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Força da Tática: O monstro que Sarri está a criar (Parte 3)

Com a pausa para as seleções a chegar ao fim, regressam as competições de clubes, nomeadamente as competições europeias, onde o “nosso” Chelsea FC vai disputar a Liga Europa.

Clica para leres a PARTE 1 e PARTE 2.

Será interessante ver como Sarri vai abordar o próximo mês. Duplo confronto com o Liverpool (para a Taça da Liga Inglesa e para a Premier League), receção ao United e dois jogos para a Liga Europa, entre outras partidas (West Ham UFC, Cardiff City FC, Southampton FC). Por isso, vou fazer esta terceira parte mais curta, onde gostava de abordar aspetos mais defensivos e que vão ser postos à prova neste próximo mês.

Defensivamente Sarri recorre a um sistema onde os jogadores movem-se em conjunto e de acordo com a posição da bola e dos seus companheiros. Este sistema é o oposto daquele que Bielsa usa e de que falei no último artigo. Neste a posição dos adversários é ignorada, no sentido de não influenciar nada a movimentação, é uma abordagem ativa, ao contrário da de Bielsa. É ativa porque é o Chelsea quem decide quais a zonas que controla e que quer proteger, ao contrário de uma marcação ao homem onde as posições de quem defende são dependentes das dos adversários.

Sarri quer um Chelsea FC a pressionar alto e intensamente, mas se essa primeira pressão for ultrapassada pelo adversário, os blues baixam e procuram ter os seus jogadores próximos uns dos outros. Uns dão cobertura e outros equilíbrio à equipa, evitar ao máximo situações de isolamento.

Esta abordagem, pressionar alto, cria um espaço grande atrás da linha defensiva, que deixa a equipa vulnerável. Por isso é fundamental o papel do guarda-redes.

  1. Guarda-redes

Kepa foi o escolhido para substituir Courtois e têm a responsabilidade de assumir um papel que nenhum outro guarda-redes teve no passado em Stanford Bridge. Não só o de atuar fora da sua área para reduzir o espaço atrás da linha defensiva, limpado bolas que procurem explorar essa zona, como de jogar com os pés.

Fonte: Chelsea FC

Sarri quer um guarda-redes que tenha a capacidade de distribuir com os pés, tanto a curta como a média distância. Ligação Reina-Faouzi Ghoulam era algo que víamos muito em Nápoles, e que aqui será trabalhada por Sarri, a saída pelos laterais. Isso proporciona aos blues múltiplas possibilidades na saída de jogo, e coloca o adversário pressão sobre a decisão do adversário, se de fazer pressão alta ou não.

 

  1. Defesas centrais

Tal e qual como faz com Kepa, Sarri exige aos seus defesas centrais, entre outras coisas, que estejam para lá de confortáveis com a bola. E homens confiantes. É preciso ter uma grande confiança para assumir o risco que passes verticais para o interior da estrutura do adversário, e para iniciar a construção desde trás sobre intensa pressão do adversário. Será curioso ver como os adversários, em especial no confronto com o Liverpool, vão pressionar os centrais do Chelsea e como estes vão reagir.

Fonte: Chelsea FC

Fundamental ter confiança, para invadir o meio campo adversário, se for necessário, para chamar a si um adversário de forma a comprometer toda a organização do oponente.

Algo que vimos muito no último jogo, frente ao AFC Bournemouth, foram lançamentos destes dois homens (Rüdiger e Luiz) para as costas da linha defensiva adversária. A equipa de Sarri trocou muito a bola entre os seus centrais, forçando o Bournemouth a avançar ligeiramente a sua linha defensiva, para depois explorar esse espaço com diagonais e movimentos verticais dos médios. Esses movimentos em direção à baliza contrária eram quase sempre em articulação com outros em direção à bola.

 

  1. Fragilidades

Aquilo que Sarri propõe, exige aos seus jogadores serem não só tecnicamente evoluídos, como também extremamente inteligentes, em especial em espaços curtos, não só na fase ofensiva, mas também na defensiva.

Se mais adversários conseguirem fazer o que o Arsenal FC fez em alguns momentos (em especial na 1.ª parte), esticar a linha defensiva do Chelsea horizontalmente, abrindo espaços entre Luiz e Alonso e entre Rüdiger e Azpilicueta, a equipa fica vulnerável.

Fonte: BT Sport

Não só pelos espaços que se abrem entre os jogadores da linha, como pelo facto de estes ficarem isolados do resto dos companheiros. Ao ficarem isolados acabam por pressionar de forma individual, sem nenhum companheiro por perto para dar cobertura, e no momento errado.

A “roda” de Sarri já anda, e têm-se dado bem com o novo terreno, mas este mês têm de ultrapassar montanhas que ainda ninguém conseguiu vencer (Liverpool FC) e outras que nunca se sabe bem o que esperar (Manchester United FC).

Daqui a uns meses voltamos a falar sobre este “Monstro”.

 

 

Foto de Capa: Chelsea FC

Dia com história para o FC Porto

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Dia de aniversários no reino do Dragão. Algumas das maiores “lendas” do FC Porto, Vítor Baía, Rabah Madjer e Sérgio Conceição celebraram neste dia 11 de setembro datas históricas nas suas carreiras. Foi no dia 11 de Setembro de 1988 que Vítor Baia fez a sua estreia pela equipa principal do FC Porto. Tudo aconteceu num jogo contra o Vitória SC, na cidade berço. Jozef Mlynarczyk tinha-se lesionado e Zé Beto estava a contas com um processo disciplinar, surgiu então a oportunidade e o “menino” de 18 anos começou uma carreira absolutamente brilhante que o tornara no maior guarda-redes da história do clube.

Naquela noite, o apito final fixou o empate a uma bola no marcador, mas mesmo assim, Vítor Baía admite ter saído satisfeito. Depois da estreia voltou a sentar-se no banco de suplentes. A titularidade surgiu apenas com a chegada de Artur Jorge ao clube.

Em toda a carreira, só representou outro clube além do FC Porto, o Barcelona, nas temporadas de 1996/97 e 1997/98. Rapidamente voltou à Invicta para voltar a defender a baliza dos ‘azuis e brancos’. Fez 54 jogos pelos atuais campeões espanhóis, 566 pelo FC Porto e 80 pela seleção nacional –  um total de 700 jogos na sua carreira.

Vítor Baía é um dos jogadores do Futebol Mundial com mais títulos conquistados. São 33 títulos, sendo que pelo FC Porto conquistou uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental, uma Taça UEFA, 10 Campeonatos, cinco Taças de Portugal e nove Supertaças. Foi ainda considerado o melhor guarda-redes da Europa em 2004. Vítor Baía foi na, minha opinião, o melhor guarda-redes da história do Futebol Português e um dos melhores de sempre do Futebol Mundial.

O dia mais mágico da história do FC Porto
Fonte: FC Porto

No dia 11 de setembro de 1996 o atual treinador azul e branco Sérgio Conceição fez a sua estreia na Liga dos Campeões num jogo disputado em Milão, onde o FC Porto venceu o AC Milan por 3-2 num jogo épico. Dois golos de Jardel e um de Artur deram a vitória aos portistas que eram orientados por António Oliveira. Uma vitória estrondosa contra um AC Milan recheado de estrelas como Maldini, Panucci, Roberto Baggio e Weah entre outros.

No dia 11 de setembro de 1985 o maior génio que passou pelo FC Porto assinava pelo clube. Faz 33 anos que o Argelino Rabah Madjer assinou contrato com os azuis e brancos e a sua marca ficará para sempre na história do clube. O “calcanhar de Viena” é na, minha opinião, o momento mais marcante da história do clube, o dia em que o FC Porto conquistou a Europa, o dia em que ainda muito jovem chorei ao ver os Alemães rendidos a tanto talento, o dia em o FC Porto nunca mais foi o mesmo. Rabah Madjer foi o “Maradona” de África.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os melhores 10 jogadores formados no Benfica a atuar no estrangeiro

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A aposta do Sport Lisboa e Benfica na formação de jogadores tem sido cada vez mais um dos maiores pontos de venda da marca do clube. Desde as inovações tecnológicas, à busca de jovens craques espalhados pelo país fora, o Benfica orgulha-se de ter uma das melhores academias do país. Nos atuais 23 convocados para a seleção portuguesa estão sete jogadores formados no Seixal. Alguns destes atuam agora em grandes clubes europeus, até alguns colossos ou “tubarões”, e fazem parte de planteis temíveis.

Para este top 10 vou reger-me pelo que a UEFA considera como um “jogador formado no clube”, ou seja, apenas vou contar os jogadores que antes de fazerem 21 anos tenham atuado pelo menos três temporadas num dos escalões jovens, na equipa B, ou se for o caso, na equipa principal. Estes são 10 jogadores que o Benfica formou e deu projeção para carreiras promissoras.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting à conquista da Taça da Liga!

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No próximo domingo, o Sporting Clube de Portugal inicia a luta pela segunda conquista da Taça da Liga do seu palmarés. Ditou o sorteio que os leões iriam disputar o grupo D, em conjunto com Marítimo, Feirense e Estoril-Praia, sendo que disputa dois jogos perante os sportinguistas, diante do Marítimo e Estoril-Praia, e irá deslocar-se a Santa Maria da Feira, na sua única deslocação nesta fase de grupos.

Para esta partida, que se irá disputar no Estádio José Alvalade, José Peseiro tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Stefano Sturaro e Bas Dost que se encontra em dúvida. Assim, o Sporting deverá alinhar com Romain Salin na baliza, a defesa composta por Ristovski, Coates, Mathieu e Jefferson. No meio-campo, deverá alinhar Marcos Acuña e Rodrigo Battaglia, com Nani à direita e, à esquerda, jogará Raphinha. Na frente de ataque, Bruno Fernandes jogará no apoio ao dianteiro, Fredy Montero. No entanto, o treinador leonino poderá aproveitar esta competição para fazer gestão do seu plantel, com vista ao jogo seguinte a contar para a Liga Europa.

O Marítimo, orientado por Cláudio Braga, chega a Alvalade após ter vencido o Desportivo das Aves, a contar para o campeonato. Os madeirenses irão provavelmente apostar num bloco recuado, privilegiando a sua organização defensiva e explorando as transições rápidas para surpreender os leões. O treinador, Cláudio Braga, deverá apresentar um “onze” muito próximo, daquele que tem sido a base nas primeiras quatro jornadas do campeonato.

Espera-se que os leõem entrem com o pé direito na Taça da Liga
Fonte: Sporting CP

Neste grupo D, embora tenha duas equipas que atravessam um bom momento, Marítimo e Feirense, o Sporting é claramente favorito a seguir em frente para a Final-Four da Taça da Liga. Este troféu é um dos objetivos dos leões na corrente temporada, com o campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa, além desta competição. Recorde-se que, para a meia-final da Taça da Liga, segue apenas o vencedor de cada grupo.

O Sporting tem assim na Taça da Liga um dos objetivos da temporada, vencer pela segunda vez na sua história este troféu. Sendo um dos favoritos à conquista da prova é importante vencer a primeira jornada, em Alvalade. Demonstrando esse favoritismo nos 90 minutos, com qualidade e garra, com a missão de somar os três pontos.

Para vencer esta partida, os leões tem de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo dos madeirenses. A equipa tem de estar concentrada no momento defensivo, sendo muito consistente e agressiva na reação à perda de bola, dada a qualidade das transições rápidas da equipa de Cláudio Braga. Em termos ofensivos os leões dependerão da criatividade de jogadores como Nani, Acuña e Bruno Fernandes, para fazer chegar a bola a Fredy Montero.

O Sporting enfrenta assim mais um dos objetivos para esta temporada, conquistar a Taça da Liga. Por isso, o que se pede aos leões é Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

CF ‘Os Belenenses’ vs Atlético CP: um dos dérbys mais apaixonantes do país

No passado domingo, no Estádio do Restelo, jogou-se um dos jogos mais carismáticos e tradicionais do futebol português, opondo o Clube de Futebol “Os Belenenses” e o Atlético Clube de Portugal. Um jogo especial, não só pela rivalidade que existe entre os dois clubes, como pelo contexto que cada um vive atualmente. Dois gigantes adormecidos, que vão acordando aos poucos.

Esta temporada, o Belenenses protagonizou um dos casos mais peculiares do futebol português. O clube e a SAD separaram-se, resultando na saída da equipa profissional para o Estádio Nacional do Jamor e a criação da própria equipa do clube, que irá competir na última divisão do futebol português, com o objetivo de subir todas as temporadas até à Primeira Liga.

Do outro lado da barricada, estava o Atlético CP, clube que também protagonizou uma separação da SAD, tendo começado na divisão onde o Belenenses vai jogar esta temporada.

A equipa da SAD desceu da II Liga para o Campeonato de Portugal e do Campeonato de Portugal para o distrital em duas épocas seguidas, acabando por se extinguir. Já a equipa do clube (que agora é a única), subiu duas temporadas seguidas, estando cada vez mais perto de subir aos escalões nacionais novamente. Na temporada anterior, para além de nova subida, foram até à final da Taça da AF Lisboa.

Esta época, estando em divisões diferentes, mas ambos no distrital, os dois históricos clubes lisboetas decidiram marcar este encontro, atraindo atenções de vários meios de comunicação social (desde televisão a jornais), como uma forma de promover a saudável rivalidade entre os dois clubes e mostrarem que estão juntos na luta contra o “futebol-negócio”, pretendendo a alteração das leis em vigor (ao chegar às ligas profissionais, ou seja, I e II Ligas, os clubes têm de, obrigatoriamente, criar Sociedades Anónimas Desportivas ou Sociedades Por Quotas).

As claques de Atlético CP e CF Belenenses exibiram tarjas contra o “futebol-negócio”
Fonte: Atlético CP

Num ambiente fantástico, com mais de quatro mil pessoas nas bancadas e com as claques dos dois clubes a darem um grande espetáculo, viveu-se novamente o futebol no seu estado mais puro. Uma moldura humana bastante significativa e barulhenta, que ‘empurrou’ o jogo de um cariz amigável para um cariz muito competitivo (festejavam-se os golos como se houvessem pontos em disputa).

Sérgio chega à Seleção

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O meu artigo desta semana exultará o facto de Sérgio Oliveira, médio formado nas escolas do FC Porto que, depois de um meritório percurso nas seleções jovens, ter chegado, aos 27 anos, finalmente, à principal seleção do nosso país.

Um dos mais jovens de sempre a estrear-se pela equipa principal do FC Porto (tinha 17 anos quando Jesualdo Ferreira o lançou num jogo da Taça da Liga) cedo recebeu o rótulo de craque e uma cláusula de rescisão estelar em tão tenra idade ajudou ao exacerbar dessa ideia e ao avolumar das expectativas.

Tremenda qualidade com a bola no pé, muita dificuldade em perceber o jogo no momento da perda da mesma. Depois da estreia Sérgio andou de empréstimo em empréstimo até se desvincular definitivamente do FC Porto. Parecia mais uma promessa adiada que tardava em perceber que o futebol tinha dois momentos e que, principalmente na sua posição, era fulcral ser competitivo em ambos. Uma temporada a bom nível no Paços de Ferreira levou o FC Porto a resgatar o jogador e a dar-lhe nova oportunidade no plantel principal. Após um período de altos e baixos, Sérgio voltou a receber guia de marcha e rumou, mais uma vez por empréstimo, ao Nantes de França, treinado por Sérgio Conceição.

Depois de seis meses nas mãos do atual treinador portista seria muito difícil adivinhar o que se viria a passar a seguir. Foram seis meses à imagem da restante carreira do jogador. Mais baixos do que altos, mais presenças no banco do que no terreno de jogo.

Sérgio Oliveira tem sido presença assídua no onze de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Quando Sérgio Conceição assume os destinos do FC Porto muitas dúvidas existiram em torno de Sérgio Oliveira. O periclitante rendimento numa equipa de qualidade inferior ao FC Porto não augurava nada de extraordinário. A verdade é que Sérgio ficou e apareceu transfigurado. Com uma intensidade de jogo (com e sem bola) nunca antes vista recebeu, inicialmente, o papel de arma secreta nos jogos de maior grau de exigência. Mais tarde, após a lesão de Danilo, assumiu o posto ao lado de Herrera e não mais o largou. Foram seis meses de enorme qualidade e que serviram de afirmação para um diamante que parecia impossível de lapidar. Pode discutir-se a justiça ou injustiça da opção, mas o facto de relegar para o banco de suplentes um jogador como Óliver Torres diz muito dos méritos do jogador.

No entanto, não deixa de ser curioso que é num período de menor fulgor exibicional (Sérgio começou, na minha opinião, muito mal a época) que chega, pela primeira vez, à Seleção Nacional, tendo mesmo sido opção de Fernando Santos no decorrer das duas partidas realizadas pela equipa das quinas.

Em jeito de conclusão assumo que sou um admirador das qualidades de Óliver e que vejo nele maior capacidade e qualidade para jogar numa equipa com os pergaminhos do FC Porto. Mais, como já aqui referi, o recente rendimento de Sérgio Oliveira vai concorrendo para que considere, até, vital uma oportunidade para o espanhol no onze inicial. No entanto, seria desonesto da minha parte se não reconhecesse a enorme importância e qualidade do médio português na temporada passada e é com vaidade que congratulo um jogador formado na cantera azul e branca pela tão desejada chegada à Seleção Nacional A. Resta perceber qual o seu papel após a recuperação plena de Danilo. Têm a palavra os dois Sérgios.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Nuvem negra para os lados de Portimão

No que toca ao futebol, as coisas não andam famosas para os lados de Portimão. Pois é, para encontrarmos um arranque de época tão mau como o que o Portimonense SC está a fazer neste momento, teríamos de recuar 40 anos. Vejam bem!

Cinco jogos: quatro derrotas e um empate. No campeonato, apenas um ponto… A verdade é que a sorte não tem sorrido aos alvinegros e o principal problema da equipa é mesmo a finalização. Oportunidades de golo não faltam à equipa de António Folha, mas parece que os lances ficam todos pelo quase. E de que serve o quase se a bola não entra efetivamente dentro da baliza? Bem sabemos… Para nada.

O último jogo do Portimonense para o campeonato foi mesmo muito ingrato. Os Algarvios perderam 2-1 com o Rio Ave FC e em circunstâncias que não eram, de todo, as melhores. Basicamente, dois jogadores do Portimonense são expulsos e um deles aos 59 minutos apenas. Depois de ter estado a ganhar por 1-0, a equipa de Folha consegue manter o empate (um mal menor, para uma equipa que se via em desvantagem numérica na altura) até ao cair do pano.

Em cinco jogos, o Portimonense SC perdeu quatro e empatou um
Fonte: Portimonense Futebol Sad

Inacreditável. Depois de aguentar tanto tempo a segurar o resultado com jogadores a menos, a bola acaba por abanar as redes da baliza aos, adivinhem, 96 minutos! Se perder já é difícil, então desta maneira ainda é mais. Quando uma coisa começa a correr mal, parece que tudo o resto vem atrás. Dá-me a sensação de que é isso que está mesmo a acontecer com o Portimonense nesta fase menos boa.

Uma coisa digo: pelo menos o clube está a tentar dar a volta à situação. O Portimonense reforçou-se em peso neste fecho do mercado. Com isto, chegaram oito novas caras para defender o emblema algarvio. Entre elas, o tão conhecido ponta-de-lança que outrora representou o FC Porto – Jackson Martinez.

Resta-nos esperar para ver o que valem estes reforços e o que poderão fazer para ajudar a equipa do Portimonense a reerguer-se. Nesta fase ainda prematura da época, é perfeitamente normal que as equipas não estejam completamente consolidadas e adaptadas ao estilo de jogo do seu treinador, ainda por cima em planteis com bastantes caras novas, como é o caso do Portimonense. Esperemos que a nuvem negra passe e que o sol volte a brilhar para os lados de Portimão.

Foto de Capa: Portimonense Futebol Sad

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 10 Melhores Jogadores do Girabola´18

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Terminada mais um Girabola, em que o 1.º de Agosto assegurou a conquista do tricampeonato, é altura de fazer um balanço relativamente aos melhores jogadores da edição de 2018, isto é, aqueles que mais se destacaram, em termos de importância para as suas respetivas equipas e qualidade técnico-tática evidenciada ao longo das 30 jornadas do principal campeonato angolano. De seguida, um Top 10 dos jogadores que, na minha opinião, mais se notabilizaram na edição deste ano.

10.

Fonte: Girabola Zap

Mabululu – Apesar do Domant ter sido despromovido do Girabola, Mabululu teve uma boa prestação individual e lutou imenso para alterar o desfecho final do clube da vila de Bula Atumba. O avançado angolano apontou nove golos, e, muita vezes, servia também os seus companheiros, o que acabou por torná-lo numa das principais referências da equipa.

Portugal 1-0 Itália: De pé esquerdo para os três pontos

Portugal estreou-se na Liga das Nações, no Estádio da Luz frente a Itália ainda que treinada por Mancini muito longe da que foi no seu tempo. Por mérito próprio, e por demérito italiano, a equipa das Quinas entrou a dominar mesmo sem Cristiano Ronaldo em campo.

A seleção portuguesa esteve sempre mais perto do golo, criou diversas oportunidades e, aos 30 minutos poderia mesmo ter inaugurado o marcador, mas a bola foi à barra depois de um cruzamento de Mário Rui desviado pela defensiva italiana. Arrisco-me a dizer que esse foi o momento mais perigoso da primeira metade.

À parte o domínio português e a passividade italiana, o jogo foi pouco interessante, valendo a festa que é os jogos internacionais. Nota positiva para Portugal que fez sempre circular bem a bola e não permitiu nenhum susto vindo da parte adversária.

O jogo seguiu para intervalo a zeros mas com uma equipa claramente na frente.

A bola na barra italiana foi um dos momentos perigosos da 1.ª parte
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Na segunda metade Portugal entrou ainda mais pressionante. Uma apatia italiana incompreensível permitiu, então, que a campeã da Europa chegasse, finalmente, ao golo. Bruma assistiu André Silva que, de pé esquerdo, deixou seu antigo colega de equipa, Donnarumma, sem qualquer hipótese.

O golo aqueceu o jogo. Itália pareceu “acordar”, mas as maiores oportunidades surgiram de bola parada. De salientar um remato fortíssimo de Cristante que acertou na barra da baliza de Patrício.

Apenas o pé esquerdo de Andre Silva valeu e Portugal arrancou mesmo com três pontos, vencendo assim o jogo teoricamente mais difícil. Um jogo com pouca emoção, com muito Portugal e com tristeza pelo pobre futebol desta nova Itália.

O arranque da reconquista

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Chegámos à primeira pausa para seleções da temporada, o que significa que os primeiros jogos da Primeira Liga rumo à reconquista já foram jogados e que as competições europeias estão aí ao virar da esquina.

O Benfica teve um mercado precocemente movimentado, garantindo grande parte dos reforços no início do defeso, deixando apenas Gabriel para o final da janela de transferências. A equipa fez uma pré-temporada relativamente positiva e deixava alguma expetativa para os primeiros desafios da quarta temporada de Rui Vitória ao leme dos encarnados.

A época começou com uma vitória caseira contra os turcos do Fenerbahçe, se bem que difícil e a demonstrar que havia alguns pontos a afinar, nomeadamente na finalização. Este pequeno, grande problema pareceu ter sido apenas uma exceção, tendo em conta os três golos nos primeiros 45 minutos frente ao Vitória SC. Porém, nova fragilidade se evidenciou, desta vez na defesa, ao sofrer dois golos e sofrer até ao fim para arrecadar os três pontos num jogo que parecia conseguido logo na primeira parte, dando o primeiro passo rumo à reconquista.

De seguida, as águias voaram para o Play-off da Liga dos Campeões ao empatar a uma bola na Turquia, um feito importante antes de entrar num campo também complicado: o Bessa. No entanto, a turma de Rui Vitória pareceu bastante pragmática e ofereceu um jogo calmo no terreno do Boavista, vencendo por duas bolas a zero. Alguns acertos foram feitos para que aquele fosse um jogo tranquilo, ao contrário do que aconteceu três dias depois.

Uma equipa teoricamente mais fácil do que o Fenerbahçe foi empatar na Luz numa noite do desperdício. Voltou a fraca finalização contra o PAOK, o que levou a que o Benfica fosse obrigado a marcar na Grécia para que passasse à fase de grupos da liga milionária. Ainda para mais, daí a quatro dias jogava-se o grande dérbi lisboeta no Estádio da Luz.

No jogo frente ao Sporting CP, houve novamente uma falha na finalização. Passou de ser uma exceção para ser a regra. O Benfica teve oportunidades para ficar com os três pontos, mas deixou o Sporting marcar primeiro por grande penalidade, e só conseguiu empatar o jogo para lá dos 80 minutos da partida. A presença de uma referência finalizadora no ataque facilitaria o trabalho à equipa. Dentro do azar, houve sorte, pois o rival do Norte, FC Porto, foi surpreendido em casa ao ser derrotado pelo Vitória SC por 2-3.

Seferovic entrou para o onze frente ao PAOK, na Grécia, e tem estado com o ‘pé quente’
Fonte: SL Benfica

No rescaldo da crise da finalização, Seferovic entrou para o ataque, e parece que resultou – tenha sido por causa do suíço ou não. Os encarnados ainda sofreram primeiro, num início de jogo apático, lento e nervoso, mas reagiu bem e ganhou por 1-4 em Salónica. A fechar o arranque de temporada alucinante – com oito jogos em 26 dias – houve visita à Choupana a confirmar que Seferovic está com fome de golo. O ponta de lança foi o primeiro a marcar na goleada por 0-4 na Madeira.

Com estes resultados, a reconquista continua a ser o objetivo e o Benfica partilha a liderança da Primeira Liga com 10 pontos – três vitórias e um empate -, juntamente com SC Braga e Sporting CP. A seguir de perto, com nove pontos, está o FC Porto e o CS Marítimo. Quanto às competições europeias, ficou no grupo E, com FC Bayern de Munique, AFC Ajax e AEK de Atenas.

Foi um arranque de época positivo, perdendo pontos apenas no embate contra o Sporting que confirma a enorme dificuldade do treinador português em vencer contra os rivais diretos. Porém, está na liderança partilhada da Primeira Liga e garantiu a presença na maior prova europeia e um encaixe de 43 milhões de euros nos cofres da Luz. O regresso às competições será contra o Rio Ave, num jogo a contar para a primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga, seguindo-se a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões contra o cabeça de série do grupo, o Bayern de Munique.

Saudações Benfiquistas!

 

Foto de Capa: SL Benfica