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Experiência ou continuidade?

O play-off de acesso ao Europeu de sub-21 está a bater à porta e há uma coisa que me tem feito pensar, ultimamente. Na competição que reúne as melhores selecções do escalão, como é que poderemos construir uma melhor equipa? Apostando em jogadores sub-21 que já são presença assídua na selecção A, dando assim uma maior tarimba à equipa; ou dando continuidade aos jogadores que têm sido as principais escolhas na fase de qualificação, que já estão habituados ao processo e têm uma dinâmica estabelecida?

Esta é uma questão que tem sido debatida e que deverá dividir opiniões. Quando fomos vice-campeões europeus de sub-21 em 2015, tínhamos vários jogadores que já eram aposta na selecção A. William Carvalho tinha marcado presença no Mundial do ano anterior e Raphaël Guerreiro, João Mário e Bernardo Silva também já eram aposta na formação principal das quinas. Todos eles foram peças fundamentais na equipa, visto que também tinham participado nalguns jogos da fase de qualificação. Como tal, não estavam inseridos num grupo de trabalho desconhecido.

Dois anos mais tarde, seria o campeão europeu Renato Sanches a ser “despromovido”, com a pequena diferença de que o Golden Boy de 2016 se iria estrear no escalão de sub-21. A verdade é que, muito graças à sua pouca utilização em Munique, o “miúdo” da Musgueira teve um rendimento muito abaixo do esperado.

Gedson Fernandes irá estrear-se nos sub-21
Fonte: Selecções de Portugal

Outra situação que me deixa a pensar é que a “despromoção” destes jogadores para os sub-21, num novo modelo de jogo e num novo grupo de trabalho, poderá afectar a dinâmica da equipa, já numa fase final da época desportiva.

Outra questão é que a presença desses jogadores iria retirar o lugar a outros igualmente talentosos. Tendo em conta a grande variedade de opções que temos tido nas selecções jovens, não acho, de todo, necessário que tenhamos de chamar jogadores da selecção A, como Renato Sanches ou Rúben Neves. Ainda para mais, quando há uns meses atrás fomos campeões europeus de sub-19 sem vários dos melhores jogadores do escalão, tais como João Félix, Diogo Leite, Gedson Fernandes ou Rafael Leão.

Um caso a ter em conta neste play-off será o de Gedson Fernandes. Depois de ter marcado presença nas últimas duas convocatórias da formação nacional principal, irá estrear-se na selecção de sub-21. Tendo em conta que se juntará à equipa em Novembro, anda irá a tempo de se integrar no processo, e o facto de haver na equipa vários colegas com quem jogou nas camadas jovens do SL Benfica também o pode ajudar.

Seja como for, caso não consigamos marcar presença no Europeu de sub-21, isso não irá mudar o facto de possuirmos uma das gerações mais talentosas do futebol português. Como tal, creio que esta deve ser aproveitada ao máximo, sendo que a escolha dos 23 convocados deverá dar muitas “dores de cabeça”.

 

Foto de Capa: Selecções de Portugal

Os 5 goleadores do FC Porto nos últimos dez anos

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Com seis títulos de campeão nacional conquistados nos últimos 10 anos, os dragões superiorizam-se dos seus rivais pelo palmarés e pelo número de títulos conquistados na última década. Com mais de 60 golos marcados por época, o FC Porto destaca-se pelo seu poderio ofensivo e pela qualidade constante que impõe no setor mais avançado. Para isto, contribuem os avançados que se tornaram alguns deles, marcantes para a nação azul e branca.

E se Jesus ressuscitasse?

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Numa altura em que a posição de Rui Vitória como treinador do Benfica está muito fragilizada surge a hipótese de um despedimento na mente dos adeptos. Estes já se fizeram ouvir por muitas vezes ao mostrar lenços brancos no final das partidas em que os encarnados saíram derrotados na Luz – contra Ajax e Moreirense – quando antes já tinham demonstrado o seu desagrado em formato de assobios na derrota no Jamor contra os Belenenses SAD. Com o cerco a apertar e com exibições que claramente estão longe do alcance de um plantel como o do Benfica, a paciência dos adeptos perante o treinador começa a esgotar-se e a saída do atual timoneiro é recorrentemente exigida ao presidente Luís Filipe Vieira. Neste clima de tensão, surge, tal Dom Sebastião a regressar no nevoeiro, o nome de Jorge Jesus para tomar conta do comando técnico dos encarnados uma segunda vez. Poderá acontecer a ressurreição de Jesus à quarta época?

Em caso afirmativo, há duas perspetivas, pensando apenas em futebol, ao invés de colocar a “traição” de ter ido para o rival leonino na equação:

Na primeira abordagem surge logo no pensamento o facto de Jesus ter perdido três campeonatos consecutivos – dois deles com uma vantagem considerável e nas derradeiras jornadas da competição. Vem a dor de ter perdido duas finais europeias, uma taça de Portugal frente ao Vitória SC (contra o treinador que agora orienta as águias), o desacato com Óscar Cardozo, a insistência em Émerson, Bruno Cortez, Melgarejo, David Luiz a defesa esquerdo, e muitas outras teimosias de Jesus ao longo dos seis anos em que esteve no banco do Benfica. Vêm também à memória os 0-5 contra o FC Porto no Estádio do Dragão, a falha na aposta nos jovens – deixando perder o talento de Bernardo Silva e João Cancelo, que agora são jogadores de equipas de topo mundial -, e o fracasso na Liga dos Campeões – sucessivas relegações para a Liga Europa.

Jorge Jesus saiu do Benfica para o Sporting em 2015. A sua presença nos festejos foi totalmente diferente do ano anterior
Fonte: SL Benfica

Porém, vem a segunda perspetiva, que é aquela que encara o regresso como um conto de fadas fantástico. Lembramo-nos do campeonato avassalador na época de estreia – aquele tipo de jogo fantástico cheio de golos; o futebol com “nota artística” que se conseguia jogar; as campanhas longas e intermináveis nas competições europeias, com aquela emoção que há muito não se sentia ao jogar por um troféu externo; o bicampeonato que não se conseguia há décadas e o sonho de duas finais consecutivas da Liga Europa, onde se eliminou a Juventus para chegar à final. Jesus trouxe grande futebol para o Benfica, fez renascer a hegemonia dos encarnados e trouxe um Benfica mais Europeu, em conjunto com a alegria de ir ao Estádio da Luz. Trouxe estrutura e discernimento tático – não fosse ele intitulado de “mestre da tática” enquanto cá esteve. Sem o trabalho dele por detrás, sabe-se lá se o Benfica de Rui Vitória teria conseguido vencer por tanto tempo. Agora que o trabalho de Jesus parece estar a desaparecer do plantel, as coisas estão a piorar exponencialmente.

O seu regresso é discutível. O que não é discutível é que o Benfica de Jorge Jesus foi possivelmente o melhor Benfica dos últimos 30 anos. Há que lhe dar mérito por isso; há que perceber quando alguém olha para este Benfica e suspira pelo futebol do Benfica de há quatro anos atrás.

Foto de Capa: SL Benfica

Revisto por: Mariana Coelho

Superliga Europeia: o inevitável fluxo do futebol moderno?

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É um dos temas do momento. A criação da Superliga Europeia já fez correr muita tinta, vendeu alguns jornais, gerou debates intensos e provocou reações de grandes figuras do futebol. Agora, mais a frio, vamos analisar todos estes acontecimentos que surgiram desde dia 3 deste mês, data em que a investigação ‘Football Leaks’ revelou um anexo de um email enviado ao presidente do Real Madrid, Florentino Perez, que consistia num acordo para a criação da Superliga Europeia, em 2021. O documento deveria ser assinado pelos presidentes dos 11 clubes fundadores. Esses 11 clubes são o Real Madrid, o Barcelona, o Manchester United, o Manchester City, o Chelsea, o Arsenal, o Liverpool, o PSG, a Juventus, o Milan e o Bayern de Munique. A estes juntar-se-iam cinco convidados, o Atlético de Madrid, o Olympique de Marselha, o Inter de Milão, a Roma e o Dortmund.

A “bomba” rebentou e as grandes instituições do futebol não ficaram indiferentes. Gianni Infantino, presidente da FIFA, deu a entender que os jogadores que participem na Superliga Europeia poderão ser banidos. “Ou estão dentro, ou estão fora”, atirou o italiano. De Espanha, surgiram notícias de que a UEFA tem preparado um “plano de emergência” para combater a Superliga Europeia, propondo, por exemplo, passar os jogos da Liga dos Campeões para o fim-de-semana, deixando para os dias de semana as competições nacionais. Recorde-se que o presidente da UEFA chegou a referir, a 22 de março do ano passado, que não existiria Superliga Europeia: “Tenho a certeza de que não haverá uma Superliga. Isso significaria uma guerra à UEFA. Claro que ninguém o pode garantir, mas enquanto eu lá estiver não haverá Superliga”. “O apuramento para a Liga dos Campeões tem de ser um sonho para todos. Não pode haver uma competição fechada”, revigorou o esloveno.

Também de Espanha surgiram notícias de que o projeto da Superliga Europeia estava sem financiamento, devido ao abandono da empresa norte-americana Relevent que abandonou o projeto devido à ausência de um plano financeiro. Até será bastante surpreendente se um projeto destes não tiver pernas para andar, porque, ao que parece, basta reunir um grande investimento para montar uma competição com algumas das melhores equipas do mundo. Com maior ou menor brevidade, acredito que o futebol acabará por ceder e a Superliga acontecer. É o passo natural à medida que os clubes desaparecem e se transformam em empresas. É, no fundo, criar um modelo competitivo de inspiração norte-americana (NBA, NFL…), onde todas as equipas são empresas, mais vocacionadas para o aspeto comercial e económico do que desportivo. As competições são fechadas a um número restrito de equipas que a elas só podem chegar por convite pois são as próprias equipas que chefiam a organização do campeonato. É um modelo que até poderá fazer sentido nos Estados Unidos (os americanos quase não conhecem outra forma da fazer as coisas) mas não no resto do Mundo, em particular na Europa. É a total destruição do futebol e de tudo aquilo que representa, uma atitude elitista em contra-senso com tudo o que esta modalidade representa, colocando também de parte os interesses dos adeptos de cada clube, que para seguir a sua equipa teriam que fazer viagens mais longas e dispendiosas.

Uma festa que não será possível com a Superliga europeia
Fonte: UEFA

Entendo o ponto de vista dos que querem campeonatos mais competitivos, mas não me parece que seja este o caminho a seguir. Por exemplo, o campeonato francês parece um autêntico passeio para o PSG, mas ainda há duas épocas foi conquistado por outra equipa. Quando, entre 2001/2002 e 2007/2008 foi conquistado sempre pelo Lyon, parecia-me mais desequilibrado. Em Itália, a Juventus já coleciona títulos há sete anos consecutivos, mas nunca se pode dar ao luxo de adormecer fruto das prestações das equipas de Milão, Roma e Nápoles. Na Alemanha, o Bayern tem dominado, mas as escorregadelas têm-se acumulado. Em Inglaterra, os big-6 equilibram-se e ainda há pouco tempo foi o outsider Leicester campeão. Em Espanha, os três grandes têm dividido protagonismo, mas não entram para todos os jogos a ganhar. Esta época, o Real Madrid já perdeu com Alavés e Levante e o Barcelona com Leganés e Bétis. Será assim tão desequilibrado?

Os melhores não serão sempre os melhores. A magia do futebol reside também no facto de a “bola ser redonda” e de os pequenos vergarem os grandes. Ainda na semana passada, assistimos ao delicioso Estrela Vermelha 2-0 Liverpool na Liga dos Campeões, um jogo com uma paixão tremenda, a fazer relembrar os velhos tempos da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Querem mesmo acabar com isto? Tirem-me tudo menos a magia da Liga dos Campeões, o ritual de ouvir o hino e ficar com pele de galinha, de assistir a grandes jogos (não necessariamente das equipas mais poderosas) e ver grandes jogadores. Há espaço para tudo, não tentem desvirtuar as competições só para proporcionar “jogos grandes”, porque os “grandes jogos” serão sempre os melhores.

Fonte: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

O melhor do ano: Os 400 metros com Barreiras

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2018 deu-nos momentos de nível bastante elevado em quase todas as disciplinas, mas há um evento que se destacou de todos os outros pelo constante nível elevadíssimo vindo de vários atletas em simultâneo. No mesmo ano, tivemos 2 atletas a entrar diretamente para o top-3 de marcas de sempre, sendo que, antes destes dois tempos monstruosos, tínhamos tido apenas uma marca desta década a entrar no top-20 de sempre – os 47.32 de Bershawn Jackson em 2010. As marcas de Abderrahman Samba (uma das mais consistentes épocas da história) e Rai Benjamin (uma evolução brutal) fazem subir as expetativas para 2019 e fazem sonhar com a possibilidade de queda do recorde mundial. Atletas como Karsten Warholm (o campeão mundial) ou Kevin McMaster (o duplo campeão da Diamond League) prometem tornar a luta pelo Ouro mundial de Doha ainda mais épica.

AD Limianos 0-0 AR São Martinho: jogar prático deu empate

A jornada 11, disputada no dia 11 do 11.º mês, dia de São Martinho, levou a equipa de Santo Tirso a Ponte de Lima para defrontar a Associação Desportiva “Os Limianos”. José Carlos Fernandes, o treinador da casa, repetiu o onze inicial que tinha levado a equipa novamente às vitórias na jornada anterior. O mesmo fez Agostinho Bento, o treinador visitante, depois do nulo contra o GD Chaves Satélite.

Apesar da vitória, a equipa minhota ainda persegue todos os pontos possíveis, enquanto os tirsenses, segundos classificados à entrada para esta jornada, procuravam não ceder espaço na luta pelos lugares cimeiros. O jogo acabou por se revelar, contra as expetativas, dividido em termos de oportunidades e posse de bola. Prova disso é o igual número de aproximações perigosas à baliza contrária de ambas as equipas.

A AD Limianos entrou melhor e, logo aos seis minutos, faltou apenas a emenda ao segundo poste para dar o melhor seguimento ao cruzamento perfeito de Alvinho, que percorreu toda a área e saiu pela lateral oposta. Na resposta, George tentou acordar a sua equipa e rematou forte de longe, mas bem ao lado.

Aos 20 minutos, surgiu a melhor oportunidade da primeira parte- e talvez de toda a partida- para os visitantes, com George novamente na conclusão da jogada. Isolado, com a defesa bem longe, plantada a pedir fora de jogo, e com apenas Bruno pela frente, o extremo rematou bem por cima da barra, para desânimo dos numerosos adeptos que viajaram de Santo Tirso. Na resposta, três minutos depois, Cláudio Dantas desfez a pressão de Chiquinho e rematou forte de longe, ligeiramente ao lado.

Antes do intervalo, mais um lance de perigo para cada lado. Aos 28 minutos, o passe de Luan foi travado por um dos muitos lençóis de água que manchavam o relvado e Chiquinho, embora rápido no aproveitamento, não foi eficaz na conclusão e rematou por cima. Já depois da meia hora de jogo, Luan e Micka combinaram numa troca de passes curtos que terminou com o brasileiro a respeitar o movimento de rotura de Cláudio Dantas. Desta vez, o passe saiu com demasiada força e forçou uma dividida entre o camisola 77 limiano e o guardião Bruno Pinto, que levou a melhor.

As bolas paradas foram a melhor forma de criar perigo, mas não desfizeram o nulo
Fonte: Diogo Gonçalves / Bola na Rede

A segunda parte iniciou com os mesmos 22 atletas, mas trouxe um AR São Martinho mais decidido e prático na chegada à área adversária. Aos 53 minutos, quase inauguraram o marcador de canto direto e, aos 56, só a rápida recuperação de Cláudio Borges conseguiu atrapalhar a tomada de decisão de George. Pressionado, o extremo rematou para defesa apertada de Bruno Santos e na recarga a bola saiu muito por cima. Apenas três minutos depois, João Carneiro bateu um livre lateral na perfeição, mas a emenda chegou tarde e a bola rasou o poste esquerdo. Em seis minutos, os visitantes podiam ter marcado por três vezes e isso levou à primeira alteração dos da casa, que fizeram entrar Nandinho, um extremo “fresco” e com maiores aptidões para ajudar defensivamente.

O jogo passou a ser mais dividido, mas foi novamente a equipa de São Martinho do Campo a estar perto do golo. Aos 66 minutos, novamente na sequência de uma bola parada lateral, um duplo cabeceamento levou a bola a rasar o poste direito da baliza caseira, para desespero dos adeptos forasteiros. Com a entrada de Rui Magalhães, o meio campo limiano passou a tapar melhor os espaços e a condicionar a construção adversária, além da qualidade que ganhou na saída para o ataque. Foi assim, sem surpresa, que a equipa da casa passou a ter o jogo do seu lado nos minutos finais.

Aos 83 minutos, foi Rui Magalhães a recuperar a posse e, aproveitando a defesa contrária demasiado subida, serviu Nandinho que errou o alvo por pouco. Três minutos depois, e de bola parada, os da casa podiam ter chegado ao ambicionado golo através de um remate inesperado de Luan, quando se esperava um cruzamento. Na última jogada do encontro, Magalhães tabelou com Alvinho e acabou por ficar em posição de remate, que a defesa contrária prontamente bloqueou.

Numa tarde tão cinzenta como a partida, a divisão de pontos acabou por se justificar, uma vez que o domínio do jogo não foi evidente por parte de alguma equipa. O relvado pesado na primeira parte, que prejudicou a criatividade, deu lugar a um piso rápido na segunda, mas o resultado permaneceu inalterado desde o apito inicial de Carlos Macedo.

A AD Limianos soma novo ponto importante antes da visita à AD Fafe, enquanto a AR São Martinho cede dois pontos na luta pela subida antes da receção ao Vilaverdense FC.

 

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Cláudio Borges, Touré e Jojó; Micka, Luan Sérgio e Wanderley (Rui Magalhães, 76’); Cláudio Dantas (Nandinho, 66’), Iano e Elivelton (Mailó, 72’).

AR São Martinho: Bruno Pinto; Pedro Rodrigues, Manuel Pedro, Tiago Valente e Chiquinho; Babu, João Carneiro (Danilo Castro, 82’) e João Abreu (Olatunji, 74’); George, Vasco Costa e Matheus (Sam Diallo, 63’).

Quem será o substituto de Battaglia?

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Para a presente temporada, o setor interemediário era aquele que apresenta(va) provavelmente mais debilidades, e depois do jogo nos Açores contra o Santa Clara, onde o argentino Rodrigo Battaglia se lesionou, mais dúvidas se impuseram nos leões.

Ao que tudo indica, o argentino vai ter uma longa battaglia na presente temporada, perspetivando ficar afastado dos relvados nos próximos seis meses.

Já com Tiago Fernandes no comando da equipa como Treinador interino, os leões realizaram duas partidas até ao momento depois da lesão do argentino. O jogador que ocupou a vaga de Battaglia foi o jovem proveniente da academia Miguel Luís.

Com negócio confirmado com a Juventus para o empréstimo de Sturaro, o italiano em perfeitas condições físicas seria o jogador mais indicado para suprir a ausência do argentino. Contudo, ainda é aguardada a chegada do jogador da Juve, tendo em conta os problemas físicos que o jogador atravessou/a.

De seguida, faço uma pequena análise sobre esta questão, referenciando três alternativas para completar o meio campo leonino.

Top 5 treinadores para substituir Rui Vitória

Face às más exibições do Benfica nos últimos jogos e à contestação em relação à continuidade de Rui Vitória como treinador principal do Benfica, é relevante pensar nos candidatos a substituí-lo futuramente. O Benfica precisa de um bom treinador para levantar a forma, e estes são, a meu ver, boas opções para o clube.

Eis cinco boas opções para substituir Rui Vitória:

Força da Tática: Manchester City FC x Manchester United FC: O FIFA parece o City

Ontem, o Manchester United FC realizou a curta deslocação até ao Etihad Stadium, para dar sequência à surpreendente vitória que conseguiu alcançar em Turim. Se vencer o Manchester City FC é mais ou menos difícil que derrotar a Juventus FC, é uma questão de opinião, mas era inegável que Mourinho tinha pela frente (em um curto espaço de tempo) dois sérios candidatos à conquista da Liga dos Campeões.

Infelizmente, para os adeptos do United, assistimos a um jogo de domínio completo do City, materializado em um resultado de três a um, que coloca os comandados de Pep Guardiola no caminho da revalidação do título.

Mais do que o resultado, a distância em termos de jogo (Dinâmicas, harmonia entre momentos, comportamentos) é bastante preocupante para os Red Devils, que pouco ou nada conseguiram fazer para evitar a derrota.

Equipas Iniciais 

Pep Guardiola realizou duas mudanças à equipa que atropelou o Shakhtar Donestk para a Liga dos Campeões, com as entradas de Agüero e Mendy para os lugares de Gabriel Jesus e Zinchenko, respetivamente. Apesar da mudança de nomes, manteve-se o ofensivo 4-3-3, super flexível.

Mourinho, teve uma péssima notícia no decorrer da semana, já que Pogba não recuperou a tempo de dar seu contributo. Assim, qualquer que fosse a escolha do treinador para o onze inicial, ia acabar por trazer à equipa um cariz negativo/defensivo. O United apresentou-se em 4-3-3, com um meio campo de cimento, composto por Herrera, Fellaini e Matic.

1ª Parte | Domínio absoluto

O Manchester City começou desde cedo a afirmar o seu domínio. Através da posse de bola, criavam várias situações de superioridade numérica nos espaços entre o corredor central e o lateral, de forma a penetrar na organização defensiva do United. Para criar essas situações de superioridade, como é recorrente, o Manchester City cria estruturas de três/quatros jogadores, nesses referidos espaços. Geralmente, no lado esquerdo, vemos Sterling, David Silva, Mendy e Laporte a aproximarem-se para criar um diamante, que destrói a estrutura do adversário.

Fonte: Sky Sports
Fonte: Sky Sports

Vemos, nas imagens em cima, como o Laporte avança em direção à linha média do United forçado que Herrera abandone a sua posição o que abre a linha de passe para Silva, entre linhas, que fica em posição de 2vs1 (junto com Sterling) frente ao lateral do United.

Como abordei em um artigo recentemente, o City de Guardiola ataca de uma forma invertida, ou seja, Mendy é mais um extremo que um lateral e Walker um terceiro central/lateral invertido. Assim o Manchester City acaba por jogar em um sistema de três centrais, onde Mendy avança agressivamente pela esquerda, criando várias dinâmicas interessantes, como acabamos de ver, com Sterling e Silva. Na direita Walker não avança tanto e vêm recorrentemente para posições interiores, formado com Fernandinho um duplo pivot de construção.

Um Mundo de dinâmicas

Bernardo Silva, como já começa a ser norma, realizou mais uma exibição de grande qualidade. O que mais gosto em Bernardo, apesar de ser um crime colocar um aspeto sobre o outro, é a sua inteligência.

Na direita, o internacional português, ocupava o espaço entre o corredor central e o corredor lateral, um posicionamento similar ao de David Silva na esquerda. Neste lado direito, Mahrez recebia a bola bem aberto no corredor lateral e procurava o 1vs1 frente a Luke Shaw, era nesse momento que Bernardo se infiltrava no espaço entre Shaw e o central, beneficiando do espaço que a situação de 1vs1 criava.

Em resposta a estes movimentos, Matic era obrigado a acompanhar Bernardo o que consequentemente criava espaços entre o internacional sérvio e Fellaini. Estas penetrações e desmarcações de Bernardo, colocaram a nu a dificuldade que Matic em realizar estas missões, que o transformam em um jogador banal, uma vez que por estar a realizar missões, a nível defensivo, que é incapaz de cumprir, nem consegue defender (ocupar os espaços, intercetar bolas, dar coberturas e garantir equilíbrios) nem dar o seu contributo na fase ofensiva (ditando ritmos, soltando Martial e Rashford no último terço etc).

Restdefending

Quando o Manchester City tem a posse da bola, está a defender. Enquanto procura agredir o adversário, está preparada para evitar que o adversário lhes faça o mesmo. Esta harmonia, esta equilíbrio, é o que coloca a equipa de Pep Guardiola em um patamar à parte no panorama do futebol mundial.

Quando tinham a posse de bola, o Manchester United sentiu grandes dificuldades em ter bola no corredor central, eram forçados desde muito cedo a jogar para os corredores laterais. Assim começaram a recorrer a bolas longas para Fellaini, na tentativa de ultrapassar as primeiras linhas de pressão do City.

Quando chegou ao golo, o United esboçou uma tentativa de pressionar mais alto, mas a quantidade de jogadores (todos basicamente) com qualidades de resistência à pressão que o City têm, transformam a equipa em uma imune à pressão.

Uma imunidade que lhes permitiu, no lance do terceiro golo, realizar 44 passes … 44 passes, enfim… parece FIFA.

Foto de capa: Premier League

Artigo revisto por: Jorge Neves

Tão perto, mas tão longe

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Não há dúvidas de que o fim de semana de corridas na Malásia foi realmente impressionante e repleto de emoções fortes. Foram encontrados os campeões das categorias de Moto3 e Moto2. 

Em MotoGP, aparentemente, nada de novo. Marc Marquez (Honda Team) venceu a corrida e já é campeão desde a ronda japonesa. O mais interessante desta prova não foi Marquez – foi o piloto que o deixou ganhar.

Valentino Rossi (Movistar Yamaha MotoGP): o nome dispensa apresentações. Uma lenda viva no mundo do motociclismo. 39 anos e atual terceiro classificado no campeonato. Diz o ditado que “burro velho não aprende línguas”. Rossi tinha de ser a exceção à regra.

O italiano estava a ter o dia perfeito. Em Moto3, um dos seus “protegidos” (Marco Bezzecchi – Redox PruestelGP) esteve à beira de vencer o campeonato. Em Moto2, a SKY Racing Team VR46 – equipa que é propriedade de Rossi – conseguiu o melhor dos dois mundos. Luca Marini, meio-irmão de Rossi, venceu o seu primeiro Grande Prémio da sua carreira e Francesco Bagnaia venceu o campeonato. Como se não fosse já suficiente, Valentino Rossi conseguiu uma qualificação brilhante e saiu do segundo lugar da grelha de partida. A Yamaha estava a fazer melhorias e não poderia haver maior prova disso do que Rossi a liderar a corrida a 4 voltas do final.

O abraço entre Valentino Rossi e o Luca Marini depois de este vencer o seu primeiro Grande Prémio
Fonte: MotoGP

Teria sido realmente o fim de semana perfeito se o italiano não tivesse escorregado. Parecia estar tudo a acontecer em câmara lenta: enquanto caía, ainda conseguiu ver Marquez, que acabaria por vencer a corrida, passar por si. Aquele que poderia ter sido um grande duelo entre os dois pilotos terminou cedo demais.