livre de Jorge Ribeiro, com a bola a bater na barreira e, na recarga, voltou a ser a defesa da casa a desviar a bola, após uma recarga de André Vieira.
Miguel Leal tentou dar novas dinâmicas ao ataque do Piedade, com Diarra e Dieguinho a entrarem para o lugar de Pereirinha e Sami, respetivamente. Já Álvaro Magalhães meteu Tavinho por Alan Júnior, mas continuaram a ser os locais a criar mais perigo.
Aos 74 minutos, mais perigo a rondar a baliza do Farense, com Hugo Firmino, sempre ele, a cruzar na direita, Daniel Fernandes ficou aos papéis e permitiu Stanley cabecear à baliza, mas o guarda-redes algarvio ainda conseguiu desviar a bola para canto. Seguiu-se Evaldo, de pé direito, a atirar de fora da área, mas Daniel Fernandes conseguiu a defesa fácil. Aos 78 minutos, polémica na área do Farense, com os homens do Piedade a pedir penálti, mas Manuel Oliveira não assentiu, marcando posteriormente um livre perigoso à entrada da área.
Acabou por ser na sequência do livre que o marcador iria finalmente mexer, com Mané a bater o livre, a bola sobrou para Hugo Firmino que atirou com força, fuzilando Daniel Fernandes e dando uma justa vantagem ao conjunto da Margem Sul.
Até ao final, o Cova da Piedade geriu com cabeça a vantagem e evitou todas as últimas investidas do conjunto algarvio, confirmando a segunda vitória consecutiva na Segunda Liga e fugindo aos lugares de despromoção. Já o Farense volta para o Algarve em situação perigosa e pode entrar nos lugares de descida a dez jornadas do final da temporada.
ONZE INICIAL E SUBSTITUIÇÕES
CD Cova da Piedade: Moreira, P. Coronas, Wilyan, Allef, Evaldo, H. Firmino, B. Pereirinha (B.Diarra, 61’), S. Mané, T. Cele, Sami (Dieguinho, 64’), A. Stanley (R. Tavares, 87’).
SC Farense: D. Fernandes, F. Santos, P. Kadri, Cássio, J. Ribeiro, Fabrício, C.Moura (Alvarinho, 86’), A. Vieira (D. Bragança, 76’), F. Nunes, M. Mayambela, A. Júnior (Tavinho, 64’).
O Estádio José Santos Pinto perfilou-se com uma assistência pouco usual: muito público para receber a equipa B do Sport Lisboa e Benfica. O Sporting Clube da Covilhã num claro bom momento de forma, sete jogos sem perder, pretendia continuar esta sequência, fugindo aos lugares de despromoção que ocupou grande parte da primeira volta.
A equipa B do SL Benfica não trouxe Adel Taarabt até à serra, mas trouxe Krovinovic, com uma clara necessidade de minutos.
Aquilo que se esperava era, acima de tudo, uma manhã de bom futebol, duas equipas com ideias de jogos bem distintas, mas que põem em prática a sua ideologia com bastante eficácia.
O jogo desde cedo começou por revelar esse aspeto. O Benfica era a equipa que mais dominava a posse da bola e o Sporting da Covilhã, muito bem fechado lá atrás, com uma grande coesão defensiva, procurava partir sempre para o ataque em transições rápidas, apanhado os encarnados em contrapé.
As dificuldades que o Benfica sentia no último terço do campo na primeira parte eram notórias, principalmente pelo facto de vermos o criativo croata, Krovinovic, a buscar o jogo constantemente perto dos seus centrais.
O Sporting da Covilhã, por outro lado, era claramente a equipa mais perigosa, embora não fosse quem dominava. A partir do corredor do lateral Tiago Moreira saíam as principais jogadas de perigo.
A equipa serrana materializou esta sua estratégia em golos, e de que maneira! Após uma excelente progressão desde o meio-campo com a bola, Diego Medeiros recebe um passe e, sem dominar a bola, remata de primeira. Era o primeiro golo da partida. Um autêntico fuzilamento à baliza de Zlobin! Que grande remate do jogador do Sporting da Covilhã, forte e bem colocado, sem hipóteses para o russo. Um golo bastante importante que foi festejado fervorosamente pelos adeptos covilhanenses.
Se a equipa benfiquista já tinha dificuldades em penetrar a barreira defensiva serrana, agora é que as coisas se iam complicar ainda mais. O Benfica apenas conseguia aproximar-se com perigo da baliza de São Bento através de bola parada; de outra maneira, as coisas simplesmente não fluíam na equipa de Renato Paiva. O resultado de 1-0 ao intervalo era, por isso, justo.
Fonte: Bola na Rede
A segunda parte trouxe um jogo ainda mais entretido. O Sporting da Covilhã claramente mais recuado, ainda assim, sem parar de tentar procurar o segundo golo. A equipa do Benfica mais subida com a linha defensiva mais alta.
A primeira oportunidade de perigo deste segundo tempo coube ao avançado sérvio Saponjic, que, aos 65 minutos, apareceu isolado perante o guarda-redes adversário, mas desperdiçou a oportunidade tentando um chapéu que saiu muito alto.
O Benfica continuava com um domínio avassalador na posse de bola, mas não conseguia descobrir a melhor maneira de quebrar a estrutura defensiva serrana.
O segundo golo do Sporting da Covilhã surgiu aos 70 minutos, depois de Tiago Moreira pressionar um defesa encarnado, que infantilmente perdeu a bola e deixou o jogador serrano completamente isolado perante Zlobin. Tiago Moreira, com uma excelente execução técnica, a picar a bola por cima do guarda-redes russo. 2-0 para a equipa da casa. A coesão a marcar golos neste jogo.
Por incrível que pareça, foi o Sporting da Covilhã quem mais perto esteve de ampliar a vantagem. Gilberto, novamente isolado perante Zlobin, rematou contra o guarda-redes encarnado. A defesa benfiquista esteve muito desconcentrada nesta fase do jogo.
O Sporting da Covilhã cada vez mais confirma o seu bom momento de forma, e frente a adversários teoricamente complicados. Depois de uma vitória em casa frente ao FC Paços de Ferreira, desta vez, a vítima foi a equipa B do SL Benfica. A manutenção é uma realidade na serra.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SC Covilhã: São Bento, R.Vieira, Henrique, Adriano (Bonani ’85), Gilberto, Diego Medeiros, Jaime, Tiago Moreira, Kukula (Deivison ’67), Rodrigues e Leandro Pimenta (Semedo ’71) .
SL Benfica B : Zlobin, Krovinovic (Bernardo Martins ’64), Willock, Frimpong, Saponjic (Pedro Henriques ’73), Benny, Kalaica, Nuno Santos, Alex Pinto, Vukotic e Zec.
Naquela que foi uma reedição do encontro da jornada inaugural do grupo B da fase de grupos, o Braga voltou a levar a melhor diante do Catania, tendo vencido por 7-6 e conquistado o Mundialito de Clubes. Tornando-se na primeira equipa portuguesa a vencer a prova.
Numa partida que já se esperava bastante animada, o Braga foi a primeira equipa a criar perigo e, após um aviso, Léo Martins fez o 1-0 através de um pontapé de bicicleta. Momentos depois, o Catania beneficiou de um livre em zona frontal, mas Lucão acabou por rematar ligeiramente ao lado da baliza de Rafael Padilha. Contudo, passados mais uns segundos, Sydorenko teve espaço e com um grande remate restabeleceu a igualdade.
O novo empate no marcador não durou muito e na sequência de um livre, devido a uma falta de Lucão, Jordan voltou a colocar o Braga na frente. Volvidos alguns instantes, reposição rápida de Padilha e Bernardo Martins, que quase era traído por um ressalto na areia e a meias com Gentilin, aumentou a vantagem bracarense para 3-1.
Por cima do encontro, o Braga ia sendo o conjunto mais perigoso. No entanto, no seguimento de um canto a favor do bicampeão europeu, quase que o Catania reduzia. Todavia, Padilha, com uma grande intervenção, negou o golo a Ihar Bryshtel. Passados alguns segundos, Ihar Bryshtel dispôs de um livre em excelente posição, mas o guardião minhoto voltou a levar a melhor.
Após uma fase onde o Braga tinha estado superior, o Catania parecia estar a crescer, mas apenas estava a conseguir criar perigo através de livres diretos. Porém, faltava afinar a pontaria. Não conseguiu reduzir o conjunto italiano, aumentou a equipa portuguesa. Padilha coloca a bola em Jordan, o número cinco avança uns metros no terreno, vê a posição de Léo Martins e o espaço que tem para fazer o passe, coloca a bola em Léo e o número onze do Braga desvia de calcanhar para o 4-1.
Já dentro do último minuto, o Catania usufruiu de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Bruno Xavier sobre Ihar Bryshtel. O próprio, com uma enorme oportunidade para reduzir a desvantagem da sua equipa, acabou por permitir a defesa a Rafael Padilha.
Concluído o primeiro período, o Braga vencia por 4-1. Um resultado que demonstrava o melhor desempenho do conjunto minhoto, mas que, também, poderia ter números completamente diferentes. Isto porque os bracarenses desperdiçaram várias chances para finalizar, como Rafael Padilha já tinha sido “obrigado” a brilhar várias ocasiões.
Lucão foi a estrela do Catania ao longo do Mundialito de Clubes, tendo sido o melhor marcador da prova com doze golos Fonte: Beachsoccer.com
Os segundos doze minutos não começaram de forma tão intensa como os primeiros mas, após algumas situações de perigo, acabou por ser através de um lance caricato que o Catania reduziu. Ihar Bryshtel fez um roubo de bola a Jordan ainda perto da sua baliza, mas o esférico levou tanta força que, em conjunto com um ressalto na areia, acabou por fazer um chapéu a Padilha. Um verdadeiro golo “à futebol de praia”.
Apesar do estranho golo sofrido, o Braga não temeu e passou a jogar de forma mais pausada, controlando melhor o ritmo da final. Todavia, quem tem Lucão está sempre mais perto de marcar. Assim, a meio do segundo tempo, após um pontapé de bicicleta que Padilha defendeu para canto, o internacional brasileiro, ao segundo poste, reduziu a desvantagem do Catania para a margem mínima. Passado um minuto, os minhotos beneficiaram de um livre em zona perigosíssima, devido a uma falta de Bokach sobre Bokinha. O número sete bracarense não deu qualquer hipótese e com um remate bem colocado fez o 5-3.
Ultrapassada uma fase mais movimentada, o jogo voltou a acalmar, mas as oportunidades de golo continuaram a surgir. O Catania mantinha uma maior aposta nos remates de meia distância, em virtude da dificuldade em chegar perto da baliza de Rafael Padilha. O Braga, por seu lado, de modo mais pausado e através do coletivo continuava a ser mais perigoso. Obrigando os italianos a defenderem-se como pudessem. Bokach que o diga, pois, chegou mesmo a ter que, a meias com Lucão, fazer de Sydorenko.
A cerca de trinta e três segundos da pausa, Gentilin, na sequência de um livre, rematou rasteiro e a areia tratou do resto, traindo Padilha e reduzindo o marcador para 5-4. Contudo, logo na jogada de saída, Bruno Xavier, com um remate algo enrolado, voltou a colocar o Braga com dois golos de vantagem. De seguida, Lucão travou mais dois duelos com Padilha, mas o guardião bracarense, com reflexos espetaculares, segurou a vantagem minhota.
Finalizado o segundo período o Braga continuava na frente, mas desta feita por 6-4. Mais doze minutos repletos de golos e onde, apesar do conjunto minhoto continuar a demonstrar ser melhor, Padilha voltou a fazer a diferença.
Bê Martins não marcou na final, mas foi um dos principais elementos do Braga ao longo da competição, tendo sido eleito o MVP do Mundialito de Clubes Fonte: Beachsoccer.com
A última e derradeira parte arrancou a um ritmo morno, com o Catania a dispor das melhores chances para concretizar. No entanto, Padilha, com maior ou menor dificuldade, foi mantendo a diferença no marcador.
Após seis minutos sem grandes oportunidades para finalizar, Bokach, na sequência de um canto no lado direito do ataque do Catania, reduziu para 6-5 com uma belíssima bicicleta junto ao primeiro poste.
A mesmo de três minutos e meio do fim e no seguimento de uma rotação do quarteto de campo do Braga, uma jogada entre Bernardo Botelho e Filipe Silva terminou em golo. Excelente trabalho na retenção do esférico por parte de Bernardo Botelho e depois Filipe Silva fez o resto, assinando o 7-5. Porém, na respetiva jogada de saída, Zurlo, com um remate extremamente potente, voltou a colocar a diferença no marcador em apenas um golo.
Já dentro do último minuto, Zurlo arriscou um pontapé de bicicleta, mas Rafael Padilha, com o punho direito, segurou a vantagem minhota. A pouquíssimos segundos do toque da buzina, o Catania voltou a ter uma nova oportunidade para levar a final para o prolongamento, mas o esférico acabou por passar ao lado da baliza bracarense.
Finalizado o encontro, o Braga venceu o Catania por 7-6, tornando-se na primeira equipa portuguesa a vencer o Mundialito de Clubes. Num terceiro período que apenas começou, mais a sério, nos últimos seis minutos, os arsenalistas conseguiram ser ligeiramente superiores e a enorme exibição de Rafael Padilha foi determinante para vitória na final. Não é por acaso que a primeira pessoa que José Marques, o técnico do Braga, abraçou depois do fim da partida foi o guardião brasileiro. Sem golos não é possível ganhar, mas a verdade é que um bom guarda-redes é mais de 50% de qualquer equipa.
Desta forma, o Braga mantem-se na senda vitoriosa, acrescentando ao bicampeonato nacional e europeu a vitória no Mundialito de Clubes. Reforçando o estatuto de melhor equipa do mundo.
No que diz respeito aos prémios individuais, o Braga não fez o pleno, mas esteve quase. Rafael Padilha foi considerado o melhor guarda-redes, Lucão foi o melhor marcador com doze golos e Bê Martins foi o MVP da competição.
EQUIPAS
Catania BS: 22-Vitalii Sydorenko (GR), 2-Bokach, 9-Emmanuele Zurlo, 18-Gentilin Junior e 19-Lucão; Jogaram ainda: 8-Francesco Corosiniti, 10-Ihar Bryshtel, 11-Paolo Palmacci e 20-Fred Costa (CAP.)