Início Site Página 11661

SC Braga 4-0 CD Feirense: Liderança (provisória) veio a velocidade cruzeiro

A última partida de 2018 na Pedreira colocava frente a frente o SC Braga, terceiro e na luta pelo título, e o Feirense, que depois de um arranque fenomenal acumulou uma série de maus resultados e luta por se manter na Primeira Liga. No início da partida, duas pequenas surpresas de Abel Ferreira, chamando Palhinha e Xadas ao onze titular. Na frente de ataque, Dyego Sousa fazia parelha com Wilson.

O jogo começou calmo, mas o Braga foi crescendo e aos 11’ esteve muito perto de inaugurar o marcador, mas falhou a pontaria a Ricardo Horta. O lance de perigo seguinte seria o golo, ou melhor dizendo, o golaço, de Dyego Sousa aos 28’. Após uma bola lançada para a frente em contra-ataque, desenvencilhou-se de forma soberba do defesa que o marcava e bateu o guarda-redes adversário para inaugurar o marcador.

Aos 32’, uma perda de bola infantil quase resultava no segundo, mas Brígido esteve à altura. O Feirense ainda respondeu aos 37’ num bom cabeceamento após bola parada, mas seria mesmo o Braga a aumentar a vantagem. Já bem perto do intervalo, bola na área e Dyego Sousa a levar a melhor no meio da confusão para bisar.

Xadas assustou com problemas físicos
Fonte: Bola na Rede

A segunda metade começou com más notícias para os da casa, com Xadas, acabado de regressar de paragem longa, a queixar-se com dores e a ter mesmo de ser substituído. Para o seu lugar entrou Paulinho, que veio mexer com a partida.

Primeiro, numa saída atabalhoada de Brígido, que o Braga não conseguiria aproveitar, depois numa excelente combinação com Dyego Sousa, mas à qual Ricardo Horta não conseguiu dar o seguimento merecido, rematando para fora.

No entanto, o Braga chegaria mesmo ao golo e Dyego Sousa ao hattrick, desta feita na conversão de uma grande penalidade. Nuno Manta Santos finalmente mexeu no jogo, mas sem os efeitos pretendidos e os arsenalistas aumentaram ainda mais a vantagem, agora por Wilson Eduardo, já que Dyego havia já sido substituído.

Hattrick para Dyego Sousa
Fonte: Bola na Rede

Até ao final, ainda houve tempo para Wilson levar a bola ao poste, mas o resultado já não se alteraria mais e o Braga passa (provisoriamente) a partilhar a liderança do Campeonato após um jogo de sentido único e que serviu para Dyego Sousa dilatar a vantagem no topo da lista de melhores marcadores da Liga.

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 65’), Fransérgio, Palhinha, Xadas (Paulinho 51’); Dyego Sousa (Ricardo Ryller 72’), Wilson Eduardo

CD Feirense: Brígido; Diga, Briseño, Nascimento, Vitor Bruno; Tiago Silva, Cris, Babanco (Marco Soares 78’); Sturgeon (Tavares 72’), Edinho (Valencia 72’), Machado

Frente a frente: Paulo Fonseca vs Nuno Espírito Santo

0

Com portugueses no comando técnico desde que Rui Barros assumiu, como interino, a liderança da equipa em 2006/007, o FC Porto apenas interrompeu esta norma em 2014, ano da chegada de Lopetegui. Nomes como André Vilas Boas, Jesualdo Ferreira e Vítor Pereira fazem os adeptos viajar para anos de conquistas, mas outros houve que não alcançaram os mesmos feitos. Paulo Fonseca e Nuno Espírito Santo são dois desses nomes.

Paulo Fonseca
45 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 1
Jogos realizados: 37
Vitórias: 21

Arrancava a época 2013/2014 e os dragões apostavam em Paulo Fonseca para liderar uma equipa que, sob as ordens de Vítor Pereira, vinha da conquista de dois campeonatos consecutivos. Depois de uma boa campanha em Vila das Aves, a que se seguiu outra positiva em Paços de Ferreira, Paulo Fonseca foi visto como o homem certo para manter o emblema no rumo dos títulos. E a verdade é que esse percurso não começou mal e o FC Porto começou a vencer aquele que seria o único título da época, a Supertaça, com uma vitória de 3-0 sobre o vizinho Vitória SC.

Nas primeiras jornadas o FC Porto venceu sete e empatou por três vezes tendo, em casa, vencido por 3-1 um dos adversários diretos na luta pelo título, o Sporting. No entanto, à 11ª perdeu a liderança e viu os dois rivais de Lisboa passarem para o primeiro lugar, um primeiro lugar onde não voltou a estar de forma isolada. A derrota caseira com o Estoril e o empate na deslocação a Guimarães foram o final da linha para o treinador português, que acabou afastado da Invicta com o FC Porto a nove pontos do líder, SL Benfica, e já praticamente condenado a ver o título fugir-lhe.

Apesar de o talento não lhe ser negado, Paulo Fonseca foi tido como mais um dos casos, também recorrente em jogadores, em que a pressão de estar num dos “grandes” é fatal, um dos casos em que “talvez fosse cedo demais” para um passo assim. Paulo Fonseca regressou ao Paços de Ferreira e, na época 2015/2016 rumou a Braga, onde deixou a equipa no quarto lugar e a levou aos quartos-de-final da Liga Europa, de onde foi eliminado pelo Shakhtar Donetsk, aquela que viria a ser a sua equipa e ainda o é, já lá vão três épocas.

NES conseguiu 76 pontos na primeira e única época no Dragão mas não foi suficiente
Fonte: FC Porto

Nuno Espírito Santo
44 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 1
Jogos realizados: 49
Vitórias: 27

A série de títulos perdidos aumentava e o FC Porto acreditou que um ex-jogador, com a “raça do Dragão”, poderia ser a solução para o regresso às conquistas. Nuno Espírito Santo chega à equipa em 2016 para tentar recuperar o campeonato. No entanto, as coisas não correram à medida do esperado.

O FC Porto de Nuno Espírito Santo cedo se deixou atrasar na classificação, com exibições pouco convincentes e resultados negativos. Se, a meio dessa época, alguém dissesse que os dragões ainda iam acabar a lutar pelo campeonato, poucos acreditariam. Mas a verdade é que aconteceu e Nuno foi importante pelo papel que teve em conseguir unir adeptos e equipa. Depois de algumas conquistas de azul e branco enquanto jogador, todos voltaram a acreditar que era possível evitar o tetra campeonato dos encarnados, mas a falta de “ser Porto” nos momentos decisivos não o permitiu.

Depois de uma recuperação interessante e do regresso à luta, aquele FC Porto não foi capaz de lidar com a iminente possibilidade de voltar ao primeiro lugar, de a poucas jornadas do fim passar para a frente e, depois do deslize do Benfica em Paços de Ferreira, não foi capaz de ultrapassar o Vitória Futebol Clube no Dragão. Foi quase uma luta até ao fim, mas a verdade é que essa é uma época marcada pelas falhas.

Também Nuno Espírito Santo tem sido um caso de sucesso fora da Invicta e lidera os destinos do Wolverhampton, a equipa que surpreendeu todos com a subida à Premier League e que continua a surpreender ao ocupar um surpreendente décimo lugar.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Pode-se pensar num Sporting CP campeão?

0

São quatro jogos, 17 golos marcados e quatro sofridos os números que Keizer leva ao serviço do Sporting CP. O futebol praticado subiu a níveis que com José Peseiro pareciam impossíveis e, neste momento, o clube atravessa uma série extremamente positiva, com goleadas e um futebol que começa a ser apreciado pela massa adepta.

Contudo, a pergunta impõe-se: já podemos considerar que este Sporting CP tem tudo para ser campeão? A resposta está nas linhas que se seguem.

É um facto que os jogadores estão com confiança, a jogar com alegria, com futebol de qualidade a um ou dois toques. Bas Dost voltou e está mortífero. Coates e Mathieu melhoraram a  postura defensiva e têm estado bem na fase de construção. Bruno Fernandes começa a mostrar, de novo, atributos que o fizeram encher relvados na época passada. Nani está com uma enorme confiança e este estilo de jogo assenta-lhe que nem uma luva.

No entanto, é preciso fazer um recuo ao início da época. Todos sabemos o que aconteceu, e não vale a pena voltar a relembrar, mas importa salientar que as expectativas eram muito baixas. O plantel perdeu jogadores titulares e de seleção, e contratou elementos que, apesar da qualidade, não estavam ao mesmo nível daqueles que saíram. Para além disso, não nos podemos esquecer de todos os jogos até à saída de Peseiro. Pensou-se, inclusive, que este Sporting não conseguiria sequer ficar nos três primeiros lugares.

 

Os adeptos há muito que anseiam pelo título de campeão nacional
Fonte: Sporting CP

Com Marcel Keizer, a qualidade melhorou drasticamente, mas não nos podemos esquecer que passaram apenas quatro jogos, e é normal ocorrerem oscilações exibicionais. Também as lesões podem acontecer, como foi o caso de Wendel, que tão bem vinha jogando no miolo da equipa leonina. Para além disso, no último jogo, frente ao Desportivo das Aves, apesar da goleada por 4-1, foram notórias algumas dificuldades no primeiro tempo, devido ao recuo das linhas por parte da equipa avense, o que dificultou, e muito, o jogo leonino. Este tipo de partidas será comum no campeonato português, e é preciso verificar se, de facto, o Sporting CP conseguirá continuar a derrubar muralhas defensivas.

Concluindo, penso que ainda não se pode considerar se, de facto, o Sporting CP se afigura como um forte candidato ao título. Os adeptos leoninos, como é óbvio, sonham com a ida ao Marquês, mas as expectativas não devem subir a pique, até porque isso pode correr mal (basta relembrar a época 2015/2016). No entanto, caso o nível exibicional se mantenha e não hajam fatores externos a atrapalhar o plantel, podemos, mais para a frente, pensar numa real hipótese de, no final da época, ver o clube finalmente levantar o troféu que há tantos anos não conquista: o título de campeão nacional.

Foto de Capa: Sporting CP

Que se passa com o Valencia de Toral?

0

A vitória de anteontem sobre o Manchester United FC, que já de pouco ou nada valia, fez lembrar o Valencia CF de um passado recente, desde logo, o que terminou em quarto lugar na Liga Espanhola em 2017/18, e não o que se arrasta no 15º posto neste momento…

Nos últimos jogos, a equipa dá sinais de alguma retoma, tendo vencido o CD Ebro (1-0) para a Taça do Rei, empatado com o Sevilha FC (1-1) no campeonato e o tal triunfo sobre os red devils para a Liga dos Campeões.

Orientados pela segunda temporada seguida por Marcelino Toral, os ‘Los Che’ perderam neste verão jogadores como João Cancelo, que seguiu viagem para a Juventus, recebendo, por outro lado, Kondogbia, Murillo, Diakhaby, Daniel Wass, Cristiano Piccini, Michy Batshuayi, Kévin Gameiro, Cheryshev ou, com devido destaque, a compra tão ansiada de Gonçalo Guedes. Em termos qualitativos, o plantel parece não dever nada ao da temporada transata. Sendo assim, o que se passará com esta equipa?

Em termos de análise, creio que falta ao Valencia algum elemento diferenciador que faça toda a diferença e permita que a equipa vença mais vezes. Com 12 golos marcados e os mesmos 12 sofridos, a formação valenciana é uma das melhores defesas do campeonato do país vizinho, mas, ao mesmo tempo, um dos piores ataques.

A vitória da última quarta-feira sobre o Manchester United foi um ‘mini escape’ da crise valenciana
Fonte: Valencia CF

Santi Mina, Rodrigo e Gonçalo Guedes não se têm revelado parceiros de ataque muito goleadores e, para mais, o avançado português está agora obrigado a parar para ser submetido a cirurgia, por força de uma pubalgia.

Se usarmos, acrescente-se, os oito pontos conquistados numa fase de grupos que contava com equipas como o Manchester United e a Juventus FC e os 6-6 na diferença de golos, a tendência morna mantém-se…

O estado atual das coisas não se pode manter por muito mais tempo, e Peter Lim, o dono do clube, não se coibirá de investir no mercado de transferências. Para já, não me parece que se deva colocar em causa o treinador Marcelino Toral, que tem mostrado uma equipa equilibrada sob a sua égide, mas, infelizmente para os adeptos e estrutura ‘Che’, com pouco rasgo para ombrear com os do topo da tabela…E logo numa época em que o FC Barcelona e o Real Madrid CF deram algumas abébias e deixaram clubes de segunda linha se aproximarem.

A Liga Europa, prova para onde vão agora combater, é mais à imagem do Valencia e a equipa de Gonçalo Guedes é mais um candidato para manter a hegemonia do futebol espanhol no plano europeu.

Foto de capa: Marca

Iniesta, Podolski e Villa: é preciso mais, Vissel Kobe?

0

Hoje é dia de sushi. Vissel Kobe diz-te alguma coisa? Fundado em 1966 como Kawasaki Steel Soccer Club, o clube de que falamos hoje – Vissel Kobe –  disputou a sua primeira competição oficial vinte anos depois da sua fundação, na Segunda Divisão da Japan Soccer League. Em 1994, a cidade de Kobe entrou em acordo com a Kawasaki Steel para criar um clube profissional de futebol. Vissel Kobe nasceu oficialmente em 1994. Dois anos depois da sua criação, em 1996, o Vissel conquistou o acesso à elite do futebol japonês, onde permaneceria até 2005, quando desceu para a J-2(Segunda Liga Japonesa).
Em 2006, o clube regressou à J. League – principal divisão do futebol japonês -,  depois de ter terminado o campeonato no terceiro lugar da Segunda Divisão. Seis anos mais tarde, o Vissel voltou a descer de divisão, após ter ficado no 16º lugar da J. League. No ano seguinte, conseguiu alcançar o segundo lugar no segundo escalão e regressou à primeira divisão, digamos assim, mantendo-se nesta até aos dias de hoje.

No entanto, o clube nunca conquistou um título em toda sua história e, por isso, esta é a altura de mudança. A história do Vissel Kobe começou realmente há cerca de um ano, quando o clube concretizou a contratação de uma das maiores estrelas do futebol mundial. Lukas Podolski, o avançado alemão, deixou o futebol europeu, mais precisamente, o Galatasaray da Turquia, para representar o Vissel Kobe no término da sua grande carreira. Contratado por 2,6 milhões de euros e com um contrato de dois anos e meio, o alemão veio ser a grande esperança dos japoneses, que até o nomearam capitão de equipa.

A vinda Lukas Podolski para o campeonato japonês abriu a montra para outros jogadores, quer europeus, quer sul-americanos (nomeadamente brasileiros). Prova disso é a quantidade de jogadores extra-comunitários que estão, por esta altura, a competir na J. League. Temos alguns exemplos, como o guarda-redes australiano Langerak, o avançado colombiano Victor Ibarbo, o avançado português Hugo Vieira e os espanhóis Fernando Torres, Andrés Iniesta e David Villa, entre outros.

O futebol japonês tem vindo a aumentar a sua reputação e deve isso à vinda de jogadores como David Villa
Fonte: Vissel Kobe

É nos dois últimos nomes referidos acima que vamos pegar agora para continuar a argumentar que 2018 é o ano da mudança no futebol japonês e, sobretudo, no Vissel Kobe. Primeiro foi Andrés Iniesta, com 34 anos, a juntar-se a Podolski nos Boi Movi. O médio de classe mundial chegou ao Japão em maio deste ano, uma semana depois de ter disputado o último jogo ao serviço do FC Barcelona. Sem dúvida que a vinda do médio espanhol veio melhorar, e muito, não só o futebol no país asiático, como também a reputação do clube que foi representar – o Vissel Kobe. Com ele veio outro espanhol, desta vez, um avançado. David Villa, mais velho do que o médio (37 anos de idade), também chegou recentemente ao Japão e ao Vissel Kobe. Villa é apenas mais um dos experientes jogadores de grande renome mundial que escolhem o continente asiático para terminar a sua carreira. O internacional espanhol só vai participar em jogos oficiais a partir da próxima época, uma vez que o campeonato deste ano já terminou.

O Vissel Kobe terminou o campeonato no décimo lugar, com 45 pontos. Ainda assim, não consegui garantir um lugar que desse acesso à Liga dos Campeões Asiáticos. A próxima época já está a ser preparada, assim como o futuro próximo do clube. Com três campeões do Mundo e dois campeões da Europa no plantel, uma coisa é certa: o Vissel Kobe vai lutar, primeiramente, por um lugar na Liga dos Campeões Asiáticos e, depois, pelo primeiro título do clube, que se fundou em 1966 e que hoje conta com três dos melhores jogadores desta década.

Conseguirão Chiefs e Rams manter a posição? – NFL Semana #14

0

Esta semana veio criar alguma incerteza nas divisões e em potenciais cabeças de série para os playoffs. Se, no caso de Patriots, Bears, Cowboys, Rams e Saints parece ser quase certo que vão ganhar as suas divisões, todas as outras parecem ainda estar em disputa acesa. No caso dos Chiefs e Rams, ainda terão de contar com os Chargers e Saints, que ameaçam ultrapassar estas duas equipas na reta final da temporada e assim assegurar o fator casa durante os playoffs.

O VAR é para todos ou só para alguns?

A deslocação do CD Aves ao Estádio de Alvalade não se afigurava fácil, mas José Mota estava convicto da sua estratégia e confiante no desempenho dos seus atletas. Foi ele quem o disse e sublinhou na conferência de imprensa pós-jogo.

Entre um ou outro lance polémico e reações mais ou menos corretas, José Mota recebeu ordem de expulsão do árbitro Vítor Ferreira. Tudo aconteceu quando o VAR apoiou a decisão do árbitro em assinalar grande penalidade favorável ao Sporting CP.

Não interessa aqui julgar as decisões, ou falta delas, em determinados lances, mas olhar e refletir sobre as palavras do técnico do Aves. Numa conferência de imprensa longa, ao contrário do que é habitual, e onde, mais uma vez, pouco se falou de futebol, o VAR e os “engravatados” estiveram debaixo de críticas ferozes.

Além de não concordar com a expulsão e desafiar o árbitro a explicá-la, José Mota não controlou os ânimos e enveredou por um monólogo retórico, visando algumas entidades. Desde logo, pelo facto de treinar um clube “pequeno”, apontou o dedo às diferenças de orçamento e tratamento dentro de campo. Na sua opinião, o VAR aparece e funciona sempre para o mesmo lado. Foi mais longe e disse que ninguém o questionou sobre a implementação desta nova ferramenta.

O CD Aves voltou a criar dificuldades ao Sporting CP, depois de vencer a Taça de Portugal na época passada também frente aos leões
Fonte: Bola na Rede

É verdade que bastou que os três clubes do costume se manifestassem a favor para que a discussão fosse trazida para a ordem do dia e, com maior ou menor dificuldade, fosse executada. Mas é também verdade que o futebol sofreria se o progresso tivesse de ser submetido a votação. Quem votava? E os clubes que subissem nos anos seguintes e não tinham dado opinião podiam competir? Simplesmente inconcebível.

A conversa de que os “pequenos” lutam com as armas que têm está rota, mas não deixa de ser verdade. O CD Aves lutou como conseguiu, povoou o meio-campo e apostou nas transições, merecendo elogios colossais de Bas Dost. No final do jogo, o técnico, atual detentor da Taça de Portugal, garantiu que, com outra atuação da arbitragem, os avenses poderiam mesmo ter saído vencedores. Deixou escapar, no entanto, que o objetivo do CD Aves passava mais por não deixar jogar os leões do que propriamente em fazer o seu próprio jogo. Revelador.

Com a devida razão, relativamente ao poder dos grandes junto das entidades decisoras, José Mota exagerou nos protestos relativamente à arbitragem, provavelmente esquecendo que achou limpo o golo de Rony com a mão, no mesmo estádio, enquanto treinava o FC Paços de Ferreira. Corria a época 2006/07 e os pacenses venceram por 0-1 com um golo polémico. No final do campeonato, os leões ficaram no segundo posto, a um ponto do FC Porto. Neste caso, era um clube grande com razões de queixa da arbitragem e um clube pequeno o beneficiado.

Poucas vezes acontece, mas os “pequenos” também têm os seus dias de sorte. Fica mal a José Mota, “raposa velha” do nosso futebol, perder o controlo e criticar algo, ou alguém, que noutras ocasiões defendeu, só porque o resultado é diferente.

 

Foto de Capa: CD Aves

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

2018 foi maravilhoso, mas pode 2019 ser melhor?

0

No próximo mês de fevereiro de 2019, decorre o primeiro campeonato europeu de futsal – um campeonato que é histórico por ser a primeira vez que uma competição desta importância tem lugar a nível feminino (nunca antes tinha sido feito um Europeu de futsal feminino, acreditem ou não). Acaba por ser duplamente importante e honroso para o nosso país, pois fomos o anfitrião escolhido de entre as quatro seleções apuradas para a fase final (Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia).

Dos finalistas, apenas Portugal e Espanha demonstraram interesse em acolher a prova, mas a UEFA decidiu-se pelo nosso Portugal, significando que a fase final vai ser disputada entre os dias 15 e 17 de fevereiro em Gondomar.

O Pavilhão Multiusos de Gondomar recebe a competição entre os dias 15 e 17 de fevereiro de 2019
Fonte: UEFA

Esta nomeação prova, mais uma vez, que estamos na vanguarda do futsal europeu e mundial, apenas alguns meses depois da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. Em termos competitivos, é um pouco impossível determinar o que pode acontecer, uma vez que não há pontos de comparação em termos de edições anteriores. Contudo, num particular que foi transmitido na televisão contra a Rússia há relativamente pouco tempo, vi uma equipa portuguesa forte, capaz de se bater bem contra seleções de grande valia e, inclusivamente, levar de vencida esses jogos (o encontro em questão terminou com uma vitória lusa por um zero).

Para esta competição embrionária, partimos como ligeiramente favoritos pelo fator casa, e também pela recente veia conquistadora do futsal português neste último ano (Euro 2018 no futsal masculino, final da Liga dos Campeões do Sporting CP, ouro das nossas meninas na Argentina, só falando do ano de 2018, pois nestes últimos anos há muitas páginas douradas escritas pelas nossas equipas e seleções nesta modalidade).

Voltando ao foco central deste artigo, o sorteio realizado em Valbom ditou um confronto com a congénere ucraniana no dia 15, enquanto a outra meia-final opõe a Espanha à Rússia. Olhando aos três possíveis adversários, parece que nos calhou a equipa teoricamente menos forte de todas. Além disso, o otimismo e a fé inabalável neste coletivo devem ser obrigatórias, mas há que encarar esta competição com cautela, sem colocar demasiada pressão na nossa seleção.

A história está apenas a dois jogos de ser feita, mas não se pode exigir nenhum título às nossas senhoras. Pode-se pedir, isso sim, máximo empenho e vontade enquanto representam a bandeira portuguesa. O favoritismo pode estar do nosso lado, mas não se deve meter demasiada pressão. Este ano que está a acabar significou muito e foi um grande passo enquanto afirmação do futsal em Portugal. Poderá 2019 ser mais um ano em que daremos mais uns passos rumo a essa consolidação?

Texto revisto por: Mariana Coelho

Brilhantismo Europeu!

0

O FC Porto fez uma fase de grupos da Liga dos Campeões verdadeiramente impressionante. 16 pontos conquistados, cinco vitórias consecutivas, primeiro lugar do grupo alcançado e a demonstração de uma equipa madura, adulta, com verdadeiro estatuto europeu.

Apesar do grupo não ter nenhum adversário de top europeu, ganhar ao campeão turco é sempre complicado, vencer o campeão russo nunca é fácil e jogar contra as competitivas equipas alemãs é sempre uma tarefa dura. Apesar de nenhuma das equipas atravessar um grande momento nos seus campeonatos são sempre equipas competitivas e, os jogos na Liga dos Campeões, têm sempre uma atmosfera, uma intensidade muito própria e a prova disso são os resultados dos outros grupos e as surpresas constantes que aconteceram.

Acredito que, com um pouco de sorte no sorteio (evitar o Liverpool FC era interessante), passar aos quartos-de-final é perfeitamente possível. E depois é acreditar, sonhar e tentar chegar o mais longe possível, sendo que o objetivo já foi alcançado. O sonho comanda a vida!

Casillas atingiu a centésima vitória na Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

Sérgio Conceição é o grande obreiro desta magnífica campanha. E convém relembrar que Aboubakar apenas fez um jogo e que Soares não foi inscrito nesta fase. O treinador portista percebeu desde a época passada as diferenças entre a maioria dos jogos da Liga Portuguesa e os jogos da Liga dos Campeões e as variantes táticas que utiliza são um fator preponderante.

Um outro fator importante é a “rotatividade” e os minutos que foram dados a vários jogadores. O plantel tem muita “profundidade”, ao contrário do que muitos especialistas achavam no início da época. E isso é preponderante para manter o grupo unido, porque qualquer jogador sabe que pode ser opção a qualquer momento. Hernâni é um exemplo disso nestas últimas semanas.

Até ao momento os dois objetivos da época foram alcançados: Conquista da Supertaça e apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Juntando a isso o primeiro lugar no Campeonato, podemos dizer que a época tem sido praticamente perfeita.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CUL 18/19 – AEIST 4-3 AEFML: Aquecimento para as finais

Numa primeira parte que começou lenta e com pouco intensidade, foi a equipa da AEIST que assumiu as rédeas da partida e que chegou primeiro à vantagem. Numa jogada estudada de pontapé de canto, a bola foi parar ao segundo poste e foi enviada para a pequena área, onde apareceu Zé Lopes a abrir as hostilidades na partida.

Os homens da Alameda não tiraram o pé do acelerador e aumentaram a vantagem no marcador através de um autogolo infantil, precedido, também, de um pontapé de canto. Já no último minuto do primeiro tempo, Tiago Nascimento, aproveitando uma grande penalidade, reduziu a desvantagem para a equipa da AEFML.

Medicina mostrou ter argumentos, mas o Técnico somou mais uma vitória
Foto: Inês Catarino/ADESL

A segunda parte, tal como a primeira, começou de forma lenta, mas a intensidade aumentou logo com o primeiro golo. Tiago Gameiro restabeleceu a igualdade na partida, e, logo de seguida, Leston voltou a dar a vantagem aos homens de azul e branco. Quando se esperava o golo do empate, António Clemente aumentou a vantagem para os engenheiros e fez o 4-2 na partida. Porém, o melhor ficou mesmo para o fim: Gonçalo Falcão fez magia ao bater um livre de longa distância, não dando hipóteses ao guardião adversário.

Foi a última jornada antes da pausa letiva na Primeira Divisão dos Campeonatos Universitários de Lisboa. Consulta AQUI a classificação até ao momento. Os quatro primeiros classificados seguem para a fase final. O primeiro joga contra o quarto e o segundo frente ao terceiro. Os vencedores desses dois jogos qualificam-se para as finais nacionais e discutem o título lisboeta.

Jogo completo:

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL