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O melhor 11 da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/2019

96 jogos e 275 golos depois, chegou ao fim a fase de grupos da Liga dos Campeões. 32 equipas lutaram pelo apuramento, sendo que apenas metade pode consegui-lo. O futebol-espetáculo foi, uma vez mais, o prato forte desta competição que, mesmo numa fase tão inicial, conseguiu proporcionar grandes jogos como os duelos entre Barcelona e Tottenham; PSG, Nápoles e Liverpool e Ajax e Bayern, entre tantos outros. Mesmo as equipas de “segunda linha” do futebol europeu conseguiram bater-se bem, com destaques para as duas vitórias do CSKA sobre o Real Madrid, a vitória do Estrela Vermelha sobre o Liverpool ou o triunfo do Young Boys sobre a Juventus.

Individualmente, não faltaram destaques positivos, o que complicou a tarefa de eleger apenas onze. Quaisquer que fossem as minhas escolhas, não seriam consensuais, sendo que deixo, ainda, uma ‘menção honrosa’ a Nicolas Tagliafico, Éder Militão, Virgil Van Dijk, Fabian Ruíz, Mohamed Salah, Edin Dzeko e Kylian Mbappé que, por uma ou outra opção, não figuram neste onze, mas tiveram desempenhos bastante meritórios.

As 5 maiores desilusões do SL Benfica até ao momento

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Depois de ter elencado as cinco revelações do plantel encarnado até ao momento, chegou a vez de apontar os cinco jogadores, que, por um conjunto de razões que passarei a referir, não se estão a dar bem e, por isso, merecem, para já e sem motivo para festejos, a distinção de desilusões da equipa de Rui Vitória.

Passo então a apresentar as minhas escolhas, com apenas um ponto em comum entre si: são todos reforços deste defeso!

Gonçalo Gregório: um talento em bruto a caminho da Primeira Liga

No Campeonato de Portugal Prio, mais concretamente em Pina Manique, mora um autêntico matador, que simplesmente não para de marcar. Falamos de Gonçalo Gregório, ponta de lança de apenas 23 anos, que alinha no Casa Pia AC, treinado pelo ex-internacional português Rúben Amorim, que ocupa o segundo lugar da série D do Campeonato de Portugal.

E vão 22! 22 golos oficiais para Gregório esta temporada. Números simplesmente soberbos. Em apenas 17 jogos oficiais, já superou a marca dos 20 golos, sendo que só não marcou em quatro dessas 17 partidas, tendo já conseguido dois hat-tricks, um póquer e já bisou por três vezes.

Números como estes colocam Gregório, inevitavelmente, na rota da Primeira Liga Portuguesa, talvez já em janeiro, mas a questão que se prende é “em que clube?”.

É muito importante que o jovem ponta de lança não estagne, ou seja, que continue a ser desafiado e que receba outros estímulos. Basicamente, subir a fasquia. Portanto, este passo tem de ser muito bem estudado, porque realmente estamos a falar de um jovem valor que, quiçá, pode servir a seleção Nacional futuramente.

Um clube com equipa sub-23 é um risco, porque pode acontecer o mesmo que aconteceu a Kikas, ponta de lança do Belenenses Futebol SAD, que, na primeira época como sénior, marcou 20 golos pelo Sport Benfica e Castelo Branco e que praticamente não tem tido oportunidades na equipa principal, tendo vindo a jogar maioritariamente no Campeonato Revelação.

Já com experiências na II Liga, o próximo passo deverá ser ainda maior, saltando do CPP para a Primeira Liga
Fonte: Gonçalo Gregório

Gregório é um ponta de lança com presença física (tem um metro e oitenta e cinco), tecnicamente evoluído, com vários argumentos técnicos, quer na finalização das jogadas, quer nas combinações e envolvimentos com os colegas. Noutra escala, evidentemente, comparo as caraterísticas e forma de jogar de Gonçalo Gregório com as de André Silva.

Formado no CF Belenenses, sendo que a última época de juniores jogou pelo Vitória FC, Gregório, a nível sénior, já representou o GS Loures, o Leixões SC, o SC Farense e o UD Vilafranquense, nunca tendo atingido o nível que agora apresenta nos “Gansos”.

Por onde passará o futuro do jovem goleador? Como será feita a gestão do momento e da carreira? Vamos aguardar com grande expetativa.

Foto de Capa: Gonçalo Gregório

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Messi diz em “Espanyol” que quinto lugar é engano

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Bola de Ouro é um tema global. A disputa Messi x Ronaldo concedeu um nível de atenção mediática astronómico. Não que não tenha tido anteriormente atenção, porque teve, porém, não contava com uma comunicação instantânea… Hoje conta.

Hoje conta com essa “muleta de exposição ao mundo”, mas desse seu “dar-se a conhecer”, recebe de volta influências.

À margem disto, acontece a prática do futebol. O campo. É lá que os intérpretes do espetáculo atuam, é dele que o escrutínio é suscitado.

O divórcio entre a “France Football” e a FIFA, resultou na divisão em dois de um só prémio. Reconhecidos com importância, meticulosamente, equivalente, dão a conhecer a todos os fãs deste desporto o seu melhor praticante no período de análise.

Analisando então, chegamos à conclusão que as escolhas de um e outro não coincidem em partes que deveriam ser indiscutíveis. Porém, coincidiram em deixar Messi fora do pódio. Algo que seria inédito durante uma década inteira, foi agora neste preciso ano. Num ano em que se apresentou, igualmente, ao seu melhor nível, e de forma igual também mais prolífero que os concorrentes (além das estatísticas abismais, também conta com uma forma de jogar à bola ímpar, algo que deveria ter importância).

Sei que é difícil acompanhar um lote restrito de jogadores ao milímetro, mas a eleição pressupõe algo. E encarrega-a a quem exerce um cargo de inegável valor no mundo do futebol, que é o de treinador/jogador/jornalista desportivo de referência. Neste lote seria justi incluir os fãs, porém, parece-me que muitos só se interessam por um dos dois, não Messi e Ronaldo em simultâneo, o que é de lamentar. Mesmo a quem cabe a decisão, a subjetividade e proximidades nutridas com quaisquer intervenientes no processo de deliberação adulteram, em parte, a votação.

Pode ser difícil acompanhar ao detalhe a vida dos jogadores, mas o objetivo não é esse! O que está em análise é a prestação em competição. E nesse aspeto, contam muitas, mas muitas variáveis. Os lote de melhores jogadores é cada vez maior, surgem mais estrelas do que se retiram, mas o tempo passa e acontecimentos surgem. Mesmo assim, Messi e Ronaldo têm demonstrado estar sempre no limite, muitas poucas paragens durante as respetivas carreiras, desde cedo no mais alto nível. Uma autêntica vénia.

Podem dizer que Iniesta, Pirlo, Ibra, Robben, foram desfraldados por não dizerem adeus com a tal coroação, mas é um prémio que premeia apenas um. E houve ano algum em que esses jogadores foram melhores que os dois astros da década?

Fonte: FC Barcelona

O que se sucedeu a Sneidjer em 2010, foi o mote para não deixar acontecer o mesmo em 2018. Modric merece o prémio, mas Messi também merece, Ronaldo também merece, Salah também merece, Griezmann também merece. O que mais me assusta, é que segundo este padrão de eleição, Benzema poderia muito bem ter surgido no pódio!!! Caso jogasse por França, e vencesse na mesma o Mundial, não seria ele o “Melhor do Mundo”??

Com tantas equipas a eclodir, devido ao aumento considerável de jogadores de nível proporcional ao topo competitivo, é difícil escolher apenas um. E sem Ronaldo e Messi, será ainda mais difícil, talvez eles daqui para a frente vão parecer todos do mesmo nível, e claro que serão os títulos a decidir o vencedor.

Messi espalhou exibições memoráveis. Continuou a evidenciar o melhor Messi. E o melhor Messi é muito melhor que qualquer “terceiro”. Para mim, Modric poderia (e pôde) vencer o prémio, mas com Ronaldo e Messi a completar o pódio. Salah ou Griezmann são fantásticos, mas este troféu galardoa os melhores dos melhores, não os melhores das melhores equipas. Trata-te de um troféu de caráter individual, numa modalidade absolutamente coletiva. Quem o criou devia ter explicado o critério fundamental, assim evitava tanto debate não era?

Messi não pode estar de acordo com a deliberação conduzida pela “France Football” ou pela “FIFA”. Estar fora do Top3 não é condizente com a temporada que realizou, e o jogo que assinou frente ao Espanyol foi… faltam palavras. Dois livres perfeitos, um de cada lado. Foram movimentos, dribles, enfim, foi um hino ao futebol. “Quem joga assim não é gago”. Messi não concorda com a classificação, e naquele jogo mostrou-nos (novamente) que tem toda a razão em não concordar.

Eu e qualquer amante de futebol aceitamos de bom grado se essa classificação motivar o argentino a continuar a surpreender, depois de já ter surpreendido tanto…

Foto de capa: FC Barcelona

 

Kemba Walker devia ser o vosso jogador preferido

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Na oitava temporada da NBA parece ter chegado, finalmente, a vez de Kemba. Um dos jogadores mais respeitados pelos adversários e um dos mais adorados pelos fãs. O pequeno base dos Hornets tem sido, indiscutivelmente, o melhor base do Este e, provavelmente, de toda a liga. Tem sido também, por larga margem, a razão de os Hornets estarem em lugar de playoff.

Kemba Walker saltou para a ribalta do basquetebol norte-americano ainda nos seus tempos de faculdade, quando, ao serviço de UConn, marcou o cesto da vitória frente a Pittsburgh no Madison Square Garden, com um gesto técnico que se viria a tornar na sua imagem de marca e que ainda hoje aterroriza defesas: o “mid range step-back”.

O jogo de Kemba teve de evoluir ao longo do tempo e parece ter atingido o seu pico (pelo menos até agora) esta época. Com algumas dificuldades em defender bases mais altos ao longo da sua carreira, Walker teve sempre de compensar no ataque. E é isso que tem vindo a fazer. Nos últimos anos, o base foi acrescentando à capacidade para encontrar os seus colegas e o lançamento exterior após drible à sua já incrível facilidade para fazer pontos de quase todas as maneiras. Hoje em dia, é quase impossível defender o 15 dos Hornets. Atira de fora, penetra para o cesto e acaba mesmo no meio dos “gigantes”, para de meia distância e, se lhe fazem dois contra um, haverá sempre um colega sozinho a receber a bola.

Walker marcou 60 pontos num jogo frente aos Sixers esta temporada
Fonte: Charlotte Hornets

Numa equipa, que, num dia ótimo, é de classe média-baixa da NBA, Kemba Walker é claramente o fator diferenciador, que vai aguentando os Hornets na luta pelos playoffs. Até quando? Ninguém sabe. Mas, com Kemba na equipa, durará sempre mais do que sem Kemba.

No entanto, o contrato de Walker em Charlotte termina no fim desta temporada e, embora tenha falado por várias vezes da sua gratidão e lealdade a Charlotte, a verdade é que a carreira do base pode ficar muito aquém do seu potencial se este se mantiver nos Hornets. A turma do Estado da Carolina do Norte é má no que toca à escolha no draft; não é melhor a recrutar jogadores livres e muito dificilmente conseguirá alguma vez montar uma equipa vencedora à volta de Walker.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Charlotte Hornets

Sub-23: Apostar nos melhores ou dar competição a todos?

Uma das grandes novidades do futebol português nesta época foi a criação de um campeonato nacional no escalão de sub-23. Este novo escalão de formação serve como uma luz ao fundo do túnel para os jovens de certos clubes que sonham em construir uma carreira a nível sénior. Por outro lado, muita gente questionou a sua utilidade nos clubes que já possuíam uma equipa B (SL Benfica, SC Braga e Vitória SC).

Há uns tempos atrás, falei aqui que, no caso desses três clubes em particular, a equipa de sub-23 servia para dar competição a jogadores que teriam pouca utilização na equipa B e até mesmo na equipa de juniores. Porém, sendo esta equipa de sub-23 a ponte para o futebol sénior para muitas equipas, fará mais sentido apostar nos jovens de maior potencial, ou dar competição a todos os jogadores da equipa, para que todos possam evoluir?

Guga tem relançado a carreira nos sub-23 após duas lesões graves
Fonte: SL Benfica

A equipa sub-23 do Benfica é aquela que utilizou mais jogadores na Liga Revelação até ao momento. A equipa atualmente orientada por Luís Tralhão já utilizou mais de 40 jogadores na competição, vários deles ainda com idade de júnior (de primeiro e de segundo ano), sendo comum haver várias alterações no onze titular da equipa de jogo para jogo, inclusive na baliza, onde já foram utilizados quatro guarda-redes diferentes.

Apesar de também ter sido prática de várias equipas contratar jogadores vindos de fora para este escalão, alguns já com experiência em futebol sénior (apesar de não ser num contexto profissional), acho que todos os atletas destas equipas devem ter competição, de modo a que possam crescer enquanto jogadores. Só assim terão possibilidades de chegar ao futebol sénior e, se não jogarem, de nada serviria a criação de uma equipa sub-23.

A Liga Revelação continuará a ser uma medida pouco consensual e ainda há muita coisa que deve ser melhorada. Seja como for, não deixará de ser uma janela de oportunidade que muitos jogadores querem aproveitar.

 

Foto de Capa: CD Aves

Sporting: Objetivo Baku mais próximo!

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Na próxima quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal disputa a sexta jornada da fase de grupos da Liga Europa, frente aos ucranianos do Vorskla Poltava. Em caso de vitória, os leões podem vir a assegurar a liderança do grupo E, dependendo do resultado entre Arsenal e Qarabag nesta última jornada.

A equipa de Alvalade vive um bom momento, numa sequência de cinco vitórias consecutivas. Sob a liderança de Marcel Keizer, o Sporting venceu os últimos quatro encontros, com goleadas e soma 17 golos marcados e apenas quatro golos sofridos.

Para esta partida, no Estádio José Alvalade, o treinador holandês não poderá contar com Rodrigo Battaglia, Wendel e Raphinha, devido a problemas físicos. Assim, os leões poderão apresentar algumas alterações ao onze que defrontou e goleou o Desportivo das Aves por 4-1. Pela frente, estará o Vorksla Poltava, já eliminado, que vem de uma vitória fora de casa para a Liga da Ucrânia.

A equipa leonina tem vindo a crescer e assimilar os processos do novo treinador, Marcel Keizer. O objetivo nesta jornada europeia é vencer, sendo certo que o Sporting já garantiu a passagem à fase seguinte na Liga Europa. Neste bom momento, tem surgido jogadores a subir de forma, como Bruno Fernandes, Nani, Wendel, Bas Dost e Gudelj.

Wendel é uma das grandes baixas
Fonte: Sporting CP

Nesta temporada, o objetivo do Sporting a nível europeu é chegar o mais longe possível e lutar pela presença na final que se irá disputar no Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão.

O sorteio dos 1/16 de final da Liga Europa, realiza-se nos próximos dias e entre os possíveis adversários, há equipas fortes como o Chelsea, Bayer Leverkusen, Milan, Betis, Sevilha, sendo que os terceiros classificados da fase de grupos da Liga dos Campeões disputarão a Liga Europa, nas quais se contam equipas como Club Brugge, Inter, Nápoles, Galatasaray, Valencia, entre outros.

Independentemente do que ditará o sorteio, o Sporting pode sonhar em chegar longe nesta Liga Europa. Na fase a eliminar, é fundamental encarar cada jogo como se de uma final se tratasse, para poder disputar a tão desejosa final europeia. Cumprir este sonho será possível com Esforço, Dedicação e Devoção, e claro, com o apoio dos sportinguistas.

Foto de Capa: Sporting CP

SL Benfica 1-0 AEK: Valeu o tiro certeiro de Grimaldo

Em encontro da última jornada da Liga dos Campeões, o SL Benfica venceu pela margem mínima o AEK. Com as duas equipas arredadas da passagem aos “oitavos”, o jogo na Luz servia somente para cumprir calendário, embora o triunfo fosse importante para garantir o prémio de vitória.

Gedson Fernandes e João Félix foram as novidades no onze inicial, quando comparado com o último jogo, para o campeonato, frente ao Vitória FC, no estádio do Bonfim, em Setúbal. Jonas, Fejsa, Ferreyra, Lema e Salvio não entraram na convocatória.

Não houve grandes momentos a retirar da primeira parte. O Benfica tomava controlo da posse de bola, mas isso não significava nada a favor dos “encarnados”. Muita troca de bola em progressão nas alas da Luz, mas no momento de chegar à área, nada se efetivava.  O que realmente fica de destacar nos primeiros 45 minutos é a substituição forçada de Rafa aos 34 minutos por lesão. Zivkovic rendeu o camisola 27 no lado direito do ataque.

A segunda parte seguiu a mesma tendência. Partida muito apática que só teve alguma animação a partir da hora de jogo. Após um canto, Olkonokov faz um cabeceamento que passa muito perto do poste direito de Vlachodimos. Os “encarnados” respondem bem, logo de seguida, com Seferovic a fazer um remate que acaba inofensivo nas mãos de Berkas.

No meio de muitos assobios impacientes dos adeptos do Benfica, o avançado suíço surge novamente, aos 70 minutos, para proporcionar o lance mais perigoso do jogo. Cruzamento de Zivkovic do lado direito e cabeceamento de Seferovic ao primeiro poste a ir à barra de baliza do AEK. Cinco minutos depois, novo lance com o suíço a conseguir desembaraçar-se da desmarcação do defesa central do AEK e do guarda-redes à entrada da área. Com a baliza algo aberta, o avançado passa para Grimaldo rematar, mas sem perigo para o AEK.

Seferovic volta a surgir ao minuto 79 a aparecer um pouco atrás para fazer um passe de primeiro toque a isolar Gedson Fernandes. O jovem médio rematou já com o guarda-redes bem perto, que encostou para campo. Os adeptos do Benfica iam-se animando com alguns lances deste tipo, mas a impaciência imperou, e de que maneira, no Estádio da Luz.

Grimaldo foi dos mais esclarecidos do lado encarnado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Aos 86 minutos, Galanopaulos fez falta sobre Gedson Fernandes à entrada da área da sua equipa, recebeu o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho. Chamado a cobrar o livre, Alejandro Grimaldo remata para o ângulo direito da baliza de Barkas e faz o golo solitário da partida (1-0). O Benfica ganhou embalo depois do golo. Novamente, Seferovic a surgir com um remate potente do lado esquerdo da área com o pé direito à barra.

Com este resultado, o Benfica despede-se da Liga dos Campeões no terceiro lugar do grupo E, com sete pontos conquistados. A partir de fevereiro, as “águias” irão disputar os 16 avos-de-final da Liga Europa, fase em que serão sorteados como cabeças de série. A passos largos para o Natal, segue-se uma ida à Madeira, em jogo do campeonato, frente ao CS Marítimo.

Onzes iniciais:

SL Benfica: Vlachodimos; Grimaldo, Ruben Dias, Jardel e André Almeida; Alfa Semedo, Pizzi (Cervi 59’) e Gedson Fernandes; João Félix (Castillo 75’) Rafa Silva (Zivkovic 34’) e Seferovic.

AEK de Atenas: Barkas; Bakakis, Olkonomou, Chygrynskiy e Hult; Cosic, Morán (Rodrigo Galo 77’) e Galanopoulos; Boye (Mantalos 67’), Klonaridis (Gianniotas 61’) e Ponce.

O Fim-de-semana Verde e Branco: Judo Campeão da Europa!

Mais uma semana, mais um resumo. Semana globalmente muito boa, com o destaque maior a ir para o título europeu conquistado pelo Judo! Com efeito o Sporting Clube de Portugal vê assim o seu palmarés europeu subir para 30 conquistas em seis modalidades distintas, uma das quais Paralímpica (Goalball). Nota ainda para as performances europeias do Ténis de Mesa masculino, que terminou a sua participação na Table Tennis Champions League com uma vitória na República Checa (1-3), e do Voleibol masculino, que apesar da derrota por 3-2 em Minsk acaba por conseguir seguir em frente na CEV Challenge Cup! O único ponto negativo da semana acaba por ser a derrota do Futebol feminino na recepção ao SC Braga que coloca as Leoas a cinco pontos de distância das minhotas. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol: Vitórias folgadas nas duas provas nacionais: triunfo sobre o Arsenal Devesa por 45-15 (22-5 ao intervalo) na 13.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional e apuramento para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal com o resultado de 22-40 (11-19 ao intervalo) sobre o Gondomar Cultural. Destaque para os muitos minutos concedidos e bem aproveitados pelos jovens dos escalões de formação, nomeadamente Nuno Reis, Gonçalo Grácio, Salvador Salvador e Joel Ribeiro! Seguem-se dois jogos no Pavilhão João Rocha para o Campeonato Nacional, ambos às 18 horas: Quinta-Feira, 13 de Dezembro, diante do SC Horta e Domingo, 16 de Dezembro, frente ao Boa Hora FC.

Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais perderam por 0-2 na recepção ao SC Braga, vendo a turma minhota afastar-se na liderança da prova, tendo neste momento mais cinco pontos que as Leoas. Na próxima jornada a formação orientada por Nuno Cristóvão desloca-se ao reduto do GDC A-Dos-Francos, estando o encontro marcado para as 15 horas de 15 de Dezembro, Sábado.

Futebol masculino: Os Leões venceram o CD Aves por 4-1, mantendo o segundo lugar no Campeonato Nacional. Seguem-se as recepções ao Vorskla Poltava (13 de Dezembro, Quinta-Feira) e ao CD Nacional (16 de Dezembro, Domingo), ambas pelas 20 horas.

Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais venceram o Rio Ave FC por 2-1 com golos de Alex e Leo. A próxima jornada será no Pavilhão Acácio Rosa, com a turma de Alvalade a visitar o CF Os Belenenses no dia 16 de Dezembro, Domingo, pelas 14h20.

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais venceram a AD Oeiras por 2-4 e o HC Braga por 6-1, mantendo-se assim na dianteira do Campeonato Nacional com 23 pontos somados, mais três que o SL Benfica e a UD Oliveirense. Na próxima jornada os comandados de Paulo Freitas deslocam-se até ao Pavilhão Municipal de Monserrate para defrontar a AJ Viana no dia 15 de Dezembro, Sábado, pelas 21h30.

Judo: Os Tricampeões Nacionais escreveram uma página a Ouro na história do Sporting Clube de Portugal e da Modalidade: a turma de Alvalade é Campeã da Europa! Na prova disputada em Bucareste, na Roménia, os verde e brancos venceram os espanhóis do CJ Valência por 3-2 nos quartos-de-final, os russos do Edelweiss JC por 4-1 nas meias-finais e os também russos do Yawara-Neva por 3-2 na final da competição. Depois da conquista do bronze nas três edições anteriores da maior prova europeia de Clubes, a formação orientada por Pedro Soares conquista o ouro, sendo assim a sexta Modalidade a inscrever o seu nome na lista de conquistas europeias do Sporting Clube de Portugal!

Pólo Aquático: Os Leões venceram o CA Pacense por 16-10 na sexta jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional. Pelo Sporting CP marcaram Kevin Kruckenhauser (2), Ricardo Mendes (3), Ivo Barbosa (3), Edoardo Colella (2), Mário Bergano e Gonçalo Costa (5). Na próxima jornada a turma de Alvalade mede forças com o Cascais WPC.

Pool Português: Duplo triunfo para os Leões: primeiro na recepção ao Retiro com História (9-3), e depois na deslocação ao Inferno da Bica (5-9). A turma de Alvalade reforça assim o primeiro lugar desta Primeira Fase do Campeonato Nacional e nas próximas jornadas defronta as Casas do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “B” e “C”.

Leões despedem-se da Table Tennis Champions League com um triunfo!
Fonte: Sporting CP

Ténis de Mesa masculino: Os Tricampeões Nacionais fecharam 2018 com um triunfo sobre o TTC Ostrava 2016 por 1-3 na última jornada da Fase de Grupos da Table Tennis Champions League, terminando o Grupo A na terceira posição com nove pontos somados, mais três que os checos e menos um que os franceses do AS Pontoise Cergy e dois que os actuais campeões europeus, os alemães do Borussia Dusseldorf. A formação orientada por Chen Shi Chao regressa à competição no dia 5 de Janeiro, Sábado, com a recepção ao SL Benfica na última jornada da primeira volta do Campeonato Nacional, sendo que os verde e brancos têm ainda dois jogos em atraso: a dupla deslocação aos Açores para defrontar GDCS Juncal e GD Toledos nos dias 21 e 22 de Janeiro, respectivamente.

Voleibol feminino: As Leoas venceram a AA São Mamede por 0-3 (21-25; 25-27; 14-25) na 13.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional da II Divisão. Segue-se duplo confronto com o GC Santo Tirso no Pavilhão do Complexo Desportivo Comendador Manuel Calém: Sábado, 15 de Dezembro, pelas 18 horas, para a Taça de Portugal e no Domingo pelas, 15 horas, para o Campeonato.

Voleibol masculino: A derrota por 3-2 (30-32; 22-25; 25-19; 26-24; 15-10) diante do Stroitel Minsk, conjugada com a vitória por 3-1 na primeira mão, permitiu aos Leões apurarem-se para os Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup, isto porque os Campeões Nacionais somaram quatro pontos na eliminatória, enquanto que os bielorrussos apenas conseguiram conquistar dois. Os comandados de Hugo Silva irão medir forças com os turcos do Maliye Milli Piyango na próxima fase da prova europeia. O próximo jogo será para o Campeonato Nacional, com os verde e brancos a receberem o Castêlo da Maia GC no fim-de-semana de 15 de Dezembro.

Força da Tática: Um jogo de pressão, literalmente

Na última jornada do Grupo C da Liga dos Campeões, o Liverpool FC recebeu o SSC Napoli com uma missão clara: vencer. Os comandados de Jurgen Klopp acabaram mesmo por completar essa missão e carimbaram o apuramento para a fase seguinte da competição. O golo solitário de Salah, empurrou os pupilos de Carlo Ancelotti para a Liga Europa, prova para a qual entram como favoritos.

Jurgen Klopp alinhou no seu habitual 4-3-3 com Wijnaldum, Henderson e Milner no meio campo, sem lugar para Keita e Fabinho. Também Carlo Ancelotti não surpreendeu, fez alinhar o seu habitual 4-4-2, com Insigne e Mertens na frente. Maksimovic manteve o seu lugar na lateral direita, assim como Mário Rui no lado esquerdo.

Uma luta pelo controlo através da agressividade

Fonte: BT Sport

Apesar do 4-4-2, a equipa italiana transformava-se em 3-4-3 quando procurava iniciar a construção. Maksimovic (lateral direito) formava com Albiol e Koulibaly uma linha de três, com Callejón a baixar no corredor, fazendo uma linha horizontal com os dois médios centros e o lateral do lado oposto.

Essa tentativa italiana de iniciar a construção desde os seus defesas foi automaticamente alvo de uma forte e agressiva pressão por parte do Liverpool FC. Como vamos na imagem, os três avançados subiam para pressionar os três centrais napolitanos, com a cobertura dos dois interiores (Milner e Wijnaldum) que se aproximavam dos dois médio centro napolitanos. Robertson e Alexander-Arnold (os defesas laterais) subiam agressivamente no corredor para encostar em Callejón e Mário Rui.

Fonte: BT Sport

Jurgen Klopp procurava ter a bola sobre pressão a todo o instante, mesmo se isso significa-se fazer subir os defesas laterais para a mesma altura dos avançados para pressionar, como vemos Alexander-Arnold fazer. Era uma clara luta pelo controlo do jogo, com recurso à agressividade.

O Nápoles viu-se obrigado a subir os níveis de agressividade e de pressão para entrar na luta pelo controlo do jogo, com um contributo importante de Mertens e Insigne para pressão aos centrais do Liverpool.

Fonte: BT Sport

Apesar da tentativa do Napoli, a agressividade inglesa acabou por levar a melhor. Forçou várias perdas de bola dos italianos, em particular na zona média, que o Liverpool aproveitou automaticamente para atacar a baliza adversária, com a verticalidade a ser a palavra de ordem.

Fase Ofensiva Liverpool

Como referi, verticalidade era a palavra de ordem quando o Liverpool tinha a posse de bola. Milner e Wijnaldum jogaram sempre muito próximos da linha ofensiva, um posicionamento particularmente importante para o momento de perda da bola e a posterior rápida recuperação da mesma.

A “ativação” de Mane e Salah, através dos passes verticais, foi feita pelos defesas laterais. Robertson e Alexander-Arnold foram possivelmente os melhores jogadores em campo, tanto na fase defensiva como ofensiva.

Vemos um exemplo onde Robertson ligou Mane e como a equipa abafou imediatamente o Napoli após a perda da bola, com 3 jogadores e os restantes a fecharem linhas de passe e opções de progressão.


Fonte: BT Sport

Uma dinâmica recorrente, não só neste encontro, que o Liverpool usa para fazer uso da verticalidade é quando o médio interior baixa para a posição de lateral direito, arrastando ligeiramente o médio ala adversário, permitindo ao central jogar direto no ponta de lança. Vemos isso neste exemplo:


Fonte: BT Sport

Wijnaldum baixa, trás consigo Ruiz para uma zona mais exterior, o que abre um ligeiro espaço entre Ruiz e Hamsik permitindo ao central (Matip) o passe vertical para Salah. Uma dinâmica muito bonita e eficaz, mas que parou muitas vezes no “monstro” Koulibaly.

2ª Parte

A pressão e os níveis de agressividade do Liverpool conduziram a uma primeira parte um pouco caótica, de muita luta, mas com um ascende claro inglês, onde o Nápoles raramente conseguiu ultrapassar a primeira linha de pressão (Mané – Roberto Firmino – Salah).

Na segunda parte, a precisar de pelo menos um golo, esperava-se uma mudança no Napoli, mas o domínio do Liverpool manteve-se. Os Reds deixavam os dois centrais adversários receber a bola no início de construção propositadamente, esperando depois o passe seguinte para sufocar e pressionar o Napoli. Esse “passe seguinte” era frequentemente para um dos dois defesas laterais, que ou batiam na frente (Sem grande critério) ou perdiam a bola.

Um jogo onde a capacidade de o Liverpool manter a bola sobre pressão durante a maioria do jogo foi chave para a vitória.

O período mais perigoso do Napoli foi já perto do final, quando Koulibaly subiu para ponta de lança. Essa subida partiu naturalmente o jogo e o Liverpool dispôs de várias situações de contra-ataque, com Alisson a salvar Mané já perto do final, tendo em consideração as oportunidades que o Senegalês desperdiçou para “matar” o jogo.

 

Foto de capa: Liverpool FC