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Os emails não revelados: António Salvador «ameaça» Abel Ferreira

Caro Abel

Infelizmente, ainda não nos foi possível reunir desde a passada terça-feira. Assim sendo, decidi desde já enviar-te este email. Há coisas de que falaremos depois, prometo não ser muito demorado, mas não queria esquecer uma ou outra coisa que me parecem fundamentais transmitir-te desde já.

Estamos tristes: eu, os adeptos, e sei que tu também. Sei que és o primeiro a tentar reagir quando as coisas correm menos bem, mas, realmente, estes últimos tempos têm sido demasiados maus para aquilo a que este clube se propôs para a presente época. Há dois meses estávamos completamente dentro da luta por títulos em todas as competições nacionais, e agora isto. O que raio se passa, afinal? Achas que gosto de ter de ‘redefinir objectivos’ depois de toda a propaganda feita?

Primeiro foi a Liga Europa. Fomos mal eliminados, por um clube menor e de forma até a roçar o humilhante, mas tudo isso passou rapidamente face a tudo aquilo que estávamos a fazer. Aliás, essa eliminação demasiado precoce até poderia vir a tornar-se uma ‘mais-valia’, e fazer-se notar na frescura de um plantel tão cheio de opções lá para os meses que agora correm.

Depois, quando tudo parecia ir bem, acabámos por cair na final four da Taça da Liga, em nossa própria casa, para um clube que jogava bem menos que nós. E agora isto: humilhação em Alvalade, humilhação na Pedreira e terceira humilhação seguida, agora no Dragão. Adeus, Campeonato, e adeus, Taça de Portugal! Vou evitar transmitir-te por palavras o que sinto, mesmo que me apeteça muito.

Abel Ferreira passou de bestial a ‘besta’ num abrir e fechar de olhos
Fonte: SC Braga

Três jogos, zero golos marcados e oito sofridos? Duas goleadas no campo dos grandes a juntar a mais uma há uns tempos atrás, essa então que nem sei como descrever, no estádio do Benfica? O que é que dás aos jogadores para eles parecerem meninos nesses jogos, em vez de guerreiros? Onde está a tua mensagem? Andar a experimentar várias formas de encarar os jogos com os grandes? Mas uma equipa que luta por títulos anda a experimentar diferentes abordagens sem que o seu treinador saiba qual será a melhor para este tipo de jogos? Levar 12 golos em três jogos no campo dos três grandes? Fazer figura de uma equipa que luta por não descer? Sem controlo defensivo? Sem se conseguir impor?

E já agora: o Paulinho já recuperou da lesão? É que este ano eu ainda não o vi. O Ricardo Horta? Vendi-o e não sabia? Onde está escondido o João Novais do Rio Ave FC? Perdeu a qualidade e a objetividade do ano transato? O Esgaio desaprendeu de jogar? Onde anda o melhor e mais goleador central de Portugal (Raúl Silva)? Foi para isto que tudo fiz para não vender o Dyego? Para depois, no fim de época, ter de o vender por menos valor?

Está na hora de dar um murro na mesa. E se tu não o dás, se as coisas não voltam ao normal rapidamente, terei de ser eu a dá-lo. E acredita que o darei sem olhar para trás. Porque acima de tudo está este emblema que tudo merece e os seus mais altos interesses. E doa a quem doer, seja ao treinador ou aos jogadores, esse será sempre o meu principal princípio, a lei pela qual me rejo.

Um grande abraço

António Salvador

 

Foto de Capa: SC Braga

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

CD Aves 2-0 Boavista FC: Avenses “voam” na luta pela manutenção

O CD Aves venceu o Boavista FC por 2-0, numa partida a contar para a 24.ª jornada da Primeira Liga. A turma avense foi mais forte no segundo tempo e conseguiu uma vitória importante para fugir da “linha de água”.

Face ao último jogo, um empate a uma bola no reduto do Portimonense, Augusto Inácio não efetuou qualquer mudança no onze da turma avense. Lito Vidigal, por sua vez, lançou Jubal e Fábio Espinho em detrimento de Jubal e Rafael Costa. Os forasteiros entravam nesta partida numa das melhores fases do campeonato, somando oito pontos nos últimos quatro jogos.

Mais bola para o Boavista nos instantes iniciais, procurando espaços entre as linhas dos avenses. A turma da casa optava por uma solução distinta, procurando o jogo aéreo e bolas nas costas dos centrais Jubal e Neris. O primeiro remate da partida surgiu apenas aos 13 minutos, numa tentativa mal sucedida de Fariña. Apesar das poucas oportunidades, havia sinal mais para os axadrezados, perante um Desportivo das Aves apático e sem ideias.

Aos 18 minutos, Alberto Bueno esteve perto de inaugurar o marcador com um “canto olímpico”, valeu a atenção de Beunardeau entre os postes. Com o desenrolar da partida, o Aves tentava pegar nas rédeas do jogo, começando os seus ataques a partir da linha de três centrais.

Contudo, o xadrez da turma boavisteira estava mais organizado. Os homens de Lito Vidigal pressionavam alto e eram mais concisos na sua organização ofensiva. Só faltava o xeque-mate. Vítor Gomes fechou as cortinas da primeira parte com um remate forte que terminou nas mãos seguras de Bracali. Sem golos numa primeira parte muito pobre.

O Aves entrou melhor no segundo tempo, criando uma grande oportunidade de perigo logo aos 47 minutos. Fariña aproveitou um erro de Edu Machado, desfez-se de dois adversários, mas não evitou o corte de Jubal à boca da baliza.

O Boavista respondeu à passagem do minuto 56, por intermédio de Falcone. O argentino à entrada da área, cabeceou com perigo para a baliza de Beurnardeau, que afastou para canto. Dois sinais positivos após uma primeira parte pouco interventiva, com as duas equipas a estarem perto do golo inaugural.

A turma de Augusto Inácio tomava uma atitude diferente, procurando ganhar terreno com a bola controlada, sempre à procura dos pés de Fariña e de Luquinhas. E quando a magia dos dois jogadores não resultava, havia a força de Mama Baldé, que pôs Bracali à prova aos 65 minutos de jogo.

O brasileiro voltou a estar em destaque seis minutos depois mas pelas piores razões. Na conversão de um livre direto, Vítor Costa rematou com força e Bracali fica muito mal na fotografia, deixando o esférico rolar suavemente para a baliza axadrezada. Prémio merecido para a equipa do concelho de Santo Tirso, que trouxe uma nova atitude para a etapa complementar.

Dois minutos depois, Luquinhas teve nos pés uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem avense. O brasileiro estava no sítio certo para fazer o segundo, após uma defesa incompleta de Bracali, mas protagonizou o “falhanço do jogo”.

Jorge Fellipe apontou o segundo golo da equipa da casa
Fonte: Liga Portugal

O irreverente extremo tentou redimir-se mas sem sucesso. Quando o Aves mais procurava o segundo golo, foi preciso um central “voar”. Jorge Felipe, aos 77 minutos, saltou mais alto que todos na área axadrezada e bateu o guardião adversário.

O Boavista estava irreconhecível e não conseguia impor o seu jogo. Lito Vidigal procurava soluções no banco, de modo a contrariar o ímpeto ofensivo do Aves. A turma da Vila das Aves conseguiu aguentar as investidas finais da turma portuense, por vezes com mais coração que razão. O Aves voou mais alto e resgatou uma vitória preciosa rumo à manutenção na Primeira Liga.

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Aves: Beunardeau, Rodrgio, Vítor Costa, Fariña (Rúben Oliveira, 90’), Ponck, Vítor Gomes, Derley (Miguel Tavares, 83’), Galo, Jorge Felipe, Mama Baldé e Luquinhas (Diallo, 86’).

Boavista FC: Bracali, Obiora, Talocha, Jubal, Mateus (Rafa, 80’), Fábio Espinho, Bueno (Yusupha, 73’), Edu, Neris, Falcone e Mateus Índio (Perdigão, 54’).

FC Porto x SL Benfica: 1, X ou 2?

Joga-se, no Estádio do Dragão, o FC Porto x SL Benfica. Será o terceiro assalto da época. No primeiro o SL Benfica venceu por 1-0 e no segundo a equipa de Sérgio Conceição bateu as águias por 3-1. Entram em campo as duas melhores equipas portuguesas e as únicas que, na minha opinião, ainda têm reais e realistas aspirações de conquistar o título nacional. Entram em campo com um mero ponto a separá-las (favorável aos portistas), e com a certeza de que quem ganhar passará a ser a única equipa a depender de si própria para ser campeã. Depois do apito final do jogo de logo à noite, restarão 10 partidas para o final do campeonato.

Muito se costuma debater acerca de jogos deste caráter. Nunca ninguém nega que são importantes e todos tentam colocar alguma água na fervura na hora de os apelidar de “decisivos”. Não será hoje que se ficará a conhecer o novo campeão nacional, mas vai ser possível levantar um pouco do véu. São duas equipas num extraordinário momento de forma e quem sair desta batalha na frente vai colocar uma mão no título.

Ainda assim, por jogar em casa e pela vantagem que leva na classificação, é o FC Porto que tem a oportunidade de colocar uma pedra mais pesada sobre a questão do primeiro lugar. Uma vitória portista fará alargar a vantagem para 4 pontos e permitirá à equipa de Sérgio Conceição recuperar o conforto pontual que perdeu com os empates no Minho frente a Vitória SC e Moreirense FC. Se, adicionalmente, a vitória se proporcionar por um resultado que lhe garanta vantagem no confronto direto (os Dragões perderam o jogo da primeira volta por 1-0), acredito que o campeonato se decidirá já hoje, pese embora as 10 jornadas que ficarão a faltar e os difíceis jogos que ficarão, ainda, por disputar.

Se a vitória sorrir aos encarnados, o cenário é ligeiramente diferente. A vantagem na frente da tabela passa para 2 pontos e muda de dono. E este é um fator de extrema relevância visto que o FC Porto vem sendo o líder há já várias jornadas. Mais do que o peso pontual, acredito que seria o peso emocional a marcar diferenças. Por um lado, o elã que daria ao Benfica recuperar a liderança na casa do rival e por outro a frustração portista por perder a liderança numa derrota caseira e a ferida que se abrirá por não ter sido capaz de conquistar qualquer ponto frente ao rival direto. Muito mais do que a distância pontual, julgo que seria também um resultado decisivo pelo lado emocional.

Será o terceiro jogo entre FCP e SLB esta época. Para já, uma vitória para cada lado
Fonte: FC Porto

Em caso de empate tudo permanecerá igual. O FC Porto ficará com meio ponto de vantagem. E meio porque em caso de igualdade pontual no final do campeonato a vantagem será das águias. Assim, apesar de confirmar o FC Porto como única equipa a depender de si própria para ser campeã, a distância não chegará sequer a ser relevante.

No que concerne ao jogo jogado, as equipas chegam na mó de cima e após uma série de resultados contundentes. O FC Porto acaba de colocar um pé e maio na final da Taça de Portugal após uma vitória por 3-0 sobre o SC Braga e o Benfica vem somando goleadas e boas exibições sob o comando de Bruno Lage. São duas equipas muito verticais e sempre com os olhos postos na baliza, ainda que o SL Benfica privilegie um pouco mais a posse ao invés do FC Porto, que busca incessantemente a rotura na profundidade.

Vamos aos onzes prováveis. No lado do FC Porto existem algumas dúvidas. Na defesa há o ponto de interrogação Militão. Importa perceber se voltará ao onze após castigo interno e se sim quem será o sacrificado. Poderá ser um dos centrais ou Manafá, encostando o jovem brasileiro à lateral direita. No meio campo Danilo será a maior dúvida. Regressa de lesão e Óliver e Herrera têm estado em plano de destaque. No caso da entrada do internacional português entrar na equipa titular, a possibilidade de jogar com os três é a mais provável. No ataque parece claro que Brahimi e Corona serão apostas restando perceber se a aposta para o centro será em Soares ou Marega. Até pode dar-se o caso de jogarem ambos e de se sacrificar um médio. Nesta equação importa, ainda, lembrar os nomes de Ádrian, Otávio ou Fernando Andrade que poderão, igualmente, ter uma palavra a dizer. Portanto, muitas dúvidas no Reino do Dragão.

No lado do SL Benfica são menos as dúvidas. Vlachodimos será o guarda-redes e na defesa deverão alinhar André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo. No meio campo Pizzi, Gabriel e Rafa têm lugar assegurado e o quarto elemento deverá ser Samaris. Por fim, João Félix, a nova coqueluche encarnada, surgirá no apoio ao renovado goleador, Seferovic.

Em suma, independentemente dos alinhamentos inicias, vão entrar no relvado do Dragão duas equipas com armas poderosas e muito bem orientadas que, em caso de vitória, darão um passo quase definitivo para a conquista do título de campeão nacional. Luzes, câmara, ação. Role a bola.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Colóquio: “Os Valores e Desafios no Desporto Universitário”

Numa altura em que o Desporto, no geral, passa pelas “ruas da amargura” no que diz respeito à aposta nos valores mais humanos, como o respeito pelo adversário, a ADESL decidiu organizar um colóquio no passado dia 28 de fevereiro, cujo principal tema de debate foi a importância dos valores e desafios do desporto universitário.

O evento começou com a assinatura do protocolo de cooperação entre a entidade que gere o desporto universitário lisboeta e o PNED (Plano Nacional de Ética no Desporto), com vista a cimentar a promoção dos valores de união, respeito e camaradagem em torno da prática desportiva, para assim se sensibilizar os envolvidos nos campeonatos universitários a terem comportamentos positivos no decurso dos jogos das distintas modalidades.

Com um painel de intervenientes de enorme peso – destacando-se as presenças de Duarte Gomes (ex-árbitro internacional) e Jorge Braz (atual selecionador de Futsal e vencedor do Europeu 2018) -, o debate primou-se pela exposição dos pontos de vista de cada um dos oradores face à dimensão da ética no desporto, relacionando o tema em discussão com a sua experiência nas diferentes áreas em que destacaram, como o Futebol, Futsal e Hóquei em Patins (representado por Luís Sénica, presidente da Federação Portuguesa de Patinagem).

Além da vertente desportiva, o elenco continha a presença da Dr.ª Paula Madeira Santos, psicóloga clínica especializada em desporto, que falou da influência da participação dos atletas em eventos desportivos, de forma a prepará-los da melhor maneira para a vida pessoal e profissional devido aos inúmeros desafios.

O painel de oradores
Foto: Inês Catarino/ADESL

Além da exposição dos pontos de vista, o colóquio promoveu a interação do público, com a colocação de questões pertinentes ao tema central, desde a forma de impedir comportamentos inadequados nos eventos até à forma como é gerido o tempo entre o desporto de alto rendimento e universitário com o mundo académico, com Manuel Mesquita (atleta de Futsal pela Quinta de Lombos e sua faculdade, a Universidade Europeia) a dar o seu testemunho de como consegue conciliar de forma eficaz os dois mundos altamente exigentes.

Com uma boa dinâmica entre os convidados e a plateia presente, o tempo passou a voar, ficando a sensação de que o tema deveria ser alvo de maior debate na sociedade, sendo essa uma das maiores falhas na atualidade portuguesa, em que é dado mais tempo de antena aos conflitos existentes do que propriamente ao lado mais humano do desporto em si.

É urgente que todos os agentes desportivos (clubes, dirigentes, jogadores e adeptos) façam uma reflexão crítica sobre o método mais adequado de se comportarem nos diversos eventos, e creio que a organização de palestras ou ações de formação poderá colmatar essa lacuna no desporto português a médio-longo prazo.

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

A caminho do clássico, a vitória é o que mais interessa!

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Um Clássico é sempre um Clássico! Sempre que chega esta altura, a emoção e ansiedade que atingem os corações de milhares de adeptos ganham uma nova força. No próximo sábado não será exceção!

Separados por apenas um ponto na tabela classificativa, o duelo entre FC Porto e SL Benfica pode clarificar a questão da liderança numa altura em que faltam dez jornadas para o fim do campeonato. Ainda é cedo para afirmar que este é o jogo do título, mas não se pode descurar a importância que tem para ambas as equipas.

À entrada para o Clássico número 170 para a Liga, torna-se difícil apontar um resultado, muito devido ao contexto que rodeia as duas equipas e que nos seduz pela imprevisibilidade e fascínio em analisar um jogo como este.

Os diferentes caminhos possíveis servem para encurtar distâncias, no caso da vitória encarnada, ou mesmo alargá-las, no caso de serem os dragões a triunfar. Um empate deixa tudo na mesma.

Independentemente do resultado, teremos campeonato até ao fim! Dragões e águias prometem não largar o topo da classificação tão cedo! Nada está decidido e, apesar do Clássico ajudar nas contas finais, a Liga só termina em maio, daí que não considere que este possa ser o jogo do título.

Está tudo em aberto, por agora! O Clássico vai certamente ajudar a perceber as dinâmicas que se verificarão daqui para a frente, sabendo sempre que nas dez jornadas restantes poderão ocorrer falhas.

No último Clássico para a Liga, Seferovic foi o autor do único golo
Fonte: SL Benfica

Para o Benfica, é importante e necessário vencer! Não se trata de uma questão de vida ou morte, mas é o culminar de um processo revolucionário que provocou excelentes resultados com Bruno Lage e cujo mérito é de toda a estrutura, treinador incluído.

Os jogadores estão mais confiantes e sentem que a “Reconquista” pode estar perto! Para chegar lá, exige-se um bom resultado, perante um adversário consistente e que, desde a oitava jornada, não largou o primeiro lugar.

Para os encarnados, um bom resultado garante uma reviravolta na classificação. Até aqui, nenhuma equipa se conseguiu superiorizar ao Porto de Sérgio Conceição. Bruno Lage não pretende ser mais um e, por isso, construiu uma equipa implacável e que está na luta pelo título até ao último segundo. Daí que, no próximo sábado, seja um teste de fogo e alto risco.

É com muita esperança e fé que aguardo pelo próximo sábado, com a consciência de que este Clássico irá garantidamente mudar o rumo da Liga até agora. Resta saber qual dos lados sairá favorecido.

Preparem-se para assistir a uma luta renhida do primeiro ao último minuto. Para dragões, trata-se de manter a fasquia intacta. Mas, para o Benfica, é muito mais que isso! É uma autêntica prova de resistência e exigência máxima.

Por isso, é um dos grandes jogos para acompanhar neste fim-de-semana, por tudo o que já foi referido e pelo histórico de confrontos entre duas equipas de elite.

Este será mais um grande Clássico! Melhor dizendo, o Clássico dos Clássicos!

Texto corrigido por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 erros de Frederico Varandas como presidente do Sporting CP

O trabalho de Frederico Varandas, enquanto presidente do Sporting Clube de Portugal, tem sido muito discutido. A verdade é que o antigo médico do clube pegou no Sporting CP num momento muito delicado, não foi o candidato mais votado (recorde-se que foi Benedito quem obteve mais votos nas eleições) e já tomou algumas decisões que se vieram a revelar como erros crassos e clamorosos.

AEISCAL 1-2 AEISEG: Três penáltis e uma vitória agridoce

No último jogo da fase regular do campeonato, AEISCAL e AEISEG entraram em campo à procura dos três pontos. Logo no primeiro minuto, Ricardo Espírito Santo teve ao seu dispor uma grande oportunidade para abrir o marcador: da marca dos onze metros, o avançado da AEISCAL atirou muito por cima e não conseguiu colocar a sua equipa em vantagem.

Os homens da AEISEG responderam bem e mantiveram-se sempre coesos e concentrados ao longo de todo o encontro. Ainda na primeira parte, num pontapé livre, a bola sobrou para Jorge, que, depois de um cruzamento de Diogo Marques, atirou a contar e abriu as hostilidades na partida. Ainda na primeira parte, Diogo Jacinto, ala da AEISCAL, tocou com a mão na bola dentro de área e o árbitro assinalou a segunda grande penalidade da partida. Porém, o guardião da AEISEG, Filipe Oliveira, brilhou e efetuou uma enorme intervenção.

AEISCAL ainda reduziu o resultado
Fonte: Inês Catarino/ADESL

Os homens de Santos voltaram a festejar na segunda parte: Guilherme Vieira cruzou para Vasco, que dilatou a vantagem no marcador para duas bolas. Já ao cair do pano, os homens da AEISCAL reduziram a desvantagem através de uma grande penalidade.

É de notar ainda que AEIST, AEFEUNL, AEISCAL E AEISCTE passam para o apuramento de campeão, enquanto AEISA, AEISEL E AEFCT descem de divisão. Consulta aqui toda a classificação da fase regular da 1.ª divisão do Campeonato Universitário de Lisboa.

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

Rescaldo de Guilherme Anastácio e Gonçalo Taborda

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Apostas na Rede | 8 jogos que te vão dar energia para o Carnaval

O Carnaval está à porta e o mundo do futebol não quer ficar fora dos festejos. Esta semana, desde o sul da Europa até ao Reino Unido, há clássicos de rivalidade eterno para acompanhar e alguns deles essenciais para definir quem será o campeão ou quem irá às provas europeias.

Escolhemos oito jogos, aos quais se junta o clássico FC Porto x SL Benfica que irão colar qualquer fã de futebol ao sofá e animar (ainda mais) o período carnavalesco.

LÊ MAIS: Apostas na Rede | Um XI de FC Porto e SL Benfica

Sporting continua a voar e a fazer história na Liga dos Campeões

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O Sporting tornou-se a primeira equipa portuguesa a alcançar os oitavos de final da Liga dos Campeões de andebol, no atual formato. Depois de vencer o Dínamo de Bucareste no pavilhão João Rocha por apenas um golo, voltou a repetir a proeza, desta vez, na Roménia, garantindo um lugar entre as melhores equipas de andebol da europa.

Em dois jogos de grande emoção, os leões conseguiram superiorizar-se aos romenos pela margem mínima (32-31, em Lisboa, e 27-26, em Bucareste) sempre com Carlos Ruesga e Frankis Carol em grande destaque. O espanhol, com grande influência no jogo, é uma peça indispensável de Hugo Canela e já provou ser um jogador de classe mundial. O cubano, Frankis Carol, quando está ao seu melhor nível, torna-se uma máquina de fazer golos imparável. No jogo frente ao Dínamo de Bucareste, valeram 12 golos – Carol marcou sete e Ruesga cinco. Os leões chegaram ao intervalo a perder por quatro golos (15-11), mas uma segunda parte de uma qualidade tremenda colocou a equipa portuguesa na fase seguinte. 

Nos “oitavos”, o Sporting pode defrontar o Vardar, da Macedónia, vencedor da prova em 2017, ou o Veszprém, da Hungria, finalista em 2016. A continuidade na competição pode ser complicada mas os leões já superaram todas as expectativas. Recordo que nunca uma equipa portuguesa tinha passado da fase de grupos, no atual formato.

O Sporting precisa de estar ao seu melhor nível se pretender ir mais longe na competição
Fonte: Velux

A equipa de Hugo Canela caminha para mais uma época muito bem conseguida. O campeonato está em aberto para uma possível revalidação do título; na Taça de Portugal, encontra-se nos “oitavos”, onde jogará com o FC Porto; na Liga dos Campeões, os adeptos leoninos já podem gabar os seus jogadores, com a equipa a fazer história.

O plantel de grande qualidade e equilíbrio fazem dos leões o favorito à conquista das provas internas e deixam muita água na boca para os próximos jogos da prova de clubes mais importante do mundo.

Foto de Capa: Velux

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Quando nem Cristiano é solução

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Insosso, inerte e débil.

Esta é a maneira mais correta de caracterizar a equipa que foi ao Santiago Bernabéu golear o Real Madrid CF, por 0-3, e garantir o acesso à final da Taça do Rey. Naquele que foi o El Clássico mais fraco e pobre dos últimos anos.

A equipa de Solari foi incapaz de penalizar a quantidade assustadora de erros que a equipa do Barcelona acumulou ao longo dos 90 minutos e isso é verdadeiramente preocupante para o atual campeão europeu. Perante um Barcelona insosso, onde Messi não efetuou nenhum remate à baliza, irreconhecível no momento de transição defensiva, doía ver Busquets em campo, e que confundiu constantemente controlo com inação o Real foi, novamente, humilhado em caso perante o seu grande rival.

Não vale a pena esconder e negar, que o Real Madrid sentiu a falta de Cristiano Ronaldo. Principalmente nos grandes jogos, onde a baliza fica mais pequena e o Guarda-Redes adversário fica com o dobro do tamanho. Faltou a frieza para matar, faltou golo.

Agora, com Cristiano ontem em campo o Real tinha ganho? Arrisco-me a dizer que não, e esse é o precisamente o ponto. Todas as ocasiões de golo que Real Madrid gerou foram criadas por Vinícius. Não aconteceram pela intervenção coletiva, mas do brilhantismo e da irreverência dos 18 anos do brasileiro.

Fonte: Real Madrid CF

O Ronaldo que hoje conhecemos não têm esta capacidade para criar situações de golo, é um animal diferente. Um que independentemente da magnitude da ocasião, da pressão, se a equipa for capaz de lhe criar um contexto favorável para ele dizer “matar”, CR7 nunca perdoa. Assim, a chave para o Real Madrid de hoje não é Ronaldo, porque este Real é coletivamente incapaz de criar ocasiões, criar o tal contexto favorável.

A facilidade com que Vinícius mudava de velocidade, ultrapassava adversários, e ficava cara a cara com Ter Stegen era notável, mas esta não pode ser a única forma de uma das maiores equipas do futebol mundial criar perigo.

Não se pense que este filme estreou na última noite. No reinado de Solari, já o vimos várias (demasiadas) vezes, em especial frente a AFC Ajax, Club Atlético de Madrid e Real Bétis Balompié. Uma equipa trabalhadora, solidária, com um grande foco na solidez defensiva, que deixa para segundo plano o talento e o risco.

É um guião engraçado, mas que não serve para quem ambiciona vencer um Oscar, ou pelo menos lutar por ele.

Foto de Capa: Real Madrid CF

Artigo revisto por: Jorge Neves