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A época dos Portugueses no Estrangeiro – José Gonçalves

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O segundo ano do barcelense no World Tour foi extremamente positivo e, apesar de desta vez não ter dado nenhuma vitória à Team Katusha – Alpecin, será lembrado pelo seu excecional desempenho no Giro d’Italia.

José Gonçalves entrou tranquilo no ano, com apenas um 17.º na Cadel Evans Great Ocean Race a dar algum (pouco) destaque nos primeiros meses da temporada. No final de abril, no Tour de Romandie já parecia começar a melhorar a forma para maio, onde brilharia na primeira Grande Volta da época.

No Giro d’Italia, o português começou logo com um fantástico quarto posto no prólogo e melhoraria esse registo para um terceiro na chegada a Santa Ninfa, numa altura em que se ia mantendo entre os primeiros da Geral. O que ninguém esperava era que o fizesse até ao fim da prova. Colecionando mais dois top 10 em etapas pelo caminho, José Gonçalves terminaria as três semanas num surpreendente 14.º lugar, igualando o melhor registo nacional da década em Grandes Voltas.

O terceiro lugar em Santa Ninfa foi um dos destaques da época
Fonte: Giro d’Italia

Seguiu-se o Tour de Suisse onde também ainda esteve na discussão de duas etapas e a participação nos Campeonatos Nacionais (ganhos pelo seu irmão gémeo), onde conquistou a prata no contrarrelógio individual.

Depois de uma paragem para repousar, participou na Vuelta, onde nunca se encontrou e acabaria por desistir à etapa 13. Até ao final da temporada ainda conseguiu resultados positivos no Paris-Tours e no Gree-Tour de Guangxi.

Após um 2018 em que confirmou o estatuto como um dos melhores portugueses da atualidade e surpreendeu com a sua capacidade a subir e no crono, continuará na Katusha e será uma boa aposta para termos sucessos internacionais lusitanos no ano que aí vem.

Foto de Capa: Team Katusha – Alpecin

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os emails não revelados: o discurso motivador de Nuno Manta Santos

Meus caros:

Vamos regressar a casa. Mais de um mês depois. Parece que fomos de viagem para bem longe. Mas finalmente regressamos. E como é bom estar entre os nossos. Entre aqueles que nos amam. Entre aqueles que nos aconchegam. E o Marcolino de Castro é como o nosso lar que nos aguarda, que não nos foge, que nos abraça aconteça o que acontecer. E não vos falo de paredes ou divisões, mas sim da verdadeira essência do lar: das pessoas e das emoções que nos são entregues com a paixão e a dedicação de quem nada mais pede, senão uma total entrega e dedicação.

Vamos jogar com o CS Marítimo pela terceira vez esta época. E como não há duas sem três, espero tão somente uma nova vitória. Não será fácil! Não fiquem ‘deslumbrados’ por recebermos uma equipa que não sabe o que é ganhar há demasiado tempo. Não pensem que será pêra doce. A equipa tem qualidade e já sabem como são as equipas do Petit.

Teremos de amolecer esta pêra, que estará bem dura de roer. Se temos dentes para isso? Para isso e muito mais. Mas teremos de ser insistentes. Teremos de estar concentrados do primeiro ao último minuto. Teremos de correr mais do que eles, para que a pêra se ponha a jeito e se deixe finalmente morder. Teremos de ser mais inteligentes e mais fugazes. E, por fim, teremos de dar dentadas de forma certeira. E é aí que vai entrar o nosso roedor nato.

Mais de um mês depois, o CD Feirense poderá voltar a comemorar golos no seu lar
Fonte: CD Feirense

Sim, João. Estou a falar de ti. Tu serás o nosso matador. Terceiro jogo contra o Marítimo e, acredito, terceiro bis. Serás o homem que desferirá os golpes fatais.

Este é o teu ano, João! Acredito nisso desde o primeiro momento, ainda na pré-época. Mesmo quando aguardavas (impacientemente) pela entrada em campo. Mesmo quando o banco de suplentes tinha ‘picos’. O mundo é teu, João. Basta que o abraces. Estás na idade perfeita. Na idade de dar o salto. E como podes saltar bem alto… Tão alto que apanharás a pêra que está bem no alto da árvore, onde só os grandes chegam.

Para todos, as minhas palavras finais são de enorme afecto e de energia positiva. Se não conseguirem ouvir as minhas palavras durante o jogo, ou se não as ‘entenderem’, lembrem-se daquilo que é realmente importante: responsabilidade, sentido coletivo, ambição, concentração, criatividade e capacidade de adaptação a cada momento do jogo.

E se porventura as coisas não estiverem a correr bem, inspirem-se no vosso lar, que vos dará um abraço de conforto para que levantem a cabeça e no fim possamos todos abraçar este que é o nosso azul.

Todos juntos, a caminho de mais três pontos conquistados na nossa verdadeira manta protectora.

Nuno Manta Santos

Foto de Capa: Liga Portugal

Sporting CP 4-1 CD Aves: Goleadas para quem “Keizer”

Aí vão quatro para Keizer, aí vão quatro para os leões: o Sporting CP venceu hoje o CD Aves por 4-1, em jogo a contar para a 12ª jornada da Primeira Liga, regressando assim ao segundo lugar do campeonato e conseguindo a quarta vitória consecutiva com o técnico holandês no comando. E como em equipa que ganha não se mexe, foi mesmo aí que começou a vitória leonina: nenhuma alteração no onze titular e apenas uma no banco, com o regresso de Fredy Montero. Já José Mota, do lado avense, alterou quatro jogadores face à última partida, uma derrota frente ao Nacional da Madeira.

Mas se o resultado é encantador, a exibição foi sofrida. Apesar de claramente favorito, o Sporting teve uma primeira parte muito longe daquilo que se esperava, ainda mais depois das boas exibições com Keizer ao comando. Um início de jogo desconcentrado dos “leões”, com grande lentidão de processos e muitas bolas dadas a meio-campo. O Desportivo das Aves, com a lição bem estudada, pressionava com intensidade e aproveitava o reduzido número de homens no bloco defensivo do Sporting.

Com isto, e ainda que os da casa tenham tido a primeira ocasião de golo, com Diaby a rematar ao lado ao minuto 13, a primeira meia-hora foi do Aves. As recuperações de bola davam confiança, a equipa de José Mota ia subindo, ganhado faltas e a presença na área de Renan começava a sentir-se. Tanto que… primeiro golo da história do Aves em Alvalade!

Livre lateral cobrado do lado direito por Rodrigo Soares, Defendi ganhou nas alturas a Coates e atirou de cabeça para o golo. 1-0 em Alvalade e cubo de gelo na euforia que se sentia até então. Ainda mais porque a exibição leonina não estava a ser a melhor, o que ficou ainda mais nítido na(s) jogada(s) seguinte(s): mais um passe errado no meio-campo do Sporting e foi ver Amilton a correr de uma ponta à outra do campo para depois rematar a defesa de Renan. Os visitantes muito perto de marcarem dois golos em dois minutos.

A partir daqui, o Sporting ainda desapareceu mais do jogo, para estranheza dos adeptos. Era o Desportivo das Aves que trocava a bola confortavelmente e… na área adversária! Os avenses iam irritando os da casa, que pareciam cada vez mais desconcentrados e a ceder aos nervos, com algumas confusões à mistura. Os jogadores leoninos pareciam perdidos em campo e só encontraram o rumo com um penalti. E estalou aqui o verniz.

Diaby cabeceia na área e é derrubado por Vítor Costa. Grande confusão a ser apenas resolvida com a consulta do árbitro Vítor Ferreira ao vídeo-árbitro. O resultado deu em penalti, que Bas Dost marcou sem dificuldade ao minuto quarenta. Durante os festejos, e com os ânimos ainda quentes, José Mota acabou por ser expulso por protestos. Alvalade explodia por todos os lados e de várias formas!

Balão de oxigénio que ia sendo furado de imediato: que erro crasso de Coates, que num mau atraso para Renan entregou a bola a Elhouni! O marroquino contornou o guarda-redes, silenciou Alvalade, mas a bola acabou por ser rematada à malha lateral. Que perigo! E se a primeira parte já parece longa, toca a ganhar fôlego, porque ainda não acabou.

O vulcão de emoções que era Alvalade ia entrar em erupção por mais uma vez! Na mistura de emoções – com a fraca primeira parte, o golo sofrido, o penalti marcado ou a expulsão de José Mota -, só faltava mesmo um último tiro. E que tiro! Nani premiu o gatilho, o míssil foi desviado e golaço de fora de área no “covil do leão”. 2-1 para o Sporting já em tempo de compensação, numa primeira parte em que os “leões” nem foram propriamente superiores aos visitantes.

Apesar de sair para o intervalo em desvantagem, o CD Aves esteve por cima em grande parte do primeiro tempo, tendo até estado a ganhar
Fonte: Bola na Rede

Ora e se a primeira-parte tinha acabado a todo o gás, a segunda manteve a tendência. Aliás, foi uma fotocópia! Como acabou a primeira parte? Golo. Como começou a segunda? Exatamente. Bruno Fernandes cruza do lado direito e um holandês voador chamado Bas Dost voltava a marcar. Que grande cabeceamento do avançado leonino, com a bola a fugir a André Ferreira. 3-1, e toca a recarregar forças, porque a bola já está a rolar e do outro lado.

Nildo Petrolina ia trazendo o Desportivo das Aves de novo para o jogo com um livre direto ao minuto 52 a raspar no poste da baliza dos “leões”. Os visitantes continuavam a gostar de terrenos adiantados e em mais uma corrida Acuña foi “obrigado” a cometer falta. Já tinha amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. Sporting com menos um jogador, a vencer por dois golos e com o adversário a carregar. Problema? Não para este Sporting.

O jogo não pára – estamos com sessenta minutos – e atenção a Bruno Fernandes: que passe fantástico – mais um – a deixar Diaby isolado. O maliano não temeu o seu destino e com grande classe atirou em arco para a baliza de André Ferreira. Grande festa, 4-1 e mais um jogo do Sporting “de Keizer” com goleada.

A partir daqui a intensidade baixou, finalmente. Não que não estivéssemos a gostar, mas seria de prever, depois de um final de primeira parte e um início de segunda tão exigentes fisicamente. Ainda que com menos um jogador, o Sporting foi controlando a partida, ainda que o Aves até tenha tido mais ocasiões de perigo a partir do golo de Diaby.

Derley (70′) e Defendi (81′) com cabeceamentos por cima e Nildo (72′) e Rodrigues (89′) com remates perigosos, ainda podiam ter emagrecido o resultado, mas ora a pontaria estava desafinada ora Renan defendia. Do lado do Sporting assistiu-se apenas a mais um remate: o recém entrado Bruno César atirou ao lado com muito perigo ao minuto 85′.

Contudo, com mais ou menos remates, só uma coisa importava: mais uma vitória e mais uma goleada para os “leões”. O resultado até pode ser enganador, mas já são quatro triunfos seguidos, com 17 golos marcados e quatro sofridos. Uma média de quase cinco golos por jogo desde que o técnico holandês chegou e segundo-lugar para os verdes-e-brancos. Keizer diz que não fez nada, mas uma coisa parece cada vez mais evidente: este Sporting, a jogar assim, ganha sempre que “Keizer”.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan, Coates, Mathieu, Acuña (expulso ao minuto 54 por acumulação de amarelos), Bruno Gaspar, Gudelj, Wendel (Jefferson, 58′), Bruno Fernandes, Diaby (Bruno César, 71′), Nani (C) e Bas Dost.

CD Aves: André Ferreira, Rodrigo Soares, Defendi, Vítor Costa, Rúben Oliveira (Ricardo Rodrigues, 64′), Elhouni (Derley, 58′), Nildo Petrolina, Amilton, Ponck, Vítor Gomes e El-Adoua (Luis Fariña, 79′).

CA River Plate 3-1 (a.p) CA Boca Juniors: River vence Libertadores

Jogou-se finalmente a segunda mão da Copa Libertadores e bem longe de onde estava previsto. O estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, serviu de palco emprestado para a, entretanto intitulada, final da paz entre o CA River Plate e o CA Boca Juniors e nem assim se deixou de sentir a emoção dos fervorosos adeptos de ambos os conjuntos, que se fizeram ouvir durante todo o jogo.

Comparativamente ao jogo da primeira mão registaram-se alterações parte a parte nos XI iniciais. Marcelo Gallarda, treinador do River Plate, lançou os centrocampistas Ponzio e Ignacio Fernandez. No lado do Boca Juniors, Guillermo Schelotto fez regressar o guarda-redes Andrada, o lateral Buffarini e o ponta de lança Dario Benedetto.

Assistimos a uma primeira parte muito bem disputada, à boa maneira argentina com uma toada de jogo rápida, intensa e agressiva, mas que pecou pela ausência de oportunidades claras de golo. O River Plate assumiu cedo o controlo da posse de bola e aliás chegou ao intervalo em evidente domínio neste aspeto da partida, mas a defensiva do Boca invariavelmente levou a melhor, evitando assim qualquer tipo de perigo junto da baliza de Armani.

O golo do Boca
Fonte: Conmebol

Os motivos de destaque dos primeiros 45 minutos seguiram todos para a equipa do Boca Juniors, que logo nos primeiros instantes ficou perto de inaugurar o marcador por intermédio de Pablo Perez , que à passagem da meia hora de jogo tornou a desperdiçar uma excelente oportunidade, desta feita na sequência de uma bola parada.  Já perto do árbitro apitar para o intervalo, Nahitan Nandez executa um passe de classe mundial para Benedetto, que após fintar um adversário remata para o fundo da baliza e lança o Boca para a frente do resultado.

Os jogadores regressaram do balneário e em desvantagem algo teria de mudar nos millonarios. Assim foi, o rendimento do River aumentou, o que se ficou a dever à utilização mais criteriosa da elevada posse de bola que equipa criava, naquela que foi uma nova dinâmica coletiva claramente potenciada pela entrada de Juan Quintero. Do outro lado do campo, o Boca ia progressivamente remetendo-se ao seu meio campo defensivo, fazendo avinhar o empate.

O golo, que já se justificava apareceu aos 68 minutos após uma triangulação entre Quintero, Ignacio Fernandez e Lucas Pratto, que finalizou a jogada de forma eximia, devolvendo o empate ao marcador.

Nos restantes minutos do tempo regulamentar os dois conjuntos aparentaram um certo receio em manter o pendor ofensivo de outras fases do jogo. Ambos os convenceram-se de que a partida iria seguir para prolongamento pelo que jogo reequilibrou, o ritmo do diminuiu e não se destacaram quaisquer oportunidades de perigo.

A grande final da Libertadores seguiu então para prolongamento, no qual o River Plate manteve a superioridade na partida, o que ganhou ainda mais clarividência com o facto do Boca Juniors ter ficado reduzido a 10 após expulsão de Barrios, aos 92 minutos.

Na segunda parte do prolongamento, o River como expectável continuou dono e senhor do jogo e foi constante o pressing exercido sobre o adversário, que com alguma dificuldade ia sobrevivendo. Aos 109 minutos a resistência do Boca chegou ao fim após uma excelente jogada coletiva do adversário, que culminou com um remate monumental de Juan Quintero, confirmando a remontada.

O Boca Juniors mostrando a sua garra não desistiu, e, numa altura em que até já jogava com nove jogadores pois Gago abandonou o campo por lesão, ficou perto de levar a decisão para as grandes penalidades não fosse o remate de Jara esbarrar no poste da baliza de Armani. Em desespero de causa, o guarda-redes do Boca sobe ao canto no último minuto da partida, mas a bola sobrou para Quintero, que assistiu Gonzalo Martinez para um meio campo deserto e uma baliza vazia, marcando assim certamente um dos golos mais fáceis da sua carreira.

O desfecho da partida ter-se-á de considerar justo dado aquilo que foi o desempenho de cada equipa. Para os registos vai o resultado de 3-1 na segunda mão desta final histórica, perfazendo um agregado de 5-3 que consagrou o River Plate vencedor da Taça Libertadores.

 

River Plate: Franco Armani, Jonathan Maidana, Milton Casco, Javier Pínola, Gonzalo Montiel(Mayada´74), Gonzalo Martínez, Exequiel Palacios (Julian Alvarez´96), Leonardo Ponzio(Quintero´58), Enzo Pérez, Ignacio Fernández(Zuculini´111), Lucas Pratto

Boca Juniors: Estebán Andrada, Julio Buffarini (Tevez´111), Lisandro Magallán, Lucas Olaza, Carlos Izquierdoz, Pablo Pérez (Fernando Gago´89), Nahitan Nández, Wilmar Barrios, Cristián Pavón, Darío Benedetto (Ábila´62), Sebastián Villa (Jara´95)

Frente a frente: Felipe/ Militão vs Bruno Alves/Pepe

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O FC Porto teve, nos últimos anos, excelentes defesas centrais que hoje se encontram em equipas de topo do futebol mundial. Falo de Otamendi, Mangala, Marcano, entre muitos outros.

Mas, de todos estes, há uma dupla de centrais que, na minha opinião, se destacou e notabilizou, não só no FC Porto mas também na Seleção Nacional. São eles Pepe e Bruno Alves.

Dois verdadeiros portadores do que os adeptos portistas chamam a “mística” do clube, quando pisavam o relvado do Estádio do Dragão juntos, eram temidos pelos avançados adversários, tamanha era a agressividade, firmeza e excelência.

Toda a defesa precisa de um “patrão” e Bruno Alves tinha todo o perfil para assumir esse papel. Um central com uma dimensão física notável, com uma capacidade de elevação ao alcance de muito poucos, e com algo que encantava os adeptos portistas: o seu jogo destemido e agressivo que garantia segurança no eixo defensivo portista. Um dos mais notáveis capitães do clube da cidade invicta, digno sucessor de João Pinto e de Jorge Costa.

Já Pepe, talvez um dos melhores defesas centrais que já passaram pelas principais ligas europeias, era um defesa implacável. Além de ser excelente em todos os aspetos já referidos em relação a Bruno Alves, tinha também uma calma com a bola nos pés e uma assertividade no jogo pelo chão, que faziam os adeptos aplaudi-lo e idolatrá-lo. Imperial nas alturas, muito forte no jogo físico e rápido, era detentor de todas as qualidades que um adepto pode querer ver num defesa central da sua equipa. Por algum motivo se assumiu como titular no Real Madrid durante vários anos, após sair do FC Porto.

Felipe tem assumido a chefia da defensiva portista esta época
Fonte: FC Porto

Nesta época, os dragões têm uma dupla que é, também, muito aclamada pelos adeptos. Felipe transitou do ano anterior e assumiu-se como o novo “patrão” da defesa portista. Com a sua determinação no ataque à bola e a sua coragem na hora do corte, é um “central moderno à moda antiga”, que parece ter vontade de prolongar a mística portista por mais uma geração.

Ao seu lado, joga Militão. Considerado por muitos o melhor reforço das últimas épocas do FC Porto, é um jovem brasileiro que chegou do São Paulo com a fama de ser polivalente. Assumiu-se, no entanto, como titular no eixo defensivo ao lado do compatriota Felipe, e tem feito exibições de alto nível. Um defesa central rápido, com um grande timing de corte, uma impressionante elevação e que sabe sair com bola, um aspeto muito importante no futebol moderno. Uma jóia para o futuro, e com muitos “tubarões” do futebol europeu no seu encalce.

Veredicto: Apesar do bom desempenho que têm tido Felipe e Militão, a minha escolha recai em Pepe e Bruno Alves, por todo o seu historial de grandes exibições lado a lado, quer no FC Porto, quer na Seleção Nacional.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 7-1 SC Braga/AAUM: Águias encerram volta perfeita com triunfo claro

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O jogo de hoje entre Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga/Associação Académica da Universidade do Minho não teve muita história, não só pelos números finais mas também pela fraca produção ofensiva dos bracarenses, com poucos remates à baliza de Diego Roncaglio. Por falar em balizas, a do Braga esteve praticamente sempre bem guardada por Vitor Hugo, com apenas um erro no primeiro golo dos encarnados, da autoria do Robinho.

De resto, o guardião arsenalista não teve culpa nos golos e evitou uma vantagem ainda maior do Benfica com um punhado de grandes defesas. A primeira parte mostrou um Benfica a querer resolver cedo o encontro, perante um Braga a jogar na expetativa, mais concentrado em defender que a partir para contra-ataques rápidos. Assim sendo, o resultado ao intervalo espelhava aquilo que tinha sido o jogo, com três golos sem resposta a favor das águias, com dois golos de Fernandinho a juntar ao tento de Robinho, vantagem essa que podia ainda ser maior caso Vítor Hugo não estivesse tão eficaz nas defesas aos remates dos jogadores benfiquistas.

A segunda parte manteve a toada da primeira metade, com o SLB a tentar “matar” em definitivo o encontro e a tentar ampliar ainda mais a sua vantagem. Objetivo conseguido com brilhantismo, através de Robinho, que bisou na partida, e de golos de Rafael Hemni, Chaguinha e finalmente Fernadinho, que conseguiu completar um hat-trick e aumentar a vantagem para uns impensáveis sete zero. Antes do fim do encontro, os bracarenses ainda conseguiram um tento de honra, da autoria de Cássio.

Foi um jogo onde a vitória do SLB nunca esteve em causa, completando assim uma volta perfeita, com 13 vitórias em outros tantos jogos. Apesar deste deslize dos bracarenses, após uma série de cinco triunfos consecutivos, a presença na Taça da Liga já estava assegurada, juntando-se assim ao Sporting CP, MODICUS, AD Fundão, Leões de Porto Salvo, Elétrico de Ponte de Sor e Futsal Azeméis no início de 2019 em Sines.

Cápsula Lusitana: Nené – O assassino silencioso

Quem é?

Tamagnini Manuel Gomes Batista, ou Nené, no Mundo do Futebol. Nasceu a 20 de novembro de 1949 em Leça da Palmeira e foi provavelmente uma das maiores figuras do SL Benfica, depois de Eusébio, Coluna, Simões e Bento, começando e terminando a carreira no clube lisboeta. Para além de ser o terceiro melhor marcador de sempre da história do clube, Nené é ainda o jogador que mais vezes vestiu a camisola ao serviço do clube. Na seleção fez 65 jogos e marcou por 22 vezes.

Nené era conhecido como o homem que não sujava os calções
Fonte: SL Benfica

Nené, o assassino silencioso, como era conhecido, nasceu, cresceu e viria a acabar a sua carreira no Benfica, o seu “grande amor”, como já referiu em diversas entrevistas. Nené é um dos últimos raros casos de jogadores que só conheceram uma casa. Para além da devoção e da entrega, há que sublinhar a qualidade de um dos melhores jogadores que passou pelos encarnados.

Nené era um jogador de classe, um avançado “moderno” com uma capacidade técnica assinalável, com e sem bola. Nené era um elemento com uma leitura de jogo formidável: não precisava de correr tanto, nem de chutar tanto como os outros para poder ser eficaz. Nené era “10” e “9” ao mesmo tempo, era os verbos “chutar” e “passar” com um toque de amor ao bom futebol. Nené era poesia em forma de toque de bola, era poema em forma de jogador. Nené era e será sempre lembrado pelo homem que não sujava os calções, porque não precisava, porque a bola era a melhor aliada de um craque que não será esquecido.

Onde está?

Depois de pendurar as botas, Nené optou pelo futebol da formação do SL Benfica. Foi treinador dos juniores durante dez anos, conquistando alguns títulos e contribuindo para a transmissão da mística encarnada aos mais novos. Para além disso, foi coordenador, diretor e, atualmente, permanece ainda ligado ao Caixa Futebol Campus, projeto que ajudou a elevar.

O que ganhou?

Para além dos muitos golos pelo Benfica e de ter sido o jogador a vestir mais vezes a camisola encarnada, Nené foi um dos jogadores a conquistar mais títulos pelo clube da Luz.

Nené conquistou dez Campeonatos Nacionais, sete Taças de Portugal e duas Supertaças, ao serviço do SL Benfica. Para além disso, foi o melhor marcador do Campeonato por duas vezes e o melhor marcador da Liga dos Campeões por uma vez.

Ignorando os factos estatísticos, deixou um legado no clube da Luz. Foi considerado um dos jogadores mais importantes pelos adeptos encarnados.

Nené marcou o futebol português e o coração de muitos benfiquistas
Fonte: SLBenfica

E o futuro?

Prevê-se que Nené continue a transmitir a mística encarnada no Caixa Futebol Campus, dando o seu contributo para o projeto, para o qual se prevê grande crescimento nos próximos anos. Não é, de todo, provável que o antigo craque volte a assumir o comando técnico de algum dos escalões da formação do clube. Ainda assim, continua a ser uma voz ativa tanto na formação do clube, como no universo do futebol profissional.

Foto de Capa: SL Benfica

Festa da Taça feita de surpresas!

Sábado de Taça de Portugal, a competição rainha do andebol português, onde a lei do mais forte predominou, mas com algumas surpresas a acontecerem.

Quinze foi o número de jogos que se realizaram hoje, com trinta equipas a disputarem um lugar nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Dia 2 de Dezembro já se realizara o embate entre CA Rangers Telheiras (3ªD) e CS Marítimo Madeira (2ªD), com os insulares a serem mais fortes e a passarem à fase seguinte depois de uma vitória por 35-22.

O primeiro embate deste sábado preenchido de andebol foi entre Vitória FC (2ªD) e Avanca(1ªD) e logo aí se assistiu à primeira surpresa da tarde. A equipa de Setúbal que milita na 2.ª Divisão surpreendeu o Avanca e venceu o encontro por 25-24. O jogo que se seguiu foi entre o CA Salvaterra de Magos (3.ª) e o ABC/U Minho (1.ªD). Ao contrário do embate anterior, este jogo não teve grande história, com o emblema de Braga a sair vencedor por 39-10 e a carimbar a passagem aos oitavos-de-final.

Pelas 17:30 foi altura de CD Mafra e AM Madeira AND SAD(1ªD) medirem forças. No entanto, os adeptos de Mafra viram a equipa do Funchal vencer com relativa facilidade por 34-24, o que abriu caminho para a fornada das 18 horas, onde o Estarreja (3ªD) surpreendeu o GM 1ºDezembro (2ªD) ao vencer em casa por 27-21, e o Alavarium AC(3ªD) perdeu por 22-30 frente ao CCR Fermentões (1ªD).

Quando o relógio assinalou as 19 horas, deu-se início a mais cinco partidas, com Gondomar Cultural (3ªD) a receber o Sporting CP (1ªD). Apesar da boa réplica da equipa de Gondomar, os BiCampeões Nacionais foram demasiado fortes e venceram por 22-40, com destaque para o jovem de 19 anos, Nuno Reis, autor de 9 golos. O IFC Torrense (2ªD) perdeu frente ao AD Sanjoanense (2ªD), em grande parte devido aos 9 golos de Bruno Pinho e aos 8 do jovem de 18 anos Tiago Antunes.

Em Lisboa, o FC Belenenses (1ªD) recebeu e venceu o ADA Maia/ISMAI (1ªD), por 26-24, num jogo que se pautou pela igualdade entre as duas equipas, e o AC Sismaria (2ªD) teve uma partida extremamente complicada frente à Juve Lis (2ªD), mas que acabou por vencer por 18-17. Já o Povoa Andebol Clube (2ªD) recebeu e venceu o Boa Hora FC (1ªD) por 33-26, com destaque para Ricardo Avila, que com os seus 8 golos conseguiu realizar mais uma surpresa neste Sábado de andebol.

De seguida, foi o embate entre o GC Santo Tirso (2ªD) e o SL Benfica (1ªD), onde mais uma vez a lei do mais forte predominou, com a equipa de Lisboa a vencer por uns convincentes 38-21, com o jovem de 19 anos, Francisco Pereira, a destacar-se ao apontar 11 golos.

Jovem Francisco Pereira fez a diferença
Fonte: SL Benfica

Entrávamos então na parte final da eliminatória. Pelas 20:30, o CCR Alto do Moinho (2ªD) protagonizou mais uma surpresa nesta tarde de andebol ao vencer por 25-24 o AC Fafe (1ªD), o Águas Santas (1ªD) deslocou-se aos Açores para vencer o SC Horta (1ªD) por 33-22, numa partida em que Mario Lourenço fez a diferença ao apontar 9 golos, e o AD Modicus Sandim (2ªD) eliminou o Arsenal C.Devesa (1ªD) por 32-23, piorando assim a difícil época da equipa de Braga.

Por último, tivemos um derby na cidade do Porto, com o Boavista FC (2ªD) a receber o FC Porto (1ªD) naquele que foi o último jogo do dia. Apesar da boa réplica da equipa que atua no segundo escalão português, os azuis e brancos foram mais fortes, vencendo a partida por 40-26 e carimbando assim a passagem à fase seguinte da competição.

Uma tarde repleta de andebol e de surpresas, com cinco equipas a eliminarem adversários de divisões superiores, e com vários atletas a destacarem-se a nível individual. Os apurados passam assim para os oitavos-de-final, com o sorteio dessa eliminatória a realizar-se no dia 11 de Dezembro, pelas 17 horas.

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

A primeira Youth League – onde andam os rapazes?

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Foi ao comando de João Tralhão que a equipa sub-19 do Benfica da época de 2013/2014 chegou à final da primeira edição da UEFA Youth League. Não saíram vitoriosos do torneio, mas mostraram que a formação portuguesa tem qualidade para se bater com as academias dos colossos europeus.

Nessa primeira edição da competição destinada às equipas da formação dos clubes que chegam à fase de grupos da UEFA Champions League, havia duas equipas portuguesas: o SL Benfica e o FC Porto. Os Dragões não conseguiram passar da fase de grupos; já o Benfica teve uma campanha enaltecedora.

Na primeira fase, o Benfica deparou-se com os sub-19 do Paris Saint-Germain, do Anderlecht, e do Olympiacos. Deste grupo, as Águias saíram em primeiro lugar com quatro vitórias e dois empates (um em casa frente ao Olympiacos, e o outro, também na Luz, frente ao Paris Saint-Germain). Nos oitavos de final calhou jogar frente ao Áustria de Viena e o Benfica passou para os quartos ao bater o adversário por quatro bolas a uma. Nos quartos de final o Benfica vence os sub-19 do Manchester City por dois a um, e nas meias-finais vence os sub-19 do Real Madrid por quatro a zero. Corria tudo bem até aqui, mas no final de tudo sai triunfante do torneio a equipa sub-19 do Barcelona, que vence o Benfica por três a zero.

Foi uma primeira edição promissora para o clube português e os miúdos do Seixal mostraram potencial, mas será que esse se veio a confirmar?

No onze inicial da partida frente ao Barcelona estavam: Thierry Graça, Rafael Ramos, João Nunes, Alexandre Alfaiate, Pedro Rebocho, Estrela, Gilson Costa, Rochinha, Romário Baldé, Gonçalo Guedes, e Nuno Santos.

Numa primeira análise, apenas salta à vista um nome: Gonçalo Guedes. De todos aqueles jogadores, Guedes é de facto aquele que chegou mais longe na carreira futebolística até agora. Depois de fazer toda a sua formação no SL Benfica e de atuar na primeira equipa uma época e meia, Guedes foi transferido para o Paris Saint-Germain, onde não encontrou um lugar no onze titular. Na época seguinte a ser comprado, o PSG emprestou-o ao CF Valencia, onde fez uma temporada de sonho, tornando-se num dos jogadores cruciais da equipa. Neste último mercado de Verão foi adquirido a definitivo pelo Valencia. Para além disto, já fez vários jogos pela Seleção Nacional, e começa cada vez mais a ser uma grande aposta de Fernando Santos para o onze titular da seleção das Quinas.

Gonçalo Guedes é o jogador de maior destaque do onze, tendo jogado frente ao Barcelona na final da UEFA Youth League de 2013/2014
Fonte: SL Benfica

O guarda-redes dos sub-19 do Benfica era Thierry Graça. Natural de Cabo Verde, Thierry tinha chegado ao Benfica precisamente nessa época, e apenas esteve cá praticamente mais uma. Depois de passar pelo Orlando City, Thierry foi para o Estoril Praia, clube onde se encontra há já três épocas e onde atua como titular.

O defesa direito era Rafael Ramos, que também apenas tinha chegado ao Benfica nessa época. Fez quase a formação jovem toda no Sporting CP e, depois de uma época nos sub-19 do Benfica, foi para o Orlando City. Atualmente atua no FC Twente e joga a titular.

João Nunes era um dos defesas centrais, produto total da formação do Benfica. Depois dos sub-19, ainda fez duas épocas na equipa B do Benfica e, de seguida, foi para o clube onde se encontra há três épocas e onde é titular, o Lechia Gdansk.

O outro defesa central era Alexandre Alfaiate, que também fez praticamente toda a sua formação no Benfica. Depois de três temporadas no Benfica B, Alexandre Alfaiate foi emprestado ao Académica por uma época e, de seguida, foi para o Tubize da Bélgica. Esta temporada atua no FC Lusitanos de Andorra.

Quem segurou a ala esquerda foi Pedro Rebocho. Mais um produto da marca Benfica, Rebocho ainda esteve dois anos na equipa B antes de ir para o Moreirense. Depois de apenas uma época foi para o Guingamp da França, onde joga atualmente e a ocupar o onze titular.

Estrela foi outro dos jogadores que saíram para o Orlando City depois dos sub-19 do Benfica. Ainda tendo passado pelo APOEL por uma época, Estrela voltou a Portugal, mas para o Varzim Sport Clube, clube que defende atualmente.

Gilson Costa passou pela formação dos três principais clubes do distrito de Lisboa: Sporting CP, CF Belenenses, e SL Benfica. Foi nas Águias onde esteve mais tempo e onde mais brilhou, tendo atuado na equipa B por duas épocas antes de sair por empréstimo para o Arouca. Na época passada jogou no Boavista e atualmente encontra-se sem clube.

Depois de jogar nas escolas do FC Porto, do Feirense, e do Boavista, Rochinha entrou para os escalões do Benfica, onde esteve até 2014, tendo sido emprestado aos Bolton Wanderers da Inglaterra por uma época. De seguida, foi transferido para o Standard Liége, onde esteve uma temporada, e vai já na terceira época consecutiva a vestir a camisola do Boavista, onde tem tido algum destaque na equipa.

Romário Baldé também fez praticamente toda a formação no Benfica. Passou pela equipa B e pelo Tondela (por empréstimo) quando ainda estava ligado às Águias. Acabou por ser transferido para o Lechia Gdansk e na corrente época está emprestado pelo clube polaco à Académica de Coimbra.

Por último temos Nuno Santos. O avançado fez quase toda a formação nas escolas do FC Porto e, ainda antes de vir para o Benfica, esteve um ano nos sub-19 do Rio Ave. Apenas jogou uma época nos sub-19 das Águias, pois nas duas seguintes atuou na equipa B. Em 2015 ainda chegou a entrar pela equipa principal do Benfica em duas ocasiões, acabando por ser emprestado ao Vitória de Setúbal no ano seguinte. Acabou mesmo por se transferir para o Rio Ave, clube onde joga atualmente.

Em suma, apenas Gonçalo Guedes chegou mesmo a alcançar o potencial que se esperava de uma equipa finalista da primeira edição da UEFA Youth League. Alguns jogadores, como Nuno Santos e Rochinha, ainda encontram algum destaque a nível Nacional, mas não passa disso. Penso que, em termos de qualidade e potencial, o Benfica tem na sua posse (atualmente) jogadores que irão chegar mais longe do que grande parte deste onze.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: UEFA Youth League

Um cheirinho a meio-campo

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Um dos setores mais importantes numa equipa, se não o mais importante, é o setor intermediário, por todas as “tarefas” inerentes aos jogadores que ali atuam.

Para a presente temporada, o meio-campo leonino foi uma das “vítimas” para a presente temporada com a saída de alguns jogadores, nomeadamente William Carvalho (um jogador importantíssimo nas temporadas anteriores). Já com a temporada a decorrer, o argentino Battaglia (outro jogador fundamental neste setor) contraiu uma lesão o que o obrigará a ficar afastado dos relvados até final da temporada 2018/2019.

Com o holandês Marcel Keizer como treinador da equipa leonina, o meio-campo sofreu uma “pequena” alteração. Gudelj e Bruno Fernandes com os seus lugares bem cimentados no centro do terreno de jogo restava apenas uma “peça” para completar o meio-campo (mantendo o 4-3-3). E a solução acabou por recair no brasileiro Wendel…e que solução!

Logo no seu primeiro jogo a orientar a equipa leonina, confronto com o Lusitano Vildemoinhos a contar para a Taça de Portugal, o holandês optou por lançar o trio Bruno Fernandes, Gudelj e Wendel de início. Seguiram-se os jogos com o Qarabag (Liga Europa) e com o Rio Ave (Campeonato Nacional), com o tridente a repetir a titularidade.

Wendel mereceu a confiança de Marcel Keizer
Fonte: Sporting CP

Fazendo uma análise ao desempenho da equipa leonina com Marcel Keizer no leme, o Sporting Clube de Portugal saiu vencedor: três partidas, três vitórias, e…o mesmo tridente no setor intermediário – quererá isto dizer alguma coisa?!

Para além das vitórias, a equipa deixou boas indicações ao Universo Leonino, e muito se deveu aos jogadores eleitos para jogarem entre os defesas e os avançados…fez-me lembrar um tridente que passou pelo clube num passado recente – William Carvalho, Adrien Silva e João Mário. Nas últimas três partidas, verificou-se uma melhoria significativa na circulação da bola e mais e melhores jogadas coletivas. Que saudades tinha de ver triangulações!

A equipa a jogar desta forma consegue estar mais próxima de zonas de finalização, aumentando as possibilidades de concretizar em golo.

Foto de Capa: Sporting CP