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Vitória FC 0-1 SL Benfica: Terão as águias ultrapassado a “crise”?

A equipa do Vitória de Setúbal recebeu hoje a equipa do Benfica, em jogo a contar para a 12ª jornada da Primeira Liga. O oitavo classificado e o quarto classificado do Campeonato entraram para este jogo com o objetivo de consumar a terceira vitória consecutiva.

Para esta partida, Rui Vitória optou por lançar o mesmo onze da última jornada da Primeira Liga (receção ao Feirense). No lado sadino, Lito Vidigal fez uma mexida no onze em relação ao último jogo para a Primeira Liga (deslocação à Madeira para defrontar o Marítimo), fazendo entrar Jhonder para o lugar de Rúben Micael.

No primeiro quarto de hora, as duas equipas apresentaram-se bem organizadas defensivamente. O Vitória não facilitou e na cobrança de um livre ficou a pedir penalti por mão do defesa encarnado Jardel, com Carlos Xistra a não concordar. Ainda nos primeiros quinze minutos o árbitro da partida assinala um livre perigoso à entrada da área a favorecer o Benfica, depois do guardião sadino tocar a bola com as mãos fora da área.

Decorria o minuto dezassete quando os encarnados, numa jogada pelo corredor esquerdo chegam à vantagem, com o brasileiro Jonas a responder da melhor forma ao cruzamento do menino Gedson. O goleador brasileiro continua de pé quente.

Os sadinos reagiram bem ao golo das águias, e criaram algum perigo para a baliza de Odysseas, por intermédio de Berto, Eber Bessa e Jhonder, com o último a ser uma dor de cabeça para a defesa encarnada, um dos melhores vitorianos em campo. A equipa às ordens de Rui Vitória geriu o resultado e podia mesmo ter dilatado a vantagem, primeiramente através de Grimaldo, seguido de um remate de Zivkovic ao poste esquerdo da baliza de Cristiano.

Jonas está em grande forma
Fonte: SL Benfica

As equipas entraram para a segunda parte mais destemidas e objetivas no ataque e a querer visar a baliza adversária, onde Rafa teve nos pés várias ocasiões para dilatar a vantagem, sobretudo num “chapéu” na cara de Cristiano com a bola a passar por cima do travessão da baliza sadina; exigia-se mais a Rafa neste lance.

No lado vitoriano, o suspeito do “crime” foi o mesmo do primeiro tempo – Jhonder continuou a fazer “gato sapato” da defesa encarnada, que o diga o capitão Jardel.

O Benfica ia tentando sentenciar a partida, no entanto Rafa não conseguiu faturar em mais um lance privilegiado, dentro da área rematou para defesa de Cristiano – hoje não foi garantidamente o dia do português.

A entrar para os últimos dez minutos da partida, Zivkovic descaído para a esquerda a rematar para defesa segura do guardião sadino. Na resposta, os sadinos continuavam a acrediar no empate e causaram calafrios aos encarnados, sobretudo por intermédio de Jhonder, a responder a um cruzamento da direita do ataque com um cabeceamento à baliza de Odysseas, com o grego a fazer uma defesa excecional e a afastar a bola – daquelas defesas que se festejam como golos marcados.

Os encarnados conseguiram alcançar a terceira vitória consecutiva depois da humilhação em Munique. Levam para Lisboa três pontos muito importantes para a equipa de Rui Vitória que parece voltar a ganhar o apoio da massa associativa.

Onzes Iniciais:

Vitória FC: Cristiano; N. Pinto (Zequinha 77’), V. Fernandes, Dankler e Mano; Eber Bessa, Mikel, Semedo (André Pedrosa 66’) e Berto (Rúben Micael 45’); Jhonder e Mendy

SL Benfica: Odysseas; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Gabriel 73’); Rafa, Zivkovic (Alfa Semedo 90+2’) e Jonas (Seferovic 80’)

Chelsea FC 2-0 Manchester City FC: Sarri vence jogo de xadrez frente a Guardiola

No encontro mais esperado do fim-de-semana, o Chelsea recebeu e venceu por 2-0 o Manchester City, e está agora a oito pontos da liderança. Num confronto marcado pelo duelo entre dois dos maiores génios do desporto-rei na atualidade – Maurizio Sarri e Pep Guardiola – o italiano levou a melhor sobre o catalão.

No jogo 161 entre as duas equipas, coube ao City ter o domínio de todo o primeiro tempo. O futebol de posse dos citizens ia remetendo toda a gente para o meio-campo do Chelsea, com a sociedade Silva a tricotar a bola por terrenos interiores.

O Chelsea de Maurizio Sarri, com uma organização muito semelhante ao Nápoles que este orientou de 2015 a 2018, jogava com Hazard mais solto na frente, de forma a abrir espaço para as diagonais de Pedro. Contudo, a excelência de Fernandinho, tanto a definir a pressão do City, como a ser o primeiro homem a dar a cara à recuperação do esférico, não dava quaisquer hipóteses aos londrinos de saírem com bola. O brasileiro revelava-se um verdadeiro tratado de como se posicionar bem em campo.

Com as ideias de Guardiola a saírem com total clarividência, a superioridade do conjunto de Manchester em todos os capítulos do jogo não deixava os blues respirar, o que começou a traduzir-se em oportunidades para golo: aos 33 minutos, em dois lances distintos, Leroy Sané teve nos pés a possibilidade de inaugurar o marcador.

No entanto, o futebol não se trata de justiça, mas sim de imprevisibilidade e de oportunismo. Em cima do intervalo, completamente contra a corrente de jogo, o Chelsea chegou pela primeira vez à área contrária, numa transição rápida, e fez o golo: Hazard passou para o sítio certo à hora certa e Kanté, numa situação que lhe é estranha, fuzilou as redes de Ederson.

O Chelsea ia para o intervalo a vencer 1-0, com um grande golo de N’Golo Kanté
Fonte: Chelsea FC

O golo fez bem à turma de Sarri e os blues entraram mandões na etapa complementar: aos 49 minutos, na cobrança de um livre, Willian quase aumentava a vantagem londrina. A equipa da casa aos poucos libertava-se da teia criada por Guardiola.

No minuto 57, o City quase empatava a contagem, mas o guardião Kepa estava atento e não deixou Walker ser bem sucedido na marcação de um livre direto. A falta de eficácia dos citizens ia contrastando com o sentido de oportunidade do Chelsea, o que se confirmou a doze minutos do fim da partida, com o 2-0 a surgir em Stamford Bridge: no primeiro canto dos londrinos no jogo, Hazard cruzou na perfeição e David Luiz subiu ao 3º andar para cabecear para o fundo das redes de Ederson.

Até ao apito final de Michael Oliver, ainda houve tempo para Gabriel Jesus obrigar Kepa a mais uma boa intervenção. O espanhol mantinha, com a ponta das luvas, a baliza dos blues inviolável e o Chelsea garantia os três pontos, de extrema importância após as derrotas com o Tottenham e Wolverhampton. Já o Manchester City, que na segunda parte viu-se na obrigação de jogar pelo corredor, sem conseguir aproveitar o jogo vertical que Guardiola privilegia, perde agora a liderança para o Liverpool, ficando a um ponto da equipa de Klopp.

 

ONZES INICIAIS:

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, Azpilicueta, Rüdiger, David Luiz, Marcos Alonso; Jorginho, Kanté, Kovačić (Barkley 64’); Pedro, Willian (Loftus-Cheek 75’), Hazard (Giroud 90’).

Manchester City: Ederson, Walker, Stones, Laporte, Delph; Fernandinho, Bernardo Silva, David Silva (Gündoğan 68’); Mahrez (Phil Foden 84’), Sané (Gabriel Jesus 53’), Sterling.

5 rumores de transferências no FC Porto para o mercado de inverno

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A grave lesão de Aboubakar, as possíveis saídas de alguns jogadores e a falta de opções para algumas posições praticamente obrigam o FC Porto a desembolsar alguns milhões no mercado de transferências de inverno. Os oitavos de final da Liga dos Campeões e a segunda volta da Liga NOS estão à porta e têm um grau de exigência ainda mais elevado o que significa a necessidade de existir um leque de opções de qualidade à disposição de Sérgio Conceição.

No entanto, as saídas no plantel vão ser praticamente inevitáveis. Brahimi e Herrera acabam contrato no fim do mês e, caso o FC Porto queira ter algum lucro, a SAD pode decidir vendê-los já este mercado. Contudo, nem todas as equipas estão dispostas a pagar por um jogador que poderá chegar a custo zero em junho/julho. Assim, elaboramos uma lista dos últimos rumores lançados quer pela imprensa portuguesa bem como pela imprensa internacional.

Estoril Futebol SAD 1-0 SC Covilhã: A manhã adormecida no António Coimbra da Mota

A equipa do Estoril SAD defrontou hoje o SC Covilhã num jogo a contar para a 11ª jornada da Ledman LigaPro. O quarto e o 17º classificado da Segunda Liga vinham de resultados negativos e procuravam, nesta manhã, encontrar um caminho mais sorridente nas suas caminhadas. O Covilhã vinha de quatro jogos sem vencer e o Estoril de uma derrota frente ao SL Benfica B.

Foi um início de jogo tímido por parte de ambas as equipas, em que o primeiro lance de perigo deu mesmo em golo. Aos nove minutos, Furlan bate o livre, pela esquerda, para o segundo o poste. Diney, de cabeça, encosta para o fundo das redes. Com mais posse de bola, mas sem ter feito muito para isso, a equipa da casa adiantou-se, desde cedo, no marcador.

Quem acha que o golo do Estoril, numa fase mais prematura, poderia vir a mexer com o jogo, está muito enganado. O duelo continuou com um ritmo muito baixo, com poucos lances de perigo e com as duas equipas a apresentarem as suas linhas muito baixas. A equipa do Covilhã parecia algo perdida em campo, inclusive. Apenas nos últimos minutos do primeiro tempo se viu algo mais da equipa de Filipe Rocha. A partir dos 35 minutos, houve uma resposta, ainda que tímida, à desvantagem no marcador. Quatro remates: dois deles impulsionados por Mica e outros dois por Diney e Quiroga. Houve um ligeiro ascendente, sim, mas o resultado manteve-se inalterado até ao final da segunda parte.

Quarto e décimo sétimo classificado da LedMan LigaPro defrontaram-se, esta manhã, no jogo a contar para a 11.ª jornada
Fonte: Bola na Rede

Já na segunda parte, continuou a faltar brio ao jogo de ambas as equipas. Esta não foi, de todo, uma manhã muito inspirada para os dois conjuntos. Ainda assim, o SC Covilhã entrou com uma postura diferente no segundo tempo. A equipa mostrou-se mais pressionante e com uma linha defensiva mais alta. Após esta mudança de atitude, os “Leões da Serra” conseguiram criar perigo na área estorilista. Porém, faltou critério na finalização. Aos 55 minutos, Mica foi bastante perdulário e falhou mesmo em frente à baliza, rematando muito por cima da baliza defendida por Thierry. O Covilhã teve ainda hipótese de igualar a partida nos últimos minutos, mas a mancha bem feita pelo guarda-redes do Estoril dificultou a ação de Deivison, que não conseguiu finalizar da melhor maneira.

Por sua vez, o Estoril baixou muito de rendimento na segunda parte. Só criou perigo através de lances de bola parada e faltaram ideias à equipa da linha. Poucos foram os lances de grande evidência. Aos 50 minutos, Sandro Lima rematou cruzado pela esquerda. A bola passa perto da baliza, mas sem criar grande perigo. Outra investida veio por parte de Furlan, muito ativo durante todo o jogo, que remata à entrada da área para a defesa do guarda-redes São Bento.

Foi um jogo francamente pobre, em que as duas equipas estavam algo adormecidas. O resultado impôs-se logo aos nove minutos e não se alterou desde aí. Isso diz muito do que foi a partida entre estes dois emblemas. Ainda assim, o Estoril arrecada mais três pontos e segue na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa. Já o Sporting da Covilhã mantém-se abaixo da linha de água, ao arrecadar a sétima derrota em onze jogos.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Estoril Praia SAD – Thierry, Filipe (Subst. Marcos António), Dadashov (Subst. Kléber), Gonçalo, Diakhité, J. Góis, Diney, Wallyson, Aylton, Sandro Lima, R. Furlan.

SC Covilhã – São Bento, R. Vieira, Henrique G. (Subst. G. Jahfort), Adriano, Gilberto, Deivision, Makouta, Jaime, Quiroga (Subst. Zarabi), Mica, Bonani (Subst. Onyeka).

AFC Bournemouth 0-4 Liverpool FC: Reds passeiam em Bournemouth ao ritmo de Salah

A primeira parte começou com o Liverpool FC a assumir o controlo do jogo e a pressionar muito alto, mantendo-se fiel ao estatuto de favorito para esta partida. No entanto, apesar do controle das operações, a equipa de Jurgen Klopp apostou sobretudo nas bolas para as costas da defesa do AFC Bournemouth, com Salah e Firmino a serem muitas vezes solicitados, mas sem conseguirem assustar Begovic.

Ambas as equipas jogaram com pouca intensidade, acusando o desgaste dos jogos a meio da semana, num mês de Dezembro muito congestionado em termos de jogos. Os destaques do primeiro tempo vão para uma oportunidade flagrante de Brooks aos 23’, após uma excelente jogada de ataque da equipa da casa. Após várias combinações rápidas, o médio do Bournemouth ficou isolado dentro da área e disparou para uma defesa de grau elevado de Alisson.

Na resposta, aos 25’, o Liverpool chega ao golo num lance irregular de Salah. O lance começou com um remate de longe de Firmino, Begovic defendeu a custo, e na recarga Salah rematou para o fundo das redes. As imagens da repetição confirmaram que o egípcio partiu de posição adiantada em relação ao último defesa, de nada valendo os protestos (justificados) dos jogadores do Bournemouth.

Salah fez o primeiro da partida, em fora-de-jogo
Fonte: Premier League

Até ao intervalo, a equipa da casa subiu as linhas e chegou com algum perigo à área do Liverpool, sem contudo conseguir repor a igualdade no resultado.

A segunda parte arrancou praticamente com o segundo golo do Liverpool. Aos 47’, Firmino descobriu Salah no miolo e o egípcio cavalgou até à área contrária, aguentando a pressão de três adversários. O remate do avançado dos reds saiu algo enrolado e entrou caprichosamente no canto inferior direito da baliza de Begovic.

O segundo golo de Salah foi um rude golpe nas aspirações do Bournemouth, que já não conseguiu esboçar uma reação digna de registo. O Liverpool chegou ao terceiro num lance de infelicidade de Steve Cook, a desviar para a própria baliza um centro de Robertson proveniente do corredor esquerdo.

Os reds não tiraram o pé do acelerador e aos 77’, Salah selou o seu hattrick no jogo. Muito bem lançado por Lallana, o Egyptian King fez o que quis da defensiva do Bournemouth antes de rematar calmamente para o seu terceiro golo da tarde.

Mais um jogo sem sofrer golos por parte do Liverpool, que demonstrou todo o seu poderio ofensivo sem precisar de colocar muita intensidade no jogo. Com esta vitória, o Liverpool domina à condição a Premier League e espera agora por um desaire do Manchester City FC em Stamford Bridge.

 

AFC Bournemouth: Begovic, Francis, Cook, Aké, Daniels (Rico, 82’), Stanislas (Mings, 82’), Lerma, Surman, Fraser, Brooks (Mousset, 64’) e King.

Liverpool FC: Alisson, van Dijk, Robertson, Matip, Fabinho, Wijnaldum, James Milner, Keita (Lallana, 64’), Shaqiri (Mané, 64’), Firmino (Henderson, 80’) e Salah.

CUL 18/19 – AEISCAL 0-5 AEIST: Para quê ter um Simão Sabrosa, se existe o Simão Nunes?

Na reedição da final do ano passado (que sorriu aos “Engenheiros da Alameda”), o líder Técnico pretendia vencer para recuperar a liderança na prova, ao passo que o ISCAL queria somar três pontos e assim saltar para o pódio, ultrapassando a FML e o ISEG na classificação. Os dois conjuntos vinham de resultados distintos nos últimos jogos: o IST venceu a FMH por 0-2, enquanto o ISCAL empatou a três com a FML, com o tento do empate a ser apontado pelo guardião iscalino, Rafa Pinto, no último lance da partida.

O início de jogo ficou marcado por um ritmo lento dos dois lados, com o Técnico a dar mostras de querer assumir o controlo, embora sem conseguir levar perigo à baliza de Rafa Pinto, algo que se manteve até ao minuto 25.

A partir desse minuto, os jogadores começaram a disputar a partida sem receio do seu adversário e a partida ganhou rapidamente outro interesse. A bola começou a andar mais perto das áreas e a primeira oportunidade de perigo surgiu para o ISCAL: ao minuto 27, Ricardo recebeu um excelente passe em desmarcação, mas o guardião dos “Engenheiros” fez uma boa mancha e impediu o golo. Na resposta, o Técnico foi mais eficaz: numa recuperação a meio-campo, a bola vai ter aos pés de António, que cruzou rasteiro para Simão Nunes fazer o golo inaugural da partida, ao minuto 29.

O golo ajudou o atual campeão universitário lisboeta a estabilizar o seu jogo, fazendo uma boa circulação de bola perante um ISCAL que demonstrava enormes dificuldades em ter bola e partir organizadamente para o ataque, mostrando uma enorme dependência no futebol direto, que não ia dando resultados práticos. Ao minuto 38, numa bela jogada coletiva, o Técnico esteve perto de dilatar a sua vantagem, mas Simão rematou com o seu pior pé e a bola saiu do terreno de jogo. Até ao intervalo, não houve mais nada a acrescentar à história do primeiro tempo e o IST foi em vantagem para o descanso.

Uma imagem que se repetiu por quatro vezes na partida: Simão Nunes a celebrar o golo marcado
Fonte: ADESL/Inês Catarino

A segunda parte começou com uma bela ocasião para o Técnico, com António a receber um bom cruzamento e a disparar de primeira à barra da baliza iscalina. O conjunto da Alameda entrou novamente bem no recomeço do encontro e chegou, sem surpresas, ao segundo golo na partida, ao minuto 62: num pontapé de baliza, a bola chegou aos pés de Simão Nunes, que trabalhou bem sobre a defesa contrária e, frente ao guardião, teve a frieza necessária para fazer o bis na partida.

As substituições operadas pelo técnico dos “Contabilistas do Saldanha”, com vista a alterar o rumo dos acontecimentos, para nada contribuiram, pois o IST continuou a controlar confortavelmente o ritmo de jogo e as tentativas de ofensiva do ISCAL, limitando-se a circular a bola entre os elementos do meio-campo atacante e a partir o mais rápido possível em busca do tento que sentenciasse as dúvidas em relação ao vencedor do jogo, no sintético sete do Estádio Universitário.

Nos últimos dez minutos do encontro, o Técnico “matou” o jogo com o 0-3: de novo, Simão Nunes bateu o guardião Rafa Pinto e fez o seu hat-trick, num belo trabalho individual sobre o defesa iscalino. O ataque da turma da Alameda não estava saciado e ainda teve tempo para fazer o quarto golo: desta vez, Simão Nunes assistiu António que, sem dificuldades, apontou o 0-4. Antes do apito final do árbitro, Simão Nunes ainda fez o quarto da conta pessoal e o quinto do Técnico.

Numa bela exibição, o Técnico venceu por 0-5 o ISCAL, com um exibição de elevada nota artística de Simão Nunes (poker e assistência), que foi o homem da partida, sendo caso para se perguntar: “Para quê ter um Simão Sabrosa, se existe um Simão Nunes?”. Os três pontos permitem aos “Engenheiros da Alameda” assumir de novo a liderança da Primeira Divisão de Futebol 11 do CUL 18/19.

Onzes iniciais:

AEISCAL: Rafa Pinto; Leandro Morgado; Tiago Mateus; Diogo Henriques; Guilherme Cunha; Sá Pinto; João Costa; Ricardo Cardoso; Ricardo Espírito Santo; Diogo Jacinto; Leonardo Lista

AEIST: Dirkjan Verheij; Francisco Paixão; Miguel Paiva; Hans Koppensteiner; Francisco Diogo Ramalho; José Lopes; Rúben Leston; Pedro Castro; António Clemente; Diogo Inácio; Simão Nunes

Foto de Capa: ADESL/Inês Catarino

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Solução Central

O problema não é recente e divide opiniões. Depois do problema de avançados, quando não se encontravam “descendentes” à altura de Nuno Gomes ou Pauleta, surgiu recentemente o problema da substituição da dupla de defesas centrais da seleção nacional.

Mais uma vez, a questão não é de agora. Aquando da convocatória para o Euro 2016, levantaram-se vozes contra o facto de não se assistir a uma renovação mais profunda e duvidou-se bastante da longevidade de Pepe e José Fonte. Para não falar de Ricardo Carvalho, que disputou três jogos com 38 anos.

Desde a competição vencida em 2016, na final de Saint-Denis, Portugal contou sempre com as presenças de três defesas centrais extremamente experientes: Pepe, José Fonte e Bruno Alves. O primeiro, o mais internacional de todos, vestiu a camisola das quinas por 103 vezes, Fonte por 36 e Bruno Alves por 96. Os três patrões da defesa foram convocados para o Europeu de 2016, Taça das Confederações 2017, Mundial 2018 e até para a Liga das Nações. Na verdade, na prova mais recente de seleções europeias, nos quatro jogos realizados, Pepe alinhou em três, José Fonte num e Bruno Alves não foi convocado. Surge, no entanto, uma revelação pouco desconhecida: Rúben Dias.

O jovem defesa do SL Benfica alinhou nos quatro jogos da Liga das Nações e formou dupla ora com Pepe, ora com Fonte. Nele está personificada a revolução que há muito se pedia no setor defensivo. As laterais são constantemente renovadas e não suscitam qualquer dor de cabeça. Cédric Soares, João Cancelo, Ricardo Pereira, Raphaël Guerreiro, Nélson Semedo, Kévin Rodrigues, Mário Rui… As hipóteses são imensas e só jogam dois.

Rúben Dias ocupou o onze de Rui Vitória e não há reforço que o sente no banco
Fonte: SL Benfica

No entanto, e apesar de surgir a opção Rúben Dias, de enorme qualidade, parece ainda prematuro retirar do seu lado Pepe ou José Fonte. Ao serviço de Besiktas JK e Lille OSC, respetivamente, os experientes defesas portugueses assumiram papéis relevantes nos clubes para onde se mudaram. Fonte chegou mesmo a ser nomeado capitão, ao cabo de apenas sete jogos pelo clube francês. Luís Neto, de 30 anos, nunca foi uma alternativa óbvia e o seu percurso de 19 internacionalizações é pouco claro. Parecem, então, faltar alternativas no eixo da defesa, para fazer parceria com Rúben Dias.

Domingos Duarte, central de 23 anos cedido pelo Sporting CP ao RC Deportivo de La Coruña, alinhou em 15 dos 16 jogos da equipa na segunda liga espanhola. Domingos lidera a segunda melhor defesa do campeonato e o interesse do Sevilla FC na sua contratação já é notícia.

Gonçalo Cardoso, central de 18 anos da formação do FC Penafiel e do Boavista FC, leva já cinco jogos pelos axadrezados na Primeira Liga, mais dois na Taça de Portugal, e foi um dos destaques positivos do último dérbi da invicta. Apontam-lhe um erro no golo sofrido, mas esquecem o acerto e rigor nos restantes 94 minutos. Um valor a ter em conta. Igualmente jovem e promissor é Diogo Leite. Com 19 anos, alinhou na Supertaça Cândido de Oliveira e em três jogos da Primeira Liga pelo FC Porto, tendo marcado um importante golo no Jamor, frente ao Belenenses SAD. Perdeu o lugar apenas para o “furacão” Militão.

Talvez não estejam aptos para se imporem já numa fase final pela seleção nacional, mas uma adaptação gradual e chamadas constantes fariam destes jovens defesas centrais os próximos patrões em frente da baliza nacional.

Foto de Capa: FPF

Zivkovic, Rafa e Jonas – serão eles a chave?

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Andrija Zivkovic fez duas partidas consecutivas como titular e o jogo ofensivo do Sport Lisboa e Benfica voltou a aumentar de produção. Tem custado a Rui Vitória entender que um jogador desta qualidade e com estas caraterísticas poderá ser bastante mais útil no relvado do que propriamente na bancada. Até mesmo na posição de médio-ala esquerdo, onde o treinador do SL Benfica mais gosta de o ver jogar (apesar de este ser substancialmente mais influente na ala contrária), Zivkovic arranja soluções para todos os gostos e feitios, convencendo o técnico ribatejano a apostar de vez em todo o seu talento e potencial.

Quanto a Rafa, este tem sido presença assídua no 11 titular e tem ganho uma consistência que nunca tínhamos visto desde que chegou à Luz. Tal como acontece com Zivkovic, Rafa precisava de minutos consecutivos para poder mostrar o que realmente vale. “Ah, mas tem problemas de finalização e entra sempre nervoso”. Pois bem, Rafa leva já cinco golos em dez partidas disputadas e tem sido dos jogadores mais influentes do SL Benfica por tudo aquilo que oferece ao jogo: explosão, critério e tomada de decisão.

Finalmente, Jonas. Não há muito a acrescentar sobre o avançado brasileiro, que é, simplesmente, o melhor jogador a atuar em Portugal. É ele quem orquestra toda a organização ofensiva das “Águias”. O “Pistolas” é, sem sombra de dúvidas, peça-chave na equipa titular.

Com Zivkovic, Rafa e Jonas juntos, o futebol do SL Benfica poderá ganhar uma outra dimensão
Fonte: SL Benfica

Estes três elementos poderão ser absolutamente decisivos e, com a sua qualidade, ajudar a mascarar muitas das fragilidades do momento ofensivo dos “encarnados”. Sendo um modelo muito dependente das suas individualidades, com a aposta em jogadores inteligentes, criteriosos, com boa visão de jogo e que jogam com o intuito de encontrar o melhor caminho para chegar mais rapidamente à baliza adversária, o futebol do SL Benfica poderá voltar a dar um salto qualitativo.

Está mais do que visto que Rui Vitória não vai alterar o seu sistema tático para um 4x4x2 de forma a dar uma maior projeção ofensiva aos “encarnados”, portanto será num 4x3x3 que irá continuar a atuar. Tenho esperança de ver Zivkovic na direita e Rafa na esquerda a oferecer largura à equipa para, assim que a bola lhes chegue na segunda fase de construção, partirem do corredor lateral para o corredor central e aí começarem o desequilíbrio em sucessivas linhas de passe, triangulações e procura de jogo interior com os médios (Pizzi e Krovinovic, por exemplo) e Jonas.

Rui Vitória tarda muito tempo em (re)conhecer os jogadores do seu plantel e só quando a situação fica mais apertada é que decide ceder e apostar no talento que tem à disposição. Foi assim com Filip Krovinovic na temporada passada, tal como nesta temporada com Rafa e Zivkovic. Já em vários contextos, o técnico ribatejano apelou à “necessidade de olhar para a floresta e não para a árvore”. A minha sugestão é que Rui Vitória comece a seguir os seus próprios conselhos.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

As 5 maiores desilusões da primeira metade da Premier League

O Natal está a chegar, e isso significa que estamos quase a meio de mais uma época de futebol. Hoje, olhamos para cinco equipas que, naquela que muitos consideram a melhor liga do desporto rei, bem podem esperar encontrar alguma inspiração nesta quadra, já que os seus resultados têm estado muito aquém do esperado.

Dois jogos em Alvalade: Objetivo? Seis pontos!

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Agora que a equipa do Sporting vive um momento mais positivo e, de certa forma, surpreendente, os homens de Keizer têm uma oportunidade flagrante de lançar a equipa leonina quase que para o estrelado: uma dupla jornada em casa, primeiro frente ao Desportivo de Aves e depois contra o Nacional da Madeira. Pelo meio ainda recebemos o Vorskla, o que pode ajudar neste momento, mas no que diz respeito ao campeonato a conjetura leonina pode ver melhores dias do aqueles que tem visto.

Isolado no segundo posto da tabela classificativa e apenas a dois pontos do primeiro classificado, o Futebol Clube do Porto, o Sporting irá agora defrontar os então décimo terceiro e décimo segundo classificados do campeonato. Numa semana em que os portistas recebem o Portimonense e vistam o Santa Clara, a visita aos Açores prevê-se como marcante na luta do primeiro lugar.

Keizer veio trazer novas dinâmicas e um novo ânimo à equipa de Alvalade
Fonte: Sporting CP

Com quatro vitórias consecutivas no Campeonato (Boavista, Santa Clara, Chaves e Rio Ave), os leões vivem o melhor momento da época. Com um início de época algo atribulado e muito pouco mobilizador, os sportinguistas podem finalmente fica contentes com a sua equipa e com os seus jogadores.

A turma de Alvalade está finalmente a jogar um futebol atrativo, mas acima de tudo o Sporting tem apresentado resultados positivos. Em três jogos, Keizer fez com que a equipa conquistasse três vitórias e que marcasse treze golos, sofrendo apenas três.

O Sporting tem agora uma oportunidade de ouro para se relançar sobretudo aos adeptos, que têm estado algo desmotivados com o passado recente do clube. Se tudo correr bem, os leões somarão os tais seis pontos na dupla jornada em casa e o técnico holandês será certamente um dos amores dos adeptos de Alvalade.