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CD Feirense: Uma equipa aVARiada?

Era uma vez um lugar amaldiçoado, um lugar sem cor e sem brilho… uma terra onde o coração dos seus habitantes não palpita de alegria há muito tempo.

Poderia estar a falar sobre alguns dos contos que tanto nos acompanharam durante a nossa infância, mas não. Estou apenas a referir-me ao clube que tem um castelo no seu símbolo e que me inspirou para começar este artigo desta forma – CD Feirense -, que, para o campeonato, não conquista três pontos desde 12 de agosto de 2018. Já lá vão seis meses e, com estes, já lá vão também 55 pontos perdidos para o primeiro escalão do campeonato português. Uma miséria, na verdade…

Os últimos meses têm sido mesmo tempos de angústia para os adeptos de Santa Maria da Feira. A equipa do Feirense denota-se pela ausência de ideias, pelo futebol pobre e, consequentemente, pelos seus maus resultados. Mas como bem diz a maioria, um mal nunca vem só, e ultimamente tem havido outra coisa a assombrar a equipa de Filipe Martins. Ao que parece, desde o início de 2019 que, até agora, o Feirense já viu seis dos seus golos anulados pelo vídeoárbitro. Moreirense FC, GD Chaves, Vitória SC e Sporting CP: foram estes os adversários que “beneficiaram” de tais decisões.

Então vamos por partes: no jogo contra o GD Chaves, o Feirense viu um golo anulado na sequência de um grande remate colocado de Crivellaro. A anulação prendeu-se pela posição irregular do colombiano José Valencia, que não interfere na jogada. A questão aqui assenta em perceber se, de facto, o avançado (como se diz na gíria do futebol) se terá feito ao lance. Na minha opinião, é uma jogada muito complicada de analisar, até com imagens, quanto mais a olho nu. A jogada é bastante rápida e a posição de fora de jogo do avançado é por uns minuciosos centímetros. Ainda assim, acho que a anulação do golo não deveria ter acontecido, pois, a meu ver, José Valencia não interfere com a jogada. A justiça era a continuidade do resultado, mantendo-se assim a vantagem para o Feirense.

O VAR já anulou seis golos ao Feirense, só em 2019
Fonte: CD Feirense

No jogo contra o Sporting, a anulação do golo suscita também bastantes dúvidas. O golo surgiu de um canto batido por Diga e depois um ressalto onde a bola vai ao encontro do jogador Marco Soares, que, por sua vez, consegue fazer com que esta acabe por entrar dentro da baliza. Momentos depois, o lance foi alvo de escrutínio por parte de Manuel Mota, que acabou mesmo por invalidar o lance. Mais uma vez, acho que o tento é injustamente anulado. Não vejo qualquer tipo de falta sobre o guarda-redes do Sporting e, sendo assim, o golo seria perfeitamente legal. Assim, o Feirense viu-lhe retirada uma excelente oportunidade para se adiantar no marcador frente a um dos três grandes e, vendo a tendência de o Sporting para “ressuscitar” últimos classificados, perdeu também uma excelente oportunidade para obter outro resultado neste jogo ou, quem sabe, ganhar algum fôlego perdido para o campeonato.

Já no jogo com o Vitória, a história é bem diferente. O golo marcado por Stivan Petkov foi bem anulado, uma vez que o avançado toca a bola com o braço dentro da área. Ao contrário dos dois lances anteriormente abordados, não tenho nada a apontar quanto a esta decisão do árbitro Nuno Almeida.

Por fim, em relação ao jogo com o Moreirense, e à semelhança do lance que nomeei há pouco no jogo com o Chaves, trata-se de uma posição adiantada de jogadores do Feirense em três diferentes ocasiões. Em todos os lances, à exceção do último, o jogador que marca está sempre uns meros centímetros adiantado em relação à linha defensiva adversária. Sendo assim, eram lances de análise bastante complicada. A meu ver, Manuel Oliveira avaliou bem os casos e tomou a decisão correta em todos eles. Desta vez, não se pode dizer que o Feirense tenha sido prejudicado nestes lances específicos.

Claramente a má época desta equipa não se pode justificar por erros de arbitragens. Vai mesmo muito para além disso. Ainda assim, não deixa de ser curiosa esta harmonia entre a falta de jeito e a falta de sorte que se tem notado em Santa Maria da Feira. Terra essa que, curiosamente, conta com um clube que tem tido tudo menos isso: harmonia.

 

Foto de Capa: CD Feirense

FC Porto 1-2 SL Benfica: Águia sacrificada foi eficaz e domou o Dragão

 

Foi vendido como o jogo do ano e adquirido como isso mesmo. Houve de tudo no Estádio do Dragão para a recepção do FC Porto ao SL Benfica na 24ª jornada. Equilíbrio, emoção, golos, sangue quente, expulsões, ânsia e oportunidades falhadas. Os portistas começaram a vencer, mas viram o eterno rival alterar os rumos dos acontecimentos e perderam por 1-2. É apenas a terceira derrota dos homens de Sérgio Conceição na presente edição do campeonato, a segunda em casa (a primeira foi frente ao Vitória SC) e a segunda com os “encarnados” que saltaram para a primeira posição da Primeira Liga.

As novidades no “onze” inicial dos azuis e brancos demonstravam vontade em mostrar superioridade no último terço. Sérgio Conceição pôde apostar em Marega que regressou à titularidade com algumas novas companhias – Adrián Lopéz e Wilson Manafá, que têm alinhado nos últimos compromissos dos “dragões”. Em bolas longas ou curtas, na primeira parte voltámos a ver o avançado maliano a ser altamente solicitado ao eixo e à direita do ataque do FC Porto – todas as incursões iam animando a maioria da audiência no estádio.

Na perda de bola no meio-campo do SL Benfica, os “dragões” respondiam com pressão bastante alta no primeiro terço. No entanto, os “encarnados” iam contornando a situação antevendo as acções do adversário através do posicionamento sem bola. Ao recuperar, Pizzi, Rafa e João Félix eram os mais solicitados para percorrer alguns metros até à baliza contrária. Com recuperações de bola a favor de ambas as equipas, eis que Brahimi conseguiu driblar e tirar alguns jogadores do Benfica pelo caminho e é “barrado” por Ruben Dias (sancionado com cartão amarelo) na linha da área visitante.

Chamado a bater o pontapé de livre, Adrián Lopez rematou com o pé direito contra a barreira e conseguiu na recarga rematar no fundo das redes de Vlachodimos aos 18′ (1-0). Houve muitas dúvidas se um elemento do FC Porto estava a atrapalhar a visão do guardião do SL Benfica no momento do golo, mas o video-árbitro nada apontou.

Minutos depois chegou a resposta do SL Benfica perante um FC Porto algo subido no terreno. A velocidade do jogo ia aumentando a cada minuto que passava. Pizzi, aos 21′, remata para defesa de Casillas, que também viria a intervir aos 44′, após remate de Seferovic pela esquerda e do golo do empate aos 26′.

João Félix voltou a fazer gosto ao pé depois de receber uma bola isolado no lado direito da área portista. Casillas repôs a bola rasteira, mas Gabriel pressionou um adversário. A bola chegou a Manafá, mas Seferovic roubou a bola e fez um cruzamento rasteiro do lado esquerdo. A bola chegou tensa ao jovem avançado dos “encarnados” que, no meio da área, rematou para o fundo das redes (1-1). A bola passou no meio das pernas, que podia ter feito muito melhor para afastar o perigo.

Apesar da boa reacção dos “encarnados”, o FC Porto foi quem dominou o meio-campo adversário nos primeiros 45 minutos. No entanto, notava-se que a lição estava bem estudada para o SL Benfica, que iria à partida estar mais em missões defensivas. Havia uma enorme atenção em cobrir Alex Telles e Brahimi à esquerda. A capacidade individual de ambos teve de vir muito ao de cima para desbloquear a linha defensiva das “águias”. A aposta natural era recorrer ao lado aposto, onde andou o regressado Marega nas suas habituados corridas desenfreadas entre linhas, sempre à procura do desequilibro. O maliano mostrou estar muitas vezes seguro a receber a bola dos colegas. Foi uma primeira parte que demonstrou, à sua maneira e com várias adaptações dado à importância da partida, o bom momento de ambas as equipas.

Adrián colocou o FC Porto em vantagem
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

E se o FC Porto procurou entrar no segundo tempo novamente por cima, acabou por ver o SL Benfica a colocar-se em vantagem. Rafa Silva apareceu para finalizar uma jogada que começou pela esquerda do ataque e, depois de tabelar com Pizzi, rematou forte para o fundo das redes de Casillas (1-2). A resposta azul e branca seguiu-se por Brahimi, que atirou a rasar a barra.

Perante a desvantagem e a necessidade de fazer golos, as primeiras substituições da noite vieram do banco dos dragões, com Conceição a lançar para o jogo Soares e Otávio. E a resposta à desvantagem foi mesmo a pressão e presença na frente, ainda que sem oportunidades claras. Bem posicionado a defender, o SL Benfica ia evitando aquilo que poderiam ser situações de perigo para a sua baliza.

E se a tendência do jogo empurrava o FC Porto para a frente, o minuto 77 veio contribuir para isso mesmo, com o SL Benfica a ficar reduzido a 10 unidades. O lance teve início na reposição de bola de Casillas, que serviu Otávio. O brasileiro foi puxado por Gabriel, caiu e a reação do médio encarnado acabou por provocar a confusão dentro das quatro linhas. No final, Jorge Sousa amarelou Otávio e mostrou dois amarelos a Gabriel, pela falta e pela reação.

Aos 84′ surgiu a grande ocasião para o empate do FC Porto, por intermédio de Felipe. Canto de Alex Telles e o central dos dragões cabeceou sem hipótese para Odysseas, mas a bola acabou por embater no ferro. Claramente à procura do golo, Soares voltou a estar perto do 2-2, com um cabeceamento por cima e, aos 90 minutos, valeu o guardião do SL Benfica, a negar o golo a Felipe. Marega seguiu-se nas tentativas de repor a igualdade, mas a inspiração de Vlachodimos negou o golo ao maliano.

Perante a insistência azul e branca nos últimos minutos, valeu a eficácia encarnada para evitar a divisão de pontos. Depois de já ter tido uma vantagem confortável na liderança da tabela, o FC Porto cedeu o primeiro lugar ao SL Benfica com esta derrota e cai para o segundo lugar, com menos dois pontos.

Onzes e substituições

FC Porto: Casillas, Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Herrera, Óliver (Danilo, 81′), Corona (Otávio 60′), Brahimi, Marega e Adrián López (Soares, 60′)

SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Samaris, Pizzi (Gedson, 70′), Gabriel, Rafa (Corchia, 87′), Seferovic e João Félix (Cervi, 90′)

Real Madrid CF 0-1 FC Barcelona: Catalães em serviços mínimos foram suficientes para quebrar merengues

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Quem esperava futebol espetáculo no segundo El Clásico no espaço de quatro dias, apanhou uma valente desilusão, com merengues e catalães a estarem numa noite não em termos de criatividade. Para tentar evitar nova humilhação em casa, Solari devolveu a titularidade na baliza a Courtois, com Gareth Bale a aparecer na ala em vez de Lucas Vasquez. Já Ernesto Valverde lançou Arthur de início, deixando o internacional português Nélson Semedo no banco.

Ainda estavam adeptos a entrar no Santiago Bernabéu e Toni Kroos sacou uma arrancada pelo meio-campo catalão, só sendo parado em falta, à entrada da área, por Sergio Busquets, com cartão amarelo para o médio blaugrana. Na sequência do livre, Gareth Bale atirou para as nuvens, numa ode à má temporada do galês em Madrid.

O FC Barcelona teve dificuldades nos primeiros 15 minutos para criar perigo a Courtois, com o Real Madrid a dificultar a troca de bola dos catalães e a ser mais assertivo na procura do golo, mas nem Benzema – num remate cruzado mas desviado – nem Modric – num remate de fora da área defendido por Ter Stegen – conseguiram quebrar o nulo.

Aproveitaram os blaugrana para aparecer no jogo, com Messi a dar o primeiro aviso aos 19 minutos ao aparecer nas costas da defesa e a tentar o chapéu ao guarda-redes merengue, mas a bola saiu desviada. As facilidades em colocar a bola nas costas do quarteto defensivo do Real Madrid acabou por provar-se fatal aos 26 minutos, com Ivan Rakitic a aparecer isolado a meio do meio-campo do Real e a picar a bola sobre Courtois no um-contra-um para o primeiro golo do desafio, com a defesa madrilena a ver navios.

Apanhado novamente em desvantagem frente ao grande rival, os merengues mostraram-se bastante intranquilos e cometeram vários erros na circulação de bola, com o Barcelona a aproveitar para tentar aumentar a vantagem, primeiro num livre de Messi a rasar a barra aos 37 minutos, depois com Suárez, aos 39 minutos, a rematar de fora da área para defesa de Courtois, que também bloqueou a recarga de Messi.

Sem surpresas, o intervalo chegou com a vantagem dos catalães e com o Real Madrid a parecer desprovido de ideias e a precisar de mostrar muito mais futebol para evitar perder pela segunda vez na mesma semana diante do Barcelona.

Ambas as equipas contaram com dificuldades para se aproximarem da baliza no segundo tempo
Fonte: FC Barcelona

Na segunda parte, o Real Madrid voltou a aparecer no meio-campo do Barcelona nos primeiros minutos, mas mostrou sempre grandes dificuldades para fazer Ter Stegen suar, enquanto os catalães – que pareciam ter o adversário controlado – tentavam chegar junto da baliza de Courtois com ataques rápidos, mas também a não conseguirem incomodar o guarda-redes belga.

Com o passar dos minutos o jogo começou a entrar num ciclo pouco agradável de dificuldades de parte a parte para criar reais oportunidades de golo, com as decisões no último terço a deixarem a desejar e a bola a ser despachada da zona defensiva de forma segura por ambos os lados.

As alterações também não trouxeram mudanças visíveis no jogo das duas formações, com Valverde, Asensio e Isco a serem lançados por Solari mas a, também eles, não conseguirem inverter as dificuldades ofensivas dos blancos, enquanto Arturo Vidal e Coutinho mal se viram na equipa de Ernesto Valverde.

Perante a desinspiração das duas equipas, destacava-se o jovem Vinícius Júnior no Real Madrid, com o extremo brasileiro a ser o mais inconformado com o resultado, mas continuava a não conseguir desbloquear a defesa do Barcelona para visar com real perigo a baliza de Ter Stegen.

Perante tamanha desinspiração ofensiva dos dois lados, com os únicos lances minimamente perigosos do segundo tempo a pertencerem a Dembelé, num remate cruzado ligeiramente ao lado do poste, e Benzema, num remate de fora da área bem defendido por Ter Stegen, o resultado não se inverteu e o Barcelona conseguiu mesmo a segunda vitória em quatro dias em pleno Santiago Bernabéu, afundando ainda mais um Real Madrid com uma temporada para esquecer e a precisar de pensar muito bem no que fazer para a próxima temporada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Real Madrid CF: T. Courtois, D. Carvajal, R. Varane, S. Ramos, S. Reguilón, Casemiro (Isco, 75’), L. Modric, T. Kroos (F. Valverde, 55’), G. Bale (M. Asensio, 61’), Vinícius Júnior, K. Benzema

FC Barcelona: M. Ter Stegen, S. Roberto, G. Piqué, C. Langlet, J. Alba (A. Vidal, 71’). S. Busquets (N. Semedo, 90’+2), I. Rakitic, Arthur, L. Messi, O. Dembelé (P. Coutinho, 78’), L. Suárez

Académica OAF 2-1 FC Penafiel: Banquete de emoções em dia de aniversário

Os 34 anos da Mancha Negra, claque histórica do futebol português, foram brindados com uma vitória da sua Briosa, num jogo marcado por lances polémicos (mas bem ajuízados, na nossa opinião) e muita emoção.

A impetuosidade do Penafiel (Romeu Ribeiro, Luís Pedro e Tiago Ronaldo viram cartão amarelo durante os primeiros 45 minutos) fez com que a primeira parte tivesse poucos momentos de emoção.

A Académica, presa atrás dos 30 metros defensivos do seu adversário e algo limitada pela ação de dois médios mais posicionais (Ricardo Dias e Fernando Alexandre estiveram sempre distantes do trio de apoio a Djoussé), só conseguiu assustar quando, num momento de desconcentração, Luís Pedro “ofereceu” a Júnior Sena a possibilidade de inaugurar o marcador. O jogador brasileiro deslumbrou-se com as facilidades concedidas e não conseguiu tirar proveito do lance.

Aliás, seria mesmo o Penafiel a dispôr da melhor oportunidade de golo, com Pires a obrigar Peçanha a boa intervenção. A única, porém, nos primeiros 45 minutos.

Mauro, membro da Mancha Negra, foi homenageado pela claque
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte trouxe um Penafiel mais afoito. O duplo pivô Romeu Ribeiro-Tiago Ronaldo passou a construir mais perto da àrea academista e os penafidelenses conseguiram chegar com perigo efetivo à baliza de Peçanha, num lance trabalhado por Ludovic e concluido por Vasco Braga, que ficou a centímetros do golo.

A Académica parecia não conseguir responder ao maior pendor ofensivo do seu adversário e João Alves decidiu mexer no meio-campo, retirando Fernando Alexandre para colocar Reko, mais móvel. Uma aposta que teve efeitos imediatos: passados 2 minutos, o 28 da Briosa “arrancou” o segundo amarelo a Tiago Ronaldo e a Académica passou a jogar com mais um elemento.

Não quer isto dizer, porém, que a Académica ganhasse supermacia sobre o seu adversário. Mesmo reduzido a dez, o Penafiel continua a ser perigoso e voltou a ter uma oportunidade flagrante – Ludovic e Vasco Braga estiveram perto de inaugrar o marcador, mas Peçanha, primeiro, e Yuri, depois, impediram o primeiro golo do jogo. Na sequência deste lance, a Académica, aproveitando o desposicionamento do adversário, conseguiu aproximar-se da àrea contrária e chegar… ao golo.

Mancha Negra celebrou 34 anos com coreografia especial
Fonte: Bola na Rede

Djoussé trabalhou na àrea sobre dois adversários, abriu espaço para Júnior Sena cruzar para a finalização de Jonathan Toro aos 63’. Um golo que podia ter ditado o fim da partida, dada a vantagem conimbricense no marcador e no número de homens em campo. Porém, não foi assim. O Penafiel pegou no contexto, díficil, que o jogo lhe apresentou, não se lamentou e partiu em busca de uma felicidade que viria a conseguir. Aos 77’, num lance gizado por Ludovic, Fábio Abreu ganhou espaço e rematou sem hipótese de defesa para Peçanha.

João Alves esperou por uma reação da equipa. Não a obteve e, passados 5 minutos, colocou, Diogo Ribeiro e Marinho nos lugares de Joel e Baldé, dotando a Briosa de maior presença na àrea. Ora, mais uma vez, as substituições do Luvas Pretas foram acertadas, já que, pouco depois, a Académica conseguiu uma grande penalidade fruto dessa presença na àrea. Chamado à conversão, Yuri Matias colocou a Briosa em vantagem e “fechou” o jogo.

O Penafiel sai de Coimbra com a frustração de perder um jogo onde, a espaços, foi superior, enquanto que a Académica, ainda que sem encantar, voltou a vencer na sua fortaleza e está, novamente, a 7 pontos da zona de subida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Peçanha, Jean Filipe, João Real, Yuri Matias, Joel (Diogo Ribeiro 82’); Fernando Alexandre (Reko 57’), Ricardo Dias; Júnior Sena, Jonathan Toro, Romário Baldé (Marinho 82’); Djoussé;

FC Penafiel: Ivo, Hélio (Pedro Lemos 76’), Vini, L. Pedro, José Gomes; Romeu Ribeiro, Tiago Ronaldo; Ludovic (Areias 89’), Vasco Braga, Fabio Abreu; Pires (Yuri 65’).

Mundial Sub-20: O passado é história, o futuro é a vitória

Portugal já conhece os adversários para o Mundial Sub-20 deste ano, que decorrerá na Polónia de 23 de maio a 15 de junho. Calhou em sorteio à seleção das Quinas, no grupo F, a vice-campeã asiática Coreia do Sul, a sempre candidata Argentina e a África do Sul, seleção que nunca defrontou Portugal neste escalão.

O jogo de estreia da nossa seleção será frente à seleção asiática, no dia 25 de maio. A Coreia do Sul é a atual vice-campeã asiática de sub-19, tendo perdido na final da competição com a Arábia Saudita por 2-1. Nesta competição, destacaram-se Jeon Se-Jin, com cinco golos, e Cho Young-Wook, com quatro, ambos avançados titulares em equipas da J-League. No entanto, a maior figura desta seleção é Kangin Lee, nascido apenas em 2001, que já vai tendo oportunidades na equipa principal do Valencia CF. Hélio Sousa, selecionador nacional sub-20, considera os coreanos uma equipa muito organizada e competente, com os jogadores habituados a jogar juntos, e que pode criar muitas dificuldades logo no primeiro jogo.

O segundo desafio será frente à Argentina, três dias depois. A equipa sul-americana é a equipa mais galardoada da prova (6 títulos mundiais no seu palmarés) e é uma das favoritas à vitória na competição. Os argentinos ficaram em segundo lugar no Sul-Americano sub-20 e apresentam jogadores que podem fazer a diferença, como Julian Alvaréz, avançado promissor do River Plate que até atuou na final da Libertadores, Pedro de la Vega, que aos 17 anos já mostra um talento diferente com pinta de craque, Santiago Sosa, Gonzalo Maroni, Thiago Almada, entre muitos outros. O duelo frente aos argentinos servirá para medir o pulso à nossa seleção e afastar a albiceleste do presumível caminho até à final.

Portugal fecha a fase de grupos com o embate frente à África do Sul, a 31 de maio. Os sul-africanos ficaram no terceiro lugar da Taça das Nações Africanas sub-20, disputada no Níger. Depois de terem sido segundos na fase de grupos, atrás da Nigéria, foram eliminados nas meias-finais pelo Senegal e finalizaram a prova vencendo o jogo da disputa do terceiro e quarto lugar, novamente frente à Nigéria. Nos cinco jogos que disputaram apenas sofreram dois golos, mas também só apontaram dois. É, teoricamente, a seleção com menos armas para lutar pela passagem, mas certamente compensará em entrega e empenho as deficiências técnicas.

Quadro completo da fase final da competição
Fonte: FIFA

Com maior ou menor dificuldade, acredito que Portugal ultrapassará a fase de grupos, uma vez que se apuram para os oitavos-de-final os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros classificados. Na fase a eliminar, os maiores adversários serão o campeão sul-americano Equador, a vice-campeã europeia Itália e a sempre perigosa França.

Ainda assim, Portugal parte como grande favorito e o alvo a abater. Apresentar-se-á na Polónia com grande parte da geração dourada de 1999, que já arrecadou o título de campeã europeia sub-17 em 2016 e de sub-19 no verão passado. Se conseguirem juntar a conquista do Mundial de sub-20, colocarão a fasquia quase inalcançável para qualquer outra geração de outro país repetir a façanha.

A grande dúvida neste momento é perceber que jogadores farão parte dos 21 eleitos por Hélio Sousa. Por um lado, Portugal tem a “vantagem” de não se ter apurado para a fase final do Europeu de sub-21, que se disputará quase em simultâneo e que condicionaria a chamada de jogadores desta geração que já eram escolhas habituais de Rui Jorge (por exemplo, Diogo Leite, Diogo Dalot ou Gedson Fernandes).

Por outro lado, a seleção A disputará no início de junho a fase final da Liga das Nações e elementos como João Félix ou Rafael Leão estão na calha para serem chamados por Fernando Santos, fruto das épocas meritórias que estão a fazer nos clubes. Por último, o facto de o torneio não se realizar nas datas FIFA faz com que os clubes não sejam obrigados a ceder os jogadores às seleções nacionais, o que é bem provável que aconteça pois, por exemplo, a estreia de Portugal neste mundial ocorre na véspera da final da Taça de Portugal, onde algum dos miúdos de 99 deverá marcar presença.

Num cenário idílico e sem constrangimentos nas escolhas dos convocados, Portugal tem todas as possibilidades de vencer o Mundial de sub-20, repetindo a façanha de 1989, na Arábia Saudita, e de 1991, em Lisboa. O maior problema da equipa será a falta de um «matador», já que Zé Gomes tarda em afirmar-se e nomes como Pedro Martelo ou Pedro Marques não têm dado sequência a alguns momentos de boa forma.

Ainda assim, é uma geração bastante equilibrada, com bons valores na baliza (Diogo Costa e João Virgínia), nas laterais (Diogo Dalot, Thierry Correia, Rúben Vinagre) e no centro da defesa (Diogo Queirós, Diogo Leite, David Carmo). No meio-campo, abundam ainda mais as opções, podendo destacar-se Florentino Luís, Gedson Fernandes, Domingos Quina, Romário Baró (de 2000) ou Miguel Luís e na frente há muita mobilidade e qualidade técnica, com nomes como João Félix, Rafael Leão, Jota ou Francisco Trincão.

A “fornada” de 99 é uma das mais promissoras da história do nosso país e esperemos que daqui a uns meses tenham escrito mais uma página de ouro na história do Futebol português.

O passado é história, o futuro é a vitória.

 

Foto de Capa: FPF

Os 5 clássicos mais encarnados

Os adeptos benfiquistas têm perfeita consciência das dificuldades dos Clássicos contra o Futebol Clube do Porto. Nos últimos tempos, tem existido uma mentalidade de “medo” no plantel do Benfica quando se deslocam ao Estádio do Dragão, e isso faz-se sentir nos resultados. Ganhar ao Porto tem sido um desafio, mas muitas vezes o campeonato decide-se nestes jogos de dificuldade máxima, como é o caso do próximo jogo de sábado à noite.

Estes são cinco Clássicos em que o Benfica se impôs, de uma forma ou de outra, e saiu mais satisfeito da partida.

Foto de Capa: SL Benfica

5 ‘looks’ que ficaram na história do futebol mundial

Depois de na semana passada termos recordado bigodes que marcaram a história do futebol mundial, esta semana trazemos-vos um best-off de cabelos/penteados que também deixaram a sua marca. Há cores, feitios e traços para todos os gostos.

Considerações livres sobre o Estado da Nação leonina

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Há um lugar comum nas democracias ocidentais que se baseia no seguinte: quem assume o Poder culpabiliza de imediato os políticos que estavam lá antes. É algo tão recorrente que, no caso português, em praticamente quarenta e cinco de democracia, assistimos a uma “dança das cadeiras” sempre com protagonistas de dois/três partidos, que nos fazem promessas em período de campanha eleitoral e que, depois de lá chegarem ao “poleiro” e de verem a situação real do país, desculpam-se com isso para não fazerem absolutamente nada do que prometeram.

A incompetência dos anteriores governantes é o escudo protetor para que estes que chegaram ao Poder não fazerem nada. Velha tática política. E com este “jogo do empurra”, quem chega ao Poder, lá vai sacudindo a água do seu capote, que é como quem diz, as suas responsabilidades sobre o assunto. E o povo grama tamanha ignomínia desses políticos e Senhores do Poder.

É neste quando que o Sporting Clube de Portugal se encontra nos dias de hoje. Os sportinguistas vêm-se perante dirigentes que tudo prometem e que, chegados lá acima, nada ou muito pouco fazem. Nós, adeptos e sócios, andamos sequiosos de títulos no futebol mas dizem-nos sempre que a situação económica do clube é muito difícil, que assim não pode ser, que este vai ser o “ano zero”. O Sporting tem tido demasiados “anos zero” na sua história, demasiados anos do “este ano é que vai ser”.

O discurso da insolvência eminente do clube, ouço-o desde que me conheço, que é o mesmo que dizer, desde que sou sportinguista. O tempo passa, dirigentes passaram pelo clube, juraram mundos e fundos para honrar o emblema que tanto amam e eu, um caloroso adepto e sócio do Sporting, que sofro à distância, só vi o meu clube campeão duas vezes. É preciso ter lata!

Está na altura de serem os sportinguistas a receberem as prendas do presidente
Fonte: Sporting CP

Tomei por estes dias conhecimento do “Estado da Nação” leonina pelo Presidente do Clube Francisco Varandas e pelo Vice-presidente com o pelouro financeiro Francisco Salgado Zenha. Não fiquei surpreendido com as conclusões da auditoria ao Sporting. Basta ver a contenção nas contratações de inverno para se perceber o que estava à porta e o que iria, mais tarde ou mais cedo, ser anunciado.

Não é com “Doumbias”, “Iloris” e companhia limitada que lutamos para o que quer que seja, por muita qualidade que estes jogadores tenham. E, se recuarmos ao início da época ainda, também não é com “Gudeljs”, “Raphinhas” ou “Diabys” desta vida que vamos lá da perna. Falta sempre algo mais a esta equipa.

O Sporting sempre foi um clube de velhos do restelo:  os “profetas da desgraça” acenam a toda a hora, apregoando sempre com a falta de dinheiro no clube, à beira da bancarrota e sem capacidade de gerar receitas no curso e médio prazo. Para mim, como digo, nada de novo. Isto não significa que não tenha recebido com preocupação as conclusões do Estado da Nação leonina. Mas elas estão longe de ser uma novidade para mim, que não percebo nada de finanças nem de gestão.

E, tal como na política do país, também assistimos a algo muito semelhante neste Sporting: a tentativa de nos fazer acreditar à força de que tudo aquilo que de mau veio ao Mundo foi daqueles que lá estavam antes, como se as anteriores da anterior Direção não tivessem tido, também elas, culpas no cartório. Tal como no país, precisamos de um novo 25 de abril no Sporting, para terminar com este estado de coisas e com os “vampiros que dançam a ronda no Pinhal do Rei”, para citar Zeca Afonso. Viva o Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

Os 5 melhores clássicos no Estádio do Dragão

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Dizem que é o jogo do campeonato, mas que não é um jogo decisivo. Este sábado joga-se o clássico dos clássicos, o FC Porto – SL Benfica, que promete ser muito mais do que um jogo. Esta será a terceira vez que águias e dragões se defrontam esta época, sendo que na primeira o SL Benfica ganhou 1-0 no Estádio da Luz, a contar para o campeonato, e na segunda, já na era de Bruno Lage, o FC Porto venceu por 3-1 na Final Four da Taça da Liga.

Em 240 clássicos já existentes, o FC Porto é quem leva a melhor: 95 vitórias para os azuis e branco e 88 para a equipa mais a sul. Em casa, a equipa da cidade Invicta é arrebatadora: em 111 jogos, o FC Porto conquistou 66 vitórias e o SL Benfica apenas 16 vitórias. No entanto, é de senso comum que a história não manda e, por isso, se uma das equipas quiser vencer terá que superiorizar-se em relação à outra.

A realidade é que no Estádio do Dragão, a contar para a Liga Portuguesa, o FC Porto venceu sete vezes, empatou cinco e perdeu apenas duas vezes frente ao SL Benfica. Para portistas e benfiquistas, cada clássico é um turbilhão de emoções e nervosismo. No Estádio do Dragão, há uma série de clássicos memoráveis que o provam. Para refrescar a memória dos leitores mais esquecidos, o Bola na Rede elaborou uma lista dos cinco melhores clássicos jogados no Estádio do Dragão a contar para a Liga Portuguesa.

Tudo é possível na Taça

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Este fim-de-semana, dezasseis equipas lutam para alcançar uma vaga nos Quartos de Final da Taça de Portugal. GURD MTBA, Portimonense SC, GD Macedense, Albufeira Futsal e ADCR Caxinas são as cinco equipas da segunda divisão que ainda estão no lote das melhores equipas desta edição da competição. Já as outras onze equipas fazem parte da divisão mais alta do futsal português.

As equipas que jogam no segundo escalão não tiveram muita sorte neste sorteio – se é que podemos falar de sorte nestes casos –, visto que vão enfrentar equipas da primeira divisão que têm estado em grande destaque nesta época desportiva. Apesar de jogarem perante o seu público, as equipas vão ter sérias dificuldades para conseguir avançar nesta eliminatória. Todavia, surpresas são sempre bem-vindas.

O GURD MTBA do Magoito vai enfrentar o primodivisionário CRC Quinta dos Lombos. As equipas de Sintra e Cascais, respetivamente, estão a fazer a melhor prestação de sempre na Taça de Portugal e ambicionam chegar ainda mais longe na competição. O favoritismo está do lado da CRC Quinta dos Lombos, porém, o fator casa pode ser determinante para eliminar o poderio da equipa da I Divisão.

O AD Fundão, que era treinado por Joel Rocha, conquistou a Taça de Portugal em 2013/14, vencendo o SL Benfica na final por 7-6
Fonte: FPF

Albufeira Futsal e ADCR Caxinas, que vão defrontar CCRD Burinhosa e AD Fundão respetivamente, também não vão ter tarefa fácil para ultrapassar as duas equipas do primeiro escalão, que têm estado sempre entre os melhores. Tanto os algarvios como os vila condenses, esta época, já fizeram história ao chegarem aos oitavos de final, pois nunca tinham alcançado esta fase. Resta saber se a história fica por aqui ou se continua a ser escrita nos quartos de final.

O Modicus de Sandim vai viajar 542 km até Portimão para defrontar a equipa da cidade, o Portimonense SC. A equipa algarvia teve uma primeira fase na segunda liga avassaladora com 18 jogos e 18 vitórias e se vencer a equipa do Modicus será histórico, pois nunca alcançaram os quartos de final. A equipa de Sandim, que ocupa o terceiro lugar na primeira divisão, quer, obviamente, mostrar o seu favoritismo em campo e estar entre os oito melhores novamente.