Ibson chegou ao FC Porto na época 2004/05 com apenas 21 anos durante o mercado de inverno, proveniente do CR Flamengo, tendo o FC Porto desembolsado cerca de dois milhões de euros. Uma época de grande nível despertou o interesse dos azuis e branco. Ibson foi um dos jogadores em maior destaque no Brasileirão de 2004.
Um médio de grande qualidade técnica, capacidade de transporte de bola, intensidade nos duelos, um típico médio box-to-box. Apesar de toda a qualidade nunca foi um indiscutível no FC Porto tendo permanecido no clube até 2007, quando voltou ao CR Flamengo por empréstimo dos portistas. Tendo o clube brasileiro pago uma taxa de cerca de 700 mil euros pelo empréstimo.
Pelo FC Porto realizou 56 jogos onde conquistou dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. No Brasil fez uma carreira de sucesso onde foi campeão brasileiro em 2009 e onde conquistou também quatro Campeonatos Cariocas ao serviço do CR Flamengo.
Ibson nunca foi um titular indiscutível no Dragão face à forte concorrência Fonte: conversas redondas
Ainda ligado contratualmente aos azuis e brancos voltou à Europa para representar o FK Spartak de Moscovo em 2009 tendo o FC Porto recebido cerca de quatro milhões de euros. No Brasil representou ainda clubes de topo como o Santos FC e o SC Corinthians com alto rendimento também nestes clubes com a conquista de Campeonatos Paulistas.
Depois teve uma breve passagem pelo Futebol Italiano, pelo Bologna FC sem grande sucesso. Atualmente encontra-se na MLS ao serviço dos Minnesota United onde nas últimas quatro épocas foi uma peça fundamental da equipa.
A sua afirmação no FC Porto não foi totalmente conseguida mas a concorrência não era fácil de ultrapassar, jogadores como Lucho, Raul Meireles, Paulo Assunção nunca deixaram muito espaço ao jovem brasileiro. Um excelente jogador mas que no Dragão não conseguiu mostrar todo o seu potencial.
O arranque desta temporada desportiva tem sido marcado pelo sucesso europeu do ecletismo do Sporting Clube de Portugal. O clube de Alvalade compete nas maiores competições da Europa, em várias modalidades.
No andebol, o Sporting fez história. Pela primeira vez, uma equipa portuguesa passou aos 1/16 de final da EHF Champions League. Num grupo extremamente forte, com o Matalurg da Macedónia, os turcos do Besiktas, o Chekhovskiye Medvedi, o Tatran Presov e os dinamarqueses do Silkeborg, os leões liderados por Hugo Canela, onde brilham vários craques do andebol internacional, apurou-se no segundo lugar deste grupo C. No play-off, ditou o sorteio que irão defrontar o Dínamo de Bucareste da Roménia e poderão continuar a sonhar em conquistar a Europa. Tendo ainda como grande objetivo a conquista do Tricampeonato.
A festa da passagem a “final-four” da UEFA Futsal Champions League, no Pavilhão João Rocha, após eliminar o Benfica Fonte: Sporting CP
No futsal, os tricampeões nacionais carimbaram o passaporte para estar, pela terceira vez consecutiva, na final-four, desta feita na UEFA Futsal Champions League. Numa ronda de elite realizada no Pavilhão João Rocha, o Sporting eliminou o eterno rival, Benfica, num ambiente extraordinário, com o apoio dos sportinguistas. Os leões vão disputar o título de campeões europeus de futsal, em conjunto com Inter Movistar, Barcelona e Kairat Almaty. O grande sonho dos sportinguistas, vencer o título que falta ao longo palmarés do futsal leonino que já conta com mais de 100 troféus. Os objetivos são claros, lutar pelo título europeu e vencer o Tetracampeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal. Para isso, Nuno Dias tem à sua disposição um coletivo muito forte e que se reforçou para esta temporada, que tem vindo a crescer e a assimilar os processos e o modelo de jogo pretendido.
– O Sporting procura na Liga Europeia, melhorar o registo da temporada passada e conquistar o título europeu Fonte: Sporting CP
No Hóquei em Patins, o Sporting liderado por Paulo Freitas está a fazer um arranque de temporada interessante. À passagem da sétima jornada, o Sporting lidera o campeonato nacional. Na Liga Europeia, os leões continuam a lutar pela glória europeia somando três jogos e outras tantas vitórias e liderando o grupo B. O grupo do Sporting é composto pelos italianos do Forte dei Marmi, pelos espanhóis do Liceo da Coruña e os alemães do Herringen. Recorde-se que, na temporada passada, a equipa leonina voltou a estar na meia-final da Liga Europeia, cerca de 30 anos depois. O objetivo esta temporada, além de revalidar o título nacional, é chegar o mais longe possível na Liga Europeia e lutar por conquistar o troféu.
Além destas três modalidades, recorde-se que no futebol feminino o Sporting disputou a Liga dos Campeões; o voleibol fez história ao passar aos oitavos-de-final da Challenge Cup, ao ganhar ao Stroitel de Minsk. O clube de Alvalade faz parte da elite do desporto europeu ainda no ténis de mesa, no atletismo com vista à participação da Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato.
Desta vez foi a sério e, depois de alguma dúvida e especulação, Didier Drogba decidiu-se mesmo a terminar a carreira. Como quando um capítulo, ou, neste caso, uma era termina, o que ficará indelével na história será aquilo que nós pensamos em primeiro lugar quando recordamos alguém.
No caso de Didier Drogba é impossível esquecer a sua forma de ser dentro do campo, sim, forma de ser, mais para além da de estar. O ponta-de-lança natural de Abidjan, a maior cidade da Costa do Marfim, tinha em si tudo o que um defesa mais temia. Arranque, velocidade estonteante e aliar isso a capacidade técnica de excelência fizeram de Drogba um dos melhores números 9 que o futebol africano trouxe para o mundo. Sem esquecer o seu jogo de cabeça e virtudes físicas portentosas, Didier era e é exemplo no que concerne a sua personalidade forte que faziam dele um líder que puxava a equipa para a frente. Fora das quatro linhas, Drogba é outro exemplo a seguir de solidariedade para com os mais necessitados e exemplo disso é a existência da sua fundação que auxilia os seus compatriotas costa-marfinenses…
Mas este artigo serve para louvar os seus méritos futebolísticos, que não foram poucos. Saído muito cedo da sua Costa do Marfim para viver em França, bem longe dos seus pais, o ‘craque’ cumpriu formação no Levallois SC e no Le Mans, onde iniciou carreira sénior. Depois foi no Guingamp que deu nas vistas e assim chegou ao topo do futebol francês pela porta do Marselha. Em 2003/04, chegou à final da Taça UEFA com os marselheses e Mourinho não o deixou fugir, levando-o para o Chelsea. Os dois jogos entre FC Porto e Marselha na fase de grupos da ‘Champions’ nessa época foram mais que suficientes para tirar as dúvidas a José Mourinho…
A 19 de maio de 2012, Drogba viveu a sua noite mais gloriosa de sempre Fonte: Chelsea FC
E foi em Inglaterra que o costa-marfinense foi mais feliz e onde jogou mais anos, com duas passagens, pelo Chelsea. Se quando chegou a Stamford Bridge, os londrinos não venciam a Liga Inglesa há 50 anos…Didier almejou levantar a ‘Premier League’ por quatro ocasiões, mais quatro Taças de Inglaterra, 3 Taças da Liga e duas Supertaças.
A 19 de maio de 2012, vive a sua noite mais gloriosa de sempre. Marca no tempo regulamentar e converte o penálti decisivo que deu a até agora única Liga dos Campeões aos ‘blues’, contra o Bayern de Munique, em plena Allianz Arena. Já tinha deixado o clube quando, na temporada seguinte, o Chelsea ergueu o troféu da Liga Europa.
China, Turquia, Canadá e EUA foram outras paragens do africano quando a a carreira já se aproximava da sua curva descendente. No Shangai Senhua esteve poucos meses, no Galatasaray venceu todas as competições domésticas, ao passo que Impact Montréal e Phoenix Rising foram as últimas etapas da carreira de Drogba.
A nível de seleção ficou o amargo de boca de, por duas ocasiões, ter perdido a competição mais cobiçada do continente africano nas grandes penalidades. Assim foi em 2006, contra o Egito, e, em 2012, diante da Zâmbia. Quanto a Mundiais, Drogba esteve presente em três fases finais, 2006, 2010 e 2014, mas sem nunca passar a fase de grupos. Outra mágoa…
Individualmente, Didier Yves Drogba Tébily foi considerado, por duas vezes, jogador africano do ano, melhor jogador a jogar em França, venceu um ‘Golden Foot’, esteve, por duas ocasiões, na melhor equipa da CAN, duas vezes melhor marcador da Premier League, no melhor onze a jogar em França, FIFA team of the year e melhor marcador da Liga Europa.
Por todas estas razões e outras mais dizemos, já nostálgicos, que vamos sentir saudades do fenómeno Drogba dentro do campo e de aprender como uma força da natureza sabia e podia sorrir contagiantemente como uma criança.
No dia 26 da última semana, foram apontadas muitas críticas à WWE por ter produzido, na opinião de muitos, o pior Monday Night Raw de sempre. Embora possa parecer exagerado, a verdade é que foi um episódio aborrecido, previsível, e que nada acrescentou às storylines em curso. Infelizmente, tem sido assim nos últimos meses.
E isto é preocupante para algo que se intitula como “entretenimento”. Aquele que é o principal programa semanal da WWE não é considerado must-see TV, e dá a sensação de que apenas vale a pena ver o PPV’s na Network.
Entretanto, o SmakDown tem apresentado bons programas, com histórias melhor contadas, e com um melhor aproveitamento dos lutadores (mesmo não sendo perfeito). No entanto, não está isento de críticas e continua longe (tal como o Raw) de ser algo que prenda os espectadores aos ecrãs.
Tudo isto leva-nos a uma pergunta inquietante: Que factos levam a WWE a produzir programas banais, e às vezes muito maus, todas as semanas?
No segundo jogo desde o alarido que houve na Luz quanto à saída ou permanência do treinador Rui Vitória, o SL Benfica recebeu o FC Paços de Ferreira na segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga.
A partida começou e acabou com domínio dos encarnados, como é sempre de esperar num encontro que opõe as duas equipas no reduto das águias. Porém, a equipa que se apresentou aos poucos adeptos (comparando à habitual massa adepta no Estádio da Luz) foi um onze diferente àquele que iniciou a derradeira partida do renascimento de Rui Vitória. João Félix, Alfa Semedo, Yuri Ribeiro, Krovinovic, Seferovic e Svilar foram as seis alterações no onze. Os únicos resistentes foram André Almeida, Jardel, Zivkovic, Gedson e Rúben Dias.
Depois do 4-0 contra o CD Feirense – numa reação positiva à manutenção do técnico encarnado como treinador principal –, os adeptos esperavam que, no mínimo, a equipa vencesse a partida para dar início a uma possível sequência de resultados positivos. O resultado foi um jogo tolerável quando comparado ao anterior apesar das fragilidades, que se mantiveram ligeiramente encobertas devido à diferença qualitativa dos dois adversários.
O jogo pode ser resumido nos golos: o primeiro, de Seferovic aos 12 minutos, foi na sequência de uma boa troca de bola na linha, com cruzamento de Alfa Semedo para o avançado encostar; o segundo, a fechar a primeira parte, foi pelo jovem João Félix, que, numa recarga, rematou em força para ampliar a vantagem final dos encarnados.
Houve ainda uma bola ao poste pelo suíço do Benfica, num grande remate de longe, que merecia um final feliz. De resto, o jogo foi básico, numa velocidade “de taça da liga” e com o Paços de Ferreira a tentar fazer a surpresa, embora sem sucesso.
Seferovic contabilizou o sexto golo esta temporada em todas as competições pelo Benfica Fonte: SL Benfica
As jogadas entre colegas encarnados continuam a precisar de melhorar, mas já se veem lances mais coesos do que aqueles que existiram nos jogos que antecederam a luz que Luís Filipe Vieira viu (que lhe disse para manter o treinador).
O Benfica que se viu foi suficiente para ganhar pela vantagem que venceu o jogo, mas muito se deve ao adversário, que se focou demasiado em defender e jogar pelo seguro do que em atacar.
Foi apenas mais um jogo. Uma vitória normal que pelo menos deu para satisfazer o facto de ter sido a segunda consecutiva e de não ter sido sofrida.
Com este resultado, os encarnados estão a um passo da final four da Taça da Liga.
Onzes Iniciais:
SL Benfica: Mile Svilar; André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Yuri Ribeiro; Alfa Semedo, Gedson Fernandes (Gabriel, 77′), Filip Krovinovic; Andrija Zivkovic (Franco Cervi, 81′), João Félix e Seferovic (Nicolás Castillo, 59′)
FC Paços de Ferreira: Carlos Henriques; Diego Medeiros, Rui Correia, Marcos Valente, Paulo Henrique; Abbas Ibrahim, Vasco Rocha (Uilton Silva, 46′), Andrézinho (Pedrinho, 46′); Sodiq Fatai (Paul Ayongo, 80′), Christian e Douglas Tanque
No Teatro dos Sonhos, o cartaz prometia um serão bem passado. E não desiludiu. Atores do mais alto nível e dois dramaturgos famintos por vitórias, proporcionaram um espetáculo emotivo, de parada e resposta.
As duas equipas apresentaram-se em 3-4-3, com muita mobilidade ofensiva e com destaque, nos da casa, para a estreia a titular de Diogo Dalot em jogos da Premier League. Mourinho, depois do empate em Southampton, acusou os seus jogadores de falta de atitude e de agressividade, dizendo mesmo que queria “cães raivosos” na sua equipa. Ora, os diabos vermelhos devem ter ouvido as declarações do seu técnico e entraram de garras afiadas, a pressionar em cima da defesa adversária e condicionando a saída do adversário. No entanto, o Arsenal conseguiu sucumbir a pressão inicial adversária e foi numa fase de equilíbrio que chegou à vantagem, através de um cabeceamento de Mustafi e com muita ajuda de De Gea, que não conseguiu segurar uma bola fácil.
A vantagem dos londrinos só durou 3 minutos, já que Martial restabeleceu a igualdade, na sequência de uma defesa incompleta de Leno a um livre de Rojo. Até ao intervalo, a fase mais feia do jogo, com muitos lances impetuosos que valeram a mostragem de 5 cartões amarelos e lesões a Holding e Ramsey.
Jogo muito discutido em Old Trafford Fonte: Manchester United FC
A segunda parte também começou equilibrada, com as duas equipas a estudarem-se e os treinadores a ensaiarem as primeiras mexidas. No entanto, com um golo tudo reabriu. Foi aos 68 minutos que Rojo perdeu a bola em zona proibida, Mkhitaryan combinou com Lacazette e este bateu De Gea, num lance em que ainda ficou com mazelas. Se a reposta do United ao primeiro golo demorou 3 minutos, a do segundo demorou… menos de um minuto! A bola foi ao centro, Rojo despejou na frente, os defesas do Arsenal atrapalharam-se e Lingard apareceu na cara de Leno para fazer o 2-2. Que emoção!
O jogo continuou aberto e emotivo, com «bola cá, bola lá» e oportunidades nas duas balizas. O Arsenal foi quem esteve mais perto de voltar novamente para a frente do marcador, mas Aubameyang permitiu duas boas defesas de De Gea e Mkhitaryan desperdiçou à boca da baliza.
Pouco depois, apito final soou e o empate pode aceitar-se. O jogo nem sempre foi bem jogado, longe disso, mas a entrega dos jogadores em cada lance foi notável, havendo vários períodos de êxtase e loucura tal a intempestividade de aproximações a cada uma das balizas.
O Manchester United volta a empatar, desta feita com uma equipa do seu nível, mas que já está oito pontos à sua frente. Já o Arsenal continua em crescendo, somando já 20 jogos sem perder em todas as competições, 13 se só olharmos à Premier League.
Onzes Iniciais:
Manchester United FC: De Gea, Baily, Smalling, Rojo (Fellaini 72’), Dalot, Herrera, Matic, Darmian, Lingard (Pogba 75’), Martial (Lukaku 63’) e Rashford.
Arsenal FC: Leno, Mustafi, Holding (Lichtsteiner 36’), Sokratis, Bellerín, Torreira, Guendouzi, Kolasinac, Ramsey (Mkhitaryan 45’), Iwobi (Lacazette 65’) e Aubameyang.
O campeonato brasileiro chegou ao fim e coroou o Palmeiras como o grande campeão. Tivemos grandes jogos e muitos jogadores se destacaram e, inclusivé, interessam ao futebol europeu. Após algumas análises, decidi montar a seleção do campeonato brasileiro.
Por norma, quando um clube português é promovido à Primeira Liga, este costuma fazer uma revolução no seu plantel, reforçando-o com muitos jogadores com experiência no principal escalão do futebol português. O CD Santa Clara não seguiu esse caminho, optando por segurar a espinha dorsal que levou a equipa açoriana a subir de divisão. Um dos elementos dessa espinha dorsal é o avançado Fernando Andrade.
Este brasileiro de 25 anos foi formado no AD São Caetano e, depois de uma curta passagem pelo futebol japonês, viajou para Portugal, no ano de 2015, para ingressar no Oriental. Depois de ter dado nas vistas do clube de Marvila e no Penafiel, na temporada seguinte, o avançado rumou aos Açores, em 2017, tendo sido um dos jogadores mais influentes na campanha que os levou de regresso à Primeira Liga, 15 após a última presença, contribuindo com 11 golos em 35 jogos. Nesta temporada, o avançado continua a desempenhar um papel influente na equipa orientada por João Henriques, com três golos e uma assistência em 11 jogos.
Fernando Andrade é a principal referência ofensiva dos açorianos Fonte: CD Santa Clara05
Podendo também jogar a extremo, Fernando Andrade é um jogador bastante rápido e móvel, que gosta de descair para as alas e de espreitar uma oportunidade para explorar as costas da defesa. Possui também boa qualidade técnica, sabendo tabelar com os colegas de equipa, e é dono de um forte remate.
A sua influência no conjunto açoriano foi recentemente premiada, com o seu contrato a ser renovado até 2021. Aos 25 anos, Fernando Andrade tem condições para construir uma carreira sólida na Primeira Liga.
Em Chicago, houve mudança de treinador, com Fred Hoiberg a ser despedido depois de pouco mais de três épocas ao comando dos Bulls. Numa cidade conhecida como “Windy City”, é de acordo com o vento que os dirigentes parecem andar. Após trocarem todos os melhores jogadores de modo a reconstruir através do draft, os Bulls decidem despedir o treinador porque não ganha jogos.
A relação Hoiberg-Chicago nunca atingiu um patamar de confiança notório e parecia ser uma questão de tempo até o primeiro abandonar os Bulls. Ainda assim, se a razão para o despedimento for o mau início de temporada, como aparenta ser, a equipa do Este tem muito para explicar.
Hoiberg conseguiu, em três temporadas, chegar uma vez aos playoffs. Chegou através do oitavo lugar, ficando a uma inesperada lesão de Rajon Rondo de chocar os primeiros classificados Boston Celtics. Depois desse ano, foi altura de deitar tudo abaixo. Wade e Rondo saíram, Jimmy Butler foi trocado e iniciou-se a reconstrução (Mirotic haveria de sair a meio da temporada). Os Bulls conseguiram adicionar jogadores como Zach Lavine, Kris Dunn e a peça com maior potencial, Lauri Markkanen. Já antes desta época, foi a vez de Wendell Carter Jr. chegar através do draft.
Fred Hoiberg com o adjunto e agora treinador dos Bulls, Jim Boylen Fonte: Chicago Bulls
Os Bulls ficavam com uma boa dupla de postes, mas decidiram dar 20 milhões a Jabari Parker, um jogador que passou mais tempo lesionado do que em campo e que um dia disse que “ninguém é pago na NBA para defender”. Zach Lavine já não é conhecido pelo seu magnífico trabalho defensivo, juntando Parker e um Lauri Markkanen que só se estreou na temporada neste fim-de-semana e fica complicado para Hoiberg, que continuava a ver o crescimento de Kris Dunn simplesmente não acontecer.
O tempo de Hoiberg em Chicago teria sempre os seus dias contados e a sua saída aconteceria sempre num futuro próximo. Mas os grandes culpados da falta de rumo dos Bulls continuam a ser a dupla John Paxson/Gar Forman. Porque por muito limitado que fosse o “cozinheiro” Fred Hoiberg, não lhe podem dar duas laranjas e um saco de arroz e esperar que este faça a melhor francesinha do mundo.
Em Vila Nova de Famalicão, cidade com cerca de 134 mil habitantes pertencente ao distrito de Braga, mora um clube peculiar. Um clube especial, desde logo, pela sua extraordinária massa adepta que, embora as contrariedades (e foram muitas, como de resto ficará a saber), permaneceu fiel e nunca deixou que a desilusão se sobrepusesse ao seu amor pela equipa, apoiando-a incondicionalmente em toda e qualquer circunstância. Prova disso é o facto de, na época de 2016/2017, quando o FC Famalicão concluiu a Segunda Liga no 15.º posto – apenas um ponto acima dos lugares de despromoção ao CNS – o clube ter ficado no segundo lugar da tabela classificativa, relativamente ao número de espetadores.
Uma história que se começou a contar a verde e branco
Fundado no ano de 1931, o FC Famalicão teve, ao longo dos seus primeiros oito anos de vida, o verde e o branco como cores predominantes. Porém, o destino quis que, na temporada de 1938/1939, o verde desse lugar ao azul, para obter filiação ao FC Porto – o que viria a não acontecer. O que é certo, é que o azul se mantém até aos dias de hoje.
Após alguma instabilidade vivida na década de 50, com os Famalicenses a oscilarem entre a terceira divisão e os campeonatos regionais, eis que o clube se consegue reerguer – com o envolvimento de toda a cidade –, ascendendo pela primeira vez ao principal escalão do futebol português, na temporada de 1977/1978.
No entanto, com o virar do século voltaram os tempos difíceis e somente na época de 2015/2016 é que o Famalicão regressou aos campeonatos profissionais, mais uma vez, contando com o apoio incondicional dos seus adeptos.
2018/2019, uma época que promete ser diferente… para melhor
Feliz Vaz tem sido preponderante no início de época da equipa orientada por Sérgio Vieira Fonte: FC Famalicão
A nova temporada trouxe, também, uma ambição renovada. Assim, depois de três anos que serviram para consolidar o clube nos escalões profissionais, espera-se que, superadas as normais dores de crescimento, o Famalicão procure a sua afirmação no panorama do desporto-rei nacional. O processo deve ser encarado com naturalidade, pois, como disse Camilo Castelo Branco, um ilustre famalicense, “É preciso ter chorado para imortalizar o riso no livro, na estrofe, na sentença, na palavra”, o que, a meu ver, se enquadra na perfeição ao estado de espírito evidenciado pelos seguidores do clube.
Para tal, ao já habitual e inesgotável apoio dos adeptos, junta-se a tão almejada e necessária capacidade financeira, com a entrada de um investidor experiente no ramo na SAD.
Para já, a formação liderada por Sérgio Vieira parece estar no rumo certo: lidera, ainda que à condição, a tabela classificativa da Segunda Liga e trata-se, à semelhança do SL Benfica B, da única equipa invicta no seu estádio, contando com um registo de quatro vitórias em igual número de jogos.
No entanto, e como já é hábito dizer-se, prognósticos só no final do encontro…