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Os 5 maiores momentos do Survivor Series

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O Survivor Series é um dos eventos mais icónicos da WWE. Tem mais edições do que o Summerslam e é a “casa” dos tradicionais combates de eliminação Tag Team. Para além disso, o evento já proporcionou outros combates memoráveis e momentos inesquecíveis.

É sobre isso que vou escrever. Momentos que nos deixaram de boca aberta: alguns já aconteceram há tanto tempo, mas continuam a ser relembrados. Nalguns casos, inclusive, momentos que mudaram por completo a WWE e o wrestling no geral. 

Estes são os momentos mais memoráveis do Survivor Series:

Liga de Revelações conhecidas

A nova competição da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) promete, como o nome indica, revelar as novas jóias do futebol nacional. Para isso, conta com a presença dos rivais de Lisboa (SL Benfica e Sporting CP), dos rivais do Minho (SC Braga e Vitória SC) e de outras 10 formações compostas por atletas sub-23.

A ideia é boa no papel. É dado tempo aos jovens promissores para evoluir e o facto de ter um grande apoio da FPF, além da participação de uma estação de televisão na transmissão da prova, faz desta uma competição, na teoria, apetecível.

No entanto, será assim mesmo, na prática? Vejamos; numa altura em que se fala cada vez mais de formação, estes atletas encontram agora mais um degrau entre as camadas jovens e a equipa principal, seja ela de que clube for. Depois do Campeonato Nacional de Juniores, o único passo que os separava da equipa principal seria a equipa “B”. Agora, além da equipa secundária, podem também “rodar” na equipa sub-23.

Casos como João Félix, Diogo Dalot, Gedson Fernandes ou Jovane Cabral sempre existirão: atletas com uma carreira brilhante vaticinada desde cedo e que saltam entre juniores, equipa “B” e equipa principal num piscar de olhos. Curioso, nestes casos não há passagens pelas equipas sub-23, nem seria necessário. Outros exemplos, sem o mesmo brilhantismo, mas de qualidade semelhante, estão condenados ao esquecimento que esta prova traz, muito pela sua (ainda) baixa popularidade.

João Rodrigues, em ação na meia-final da Taça de Portugal da época passada, é agora atleta da equipa sub-23 do Belenenses SAD
Fonte: Caldas SC

Outra das questões prende-se com a proveniência dos atletas utilizados. Se os plantéis fossem constituídos apenas por atletas da casa, ou transferidos de outros clubes de patamares inferiores, seria, apesar de tudo, mais compreensível. O que não se entende, no entanto, é apetrechar estes plantéis com atletas que já alinhavam no Campeonato de Portugal ou, pior, na Segunda Liga.

Qual será a vantagem de deixar um plantel da Segunda Liga ou do Campeonato de Portugal, mais exigentes e com outro nível de experiência, e ingressar numa prova que não passa de uma versão melhorada do Nacional de Juniores? Nestes casos, abandona-se a oportunidade de jogar contra defesas ou avançados mais experimentados e perde-se a oportunidade de adquirir “calo”, tão necessário nas primeiras divisões.

Exemplo disso é o caso de João Rodrigues, avançado português de 24 anos. Alinhou nas duas mãos da meia-final da Taça de Portugal da época passada, quando era atleta do Caldas SC. Fez parte da campanha fantástica da equipa das Caldas da Rainha e isso valeu-lhe uma transferência para o Leixões SC, embora tenha sido prontamente emprestado à equipa sub-23 do Belenenses SAD. É um dos melhores marcadores desta nova prova, com seis golos, mas fica a ideia de que merecia mais.

Outro dos melhores marcadores da Liga Revelação, Rodrigo Vilela, também veio do Campeonato de Portugal. Com cinco golos, o ex-Louletano DC é o melhor marcador da equipa sub-23 da Associação Académica de Coimbra – OAF.

Posto tudo isto, não seria melhor redirecionar todo o apoio da FPF para outros campeonatos, que já existem, e que dele bem precisam? Não será a Liga Revelação um desperdício de custos e meios numa prova que, apesar de tudo, nada traz de novo?

 

Foto de Capa: CD Aves

CA Boca Juniors 2-2 CA River Plate: Buenos Aires anseia desfecho Monumental

O futebol deu aos entusiastas uma bênção. Pela última vez em que a final da Copa Libertadores, a competição mais importante do futebol da América Latina [CONMEBOL], será a duas mãos, o embate é entre os eternos rivais argentinos Boca Juniors e River Plate. A «mãe» de todos os clássicos do desporto rei.

De Buenos Aires para o mundo, dois jogos estratosféricos: um na Bombonera e outro no El Monumental. No campo dos «xeneizes», o primeiro jogo terminou empatado a dois golos. O equilíbrio das duas equipas justificou-se pelo calor do jogo – que era para ser disputado este sábado, mas adiado para o dia seguinte devido à chuva – e algumas falhas defensivas de ambas as partes. O desfecho continuará imprevisível até ao apito final no El Monumental, terreno do River Plate. Recorde-se, também, que golos fora não contam nas finais da Libertadores. Portanto, tudo está empatado.

Apesar de La Bombonera estar só com espetadores afetos ao Boca Juniors, o River Plate foi quem mostrou mais facilidade e sobretudo organização para chegar à baliza adversária. Ao quarto de hora de jogo, o guarda-redes dos visitantes Agustín Rossi nega um golo cantado vindo de um cabeceamento de Santos Borré, após um cruzamento de Milton Casco pelo lado esquerdo.

Dez minutos depois, grande contrariedade para o Boca. Cristián Pavón, o velocíssimo e criador extremo esquerdo, sai com queixas musculares e obriga Guillermo Schelotto a lançar Darío Benedetto. A equipa da casa iria ficar mais compactada, apostando menos num jogo mais vertical sem uma das suas estrelas que veste o número sete.

No entanto, isso não deixou de permitir que o Boca Juniors abrisse o marcador e iniciar um momento loco na Bombonera. Ao minuto 33, Ramón Ábila recebe a bola à entrada do lado esquerdo da área adversária, passa com alguma sorte sobre o oponente e remata para defesa do guarda-redes do River Plate. O mesmo avançado argentino consegue chegar à bola para fazer a recarga e o 1-0. Franco Armani ainda defende o segundo remate de Ábila, mas a bola ia muito potente.

No minuto seguinte, chegou o empate, logo após o pontapé de saída. Pity Martínez faz um passe rasteiro do meio campo para encontrar Lucas Pratto isolado nas costas da defesa do Boca Juniors. O argentino remata desde o lado direito da área para o poste mais distante da baliza da equipa da casa (1-1). Já não era a primeira vez que o River Plate estava a conseguir explorar facilmente a defesa do eterno rival, especialmente ao centro. Os ‘millionarios’ ainda deixaram os adeptos do Boca com os cabelos em pé depois de Santos Borré rematar ao lado, mas bem perto da baliza de Rossi ao minuto 40.

Se falávamos em falhas defensivas do lado do Boca, algo semelhante aconteceu no lado oposto do relvado ainda antes do intervalo. À entrada para os minutos de compensação, Sebástien Villa bate um livre picando a bola para a área do River. Benedetto, de costas para a baliza, salta mais alto para cabecear e devolve a vantagem ao Boca Juniors.

A segunda parte foi, em geral, com menos ‘fogo’ que a primeira. Isto para quem esperava muitos remates, defesas e loucura dentro de área. Tivemos mais duelos a meio campo e sangue quente que é apanágio destes jogadores latinos nesta competição.

As falhas defensivas do Boca Juniors voltaram a materializar-se no golo do empate do River Plate, que ditou o resultado final. O lance teve os mesmos contornos do segundo golo do Boca. Livre perto do meio campo, batido por Martínez para a área adversária, e Carlos Izquierdoz cabeceia de costas para a própria baliza, fazendo o auto-golo (2-2). Se não fosse o defesa central do Boca, estava lá Lucas Pratto. No entanto, nova postura deficiente da defensiva da equipa orientada por Marcelo Gallardo.

Já com Carlos Tévez em campo pelo Boca Juniors, a Bombonera fica em suspense mesmo perto do apito final. O ‘apache’ entra pelo lado esquerdo da área do River e passa rasteiro para a direita, onde estava isolado Benedetto. O avançado remata de primeira, mas Armani defende a bola para cima, já no relvado, com a coxa esquerda.

Com este jogo entre duas equipas lendárias e recheado de golos, vamos mesmo querer que a final da Libertadores seja a duas mãos? Fica a questão no ar. Até daqui a 13 dias, no El Monumental!

Onzes iniciais:

CA Boca Juniors: Agustín Rossi, Lisandro Magallán, Lucas Olaza, Carlos Izquierdoz, Leonardo Jara (Julio Buffarini 83′), Pablo Pérez, Nahitan Nández, Wilmar Barrios, Cristián Pavón (Darío Benedetto 28′), Ramón Ábila, Sebastián Villa (Carlitos Tévez 73′)

CA River Plate: Franco Armani, Jonathan Maidana, Milton Casco, Javier Pínola, Lucas Martínez (Ignacio Fernández 58′), Gonzalo Montiel, Pity Martínez (Juan Quintero 77′), Exequiel Palacios, Enzo Pérez (Bruno Zuculini 75′), Santos Borré, Lucas Pratto.

CD Tondela 1-3 SL Benfica: Finalmente, Benfica!

Depois de um empate com o Ajax para a liga milionária, o Benfica entrou mal no jogo com o Tondela, mas ao longo do jogo recuperou, vencendo a partida.

Com casa cheia no Estádio Municipal João Cardoso, a equipa da casa inaugurou o marcador logo no primeiro minuto do jogo, com um autogolo de Conti. Mas a felicidade do Tondela acabou nem dez minutos depois, com o Benfica a fazer o primeiro golo por intermédio de Jonas.

Num jogo onde a chuva se fez notar e com o relvado em más condições, o Benfica teve claramente mais posse de bola num encontro que se pode considerar equilibrado. Aos 17 minutos, o número sete do Tondela sofre falta de Rafa Silva e, na sequência do livre, Odysseas segurou a bola. Cinco minutos depois é a vez de Cervi derrubar Bruno Monteiro e, assim, não se livrou de um cartão amarelo. João Pinheiro, o árbitro da partida, voltou a mostrar amarelo no minuto a seguir, desta vez a Xavier por impedir Pizzi de ir para a baliza, agarrando-lhe a camisola.  Aos 28 minutos, o Benfica quase passou para a frente do marcador através de Rafa, mas a bola bateu no poste e não entrou. Já nos dois minutos de compensação dados pelo árbitro da partida, Ruben Dias esteve também perto do golo.

Tondela e Benfica foram com um empate a uma bola para o intervalo. Mesmo debaixo da chuva intensa que se fez sentir durante todo o jogo, os adpetos encarnados não pararam de apoiar a equipa nem por um segundo. A bancada sul, ocupada apenas por adeptos do Benfica, mostrou-se imperativa e coordenada, com um apoio incondicional que certamente ajudou a equipa a ganhar motivação.

Fonte: Bola na Rede

A equipa da Luz entrou bem na segunda parte, com um remate de André Almeida perto da baliza. Minutos depois, o número 22 dos beirões foi expulso por acumulação de amarelos, num lance que deixou os adeptos algo confusos. Posto isto, ambos os treinadores decidiram mexer na equipa, Sergio Peña saiu no Tondela e Franco Cervi no Benfica, para a entrada de Seferovic que fez o golo dos encarnados a cerca de meia hora do final da partida. Com o Benfica à frente do marcador e os adeptos sempre no apoio à equipa, os encarnados começaram a subir mais no terreno e obrigaram Cláudio Ramos a fazer uma grande defesa e evitar o terceiro golo da equipa da Luz.

Aos 75 minutos, Rui Vitória troca Pizzi, que fez um jogo fantástico tal como Cervi, por Zivkovic. Este entra e minutos depois Rafa faz o terceiro golo para o Benfica, resultado que se iria manter até ao final do jogo. Ainda assim, houve tempo para mais complicações no jogo, com mais uma expulsão para a equipa auriverde. Vermelho direto para Ícaro Silva depois de uma entrada dura sobre Rafa. O jogo terminou com a vitória do Benfica e com o descontentamento dos adeptos do Tondela para com o árbitro.

ONZES INICIAIS:

CD Tondela: Claudio Ramos, Joãozinho, David Bruno, Ricardo Costa, Icaro, Hélder Tavares, Bruno Monteiro, S. Peña (Jorge Fernandes, 57′), António Xavier (Jão Reis, 86′), Tomané, Jhon Murillo (J. Delgado, 69′)

SL Benfica: Vlachodimos, Conti, Rúben Dias, André Almeida, Grimaldo, Fejsa (Samaris, 86′), Pizzi (Zivkovic, 77′), Rafa Silva, Gabriel, Cervi (Seferovic, 59′), Jonas

Sporting CP 2-1 GD Chaves: Leões garantem a Chave(s) do segundo lugar

No jogo que encerrou a décima jornada da Primeira Liga, o Sporting recebeu e venceu o Desportivo de Chaves por 2-1. No último jogo de Tiago Fernandes como técnico interino, os “Leões” queriam vencer e assim chegar ao segundo posto da classificação antes da paragem para as seleções, depois de terem visto o Sporting de Braga perder na ida ao Dragão. Já os “Flavienses” pretendiam pontuar fora, de forma a poder largar os lugares de despromoção da tabela classificativa, embora estando cientes de que a tarefa não se adivinhava fácil.

Na ressaca do empate fora frente ao Arsenal, Tiago Fernandes não mexeu muito na equipa, trocando apenas Diaby e Montero por Jovane Cabral e Bas Dost, respetivamente. Já Daniel Ramos alterou quatro jogadores do onze inicial face ao último jogo no campeonato, com o Desp. das Aves (derrota por 1-2), com os regressos de Maras, Luís Martins, Stephen Eustáquio e Perdigão.

A entrada dos atletas em campo ficou marcada pelo gesto de solidariedade dos jogadores do Sporting para com Rodrigo Battaglia, que se lesionou gravemente frente ao Santa Clara, usando uma camisola com o rosto e o número 16 do médio argentino, a desejar uma recuperação rápida.

O jogo começou a um bom ritmo, com o Sporting a querer assumir logo o controlo, embora com o Desp. Chaves a mostrar-se bem organizado defensivamente e sem ter medo de atacar a baliza de Renan Ribeiro, como foi prova da jogada de Luís Martins ao minuto 8, que, dentro da área, cruzou com perigo, mas não surgiu ninguém para rematar e Acuña limpou a jogada. Apesar da vontade, o conjunto leonino não conseguiu criar grandes oportunidades nos primeiros 15 minutos do encontro, devido à muita previsibilidade dos movimentos ofensivos, o que facilitava a vida aos visitantes.

Após alguma dificuldade em chegar à baliza do Chaves, o Sporting inaugurou o marcador ao minuto 23: numa bela jogada trabalhada pelo lado esquerdo, Acuña cruzou para Bas Dost, que se  livrou bem da marcação de Marcão, e, com um cabeceamento de cima para baixo, fez o seu primeiro golo para a Liga em Alvalade. Um bom movimento do avançado holandês para o seu futuro treinador Marcel Kaiser ver, que se encontrava nas bancadas do Estádio de Alvalade a assistir ao encontro.

O golo deitou um pouco abaixo os “Valentes Transmontanos”, que iam-se exibindo a um bom nível, mas o tento sofrido abalou a estratégia de Daniel Ramos e os jogadores começavam a dar mostras de alguma desconcentração, com falta de critério no último passe e as tentativas de ataque a serem prontamente travadas pela defesa sportinguista, pese embora ainda tenha colocado a bola dentro da baliza de Renan ao minuto 40, contudo o capitão Renan Bressan estava em posição irregular e o golo foi anulado. O Sporting teve perto de fazer o segundo perto do intervalo, por Jovane Cabral, após um erro de Marcão, com um remate a obrigar o guardião Ricardo a defesa apertada. Nada mais a acrescentar no filme da primeira parte, e o Sporting foi para o descanso com uma vantagem pela margem mínima.

O início do segundo tempo foi marcado por um ritmo intenso, com o Sporting a fazer uma boa circulação de bola por todo o terreno e o Chaves a fazer os possíveis para criar situações de perigo, como foi exemplo no minuto 52, em que Paulinho tirou um bom cruzamento do lado direito, valendo o corte providencial de Bruno Gaspar para canto.

A equipa da casa procurava dilatar a sua vantagem, e Bruno Fernandes tentou a sua sorte fora de área, ao minuto 60 e na sequência de um pontapé de canto, contudo a bola foi às malhas laterais da baliza flaviense. Os treinadores fizeram as primeiras substituições perto minuto 70: Diaby rendeu Jovane Cabral do lado sportinguista e Niltinho entrou para o lugar de Perdigão no lado visitante. Apesar da primeira mudança, Daniel Ramos foi forçado a ter de refazer a sua estratégia, um vez que Bruno Gallo foi expulso com um vermelho direto, após entrada sobre Marcos Acuña.

Mesmo a jogar com menos um, Daniel Ramos quis arriscar em busca de chegar ao empate, e fez uma dupla alteração: João Teixeira e William foram lançados em jogo, para os lugares de Bressan e Avto. E as mudanças pareceram ter o efeito desejado: o Desportivo de Chaves chegou ao empate, com um excelente golo de Niltinho, que não deu hipóteses de defesa de Renan Ribeiro. Os últimos 10 minutos do jogo ganhavam agora outra emoção.

Niltinho remata para o momento da noite em Alvalade
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No instante a seguir, o árbitro Tiago Martins apontou para a marca de grande penalidade, a favor da equipa da casa, após assinalar falta de William sobre Bas Dost. O próprio encarregou-se de fazer o segundo golo do Sporting – penálti clássico, com a bola para um lado e guarda-redes para o outro. Logo a seguir, o atacante holandês foi rendido por Montero.

Até ao apito final de Tiago Martins, o Sporting limitou-se a controlar a posse de bola e impedir o Desportivo de Chaves de sonhar com a conquista de um empate em Alvalade, conseguindo assim confirmar a vitória por 2-1.

O jogo terminou com a vitória para a turma de Alvalade, embora sem fazer uma exibição de gala. Com este triunfo, o Sporting salta para o segundo posto da classificação e está a dois pontos do líder FC Porto, ao passo que o Desp. Chaves continua na cauda da tabela classificativa, com apenas sete pontos conquistados em 10 jornadas disputadas.

Onzes Iniciais

Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar; Mathieu; Coates; Acuña; Nemanja Gudelj; Miguel Luís; Bruno Fernandes; Nani (Misic 90’); Jovane Cabral (Abdoulay Diaby 67’); Bas Dost (Fredy Montero 85’)

GD Chaves: Ricardo; Paulinho; Maras; Marcão; Luís Martins; Stephen Eustáquio; Renan Bressan (João Teixeira 79’); Bruno Gallo; Perdigão (Niltinho 69’); Avto (William 79’); André Luís

A quase glória de Max Verstappen

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Com nuvens negras na vizinhança do circuito de Interlagos em São Paulo, Lewis Hamilton venceu o Grande Prémio do Brasil, garantindo o quinto título de construtores seguido desde que começou a era turbo/híbrida. No entanto, o topo do pódio deveria ter ido para a Red Bull e Max Verstappen, que fez mais uma corrida fabulosa, com a vitória à vista, mas que acabou arruinada pelo Force India de Esteban Ocon.

Quando as luzes se apagaram, Sebastian Vettel estaria a dormir, pois caiu de segundo lugar no grid no inicio para quinto no espaço de 10 voltas, uma corrida para esquecer para o alemão. No caso de Max Verstappen a história é bem diferente, no mesmo tempo que levou a Vettel para cair, este colocou-se na segunda posição e sempre a pressionar Lewis Hamilton, até que a Mercedes chama o pentacampeão para a sua primeira pitstop, pois o Silver Arrow mais uma vez estava faminto por borracha e estava a destruir rapidamente os pneus do britânico. Verstappen mantem-se fora durante mais algumas voltas, mostrando a capacidade fenomenal do Red Bull no que toca a cuidar dos seus sapatos, e quando faz a troca de pneus, coloca uns mais rápidos e jovens que os de Hamilton, que está mesmo ao seu alcance, e em pouquíssimo tempo o holandês exerce pressão sobre o britânico, conseguindo ultrapassa-lo na volta 40.

A Mercedes voltou a festejar
Fonte: F1

 A partir deste momento a corrida parecia decidida, no entanto, no momento em que Verstappen dá uma volta de avanço a Esteban Ocon, este decide contra-atacar e tenta passar o Red Bull na primeira curva, chocando contra ele e atirando-o para fora da pista. Max volta à corrida, mas com danos na aerodinâmica e atrás de Hamilton que controla a corrida a partir desse momento. Nas últimas voltas ainda vimos a tentativa de Ricciardo chegar a um pódio com a pressão que este exercia sobre Kimi Raikkonen mas o finlandês não cedeu e terminou na terceira posição.

Bottas e Vettel foram fantasmas nesta corrida, nunca conseguiram ser competitivos e ficaram sempre muito atrás dos seus colegas de equipa, quando a época está quase a acabar, são dois pilotos que só querem ver a época a acabar, pois os níveis de confiança estarão muito baixos.

Manchester City FC 3-1 Manchester United FC: Guardiola verga Mourinho

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Que recital de futebol na cidade de Manchester! Num dos grandes dérbis da Europa, o Manchester City FC de Guardiola recebeu e venceu por 3-1 o Manchester United FC de Mourinho. Os citizens, em mais uma grande exibição coletiva, controlaram grande parte do encontro, e já somam 32 pontos na liga inglesa (mais dois do que os rivais de Liverpool).

Como era de esperar, o City entrou com tudo na partida, à procura de um golo madrugador que mexesse com a disposição tática defensiva delineada por Mourinho. Nem dois minutos estavam decorridos, e Bernardo Silva já ameaçava a baliza defendida por De Gea; a bola, contudo, saiu ao lado do poste direito.

E o português acabaria por estar no lance do primeiro golo do encontro, aos 12 minutos: abertura suprema de Sterling do lado esquerdo do ataque e Bernardo, em esforço, a municiar David Silva; o espanhol não facilitou e chegou ao quarto da conta pessoal nesta edição da Premier League.

À medida que o jogo ia correndo, as dificuldades do Manchester United em criar perigo iam sendo cada vez mais evidentes. O Manchester City, ao contrário do que é habitual, não ia aproveitando a largura do terreno, concentrado a posse de bola no centro deste.

Na segunda parte, com o resultado ainda em aberto, os citizens conseguiram dilatar o marcador: excelente combinação entre Agüero e Mahrez, com o ex-Leicester a soltar o argentino para o 2-0. O relógio marcava 48 minutos e a equipa de José Mourinho encontrava-se perante sérios problemas.

Os citizens, ao fim de 12 jornadas, continuam invictos na Premier League
Fonte: Manchester City FC

Aos 57 minutos, Ederson “agarrou” as pernas do recém-entrado Lukaku, e o árbitro Anthony Taylor não hesitou em assinalar penálti a favor dos Red Devils. Martial, que está a passar um grande momento de forma, não tremeu e reduziu a desvantagem no Etihad Stadium.

Já perto dos 90, Bernardo Silva voltou a brilhar, e a mostrar mais uma vez que Guardiola pode contar sempre com a genialidade do camisola ‘20’: passe maravilhoso do português a deixar Gündoğan na cara de De Gea, para fechar as contas do desafio.

Na próxima ronda do melhor campeonato do mundo, o City desloca-se ao terreno do West Ham, ao passo que o United recebe o Crystal Palace.

ONZES INICIAIS:

Manchester City: Ederson, Walker, Stones, Laporte, Mendy; Fernandinho, Silva (Foden 90+3’), Bernardo; Mahrez (Sané 62’), Sterling, Agüero (Gündoğan 75’).

Manchester United: De Gea, Young, Smalling, Lindelöf, Shaw; Matić, Herrera (Mata 73’), Fellaini; Lingard (Lukaku 57’), Martial, Rashford (Sanchéz 73’).

O “desaparecimento” de Diogo Leite

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Após a conquista do tão aguardado título de campeão nacional, o FC Porto assistiu a uma “destruição massiva” no seu setor mais recuado: Iván Marcano e Diego Reyes, ambos a custo zero, juntamente com Ricardo Pereira e Diogo Dalot, abandonaram a cidade Invicta no verão passado, deixando nas mãos de Sérgio Conceição um verdadeiro quebra-cabeças: como montar a defesa portista para a nova época? De entre os nomes que iam sendo equacionados para ocupar as posições defensivas, Diogo Leite era, indiscutivelmente, um dos nomes que mais entusiasmavam os portistas. Mas, agora que paramos para pensar, onde será que anda Diogo Leite?

Depois de mais uma conquista do “campeonato das equipas B”, Diogo Leite começava a sentir os “holofotes” virados na sua direção e não era para menos, visto que este jovem carregava a pesadíssima herança de Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Fernando Couto, entre tantos outros. As expetativas não poderiam estar mais altas: após a performance na equipa B (que incluía a vitória na Premier League International Cup e a excelente campanha na Youth League), os adeptos já tinham sentido o “gostinho”, porém ainda faltava o derradeiro teste: a equipa principal.

Começavam as primeiras semanas de trabalho no Olival: sem qualquer espanto, Diogo Leite integrava “os escolhidos” de Conceição na preparação para a Supertaça. E, após as experiências de pré-época, a porta encontrava-se escancarada para o jovem português: Marcano e Reyes já não contavam, Mbemba lesionado e não havia sinais de Militão (cenário ideal, portanto).

Diogo Leite estreou-se a marcar na equipa principal no Jamor, frente ao Belenenses
Fonte: FC Porto

Estreou-se na equipa principal com a conquista da Supertaça frente ao Aves e, na sua segunda aparição oficial, um “show de bola” frente ao GD Chaves. Contudo, depois do Jamor, depois daquele jogo apagado, depois daquela vitória “suada” dos “dragões”, o trajeto de Diogo Leite sofreu um drástico “desvio”. Não pelo pénalti cometido, não por ser demasiado jovem, não pelo excesso de golos sofridos (quer frente a Belenenses, quer frente a Vitória SC), mas sim pelo aglomerado de tudo: talvez o Diogo estivesse apenas no lugar errado à hora errada. Certo é que, após a tão antecipada vinda de Éder Militão, Diogo Leite começou a desaparecer dos “olhares” do público: a eficácia, a rapidez e, acima de tudo, as clean sheets que o brasileiro trouxe foram como que uma varinha de condão que fez com que o português desaparecesse da equipa principal.

Objetivamente, esta alteração não é sequer contestada pelo mais crítico dos adeptos, até porque os números falam por si: Sérgio Conceição fez alinhar no onze inicial o “miúdo” em cinco ocasiões: nas vitórias frente a Aves (3-1), Chaves (5-0) e Belenenses (2-3), no empate para a jornada inaugural da Taça da Liga, frente ao Chaves, no Dragão (1-1) e na derrota caseira frente “aos de Guimarães” (2-3), sendo que estes jogos compuseram um dos piores arranques do FC Porto a nível defensivo no campeonato, bem como uma percentagem de vitórias de apenas 60%; sem Diogo Leite, o FC Porto apresentou resultados defensivos, bem como coletivos, inequivocamente melhores, sofrendo apenas 6 golos em 12 jogos (sendo que em 7 desses encontros, a baliza dos “azuis e brancos” manteve-se inviolada), sendo que não venceu apenas o Schalke 04, na Alemanha, e o SL Benfica, na Luz (logo, a percentagem de vitórias situa-se nos 83%).

Assim sendo, apesar de me “magoar” imenso ver um jovem como o Diogo Leite “encostado”, há que ressaltar que o FC Porto apresentou resultados de todo superiores após a saída do central português. Então, sinto-me na “obrigação” de apenas aceitar tal “desaparecimento”, desejando, porém, o surgimento de novas oportunidades para o “nosso miúdo”.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Mamadou Loum

Mamadou Loum N’Diaye nasceu a 30 de dezembro de 1996 em Dakar – cidade capital da República do Senegal, país que possui uma considerável cultura futebolística. Por conseguinte, e à semelhança de muitas outras crianças daquele país da África Ocidental, Mamadou interessou-se pela modalidade, fazendo despertar o desejo de se vir a tornar profissional de futebol, uma aspiração que se intensificou assim que ingressou no Union Sportive de Ouakam, emblema dos arredores da capital onde fez toda a sua formação.

Após participar no Campeonato do Mundo sub-20 de seleções, que decorreu entre maio e junho de 2015 na Nova Zelândia – realizou cinco partidas ao serviço dos Les Lionceaux de la Téranga -, foi contratado pelo SC Braga, isto depois de ter cumprido um período de testes na Udinese Calcio, emblema italiano reconhecido internacionalmente por sinalizar jovens talentos.

Lançado por Abel Ferreira, fez a sua estreia – como suplente utilizado – no segundo principal escalão do futebol luso, a 15 de agosto de 2015, num encontro ante o Gil Vicente FC.

Enquanto jogador dos Arsenalistas, Loum atuou, ao longo das três últimas temporadas, na equipa B, disputando um total de 64 jogos e marcando quatro golos na exigente Segunda Liga. Assim, e ainda que não lhe tenham proporcionado oportunidades na formação principal do SC Braga, a qualidade que revelara catapultou-o para a Primeira Liga, um salto que se deu por via de um empréstimo a outro clube minhoto, o Moreirense FC.

Mamadou Loum tem vindo a deslumbrar, em época de estreia, na Primeira Liga, ao serviço do Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

Um autêntico polivalente

A formação de Moreira de Cónegos, orientada por Ivo Vieira, tem alternado, desde o início da época, entre três esquemas táticos: o 4-4-2, o 4-3-3 e o 4-2-3-1. Ora, independentemente do sistema adotado, o médio defensivo senegalês tem surgido sempre como titular no setor intermédio dos verde e brancos, reflexo da importância que o seu contributo representa para a equipa. Porém, e atendendo à tática utilizada, o camisola número 31 do Moreirense comporta-se, claro está, de maneira diferente. Se, por exemplo, fizer parte de um meio-campo “a três” – com Pedro Nuno, Neto ou Chiquinho-, Loum fica encarregue de dar solidez à defesa, posicionando-se essencialmente no meio-campo defensivo da sua equipa, tal como sugere a seguinte imagem:

A verde, encontra-se representada a região que o médio senegalês ocupou por mais tempo diante do CD Feirense
Fonte: Heatmap

Além da grande consistência que empresta a nível defensivo, este jovem médio de 21 anos desempenha um papel essencial na articulação – entre setores – do jogo do Moreirense FC, o que se comprova pelo facto de ser o médio que maior número de toques dá por encontro, registando uma média de 56,3 toques. Trata-se, também, daquele que mais passes realiza, efetuando uma média de 41,4 passes por jogo, a que corresponde uma percentagem de sucesso de 70%.

Como joga

O médio vinculado ao SC Braga revela-se um futebolista polivalente, embora se destaque pelas suas caraterísticas defensivas. Nesse sentido, há que salientar a sua capacidade de desarme, já que realiza uma média de 2,3 desarmes bem sucedidos por encontro, o que equivale a uma percentagem de 80% sobre o total efetuado e, ainda, a sua destreza no capítulo das interceções.

Por sua vez, no que se refere ao plano ofensivo, sobressai a sua aptidão para efetuar remates de meia-distância, sendo que representam 70% da totalidade de remates que tenta.

Que este Loum possa crescer e ‘incendiar’ com a sua classe os relvados deste nosso Portugal.

Foto de Capa: Moreirense FC

Next Gen ATP Finals – Tsitsipas implacável em Milão

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Stefanos Tsitsipas venceu este sábado a final do Next Gen ATP Finals, que se realizou em Milão. Derrotou Alex de Minaur na final, com os parciais de 2-4, 4-1, 4-3, 4-3. 

Este evento reúne os sete melhores classificados do ranking mundial com idade igual ou inferior a 21 anos e um tenista convidado pela organização. O evento tem várias particularidades, de entre as quais a de não dar quaisquer pontos para o ranking mundial e o facto de cada set terminar após a vitória de um jogador em 4 jogos, ao invés dos “normais” 6 jogos.

Esta segunda edição do torneio não contou com a maior estrela da denominada “Next Gen”, o n.º 5 mundial Alexander Zverev, que abdicou da sua presença no evento em virtude de se encontrar focado no ATP Finals, com início este domingo. A segunda maior ausência deste torneio foi Denis Shapovalov, atual n.º 29 do mundo, que também renunciou ao torneio alegando cansaço.

O elenco deste torneio ficou dividido em dois grupos: o Grupo A, com Stefanos Tsitsipas, Frances Tiafoe, Hubert Hurkacz e Jaume Munar; e o Grupo B, onde ficaram Alex de Minaur, Taylor Fritz, Andrey Rublev e Liam Caruana (convidado da organização).

Foi sem grandes surpresas que no Grupo A o grego Tsitsipas se impôs à concorrência, vencendo os três jogos que disputou nesta fase. Para a fase seguinte, seguiu consigo o espanhol Munar, que apenas venceu um dos três encontros, tal como os restantes elementos do grupo. No entanto, através do critério de desempate, nomeadamente à diferença de sets ganhos e perdidos, passou à fase seguinte.

Em relação ao Grupo B, Alex de Minaur não deu hipóteses à concorrência e venceu os três encontros relativos a esta fase, deixando Andrey Rubley, que venceu dois encontros e perdeu um, na segunda posição. O mesmo se sucedeu com Taylor Fritz, sendo o número de sets o fator de desempate a favor do russo. O italiano Caruana, tenista convidado pela organização, saiu de Milão com três derrotas em três encontros. Isto já seria de prever, em virtude da sua menor experiência e ranking comparativamente aos restantes. Conseguiu ainda vencer um set ao norte-americano Taylor Fritz.

Os oitos participantes do Next Gen ATP Finals
Fonte: ATP World Tour

Nas meias-finais ambos os encontros foram a 5 sets, com Tsitsipas a impôr-se frente a Rublev por 4-3, 3-4, 4-0, 2-4, 4-3, enquanto Alex de Minaur venceu Munar com os parciais de 3-4, 4-1, 4-1, 3-4, 4-2. 

Na final, Tsitsipas ainda cedeu o primeiro set frente ao australiano, mas respondeu logo de seguida com a vitória nos três restantes, demonstrando o porquê de ter sido considerado o maior candidato à vitória. O grego fecha o ano de 2018 com excelentes resultados, entre os quais se destaca a final perdida para Nadal no ATP Masters 1000 do Canadá, onde venceu quatro jogadores do top 10 mundial, incluindo Djokovic. O finalista vencido, Alex de Minaur, também sai de Milão com excelentes indicações daquilo que poderá vir a ser o ano de 2019. Com o Australian Open no seu país a iniciar-se logo em janeiro, o prodígio australiano tem tudo para poder ser uma dor de cabeça para os tenistas mais cotados da atualidade.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: ATP World Tour