Numa semana que contou com a troca de Jimmy Butler para Philadelphia, os problemas de Carmelo em Houston e a discussão acesa entre Draymond Green e Kevin Durant, Caris LeVert tem direito aos holofotes. A sua lesão no jogo em Minnesota é arrepiante e acaba com as perspetivas de uma boa época para os Nets e para uma das estrelas emergentes da liga. O início de época fulgurante do jovem não merecia tal desfecho.
Faltavam poucos segundos para terminar a primeira parte do jogo entre os Nets e os Timberwolves. LeVert perseguia Okogie no contra-ataque. Numa tentativa de desarmar o lançamento do adversário, LeVert caiu em cima de Okogie. Fez-se um silêncio assombroso em Minnesota, similar ao que se “ouviu” na lesão de Paul George ou Gordon Hayward. A temporada estava terminada (ou perto disso) para o jovem Caris e para uma equipa dos Nets que bem se pode queixar da falta de sorte.
Se perguntássemos a qualquer General Manager na NBA com que colega é que eles nunca trocariam de lugar, todos diriam Sean Marks, o GM dos Nets. A equipa de Brooklyn viveu anos complicados depois de uma troca desastrosa que deixou a equipa sem jogadores de qualidade e sem escolhas no draft. Contudo, Sean Marks soube mexer-se. Colecionou algumas escolhas mais baixas e apostou em jogadores de risco, com lesões na universidade, mas de qualidade inegável (LeVert e Hollis-Jefferson são os casos que melhor o demonstram). Os Nets têm vindo a crescer com o tempo. Há qualidade jovem em Brooklyn, com um treinador ambicioso e de grande capacidade (e potencial) em Kenny Atkinson.
Os jogadores dos Timberwolves juntos, em oração, depois de perceberem a gravidade da lesão de LeVert Fonte: Minnesota Timberwolves
Depois da temporada surpreendente de Dinwiddie há um ano atrás, parecia ter chegado a vez de LeVert. Um talento que “cresceu” em Brooklyn, escolhido pelos Nets no draft de 2016 depois de várias equipas o terem deixado passar. A temporada de LeVert vinha fazendo lembrar Oladipo e o seu ingresso nos Pacers. Era um líder dentro de campo, com uma qualidade ofensiva tremenda. Alguém que tinha trabalhado para atingir este nível como poucos haviam trabalhado.
Porém, a temporada de Caris terminou em Minnesota, mesmo que os exames médicos digam que ele ainda pode voltar esta temporada. Não faz sentido forçar quando os Nets vão novamente falhar os playoffs num ano em que podiam, finalmente, voltar a lutar por esse objetivo. Ao jovem LeVert só podemos desejar as rápidas melhoras e o regresso ao nível que “ameaçava” apresentar: o nível de um All-Star.
Nos últimos dias, tem-se ouvido um tumulto tremendo sobre a chegada de Marcel Keizer ao Sporting CP e ao futebol português. Esse tumulto vem acompanhado, na esmagadora maioria das vezes, por argumentos negativos à volta do técnico holandês. Comentadores/analistas desportivos e os próprios “sportinguistas” estão um pouco incrédulos com a escolha do treinador, devido ao facto de ter “pouco currículo e poucos títulos” e de ter sido afastado precocemente do seu único grande feito como treinador principal, que foi orientar o gigante europeu AFC Ajax (que em termos internacionais é um clube muito superior ao Sporting CP, basta recordar que já foram quatro vezes campeões Europeus na sua história).
Este artigo tem como objetivo perceber de que forma os princípios, a “escola” e até a maneira de estar e encarar o futebol de Keizer podem fazer beneficiar o futebol português.
As análises têm sido superficiais e injustas. Quase todos comentam sem conhecimento de causa. Muitos dão uma opinião negativa sobre Keizer, mas, antes de a darem, até dizem que não o conhecem. Só por aqui, não se pode dar muita credibilidade a estas pessoas que se limitam a olhar para o CV e a consultar os números nas bases de dados. Quem acompanha o futebol holandês sabe a mais valia que Keizer pode dar, não só ao Sporting CP, como ao futebol português.
É um treinador que gosta de ter a bola, atacar muito e defender com o bloco muito alto. Não é aquele treinador que prefere vencer por 1-0, prefere ganhar por 5-4, salvo o exagero. A verdade é que, curiosamente, não tenho visto muitas referências a estes números nas análises que têm sido feitas.
A equipa do AFC Ajax de Keizer era avassaladora. Conseguiu ganhar grande parte dos jogos com goleadas, onde destaco uma vitória de 1-4 em casa do rival Feyenoord, ou a vitória mais “gorda” que conseguiu, em casa do NAC Breda, por meros 0-8. Aliás, nos 24 jogos em que Keizer liderou o AFC Ajax, a equipa marcou “só” 66 golos, mas também sofreu 26. Os golos sofridos podiam constituir um problema, mas numa equipa que apresenta a média de golos que apresenta, torna-se um “não-tema”. O afastamento de Keizer deu-se por razões extra-futebol.
O “seu” AFC Ajax deixou um rasto de vítimas tremendo ao longo da sua passagem Fonte: AFC Ajax
A verdade é que estamos na presença de um treinador que, se conseguir impor os seus ideais e a sua visão para este Sporting CP, os leoninos tornar-se-ão uma das melhores equipas – senão a melhor – a nível de produção e entretenimento. Keizer incute um futebol de risco, vistoso, rápido, com uma mescla de transições rápidas e futebol apoiado, muito bem afinada.
Para além disso, não tem problema nenhum em apostar em talentos acabados de sair da formação e fazê-los evoluir. Gosta de apostar em jogadores que tratam bem a bola, inteligentes, destemidos e que não têm medo de errar. Valoriza os ativos que tem ao seu dispor.
Para além das competências técnico-táticas, Keizer será uma lufada de ar fresco a nível de postura e comunicação no nosso futebol. A sua mentalidade é parecida à da esmagadora maioria dos técnicos holandeses. Ou seja, assume sempre a responsabilidade, não “sacode água do capote”, ao contrário o seu antecessor que usou frases como “alinhei com os suplentes dos suplentes hoje”, ou “não se pode pedir mais a Castaignos, porque não é Montero”. O mesmo é dizer que não usará “bodes expiatórios”, nem desculpas esfarrapadas, como se ouvem em muitas salas de imprensa após os jogos no nosso futebol.
Vamos deixar de ouvir falar em árbitros, vamos deixar de ouvir desculpas como “são demasiados jogos em poucos dias”, etc. Ou seja, até nisso será um “mimo”. Aliás, mesmo na conferência de imprensa de apresentação, Keizer disse que o que tinha visto com o GD Chaves o tinha deixado satisfeito, o que é impossível. É impossível, porque o conceito que tem do futebol é diferente. É ganhar a jogar bem. Ganhar com qualidade, vencer por vencer não chega, futebol é espetáculo.
Justin Kluivert, agora na AS Roma, foi uma das jovens apostas sob o comando de Keizer Fonte: AFC Ajax
Posto tudo isto, não direi que é melhor ou pior do que os outros, mas sim que é diferente. Ao bom estilo “tuga”, em vez de criticarmos tudo e todos, vendo o que há de negativo para apontar, talvez devêssemos olhar para o que é positivo e o verdadeiro porquê de chegar Keizer e não outro qualquer.
Na verdade, se Keizer tiver êxito poderá, como em todos os casos de sucesso, ser imitado. Pode ser imitado, tanto na forma como encara o jogo, com muita posse, futebol apoiado, várias combinações e bloco sempre muito alto, ao estilo de Guardiola ou do seu mentor Cruijff, como em termos de postura no futebol, com um discurso de líder, onde assume sempre a responsabilidade e não se perde com coisas secundárias, como Peseiro ou Rui Vitória, por exemplo.
O futebol é muito imprevisível e ninguém pode antever o que irá acontecer, mas a contratação de Keizer, com base no valor e ideias que representa, parece-me acertada e que pode acrescentar valor ao futebol português.
É já esta semana que decorre a ronda de Elite da renomeada UEFA Futsal Champions League, com um total de 16 equipas a lutar pelos quatro lugares de acesso à final four da competição.
Do ponto de vista dos adeptos portugueses, o grupo mais apelativo e interessante é sem dúvida nenhuma o grupo C, que conta à cabeça com os eternos rivais lisboetas – SL Benfica e Sporting CP -, para além dos russos do PMFK Sibiriak e o representante da Croácia, o Malonogometni Klub Novo Vrijeme Makarska.
Correndo o risco de parecer um pouco arrogante, creio que os leões e águias ganharão, com maior ou menor dificuldade, os seus dois jogos contra as equipas estrangeiras. A decisão recai sobre quem será apurado para um escaldante derby da Segunda Circular, num pavilhão João Rocha completamente lotado, no dia 18 deste mês, às 19 horas. Este embate nunca aconteceu em competições europeias, mas será o 99.º confronto entre ambas as formações, que se conhecem muitíssimo bem.
O Pavilhão João Rocha foi um dos quatro locais escolhidos para acolher um grupo da ronda da Elite Fonte: Sporting CP
Não vale a pena eu antecipar esse duelo pois é um jogo completamente imprevisível e de “tripla”, logo quem tiver melhor diferença de golos (assumindo que chegam ao último jogo empatados com seis pontos) pode jogar com dois resultados – a vitória ou o empate.
No entanto, isso são contas que se devem fazer no decorrer do grupo e dos consequentes jogos do mesmo – ou talvez não porque, mesmo para os adeptos de ambos os clubes, empatar com o grande rival não é um resultado suficiente. Nenhuma equipa pode ir para a quadra a pensar num possível empate. Caso contrário, a derrota estará mais perto. Como já disse anteriormente, o SCP x SLB será no pavilhão João Rocha, assim como todos os outros cinco jogos deste agrupamento.
Os outros grupos são constituídos da seguinte maneira: o grupo A tem o campeão europeu em título Inter Movistar, FK Vytis (Lituânia), FP Halle-Gooik (Bélgica) e KMN Dobovec (Eslovénia); o grupo B conta com o Gazprom Yugra (Rússia), o FC Barcelona (Espanha), o KFM Ekonomac Kragujevac (Sérvia) e o Bielskie Towarzystwo Sportowe Rekord Bielsko-Biała (Polónia). Finalmente, o grupo D conta com o Lidselmash Lida (Bielorússia), o Kairat Alma-Ata Futsal Club 1995 (Cazaquistão), o FK Era-Pack Chrudim (República Checa) e, por último, o Società Sportiva Dilettantistica Acquae Sapone Calcio a 5 (Itália).
No domingo, ficaremos a saber quais os quatro apurados para a fase final desta competição, sendo que não devem ser muito diferentes dos apurados dos anos anteriores. O Inter é o claro favorito no grupo A; o B conta com uma disputa feroz entre Barcelona e Ugra; o C com o já referido derby lisboeta e o D com um Kairat que deve disputar a vaga com os italianos, antevendo-se, assim, como o grupo mais equilibrado de entre os quatro.
Para finalizar, recordo que os quatro grupos jogam em quatro pavilhões e cidades diferentes escolhidas entre os elementos desse mesmo agrupamento, a saber: A-Alytus Arena, na Lituânia, B-Palau Blaugrana, em Barcelona e D-Zimni Stadiom, na República Checa.
Depois de um início de época titubeante em termos exibicionais e, até, ao nível dos resultados, o FC Porto arrancou, no último mês e meio, sete vitórias seguidas e encontra-se, agora, muito bem posicionado em todas as competições.
A retoma exibicional deve-se, como aqui já foi escrito e reescrito, a um aumento dos níveis de concentração e agressividade da equipa e, principalmente, à entrada em cena de Óliver Torres e Jesús Corona, que trouxeram à equipa o perfume e fantasia que lhe faltavam. Há, ainda, vários aspetos a melhorar, nomeadamente no que toca à transição defensiva (o FC Porto ainda concede demasiados espaços e oportunidades no último terço do terreno aos seus adversários), mas pode dizer-se que este começo de temporada se está a revelar, no mínimo, auspicioso.
Com sensivelmente um terço do campeonato disputado, a fase de grupos da Liga dos Campeões a entrar no momento de decisão, duas jornadas da Taça da Liga cumpridas e com mais uma eliminatória da Taça de Portugal no encalço, chega a hora de fazer o primeiro balanço e antever as primeiras decisões.
Ora, começando pelo Campeonato, o FC Porto chega à 10ª Jornada com um saldo de 8 vitórias e 2 derrotas. Derrota caseira frente ao Vitória SC e no terreno do rival SL Benfica. Pela forma como aconteceram, fruto de duas exibições pobres, só podem ser considerados resultados dececionantes, mesmo que uma derrota na casa de um rival direto possa sempre ser encarada como “normal”. Apesar destes dois resultados e de algumas vitórias nas quais os resultados foram consideravelmente melhores do que as exibições, os 24 pontos (aliados aos melhor ataque e melhor defesa) conquistados até à data chegam para uma liderança segura e justa. Vantagem de 2 pontos para o Sporting CP, de 3 para o SC Braga e 4 para o SL Benfica.
A melhor exibição terá acontecido na primeira jornada frente ao CD Chaves por 5-0. Segue-se o Derby da Cidade Invicta no Estádio do Bessa e até ao final do ano civil o FC Porto terá que contar, ainda, com uma difícil deslocação aos Açores para defrontar o Santa Clara e com receções ao Portimonense e ao Rio Ave, duas das equipas com mais talento individual do nosso campeonato (excetuando os três grandes e o Braga). Aqui ainda muito há a jogar.
Soares marcou o golo que deu a vitória ao FC Porto sobre o SC Braga, a 7ª consecutiva Fonte: FC Porto
Nas competições europeias o percurso do FC Porto tem sido quase imaculado. Mesmo que considere que os resultados, também aqui, têm superado a qualidade exibicional, 10 pontos em 12 possíveis e um saldo de 9 golos marcados e 3 sofridos têm sempre que ser destacados pela positiva. No próximo dia 28 de Novembro o FC Porto recebe o Schalke 04 no Estádo do Dragão e entrará em campo sabendo que 1 ponto basta para assegurar um lugar na próxima fase e que, em caso de vitória, assegurará o 1º lugar do grupo. É fundamental não adiar a decisão para a sempre imprevisível deslocação à Turquia para defrontar o Galatasaray.
No que concerne às Taças domésticas, o denominador comum é a Belenenses SAD. Tanto na Taça de Portugal como na Taça da Liga são os “azuis do Jamor” que separam o FC Porto da fase seguinte. No dia 24 de Novembro a equipa da Cruz de Cristo desloca-se ao Porto para mais uma eliminatória da Taça de Portugal e no final de Dezembro, cabe ao FC Porto jogar em Lisboa a última jornada da Taça da Liga. Depois de um empate caseiro com o CD Chaves e uma vitória frente ao Varzim, só a vitória interessa e só esta permitirá o acesso à Final Four em Braga sem que seja necessário recorrer à fatídica calculadora.
Finalmente, importa, também, relevar que o FC Porto conquistou, no princípio da época, a Supertaça Cândido de Oliveira (21ª da sua história), batendo o Desportivo das Aves em Aveiro por 3-1.
Em suma, depois de um arranque periclitante com alguns tropeções surpreendentes frente ao Vitória SC (no campeonato) ou frente ao CD Chaves (na Taça da Liga), o FC Porto conquistou, no pós derrota no Estádio da Luz, sete vitórias em 22 dias e encontra-se, agora, numa posição privilegiada em todas as competições. Mérito para Sérgio Conceição e para os seus pupilos que não podem nem devem baixar a guarda porque se aproximam as primeiras decisões de uma época que se avizinha longa e desgastante. Ao trabalho.
João Matos, “João Coração de Leão”, é o capitão do Sporting Clube de Portugal e um dos craques que compõem o plantel de Nuno Dias. Matos já veste de verde e branco há 17 temporadas, e tem uma carreira de títulos e vitórias.
O atual capitão do futsal leonino deu os seus primeiros passos ao serviço do Clube de Carnaxide, tendo chegado ao Sporting na época 2002/2003, para o escalão de Juvenis. Desde então, representou as equipas da formação do Sporting Clube de Portugal.
Na temporada 2005/2006 estreou-se com a camisola da equipa principal do Sporting, lançado por Paulo Fernandes, numa equipa onde constavam nomes como Zezito, Deo, João Benedito, entre outros.
Mais tarde, tornou-se capitão de equipa, um verdadeiro líder, com enorme atitude, entrega e raça. Sucedendo assim, a nomes como Miguel Fernandes, Zezito e João Benedito. João Matos é um grande exemplo, é uma das referências da história do futsal leonino.
João Matos já vestiu a listada verde e branca, em 487 jogos e marcou 111 golos. Um verdadeiro campeão que nestas quase duas décadas de leão ao peito, já venceu oito campeonatos, seis Taças de Portugal, seis Supertaças e duas Taças da Liga.
João Matos, o capitão do Sporting, um verdadeiro líder Fonte: Sporting CP
O capitão leonino é também uma figura incontornável do futsal nacional, já vestiu a camisola das “quinas” em 129 jogos e marcou 18 golos por Portugal. Sendo um dos heróis do título europeu conquistado em 20018, na Eslovénia.
O número 9 do Sporting, tem sido fundamental para Nuno Dias, ao longo das últimas temporadas. Um jogador que faz da sua raça, entrega e inteligência, as suas principais armas. Extremamente inteligente na forma como lê cada jogo, fisicamente impõe sempre a sua intensidade e agressividade, o que faz com que dê um contributo decisivo para a consistência defensiva. Nas últimas temporadas tem evoluído e é cada vez mais um atleta completo, tendo melhorado o seu registo de golos marcados.
O João é de facto, uma das referências da modalidade em Portugal, um grande capitão do Sporting Clube de Portugal, que serve o clube com Esforço, Dedicação e Devoção. A glória que procura conquistar a cada lance, cada jogo, cada competição. Assim, seja possível que enquanto capitão consiga erguer a UEFA Futsal Champions League e celebrar ainda o tetracampeonato.
O Sport Lisboa e Benfica regressou às conquistas quatro jogos depois do último triunfo. A primeira derrota foi no terreno do AJAX. Seguiu-se a vergonha no Jamor frente ao Belenenses SAD, os zero pontos conquistados na Luz frente ao Moreirense e, por fim, o empate caseiro frente também ao AJAX. Após este período negro, que desejamos nunca mais repetir, o Benfica deslocou-se a Tondela para limpar a má imagem que tinha criado e voltar a conquistar três preciosos e fundamentais pontos.
O destaque deste texto não vai para a vitória em si, mas sim para o momento que esta marcou (ou não). O Benfica necessitava de regressar rapidamente às vitórias, mas seria também importante (contudo, secundário) voltar a praticar um futebol atrativo que deixasse os adeptos do lado do mister Rui Vitória (principalmente). Era necessário voltar a haver um meio-campo sólido, uma defesa sem falhas e um ataque com uma taxa de sucesso elevada. Nessa partida não se viu assim tanto um futebol atrativo, mas sim um plantel unido e com uma enorme vontade de voltar a usufruir de momentos de felicidade. E para que serve esta vitória? Serve para virar a página negra e encarar as próximas partidas como esta como necessidade de vitória.
O plantel encarnado precisa de aproveitar esta difícil conquista para descomprimir da pressão instalada pelos adeptos e comunicação social, e trabalhar as próximas partidas de uma forma mais calma e consciente. Precisa também de perceber que os adeptos não vão abandonar nunca a equipa e mesmo com os maus resultados eles estavam lá, do lado da equipa, nas bancadas, ao frio e debaixo de uma intensa chuva.
Raça, querer e ambição, foi isso que se viu nos festejos dos golos em Tondela Fonte: SL Benfica
As próximas partidas servem para provar que a equipa está de volta aos sucessos. A primeira delas é em casa, frente ao Arouca, para a Taça de Portugal. A importância desta competição é simples: é obrigatório vencer. Primeiro, para nos aproximarmos da grande final, alcançarmos a vitória e conquistarmos o objetivo. Segundo, para mostrar aos adeptos que a vitória em Tondela foi mesmo o virar de página. Depois deslocamo-nos a Munique para enfrentar o poderoso Bayern.
Caros jogadores e equipa técnica, ao menos um “empatezinho”, mas com uma boa exibição. Copiemos aquela exibição que fizemos nesse mesmo estádio, na época em que Renato Sanches estava nos encarnados. Por fim, e de regresso ao futebol nacional, o difícil Feirense vem a Lisboa. Difícil porquê? Porque a equipa de Nuno Manta Santos é dos melhores coletivos que jogam na primeira liga. Defensivamente, é das equipas da segunda metade da tabela que menos golos sofreu nesta Liga portuguesa. Ofensivamente, é verdade que peca nos números e na posição classificativa, mas há experiência e muita qualidade.
Posto isto, o Benfica está mais que obrigado a mostrar, nestas três partidas, que virou a página e que voltou assim às conquistas.
Antigo campeão do mundo e em tempos um dos mais regulares do World Tour, o poveiro já viveu dias melhores e, à imagem da sua equipa UAE Team Emirates, teve uma temporada para esquecer.
O ano até nem começou mal, com lugares entre os dez primeiros no Oman e em Abu Dhabi. Depois de uma semana das clássicas das ardenas muito abaixo do esperado – e a sua pior em muitos anos -, seguiu-se um Tour de Romandie em que verdadeiramente brilhou, terminando em quinto na única prova da temporada em que fez frente diretamente aos melhores do mundo.
Em seguida, veio o pior do ano, uma lesão do joelho que o fez perder vários meses de competição, falhando tanto o Tour de Suisse como o Tour de France, duas prova onde já foi muito feliz e que eram os seus grandes objetivos para 2018.
Os Mundiais foram um dos poucos pontos positivos do ano Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo
Voltando à competição nos últimos dias da época, ainda foi a tempo de mais dois resultados positivos, um sexto no GP de Montréal e o décimo posto na prova de fundo dos Mundiais.
Em suma, não foi o ano que Rui Costa quereria e marcou até o primeiro sem participar em qualquer Grande Volta desde que emigrou. Para 2019, manter-se-á na mesma equipa e tentará dar a volta ao texto. Agora, o importante é aproveitar o descanso para recuperar a 100%.
No último fim-de-semana o FC Barcelona recebeu o Real Bétis Balompié, naquele que era o jogo de regresso de Lionel Messi, depois da lesão no braço. Campo Nou, acabou mesmo por assistir a um encontro histórico, mas não (para fugir à rotina) por mérito de Messi.
O artista, responsável pela noite inesquecível do dia 11 de Novembro, dá pelo nome de Quique Setién. O treinador espanhol, que já tive oportunidade de falar aqui no BnR, conduziu os seus comandados à conquista da primeira vitória forasteira no Camp Nou nos últimos dois anos.
Mais do que uma vitória, foi a afirmação de uma ideia, de uma filosofia de jogo e de uma forma de ver o futebol. Nesse artigo que tive a oportunidade de escrever, no dia 29 de Setembro, assumi que: “William e Lo Celso, vão ser duas peças muito importantes no tabuleiro de Quique Setién. “e não podia ter sido mais preciso, já que foram absolutamente vitais nesta vitória, como vamos ver.
Equipas Iniciais
O Barcelona, apesar do regresso de Leo, não podia contar com Coutinho, assim foi a primeira oportunidade de Malcom, no onze inicial de Ernesto Valverde. Estruturalmente, não houve alterações no 4-3-3 ofensivo com que a equipa têm alinhado.
Os visitantes, como descrevo no título, acabaram por usar uma estrutura similar aquela que o Real Madrid CF utilizou na segunda parte, na pesada derrota em Camp Nou. Foi um 3-4-1-2, montado para jogar à bola! Apresentado uma proposta corajosa, assumindo riscos (como sair a jogar desde trás sobre intensa pressão), um futebol positivo.
William Carvalho e Guardado, ocupavam as posições centrais no meio campo, com Junior Firpo (pela esquerda) e Tello (direita) a completarem a linha de quatro. Na frente desta linha de quatro, e no apoio à dupla atacante Joaquin-Loren, estava Lo Celso. Na linha de três defensiva alinharam Sidnei (Ex-Benfica), Bartra (que rubricou um jogo monstro) e Mandi.
Outra vez, Xadrez | Dos 20 min de Lopetegui aos 90 de Setién
O treinador espanhol é um confesso apaixonado por Xadrez, portanto não é surpreendente que grande parte das suas abordagens aos jogos, passam pela tentativa de controlar o corredor central.
Sem a bola, o Betis pressionou o Barcelona em zonas altas, subiu a linha defensiva e assumiu uma marcação homem a homem, não só no meio campo, como na defesa. No limite do risco, sem medo, os defesas Verdiblancos, assumiram o 1vs1 com Messi, Suarez e Malcom. William e Guardado não deixavam Arthur e Rakitic respirar, com a mesma intensidade com que Lo Celso pressionava Busquets, estes comportamentos agressivos sem bola tinham o objetivo de nunca deixarem os médios do Barcelona receberem de frente para a baliza do Bétis, sempre de costas.
Vemos, nos dois exemplos em baixo, como o Bétis pressionou o Barcelona alto, assumindo os duelos individuais. Objetivo: Nunca deixar rodar, só podem receber de costas!
Pressão agressiva dos alas laterais, sempre em zonas altas.
O papel dos alas laterais foi importante, Tello e Junior Firpo, nos corredores também quando a equipa tinha a posse, garantido a largura a todo o instante, para esticar horizontalmente a equipa do Barcelona, criando separação entre os jogadores, o que permitia a William e Guardado realizar passes de penetração para Lo Celso, que explorava constantemente as costas da linha média adversária.
Para Lo Celso poder trabalhar nesses espaços, era também necessário esticar a equipa adversária verticalmente, ou por outras palavras, afastar a linha média da defensiva. Foi aí que emergiu o eterno Joaquin, que tinha a missão de fixar os centrais, afastando-os dos médios.
Fonte: BeIN Sports
Em cima, vemos como Joaquin era o jogador mais adiantado, e como criava também espaço para Loren, para este baixar, receber o passe vertical e jogar no apoio frontal dos médios, que ao receberem a bola, ficavam de frente para o jogo.
FC Barcelona | Problemas na primeira parte
Como vimos nos Gifs em cima, o Betis pressionou o Barcelona em zonas altas, assumindo marcações homem a homem. Esta postura, levou Marc-Andre ter Stegen, com o avançar do tempo, a recorrer mais a bolas longas para ultrapassar as primeiras linhas de pressão do Betis, fazendo a bola chegar a Suarez-Messi-Malcom dessa forma.
Apesar da qualidade de Suarez em jogar de costas para a baliza e dar a bola a Messi no apoio frontal, o Betis começou também a adaptar-se a estas situações, também porque a distância entre os médios do Barcelona e os avançados aumentava, o que tornava impossível ao Barcelona ganhar segundas bolas fruto dos intensos duelos Suarez-Bartra. Busquets e Arthur, como vemos em baixo, baixavam muito para ajudar a defesa e o guarda redes a tentar ultrapassar a pressão do Betis.
Fonte: BeIN Sports
Na segunda parte Vidal entrou para o lugar de Arthur, e o Barcelona melhorou imenso com a introdução do box-to-box chileno, no meio-campo. Ele trouxe a agressividade que faltava ao Barcelona no centro do terreno, afinal o Betis estava a apostar no 1vs1 e se há algo que Vidal sabe ganhar, são duelos.
Sem bola, o Barcelona (pela ausência de Messi na fase defensiva) organizava-se em 4-4-2, com Rakitic a descair sobre o corredor direito, levando a fazer missões defensivas (cobrir os espaços de Messi) que acabavam por impactar negativamente as ofensivas. Este posicionamento adiantado de Messi, sempre em zonas centrais, até criou alguns momentos preocupantes para o Betis, que não resultaram em golo.
Já sentia falta de o ver jogar dentro de uma cabine telefónica:
A capacidade do Bétis, ou melhor a incapacidade do Barcelona para ganhar as segundas bolas, de que falei, foi fundamental nos golos que os visitantes marcaram. Com a bola a cair nos pés de William e Guardado, e com o meio campo do Barcelona demasiado longe para os pressionar, estes podiam encontrar várias opções de passe dentro da estrutura blaugrana, entre linhas e/ou nas costas dos laterais.
Emergiu aí Junior Firpo, que solicitava sempre bolas para encarar Sergi Roberto no 1vs1.
Particularmente os dois golos do Bétis na primeira parte, acabaram por ter um contributo importante da dificuldade que os médios do Barcelona tinham em fazer a transição defensiva, já que eram apanhados entre duas missões. Ou seja: Iniciar a construção em zonas muito baixas, depois tinham de subir para pressionar os médios do Bétis, mas como chegavam sempre tarde acabavam a correr na direção da sua baliza, tentando dar apoio à sua linha defensiva … chegando, mais uma vez, tarde.
Mais uma semana, mais um resumo. Semana muito positiva, com o destaque maior a ir para o Goalball que venceu a primeira etapa da Super European Goalball League, um passo importante para o objectivo de revalidar o título europeu. O sinal menos da semana acaba por ir para o Hóquei em Patins que com o empate caseiro frente à forte equida da UD Oliveirense falha a liderança isoada da prova. Eis o resumo, o mais completo possível:
Andebol: Semana de vitórias fora de portas: na Macedónia diante do HC Metalurg por 24-31 (18-17 ao intervalo) e em Guimarães perante o recém-promovido CCR Fermentões por 22-36 (11-19 ao intervalo). Segue-se a deslocação ao reduto do Boa Hora FC (14 de Novembro; 20h30) e a recepção ao Chekhovskie Medvedi (17 de Novembro; 18h30).
Basquetebol em Cadeira de Rodas: O Sporting CP venceu na deslocação ao recinto da APD Paredes por 26-45. Na próxima jornada os Leões recebem o GDD Alcoitão.
Carambola: O Sporting CP venceu o CB Eborense por 0-4, consolidando assim o primeiro lugar do Torneio de Abertura. Segue-se a recepção ao CB Amadora.
Futebol masculino: Empate em Londres diante do Arsenal (0-0) que coloca os Leões mais perto do apuramento para os dezasseis-avos-de-final da Liga Europa e vitória por 2-1 na recepção ao GD Chaves com golos de Bas Dost. Segue-se uma paragem para selecções com o Sporting CP a voltar às competições no dia 24 de Novembro, Sábado, pelas 15 horas, frente ao Lusitano Vildemoinhos no Estádio Municipal do Fontelo, a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.
Futsal feminino: A formação orientada por Carlos Reis venceu o CRC Quinta dos Lombos por 5-0 na oitava jornada da Zona Sul da Primeira Fase do Campeonato Nacional. Débora Queiroz (2), Débora Lavrador, Cátia Morgado e Jéssica Cordeiro foram as autoras dos tentos do encontro. Segue-se a deslocação a Condeixa-a-Nova para defrontar a AR Venda da Luísa pelas 18 horas de 17 de Novembro, Sábado.
Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais golearam o Clube Futsal Azeméis por 9-2 na nona jornada da Fase Regular do Campeonato Nacional. Alex (2), Pany Varela, Cavinato (2), Cardinal (2), Pedro Cary e Erick fizeram os tentos da turma de Alvalade, enquanto que Vítor Pacheco e Sérgio Costa apontaram os golos dos forasteiros. Os Leões são assim segundos classificados, com 22 pontos averbados. Segue-se a Elite Round da UEFA Futsal Champions League no Pavilhão João Rocha com a formação orientada por Nuno Dias a defrontar os russos do Sibiryak na Quinta-Feira, 15 de Novembro, e os croatas do Novo Vrijeme no dia seguinte, sendo 20h30 o horário de ambas as partidas; Domingo, 18 de Novembro, pelas 19 horas é a vez do derbi lisboeta entre Sporting CP e SL Benfica na última jornada do grupo.
Andebol vence para a EHF Champions League e para o Campeonato Nacional! Fonte: Sporting CP
Goalball: Os Campeões Europeus venceram a primeira etapa da Super European Goalball League, fruto dos seguintes resultados:
Sporting CP 11-5 RGC Hansa Rostock
Sporting CP 6-4 Karantanija Ljubljana
Sporting CP 12-8 GC Perun Prag
Sporting CP 10-6 GC Perun Prag
Sporting CP 11-2 Karantanija Ljubljana
Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais falharam o assalto à liderança isolada após o empate (3-3) na recepção à UD Oliveirense, numa partida em que estiverem sempre atrás do marcador (0-1 e 1-3). Pelos Leões marcaram Caio, Pedro Gil e Matías Platero, enquanto que pela formação de Oliveira de Azeméis anotaram Jorge Silva e Jordi Bargalló (2). Seguem-se dois desafios fora de portas: primeiro na Alemanha diante do SKG Herringen (17 de Novembro) para a segunda jornada do Grupo B da Liga Europeia e depois em Turquel (21 de Novembro) na sexta jornada do Campeonato Nacional.
Pool masculino: Os Leões venceram o SNKC Lisboa por 3-1 e na próxima jornada defrontam o Inferno da Bica “C”.
Pool Português: A turma de Alvalade venceu as equipas A e C da Casa do SL Benfica de Algueirão Mem Martins por 9-3 e 9-1, respectivamente, mantendo a liderança da primeira fase do Campeonato Nacional. Segue-se o duelo diante do SL Benfica para a Taça de Portugal.
Râguebi feminino: As Bicampeãs Nacionais apuraram-se para as meias-finais da Taça de Portugal após triunfos sobre o Belas RC (89-0) e o RC Bairrada (64-0).
Ténis de Mesa feminino: As Leoas venceram o GDCS Juncal por 1-4 na 5.ª jornada do Campeonato Nacional, dividindo assim a liderança da tabela classificativa com o CTM Mirandela, tendo ambas as formações 16 pontos conquistados. O próximo desafio da turma de Alvalade será precisamente a recepção ao CTM Mirandela (25 de Novembro; 11 horas), contudo primeiro terá lugar a recepção às austríacas do Linz AG Froschberg no dia 16 de Novembro, Sexta-Feira, pelas 19 horas na Sala do Multidesportivo Sporting, a contar para a quarta jornada do Grupo C da European Champions League.
Ténis de Mesa masculino: Os Tricampeões Nacionais iniciaram o Campeonato Nacional com duas vitórias por 4-0 diante da AR Novelense e GDCAAA Guilhabreu, somando assim oito pontos na tabela classificativa. Segue-se a deslocação a terras francesas para defrontar a AS Pontoise Cergy na quarta jornada do Grupo A da Table Tennis Champions League no dia 16 de Novembro, Sexta-Feira, pelas 18h30.
Voleibol masculino: Semana de duplo triunfo para os Campeões Nacionais: 3-0 (25-23; 25-20; 25-19) na recepção aos luxemburgueses do VC Fenteng a contar para a primeira mão da Segunda Ronda da CEV Challenge Cup e 0-3 (17-25; 28-30; 14-25) diante do Vitória SC na nona jornada do Campeonato Nacional. A formação orientada por Hugo Silva terá agora três jogos nesta semana: deslocação ao Luxemburgo para defrontar o VC Fenteng na segunda mão da eliminatória da prova europeia (14 de Novembro; 18 horas lusas), recepção ao Leixões SC em Fiães (17 de Novembro; 17 horas) e deslocação ao reduto da AA São Mamede (18 de Novembro; 15 horas).
Sendo eu estudante de História e numa altura em que todos estamos expectantes para ver o que vem do novo treinador do Sporting CP, Marcel Keizer, relembrei um trio de treinadores dos quais não sinto nem um pouco de saudade de ver no banco leonino e que gostaria de partilhar com os nossos leitores. São eles Paulo Sérgio, Vercauteren e, mais recentemente, José Peseiro.