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A corrida até à primeira pausa

Assim que o campeonato começa a ganhar forma e algumas equipas se revelam surpresas ou deceções, chegam os compromissos internacionais. Para o adepto comum é uma verdadeira desilusão. Logo agora que a sua equipa tinha voltado a competir, logo agora que o ambiente da Primeira Liga tinha tomado conta do nosso dia a dia…

Sejam amigáveis ou encontros relativos a apuramentos para provas internacionais, é de esperar que a seleção portuguesa tenha uma ou (maioritariamente) duas partidas ao cabo das primeiras jornadas do campeonato. É assim há anos e é a forma encontrada para que um Europeu ou um Mundial se prolongue e se faça render nos anos em que não se realizam.

Nos últimos cinco anos, o campeonato português parou para que se realizassem encontros de apuramento para três competições diferentes. Em 2013/2014, concluída a terceira jornada, por volta de 2 de setembro, o FC Porto era líder e tinha como vitórias todos os jogos realizados. Na pausa que se seguiu, a seleção portuguesa disputou uma partida amigável contra o Brasil, tendo perdido por 3-1. Dias depois, a contar para o apuramento do Mundial’14, Portugal foi à Irlanda do Norte vencer por 2-4.

Nos últimos seis campeonatos, o FC Porto partiu por quatro vezes para a pausa internacional com a melhor defesa
Fonte: FC Porto

Na época seguinte, a pausa dá-se novamente depois da terceira jornada. À altura, Rio Ave FC, Vitória SC e FC Porto tinham conseguido uma arranque perfeito (três jogos, nove pontos) e partilhavam a posição cimeira da tabela classificativa. Desta vez, a seleção não venceu o seu encontro relativo ao apuramento para o Euro’16; derrota caseira frente à Albânia (0-1).

Na temporada 2015/16, FC Porto, Sporting CP e FC Arouca lideravam o campeonato à terceira jornada, fruto de duas vitórias e um empate. Nesta altura, Portugal realizou uma das últimas partidas de apuramento para o Europeu de França e um amigável contra a seleção anfitriã dessa prova. Frente à Albânia, redimiu-se da derrota da primeira volta e venceu, fora, por 0-1, e frente à seleção francesa perdeu por 0-1.

O Fim-de-Semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Os destaques, positivo e negativo, vão para a conquista da Supertaça de Futsal masculino e a derrota na Supertaça de Futebol feminino, respectivamente. Nota ainda para a vitória do Andebol na recepção ao ABC e o primeiro jogo particular do Hóquei em Patins.

Andebol | Os Leões venceram o ABC por 30-23 na segunda jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. A partida começou equilibrada, registando-se várias igualdades até ao minuto 20, altura em que a turma de Hugo Canela passou definitivamente para a frente do marcador, chegando ao intervalo a vencer por 16-10. No segundo tempo o domínio verde e branco foi uma constante, com a formação de Alvalade a manter as distâncias para o adversário. O Sporting CP totaliza assim seis pontos, fruto de duas vitórias e desloca-se agora ao sempre complicado pavilhão da AA Águas Santas. A partida frente à turma maiata está agendada para as 21 horas de Quarta-Feira, 12 de Setembro. No Sábado seguinte, 15 de Setembro, os Bicampeões Nacionais recebem o HC Metalurg pelas 18h30 no Pavilhão João Rocha, jogo a contar para a jornada inaugural do grupo C da EHF Champions League.

Futebol feminino | À terceira época as Leoas conheceram o sabor da derrota em provas nacionais: a formação orientada por Nuno Cristóvão perdeu a Supertaça diante do SC Braga, após a marcação das grandes penalidades. Depois de um empate a um golo no final do tempo regulamentar, com Tatiana Pinto a converter uma grande penalidade ao minuto seis, mas ao minuto 82 o SC Braga a empatar a contenda por intermédio de Francisca Cardoso, e com um prolongamento que não trouxe golos ao jogo, a decisão foi para as grandes penalidades com o SC Braga a conseguir converter as cinco primeiras tentativas e o Sporting CP a falhar a segunda grande penalidade da série. Este é assim o primeiro troféu nacional que o Sporting Clube de Portugal não conquista desde a sua entrada na modalidade, momento a partir do qual havia somado cinco títulos: dois Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. O Campeonato Nacional inicia-se já no próximo fim-de-semana, com o Sporting CP a receber a AD Ovarense, estanto o encontro inicialmente marcado para as 15 horas de 16 de Setembro, Domingo, na Academia Sporting.

Frankis Marzo foi o melhor marcador dos Leões na vitória frente ao ABC
Fonte: Sporting Ce,

Futsal masculino | Os Tricampeões Nacionais iniciaram os jogos oficiais com a conquista da oitava Supertaça do seu palmarés! A turma orientada por Nuno Dias venceu o GD Fabril, finalista vencido da edição 2017/2018 da Taça de Portugal, por 11-0, sendo que ao intervalo o resultado era já de 6-0. Pany Varela (2), Dieguinho (2), Cavinato (2), Merlim (3), Dani e Pedro Cary foram os marcadores do triunfo expressivo dos verde e brancos. Segue-se o início do Campeonato Nacional, com os Leões a receberem o CF Os Belenenses pelas 14h20 de Domingo, 16 de Setembro, no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins | Os Campeões Nacionais iniciaram os jogos de pré-temporada com um triunfo por 2-4 frente ao SC Marinhense no jogo de apresentação do Clube recém-promovido à I Divisão aos seus associados. Toni Pérez, Caio, Henrique Magalhães e Vítor Hugo foram os autores dos tentos leoninos, sendo que ao intervalo o resultado era de 0-3. Segue-se um jogo diante do Famalicense AC e a participação no Torneio Internacional Solverde, juntamente com AA Espinho, HA Cambra e Alcobendas, formação que os Leões defrontam nas meias-finais.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O que esperar do Portugal-Itália?

A caminhada da seleção portuguesa na UEFA Nations League inicia-se esta segunda-feira, dia 10 de setembro, diante da Itália. Inserida no Grupo 3 da Liga A, conjuntamente com as congéneres polaca e italiana, a formação orientada por Fernando Santos afigura-se, à partida, como a principal candidata a alcançar o primeiro lugar do referido grupo e, consequentemente, garantir o apuramento para a fase final da prova (meias-finais; partida para a definição do terceiro classificado; final), que decorrerá entre os dias 5 e 9 de junho de 2019.

Do outro lado estará uma jovem seleção italiana que, apesar de não ter protagonizado a melhor estreia na UEFA Nations League (empatou a um golo ante a Polónia, no passado dia 7 de setembro), deu mostras da sua qualidade e tentará, por certo, alcançar a sua primeira vitória.

Factos

  • o encontro da próxima segunda-feira oporá o segundo (Portugal) ao oitavo classificado do ranking UEFA de 2017, a Itália. De recordar, de resto, que a Liga A da UEFA Nations League é constituída unicamente pelos 12 primeiros classificados do referido ranking, tendo por base os coeficientes calculados a 11 de outubro de 2017;
  • numa altura em que se começa a discutir o processo de renovação da Seleção das Quinas, também a congénere italiana comandada por Roberto Mancini assiste a um processo semelhante. Efetivamente, ao atentar-se à média de idades dos 23 convocados por Mancini para a UEFA Nations League (25,7 anos), rapidamente se dá conta desta realidade. Por sua vez, a lista dos 24 convocados por Fernando Santos apresenta uma média de idades de (25,3 anos). Frente a frente estarão, portanto, duas equipas repletas de juventude;

Serena provoca polémica mundial

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Aquela que é considerada por muitos como a melhor jogadora de ténis de todos os tempos, Serena Williams, envolveu-se na final feminina do US Open numa polémica pouco digna de alguém com o seu estatuto, ao entrar em conflito com o árbitro do encontro, o português Carlos Ramos.

Serena Williams procurava conquistar o seu 24.º título em Grand Slams na carreira e o seu sétimo título no US Open, defrontando a jovem japonesa e estreante em finais de torneios do Grand Slam, Naomi Osaka. Na teoria, Serena partia com uma grande dose de favoritismo para a final frente a Osaka, no entanto, com o desenrolar do encontro cedo se percebeu que a teoria é apenas isso, teoria. Osaka tomou as rédeas do encontro e venceu facilmente o primeiro set, para desalento do público norte-americano que torcia pela atleta da casa.

No segundo set e apesar de mais equilibrado, Serena não estava a encontrar ténis para contrariar o jogo da japonesa, gerando bastante preocupação no seu camarote, onde se encontrava o seu treinador, Patrick Mouratoglou. No início do segundo set, Mouratoglou deu indicações a Serena, tendo o árbitro do encontro se apercebido da situação e advertido a norte-americana que não gostou do facto de ser repreendida e começou uma discussão bastante acesa com Carlos Ramos onde lhe disse que não era batoteira, que era mãe (algo completamente desnecessário) e exigindo ainda um pedido de desculpas, algo que o árbitro português naturalmente não acedeu por ter visto o que todo o mundo viu, menos Serena.

A advertência de Carlos Ramos a Serena fez com que a norte-americana transformasse a “raiva” da admoestação em algo benéfico para si e conseguiu quebrar pela primeira vez no encontro a sua adversária, contudo, foi apenas isso, jogos de raiva porque muito rapidamente Serena foi quebrada e descarregou a fúria na raquete, o que levou o árbitro a repreendê-la e desta vez a puni-la com um ponto, levando a norte-americana a manifestar-se novamente de forma muito ostensiva contra o português, afirmando que não deveria ter sofrido a primeira advertência por “coaching”.

Após este incidente Serena não se recompôs mais e após sofrer uma nova quebra de serviço começou a disparatar novamente contra Carlos Ramos, desta vez colocando em causa todo o profissionalismo do árbitro, chamando-o de “ladrão” e “mentiroso”, levando o árbitro a adverti-la e puni-la novamente, desta vez com a perda de um jogo. Após isto foi o descalabro total, supervisores do WTA em Court, Serena a chorar e o público em alvoroço nas bancadas claramente do lado da norte-americana. Quando o encontro chegou ao fim, a norte-americana recusou-se a cumprimentar o árbitro para delírio do público presente no Artur Ashe Stadium.

O árbitro português saiu de Court escoltado pela segurança, algo poucas vezes visto no mundo do ténis, em que o árbitro após arbitrar a final de um torneio na cerimónia de entrega de prémios recebe sempre uma distinção, mas dado o clima de tensão vivido, Carlos Ramos acabou por não comparecer.

Carlos Ramos é um dos árbitros mais cotados a nível internacional, tendo já arbitrado todas as finais de torneios do Grand Slam, Jogos Olímpicos, Taça Davis e Fed Cup. Se de um lado da rede estava Serena Williams, tal como já referido neste artigo, uma das melhores de sempre, sentado na cadeira ao centro do court estava também um dos melhores árbitros do mundo. Pelo palmarés e por tudo o que tem feito pela modalidade, o árbitro português não merecia ter sido tão maltratado em Nova Iorque, tendo acertado praticamente todas as decisões que tomou ao longo do encontro, fazendo apenas cumprir as regras de jogo.

Relativamente a Serena Williams, não é a primeira vez que demonstra uma grande falta de respeito por árbitros, em 2009, durante as meias-finais do US Open, ameaçou de morte uma juíza de linha após esta assinalar uma falta de pés no seu serviço. A norte-americana a nível tenístico pode ser considerada uma das melhores de sempre, o seu palmarés fala por si, mas falha muito na parte humana e sobretudo no “fair play”, um grande desportista não se vê apenas nas vitórias mas também nas derrotas, e neste último parâmetro, Serena está longe de ser um exemplo.

Naomi Osaka ergue o seu primeiro título do Grand Slam
Fonte: WTA

A final que tinha tudo para ser um grande espetáculo a nível tenístico, acabou por ser um encontro daqueles que vai ficar na memória mas pelas piores razões. Um desporto como o ténis não merecia que uma das maiores embaixadoras da modalidade, Serena Williams, estragasse daquela forma o espetáculo. Uma coisa é certa, se há alguém que vai recordar para sempre pelos melhores motivos a final do US Open 2018, essa pessoa é Naomi Osaka que conquistou o seu primeiro Grand Slam da carreira.

Foto de Capa: WTA

O melhor Djokovic está mesmo de volta

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Foi por volta das 00h30 (hora portuguesa) que Novak Djokovic se sagrou tri-campeão da mais importante prova tenística disputada sob solo americano. Foi a jogar em “modo parede” durante mais de três horas frente a Juan Martin Del Potro que o sérvio de 31 anos garantiu o troféu em Flushing Meadows dando um fim de sonho a uma quinzena praticamente perfeita – que começou com vitórias relativamente simples sobre Martin Fucsovics (3-1), Tennys Sandgren (3-1) e Richard Gasquet (3-0). Nos oitavos-de-final, o mundo viu João Sousa fazer um excelente encontro frente a Djokovic, obrigando o sérvio a suar (e muito, ainda mais devido à extrema humidade que se fez sentir durante toda a quinzena) mas, ainda assim, o vimaranense não foi capaz de vencer mais do que 4 jogos no segundo set, sendo derrotado pelos parciais – ainda que um pouco enganadores – de 6-3, 6-4 e 6-3.

‌No mesmo dia, em plena sessão noturna no Arthur Ashe Stadium, o mundo ficou boquiaberto perante a exibição de mestre de John Millman frente ao “maestro” suíço Roger Federer. O que parecia, à partida, serem favas contadas para o veterano de 37 anos, virou um pesadelo como poucas vezes se viu na sua carreira. A somar aos erros não-forçados que surgiram em maior quantidade do que é habitual, Federer viu John Millman fazer “o jogo da sua vida” e negar-lhe o encontro com Djokovic nos quartos-de-final do US Open (Millman d. Federer 3-6, 7-5, 7-6, 7-6). Na parte superior do quadro por essa altura apuravam-se com relativa tranquilidade Rafael Nadal, Dominic Thiem, Juan Martin Del Potro e John Isner.

‌E foi nesta metade mesmo que se deu o melhor encontro do ano 2018. Dominic Thiem e Rafael Nadal deram um espetáculo épico de ser gravado e editado em DVD para a posteridade, e degladiaram-se durante cinco longas e intensas horas, para gaudio de todos aqueles que se mantiveram acordados noite fora para acompanhar o desfecho do encontro. A máxima “por um ponto se ganha, por um ponto se perde” nunca fez tanto sentido, que o digam os intervenientes de um jogo que não merecia um perdedor, mas que, por detalhes, foi Thiem – que saiu de cena com a certeza que um dia chegará o seu dia, e vencerá provas do Grand Slam (Nadal d. Thiem 0-6, 6-4, 7-5, 6-7, 7-6).

Nadal e Thiem protgonizaram um dos encontros do ano
Fonte: US Open Tennis Championships

‌Também Nishikori protagonizou um encontro de luxo eliminando o croata Marin Cilic pelos parciais de 2-6, 6-4, 7-6, 4-6 e 6-4 marcando encontro com Novak Djokovic na meia-final. Na antecâmara da final, Nadal teria de eliminar do seu caminho o gigante de Tandil Del Potro sendo que o maiorquino vinha de uma série de encontros desgastantes a nivel mental mas principalmente físico. Muitos temiam pelo físico do espanhol, que teria de estar na melhor forma para derrubar o ténis magnífico de Delpo, e com razão – ao fim de um primeiro set renhido apenas decidido em tie-break para o lado do argentino, Nadal começou a fraquejar e a deixar cair o nível do seu ténis de forma abrupta até ao momento em que não pôde mais suportar a dor no joelho direito e se retirou, apurando o argentino para a Final, nove anos depois de ter vencido este mesmo US Open. Na derradeira ronda, o argentino iria defrontar Novak Djokovic que passeou em court frente a um irreconhecível Kei Nishikori que levou de vencido por três sets sem resposta.

Aí, ao contrário da Final das Senhoras da noite anterior marcada pelo comportamento inaceitável de Serena Williams, a qualidade do ténis foi muito elevada – a espaços – num encontro que podia ter tombado para qualquer lado, não fossem pormenores em jogos de serviço decisivos no segundo set. Mas o ténis é mesmo assim e foi o sonho de Del Potro de bisar em Nova Iorque que caiu por terra, deixando o argentino inconsolável e em lágrimas compreensivelmente amarguradas. Justo será dizer que, pelo calvário que superou durante os últimos 8 anos a nível de lesões nos pulsos (o argentino passou por quatro intervenções cirúrgicas a ambos os pulsos neste período), haverá poucos fãs da modalidade que não gostassem de ver o gigante de Tandil levantar de novo um troféu do Grand Slam. Porém, não foi desta que o astro argentino foi bem-sucedido e foi mesmo Djokovic quem venceu em três sets apenas por 6-3, 7-6 e 6-3 e conquistou pela terceira vez o troféu em Nova Iorque.

O argentino mostrou que voltou ao circuito com capacidade para vencer qualquer jogador
Fonte: US Open Tennis Championships

Fica para a história um regresso imperial ao melhor nível de Djokovic, que faz falta ao circuito masculino, e um dado adquirido: mantendo-se bem físicamente, teremos certamente o prazer de ver estes dois exímios tenistas em mais finais nos próximos anos.

Foto de Capa: US Open Tennis Championships

Jackson de volta a Portugal

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No último dia de mercado, o Portimonense SC surpreendeu ao anunciar o retorno de Jackson Martínez à Europa e a Portugal, por empréstimo.

Um negócio que, apesar de arriscado, é inteligente, quando se tem em conta o à vontade e a história de sucesso que Jackson tem no campeonato português e que os portistas, melhor do que ninguém, conhecem.

Mas como é que, depois de uma tão bem sucedida passagem pelo clube azul e branco, Jackson agora retorna à Europa através do clube que se encontra, neste momento, em último lugar na tabela de classificações? A resposta mais curta, azar.

No Club Atlético de Madrid, as coisas não correram bem e apenas seis meses depois de ter chegado, saiu para o Guangzhou Evergrande. Após apenas 16 aparições pelo clube chinês, foi obrigado a afastar-se devido a uma lesão crónica no tornozelo.

Fonte: FC Porto

Depois de uma paragem tão longa a expetativa é grande para ver em que forma o colombiano realmente se encontra e se conseguirá retornar ao topo. Após quase dois anos afastado dos relvados, se existe forma de voltarmos a ver Jackson fazer golos e brilhar é em Portugal e num clube onde a pressão não é tão grande.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

A Estrela que começa de novo a brilhar

Como diz Pep Guardiola, “a derrota faz parte da competição” e um clube acabado de renascer não é exceção a este lema. O CF Estrela da Amadora, agora batizado como o Clube Desportivo Estrela vai regressar oficialmente ao futebol mais de oito anos depois. Mas antes de enfrentar o Operário para a primeira jornada da I Divisão do Campeonato Distrital da Associação Futebol de Lisboa, o tão ansiado regresso aconteceu no jogo de apresentação do Atlético Clube Cacém. A equipa da casa venceu por 4-1, o Estrela perdeu, mas isso pouco importa, por enquanto.

Estacionar perto do Complexo Desportivo Joaquim Vieira não foi difícil, mas provavelmente não se viu este local com tantos veículos ali guardados. Até porque ali ao lado há um cemitério, mais à frente um hipermercado e – para agrado de todos – já dentro das imediações do AC Cacém, um Rui dos Pregos, estabelecimento que patrocina as camisolas deste emblema. Logo à entrada das instalações, dezenas de pessoas curiosas para ver o Estrela, claro. A entrada era gratuita e não havia desculpas para quem sentia saudades do conjunto da Reboleira. A equipa da casa sabia bem que isto ia dar uma enchente pouco habitual e, de forma simpática, agradecia cada moeda que fosse colocada numa tacinha à entrada do campo.

A estreia do novo Estrela aconteceu no jogo de apresentação do AC Cacém, equipa que vai disputar a Divisão de Honra da AFL
Fonte: Bola na Rede

Pessoas de todas as idades estavam equipadas a rigor com uma combinação de cores que já não se via à 3053 dias. O verde, branco e vermelho do Estrela fazia-se ver novamente, bem como o antigo escudo do clube em várias camisolas, bonés, cachecóis e na tarja da claque Magia Tricolor que já parecia estar guardada há uns bons anos. Eram eles que iam encorajando o público. As equipas entravam em campo e ouviu-se uma parte do hino do Estrela cantado por uma senhora, que se ouviu também no apito final. Não era fácil de decorar, mas ficou no ouvido, especialmente nesta altura em que o clube procura reerguer. Recorremos ao YouTube: “De jornada em jornada / Na derrota ou goleada / O Estrela bem alto sabemos aplaudir / Para que possas ouvir e dê sempre mais um salto”. Também não faltou o bem entoado durante segundos a fio “Estreeeeeeeeelaaaaaa” e o “Eu sou do Estrela com muito orgulho, com muito amooor!”.

Momentos bons, mas algum silêncio dominou as bancadas neste jogo. Era mais curiosidade e simpatia pelo Estrela que outra coisa. A sério a sério só no final do mês e veremos quem fica ao lado do renascido clube durante o ano. Mas uma coisa de certo deixou muita gente impressionada: a quantidade de produtos do antigo CF Estrela da Amadora que saíram dos confins das gavetas lá de casa dos adeptos para apanhar o ar que veio bem forte no típico vento que se faz pelo concelho de Sintra. Para termos a fotografia dos cachecóis que vemos no topo deste texto, foi impossível não perguntar como ainda guardava, o do símbolo antigo, claro. “Eu acordo todos os dias a olhar para este cachecol lá no quarto”, disse um adepto.

A Magia Tricolor promete acompanhar o Estrela no regresso aos relvados
Fonte: Bola na Rede

No Cacém não parecia haver zonas para a imprensa [N.R.: apesar das mesmas existirem] e as dúvidas davam lugar ao acaso. Viu-se várias pessoas vestidas com as cores do Estrela, mas os jogadores em campo nem tanto. Todos tinham tshirt branca e calção bordeaux, cor característica que vestia por cima o guarda-redes na primeira parte. No segundo tempo, um dos jogadores de campo tinha calções negros e outro dos guardiões foi de colete vermelho para a baliza. As cores do equipamento já são bem conhecidas e o patrocínio da camisola será dos míticos rebuçados Dr. Bayard.

Em campo, cada boa jogada ou boa ação no ataque ou na defesa, o público fazia-se ouvir. “Boa”, “Vai, vai”, diziam. Quando um jogador não tomava a decisão correta, as pessoas também reprovavam e não queriam ver “brincas na areia”. Se algum dos futebolistas gritava em campo com os colegas, a audiência aplaudia e dizia “é bem, é bem. Garra!”. Viu-se futebol (amador) no estado mais puro em vários momentos, tanto em campo como nas bancadas, pouco seguras por sinal, do Cacém, especialmente quando há uma disputa de bola no relvado e há aquele choque de botas (ou até de ossos). “Sssshhhh”, até o público sentia a dor.

No final, os jogadores da equipa da Reboleira agradeceram o apoio dos adeptos, um por um
Fonte: Bola na Rede

O Estrela marcou só um golo, quando já perdia por 3-0. Um dos jogadores foi isolado para a baliza e no um para um com o guarda-redes mandou ao poste. O colega estava por perto e encostou. Golo tremendamente festejado, tal como todas iniciativas atacantes ao longo do jogo.

Para as primeiras impressões e em apenas uma semana de trabalho, os seguidores do renascido Estrela não resistiram em dar a sua veia de treinador de bancada. Gostaram de ver o que fez nas alas do adversário e de só sofrer um golo na segunda parte. Resultado final: derrota por 4-1, mas pouco importa para a força que tem vindo a chegar ao Clube Desportivo Estrela. A alegria e apoio parecem permanecer e os novos jogadores já agradecem. A febre pelo Estrela vai continuar.

Foto de Capa: Francisco Correia/Bola na Rede

E agora, Sr. Presidente?!

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O novo presidente do Sporting Clube de Portugal é o ex-médico do clube verde e branco Frederico Varandas, depois de ter saído vitorioso das eleições realizadas ontem em Alvalade.

Numa clara demonstração de sportinguismo, onde estavam seis candidatos a votações para assumir a liderança do clube de Alvalade, superou-se o recorde de eleitores estabelecido nas últimas eleições, com 22 500 sócios a votarem e a escolherem qual o candidato que consideravam o mais indicado para suceder a Bruno de Carvalho.

Tal como as inúmeras sondagens realizadas mostraram uma “luta” renhida entre Frederico Varandas e João Benedito, ontem na contagem dos votos assistiu-se a isso mesmo. Com mais eleitores a escolherem João Benedito (36,84%), acabou por ser a antiguidade dos sócios leoninos a decidirem que afinal o vencedor e novo presidente leonino seria Frederico Varandas (42,32%).

A sua candidatura (Unir o Sporting Clube de Portugal) apresentava várias medidas para concretizar caso fosse eleito presidente do grande Sporting, nomeadamente o regresso da equipa B, a criação de uma academia para as modalidades, criar uma unidade de performance, apostar no basquetebol, transparência e, acima de tudo, unir o universo leonino.

Durante toda a campanha, o agora presidente leonino nunca prometeu o título de campeão nacional, no entanto no seu discurso de vencedor prometeu que durante este mandato seremos campeões nacionais de futebol. Esperemos que não seja outro “tiro” no escuro e outra desilusão para o universo verde e branco.

Frederico Varandas conquistou o voto dos sócios mais antigos
Fonte: Candidatura de Frederico Varandas

E agora Sr. Presidente? Esta é a grande questão para o 43º presidente da história. Será que vai conseguir cumprir o que prometeu, sobretudo o tão desejado título de campeão nacional de futebol?

Pessoalmente, considero que a primeira grande tarefa de Frederico Varandas é unir o universo leonino, sendo necessária a colaboração dos e das sportinguistas. Com isto alcançado teremos mais possibilidades de nos reerguermos e alcançarmos a glória.

No que diz respeito à criação da unidade de performance, à criação da academia para as modalidades, à aposta no basquetebol e ao regresso da equipa B sou da opinião do presidente, ou seja, são medidas interessantes e que nos podem “enriquecer”, desde que o clube tenha as condições (financeiras) para a sua concretização.

A transparência é algo que o universo leonino exige. Chega de se tentar “atirar areia para os olhos” dos/as sportinguistas.

Antes de terminar esta publicação faço um apelo ao universo leonino no sentido de nos unirmos em torno do nosso clube, chega de divisões, o Sporting Clube de Portugal acima de tudo e todos. Frederico Varandas foi legitimamente eleito, é o meu presidente, é o nosso presidente, só temos de o apoiar e ajudar para que seja possível revitalizar o clube.

Termino esta publicação felicitando o novo presidente desta enorme instituição pela vitória, onde espero que tenha muito sucesso e que nos dê muitos motivos de alegria.

Foto de Capa: Candidatura Frederico Varandas

UD Vilafranquense 0–0 (2-4 GP) Caldas SC: Só as penalidades decidiram o vencedor

O Campo do Cevadeiro encheu-se esta tarde para receber a primeira eliminatória da Taça de Portugal 2018/2019, colocando frente a frente a equipa da casa, o Vilafranquense e a revelação da competição na época passada, o Caldas.

O jogo adivinhava-se bastante disputado e de vencedor imprevisível pois os dois conjuntos, além de qualidade muito equiparada, já se conheciam do Campeonato de Portugal, da temporada passada.

Foi a equipa de Vila Franca de Xira quem melhor entrou na partida, ao assumir o domínio da posse de bola nos primeiros instantes e tendo inclusivamente criado alguns lances de perigo junto da área adversária com principal destaque para o cabeceamento de Janú, aos dez minutos, a arrasar o poste da baliza defendida por Luís Paulo. Este tal controlo por parte do Vilafranquense perde-se com o acerto defensivo da equipa do Caldas e a toada do jogo mudou para uma batalha a meio campo, que impediu o surgimento de qualquer oportunidade golo pois os ataques de ambas as equipas “esbarravam” invariavelmente na muralha defensiva adversária.

Ainda assim, até final do primeiro tempo registaram-se duas oportunidades para cada lado: Primeiramente, para o Caldas por intermédio de Farinha na cobrança de um livre de longa distância, ao qual Nélson Pinhão correspondeu com uma defesa segura; e já perto do árbitro apitar para intervalo, uma verdadeira oportunidade de golo, de autoria Ragner, que por muito pouco não inaugurou o marcador ao atirar ligeiramente ao lado.

Chegava assim ao fim um primeiro tempo sem grandes histórias para contar e o nulo no resultado, com justiça, não se alterou.

As equipas regressaram dos balneários sem qualquer sinal aparente de mudança, é certo que o Vilafranquense se mostrava como equipa mais dominante, mas nunca conseguiu traduzir essa superioridade num estilo de jogo que ameaçasse o Caldas. Em suma, o relógio ia avançando e as equipas não se mostravam capazes de se desbloquearem uma da outra pelo que escasseavam oportunidades para se gritar golo no Cevadeiro. Aos 70 minutos apenas era possível relatar dois momentos que se destacaram dentro do deserto de motivos de destaque: À hora de jogo, Ragner teve o 1-0 nos pés mas sozinho na cara do guarda-redes do Caldas não fez melhor do que rematar enrolado, permitindo uma defesa simples do adversário; e poucos minutos depois, novamente por bola parada, o Caldas torna a criar perigo desta feita com Gaio a rematar por baixo da barreira, mas Nélson Pinhão atento respondeu com uma boa defesa a dois tempos.

Curiosamente, nos últimos minutos do tempo regulamentar tanto Vasco Matos como José Vala não demonstraram qualquer tipo de receio em pedir aos seus comandados para que tentassem resolver a questão e assim tentar evitar o prolongamento. Esta atitude deu lugar a lances de perigo, com a equipa do Caldas a  ficar muito próxima de marcar o golo da vitória através de um remate potentíssimo do centrocampista David Silva. Para os unionistas a chance de ganhar ao cair do pano coube a Luís Pinto, que num lance individual onde deixou bem patente os seus atributos técnicos, driblou vários defesas e cruzou para a área, mas ninguém fez a “emenda” para golo.

Passados 90 minutos, o nulo resistia e a decisão seguiu para prolongamento.

No tempo extra foi o Caldas que entrou pressionante e logo com duas oportunidades consecutivas, que fizeram os adeptos do Vilafranquense suspirar de alívio. Aos 95 Isabelinha cabeceou ao poste, naquele que foi o lance mais perigoso de toda a partida e instantes depois Flávio Passos rematou com bastante perigo e Nélson Pinhão protagonizou uma grande defesa.

Aos 100 minutos o Caldas viria a comprovar a bela entrada no prolongamento com uma jogada de excelência, em que David Silva com um passe exímio isola Isabelinha, que é rasteirado por João Freitas já dentro da grande área. A entrada imprudente do central do Vilafranquense não passou despercebida ao árbitro e este assinalou grande penalidade. Na conversão da marca dos 11 metros, Nélson Pinhão foi gigante e levou a melhor sobre Farinha.

Fonte: Bola na Rede

Finalmente, o jogo parecia animar e a emoção não ficaria por aqui: já na marca dos 105 minutos, Janú torna a surgir sozinho na cara do guarda-redes e não só não consegue concretizar como ainda acaba expulso, num lance que no mínimo terá de ser caracterizado como caricato. Após falhar o remate, o avançado tentou a recarga e aparentemente de forma involuntária acertou em Luís Paulo e o árbitro numa decisão bastante discutível considerou a ação como agressão e acabou por expulsar Janú.

O cansaço começava a ser evidente em campo pelo que na segunda parte do prolongamento o ritmo de jogo diminuiu e o Vilafranquense reduzido a 10 viu-se obrigado a concentrar-se somente em permanecer coeso defensivamente para que não fosse surpreendido na reta final da partida. Em oposição, foi o Caldas quem mais bola teve e procurou fazer o golo, contudo, sem qualquer efeito.

O resultado teimava em fixar-se no 0-0 inicial e por isso a disputa pelo lugar na próxima fase da Taça de Portugal decidiu-se mesmo na marca das grandes penalidades.

Listagem da conversão das grandes penalidades: Primeiro o Caldas depois o Vilafranquense.

Flávio Passos marcou; Wilson falhou, Araújo falhou, Luís Pinto marcou, David Silva marcou, João Freitas falhou, Militão marcou, Izata marcou, Simões marcou.

Os  adeptos proporcionaram uma excelente moldura humana e viveu-se a festa da taça em Vila Franca de Xira, com a equipa da casa, apesar de se ter apresentado superior em diversos momentos jogo a cair perante o Caldas, que arranca em grande a Taça de Portugal 2018/2019.

Sorteio da Champions: tudo sobre os adversários do SL Benfica

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No Mónaco realizou-se mais um sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. SL Benfica e FC Porto, os únicos clubes portugueses presentes nesta fase da competição, constavam no pote 2 do sorteio. Depois de distribuídos os cabeças de série pelos grupos, seguiu-se o sorteio do pote 2, que colocou os encarnados no grupo E, juntamente com o gigante FC Bayern Munique, grupo ao qual se juntou mais tarde o AFC Ajax e, por último, o AEK Atenas. Fechado o sorteio e com o destino traçado, resta-nos conhecer um pouco mais dos adversários que, até ao final do ano, iremos defrontar.

AEK Atenas

Fonte: AEK Atenas

Mostrando um futebol cada vez mais competitivo, o AEK Atenas, atual campeão grego, nunca passou uma fase de grupos da Liga dos Campeões em toda a sua história. Na liga grega, desde 2013/2014, tem sempre chegado aos lugares cimeiros do campeonato e, na época passada, conseguiu conquistar o seu 12.º título. Esteve também presente na Liga Europa; porém, ficou-se pela fase de grupos. A equipa liderada por Marinos Ouzounidis conta com nomes como Petros Mantalos, Rodrigo Galo, Michalis Bakakis e dois portugueses, André Simões e Hélder Lopes. O jogo no Olimpiako Stadio Athinas Spyros Lovis irá realizar-se no dia 2 de outubro e, no Estádio da Luz, terá lugar no dia 12 de dezembro.

 

AFC Ajax

Fonte: AFC Ajax

O Ajax não constava na lista de nomes presentes na fase de grupos da Champions desde a época 2014/2015; porém, quase triunfava na Liga Europa ao chegar à final da competição em 2016/2017, final essa que perdeu frente ao Manchester United FC. Na liga holandesa, o Ajax é um dos grandes protagonistas, tendo sido tetracampeão em 2013/2014 e tendo, nestes últimos cinco anos, ficado sempre em segundo lugar. O clube holandês, liderado por Erik ten Hag, foi vencedor da Liga dos Campeões por quatro vezes (1971, 1972, 1973 e  1995) e sonha repetir o mesmo feito, contando com Huntelaar, Tadic e Blind para chegar longe nesta edição. O primeiro encontro com os holandeses está marcado para 23 de outubro e o segundo, na Luz, para o dia 7 de novembro.

 

FC Bayern Munique

Fonte: FC Bayern Munique

Este gigante alemão dispensa apresentações. Levar de vencida o quase imbatível Bayern Munique é o grande desafio deste grupo E; porém, não é impossível. Nas últimas duas edições da Liga dos Campeões, o Bayern foi travado pelo Real Madrid, não conseguindo ir além das meias-finais da competição.
Os hexacampeões da Alemanha já ganharam o troféu por cinco vezes, tendo a última sido em 2012/2013. Muitos dos guerreiros comandados pelo croata Niko Kovac também dispensam apresentações: Manuel Neuer, Boateng, James Rodríguez, Franck Ribéry, Lewandowski, Thomas Muller, Robben e Goretzka são as mais brilhantes estrelas desta companhia, que não quer deixar escapar mais uma vez a taça. Os encarnados irão receber os alemães na Luz já no próximo dia 19 de setembro e visitarão o Allianz Arena no dia 27 de novembro.

 

 

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho