Início Site Página 11738

José, esquece lá isso e dá cá um abraço!

Sou um apaixonado pelo futebol inglês, confesso fã de José Mourinho, mas este regresso do treinador português a Inglaterra para orientar o Manchester United tem sido constantemente apunhalado. Falar do que a imprensa britânica tem dito acerca do treinador português, e nós ‘tugas’ somos obrigados a citar, já é demais. “Triste?” e “ultrapassado?” são alguns dos comentários mais depreciativos que se podem fazer a um protagonista ativo do desporto que tanto nos apaixona. Culpar o treinador ou o jogador sempre foi mais fácil.

Juntando estes dois adjetivos, venho talvez mais com coração (Mou, ‘tás’ aqui oh) do que com a cabeça tentar trazer alguma lógica para explicar o que está a passar em Old Trafford. Há um ponto de relação, a meu ver, notório. José Mourinho pode estar triste pelas condições de trabalho que lhe têm sido postas no Man. United e isso reflete-se (E MUITO) em campo. A culpa não é de José Mourinho e claro que pode haver razões para ficar triste. Nunca ficou triste enquanto trabalhava? É igual.

Ainda assim, muitos futebolistas continuam a glorificar os métodos do português, quer no treino quer em campo, e não é de um momento para o outro que se considerem essas práticas no futebol como ultrapassadas. A mente e as ideias evoluem. Para este ofício, Mourinho é muito novo, tem 55 anos, mas a porta de saída é-lhe constantemente mostrada, mais do que nunca.

Dito isto, o leitor poderá argumentar: Pogba, Alexis Sanchéz, Lukaku, Martial e muitos outros estão ao dispor de José Mourinho. Certo, um plantel recheado de grandes nomes. Mas estarão todos eles a reafirmar a qualidade demonstrada em outros clubes que lhes levou a serem transferido por uma quantidade louca de dinheiro? Para a maioria destas ‘vedetas’ a resposta é não (!) e sabemos bem que o Manchester United nunca foi feito desta fibra. Jogadores como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Ryan Giggs ou Carlos Tévez. Tinham o ‘dedo’ de Sir Alex Ferguson e sabemos disso tão bem quando falamos de CR7. Já é público que os primeiros que referi não foram necessariamente solicitados pelo treinador português à direção do United.

José Mourinho continua debaixo de fogo em Inglaterra. Vivem-se tempos complicados em Old Trafford
Fonte: Manchester United FC

Por que razão José Mourinho não tem esse à vontade na construção de um plantel em Old Trafford? Teve isso no FC Porto, no Chelsea (mesmo quando tinha sido injetado pelos camiões do petróleo russo de Abramovich) e no Inter de Milão? Há poucas escolhas que tiveram a marca Mourinho até ao momento no Manchester United mas que resultaram a olhos vistos, e por razões que já referi sobre o que se passa em campo, a espaços. Contratar Eric Bailly, Zlatan Ibrahimovic, Ander Herrera, Nemanja Matic, repescar Antonio Valencia para lateral direito e lançar Jesse Lingard foram alguns das apostas que pareciam dar certo, apesar de o avançado sueco não ter sido uma contratação propriamente barata. Em contraste, Mourinho parece ter exigido Lindelof e não está a resultar, mas quem é o treinador que nunca falhou? É nestes casos que o trabalho desta figura entra em prática: rentabilizar as qualidades um jogador que não está a progredir como esperado.

Como em qualquer negócio, se queremos ter os serviços daquela pessoa, há que dar todo o tipo de alicerces possíveis para que haja sucesso, certo? O futebol mudou muito rapidamente na perspetiva financeira nos últimos anos, sim, e simultaneamente há outra coisa que visivelmente preocupa o Manchester United: a competição feroz. A poucos quilómetros está Pep Guardiola e o poderoso City. Em Londres, o Chelsea procura voltar a vencer, hábito que começou a ter com Mourinho, continuou com Conte e quer retomar com Sarri. O Tottenham mostra mais consistência, rigor e disciplina como ninguém ao comando de Pochetino. O Liverpool ganhou um novo fôlego que parece não ter fim com a força de Klopp. O Manchester United teve um grande ciclo de vitórias com Sir Alex que durou muito, muito tempo e a direção provavelmente viu nos últimos anos que a solução seria comprar desalmadamente pois há também uma necessidade lógica de manter a marca mundial que o clube se tornou. A pressão subsiste.

Primeiro a derrota frente ao Brighton e agora três golos sem resposta frente ao Tottenham
Fonte: Manchester United FC

Voltando a José Mourinho e nunca esquecer que estamos provavelmente perante o melhor treinador português de sempre, a memória é (muito) curta em Old Trafford. Tanto quiseram um United de volta à Liga dos Campeões depois dos desaires de David Moyes e Louis van Gaal, Mourinho deu isso no ano estreia com a conquista de um troféu nunca conquistado pelo United, a Liga Europa, mais a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga para aumentar ainda mais o palmarés. Ficou em sexto lugar no campeonato e no ano seguinte pediu-se consistência. Terminou em segundo lugar na passada edição da Premier League (classificação que já parecia uma miragem tendo em conta os últimos anos), garantindo sem riscos a Liga dos Campeões. Agora, a época não arrancou bem, mas que tal dar tempo e espaço para o homem que raramente falhou no final de contas? Não me venham outra vez com a teoria da terceira época que deixa de funcionar.

Agora que somou a segunda derrota consecutiva em três jornadas da Premier League, no primeiro jogo grande da época diante do Tottenham (0-3, pesado), a onda de críticas a José Mourinho vai avolumar. As respostas que ele dá a muitos jornalistas tornam-se virais pela ironia e agressividade, mas ele, tal como todos nós, temos de argumentar. O que pode ser o melhor nesta altura? Devia sair da mesma forma que entrou. Arrumar a ‘trouxa’, abandonar o Manchester United, parar durante algum tempo e perspetivar um novo destino, para voltar mais forte. Quem perdeu a esperança ou desvaloriza José Mourinho é desrespeitar o crescimento e notoriedade que o futebol português teve nos últimos quase 20 anos.

Não estou a pensar por ele, nem nunca faremos isso por alguém, mas isto é dito por um jovem seguidor que o tanto admira e não perdeu nem um pouco desse fascínio. Sabemos que talvez volte a Portugal para ser selecionador nacional, mas isso ainda é muito cedo para quem tem dado muito pelo futebol do velho continente. Sugiro-lhe um lugar com estabilidade e ambicioso nas doses certas, quem sabe novamente em Itália? Um abraço, José!

 

Foto de Capa: Manchester United FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

SOS Renovação (Parte 2)

Há praticamente um ano atrás escrevi neste espaço opinativo do Bola na Rede, envolto numa enorme preocupação, um artigo com o propósito de alertar os portistas e, principalmente, suplicar à SAD que tornasse as renovações de contrato de alguns jogadores numa prioridade.

Um ano volvido e apenas as minhas preces em relação a Vincent Aboubakar (que viu o FC Porto comprar o remanescente do seu passe e renovar-lhe o contrato até 2021) foram ouvidas. Pedi as renovações de Marcano e Diego Reyes (que se encontravam em final de contrato), e de Ricardo Pereira, Diogo Dalot e André André (que entrariam agora no último ano) e já nenhum destes jogadores, por razões várias, se encontram às ordens de Sérgio Conceição. No mesmo artigo abordei os casos de Maxi Pereira e Iker Casillas que considerei serem de exceção e, portanto, deveriam estar uns lugares mais abaixo na tabela de afazeres da direção. Era, inclusive, da opinião que estes dois jogadores, analisando a combinação salário, rendimento desportivo e idade, deveriam (nomeadamente Maxi) ser libertados no final da temporada que findou. Assim a SAD e o treinador não entenderam e ambos continuam de azul e branco.

Outros dois nomes mencionados no tal artigo de Agosto de 2017 e que me motivam a voltar à carga este ano foram Yacine Brahimi e Hector Herrera. Volvido um ano continuam sem renovar e estão, agora, a 6 meses de serem livres para assinar um novo contrato com um qualquer outro clube sem que o FC Porto seja ressarcido pela sua saída. Na altura colocava Brahimi num patamar superior de relevância e urgência. Hoje, dado o peso no balneário do mexicano e a sua performance em 2017/2018, coloco-os a par como dois dos jogadores mais importantes do plantel e com a agravante de serem, porventura, os dois jogadores com maior valor de mercado da equipa. Para piorar o cenário surgem notícias de que o FC Porto será sempre forçado a indemnizar a Doyen Sports em 6,5M€ pela saída de Brahimi, mesmo que esta ocorra em regime de custo zero.

Apesar da derrota, Brahimi voltou a estar em evidência no jogo frente ao Vitória SC
Fonte: FC Porto

Motivos de preocupação de sobra que devem ocupar a mente de todos os portistas e que devem ter o condão de colocar a SAD em estado de alerta máximo. Os dois jogadores são fundamentais na estratégia de Sérgio Conceição e importa garantir que ambos têm e mantêm o foco no coletivo e nos objetivos do clube e tentar a permanência dos dois para a próxima época (2019/2020). São dois jogadores de uma qualidade ímpar atendendo ao panorama do nosso futebol e, como tal, as dificuldades de tesouraria (que não impediram renovações e contratações absurdas e vencimentos principescos no passado) não podem ser desculpa e sou da opinião que devem ser encetados todos os esforços no sentido de renovar os dois contratos mesmo que isso implique colocar o capitão de equipa e o maior fantasista da Liga NOS no topo da folha salarial do futebol português.

A doutrina divide-se quanto à resolução deste tipo de situações. É certo que o FC Porto ou qualquer outro clube não podem nem devem ficar reféns de qualquer jogador, mas não é menos verdadeiro que a opção de colocar de parte jogadores que se recusam a renovar não traz qualquer benefício para nenhuma das partes.

Assim, cabe à SAD liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa encontrar as soluções ideais e procurar garantir as verbas necessárias para resolver estes dois caos desconfortáveis e a Sérgio Conceição continuar a retirar o máximo rendimento de ambos e impedir que estes dispersem por via de questões extrafutebol. Exige-se o máximo rigor e competência.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Futsal 17/18: Tricampeão!

0

O Futsal masculino do Sporting Clube de Portugal assegurou, pela terceira temporada consecutiva, a conquista do título principal da Modalidade em termos nacionais. Uma temporada tremendamente consistente, com os Leões a marcarem presença em todas as finais das seis competições disputadas, cedendo apenas em duas delas: UEFA Futsal Cup e Taça da Liga.

Gonçalo Portugal foi um dos heróis dos jogos da final do Campeonato
Fonte: Sporting Clube de Portugal

A consistência dos verde e brancos ficou bem patente nos primeiros meses da temporada, com os pupilos de Nuno Dias a vencerem os primeiros 28 encontros oficiais, conquistando pelo meio a Supertaça e a Taça de Honra da AFL. A primeira derrota oficial surgiu na final da Taça da Liga com o Sporting CP a sucumbir perante o SL Benfica por claros 2-5. A Fase Regular da Liga SportZone viria a terminar com o Sporting CP a atingir um novo recorde de pontos (76), fruto de 25 vitórias e somente um empate. Ainda antes do términus da fase regular os Leões viriam a averbar a sua segunda derrota em provas oficiais, vendo esfumar o sonho da conquista da UEFA Futsal Cup. Seguiu-se a conquista da Taça de Portugal, e, posteriormente, os play-offs da Liga SportZone, onde o Sporting CP acabou por eliminar o CCRD Burinhosa nos quartos-de-final e a AD Módicus nas meias-finais, chegando à final onde disputou o título taco a taco com o rival SL Benfica, acabando por ganhar um jogo no tempo regulamentar, para depois o rival reverter a final a seu favor com duas vitórias, tendo os Leões depois ganho os dois últimos jogos no desempate por grandes penalidades, o que se traduziu no consumar do terceiro campeonato consecutivo.

Balanço:
Campeonato Nacional – 1.º classificado, Campeão Nacional
UEFA Futsal Cup – Finalista vencido (2-5 Inter Movistar)
Taça de Portugal – Vencedor (6-2 GD Fabril)
Taça da Liga – Finalista vencido (2-5 SL Benfica)
Supertaça – Vencedor (3-2 SL Benfica)
Taça de Honra AFL – Vencedor (2-1 SL Benfica)

Plantel:
1. Gonçalo Portugal; 15. Marcão; 16. André Sousa; 22. Bernardo Paçó; 3. Edgar Varela; 4. Daniel Machado; 6. Pedro Cary; 7. Djô; 8. Diogo; 9. João Matos; 10. Deo; 11. Caio Japa; 17. Diego Cavinato; 18. Pany Varela; 19. Cardinal; 20. Rodolfo Fortino; 29. Alex Merlim; 84. Divanei; 89. Dieguinho
Treinador: Nuno Dias; Treinador adjunto: Paulo Luís

Entrelinhas do Desporto: A justiça desportiva de uns e de outros

O Fair-Play Financeiro (FFP) foi criado pela UEFA com o intuito de promover a sustentabilidade financeira dos clubes europeus. Também, as suas regras garantem o equilíbrio entre receita e despesa por forma a que haja um controlo do endividamento. Contudo, será que estas regras, desde o início da execução do FFP, têm sido aplicadas de forma igual ou pelo menos de forma proporcional às circunstâncias do incumprimento de cada caso?

A câmara adjudicatória do Club Financial Control Body (CFCB) da UEFA decidiu, a 19 de junho de 2018, sancionar o Associazione Calcio Milan pelo não cumprimento, cumulado, das disposições normativas contidas entre o artigo 58º e 63º da UEFA Club Licensing and Financial Fair Play Regulations, com a proibição de participação do histórico clube italiano na presente época desportiva (2018/2019) e na próxima (2019/2020), caso obtivesse a classificação necessária para participar em competições organizadas pela UEFA.

A 4 de julho de 2018, inconformado com o teor e com a extensão daquela sanção, a administração do clube italiano interpôs recurso para o Court of Arbitration for Sport (CAS), solicitando a anulação daquela sanção.

Após a audição das partes, o painel do CAS decidiu a favor do A.C. Milan, ressalvando a confirmação de que o clube italiano violou, de facto, as regras e o requerimento relativo ao break-even financeiro. O painel do CAS declarou a anulação da sanção aplicada e ordenou o reenvio do caso para a câmara adjudicatória da CFCB por forma a ser encontrada uma sanção proporcional e adequada ao contexto que vive atualmente o clube italiano. Releve-se o facto de que aquela a CFCB, no momento anterior à emissão da sanção, rejeitou a pretensão de um acordo do clube italiano, para que fosse facilitado o cumprimento das regras e do requerimento do break-even financeiro.

Convém salientar que o antigo dono e detentor de 99.9% do capital social do clube italiano, Yonghong Li, foi declarado insolvente, em fevereiro de 2018. Por lógica se deduz que os compromissos financeiros do clube foram, a par e passo, sendo incumpridos por falta de receitas e pelo facto de Yonghong Li não ter a possibilidade de injetar trinta milhões de euros, por forma a colmatar o défice entre receita e despesa. Quando foi tomada a decisão de proibição de participação em competições organizadas pela UEFA, Yonghong Li ainda era o dono do clube e por isso, o cenário financeiro e, inclusive, o competitivo não se afigurava positivo.

Fonte: AC Milan

Aquando da interposição do recurso da decisão proferida pela câmara adjudicatória da CFCB, o clube italiano continuava a ser detido por Yonghong Li. A 10 de julho de 2018, o até então acionista chinês perdeu a totalidade das suas ações à empresa de gestão de investimentos Elliot. O investidor chinês adquiriu 99.9% das ações com dinheiro proveniente de um empréstimo concedido pelo grupo Elliot, através do qual se convencionou por garantia aquelas ações. É de realçar que o clube italiano, no momento da decisão proferida pela câmara adjudicatória da CFCB, não tinha saldado qualquer obrigação financeira a que estava adstrito.

AD Limianos 1-2 AD Oliveirense: reviravolta de um visitante com muito coração

A terceira jornada do Campeonato de Portugal reservou uma visita da AD Oliveirense à AD Limianos. O treinador da casa, José Carlos Fernandes, manteve os 10 jogadores de campo desde a primeira jornada e foi forçado a mexer na baliza devido a problemas físicos de Bruno Santos, fazendo entrar para o seu lugar Bean. Do outro lado, Tonau colocou Stanly de início, recuando Tiago Silva para a defesa, para o lugar de André Pereira.

O início da partida levava a crer numa tarde cheia de golos e mais facilitada para a equipa da casa do que realmente veio a acontecer. Aliás, foi o contrário que se provou. Os anfitriões entraram muito bem no jogo, acumulando jogadas bem desenhadas e numerosas oportunidades para os minutos iniciais. Aos oito minutos, Luan, através de um passe longo, descobriu Rui Magalhães que, na linha contrária e já dentro de área, fintou um adversário e rematou para uma defesa de recurso de Fábio Santos. Na recarga, Chiquinho atirou muito ao lado.

Esta jogada apareceu como ensaio para o que viria depois. Aos 11 minutos, Vítor Sousa transportou a bola para o meio campo contrário, fletiu para o centro do terreno e, em posição frontal, fez a bola passar entre os centrais burquineses e isolar Chiquinho, que na cara de Fábio inaugurou o marcador. Na resposta ao golo sofrido e apenas dois minutos depois, Dibola surge isolado, mas desta vez foi o guardião a vencer o duelo. Aos pés do avançado camaronês, Bean recolheu a bola à segunda tentativa e negou o empate que parecia inevitável.

Até ao final da primeira parte, quase só deu AD Limianos. Aos 34 minutos, Cláudio Dantas combina com Chiquinho na lateral direita, o avançado descobre Nandinho a subir pelo corredor que faz a bola chegar novamente a Cláudio. Muito pressionado, o extremo desvia ao primeiro poste, sem sucesso. Dois minutos depois, e depois de uma recuperação de bola em zona adiantada do terreno, Rui Magalhães tabelou com Chiquinho e, já dentro de área, rematou forte para uma sapatada difícil de Fábio para canto.

Aos 42 minutos, a AD Oliveirense podia ter chegado ao empate. Sem grande preocupação em rendilhar o seu futebol, a equipa de Vila Nova de Famalicão conquistou um canto na direita e foi assim que criou a oportunidade mais perigosa da primeira parte. Com a defesa contrária aos papéis, os visitantes conseguiram rematar por duas vezes, mas nas duas ocasiões esbarraram em Bean.

A AD Limianos chegou cedo ao primeiro golo, mas a incapacidade de concretizar outras oportunidades revelou-se fatal
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

O apito para intervalo veio trazer o descanso de que há muito os atletas precisavam. A tarde não esteve extraordinariamente quente, mas o suficiente para que aos 30 minutos fosse autorizada uma pausa para hidratação. As notas essenciais da primeira parte davam conta de uma equipa da casa esclarecida, caprichosa no momento de chegar à baliza contrária e muito perdulária quando aí chegava. Por outro lado, os visitantes eram bem mais práticos, sem cerimónias no terço defensivo e apoiavam as esperanças de pontuar nos três atletas mais avançados; dois poderios físicos e um mais técnico.

A segunda parte iniciou com os mesmos 22 atletas, mas a sensação era de que estavam com as camisolas trocadas. Numa troca perfeita de atitude, eram agora os visitantes os mais capazes de trocar a bola com propósito e de se aproximarem da baliza contrária. Logo no primeiro minuto, Tiago Letras é obrigado a negar o empate em cima da linha e a ceder canto. Os da casa entraram apáticos e prolongaram essa disposição por largos minutos. Os adeptos da casa temiam que golo do empate não tardasse e exigiam que a equipa verticalizasse mais o jogo, tentando alcançar o segundo golo e desmoralizar a entrada enérgica dos adversários.

Aos 48 minutos, três passados do regresso dos balneários, a AD Oliveirense chegou ao empate. Num livre lateral bem distante, Tiago Silva fez a bola percorrer toda a área e, sem qualquer desvio, bateu duas vezes no solo e entrou ao segundo poste. Apanhados totalmente de surpresa, adeptos e atletas da casa procuravam restabelecer-se deste balde de água fria, enquanto que a festa se iniciava do lado contrário.

Agradada com o empate, a formação de Famalicão passou a apostar no ataque pela certa, uma vez que vinda de duas derrotas, o empate era o mal menor. Por outro lado, a equipa da casa já não dispunha do vigor da primeira parte e era incapaz de enquadrar com a baliza de Fábio, embora dispusesse de muita posse de bola. Aos 68 minutos, o recém-entrado Alvinho conduziu a bola até à linha de fundo, desembaraçou-se de dois adversários já dentro da área e rematou ligeiramente por cima. Tal como esta jogada, uma ou outra semelhante foram ensaiadas pela equipa da casa, mas sem o sucesso pretendido.

A jogar com o relógio e para impaciência dos adeptos da casa, a AD Oliveirense tinha o jogo na mão e “punha gelo” quando muito bem entendia. Aos 86 minutos, Luan dispôs da melhor oportunidade para recolocar a AD Limianos na frente. Na sequência de um canto, Tiago Letras desvia ao primeiro poste e, ao segundo, Luan teve tudo para marcar, mas rematou fraco para defesa fácil de Fábio Santos. Aos 88, Tiago Silva aproveita a defesa contrária subida e tenta isolar Dibola. Letras, mais uma vez, contém as intenções forasteiras e afasta para canto.

O jogo aproximava-se do fim e os quatro minutos extra propunham-se a compensar as substituições e algumas assistências no decorrer da etapa complementar. No entanto, foram esticados até aos seis e reservavam o golo da vitória. Aos 90’+4’ foi assinalado um livre para os visitantes. Na convicção de ser o último lance da partida, a bola foi despachada para a área, desviada de cabeça ao primeiro poste e Dibola surgiu sem marcação para a emenda e estabelece o resultado final.

O poderio ofensivo e a qualidade imposta em campo pelos limianos na primeira parte não encontrou a conclusão exigida e acabaram por pagar caro. Os famalicenses souberam resistir na primeira parte e foram dando sinais de perigo aqui e ali. Quando se propuseram a tal, conseguiram criar perigo na segunda parte e chegar ao empate. Numa altura em que a vitória podia pender para qualquer uma das partes, a sorte protegeu os resistentes e a AD Oliveirense pontuou pela primeira vez e logo com uma vitória fora de portas. Por sua vez, a AD Limianos somou a primeira derrota e experimentou os três resultados possíveis nas três primeiras jornadas.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bean; Nandinho, Digas (Cláudio Borges, 54’), Tiago Letras e Jójó; Luan Sérgio, Rui Magalhães e Micka; Cláudio Dantas (Alvinho, 66’), Chiquinho e Vítor Sousa (Ricardo Silva, 80’).

AD Oliveirense: Fábio Santos; Tiago Silva, Dalhata Soro, Lassina Touré e João Sidónio; Apolo Silva, Fernando Neves e Jorginho (Daniel, 90’+3’); Mohamed (Cardoso, 80’), Stanly Santos e Dibola.

Corchia veste o manto encarnado em 2018/2019

0

Sébastien Corchia, de 27 anos, é o novo reforço do SL Benfica e promete refrescar a lateral-direita, como uma alternativa para André Almeida, o titular absoluto para a posição desde a época passada.

Com carreira feita maioritamente em França, de onde é natural, representou o Le Mans, Sochaux e Lille, entre 2008 e 2017. Após várias temporadas neste país, rumou a Espanha para representar o Sevilla, onde passou a última temporada e o início de 2018/2019. Agora, chega emprestado ao SL Benfica, na segunda experiência fora do país de origem.

A primeira aparição na Luz aconteceu no domingo seguinte à vitória frente ao Boavista FC. Pela tamanha dimensão do clube e pela calorosa receção de que foi alvo, ficou impressionado e não tardou em começar a trabalhar, ao treinar com os restantes jogadores no Caixa Futebol Campus.

Há muito tempo que era alvo dos encarnados e, perante a proposta em cima da mesa, não hesitou em aceitar, devido ao historial de vitórias, ao ambiente que se vive e à envolvência criada pelos adeptos, jogadores e equipa técnica, que tornam mágica a experiência de jogar no SL Benfica.

Na chegada à Luz, Corchia conheceu os cantos da casa e treinou com os restantes colegas
Fonte: SL Benfica

Os objetivos do internacional francês, que já passou por todos os escalões da seleção, passam por ajudar a equipa com bons resultados, estar ao mais alto nível, dar tudo em campo e dar provas claras do seu talento.

Sendo um lateral-direito, possui uma competência atacante fora do normal, com arrancadas no corredor e subidas ofensivas frequentes. Os livres diretos, especialmente os frontais, são a sua principal especialidade, a que se juntam a velocidade e a perfeita conjugação entre competências atacantes e defensivas. No que toca à defesa, a sua posição de origem, mantém a resposta rápida e o equilibrio no posicionamento, leitura e desarme de bola.

Para um atleta com 27 anos, que já representou a seleção francesa em diferentes alturas, a passagem pelo SL Benfica constitui uma mais valia para a equipa e para a sua própria carreira, com vista a uma chamada à seleção de Didier Deschamps.

Para já, e devido a uma lesão no joelho esquerdo, concedida num treino, vamos ter de esperar por ver Corchia jogar e deslumbrar com o seu talento em campo.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Sara Takanashi: A Rainha dos Saltos de Verão

Com apenas 21 anos, a japonesa Sara Takanashi já está habituada a fazer história e é, provavelmente, a mais bem sucedida saltadora de ski de sempre, com quatro gerais e 55 etapas da Taça do Mundo, cinco medalhas em Mundiais e uma medalha olímpica.

No entanto, um feito talvez ainda mais impressionante são os seus resultados no Grande Prémio de Verão. Desde que a competição feminina foi criada em 2012, a pequenina nipónica (tem apenas 1,51 metros) é a única a inscrever o seu nome no livro de vencedores.

Mais de 20 etapas e seis gerais não são, ainda assim, suficientes para ela, que continua imparável e está a ter uma época de Verão incrível. 

Sara Takanashi ganhou as quatro rondas já disputados do Grande Prémio de Verão
Fonte: FIS-Ski

Takanashi triunfou nas quatro rondas já disputadas (Hinterzarten, Courchevel e duas em Frenstat pod Radhostem) e enverga o colete amarelo com uma vantagem impressionante para as adversárias, sendo que apenas Yuki Ito tem hipóteses matemáticas de a suplantar e, mesmo assim, muito diminutas.

Mesmo que o Grande Prémio de Verão não tenha nos últimos tempos a importância nos Saltos de Esqui que poderia ter, Sara Takanashi não abdica de o disputar com a mesma vontade de ganhar e continuar a acrescentar ao seu enorme palmarés.

Por isso, se o descritivo de melhor de sempre ainda pode ser discutível, não há dúvidas que Takanashi é a Rainha dos Saltos de Verão.

Foto de Capa: Ailura/Wikipedia Commons

Sporting CP 2-5 SC Braga: Braga não dá hipótese e sagra-se bicampeão nacional

0

Após uma fase regular onde foram as duas melhores equipas, Sporting e Braga chegaram à última jornada da fase final da divisão de elite, que se voltou a realizar na Nazaré, com seis pontos somados. Os verde e brancos venceram o Nacional por 8-4 e a Casa do Benfica de Loures por 6-1. Enquanto que os bracarenses começaram por golear a Casa do Benfica de Loures por 9-3 e no sábado o Nacional por 9-0. O Sporting até havia sido o conjunto que tinha ganho, por 7-5, o último jogo entre minhotos e os leões, realizado há algumas semanas na Costa da Caparica. Todavia, esta tarde tudo foi muito diferente e o Braga não deu qualquer hipótese, tendo vencido por 5-2, juntando o título nacional ao de campeão europeu pelo segundo ano consecutivo.

O Braga foi quem começou melhor e após alguns minutos com muita posse de bola, mas sem criar nenhuma chance de golo, Bê Martins apostou numa iniciativa individual e Torres, solto ao segundo poste, fez o 1-0.

O conjunto bracarense estava por cima e pouco depois de chegar à vantagem, teve algumas oportunidades para fazer o segundo. No entanto, não conseguiu acertar na baliza à guarda de Mão. Por seu lado, a equipa leonina procurava responder à superioridade minhota, mas não estava a conseguir superar o bloco defensivo do Braga. A única exceção à regra foi uma boa jogada dos verde e brancos que Belchior não conseguiu concretizar.

Com o passar dos minutos o encontro tornou-se cada vez mais equilibrado, com poucas chances de golo para cada lado. Apenas através de livres, Sporting e Braga estavam a conseguir chegar à baliza adversária.

Já com menos de três minutos para a pausa, Rafael Padilha arriscou um remate de meia distância, obrigando Mão a uma enorme estirada. Volvido cerca de um minuto, foi a vez do Sporting ter ficado muito perto de marcar, mas o guardião bracarense impediu o tento da igualdade. Nos últimos instantes dos doze minutos iniciais, Ozu Moreira quase fez o segundo, mas Mão disse não ao golo do brasileiro naturalizado japonês.

Terminado o primeiro período, o Braga vencia por 1-0. Resultado que se adequava, pois, havia sido superior durante a maior parte do tempo, tendo criado mais oportunidades para marcar e fechado os caminhos para a sua baliza.

 A segunda parte começou de forma equilibrada, com muitos duelos físicos e sem grandes chances para abanar as redes. O Sporting não conseguia encontrar os espaços necessários para chegar à baliza contrária, ao passo que o Braga, apesar de colocar o esférico na frente, não estava a conseguir construir tantas jogadas de finalização como no primeiro tempo.

Em cima da marca dos dezassete minutos de partida, excelente jogada coletiva do Braga e após um grande passe de Igor, Bruno Xavier, solto ao segundo poste, aumentou a vantagem minhota para 2-0.

O golo voltou a colocar o conjunto bracarense por cima, por isso, não é de estranhar que pouco depois do segundo tenha surgido o terceiro. Após uma defesa algo complicada, Rafael Padilha serviu Filipe Silva que, totalmente solto no interior da área leonina, executou um pontapé de bicicleta e fez o 3-0 para o Braga. Instantes depois, Torres teve uma grande oportunidade para fazer o quarto através de um livre-direto. Porém, Mão negou as intenções do jogador português com uma nova grande defesa.

A vencer por três golos sem resposta, os minhotos iam controlando o que se passava no areal do estádio do Viveiro, sendo a equipa que ia estando sempre mais perto de marcar. Era necessário muito mais Sporting para virar o rumo dos acontecimentos. 

A fase final dos segundos doze minutos foi bastante dura, o que obrigou a dupla de arbitragem a ter de ir ao bolso e mostrar alguns cartões amarelos a jogadores das duas equipas.

Finalizado o segundo período, o Braga estava na frente por 3-0. Vantagem justa pelo que havia demonstrado dentro de campo. O jogo não mudou muito de um período para o outro, sendo que as únicas diferenças terão sido a maior agressividade na disputa dos lances e a melhor eficácia do conjunto bracarense, que controlava a partida a seu belo prazer. Estando bem a atacar e ainda melhor a defender. Algo que impedia o Sporting de conseguir chegar a baliza defendida por Padilha e reentrar na partida.

O estádio do Viveiro teve lotação esgotada na partida de todas as decisões
Fonte: Nazaré Beach Events

A terceira e derradeira metade do encontro esteve perto de começar com um momento caricato, com Mão quase a ter sido traído por um desvio na areia. Contudo, o quarto golo do Braga chegou mesmo e apenas alguns segundos depois. Léo Martins rematou de primeira com o pé esquerdo e atirou a contar para o 4-0. Pouco depois, o Sporting respondeu e após um canto de Belchior, Coimbra, ao segundo poste, reduziu a desvantagem leonina para 4-1.

Apesar do golo, os leões continuaram sem apresentar grandes soluções ofensivas, sendo que os livres diretos foram principal forma do Sporting chegar à baliza bracarense, mas Rafael Padilha, com maior ou menor dificuldade, conseguiu defender todos. Madjer, Coimbra e Jordan que o digam.

Com cerca de cinco minutos para o fim da partida, bela jogada coletiva do Sporting e Jordan, com um remate de primeira, reduziu a diferença para 4-2. Os leões mantinham viva a chama da esperança. 

Infelizmente para os adeptos verde e brancos, o Sporting não conseguir manter o ímpeto do golo de Jordan e já com menos de três minutos para se jogar, Bruno Xavier recuperou o esférico a meio campo, tendo assistido Filipe Silva que, com um remate forte, fez o 5-2. Pouco depois, Jordan arrancou uma falta a Bokinha em zona extremamente favorável. Porém, o número cinco dos leões e natural da Nazaré, acabou por não conseguir bater Rafael Padilha.

Até ao final do encontro, nota apenas para um livre-direto a favor do Braga, onde Bokinha ficou muito perto do sexto, tendo enviado o esférico ao poste esquerdo da baliza de Tiago Petrony que, entretanto, havia entrado para o lugar de Mão.

Desta forma, o Braga alcançou o bicampeonato nacional, título que junta ao de bicampeão europeu. Aumentando, ainda mais, o domínio do futebol de praia português, visto que, desde que o campeonato é organizado pela FPF, soma um total de cinco títulos de campeão nacional (2013, 2014, 2015, 2017 e 2018), contra os dois de Sporting (2010 e 2016), um do Belenenses (2012) e, igualmente, um do Vitória de Guimarães (2011).

Sporting CP: 22-Mão (GR), 2-Coimbra, 5-Jordan, 10-Belchior, 17-Zé Lucas

Jogaram ainda: 1-Tiago Petrony (GR), 4-Rafael, 7-Madjer (CAP.), 8-Zé Maria, 11-Ricardinho, 15-Anderson e 16-Benjamin Júnior

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Torres (CAP.), 7-Bokinha, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins

Jogaram ainda: 4-Torres (CAP.), 5-Filipe Silva, 8-Bruno Xavier 7-Bokinha e 9-Igor

Falta de recursos ou falta de vontade?

0

Não querendo dar ao jogo de ontem uma importância que ele não tem, mas também não diminuindo a sua importância, é preciso apontar o que falhou e tratar de resolver as falhas o quanto antes.

Carregámos o título de campeões e, se sem ele a exigência já é grande, com ele a exigência é máxima.

Depois de duas vitórias consecutivas, quer seja em Agosto ou em Maio, é absolutamente inaceitável deixar escapar os três pontos quando ao intervalo se vai para o balneário com dois golos de vantagem. Mais grave ainda quando um desses golos foi oferecido pela arbitragem. Nós, os que lutámos contra tudo e contra todos, que ano após ano sofremos injustiças, quando o jogo até é puxado para o nosso lado, fazemos nós a justiça dos outros. Como é que isto é possível? Como é que isto acontece? Falta de recursos?

Neste momento menos positivo dos dragões, o apoio dos adeptos é fundamental
Fonte: FC Porto

Brahimi é absolutamente necessário, parece que sem ele perdemos o norte, como foi o ano passado e como, pelo andar das coisas, será para o ano. A sua saída trouxe dificuldades, a saída do seu substituto (que antes de sair nada fez) em nada ajudou .

Ver Sérgio Oliveira jogar é como comer massa todos os dias, ao almoço e ao jantar. Sente-se a falta de Danilo, mas ninguém sabe em que condição este vai voltar. E no meio de tudo isto, temos no banco Óliver, que do difícil faz o impossível e a partir de nada, inventa futebol.

Por outro lado, com ou sem falta de recursos (ou bom aproveitamento destes) uma coisa foi clara: falta de vontade, atitude e garra. Em noite de dérbi em Lisboa que terminou em empate, podíamos ter agarrado o topo da tabela e nesta jornada ficou a ideia de que este ano, será campeão o que menos mau for.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vitória FC 1-2 CD Nacional: Monotonia decidida nas bolas paradas

Em mais uma tarde quente no Bonfim, o Vitória apresentou-se frente ao CD Nacional. Depois de uma derrota em Alvalade por parte dos sadinos e face aos zero pontos dos madeirenses vindos do segundo escalão de futebol, ambas as equipas procuravam os três pontos. Assim, o jogo começou logo com grandes oportunidades para ambas as equipas – primeiro para o Nacional, logo aos 10 minutos, onde valeu o corte de Vasco Fernandes e, logo a seguir, por parte de Zequinha que rematou forte para uma excelente intervenção de Daniel Guimarães.

A ação principal acabou por se concentrar na zona central do campo, onde as equipas iam alternando a posse de bola. As oportunidades diminuíram e apostou-se no contra ataque. Durante a primeira metade existiram apenas mais três ocasiões de golo. Aos 26′ o suspeito do costume, Zequinha, quase festejou um golo – rematou, Daniel defendeu, mas a bola fugiu até à linha de golo, onde acabou por ser aliviada. Nem dez minutos depois foi Witi a figura em destaque, tendo atirado a bola ao poste isolado, depois de bater Joel Pereira.

O juiz da partida, Cláudio Pereira (que apitou o seu primeiro jogo na primeira liga), deu quatro minutos de compensação e foi nesse mesmo quarto minuto que a terceira oportunidade surgiu. Rochez viu a bola cruzada para a área e venceu nas alturas, abrindo então o marcador. O Nacional acabou por marcar no último segundo antes de as equipas recolherem aos balneários.

O Vitória acabou a primeira parte em desvantagem, apesar do equilibro do jogo
Fonte: Bola na Rede

O Vitória entrou mais agressivo, mas foi sol de pouca dura. Rapidamente a força dos sadinos desapareceu e o jogo tornou-se monótono. Contrariamente ao que se viu nas primeiras duas jornadas, desta vez a equipa de Lito foi pouco feliz e encontrava-se algo «desinspirada».

Nos poucos de lances de perigo existentes durante a segunda parte, pediu-se um penalti sobre Éder Bessa que caiu na área do Nacional, mas negado pelo árbitro da partida sem hesitação. Minutos depois foi a vez dos madeirenses pedirem grande penalidade. Desta vez Cláudio Pereira acedeu. Nuno Reis derruba Riascos numa falta desnecessária e acaba por ver o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Camacho foi chamado à responsabilidade e não falhou, aumentado a vantagem do Nacional a cinco minutos dos 90′.

Inesperadamente, a expulsão pareceu ser o mote para a mudança de atitude do Vitória. Após falta no último terço do campo, Éber Bessa, de bola parada, atirou para o fundo das redes de Daniel Guimarães que não teve qualquer oportunidade. O Vitória reduziu para 1-2, já aos 88′, mas os seis minutos que restaram de jogo (quatro minutos de compensação dados) não foram suficientes para os sadinos conseguirem acabar a tarde com algum ponto.

Nota muito negativa para este Vitória, tão diferente do que se apresentou aqui há duas semanas. Jogo pobre em qualidade, monótono que se fez valer pelos últimos cinco minutos de emoção. O Nacional conquistou assim os primeiros três pontos da época.

O jogo já havia acabado, mas ainda assim, houve tempo para Nuno Pinto ver um vermelho direto devido a protestos.

Onze inicial Vitória FC: Joel Pereira, Mano, V. Fernandes, Nuno Reis, Nuno Pinto, Semedo, R. Micael, Costinha (Éber Bessa, 55′), Zequinha (André Sousa, 66′), Mendy (Alex, 83′), Jhonder

Onze inicial CD Nacional: Daniel, Decas, Felipe, Júlio C., Campos, Alhassan (Marakis, 29′), Jota (Palocevic, 66′), Witi, Camacho, Rochez (Riascos, 70′), Vitor G.

Foto de Capa: Bola na Rede