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As novidades para 2019 em Moto2

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A pouco menos de três meses do início da temporada de 2019, é altura de olhar para o alinhamento para a próxima época. 

Novas equipas e novos pilotos aguardam os fãs do motociclismo no próximo ano. Às equipas já existentes, juntam-se a Forward Racing Team e a Kiefer Racing, ainda sem pilotos contratados. Alguns dos grandes talentos da passada temporada deram um passo em frente e já estão confirmados na classe intermédia. 

Um deles é o campeão de 2018, Jorge Martin. O espanhol sobe à categoria de Moto2 para substituir o português Miguel Oliveira na KTM e juntar-se a Brad Binder. 

O seu colega de equipa em Moto3 junta-se também à categoria intermédia. Fabio DiGiannantonio irá ocupar o lugar deixado por Fabio Quartararo na Speed Up. O italiano foi vice campeão do mundo de Moto3, lugar esse que disputou até ao cair do pano, em Valência, com Marco Bezzecchi. O também piloto italiano vai subir de categoria e fazer parte da Tech3 Racing.

Marco Bezzecchi, piloto italiano da Tech3 em Moto2
Fonte: PrüstelGP

Há mais um italiano a juntar-se aos seus compatriotas – Enea Bastiannini. O agora ex piloto da Leopard vai juntar-se a Andrea Locatelli na Italtrans Racing Team.

Algo que está confirmado há já algum tempo é a descida de Tom Lüthi. O piloto suíço vai regressar à categoria de Moto2 depois de uma temporada em MotoGP. Lüthi irá juntar-se ao alemão Marcel Schrötter na Dynavolt Intact GP. Espera-se uma grande temporada do suíço, que foi retirado da corrida pelo título na temporada de 2017, tendo este sido entregue a Franco Morbidelli, vencedor do prémio de rookie do ano de 2018.

Outra das surpresas é o britânico Jake Dixon. O piloto vai juntar-se a Xavi Cardelus na Ángel Nieto Team. O piloto corria no Campeonato Britânico de Superbikes, tendo lutado pelo título na passada temporada e terminado em segundo lugar, atrás de Leon Haslam.  

Jake Dixon, piloto britânico da equipa Ángel Nieto em Moto2
Fonte: Bennets British Superbikes Championship

A grelha para 2019 já está quase completa e com alguns nomes que tiveram um grande desempenho na época passada e que, certamente, o irão repetir no próximo ano. Este é certamente o caso do espanhol Álex Marquez e dos italianos Luca Marini e Lorenzo Baldassari.

Visto que ainda não entrámos no novo ano, ainda há alguns pormenores para afinar e pilotos por contratar. Resta-nos aguardar pela grelha completa.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Gresini Racing 

Fábio Carille, o retorno da esperança corintiana

Fábio Carille está de volta ao SC Corinthians. Seis meses após sair do clube para treinar o Al-Wehda da Arábia Saudita, o treinador de 45 anos volta à equipa em que foi campeão brasileiro, na temporada passada. Quando saiu do “Timão”, o discurso do técnico era de que precisava de novos desafios na carreira. É claro que, na verdade, a parte financeira pesou na sua decisão de deixar o Corinthians e não há nenhum problema com isso. Se no contrato existe uma cláusula de rescisão, essa poderá ser acionada a qualquer momento por alguma das partes. No Brasil, geralmente são os clubes que a acionam. Ainda não estamos acostumados a ver os treinadores a pedir uma rescisão contratual.

Carille deixa o Al-Wehda na quinta posição da Primeira Liga Saudita, a oito pontos do líder Al-Hilal.

Agora, o treinador terá realmente um desafio pela frente. Na temporada em que foi campeão brasileiro, o Corinthians não tinha o melhor plantel do Brasil, mas possuía alguns jogadores interessantes, como o médio Rodriguinho, o central Balbuena, o lateral Guilherme Arana e o atacante Jô. Porém, todos estes atletas já não estão no clube e o atual elenco corintiano conseguiu, no limite, livrar-se da despromoção no Brasileirão deste ano. Muito pouco para o detentor do principal título nacional.

Fábio Carille com a taça de Campeão Brasileiro de 2017.
Fonte: corinthians.com.br

Com o plantel enfraquecido, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, confirmou que irá procurar reforços. Fábio Carille agradecerá. Creio que a conversa da negociação entre os dois se baseou muito no planeamento do futebol do clube para 2019. Dificilmente Carille aceitaria retornar ao clube, onde tem grande prestígio e é acarinhado pelos adeptos, se não tiver material de qualidade em campo.

A contratação de Fábio Carille foi um “golo” marcado pela direção corintiana e apazigua um pouco as coisas com massa adepta. O treinador deve implementar na equipa o mesmo modelo de jogo que teve sucesso em 2017. O Corinthians tinha um padrão tático bem definido e explorava muito bem as jogadas de bola parada. A equipa não faziamuitos golos, mas também pouco sofria. Era cirúrgica e jogava de maneira pragmática. Alguns criticam esse estilo de jogo, mas o resultado foi positivo para os corintianos, é inegável. Carille fez bom uso do conhecimento e das “armas” à disposição. A próxima temporada deverá ser para “organizar a casa” e dar à equipa um modelo de jogo. É preciso que os adeptos tenham paciência, pois a situação financeira do clube é complicada e não devem chegar grandes contratações, mas, organizando o plantel e o clube, o retorno das grandes conquistas não tardará.

Foto de capa: Corinthians.com.br

O Leão de Keizer

É inegável dizer que o Sporting Clube de Portugal mudou drasticamente com Marcel Keizer. No que diz respeito ao jogo em si, a turma de Alvalade mudou por completo o paradigma do seu estilo de jogo. Neste texto, analisaremos alguns aspectos que têm pautado o jogo planeado pelo técnico holandês.

Torino FC 0-1 Juventus FC: penálti de Ronaldo resolve dérbi de Turim

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O dérbi da cidade de Turim foi de pouca história. A Juventus foi ao Olímpico Grande Torino vencer por 1-0 os eternos rivais da região do Piemonte, com um golo solitário de Cristiano Ronaldos aos 70 minutos, e já soma 46 pontos em 16 jornadas da Serie A.

A equipa do internacional português tentou desde cedo impor o seu jogo, mas um Torino muito competente ia sabendo impedir a saída de bola organizada dos bianconeri. Naquele que era o primeiro dérbi de Turim para Ronaldo, a única grande oportunidade do primeiro tempo acabaria por sair dos seus pés, aos 15 minutos: Matuidi tocou para o camisola ‘7’, que, de primeira, obrigou Sirigu a uma boa intervenção.

O encontro não estava nada fácil para a Juventus, sendo visível que o conjunto de Massimiliano Allegri ainda não se tinha encontrado mentalmente após a derrota em Berna, frente ao BSC Young Boys. A ausência de João Cancelo era outro dos aspetos determinantes para a falta de rendimento pouco habitual da Velha Senhora. Desde passes falhados a más decisões no último terço, tudo corria mal aos heptacampeões italianos.

Já do lado do Torino, os problemas físicos de Sirigu obrigavam Walter Mazzarri, aos 20 minutos, a colocar em campo o guardião Ichazo, que fazia apenas o seu segundo jogo com a camisola dos toros na presente temporada.

Após uma primeira parte mal jogada e de pouco interesse, na etapa complementar do desafio houve uma claro crescimento exibicional do lado da Juve, que conseguia finalmente fazer circular o esférico de forma pensada e controlada. Contudo, a equipa da casa foi a primeira a chegar com perigo à baliza adversária, aos 52 minutos: Izzo, na sequência de um livre, cabeceou por cima da barra de Perin.

Aos 68 minutos, Simone Zaza atrasou mal a bola para Ichazo e o guarda-redes uruguaio cometeu grande penalidade sobre Mario Mandžukić. Cristiano Ronaldo foi chamado a converter o penálti e fez o 1-0 para a Juventus. O tento do português, para além de ser o seu primeiro no “Derby della Mole”, tinha também um valor especial por ser o golo 5000 da Velha Senhora na Serie A.

Fonte: Juventus FC

A Juve estava bem na partida e, dois minutos após inaugurar o marcador, Mandžukić colocou a bola no fundo das redes, na sequência de um livre de Pjanić. Porém, a bola ainda bateu na cabeça de Ronaldo antes de chegar aos pés do croata, o que levou o italiano Marco Guida a invalidar o golo aos bianconeri, devido ao alegado fora de jogo do português.

Num encontro de extrema dificuldade para os homens de Allegri, a Juventus alcançou a sua 15ª vitória na liga italiana, estando cada vez mais sozinha no topo da tabela classificativa. Já Cristiano Ronaldo reforçou o estatuto de melhor marcador em Itália, ao igualar os 11 golos do polaco Piątek. Na próxima jornada, a Juventus recebe no Allianz Stadium a AS Roma de Eusebio Di Francesco.

 ONZES INICIAIS:

Torino FC: Sirigu (Ichazo 20’), Izzo, N’Koulou, Djidji; Rincón, Baselli, Meïté, Aina (Berenguer 85’), Ansaldi (Parigini 76’); Zaza, Belotti.

Juventus FC: Perin, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Pjanić, Emre Can, Matuidi; Dybala, Ronaldo, Mandžukić.

CD Santa Clara 1-2 FC Porto: O Dragão soma e segue

Mais um sábado de futebol no Estádio de S. Miguel, onde as equipas se perfilaram para dar início ao espetáculo entre o CD Santa Clara e o FC Porto. O CD Santa Clara atravessava um momento de derrotas mas conseguiu dar a volta por cima através da vitória frente ao Moreirense. Já o FC Porto, líder do campeonato, atravessa um bom momento, sem nenhuma derrota até ao momento.

O encontro iniciou com a equipa do FC Porto dominadora, jogando com grande intensidade. Desde o primeiro minuto que a equipa nortenha mostrou que veio para “roubar” os três pontos à equipa Açoriana acumulando vários lances de perigo junto da grande área da equipa da casa.

Por seu turno, o primeiro remate do Santa Clara deu-se aos 15 minutos através de Zé Manuel, que fez com que a equipa visitante sentisse a necessidade de manter a intensidade do jogo e ir à luta.

Posteriormente, na sequência de uma defesa, Marco Pereira fica lesionado e o técnico da equipa vermelha e branca viu-se obrigado a substitui-lo por Serginho, aos 31 minutos.

Apesar dessa adversidade, aos 37 minutos, o marcador foi inaugurado, depois de um lance de ataque bem trabalhado do qual resultou um bom cruzamento de Chrien, que colocou a bola na cabeça de Zé Manuel aumentando os ânimos na bancada do Santa Clara.

O Porto não demorou muito a reagir, quando aos 46 minutos, já no tempo complementar, num cruzamento de Marega, Tiquinho consegue igualar o marcador.

O jogo foi muito disputado a meio campo mostrando o quão forte as duas equipas são
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte as duas equipas mantiveram-se equilibradas, mantendo o ritmo e concentrando-se maioritariamente no meio campo, deixando o jogo repartido durante algumas partes da segunda parte. No entanto o FC Porto mostrou-se mais eficaz no seu processo ofensivo. Prova disso foi o golo de Marega, validado pelo VAR, que fez com que o FC Porto ficasse à frente do marcador e conquistasse mais uma vitória no campeonato.

Desta feita, a equipa treinada por Sérgio Conceição prolongou a sua boa forma e continua à frente na tabela classificativa, mantendo-se líder na competição.

ONZES:
CD Santa Clara: Marco (31’ Serginho), Mamadu, F. Cardoso, César Martins, Patrick, Bruno Lamas, Rashid, Anderson Carvalho (78’ Ukra), Chrien (69’ Kaio) , Zé Manuel, Fernando Andrade

FC Porto: Casillas, Jesus C., Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Herrera, Danilo, Óliver, Marega, Soares (82’ S.Oliveira) e Brahimi (84’ Maxi Pereira);

Adeus, Champions; bem-vinda, Liga Europa!

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O Sport Lisboa e Benfica entrou bem no apuramento para a Liga dos Campeões. A partir daí, foi como se a equipa se tivesse desmoronado, juntamente com o treinador. Tal como no ano passado, a equipa da Luz não passou da fase de grupos da Champions. No entanto, mostrou melhor prestação nas épocas de 2016/2017, onde chegou aos oitavos de final, e de 2015/2016, onde garantiu lugar nos quartos de final. Não foi o caso desta vez, mas vale a pena relembrar o percurso dos encarnados na competição.

O Benfica começou a fazer pontos logo na terceira ronda qualificativa, onde venceu o Fenerbahçe na Luz por 1-0 e empatou, fora, a um golo, com o mesmo. Seguiram-se os play-offs, onde mais uma vez o Benfica se mostrou superior. A 21 de agosto deu-se o empate a uma bola com o PAOK, mas, oito dias depois, o clube da Luz superou as expetativas e venceu, em Salónica, por 4-1, passando assim para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Falando em contas, os encarnados já tinham garantidos 7,9 milhões de euros pelas vitórias até à data, mas a vitória sobre o PAOK deu à SAD benfiquista uma quantia de 42,9 milhões de euros.

Apesar de ter tremido na Luz com o PAOK, o SL Benfica cumpriu o objetivo de se apurar para a fase de grupos da Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

Conhecidos os grupos da Champions, o Benfica calhou no grupo E com o Bayern de Munique (Alemanha), com o Ajax (Holanda) e com o AEK (Grécia). Num total de seis jornadas, as águias começaram por receber, em casa, no dia 19 de agosto, o Bayern de Munique, que venceu por duas bolas contra zero dos encarnados. Depois da derrota em casa, o Benfica foi a Atenas vencer o AEK por 3-2, mas a felicidade das águias não foi a mesma no jogo com o Ajax, em Amesterdão, onde o Benfica foi derrotado por apenas um golo aos 92 minutos. Na quarta jornada, também com o Ajax, o Benfica não foi além de um empate a uma bola, e a decepção aumentou com a goleada sofrida em Munique (5-1). Já sem hipóteses de avançar na Liga dos Campeões, o Benfica venceu o AEK na Luz por 1-0 no último jogo.

Na partida diante do AEK, Rui Vitória alterou o onze inicial relativamente ao jogo anterior contra o Vitória de Setúbal: saíram Fejsa, Zivkovic e Jonas, para darem lugar a Alfa Semedo, João Félix e Seferovic. Na primeira parte do jogo, os encarnados foram superiores, mas ainda assim não estiveram no seu melhor. Aos 20’, João Félix fez um cruzamento excelente para Seferovic e, aos 40’, esteve perto do golo, que é o mesmo que dizer que esteve perto “de uma estreia de sonho”. Já na segunda parte, o Benfica entrou melhor. Seferovic fez tremer a baliza de Barkas com um remate à barra. Contudo, a bola só entrou aos 87’ através de um livre marcado por Grimaldo, que brindou os benfiquistas com uma obra de arte e, tornando-se o melhor jogador em campo. O livre ocorreu na sequência da expulsão de Galanopoulos por acumulação de amarelos.

Tal como no ano passado, a equipa da Luz não passou da fase de grupos da Champions
Fonte: SL Benfica

O Benfica já não vencia na Luz para a Liga dos Campeões desde 2016 e, com o “não apuramento” para as próximas fases da Liga Milionária, é agora cabeça-de-série no sorteio dos 16 avos-de-final da Liga Europa.

É de salientar que a camada mais jovem também venceu o AEK no Seixal, não apenas por um golo, mas sim por três. Apuraram-se assim para o play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Jovem da UEFA, ficando em 2º lugar do grupo.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Are you Reading this? Luís Castro is not leaving!

Algures do Sudeste do Reino Unido, a meio caminho entre Londres e Oxford, veio uma proposta à Cidade de Berço. O Reading FC, que disputa o Championship, fez uma abordagem ao treinador do Vitória Sport Clube – Luís Castro – para este vir treinar os também conhecidos como “the royals”.

Muito se falou, muita tinta correu sobre este assunto, muitos já davam a sua saída como certa. Até já se apontavam possíveis sucessores para o comando da equipa vitoriana, mas a verdade é que a decisão de Luís Castro foi mesmo a de permanecer no Vitória de Guimarães.

Analisemos o passado recente da equipa vimaranense. Depois de uma época não tão bem conseguida por parte de Pedro Martins e de toda a sua equipa o ano passado, onde o Vitória acabou num modesto 9.º lugar, esta primeira volta daquela que é a época 2018/2019 não está a correr mal às aspirações de Luís Castro e de toda a sua equipa. O Vitória encontra-se, neste momento, na 5.ª posição da tabela classificativa a apenas cinco pontos do SL Benfica.

Reading seria o passo certo?

O peso da questão pautou-se pelo compromisso para com os adeptos e toda a instituição do Vitória. E, sejamos sinceros, apesar de a realidade do campeonato inglês (quer no primeiro, quer no segundo escalão) ser bastante diferente da nossa, esta possível ida do treinador para o Reading iria ser um autêntico tiro no escuro.

Os “The Royals” encontram-se na 22.ª posição, ou seja, no antepenúltimo lugar da tabela classificativa. Volto a dizer: bem sei que a realidade do futebol inglês é bem distinta da nossa. Também sei que um clube de segundo escalão é capaz de ter uma influência económica e desportiva bem maior do que um clube português mais modesto, mas que, mesmo assim, pertença ao escalão principal. Contudo, acho que o risco era demasiado grande. Ainda para mais quando as coisas no Vitória até estão a correr bem. Sempre ouvi dizer que em equipa que ganha não se mexe. Será que essa máxima pode ser também utilizada quanto à realidade de um treinador? Parece-me que sim.

O Reading FC ocupa agora a 22.ª e antepenúltima posição do segundo escalão inglês
Fonte: Reading FC

O Vitória é um grande clube, com uma massa associativa de louvar. Amam o clube da sua cidade e vêem-no como o melhor de Portugal. E é mesmo assim que tem de ser, não é verdade? A paixão dos adeptos vimaranenses contagia qualquer um e quando um treinador sente esse mesmo apoio torna-se tudo muito mais fácil.

LÊ MAIS: Fracasso do Vitória SC: Afinal, de quem é a culpa?

Acredito que o ambiente que se vive nas bancadas e mesmo dentro do clube deve ter sido o ponto-chave nesta decisão, porque, sejamos sinceros: se fosse por questões monetárias, provavelmente Luís Castro estaria a fazer as suas malas para Inglaterra neste preciso momento. Não foi e ainda bem. Na minha opinião, terá tempo para embarcar em novas aventuras fora de Portugal, mas não nesta altura. Não quando as coisas por aqui até estão a correr bem.

 

Foto de Capa: Vitória SC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Ataque ao mercado para compensar lesão de Wendel

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A lesão do brasileiro Wendel foi a primeira dor de cabeça de Marcel Keizer em Alvalade. Mais tarde o diagnóstico foi contundente: lesão parcial no ligamento colateral interno do joelho esquerdo o que afastará dos relvados, ao que tudo indica, o jovem prodígio por um período mínimo de dois meses. Falhará por isso jogos importantes, desde logo a receção ao FC Porto a 11 de Janeiro e, muito provavelmente, no fim-de-semana de 2 e 3 de Fevereiro a receção ao SL Benfica.

Vários cenários começam a desenhar-se na cabeça de Marcel Keizer para resolver o enigma que se abriu no meio-campo dos leões. Com Battaglia ainda entregue ao departamento médico e com o jovem Miguel Luís ainda em fase de crescimento (apesar de ter estado em excelente plano sempre que foi chamado a atuar), o ataque ao mercado de inverno pode muito bem vir a ser a melhor forma de compensar a lesão de Wendel. Nesse sentido, vários nomes têm sido avançados pela comunicação social. Fala-se do regresso de Adrien Silva que, ao que parece, está a ter dificuldades em afirmar-se na equipa do Leicester City FC de Claude Puel. Mas, a diferença salarial entre aquilo que o Sporting pode pagar ao internacional português e aquilo que recebe em Leicester City FC torna a possibilidade do regresso a Alvalade algo remota.

A lesão de Wendel tem permitido a entrada no onze de Miguel Luís. Mas, apesar de todo o seu potencial, o jovem ainda tem muito a aprender
Fonte: Sporting CP

Intensificaram-se, ao que parece, as negociações por Stephen Eustáquio, jogador do Grupo Desportivo de Chaves. O internacional sub-21 por Portugal é muito desejado por outros emblemas, nomeadamente o Newcastle United FC e o AS Mónaco. Mas o facto do ex-treinador leonino Tiago Fernandes ter sido apresentado como o novo treinador da equipa flaviense pode facilitar a transferência para o clube de Alvalade. Convém não perder de vista, porém, que Eustáquio é um trinco de raíz, ocupando mais a posição seis do que a de oito, afastando-se por isso daquilo que Wendel faz na formação de Keizer. Com a contratação de Eustáquio, Gudelj subirá para oito, ficando Bruno Fernandes como homem mais solto para funções ofensivas no meio-campo.

A lesão de Wendel não deve ser encarada como um terramoto no reino do Leão. Deve ser vista com calma e seriedade, implicando necessariamente prudência na abordagem ao mercado de inverno. A contratação de mais um médio pode ajudar a ultrapassar esta tempestade uma vez que o Sporting não tem, neste momento, peças da mesma tarimba que o brasileiro. Mas, em breve, mais cedo do que todos julgam, o brasileiro recuperará e voltará ao meio campo leonino, ficando lá de pedra e cal. Não podemos esquecer que ele é o “menino bonito” de Keizer.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Continuar a fazer história, agora nos Açores

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“Sérgio Conceição, o que significa esta 12.ª vitória consecutiva?”
“Significa que temos de ir à procura da 13.ª”

Foi desta maneira que terminou a última conferência de imprensa do técnico portista na última terça feira, depois de mais um brilhante resultado alcançado na Liga dos Campeões, na Turquia, o que deixa, de alguma maneira, pistas sobre a forma como no balneário azul e branco, todos se comportam como uns ‘eternos insatisfeitos’. Ora, ir, portanto, em busca de uma marca histórica, é algo que deve ser visto como um acréscimo, já que a vitória, em qualquer jogo, é o foco principal. A motivação, essa, está em alta.

João Henriques, a “besta negra”

Nos Açores mora, contudo, um adversário que vai merecer a maior atenção por parte do FC Porto. Começando pelo comando técnico é de ressalvar que João Henriques já conseguiu a proeza de travar, por duas vezes, a equipa de Sérgio Conceição, na época passada.

Na Taça da Liga, ao serviço do Leixões, o técnico arrancou um empate a zero em pleno Estádio do Dragão e mais tarde, já a orientar o Paços de Ferreira, fez os dragões saborearem pela primeira vez a derrota no campeonato. Um jogo que, de resto, motivou muitas críticas por parte de Sérgio Conceição ao agora técnico dos insulares, por considerar que este usou e abusou do anti-jogo para conseguir ser a primeira de duas equipas (a outra foi o Belenenses) a derrotar o FC Porto campeonato.

Maxi, Diogo Leite e Sérgio Oliveira jogaram de início na Turquia, mas só Danilo deve repetir a titularidade frente ao Santa Clara
Fonte: FC Porto

Os açorianos subiram este ano à Primeira Liga e, a par no Nacional, estariam desde logo condenados à descida, tendo em conta a opinião generalizada dos mais variados analistas desportivos. No entanto, a caminhada do Santa Clara tem sido tudo menos sufocante e o 9.º lugar que ocupa deixa antever isso mesmo.

São neste momento 17 pontos conquistados em 12 jornadas, fruto de cinco vitórias e dois empates, com 20 golos marcados e 19 sofridos. É uma equipa que, na contabilidade geral apresenta melhores resultados fora do que em casa (três vitórias como visitantes e duas como visitado), algo que pode ser explicado com o facto de já ter recebido SC Braga e Sporting CP.

Também aí os dragões podem encontrar exemplos das dificuldades que os podem esperar. Os arsenalistas saíram de São Miguel com apenas um ponto depois de estarem a vencer 0-3.

Dragões tentam imitar leões

O Sporting conseguiu uma vitória arrancada a ferros por 1-2, depois de estar a perder e com o golo da reviravolta a ser alcançado já depois de os açorianos estarem reduzidos a dez jogadores.

Não faltam, pois, motivos de alarme para que a equipa de Sérgio Conceição, que vai entrar em campo, muito provavelmente, com o SC Braga ‘à perna’. Do outro lado estará uma formação claramente motivada e à procura de pôr fim ao ciclo incrível de 12 vitórias consecutivas dos azuis e brancos que, recorde-se, vêm de um jogo intenso e desgastante a nível físico.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Europeus de Corta-Mato – A fiabilidade Ingebrigtsen

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Neste fim de semana, decorreram os Europeus de Corta-Mato em Tilburg, na Holanda, que contaram com a presença de vários nomes conhecidos do Atletismo. Estes mostraram-se já em grande forma, embora os seus objetivos principais estejam virados mais para o final do ano em pista.

A marca Ingebrigtsen parece ser já uma garantia de qualidade e de bons resultados e, mais uma vez, os irmãos noruegueses não desiludiram no fim de semana. Numa prova cujas difíceis condições em que aconteceria já se previam devido à chuva que caiu nos dias anteriores e no próprio dia, Filip Ingebrigtsen sagrou-se campeão europeu sénior pela primeira vez. Foi o primeiro vencedor não nascido em continente africano desde 2011. Completou o percurso em 28:49 minutos, com o belga Isaac Kimeli (28.52) e o turco Aras Kaya (28.56) a pouca distância, embora fosse fácil perceber que Filip controlou a prova para terminar como sempre o tencionou fazer – com uma ponta final diabólica. Ainda assim, no final, Filip confessou-se surpreendido por ter vencido e por ter estado tão forte numa distância e percurso onde confessa não se sentir confortável.

Já antes, o seu irmão mais novo, Jakob, exibiu ao mundo que ainda não se cansou de vencer títulos em 2018, conquistando pela terceira vez consecutiva o título europeu do crosse no escalão sub-20. Assim, mostra que não se intimida com a longa época que terá pela frente. Aliás, no final de uma prova que até parecia complicada de vencer a cerca de uma volta do final, o jovem confessou que se sentia “fresco” e que até queria competir pelos seniores, mas a Organização não deixou! Ainda assim, história foi alcançada uma vez mais pelos Ingebrigtsen, pois nunca dois irmãos haviam ganho distintas categorias nos mesmos Europeus de Corta-Mato.

 

Jakob Ingebrigtsen não se cansa de vencer
Fonte: European Athletics

Na prova de sub-23, vitória para o francês Jimmy Gresier, que deu uma sapatada na corrida a cerca de quatro voltas do final para não mais ser encontrado. O francês revalidou o título conquistado no anterior, mas aquilo de que certamente todos se recordarão será a sua chegada à meta…o melhor é ver!

https://www.youtube.com/watch?v=kKEJjdCVWuk