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Carta Aberta aos adeptos do SL Benfica

Caros adeptos Benfiquistas, como todos nós sabemos, esta época o nosso SL Benfica não está a ter uma prestação como a que desejávamos. No entanto, ainda está a tempo de o remediar. Felizmente, o primeiro passo para que isso aconteça já está dado: a saída de Rui Vitória, a quem temos de agradecer por tudo aquilo que fez por nós no tempo em que foi treinador do clube. Sobre o resto, no tempo certo e com as pessoas certas, nós chegaremos lá.

Espera-nos uma longa caminhada pela frente e nós, adeptos, vamos ter de ser como que um “segundo treinador”. Está na hora de lhes darmos aquele “colinho” de que tanto falaram em tempos passados. É um “colinho” a sério, daqueles que só um adepto sabe dar. Está na altura de torcermos pelo nosso clube até ao último segundo e de não pararmos só por termos sofrido um golo ou devido a outras situações menos boas.

Temos visto um SL Benfica muito inconstante nesta época de 2018/2019
Fonte: SL Benfica

Já chega de assobios, de lenços brancos, de objetos no relvado. Acabaram os insultos, o “fogo” nas bancadas, as cadeiras partidas. Essas atitudes não levam a lado nenhum e temos um bom exemplo bem perto de nós. Tudo isso é desnecessário, pois nenhum de nós tem esse direito quando nem sequer somos nós que estamos em campo. Sentimos de maneira diferente.

Nós, adeptos, somos assim apelidados por apoiarmos a nossa equipa, não por desmoralizarmos os nossos jogadores. Se o nosso apoio é realmente importante para eles, está na altura de lhes mostrarmos o quão importantes são para nós, tal como a tamanha felicidade que nos podem proporcionar. Na verdade, é exatamente isso que nós queremos. Queremos voltar a sentir aquela felicidade que nos preenche o coração, que faz as nossas pupilas parecerem pequenos barquinhos nas lágrimas que nos enchem os olhos.

O SL Benfica teve a maior assistência nesta temporada da Liga NOS no jogo com o FC Porto, para a sétima jornada: 61567 adeptos
Fonte: SL Benfica

Vamos mostrar-lhes que não estamos com eles só nas conquistas, mas que estamos aqui para os apoiar quando eles não estiverem no seu melhor. Obviamente que também temos o direito de nos expressar quando estamos descontentes com alguma coisa, mas há várias maneiras de o fazer. Nós somos a “voz” do SL Benfica. Somos nós que entoamos os cânticos na nossa Catedral. Somos nós que desgastamos as nossas cordas vocais para enaltecermos o nosso clube. Os jogadores, ali com o manto sagrado vestido, vão agradecer todos esses momentos.

Então, é tempo de mudarmos a nossa sorte. É tempo de mostrarmos quem somos e de deixarmos para trás estes maus momentos do nosso SL Benfica. Vamos fazê-los sentir em casa, mesmo nos jogos fora. Vamos mostrar o nosso apoio incondicional em todos os jogos durante mais de 90 minutos. O tempo é agora. Vamos mostrar o que é realmente o SL Benfica!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Ano Novo… Presidente novo

O ano mudou, mas a data no calendário não foi a única coisa que se alterou nos últimos tempos para os lados do Porto. O Boavista FC tem um novo presidente: Vítor Murta, advogado de 43 anos, que já ajudou o Boavista em tribunal e também já estava inserido na sua estrutura desde 2013, ano em que passou a ser o braço direito de João Loureiro – antigo líder do Boavista FC.

O atual presidente do Boavista falou aos sócios logo após a tomada de posse, com um discurso pessoal, sentido e, na minha opinião, muito inteligente. Como qualquer líder o deve fazer, Vítor Murta começou por focar o seu discurso nos adeptos e na família boavisteira. Depois da descida de divisão, o Boavista perdeu muitos dos seus apoiantes e é isso mesmo que o presidente quer recuperar. Por palavras do próprio, “queremos recuperar o Boavistão”.

Depois do período negro dos axadrezados, o Boavista está estabilizado no primeiro escalão de Futebol Nacional e cumpre agora a quinta temporada consecutiva no mesmo. E agora pergunto eu: depois de ter a casa arrumada e estável, está na hora de pensar um pouco mais alto? Eu acho que sim, e dá-me ideia que os objetivos para o mandato de Vítor Murta passam muito por aí: unir a massa associativa e atingir objetivos mais altos.

Vítor Murta tomou posse dia 29 de dezembro de 2018
Fonte: Boavista FC

O Boavista é uma das pouquíssimas exceções à regra, e os seus adeptos podem orgulhar-se de dizer que já foram campeões nacionais. Hoje em dia, essa é uma realidade muito mais difícil de alcançar do que aquilo que era na altura, quer pela diferença ainda maior de recursos, quer pela forma ridiculamente formatada como este campeonato está montado: com foco primordial nos três grandes. Mas acredito que é possível o Boavista sonhar com lugares mais cimeiros do que o oitavo lugar da época passada, por exemplo.

Do pouquíssimo que vimos de Vítor Murta enquanto presidente, ou seja, apenas declarações, conseguimos perceber que o objetivo primordial é elevar o nome do Boavista e trazer os adeptos de volta ao estádio e à vida do clube. Parece-me um homem de pulso firme e ambicioso, caraterísticas essenciais num presidente que quer levar o seu clube mais além. E é por isso mesmo que vejo esta mudança com bons olhos e acredito que pode vir a ser muito benéfica para as panteras. Resta-nos esperar para ver…

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Ao som do maestro Bruno Fernandes

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Depois de ter sido uma das maiores revelações da temporada 2017/2018, previa-se uma complicada tarefa “segurar” o jovem português para a presente temporada. No entanto, e apesar de ter mesmo rescincido com o clube verde e branco no seguimento do caso da invasão à Academia de Alcochete, o centro-campista acabou por se manter de leão ao peito.

A realizar a segunda temporada ao serviço dos leões, depois de ser resgatado à Sampdoria no Verão de 2017, Bruno Fernandes continua de “pedra e cal” no meio campo do Sporting Clube de Portugal…e desta feita com importância acrescida por ser um dos capitães leoninos.

O arranque de temporada 2018/2019 algo atribulado do internacional português, com prestações inconstantes, sem conseguir mostrar aquilo a que nos habituou na primeira temporada com a listada verde e branca, teve impacto na equipa leonina, com dificuldade em controlar o jogo e em criar oportunidades de golo. Contudo, com atitude e compromisso tal como prometeu o número oito dos leões nas redes sociais, as prestações estão a melhorar e a aproximarem-se daquilo que fez na temporada anterior.

Apesar de estar capacitado para jogar em qualquer posição do meio campo, é em terrenos mais ofensivos que o médio criativo é mais preponderante nas manobras da equipa. Com a chegada do holandês Marcel Keizer para orientar a equipa do Sporting, e tendo em conta a filosofia de jogo que o holandês privilegia, o ex-Sampdoria parece ter um lugar “cativo” próximo do homem mais avançado da equipa.

Bruno Fernandes tem estado em evidência
Fonte: Sporting CP

O jovem português faz da sua qualidade técnica e da visão de jogo as suas principais armas, no entanto a sua qualidade de remate de meia distância não fica nada atrás.

Com uma resistência acima da média, o centro-campista é o “motor” da equipa, importantíssimo quer nas transições defensivas como ofensivas…a bola tem de passar sempre pelos pés deste leão. Quando a equipa tem bola, é ele que pensa e organiza o jogo.

Esperemos que continue a melhorar as suas prestações e que volte a ser o melhor jogador do Campeonato uma vez mais.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Os emails não revelados: Ivo Vieira quer a Europa

Ao melhor plantel do mundo

Talvez embebido pelo espírito natalício, decidi abrir um pouco o meu coração para cada um de vós.

Foi com grande alegria e motivação que abracei este projecto há uns meses atrás. Acreditava no sucesso deste clube, mas jamais pensei que poderíamos estar a realizar uma época deste nível. O que temos feito tem sido simplesmente incrível. Quanta qualidade, quanta maturidade e quanta qualidade de reacção a cada adversidade ou infortúnio.

Quero simplesmente dizer-vos, ou antes murmurar-vos, que acredito que este ano poderá ser um ano histórico para este grande clube, para a sua massa adepta e para esta terra que tanto merece. Com a qualidade e dedicação de cada um de vós em cada treino e em cada jogo, acredito, com toda a racionalidade, que a Europa poderá ser uma realidade. Uma equipa que dá a volta a resultados tão nefastos como o da Luz ou de Vila do Conde tem a obrigação de sonhar e sobretudo de acreditar que pode ir mais longe.

Quem diria que nos faltariam pouco mais de meia dúzia de pontos para a manutenção? E a partir daí? Vamos ficar a jogar só por jogar, ou só para a melhor classificação de sempre? Nada disso! Vamos jogar sim, mas a pensar naquele quinto lugar que está ali a sorrir para nós, tal como todos vós sorriem quando as coisas correm bem ao próximo, mesmo que isso signifique que os interesses pessoais sejam ultrapassados pelos interesses do colectivo. Mas afinal não é isso um verdadeiro plantel?

Depois da histórica conquista da Taça da Liga, o Moreirense sonha com o apuramento europeu já esta época
Fonte: Moreirense FC

Temos tudo, acreditem, para brilhar ainda mais. E cada um de vós, mesmo os que têm jogado menos, são parte fundamental para todo este sucesso. Acredito, e caso assim não seja agradeço que mo digam, que todos sem excepção sintam que fazem parte deste grupo e fiquem felizes pelo sucesso de cada um dos vossos semelhantes. Nunca se esqueçam que isso é fundamental para o sucesso do Moreirense FC, e para o vosso próprio sucesso, num futuro que se deseja a cada dia mais risonho.

Assim, segunda-feira é dia de Moreirense: de jogar à bola como sabemos, de ter prazer em o fazer, de sermos guerreiros quando for preciso e artistas quando conseguirmos. Para que no fim tenhamos 28 pontos e um lugar justo para aquilo que temos demonstrado semana após semana.

E já sabem: nos momentos bons, e acima de tudo nos momentos mais difíceis, aqui estarei. A minha porta está e estará sempre aberta.

Termino como comecei: abraçado pelo espírito natalício também o meu coração se abre para cada um de vós.

Um forte abraço

Ivo Vieira

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: Moreirense FC

Portugal já tem selecionadora feminina

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Depois de imensas críticas aquando dos Mundiais de Innsbruck 2018 por não contemplar qualquer atleta feminina na sua convocatória, a Federação Portuguesa de Ciclismo arrepiou caminho e anunciou a criação do cargo de selecionadora nacional de ciclismo feminino, escolhendo para o cargo Ana Rita Vigário.

O ciclismo feminino tem vindo a crescer bastante em terras lusitanas nos anos mais recentes e teve em 2018 um recorde de três atletas em equipas UCI, com especial destaque para Maria Martins que, com apenas 19 anos, apresenta potencial para chegar à elite da modalidade.

Marta Branco é uma das jovens a precisar de experimentar novos ritmos competitivos
Fonte: José Baptista / Portuguese Cycling Magazine

Mas também internamente há uma renovada vivacidade, com ciclistas como Marta Branca ou Liliana Jesus a mostrarem melhorias constantes, o calendário a ser cada vez mais alargado e, também importante, a haver cada vez maior interesse nesta vertente no passado tantas vezes esquecida do desporto.

Ana Rita Vigário é uma pioneira do ciclismo nacional, sendo durante anos a mais conhecida ciclista nacional a par de Celina Carpinteiro. No BTT foi campeã nacional de Cross-Country em 2010, mas é na estrada que o seu currículo mais impressiona. Nos Campeonatos Nacionais ficou sempre à porta e, entre contrarrelógio e prova de fundo, conquistou 15 (!) medalhas, mas nunca a de ouro. Em 2009 participou na Grande Boucle Féminine (o entretanto extinto Tour de France Feminino) e terminou agora carreira. Aos 41 anos, tem também como vantagem para exercer da melhor forma o novo cargo a sua formação em Psicologia.

Os planos para já anunciados passam por continuar a investir no desenvolvimento das camadas jovens, criando mais momentos de concentração das atletas para preparação e também a participação em provas espanholas para dar maior ritmo competitivo às atletas nacionais, respondendo a algumas reivindicações a que já aqui tínhamos dado voz. Adicionalmente, também garantiu que se pretende ver Portugal representado nas provas femininas dos Europeus e Mundiais.

A primeira reunião técnica do ano já com a nova selecionadora
Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo

Em suma, trata-se de um bom sinal dado pela Federação e que esperemos que possa dar frutos. Tem sido feito um esforço nos últimos anos para alavancar o ciclismo feminino e, por isso, certas decisões como a não convocaria de atletas para os Mundiais pareciam um passo atrás na estratégia que a própria Federação estava a por em prática.

Felizmente, esta mostrou estar atenta e aproveitou as críticas que lhe foram dirigidas para melhorar e corrigir o que faltava à ciclismo português. E a escolha para o cargo também merece consenso, já que se trata de alguém com enorme experiência e que conhece o ciclismo feminino nacional como muito poucos.

Foto de Capa: Diogo Almeida / Associação de Ciclismo do Minho

As competições que irão marcar 2019

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Depois de um ano sem eventos globais ao ar livre – fenómeno que ocorre a cada 4 anos –, 2019 marca o início de mais um ciclo de 3 anos de grandes campeonatos. Mas não serão apenas os Mundiais que irão importar a nível do Atletismo de elite este ano. A nível continental, eventos como os Europeus de Pista Coberta e os Europeus ao ar livre dos escalões sub-20 e sub-23 prometem também concentrar as atenções das futuras gerações. 

Defesa do título na Final Four

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Num mês de janeiro com tantos jogos, incluindo competições como a Taça de Portugal, o Campeonato Nacional e a Taça da Liga, é na Final Four que o Sporting CP terá a primeira luta por um título na época 2018/2019. A vitória no seu grupo ditou um embate com o SC Braga na meia-final da prova. Caso vença, a equipa leonina disputará a final com FC Porto ou SL Benfica.

A Taça da Liga tem vindo a ganhar competitividade. Apesar do desinteresse do público aquando da sua criação, a verdade é que esta competição tem vindo a ganhar competitividade, como foi exemplo o ano passado na meia-final entre FC Porto e Sporting CP. Este ano, o nível de exigência vai ser tremendo: os quatro primeiro classificados da liga disputarão o título.

Relativamente ao Sporting CP, vai ser interessante ver a sua reação face a este contexto. Com um mês cheio de jogos, importa verificar o comportamento do plantel. Pode parecer mais fácil a meia-final contra o SC Braga, mas é preciso não esquecer que o jogo será disputado em casa dos minhotos, para além do excelente campeonato dos bracarenses e o facto de terem derrotado o Sporting CP para a Liga, apesar de na altura ser José Peseiro o treinador.

Também para Keizer será uma boa experiência. Numa altura em que todos os jogos parecem ser testes para o holandês (segundo grandes entendidos do futebol), o nível de exigência da meia-final e quiçá final pode demonstrar se a qualidade do futebol até agora apresentado pode ser transportado para jogos contra equipas de maior valia.

A Taça da Liga será também um teste para Marcel Keizer
Fonte: Sporting CP

Concluindo, será interessante acompanhar a Taça da Liga deste ano. As quatro equipas quererão vencer a competição, e o nível de intensidade será imenso. Para Keizer, esta é uma excelente oportunidade para demonstrar aos doutores do futebol a qualidade do seu jogo. Quanto a mim, para além de querer naturalmente a vitória dos leões, espero poder sentar-me no sofá e poder assistir a três grandes jogos de futebol. O desporto em Portugal agradece, e os seus adeptos também.

Foto de Capa: Sporting CP

SL Benfica 4-2 Rio Ave FC: A melhor chicotada psicológica

Depois de uma semana de muitas mudanças para o Universo encarnado, em que se oficializou a saída do técnico Rui Vitória, o Benfica entrou em campo no Estádio da Luz para procurar o regresso às vitórias após o desaire em Portimão. Vindo diretamente de Vila do Conde, chegou à capital portuguesa a equipa do Rio Ave, que tinha sofrido uma derrota caseira frente ao Moreirense. Esta deslocação ao campo do Benfica ficou também marcada pela estreia de Bruno Lage e de Daniel Ramos nos comandos de cada uma das equipas.

A equipa encarnada entrou em campo com a já esperada ausência, por castigo, de Jonas, com surpresas no onze, como a de João Félix e a de um meio campo a dois, com Pizzi e Fejsa a ocuparem esse espaço. Para o lugar de Jonas entrou o suíço Seferovic. Mudanças que procuraram fazer a diferença na zona mais adiantada do terreno. A equipa do Rio Ave entrou em campo com um esquema tático de 4-4-2, sem grandes novidades, comparando com a habitual equipa do Rio Ave desta temporada.

O Benfica iniciou a partida, mas foram os adeptos quem quis estar dentro dela. Uma casa bem composta puxava desde início pelos jogadores, que precisavam, como nunca, do apoio dos seus adeptos. A responder, da melhor forma, ao apoio vindo das bancadas, vimos desde início um Benfica bem mais solto, com melhor liberdade e facilidade em ter posse de bola, tentando, assim, construir jogo. Notava-se que o meio-campo tinha maior facilidade em ocupar os espaços e fazia-o com maior eficácia do que aquela a que estávamos habituados a ver.

Contudo, numa jogada contra a corrente de jogo e depois de muita insistência, seria o Rio Ave a adiantar-se no marcador, ainda antes dos vinte minutos. O extremo Gabrielzinho surgiu no meio dos defesas centrais e apenas teve de encostar o esférico para dentro da baliza sul do Estádio da Luz. Uma jogada nada difícil de defender, onde os centrais do Benfica e Oddyseas ficaram muito mal na fotografia ao mostrarem falta de comunicação entre eles. Continuam assim os erros defensivos do Benfica.

O segundo golo, também do Rio Ave, aconteceu três minutos depois, aos vinte, com o avançado Bruno Moreira a cabecear entre Rúben Dias e Grimaldo. O camisola nove dos visitantes surgiu sozinho, sem marcação, e precisou apenas de subir ao andar de cima para aumentar a diferença no marcador. Mais um golo, onde ficam as dúvidas sobre o trabalho da linha defensiva e do meio campo, que, mesmo estando entre a bola e a linha do fundo da própria baliza, mostraram dificuldades em parar o ataque da equipa do Norte do país.

O Estádio da Luz mergulhava num mar de desilusão, onde os fantasmas da Era de Rui Vitória voltavam a assombrar os pensamentos de todos os benfiquistas. Defensivamente, o Benfica pecava, e dois golos em três minutos limitavam-no em termos de tempo, aumentando a dificuldade de conquistar um resultado positivo dentro de casa.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Contudo, não foi preciso esperar muito tempo para o Benfica reduzir no marcador. Seria Seferovic o homem que abriria o marcador para a equipa das águias. O camisola catorze recebeu a bola vinda de Grimaldo e precisou apenas de se soltar dos defesas do Rio Ave – enfiou um biqueiro no esférico e reduziu para dois a um. Um importante golo, que acordou os adeptos menos esperançosos para um jogo que parecia estar quase decidido.

Se aos 27 minutos o Benfica reduziu, aos 31 encontrou o empate no marcador. A surpresa no onze, João Félix, rematou para o fundo das redes Norte do Estádio, depois de uma longa jogada individual de Seferovic pela extrema direita onde, pressionado, se soltou das amarras do adversário e, na insistência, passou para a entrada da pequena área do Rio Ave. Bonita jogada do suíço, onde usou a força física e a velocidade para conquistar terreno e assistir para o jovem português. Segundo golo do Benfica, empate restabelecido no relvado da Luz e adeptos com um sorriso na cara.

O Benfica tentou aproveitar a restante primeira parte para chegar ao desejado terceiro golo da partida, mas surge um forte Rio Ave – e até bastante perigoso – nos processos de transição de bola defesa-ataque.

O intervalo chegou e as três equipas regressaram aos balneários para refrescarem as ideias e para se prepararem para uma segunda parte de bastante intensidade.

A segunda parte iniciou-se sem nenhuma alteração nos onzes das duas equipas. O Benfica tinha ido para os balneários com o pé no acelerador, e o Rio na tentativa de regressar ao posto de frente do marcador. O Benfica continuou a tentar chegar ao golo da diferença no marcador com muitas jogadas de ataque, muitas delas com Seferovic a surgir em momentos de recuperação de bola em que Felix ficava responsável pela zona mais adiantada do terreno.

Na reta final da última meia hora da partida, o Benfica começou a chegar com maior intensidade e exatidão às zonas defensivas de Leonardo, tanto que o terceiro golo surgiu também da qualidade de finalização de João Felix. O português, embrulhado com adversários, precisou apenas de dar um toque sublime para marcar o terceiro golo. Um remate que deixou o guarda-redes adversário parado a olhar para a bola. Três zero na Luz e, dentro do último terço do tempo, chegavam pela primeira vez à frente no marcador.

Se até aqui se começava a ver cada vez mais um Benfica imperador do resultado, o quarto golo chegou rapidamente, vindo do pé esquerdo de Seferovic. O suíço bisava na partida depois de uma rápida jogada de contra-ataque, onde precisou apenas de fazer cair o guarda-redes brasileiro, rematando para dentro da baliza Norte do Estádio da Luz. Bonito golo do suíço, que fez respirar os adeptos do Sport Lisboa e Benfica.

A restante partida permitiu ao Benfica baixar a mudança de velocidade, fazendo com que o ritmo do jogo fosse mais baixo, tentando estar firme defensivamente e não levando à exaustão os jogadores. Bruno Lage acabou por colocar em campo Ferreyra, jogador que já não jogava desde outubro, e deu minutos a Krovinovic, que continua a regressar aos poucos aos relvados.

Uma importante vitória, que, além de três pontos, deu um sorriso aos adeptos, que passaram uma semana de pesar ao pensar no Sport Lisboa e Benfica. Notaram-se mudanças significativas na forma de jogador por parte do plantel da casa e notou-se um Rio Ave, que, mesmo estando a ganhar dois a zero, não conseguiu manter a vantagem no marcador, acabando por sair derrotado de Lisboa.

As 5 melhores aquisições do FC Porto no mercado de inverno

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O mercado de transferências de inverno abriu esta semana e o FC Porto já concretizou um negócio: Fernando Andrade, avançado que jogava no CD Santa Clara, assinou por quatro épocas e meia.

Rumores da imprensa portuguesa/internacional apontam agora para o regresso de Pepe ao clube que o “lançou” para a ribalta. É certo e sabido que no mercado de transferências de inverno, as entradas e saídas são muito menos frequentes do que no verão, mas o FC Porto é a prova de que é possível trazer excelentes jogadores no mês de janeiro. Posto isto, elaboramos uma lista das cinco melhores aquisições dos Dragões no mercado de transferências de inverno.

CD Feirense 2-2 CD Santa Clara: Quase houve remontada na Feira

O CD Feirense e o CD Santa Clara empataram a duas bolas, em partida a contar para a 16.ª jornada da Primeira Liga.

O Feirense entrou com pressão para este jogo, depois da vitória do CS Marítimo sobre o Portimonense SC. Marítimo, que é concorrente direto dos homens de Santa Maria da Feira na busca pela manutenção na Primeira Liga. Além disso, o Feirense poderia tirar partido dos eventuais resultados de CD Aves e GD Chaves, que jogavam fora nesta jornada.

Nuno Manta Santos fez quatro alterações em relação à última jornada do campeonato, o empate a zeros em Chaves, promovendo as entradas de Mesquita, Marco Soares, Vitor Bruno e Edinho, para as saídas de Diga, Cris, Luís Machado e Sturgeon. João Henriques, do outro lado, promoveu três alterações, depois da derrota caseira frente ao CD Tondela. Saíram Fernando Andrade (vendido ao FC Porto), Kaio e César Martins (suspenso) para as entradas de Accioly, Pacheco e Alfredo Stephens.

Para este jogo, Nuno Manta Santos “pôs a carne toda no assador”, ao apostar em dois pontas de lança fixos na frente, para corresponder ao jogo assente em bolas longas da equipa fogaceira.

O Feirense entrou ligeiramente por cima no jogo, mas o primeiro quarto de hora foi de adaptação por parte das duas equipas, não havendo qualquer oportunidade de golo.

A primeira grande oportunidade surgiu para os da casa. Aos 16 minutos, Edinho segurou a bola longa vinda da defesa, deu para Vitor Bruno, que, de primeira, entregou para o isolado Crivellaro, que teve todo o tempo do mundo para finalizar, mas atirou para uma boa defesa com a face de Serginho.

O Santa Clara respondeu aos 24 minutos, através de um livre direto à entrada da área, batido por Patrick, em que a bola passou perto da trave da baliza de Brigido.

O Santa Clara ainda festejou antes do intervalo. A menos de cinco minutos do fecho da primeira parte, Zé Manuel isolou-se e bateu Brigido com um “chapéu” de classe. Estava desfeito o nulo no marcador. O avançado português concretizou o quinto golo da conta pessoal esta época.

Os visitantes chegaram ao intervalo em vantagem no marcador, fruto da sua eficácia ofensiva. Era caso para alterar o ditado popular para “pouca parra e muita uva”.

Voltaram os mesmos 22 jogadores para o segundo tempo e o Santa Clara voltou a marcar, logo aos 48 minutos. Stephen isolou Bruno Lamas, que rematou para o fundo das redes, com Brigido a ficar mal na figura, depois de a bola lhe passar por entre as luvas.

O Feirense respondeu e arrecadou uma grande penalidade aos 57 minutos. Edinho não perdoou e reduziu a vantagem para os da casa, com meia hora ainda para se jogar no Marcolino de Castro.

A equipa da casa parecia estar animada com o golo marcado e foi em busca do empate, chegando mesmo à igualdade ao minuto 65 por Valência. O ponta de lança foi mais forte na corrida e no duelo físico com Fábio Cardoso e finalizou pelo meio das pernas de Serginho. Estava tudo em aberto em Santa Maria da Feira.

Fonte: CD Feirense

Os fogaceiros caíram em cima dos insulares, mas manteve-se o empate até ao apito final. De salientar a boa réplica dos homens de Nuno Manta Santos, que, a perder por duas bolas a zero, chegaram ao empate e procuraram o terceiro tento.

Com este empate, o Feirense empurra temporariamente o Aves para a penúltima posição do campeonato, subindo ao 16.º lugar. O Santa Clara mantém a nona posição, agora com 21 pontos.

O Feirense desloca-se na próxima jornada ao reduto do Aves, naquele que será um duelo importante na luta pela manutenção. O Santa Clara, por outro lado, recebe o SL Benfica nos Açores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Feirense: Brigido; Tiago Gomes, Philipe Sampaio, Briseño, Mesquita; Vitor Bruno, Babanco (Tavares, 71’ ), Marco Soares, Crivellaro (Sturgeon, 57’); Valência, Edinho.

CD Santa Clara: Serginho; Patrick, Accioly, Fábio Cardoso, Mamadu; Chrien (Ukra, 88’), Anderson Carvalho, Pacheco (Kaio, 77’), Bruno Lamas; Zé Manuel, Alfredo Stephens.