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Segure-o com força, presidente!

Ah, o mercado de inverno… alguns prós, diversos contras, o facto é que ele está aí, vivo e de boa saúde. E está aí para, certamente, “dar” ou “retirar” títulos de campeão. Portanto, partindo desse pressuposto, há que saber domar este mês de janeiro, de forma a que as aspirações ao título não sejam de nenhuma forma ameaçadas.

Se o facto de necessitarmos de reforços é notório, a necessidade de segurar as peças-chave acaba por ser um ponto ainda mais fulcral na nossa estratégia. E são já alguns os jogadores que podem ser considerados imprescindíveis, entre eles Éder Militão, o nosso “único” reforço desta temporada. Muito já foi dito e escrito relativamente a este tópico, desde os supostos interesses de ingleses, italianos e espanhóis, passando pelos 50 (ou 42.5) milhões de cláusula, chegando até aos possíveis substitutos. Evidentemente, pouco ou nada teria a acrescentar em relação a esses dados que têm vindo a público, porém algo que posso e devo aprofundar é a forma como eu, um adepto comum, observo o desenrolar de toda esta novela.

Comecemos pelo básico: Militão é claramente diferenciado. A qualidade está lá e em tão tenra idade só Deus saberá a que patamar o brasileiro pode chegar. Como tal, muito dificilmente Pinto da Costa conseguirá segurá-lo por mais de uma época (ficaria surpreso se o conseguisse). Logo, há que começar a encarar essa realidade: Éder Militão não é um jogador para ficar a longo prazo no nosso clube, em circunstâncias normais. Agora, dos dois males, escolhamos o menos pior; se perder este jogador no final da época já é algo, de certa forma, preocupante, perdê-lo agora seria uma completa tragédia. E não, não estou a exagerar. Todos aqueles que pretendem deslocar-se aos Aliados em maio poderão ver os seus planos mudarem drasticamente, caso esta transferência se realize.

Éder Militão estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto no encontro frente ao Schalke 04, a contar para a Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

É certo que o presidente deu como garantida (até certo ponto, obviamente) a permanência do brasileiro, contudo não subestimem o poderio financeiro de um Manchester United, por exemplo.

Se 50 milhões podem parecer um número assustador e inalcançável para a nossa realidade, em outros mercados europeus esse valor é apenas um pequeno-almoço na padaria da esquina, sobretudo se estivermos a falar de um jovem de 20 anos, internacional brasileiro, polivalente e de extrema qualidade. Sendo fiel ao que avança a comunicação social, uma hipotética renovação e o consequente aumento da cláusula de rescisão do central parece ser um cenário pouco provável, portanto resta-nos segurar este autêntico bife enquanto os lobos famintos nos rodeiam.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os melhores de 2018 do SL Benfica

Todos os anos há altos e baixos para todos os clubes. Momentos em que estamos no pico da euforia e momentos em que nos afogamos de mágoa. No entanto, convém sempre celebrar os melhores momentos e aqueles que mais alto levantaram o Manto Sagrado.

Vou então nomear os melhores do ano do Sport Lisboa e Benfica, nas categorias de Melhor Jogador, Melhor Guarda-Redes, Melhor Treinador, Melhor Capitão, e Jogador Revelação.

Xande Silva: Aposta ganha por terras de Sua Majestade

Alexandre Nascimento Costa Silva, conhecido no mundo do futebol por Xande Silva, partiu para Londres no Verão passado à procura de afirmar o seu espaço no West Ham United FC. Depois de prometer muito quando ainda era juvenil, de um período algo conturbado em Guimarães, parece ter encontrado um espaço de conforto nos Hammers, inclusive, estreando-se na Premier League no passado fim-de-semana.

Mas vamos por partes. Xande chegou ao Sporting CP em 2009, para jogar nos sub-13, e por aí se manteve até aos sub-17, afirmando-se como uma das principais figuras do futebol juvenil em Portugal. Nesse mesmo ano de 2014, foi uma das principais figuras da seleção portuguesa no Europeu de sub-17, numa equipa da qual faziam parte, entre outros, Rúben Neves, Ruben Dias e Renato Sanches. Findada a competição, transferiu-se para o Vitória SC.

Chegou a Guimarães rotulado como melhor jogador da sua geração, criando grande impacto e expectativas nos adeptos vitorianos. E a verdade é que impressionou e, após uns jogos pelos sub-19 vimaranenses, saltou logo para a equipa B, chegando mesmo a estrear-se na equipa principal. Na época seguinte, foi aposta regular de Sérgio Conceição na equipa A, parecendo ser um valor seguro dos vimaranenses.

No entanto, de uma época para outra, quase que se eclipsou, cumprindo pouco mais de 100 minutos pela equipa A e não sendo também opção regular nos «bês». Na época passada, voltou a dececionar, ao somar apenas dois jogos pela equipa A e 11 pela B, sem qualquer golo apontado. O jogador estava a estagnar (jogou mais com 18 anos do que com 21), parecendo ser mais um dos casos de jogadores que prometem muito nos escalões de formação, mas que desaparecem enquanto séniores. A juntar a isso, alguns comportamentos mais extravagantes fora de campo não agradavam aos adeptos vimaranenses e não lhe terão permitido dar o salto qualitativo que lhe parecia destinado.

Fonte: West Ham United FC

Eis que, numa manobra de mercado algo estranha e surpreendente, o West Ham United FC avança para a contratação do jovem português, desembolsando 1,5M€, com mais 2M€ dependentes de objetivos. Apesar de ter uma cláusula de rescisão de 15M€, o negócio foi visto com bons olhos por parte dos responsáveis vimaranenses, pois o jogador não contava para Luís Castro e já tinham perdido a conta às possíveis «épocas de afirmação» de Xande.

Xande chega a terras de Sua Majestade para atuar pelos sub-23 dos Hammers e, na sua estreia, aponta um hat-trick em apenas 6 minutos! Que melhor início poderia ter? Nos dois jogos seguintes, voltou a picar o ponto, sendo chamado a treinar com a equipa principal. No entanto, uma lesão no início de setembro travou-lhe o ímpeto, obrigando-o a parar dois meses. No jogo de regresso à competição, bisou, consumando 7 golos em 6 jogos pelos sub-23 e voltou a ser chamado aos treinos da equipa principal. Desta vez, e também devido ao elevado número de indisponíveis, Manuel Pellegrini levou-o para o banco de suplentes em quatro ocasiões, optando por lança-lo no último quarto de hora do jogo frente ao Burnley. A equipa estava em desvantagem e Xande entrou para agitar o jogo e até ficou perto do golo, num remate desviado pela defesa. “Foi um sonho tornado realidade, trabalho todos os dias para isto” – afirmou o avançado português.

A vida de Xande Silva deu uma volta de 180 graus nos últimos seis meses: de segunda opção na equipa B do Vitória SC à Premier League. A ousadia do miúdo fê-lo agarrar esta oportunidade com unhas e dentes, quando já se pensava que seria mais um caso perdido. São já vários os casos de jovens portugueses que saem para Inglaterra e se conseguem afirmar, uma via cada vez mais interessante para chegar ao topo.

Esperamos que Xande Silva dê seguimento a este início de época prometedor já amanhã, em jogo para a Taça de Inglaterra. Como diriam os adeptos dos Hammers, «COME ON YOU IRONS!» COME ON YOU, XANDE!

Foto de capa: West Ham United

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Agora já é a sério?

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Nesta altura do ano, 12 das 32 equipas continuam a alimentar o sonho de serem campeões. Para as restantes, os próximos meses vão significar muitas mudanças sendo que no caso de 8 equipas (Packers, Browns, Jets, Broncos, Dolphins, Buccaneers, Cardinals e Bengals) todas procuram um novo treinador capaz de as tornar nas 12 que ainda acalentam erguer um troféu Vince Lombardi. Os playoffs começam este fim-de-semana e por isso vamos fazer uma antevisão dos quatro jogos.

E agora, Codecity… Aliás, Belenenses Futebol SAD?

O Belenenses Futebol SAD é um dos casos mais insólitos e peculiares do futebol português. Jogam na divisão em que todos querem estar, mas não têm o resto. Não têm casa, não têm emblema, não têm adeptos, nem sequer conseguem criar empatia com os adeptos do futebol português. Faz lembrar aquela frase feita “podes ter o dinheiro todo do mundo, mas se não tens amor…”

Neste mês passado, houve mais uma machadada na equipa profissional do Belenenses Futebol SAD, gerida por Rui Pedro Soares. Depois de perderem o mítico Estádio do Restelo e terem de se afastar de Belém, agora a Belenenses Futebol SAD não poderá usar mais a Cruz de Cristo no seu emblema. É caso para perguntar: então e agora?

Jogadores como Fredy são a ponte do CF “Os Belenenses” e do Belenenses Futebol SAD
Fonte: Liga Portugal

Primeiro que tudo, quero salientar que este artigo não serve para extremar posições, nem analisar juridicamente este caso. Este artigo é uma resposta, ou melhor, uma reflexão proativa de como Rui Pedro Soares e os seus colaboradores poderão dar a volta a esta situação e que caminhos deverão tomar.

Pois bem, um clube tem vários traços caracterizadores, que criam a sua identificação perante os meios de comunicação social e que lhe permitem criar o seu “exército” de fiéis seguidores, os adeptos/sócios. A questão fulcral é: faz sentido a SAD, presidida por Rui Pedro Soares, continuar a tentar associar-se ao CF “Os Belenenses”, tendo em conta que já trocou de estádio, já trocou de cidade e agora tem de trocar de emblema?

Ou será mais sensato, e ao mesmo tempo ousado, provocar a rutura total com o clube e criar a sua própria identidade, começando do zero, mas na Primeira Liga? (poderia ser o Atlanta United FC de Portugal e tornar-se um exemplo épico no que toca à Gestão Desportiva).

É verdade que no departamento jurídico poderá haver alguns entraves à rutura total entre a SAD e o clube, até porque legalmente, o clube, como fundador, terá de ter sempre dez por cento da SAD, mas sabemos que as leis podem mudar e, como o “caso” Bosman já nos provou, isso é perfeitamente possível.

Sinceramente, nesta altura, penso não fazer mais sentido haver esta associação entre SAD e clube. A SAD insiste em ser o verdadeiro CF “Os Belenenses”, mas a esmagadora maioria dos sócios do clube já não se revê na equipa que joga na Primeira Liga. A grande maioria dos adeptos segue a equipa que joga no Restelo, em Belém, e simplesmente não se identifica com a equipa que joga no principal escalão do futebol português.

Apesar do contexto atribulado, a equipa liderada por Silas vem fazendo uma boa época, ocupando o oitavo lugar na Primeira Liga
Fonte: Liga Portugal

Penso que Rui Pedro Soares e os seus colaboradores deviam mudar de estratégia e tentarem entrar para a história. Já mudaram de estádio e de cidade, agora têm de mudar de emblema. O emblema, que tanto jogador bate quando faz um golo e um adepto beija quando a sua equipa joga, é um dos mais importantes elementos de identificação de um clube. Ao perderem a Cruz de Cristo, a equipa da SAD fica totalmente alienada e descaracterizada da equipa do clube.

Onde uns podem ver um problema, outros podem ver uma oportunidade. É a oportunidade de mudar e entrar para a história na gestão no desporto. Criar um emblema com uma temática diferente, podendo ser um marco histórico, ou um animal, como os três grandes o fizeram, e até mudar o azul e branco. Desligam-se do elemento fundador definitivamente e começam a criar o seu próprio ADN, partindo do emblema e cores do clube. Apostando e dependendo, mais do que nunca, do sucesso desportivo da equipa profissional, o clube poderá assim investir em novo merchandising, ganhar os seus próprios adeptos e simpatizantes, apostar na formação e, a médio-longo prazo, ter as suas próprias instalações.

Isto é mais fácil posto em palavras, porque, na prática, a estratégia e o investimento terão de roçar a perfeição para esta “jogada” resultar. Mas, sinceramente, penso que é o que faz sentido, porque estão praticamente num beco sem saída. Este é o ano zero e já é possível verificar a desconsideração que tem havido à volta da equipa do Belenenses Futebol SAD e dos seus próprios profissionais, desde jogadores a equipa técnica, a staff e a Rui Pedro Soares, que trabalham e tentam dar o seu melhor, como todos, nós e que merecem mais.

A verdade é que, se a situação já é assim no ano zero, imaginem daqui a uma ou duas épocas. Basicamente, o Belenenses Futebol SAD vive os dias mais decisivos da sua vida.

Foto de Capa: Liga Portugal

Manchester City FC 2-1 Liverpool FC: Citizens relançam luta pelo título

O Etihad Stadium recebeu o último e mais esperado jogo da jornada 21 da Premier League, colocando frente a frente o campeão em título e o atual líder.

O Manchester City FC entrou em campo a sete pontos do Liverpool FC e jogava-se a continuidade dos citizens na luta pelo título. Em comparação com a ronda anterior, Pep Guardiola efetuou quatro alterações no seu XI inicial, enquanto que Klopp apenas promoveu a entrada de Milner e Henderson, procurando dar mais consistência defensiva ao setor intermediário.

A expectativa era de um jogo recheado em oportunidades e quiçá de golos, mas não foi a isso que assistimos na primeira parte, com os primeiros 45 minutos de jogo a resumirem-se a dois lances de perigo para cada lado.

Primeiro foi o Liverpool, aos 18 minutos, por intermédio de Sadio Mané na sequência de uma brilhante triangulação com Firmino e Salah, que atirou ao poste da baliza defendida por Ederson. Na ressaca da jogada Stones salva os citizens com um corte providencial num lance em que a “line goal technology” decifrou que o Liverpool ficou literalmente a milímetros de se lançar na frente do marcador.

Já próximo do apito para intervalo surge finalmente a resposta do City com uma oportunidade digna de assim ser chamada e Kun Agüero a passe de Bernardo Silva aplica um potente remate de ângulo apertado que bate Alisson e faz o 1-0.

Momento do golo inaugural
Fonte: Premier League

No segundo tempo, os adeptos não saíram defraudados, pois finalmente se viu um jogo rápido e intenso com ambas as equipas a apostarem num estilo de jogo mais vertical e a criarem mais ocasiões de perigo.

À passagem da hora de jogo, o Liverpool foi eficaz e chegou à igualdade num lance bem trabalhado, que começou nos pés de Alexander-Arnold e terminou com o cabeceamento de Firmino, revelando a defesa do Manchester City alguma passividade.

O golo do empate desbloqueou a partida sobretudo na medida em que o Manchester City transformou o domínio na posse de bola num maior caudal ofensivo, o que abriu espaços entre setores, potenciando contra-ataques perigosos.

Aos 77 minutos, num lance passível de fora-de-jogo o City volta à liderança do resultado com uma soberba finalização por parte de Leroy Sane.

Até ao final, foi o Manchester City quem mais esteve perto de marcar, contudo não se livrou de um grande susto quando Salah na cara de Ederson não conseguiu concretizar devidamente.

O Manchester City alcançou os três pontos justamente, pois foi a equipa que mais perigo criou e aquela que nunca prescindiu do seu jogo ofensivo. Com esta vitória, o conjunto de Pep Guardiola relança a luta para o título e reduz distâncias precisamente para o Liverpool.

Onzes Iniciais e Substituições

Manchester City: Ederson Moraes, Danilo, Vincent Kompany (Otamendi, 88′), John Stones, Aymeric Laporte (Walker, 86′), Bernardo Silva, David Silva (Gundogan, 65′), Fernandinho, Raheem Sterling, Kun Agüero e Leroy Sané.

Liverpool: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Dejan Lovren, Andy Robertson, Alexander-Arnold, Gini Wijnaldum (Sturridge, 86′), James Milner (Fabinho, 56′), Jordan Henderson, Roberto Firmino, Sadio Mané (Shaqiri, 77′) e Mohamed Salah.

CD Aves 0-1 FC Porto: Dragão soma, segue e aumenta vantagem na frente

O FC Porto venceu o Desportivo das Aves por 0-1 e aumentou as distâncias na frente da tabela. Éder Militão, no primeiro tempo, foi o autor do único golo da partida.

No encontro que fechou a primeira jornada de 2019, os dragões entraram em campo com conhecimento dos resultados de SL Benfica, Sporting CP e SC Braga. E se leões e guerreiros do Minho venceram os seus duelos, os encarnados não passaram em Portimão e o FC Porto, em caso de vitória, sabia que aumentaria a vantagem para o segundo classificado.

Depois do fecho da fase de grupos da Taça da Liga, José Mota optou por manter o mesmo onze que empatou na receção ao SL Benfica. Já Sérgio Conceição voltou a colocar Casillas na baliza e fez Soares regressar à titularidade, num onze inicial igual ao que venceu o Rio Ave na última jornada do campeonato.

Sem a pressão de ser o último dos da frente a entrar em campo, o FC Porto deu o pontapé de saída na partida e mostrou desde logo vontade de vencer. Herrera foi o primeiro a ameaçar a baliza de Beunardeau, ao minuto oito, depois de uma defesa incompleta do guardião avense, mas o remate saiu por cima. Dois minutos depois foi Marega a surgir isolado na cara do guarda-redes do CD Aves, mas Beunardeau de cabeça, já fora da área, limpou o lance.

Em destaque no encontro o francês voltou a mostrar serviço à passagem do minuto 16, após cabeceamento de Soares. Na recarga, Marega atirou ao poste. Com os azuis e brancos a dominarem, Casillas fez a primeira defesa ao minuto 20, na sequência de um livre da formação da casa, ainda que sem dificuldade e, na resposta, Soares voltou a testar Beunardeau, que respondeu com nova boa defesa.

Em menos de cinco minutos o FC Porto marcou dois golos, mas apenas um contou para a história do jogo. Aos 23’ Soares fez mexer as redes avenses pela primeira vez mas estava em posição de fora de jogo e, aos 25’, foi Éder Militão a abrir o marcador. Numa jogada de insistência a bola sobrou para o central, com Jorge Felipe a falhar o corte, e Militão fez o primeiro do jogo.

O CD Aves tentou crescer depois de ficar em desvantagem mas o FC Porto foi mantendo o controlo e, aos 36 minutos, Danilo fez novamente golo, que foi novamente anulado. João Pinheiro, com a ajuda do VAR, não validou o lance por posição irregular do internacional português. Em cima do intervalo livre em zona perigosa para o Desportivo das Aves, batido por Rodrigo, mas que não importunou verdadeiramente Casillas.

Soares teve um golo anulado na partido
Fonte: Liga Portugal

No início do segundo tempo a formação às ordens de José Mota entrou disposta a recuperar a igualdade e Amilton, com um cruzamento perigoso na direita do ataque, obrigou a defesa azul e branca a aplicar-se no corte. Aos 54 foi Derley a aparecer com perigo na área e a cabecear ao lado da baliza de Casillas.

A permitir um Aves mais ousado, o FC Porto criou perigo ao minuto 60, na sequência de um livre cobrado por Alex Telles. Danilo voltou a aparecer na área, à semelhança do lance da primeira parte, mas cabeceou ao lado. Numa fase em que o jogo estava partido e sem ocasiões claras de parte a parte, foi o Aves a criar novamente perigo. Nildo, dentro da área, permitiu o corte crucial de Felipe e, na recarga, Baldé atirou por cima.

Com as substituições de Sérgio Conceição a apostarem no reforço do meio campo e as de Mota a dar sinal claro de ataque à baliza portista, os instantes finais ficaram marcados pelas investidas do Desportivo. Casillas, a defesa azul e branca e mesmo a falta de pontaria avense evitaram o golo do empate. No último lance do encontro novo livre perigoso para o Aves, tal como no final do primeiro tempo, com Nildo a enviar com estrondo a bola à barra.

Com esta vitória o FC Porto conseguiu aproveitar o deslize do Benfica e aumentar distâncias na frente da tabela. Com a 17.ª vitória consecutiva, os dragões somam 39 pontos na liderança da tabela. Já o CD Aves mantém-se nos últimos lugares da classificação.

Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Jorge Felipe, Vítor Costa, Rúben Oliveira (Bruno 74’), Falcão, Vítor Gomes, Amilton (Nildo 60’), Derley e Baldé (Elhouni 88’)

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Adrian López 89’), Brahimi (Hernâni 77’), Marega e Soares (Óliver 77’)

O fim da linha: Rui Vitória já não é treinador do SL Benfica!

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Depois da derrota por 2-0 com o Portimonense SC, Rui Vitória não resistiu às fortes contestações e a decisão é oficial: já não é treinador do SL Benfica.

O acordo foi selado numa reunião com Luís Filipe Vieira e coloca um ponto final ao percurso de três épocas e meia do treinador, e num contrato válido até junho de 2020. Daqui para a frente, até com uma comunicação oficial, Bruno Lage irá assumir o comando técnico de forma interina.

A sequência de acontecimentos que levaram a esta decisão começou em novembro, com uma série de maus resultados e exibições pouco convincentes. As derrotas com Moreirense FC, Belenenses SAD e o percurso desastroso na Liga dos Campeões, com a eliminação e a goleada com o Bayern Munique à cabeça, foram cruciais, mas Luís Filipe Vieira não atirou a toalha ao chão e, apesar do pedido dos adeptos para a rescisão de Rui Vitória, reforçou o voto de confiança no treinador numa conferência de imprensa no final do mês de novembro. As principais impressões e opiniões sobre estas declarações estão presentes num artigo da minha autoria.

A decisão acontece dois meses depois do voto de confiança dado por Luís Filipe Vieira, em novembro
Fonte: SL Benfica

Muito sinceramente, e tratando-se este de um texto de opinião, esta notícia não é surpresa nenhuma e é fruto, única e exclusivamente, de uma filosofia retardada que Rui Vitória implementou esta temporada. A equipa não estava a jogar com garra, fé e crença, e os resultados falam por si. A derrota de ontem foi a prova provada daquilo que tem sido falado nos últimos meses. O percurso de Rui Vitória estava por um fio, e cada jogo – e consequente resultado – servia de prova de que merecia realmente manter-se como treinador, de modo a encontrar uma justificação para a escolha de Luís Filipe Vieira. Justificação essa que nunca convenceu particularmente!

Hoje, o grito de alerta que já pairava na Luz há algum tempo foi dado, e a decisão tomada foi a mais correta! Não se esperava outra coisa desde que o presidente defendeu, em viva voz, Rui Vitória. Eram necessárias provas e, após uma sequência de bons resultados com exibições muito pobres, a derrota com o Portimonense foi o culminar de toda esta história.

Com esta decisão, o capítulo “Rui Vitória no Benfica” termina! Para já, e até decisão em contrário, Bruno Lage é o treinador interino. Renasce, então, um novo capítulo, em que se espera que seja feito jus às principais caraterísticas deste clube que tanto nos envaidece: raça, crença, luta, fé, vitórias, títulos, conquistas…

Que a partir de hoje se comece a pensar num futuro risonho, com tudo aquilo que o clube e os adeptos merecem! Já chega de “jogar lento”, citando Luís Filipe Vieira, vamos passar a jogar a sério!

Saudações benfiquistas!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting CP 2-1 Belenenses SAD: Os pastéis também são doces de Natal

De novo no pódio! A Primeira Liga continua ao rubro nesta jornada a meio da semana e com nova alteração nos três primeiros classificados: o Sporting CP venceu hoje Os Belenenses SAD por 2-1 e regressou assim ao segundo lugar da competição, esperando o resultado do jogo do FC Porto, frente ao Aves, para saber a distância para a liderança.

Para o duelo com os “azuis dos Restelo”, Marcel Keizer fez regressar alguns dos seus melhores jogadores. A verdade é que o Belenenses SAD ocupava um honroso oitavo lugar à entrada para esta 15ª jornada, não havendo assim lugar para poupanças: nos “leões” voltaram Wendel e Nani – ambos recuperados de lesão -, e no Belenenses regressaram Muriel, Diogo Viana, Sasso, Gonçalo Silva, Zakarya, Licá e Fredy (mais de meia-equipa nova, face ao último jogo, frente ao FC Porto).

A partida começou num início de noite muito frio, mas que poderia ter ficado gelado, não fosse a má pontaria dos jogadores do Belenenses e alguma infelicidade. Início avassalador dos homens do Restelo, que ao quinto minuto já tinham três remates muito perigosos: Licá, por duas vezes, e Eduardo, sempre ao lado, ameaçaram um início tenebroso para os “leões”, à semelhança do que tem acontecido no início dos últimos jogos do Sporting.

Ao minuto oito, Acuña e Muriel fizeram levantar o estádio. Boa combinação entre Nani e o lateral argentino, com este a atirar muito forte e rasteiro para a defesa da noite do guarda-redes belenense. Reflexos apuradíssimos do guardião, que é irmão de Alison Becker, também guarda-redes, no Liverpool. A partir daqui, o Sporting pegou no jogo e, ainda que sem ocasiões reais de golo até ao minuto 30′, controlou a partida.

À meia-hora de jogo, Alvalade “gelou” de novo. Má entrega de Acuña, Fredy aproveitou, foi por ali fora, e depois de uma corrida de trinta metros rematou ao ferro da baliza defendida por Renan Ribeiro. O gelo foi removido logo de seguida: que bomba de Nani, a tabelar em Wendel e a acertar no poste da baliza belenense. Toma lá dá cá em bolas no ferro e nulo ao intervalo, com ânimos acesos e muitos nervos à flor da pele na casa do “leão”.

Na segunda parte, o Sporting voltou a entrar com o controlo da partida, mas novamente sem o materializar em ocasiões de perigo. O Belenenses defendia bem, com cinco homens no eixo defensivo, e fechava cada vez mais o espaço a um “leão” a perder criatividade. Ao minuto 57′ lá caiu a muralha: Nani deu para Diaby, à entrada da área, esperou pela subida do lateral Bruno Gaspar e assistiu-o para o primeiro golo. Ou quase. O golo foi atribuído a Sasso, na própria baliza, por desvio do jogador belenense no cruzamento de Bruno Gaspar. Aberto o marcador do jogo para o Sporting.

O golo teve o condão de abrir o jogo e de voltarmos a ver azul no ataque. Aos 60′ e 62′, Licá e Henrique, respetivamente, tentaram empatar a partida, mas os dois remates foram facilmente defendidos por Renan. Do outro lado, ao minuto 65′, Mathieu tentava voltar aos golos de livre, mas desta vez foi Muriel a defender.

Até ao minuto oitenta, o ritmo do jogo continuou baixo, com o Sporting a dominar a posse, mas mais em contenção do que em movimento ofensivo. Aliás, a entrada de Petrovic para o lugar de Wendel ao minuto 72′ demonstrou isso. Mas como quem domina se arrisca a marcar, foi isso que fez o Sporting. E que golo! Miguel Luís recebeu a bola à entrada da área e do lado esquerdo e lá foi um míssil a entrar no ângulo. Sem hipóteses para Muriel e confirmação da vitória leonina.

Miguel Luís no momento em que se prepara para marcar o segundo golo leonino
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

E ainda bem que essa chegou, porque ainda antes do final da partida o Belenenses SAD preparou um final à moda de Hollywood. Estava o árbitro a mostrar a placa do tempo de compensação – de quatro minutos – quando Fredy marcou para os azuis. Bom trabalho de Licá na esquerda, meteu no coração da área e o avançado, na recarga a uma primeira grande defesa de Renan, fez o 2-1 final.

O Sporting regressa assim ao segundo lugar, ficando, provisoriamente, a dois pontos do líder FC Porto, que joga esta noite no terreno do CD Aves. Para o campeonato e em casa, os “leões” só têm vitórias, sendo que o próximo jogo em Alvalade é… contra o FC Porto. Preparem-se as pipocas.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar; Sebastian Coates; Mathieu; Acuña; Gudelj; Wendel (Petrovic, 72′); Miguel Luís; Nani (C) (Raphinha, 69′); Bas Dost e Diaby (Jovane Cabral, 87′).

Belenenses SAD: Muriel; Eduardo; Sasso; Licá; Diogo Viana; Fredy; Zacarya; André Santos (Ousmane Dramé, 82′); Gonçalo Silva (C); Lucca (Dalcio, 67′); Nuno Coelho (Henrique, 53′).

Força, Zicky!

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Muitos jovens, meninos e meninas, sonham em representar as equipas séniores do Sporting Clube de Portugal. Uns vão sonhando nos recreios das escolas, nos jogos com os amigos, imitando os craques que vêm na televisão, nos estádios ou pavilhões; outros, mais próximos do clube, pertencem mesmo aos escalões de formação do Sporting e sonham diariamente, treino após treino, jogo após jogo, com a estreia na equipa principal da sua modalidade.

Izaquiel Gomes Té, mais conhecido por Zicky no Futsal, é certamente um destes últimos casos. Com apenas 17 anos de idade, estreou-se na equipa sénior leonina em outubro de 2018, selando o último golo da formação de Nuno Dias em pleno João Rocha diante do Burinhosa. O jovem jogador tornou-se, com esse golo, no atleta mais jovem a marcar no campeonato nacional da modalidade.

Após esse feito, Zicky tem-se comportado como um menino que vive um sonho. Vai marcando, por vezes, presença nos treinos da equipa sénior do Sporting e vai sendo chamado por Nuno Dias para os jogos do campeonato nacional.

Apesar do golo marcado diante do Burinhosa, tal feito não o fez perder a noção de onde estava e, com os pés bem assentes na terra, disse muito claramente ao Jornal Sporting numa entrevista que concedeu após a efeméride: “Não é porque marquei um golo que passei a ser melhor do que outros”. Esta humildade é a base, como sabemos, para o crescimento de qualquer atleta.

A formação leonina, em todas as modalidades e escalões, deve contemplar o desenvolvimento desportivo dos atletas, é certo, mas, sobretudo, o seu desenvolvimento ético, cívico e humano. Não há verdadeira formação desportiva se não se incutir, desde muito cedo, os valores do respeito pela diferença, do saber perder e saber vencer, respeitando sempre o adversário.

O técnico Nuno Dias está sempre atento aos talentos da formação leonina. Zicky é a sua “presa” mais recente
Fonte: Sporting CP

O jovem Zicky tem ainda um longo caminho pela frente. Nuno Dias, sempre atento à formação do Futsal leonino, abriu as portas do mundo do Leão a este pivot. E ele parece estar a corresponder da melhor forma: depois de ter marcado no jogo de estreia, memorizou a receita e voltou a marcar na goleada imposta ao Unidos Pinheirense por seis bolas a zero.

Para que o pivot canhoto singre na equipa principal terá que continuar a mostrar a humildade que o caracteriza e a aprender com os melhores da modalidade. Para já, Zicky tem dado mostras, dentro e fora da quadra, das suas qualidades como jogador e homem. Força, Zicky!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro