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Força da Tática: Que AS Roma vai o FC Porto ter pela frente?

12 de Fevereiro. O primeiro embate entre a AS Roma e o FC Porto, para os oitavos de final da Liga dos Campeões, aproxima-se a passos largos.

Os dragões vão procurar manter o forte ritmo, que lhes permite estar hoje no topo da tabela, quando receber o Belenenses SAD e se deslocar ao terreno do Vitória SC e Moreirense FC. O seu adversário têm uma missão, teoricamente, mais complicada com duas deslocações, Florença (Taça de Itália) e Verona (Serie A), e uma receção ao AC Milan.

A questão é: Que AS Roma vai o FC Porto ter pela frente?

Se olharmos para os resultados, são 4 vitórias em 5 jogos, sem derrotas, desde o desaire frente à Juventus FC. 15 golos marcados. Contudo, o jogo frente à Atalanta B.C , neste Domingo, revelou a Roma que temos tido esta época. Uma equipa que adormece facilmente, e já diz o ditado:

“Chi dorme non piglia pesci”

( Quem dorme não apanha peixes )

Equipa Tipo:

Hoje, Eusebio Di Francesco prefere o sistema 4-2-3-1 e não o 4-3-3, mas pode implementar uma estrutura com três defesas em jogos específicos (Como fez frente à Juventus) seja um 3-4-3 ou um 3-5-2. Frente à Atalanta a equipa alinhou no habitual 4-2-3-1, com Karsdorp no lugar de Florenzi, na lateral direita, e Marcano no de Fazio, ao lado de Manolas. Assim, os Giallorossi alinharam com: Olsen na baliza, com Kolarov, Marcano, Manolas e Karsdorp na sua frente. O duplo-pivô foi constituído por Cristante e Nzonzi, com Shaarawy, Pellegrini e Zaniolo no apoio a Dzeko.

Infelizmente para Di Francesco, Cengiz Under está lesionado e só regressa no dia 8 de Fevereiro, mas pode defrontar o FC Porto.

Fonte: Sport TV

Na Roma, uma parte absolutamente fundamental da fase ofensiva é da responsabilidade dos defesas laterais, que necessitam de assumir uma postura agressiva, ou seja, sem medo, no apoio ao respetivo médio-ala/extremo com a criação de situações de superioridade numérica.

Em baixo, vemos o médio ala (laranja) e o defesa lateral (cinzento) a ocupar o corredor ao mesmo tempo, com a aproximação do médio centro (verde) que ocupa o espaço entre esse corredor lateral e o centro.

Fonte: Sport TV

A partir daí, os movimentos e as trocas posicionais, têm como objetivo atacar o mais rapidamente possível a profundidade, como vemos em baixo.

Fonte: Sport TV

A verticalidade é parte indissociável do jogo Giallorossi, não só em Organização Ofensiva, como em Transição Ofensiva. Como vemos em baixo, Dzeko (vermelho) é a principal referência neste momento do jogo. Tanto pode entregar no apoio frontal do médio, que lança um dos extremos em profundidade ou é mesmo o bósnio que entrega na subida do lateral que progride com espaço.

Fonte: Sport TV

Sempre em velocidade e a quebrar linhas de pressão, com a criação de situações de superioridade numérica nos corredores com o defesa lateral e médio ala lado a lado, é assim a AS Roma de Eusebio Di Francesco.

Fonte: Sport TV

A descrição perfeita da Roma: das mãos de Olsen ao fundo da baliza adversário, 15 segundos e quatro passes.

Fonte: Sport TV

Sem Bola: A tal marcação Homem a Homem

Quando a Roma não tem bola organiza-se em 4-4-2, com Pellegrini ao lado de Dzeko na frente. Uma estrutura que é pouco compacta horizontalmente, onde o duplo pivô é obrigado a abandonar a sua posição central recorrentemente, devido à orientação excessiva ao homem dos médios ala e à falta de compactação, permitindo ao adversário várias linhas de passe para o interior.

Fonte: Sport TV

O sistema de pressão é tipicamente orientado ao homem, uma abordagem agressiva a nível defensivo coerente com aquilo que a Roma, como já vimos, faz com a bola. Tipicamente, assim que um dos membros da linha ofensiva aumenta a intensidade da sua corrida em direção a um adversário o resto da equipa reconhece esse estímulo e aproxima-se de um adversário, limitando as opções de passe do portador da bola, forçando ao passe longo, onde a capacidade física e aérea de Fazio, Nzonzi e Manolas permite à equipa recuperar a bola.

Fonte: Sport TV

Como se compreende, com a ajuda da sequência em baixo, esta é uma abordagem muito dependente dos duelos individuais, basta um jogador perder um duelo e compromete o resto da equipa. Aqui foi Karsdorp, lateral direito, que perde o duelo em uma zona alta no campo e deixa a equipa vulnerável:

Fonte: Sport TV

Fonte: Sport TV

Finalmente, neste sistema defensivo, di Francesco apresenta uma linha defensiva alta que este ano se têm revelado o grande calcanhar de Aquiles da equipa. Afinal, Olsen não é Alison, não têm a mesma confiança e capacidade para abandonar a baliza e reduzir a profundidade ao adversário.

Fonte: Sport TV

Recorrentemente, são as más abordagens e os erros individuais que permitem ao adversário estar em posição de explorar as debilidades inerentes a este sistema defensivo.

Fonte: Sport TV

LÊ MAIS: Força da Tática: Winter is coming! (get ready Paris)

Resumindo, uma Roma com debilidades, perfeitas para serem exploradas pelas armas do Porto. Marega na profundidade, agressividade nos duelos de Herrera e resistência à pressão de Brahimi que lhe permite bater o seu adversário e tornar-se o homem livre!

 

Foto de Capa: AS Roma

Artigo revisto por: Jorge Neves

O fim do rótulo dos treinadores de formação

Vivemos numa nova era no Futebol mundial. Nesta década, o Futebol sofreu uma autêntica revolução. Vivemos numa era em que há cada vez mais treinadores a implementarem nas suas equipas um futebol assente naquilo a que se chama os 3P: pressão, posicionamento e posse. E, por incrível que possa parecer para muitos, essa implementação começou por baixo, na formação.

Por algum motivo, criou-se um rótulo na nossa sociedade futebolística de que treinadores das camadas jovens não estariam habilitados a treinar equipas seniores. Noutros tempos, a única ocasião em que me lembro de ver um treinador ser promovido diretamente de uma equipa júnior para uma sénior, foi quando Paulo Bento assumiu o comando técnico da equipa principal do Sporting CP no decorrer da época 2005/2006.

Mas já depois disso, seria então dado o passo que revolucionou o Futebol mundial, quando Pep Guardiola foi promovido da equipa B para a equipa principal do FC Barcelona em 2009. Tal como ele, muitos outros treinadores espalhados pela Europa fora deram o mesmo passo e têm-se destacado pelo futebol positivo. Falando de alguns exemplos, posso mencionar alguém de quem falei recentemente, como Marco Rose no Red Bull Salzburg, ou do treinador mais jovem da história da Bundesliga: Julian Nagelsmann.

Luís Castro iniciou uma mudança de paradigma em Portugal
Fonte: Vitória SC

Em Portugal, vários treinadores seguiram o exemplo. Começando por Luís Castro, embora este já tivesse passado pela Primeira Liga, ao serviço do FC Penafiel entre 2004 e 2006, afirmou-se como um dos melhores treinadores nacionais após um trabalho notável na equipa B do FC Porto e nas passagens pelo Rio Ave FC e GD Chaves.

Seguiu-se Abel Ferreira. Forçado a terminar a carreira após uma lesão grave aos 31 anos, aproveitou a ocasião para iniciar o curso de treinador. Na sua primeira época como treinador nos juniores do Sporting CP, foi campeão nacional e ficou em quarto lugar na Next Gen Cup (competição europeia que antecedeu a Youth League) e na época seguinte levou a equipa B ao quarto lugar da Segunda Liga. Depois, no SC Braga, começou a lançar jogadores para a equipa principal, acabando por ser promovido, sendo atualmente um dos treinadores nacionais mais cotados.

Nesta temporada, essa mudança de paradigma no perfil dos treinadores deu um passo significativo. António Folha passou dos juniores e da equipa B do FC Porto para o Portimonense SC. Tiago Fernandes deu uma volta de 180 graus na sua carreira: começou como adjunto de José Peseiro no Sporting CP, passou a treinador principal interino e recuou para treinador principal dos sub-23 dos leões após a chegada de Marcel Keizer, mas por pouco tempo, uma vez que o GD Chaves o contratou após ter despedido Daniel Ramos. Já no início deste ano, seria Bruno Lage, na sua época de estreia como treinador principal de uma equipa sénior, que seria promovido a treinador da equipa principal encarnada. No mesmo sentido, Renato Paiva passou dos juniores para a equipa B do Sport Lisboa e Benfica, tendo tudo para dar o passo seguinte brevemente.

Mas, afinal, o que causou esta mudança de paradigma? Como disse no início, há cada vez mais treinadores a implementarem um futebol que, mais precisamente, é herdado do modelo de Rinus Michels: um futebol de domínio, de controlo de jogo, de pressão após a perda da bola; e que tem começado a ser implementado nas bases. Porque é este tipo de futebol que faz com que os jogadores possam recriar-se com a bola nos pés, que possam desenvolver uma rápida reação com e sem a bola, aprimorando assim a sua capacidade de decisão. É este o tipo de futebol que promove as qualidades dos jogadores, fazendo com que estes evoluam.

Como tal, esse rótulo do treinador de formação tem vindo a perder cada vez mais força, bem pelo contrário. Nalguns casos, os treinadores com passado na formação é que são os mais habilitados, visto que sabem como fazer crescer e evoluir os jogadores no Futebol moderno.

 

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

Há algo que o rapaz não faça?

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Num fim-de-semana em que muitos olhares estavam focados em outras jovens promessas do desporto, foi, mais uma vez, Grant Holloway que voltou a surpreender o mundo com performances de elite. Consideramos, assim, que essa é uma boa razão para procurarmos dar a conhecer um pouco mais de um dos nomes mais excitantes do futuro do nosso desporto.

Já sabemos que dos EUA e, especialmente vindo do desporto universitário nacional, todos os anos saem dezenas de estrelas que serão o futuro do Atletismo do país e por adjacência do desporto a nível mundial, uma vez que o país norte-americano tem sido sucessivamente a nação mais medalhada em grandes eventos globais. Mas Holoway tem uma particularidade: ele faz tudo. E é bom em tudo o que faz! Para já, o jovem é o líder mundial na distância de 60 metros com e sem barreiras. Mas não é apenas na velocidade mais curta que tem mostrado as suas credenciais.

O apagão de Bas Dost

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Bas Dost parece estar a passar por um mau momento de forma. Desde que iniciou o novo ano de 2019, o avançado não tinha apontado qualquer golo pelo Sporting CP. Contudo, na final da Taça da Liga, o holandês conseguiu finalmente acabar com o jejum de golos após a cobrança de um penalti que originou o 1-1 frente ao FC Porto, possibilitando assim a conquista da Taça da Liga. No entanto, a sua performance em campo tem sido algo apagada. O que se passa com o artilheiro leonino?

Após uma sucessão de vários jogos em que Bas Dost vinha apontando golos, parece que algo aconteceu para que a sua consistência tenha sido abalada. Em 2019, o internacional holandês ainda não demonstrou os altos níveis de qualidade que tem vindo a apresentar desde que chegou a Alvalade. Os motivos podem ser vários, tais como: a sua dificuldade em jogar neste novo modelo do Sporting CP, falta de confiança, o desgaste após uma sequência de jogos de 3 em 3 dias, ou ainda a contratação de Luiz Phellype (apesar de não achar que a luta pela posição lhe faça mal).

É preciso analisar também que o Sporting CP tem baixado a sua qualidade de jogo. Desde que Keizer chegou a equipa apresentou um futebol ofensivo avassalador, atualmente tem sentido mais dificuldades em impor o seu jogo, e como todos sabemos, Bas Dost precisa de ser servido para conseguir fazer a diferença. O facto de o vermos muitas vezes longe da área faz com que as suas debilidades técnicas venham ao de cima. O holandês, quando não está em zonas de finalização, demonstra alguma dificuldade com bola, pois não tem qualidade técnica para tirar o adversário direto da frente. Para além disso, demonstra por vezes incapacidade em segurar bola, preferindo jogar a um ou dois toques, em algumas ocasiões sem se justificar.

O golo contra o FC Porto pode devolver a confiança a Bas Dost
Fonte: Sporting CP

Contudo, sabemos que o futebol é momento e o holandês pode despertar de novo a sua enorme veia goleadora. Apesar de não ter feito um bom jogo na final contra o FC Porto, a verdade é que não vacilou na execução do penalti, assim como no desempate no fim dos 90 minutos. Para além disso, a confiança que o plantel ganhou com a conquista do troféu pode levar a que a qualidade de jogo volte de novo aos elevados níveis que já foram apresentados anteriormente, e Bas Dost poderá beneficiar com isso.

Concluindo, o holandês não tem, de facto, apresentado boas exibições nos últimos jogos, não marcando golos nem conseguindo prestações de qualidade para a equipa, daí eu considerar que tenha havido um ligeiro apagão do holandês. Apesar disso, o golo de sábado pode dar ao jogador a moral que precisa para voltar a ser avassalador, até porque já sabemos uma coisa: à frente da baliza, Bas Dost não falha.

Foto de Capa: Sporting CP

CD Feirense 1-2 Vitória SC: Raça fogaceira insuficiente perante domínio vitoriano

CD Feirense e Vitória SC subiram ao relvado do Marcolino Castro para disputar a 19.ª jornada do campeonato. O Vitória saiu por cima e subiu à quinta posição da tabela classificativa.

Os homens da casa vinham de uma série de quatro jogos sem perder no campeonato, enquanto os homens da cidade-berço vinham de uma derrota caseira contra o SL Benfica. Assim, Nuno Manta Santos promoveu três alterações, fazendo alinhar André Moreira, Marco Soares e Sturgeon nos lugares de Alampasu, Tiago Silva e Crivellaro. Do outro lado, Luís Castro fez duas mudanças, entrando no onze Ola John e Frederico Venâncio para as saídas de Osório e Davidson.

O Vitória entrou mais pressionante e foi logo no quarto minuto que os homens de Luís Castro abriram o marcador. Rafa Soares assistiu Tozé, que, frente a André Moreira, não perdoou. Os conquistadores adiantavam-se cedo na partida.

A formação vimaranense não “tirava o pé do pedal” e continuava junto da baliza fogaceira, sendo levada pelo seu público, que compareceu em quantidade no Marcolino Castro e se fez ouvir. A fechar o primeiro terço da primeira parte, podiam ter ampliado a vantagem no marcador. Sacko serviu Guedes, que atirou forte, mas pouco colocado, possibilitando assim a defesa de André Moreira.

O Feirense tentava responder, e até chegou a colocar a bola dentro da baliza vitoriana, mas Nuno Almeida assinalou uma infração por mão na bola de Stivan e anulou o golo.

Perante uma hesitação de Pedro Henrique, o Feirense quase empatou a partida. Depois de uma bola longa lançada por Marco Soares, Vitor Bruno atirou para uma defesa atenta de Douglas.

Antes do intervalo, o banco da casa ainda pediu grande penalidade por alegada mão de Sacko dentro da área. Nuno Almeida, juntamente com o VAR, não acedeu ao pedido e a temperatura subiu no Marcolino Castro.

O Feirense haveria de chegar ao empate ao minuto 45. Sturgeon bateu a bola parada e Philipe Sampaio saltou mais alto que os restantes para fazer a igualdade.

O Vitória respondeu ainda antes do intervalo, novamente por Tozé. Depois de um cruzamento atrasado de Rafa Soares, Tozé rematou para “onde a coruja dorme”. Um grande remate do internacional português que não deu hipótese ao guarda-redes do Feirense.

Apesar do dia e horário do jogo, os adeptos do Vitória SC deslocaram-se em peso ao Marcolino Castro e fizeram-se ouvir no apoio à sua equipa
Fonte: Bola na Rede

O resultado fixou-se em duas bolas a uma e o Vitória chegou ao intervalo a vencer o Feirense, numa primeira parte cuja primeira meia hora foi de domínio vimaranense, com uma resposta cabal dos fogaceiros no último terço do primeiro tempo.

As equipas voltaram dos balneários e os primeiros a criar perigo foram os homens da cidade-berço. Rafa Soares cruzou, a bola atravessou a área e por muito pouco Joseph não encostou para o terceiro.

O Feirense respondeu, e valeu o corte de Wakaso a evitar o golo. Valencia cruzou, a bola passou inclusive por Douglas e o médio atirou para canto. O mesmo Wakaso que viria a cabecear, minutos depois, para dentro da baliza adversária, mas o golo viria a ser anulado. Venâncio carregou um jogador do Feirense, antes de assistir Wakaso.

Ao minuto 68, foi a vez do Feirense criar sobressalto na equipa visitante. João Tavares rematou forte para uma atenta intervenção de Douglas e, na recarga, Sturgeon atirou à malha lateral da baliza vitoriana.

Num jogo de parada e resposta até aí, André Moreira brilhou aos 78 minutos, quando impediu o terceiro golo dos homens de Luís Castro. Depois de Joseph ter desmarcado Guedes, este assistiu para Davidson, que atirou colocado, mas o guarda-rede português respondeu com uma grande intervenção.

Com o cansaço físico a ser evidente, o Vitória voltou a dominar a partida e geriu a vantagem alcançada no primeiro tempo, apesar de o Feirense se ter apresentado aguerrido e lutador na procura pelo ponto.

O resultado não se alterou e o Vitória saiu do Marcolino Castro com os três pontos.

Os fogaceiros, com este resultado, mantêm o 17.º e penúltimo posto, enquanto a formação vimaranense sobe ao quinto lugar da tabela classificativa.

O Feirense desloca-se ao Bessa na próxima jornada para defrontar o Boavista FC. Já o Vitória SC, recebe o FC Porto em Guimarães.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

CD Feirense: André Moreira, Diga, Tiago Gomes (João Tavares, 64’), Briseño, Stivan, Valencia, Marco Soares (Crivellaro, 64’), Aly Ghazal, Sturgeon, Vitor Bruno, Philipe Sampaio (Nascimento, 74’).

Vitória SC: Douglas, Pedro Henrique, Rafa Soares, Guedes, A.André (Pêpê, 47′), Sacko, Tozé, Wakaso, Ola John (Davidson, 63’), Joseph (M.Oliveira, 86’), Frederico Venâncio.

Moreirense FC 2-1 CD Nacional: Manutenção (praticamente) garantida para os Cónegos

O Moreirense FC voltou às vitórias para o campeonato esta segunda-feira ao bater o CD Nacional por 2-1 e chegou aos tão ambicionados 30 pontos, sempre apontados como objetivo pelas equipas que lutam pela manutenção. Os golos da equipa da casa foram de Chiquinho. Do lado dos madeirenses foi Okacha que marcou o golo.

No arranque da partida, os protagonistas pareciam afetados pela noite fria que se sentia em Moreira de Cónegos: os lances bem desenhados eram residuais e invariavelmente acabavam com más decisões individuais.

Foi ao oitavo minuto que surgiu a primeira grande oportunidade de perigo para o Moreirense FC. Arsénio ganhou bem espaço do lado direito do ataque dos Cónegos e cruzou para uma tentativa falhada de remate acrobático de Nenê. A bola sobrou para Heriberto, que rematou forte contra um defensor contrário.

Para a equipa madeirense, de anotar apenas um lance em que Iago quase entregou a bola a Okacha como a mais perigosa aproximação à baliza contrária nos primeiros 15 minutos. Foi no contra-ataque desse mesmo lance que o marcador se inaugurou. Chiquinho escapou entre os defesas e, desequilibrado, conseguiu colocar a bola longe do alcance de Lucas França. 1-0 para a equipa da casa.

Depois do golo, os madeirenses viram-se forçados a agarrar o jogo e rapidamente a qualidade da sua construção de jogo aumentou. Com mais bola nos pés e uma pressão mais recuada do Moreirense FC, o CD Nacional aproveitou para subir linhas e deixar a equipa da casa desconfortável. Gorré e Okacha pressionavam a saída de bola e forçavam os Cónegos a bater comprido, impossibilitando a equipa de construir jogadas de qualidade. A materialização do crescimento madeirense surge ao minuto 18, quando Okacha força Jhonatan a uma grande defesa.

O Moreirense FC, agora mais focado em ações de contra-ataque, não ia aproveitando os muitos espaços deixados pelo CD Nacional. Chiquinho, Heriberto, João Aurélio e Nenê tiveram nos pés várias hipóteses de dilatar a vantagem, mas não conseguiram fazer as redes de Lucas França tremer.

Com a passagem do tempo, a capacidade do CD Nacional manter a bola e construir jogo diminuiu, muito por culpa da mudança do posicionamento defensivo do Moreirense FC, que agora havia voltado a fazer uma pressão alta, com os defesas posicionados quase no meio-campo num primeiro momento de construção de jogo dos adversários.

O jogo assim continuou até ao intervalo. A equipa da casa foi para as cabines com a vantagem mínima.

Ambos os treinadores mexeram na equipa à entrada para a segunda parte: Costinha fez entrar Palocevic por Jota, enquanto Ivo Vieira fez entrar Texeira por Nenê.

O CD Nacional entrou a todo o gás na segunda parte e os primeiros dez minutos pertenceram inteiramente aos forasteiros, que deixaram os Cónegos desconfortáveis e recolhidos no seu meio-campo defensivo. Apesar do domínio madeirense, foi o Moreirense FC que aumentou a vantagem, ao minuto 55. Um bom trabalho de Heriberto, no lado esquerdo do ataque, que serviu Texeira. O avançado da equipa da casa deixou a bola para Chiquinho, que rematou para o fundo das redes de Lucas França. A bola ainda foi desviada por um jogador contrário, mas só parou dentro da baliza adversária. 2-0 para o Moreirense FC.

Fonte: Moreirense FC

Depois do golo, o CD Nacional pareceu perder força anímica e o Moreirense FC passou a gerir o jogo com mais facilidade. O 3-0 esteve à espreita, mas nem Texeira, nem Luom, nem Chiquinho conseguiram dar continuidade a bons trabalhos ofensivos da equipa da casa.

O Moreirense FC parecia ter o jogo completamente controlado e precisava apenas de esperar pelo apito final. Ainda deu para a equipa da casa apanhar uns sustos: primeiro, Jhonatan chegou atrasado a uma bola e acabou por rematar contra a mão de Okacha, que fez o 2-1. O golo foi anulado por indicação do vídeoárbitro.

Ao minuto 88, o CD Nacional conseguiu novamente fazer as redes de Jhonatan tremer e desta o golo valeu mesmo: um chapéu muito bem executado por Okacha deu o 2-1 para o CD Nacional.

Até ao final da partida, o CD Nacional procurou o empate, mas o vermelho de Camacho, por agressão a Jhonatan, num lance em que a bola já não estava em jogo, acabou por destruir as esperanças dos forasteiros.

O apito final acabou mesmo por chegar e confirmou a décima vitória na Primeira Liga da equipa da casa. O Moreirense FC passou a somar 31 pontos e subiu à condição à quinta posição da Primeira Liga. Já o CD Nacional, mantém os 19 pontos e uma posição a salvo da zona de despromoção.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Moreirense FC: Jhonatan; Rúben Lima, Iago, Halliche, João Aurélio; Pacheco (Ângelo Neto, 88’), Luom, Arsénio (Pedro Nuno, 80’), Chiquinho; Heriberto e Nenê (Texeira, 45’).

Onze inicial CD Nacional: Lucas França; Filipe F., Rosic, Júlio, Kalindi; Marakis (Arabidze, 80’), Jota (Palocevic, 45’) e Vítor G.; Witi, Gorré (Camacho, 61’) e Okacha.

Os 5 melhores extremos deste século

O sistema tático do Sport Lisboa e Benfica pareceu sempre confiar na habilidade técnica dos seus extremos, e por isso sempre tivemos a necessidade de deter jogadores que se destacassem por “espalhar magia” no campo. São os jogadores que partem para cima da defesa adversária e desmarcam os pontas-de-lança, ou trazem a bola até às extremidades e cruzam com grande categoria. Em qualquer uma das opções, o extremo tem de ser rápido, ter bom jogo de finta e boa visão de jogo. Para além disto, há quem aposte nos extremos que se movem para o centro a partir das laterais e tentam o remate, como é o caso mais pomposo de Arjen Robben.

Estes são os cinco melhores extremos que vestiram o manto sagrado no séc. XXI.

CD Tondela 0-2 CD Aves: resultado infeliz para os auriverdes

O CD Tondela perdeu em casa por duas bolas a zero com o CD Aves, num jogo a contar para a 19.ª jornada da Primeira Liga.

O frio fez-se sentir esta noite no Estádio Municipal João Cardoso, mas nem isso parou os adeptos, que eram, no total, 1478. Num jogo onde a arbitragem foi bastante contestada, foi a equipa da casa a dar o pontapé de saída. O CD Tondela esteve melhor na primeira parte, mas foi a equipa de Vila das Aves quem se deu melhor na partida.

Na primeira metade do jogo, o Tondela foi a equipa com maior percentagem de posse de bola: 54% contra 46% dos visitantes. No entanto, nem esse facto fez com que chegassem ao golo.

Logo aos 9’, um brilhante toque de calcanhar de Tomané fez tremer o guarda-redes do Aves, que acabou por defender a bola e, três minutos depois, começou o “lançamento das faltas”. Jaquité derrubou um jogador adversário e viu o primeiro cartão amarelo da partida. Livre batido por Rodrigo, mas direto para as mãos de Cláudio Ramos. Aos 15’, foi a vez de Xavier rematar à baliza, para nova defesa de Beunardeau.

Aos 18’, mais uma falta a favorecer o clube das Aves, algo que foi contínuo durante todo o jogo. Mas os jogadores auriverdes estiveram à altura, principalmente Cláudio Ramos, que evitou vários golos de diversos jogadores adversários.

A equipa da casa sofreu dez faltas na primeira parte e nenhum cartão foi mostrado aos jogadores da equipa visitante. Precisamente o contrário para esses, que sofreram oito faltas e viram um adversário ser “amarelado” e outro ser expulso.

Fonte: Mafalda Feliciano/Bola na Rede

A sorte parecia não estar com a equipa da casa. À meia hora de jogo, Pepa viu-se obrigado a uma alteração forçada na sua equipa- saiu David Bruno, lesionado, e entrou Fahd Moufi. Mas não fica por aqui. Aos 39’, o árbitro da partida, Vitor Ferreira, mostrou vermelho direto ao central Jorge Fernandes, por falta cometida à entrada da grande área.

Na segunda parte, com os ânimos um pouco mais calmos, pelo menos em campo, o Tondela voltou a estar superior, no que diz respeito à percentagem de posse de bola, mas a tranquilidade não durou muito tempo. Depois de várias faltas cometidas sobre os beirões, o árbitro decidiu finalmente mostrar o primeiro cartão amarelo ao Aves, mais precisamente a J. Felipe, aos 55’.

Três minutos depois, Ponck fez tremer as redes de Cláudio Ramos. Estava feito o primeiro golo do Clube Desportivo das Aves. O Tondela não desistiu e criou várias oportunidades de golo, infelizmente, todas sem efeito. Mais tarde, aos 72’, Baldé fez o segundo para os visitantes, antes de ser substituído.

Segundo as estatísticas gerais, o clube beirão foi superior em posse de bola (61%), nas defesas do guarda-redes (seis), no total de passes (460) e ainda nos passes completos (382).

Já o clube do concelho de Santo Tirso foi superior noutros aspetos, por exemplo, nas tentativas de golo (14), nos remates à baliza (8) e, não menos importante, nas faltas: 19, contra 11 do Tondela; na totalidade, foram mostrados dois cartões amarelos e um vermelho para a equipa da casa e apenas um cartão amarelo para o Aves.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

CD Tondela: Cláudio Ramos; Jaquité (Tembeng, 65’); Xavier; Juan Delgado (J. Murillo, 75’); Sergio Peña; Tomané; David Bruno (F. Moufi, 30’); Joãozinho; Bruno Monteiro; Ricardo Alves; Jorge Fernandes.

CD Aves: Bernardeau; Rodrigo; V. Costa; Ponck; Falcão (Braga, 72’); V. Gomes; Derley; Diego Galo; J. Felipe; M. Baldé (Bruno Gomes, 85’); Luquinhas (R. Rodrigues, 78’).

WWE Royal Rumble – A “Road to Wrestlemania” começou da melhor maneira

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E que primeiro capítulo teve esta caminhada rumo ao “Show of Shows”.

Becky Lynch e Seth Rollins foram os grandes vencedores da noite e os principais campeões retiveram os seus títulos, o que já dá para imaginar possíveis cenários quando chegarmos a Abril.

As vitórias nos dois combates Royal Rumble ficaram muito bem entregues aos respectivos vencedores, ambos merecem o destaque que irão receber daqui para a frente.

Sendo assim, vamos rever o que aconteceu no Royal Rumble.

Nota do evento: 7/10

AD Limianos 0-1 CC Taipas: Não marcas tu, marco eu

A segunda volta do campeonato ainda há pouco começou e já se lutam pelos pontos com a calculadora na mão.

A jornada 19 da série A do Campeonato de Portugal ditou a visita do Clube Caçadores das Taipas à Associação Desportiva “Os Limianos”, dois emblemas aflitos na tabela classificativa, naquele que se esperava ser um jogo intenso e combativo.

José Carlos Fernandes optou por trocar os guarda-redes, mantendo o restante alinhamento que empatou na jornada passada em Merelim. Do lado dos visitantes, Basílio Marques não alterou o onze que venceu o Vilaverdense FC.

A primeira parte resume-se num domínio por parte dos da casa, com várias ocasiões perdidas, e onde os visitantes se aproximaram da baliza de Bean com precauções e sem incomodar. Logo aos oito minutos, Samate e Iano mostraram que queriam ser figuras do jogo. Numa jogada entre extremos limianos, Samate descobriu Iano com um passe longo e tão preciso que o camisola ‘10’ nem recebeu e rematou de primeira, ao lado.

Aos 12 minutos, Kanu fez o primeiro remate dos visitantes, desenquadrado, depois de um mau corte de Touré. Antes da meia hora de jogo, altura em que o CC Taipas se limitava a tentar aguentar as investidas contrárias, Alvinho, da direita, cruzou tenso para o segundo poste, onde apareceu Iano a cabecear para a defesa da tarde. Com muita dificuldade, Paulinho defendeu praticamente em cima da linha de golo e manteve o nulo.

No minuto seguinte, Alvinho repetiu a fórmula do cruzamento, mas desta vez o defesa tentou o corte e por centímetros não fez autogolo.

João Nogueira chegou recentemente do SC Covilhã e é constante destaque no maio campo limiano
Fonte: AD Limianos

Aos 35 minutos, nova perdida para os da casa. Samate recuperou a posse em terrenos avançados, aventurou-se pelo flanco direito e cruzou para o centro da área, onde Mailó surpreendeu, antecipou-se a Lomba e cabeceou ao poste.

No minuto seguinte, Luan e Nogueira revelaram excelente entendimento ao progredirem no terreno com elegância e deixaram para Alvinho, que cruzou com critério, mas nem Iano nem Mailó apareceram a tempo para a emenda. Antes do intervalo, Luan e Alvinho tabelaram sucessivamente e o ‘49’ limiano serviu Samate no centro da área, que se enrolou com a bola e não foi capaz de alvejar a baliza de Paulinho.

Quando se esperava que o desperdício da primeira parte ficasse de lado e a equipa da casa finalmente materializasse em golo a superioridade demonstrada, o CC Taipas surpreendeu tudo e todos.

Ainda no segundo minuto da segunda parte, André Martins aproveitou a entrada frouxa e passiva da defesa limiana e desfez a confusão no centro da área com um remate certeiro e fora do alcance de Bean. Estava desfeito o nulo e a vantagem era dos forasteiros, contra todas as expectativas.

A partir de então, cabia à AD Limianos procurar minimizar os estragos, repondo a igualdade ou até alcançando a reviravolta.

Sentado num resultado positivo, ao CC Taipas restava gerir a partida com o ritmo pretendido e tentar matar o jogo numa saída rápida, algo que não aconteceu por mero erro na finalização.

Às oportunidades falhadas na primeira parte, juntaram-se as da segunda e ainda um enorme desacerto caseiro que nem permitiu rematar com perigo. As substituições operadas pelo técnico visitado não surtiram qualquer efeito e o poder de fogo foi diminuindo. Do outro lado, o CC Taipas foi jogando também com o cronómetro e até conseguiu algo que foi impossível na primeira parte: chegar com perigo à baliza contrária, trocando a bola de pé para pé. No entanto, os lances mais perigosos foram aos 72 e 83 minutos, através de livres frontais, prontamente resolvidos por Bean.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

AD Limianos: Bean; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Vítor Sousa (Rui Magalhães, 77’); Luan Sérgio, Zé Pimenta e João Nogueira (Chiquinho, 66’); Iano, Samate (Nandinho, 73’) e Mailó.

CC Taipas: Paulinho; Armando Lopes, Polycarp Amadi, Carlos Lomba e Tiago Vieira; Tiago Carneiro (Jota, 61’), Gideon Iliya e Jefferson Tomaz; Pereirinha (Maka, 45’), André Martins (Miguel, 77’) e Stanley Kanu.