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As finais de Ricardo e Susana e um puto rei aos 17 anos

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O grande destaque dos portugueses no dia de ontem foi a presença de Ricardo dos Santos na final dos 400 metros, Susana Costa na final do Triplo Salto e o final do Heptatlo com Lecabela Quaresma. 

Ricardo dos Santos marcava presença numa surpreendente final que conseguiu alcançar batendo por duas vezes o recorde nacional dos 400 metros e acabou por finalizar a prova em 45.78 segundos, fechando uma época verdadeiramente impressionante para o atleta de 23 anos! Foi sétimo nos Campeonatos Europeus e acaba 2018 com novos recordes pessoais nos 200 e 400 metros, perspetivando-se um futuro risonho para o mesmo. Esse futuro, para Ricardo, passa por uma aposta simultânea nos 400 e nos 200, ainda que a prioridade nos 400 metros será para manter, tendo como objetivo uma meia-final nos Mundiais de 2019.

Em 2019 esperamos ver Ricardo dos Santos a voltar a sorrir em Doha
Fonte: FPA

Já Susana Costa, depois de um início de época muito complicado com uma lesão que afetou toda a sua preparação e planeamento da época, conseguiu ainda vir a marcar presença nesta final de Berlim, ficando na 11ª posição, com um salto de 13.97 metros (-0.2) no segundo ensaio. Em apenas dois anos, Susana Costa marcou presença em duas finais de Campeonatos de Europa, uma final de Jogos Olímpicos e uma de Mundiais, demonstrando uma enorme regularidade. No final, a atleta confessou um sentimento agridoce face ao que tinha acontecido, pois pretendia mais, mas sente-se orgulhosa por tudo o que conseguiu alcançar nesta temporada, dedicando esses bons resultados à sua mãe. 

https://www.facebook.com/fpatletismo/videos/2021982664503136/

De manhã, Marta Pen confirmou o seu excelente momento de forma e nas eliminatórias dos 1500 metros controlou a prova e qualificou-se diretamente para a final de domingo! A atleta soube posicionar-se numa prova muito tática, e terminou em terceiro na sua série com um tempo de 4:09.40. Em declarações no final, Marta confirmou que procurou evitar problemas, colocando-se numa posição que fosse vantajosa e confortável para ela, de forma a abordar a fase de decisão da prova. 

Marta Pen confirmou o bom momento de forma
Fonte: FPA

Lorene Bazolo correu nas eliminatórias dos 200 metros, tendo-o feito em 23.60 (+0.4), sendo apurada por tempos para as meias-finais! Já no período da tarde, fez a prova das meias-finais e aí fez um tempo abaixo do que tinha feito no período da manhã, correndo em 23.80 (+1.1), no sétimo lugar da sua série e fechando assim a sua participação em Berlim, com o objetivo cumprido de estar presente numa meia-final, como a própria confidenciou antes da prova da noite.

No Heptatlo, Lecabela Quaresma realizou de manha a prova do Salto em Comprimento, tendo saltado 6.10 metros (+0.5). Ainda de manhã, no Dardo, lançou a 39.27 metros. Com os resultados de 6 das 7 provas, a atleta portuguesa sabia que teria que realizar uma marca muito próxima do seu recorde pessoal nos 800 metros para poder atingir os objetivos a nível de pontuação. Tentou, correu bastante rápido os primeiros 400 metros, mas viria a pagar caro isso já perto do final, terminando com um tempo de 2:14.70 e fechando o Heptatlo com exatos 5950 pontos, na 16ª posição. Não cumpriu o objetivo que ela tinha definido para si própria – superar os 6000 pontos – mas é, ainda assim, uma boa prestação de Lecabela Quaresma que conseguiu fazer por larga margem o seu melhor heptatlo da época. Quanto ao futuro, a atleta referiu que gostaria de continuar a apostar simultaneamente no Heptatlo e no Triplo, se possível, durante o próximo ano. 

Na Vara, Diogo Ferreira saltou a uma altura de 5.36 metros, mas falhou as 3 tentativas a 5.51 metros, muito próximo de passar na primeira delas, ficando de fora da final. O atleta reconheceu que pretendia mais, mas que infelizmente não foi possível no dia de ontem, sabendo que a passagem estava ao seu alcance. 

Na estafeta 4×400 feminina, as atletas Rivinilda Mentai, Joceline Monteiro, Cátia Azevedo e Dorothé Évora correram em 3:33.35, sendo o 7º tempo da sua série e o 12º tempo entre as 16 equipas presentes. Foi o melhor tempo da temporada para a estafeta portuguesa e um lugar geral positivo, depois de ter entrado com a 16ª marca entre as presentes. No final, as atletas confessaram-se felizes por terem conseguido a melhor marca da temporada e por estar em Berlim junto das melhores. 

SL Benfica 3-2 Vitória SC – Depois de ‘Trizzi’, um susto

O campeonato deu o pontapé de saída no Estádio da Luz entre a equipa que quer a “Reconquista” do campeonato, o Benfica, e os Conquistadores do Vitória Sport Clube, de Guimarães. Os «encarnados» deram uma grande resposta nos primeiros 45 minutos, com destaque para Pizzi que parece querer materializar a boa forma que dizia estar na pré-temporada. Já o Vitória, falhou um novo ‘ensaio’, depois de não conseguir qualificar-se à fase de grupos da Taça da Liga após perder com o Tondela em casa por 2-0.

A equipa «encarnada» avançou para a inauguração da Primeira Liga com o mesmo onze inicial do jogo desta terça-feira, contra o Fenerbahçe SK, a contar para a 1,ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Ferreyra foi a opção do treinador Rui Vitória na frente de ataque, muito por força da não convocatória de Jonas e da suspensão que o reforço Castillo traz do seu anterior clube, o Pumas do México.

Já o Vitória SC, com Luís Castro no comando, contou com algumas caras novas para apontar baterias a um acesso às competições europeias. Rafa Soares, João Carlos Teixeira, André André, Ola John, Davidson, Dodo e Tyler Boyd, foram algumas das novidades.

De volta a atacar a baliza norte como é costume na primeira parte, o Benfica mostrou em vários períodos que tem alguma dificuldade em construir do jogo desde atrás. Os «encarnados» optaram muito por controlar a bola dos seus defesas laterais, mas a pressão alta do Vitória levou a que Grimaldo e André Almeida fossem obrigados a errar. Isso leva a que o Benfica não saiba ocupar da melhor forma o meio campo ofensivo, especialmente no interior. Pizzi e Gedson só conseguiam fazer algo mais desde trás, com algum espaço.

Tal aconteceu e isso até trouxe três golos a Pizzi. Leu bem, um hat-trick logo a abrir o campeonato. Aos 11’, Gedson acelera pela direita. Chegado à área, envia a bola rasteira para a zona da marca de grande penalidade para encontrar Ferreyra. A bola foi cortada com algum desleixo por João Afonso. Esta encontra Pizzi que surge à entrada para rematar ao lado esquerdo da baliza de Douglas (1-0).

Três minutos depois, é marcada grande penalidade a favor do Benfica. Rafa Soares faz uma entrada sobre Salvio, mas muitas dúvidas em relação ao contacto provocado pelo defesa esquerdo vimaranense e se há mesmo falta já dentro de área. Chamado a converter a grande penalidade, Facundo Ferreyra falha. Douglas adivinhou o lado para onde rematou o argentino e dá uma palmada. Salvio ainda conseguiu aproveitar a recarga, mas o guardião do Vitória estava lá para não deixar passar mais um golo tão madrugador.

Algo motivado com a reação de Douglas, o Vitória tentou ir para cima do Benfica, mas aproveitando um erro que podia ter sido fatal. Fejsa perde a bola à entrada da área e João Carlos Teixeira aproveita para um remate defendido por Vlachodimos para o lado direito da área. Daí, surgia Tyler Boyd isolado que remata forte no poste.

Cerca de um quarto de hora depois, à passagem da meia hora, iniciava-se a melhor fase do Benfica em toda a partida. Novamente pela direita. Salvio faz um túnel a Rafa Soares e acelera até à área. Ao lado tinha o apoio de André Almeida, colega para quem passa. O defesa cruza rasteiro para a área. Pizzi estava outra vez no sítio certo. Já em queda, remata para o fundo da rede superior da baliza do Vitória (2-0).

Passados oito minutos, novo golo para o Benfica. Jogada pela esquerda iniciada por Gedson Fernandes que passa a bola para Grimaldo, que recebe a bola quando se pensava que ia deixar a bola sair por ter escorregado. Pela linha da área, o espanhol faz um passe vertical para Ferreyra que abre as pernas para a bola ir ao encontro de Pizzi que remate forte para o 3-0. No minuto seguinte Salvio faz um golo, mas estava em posição irregular.

O Benfica vencia por três golos sem resposta na primeira parte, todos eles de Pizzi
Fonte: SL Benfica

A história da segunda parte continua a escrever-se com golos, mas só chegaram quando já faltavam mais ou menos 15 minutos para o fim de jogo. Salvio era um dos principais desequilibradores do Benfica, mas a primeira oportunidade digna de registo chegou só perto dos 60’. Mais tarde, Rui Vitória tirou o argentino, mais Cervi e Fejsa para entrar Rafa, Zivkovic e Alfa Semedo.

Davidson substituiu Ola John ao intervalo no Vitória e foi um dos que teve nota positiva na equipa do Vitória. Do lado esquerdo do ataque da equipa da cidade berço, o brasileiro tinha vários dribles com sucesso contra a ala direita defensiva do Benfica. Aos 74’, a equipa de Guimarães avisou com um remate potente de Tyler Boyd. Vlachodimos responde com uma defesa, que obrigou Rúben Dias a afastar a bola logo depois.

O Vitória ia ganhando mais bola e oportunidades de chegar à área do Benfica. O primeiro golo da equipa vitoriana no campeonato surgiu aos 75 minutos por André André. O futebolista que regressou a Guimarães recebe a bola de costas dentro de área e com algum espaço consegue rodar para rematar certeiro (3-1).

Cinco minutos depois era outra vez André André rouba a bola a Pizzi no início da construção de uma jogada do Benfica, dá a bola muito rápido para Celis que já no frente a frente com Vlachodimos não podia falhar (3-2). O Benfica procurava sair com a bola da sua área demasiado rápido, em contra-ataque, mas quase sempre sem sucesso. Havia ansiedade e pressa em acabar o jogo.

Terminava a partida e os «encarnados» não se livraram de um valente susto. O Vitória fez o segundo golo e ainda tinha tempo para chegar ao empate pois o adversário parecia estar algo a dormir. Notou-se uma clara tentação em gerir sobre o resultado, era o inevitável pois o Benfica tem jogo na Turquia já na próxima terça-feira. Tem a eliminatória na mão contra o Fenerbahçe, mas pela margem mínima.

Ferreyra parecia ainda azarado nos seus primeiros minutos com a camisola das «águias», depois de não ter mostrado grande rendimento no jogo passado, frente ao Fenerbahçe SK. O novo avançado do Benfica parece saber ocupar o seu espaço ofensivo, a grande área, mas continuam ainda a pairar muitas dúvidas sobre o argentino enquanto todas as atenções permanecem na continuidade de Jonas no clube da Luz. Os próximos jogos em casa do Benfica serão a 1.ª mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões, se passar a 3.ª pré-eliminatória e a 3.ª jornada do campeonato, frente ao Sporting CP.

 

Onzes iniciais:

SL Benfica: O. Vlachodimos; André Almeida, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo; Fejsa (Alfa Semedo), Gedson e Pizzi; Salvio (Zivkovic), Cervi (Rafa Silva) e Ferreyra.

Vitória SC:  Douglas; Dodô, João Afonso, Osorio e Rafa Soares; Wakaso e André André; Tyler Boyd, João Carlos Teixeira (Celis) e Ola John (Davidson); Tallo (Alexandre Guedes).

A(s) chave(s) certa(s) para (re)abrir a porta do título

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Sem enganos nem facilitismos, o FC Porto arranca para o campeonato 18/19 com a plena consciência de que a exigência aumentou exponencialmente e que, mais do que nunca, será o principal alvo a abater. Dessa maneira, só resta uma alternativa para uma entrada triunfal neste capítulo: foco total e exigência máxima para que se chegue à primeira pausa das seleções, em setembro, com 12 pontos no bolso.

Nas primeiras quatro jornadas, a equipa de Sérgio Conceição beneficiou da generosidade do sorteio por forma a poder terminar o primeiro sprint na frente da corrida. Nos quatro compromissos até à paragem para as seleções, os dragões jogam três vezes em casa (GD Chaves, Vitória SC e Moreirense FC) e apenas uma vez longe do Dragão, mais concretamente no Jamor, com o CF “Os Belenenses”. Pelo meio, há ainda esse escaldante derby da segunda circular que pode deixar SL Benfica ou Sporting CP, ou até ambos, mais atrasados nesta corrida. Isto claro, partindo do princípio de que os azuis e brancos não entram em facilitismos. Nesta equação não pode deixar de ser tido em conta o SC Braga de Abel Ferreira, cada vez mais com a mira no título e que, à imagem do FC Porto, não deverá conhecer grandes dificuldades nas primeiras quatro rondas.

Este será o 16° encontro entre portistas e flavienses na cidade Invicta
Fonte: FC Porto

Mas de nada vale pensar muito à frente se não se for capaz de entrar na competição oficial com o pé direito, que é como quem diz, vencendo o GD Chaves. Pois bem, esta nova versão dos valentes transmontanos permanece ainda uma incógnita depois da briosa e muito satisfatória campanha do ano passado, então com Luís Castro ao leme, entretanto transferido para Guimarães. Precisamente para fazer face a essa saída, a Chaves chegou um Daniel Ramos bastante credenciado pelas boas ideias que implementara em Famalicão, primeiro e, mais recentemente, na Madeira ao serviço do Marítimo. Em matéria de transferências, o clube viu sair, para além do seu timoneiro, duas peças importantes da época passada como Matheus Pereira, João Patrão e Davidson. Em sentido inverso, destacam-se as entradas de jogadores como Marcão, Luís Martins, Avto, João Teixeira, Ghazaryan ou Bruno Gallo. Da pré-época salta à vista uma aparente incapacidade goleadora que Daniel Ramos estará por esta altura a tentar afinar. O GD Chaves marcou três golos e sofreu cinco em sete partidas disputadas, nas quais conseguiu duas vitórias (Chaves B e Tondela, ambas por 1-0), dois empates (Feirense e Sp. Gijón, ambos 0-0) e três derrotas ( SC Braga, SC Braga B e Rio Aves, 0-1, 0-2 e 1-2, respetivamente). Pelos meio disputou o primeiro jogo oficial, para a Allianz Cup (Taça da Liga), contra o Arouca e do qual resultou novo nulo, com vitória nas grandes penalidades.

Se a ausência de produtividade atacante parece uma evidência, não menos factual é a capacidade defensiva da equipa, que Daniel Ramos espera certamente transportar para o jogo deste sábado no Estádio do Dragão. Cabe ao FC Porto encontrar os meios necessários para contornar esse desafio. A espera acabou, finalmente.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Compras de última hora – O que falta a cada um dos 18

 

Com pouco menos de um mês até ao fecho do mercado e com o início de um novo campeonato por horas, convidamo-lo a uma viagem pelos plantéis da Primeira Liga e a apontar algumas falhas ou posições a colmatar para que os objetivos de cada equipa sejam alcançados.

No seguimento desta ideia, destacamos uma equipa que se reforçou tão bem que não conseguimos apontar qualquer sugestão… E não se trata de um “grande”.

Premier League: O que esperar de 2018/19?

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Fonte: Since Liverpool Last Won trophy

Campeão: Liverpool- Embora o poderoso City não tenha perdido nenhum dos seus melhores intérpretes, e até lhes tenha acrescentado o genial Riyad Mahrez, acredito que o tempo de espera dos reds esteja prestes a terminar. Montaram nestes últimos anos uma equipa absolutamente sensacional (o mesmo digo do City, atenção) e as contratações de Van Dyjk e Alisson equilibram a balança no que toca a investimentos: é comum em Inglaterra haver as ditas contratações sonantes para o ataque e esquecer-se da defesa… Além do mais, Fabinho vem suplantar a perda de Emre Can, e além do médio que já passou no Rio Ave, também Keita alarga o leque de opções para essa zona do terreno. Salah, Mané, Shaqiri e Firmino prometem correr e fazer correr muito!

Frente a Frente: “Harry Potter” vs O “Incrível Hulk”

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Frente a Frente, Ricardo Quaresma enfrenta Hulk num verdadeiro “duelo de titãs” entre dois jogadores que os adeptos sentem grande carinho e que ainda sonham com o seu regresso à Invicta. Quem ganhará?

Antes de mais, vamos a factos:

Dados estatísticos dos dois jogadores
Fonte: Bola na Rede

Os percursos de Hulk e Quaresma no Dragão foram sinónimos de títulos, qualidade e muita magia. Por muito diferentes que sejam os seus estilos de jogo, ambos deslumbraram os adeptos portistas durante várias épocas.

De um lado, temos Ricardo Quaresma que é o típico extremo habilidoso. Qualquer adepto fica encantado com os dribles de Quaresma pela linha e o “Harry Potter” espalha magia com a bola nos pés. Com o passar dos anos desenvolveu também uma grande capacidade no que toca a cruzamentos e consequentemente assistências, o que lhe confere hoje em dia o estatuto de um dos melhores assistentes a jogar na Europa. Ricardo Quaresma é dono de um estilo de jogo muito próprio e tem nas suas trivelas uma arma muito forte, capaz de assistir e ao mesmo tempo marcar golos.

O extremo português é um dos jogadores mais acarinhados pelos dragões e ao longo das seis temporadas (divididas por duas passagens) que vestiu de azul e branco, retribuiu sempre com qualidade aos seus adeptos. Inclusive na segunda passagem pelos dragões, Ricardo Quaresma assinalou perto de 20 golos nessas duas épocas, já com 30 anos e claramente indesejado pelo técnico Julen Lopetegui.

Quaresma é um dos ídolos dos adeptos portistas
Fonte: FC Porto

Na sua passagem pelo FC Porto, Quaresma juntou ao seu palmarés 10 títulos! Foram 4 Ligas Portuguesas, 2 Taças de Portugal, 3 Supertaças e 1 Taça Intercontinental.

Do outro lado, temos Hulk! Chegado dos japoneses do Tokyo Verdy, Hulk era o expoente máximo de força e explosão num só jogador. A juntar a isso, o extremo brasileiro era rápido e dono de um remate potente que causava estragos às defesas adversárias.

Hulk esteve no FC Porto pouco mais de quatro épocas e os adeptos são unânimes a considerar o internacional brasileiro como um dos melhores a alguma vez ter pisado o relvado do Dragão.

Na sua passagem pelo FC Porto, Hulk conquistou 12 troféus! Conseguiu 4 Ligas Portuguesas, 3 Taças de Portugal, 4 Supertaças e uma histórica Liga Europa.

Uma manhã de luxo para a história

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A manhã dos portugueses ficou marcada por 3 qualificações para finais e marcas de elevadíssimo nível, mas não foi só a isso que o dia se resumiu! 

Primeiro foi Liliana Cá que lançou o Disco a 58.37 metros no segundo lançamento, ainda aguardou pelos resultados do segundo grupo, mas já se sabia que a marca obtida muito dificilmente não chegaria para a presença na final. Chegou e foi mesmo a oitava melhor atleta da qualificação, a primeira entre as que não conseguiram a qualificação direta. Como já mencionámos no nosso guia de antevisão, a época de Liliana Cá tem sido verdadeiramente impressionante, especialmente se tivermos em conta que a atleta passou por um período de mais de quatro anos sem competir oficialmente, reaparecendo já depois do nascimento dos seus filhos.

Um ano de regresso marcante para Liliana Cá
Fonte: FPA

Depois de ter alcançado a medalha de Prata nos Jogos do Mediterrâneo em Tarragona e de antes, no princípio do ano, ter batido o seu recorde pessoal, a atleta chega à sua primeira final de uma grande competição internacional como sénior, depois de ter sido medalhada de Prata nos Europeus Juniores de Kaunas, em 2005. No final, Liliana admitiu que não foi o seu melhor lançamento, mas que foi o suficiente para garantir um lugar na final e aí irá lutar com todas as suas forças para alcançar o melhor lugar possível, entrando com calma e corrigindo alguns erros identificados. 

Também no Disco, no segundo grupo, tínhamos a participação de Irina Rodrigues. Também ela uma atleta experiente, mas a quem faltava uma final deste nível. Irina tinha feito um primeiro ensaio de 55.15 metros, tendo sempre melhorado ao longo do concurso para um segundo lançamento de 56.38 metros e um grande terceiro lançamento de 59.22 metros, acima da marca de qualificação direta, assegurando um lugar na final. A marca de Irina foi a 4ª melhor da qualificação e permite à atleta estar numa final sénior internacional, depois de algumas tentativas frustradas pelos mais variados motivos, incluindo azares como o do Rio, quando partiu um pé num treino antes dos Jogos Olímpicos, quando já se encontrava na cidade brasileira. Em declarações ao nosso jornal no final, Irina confessou que há muito que lutava pela presença numa final deste nível, mas que no final da prova sentiu que todo o esforço e sacrifícios tinham valido a pena, agradecendo em especial ao seu técnico Júlio Cirino e ao psicólogo João Lameiras. 

Irina Rodrigues consegue chegar ao ponto alto da sua carreira até ao momento!
Fonte: FPA

Desta forma, pela primeira vez na história, Portugal coloca duas atletas na final do Lançamento do Disco! Este é um facto importante para o crescimento dos Lançamentos no nosso país, como Irina Rodrigues também viria a afirmar no final, visivelmente entusiasmada com a qualidade atualmente existente em Portugal. 

Mas a manhã de luxo portuguesa não se ficou pelo Disco. No Salto em Comprimento, Evelise Veiga mostrou, mais uma vez, o melhor de si e igualou o seu recorde pessoal e recorde nacional sub-23, com um salto de 6.61 metros (-0.2) logo na primeira tentativa. Depois, teve que aguardar os tempos das restantes atletas, uma vez que a marca ficava ligeiramente abaixo da qualificação direta (6.67). Sofreu muito numa qualificação de elevado nível – para se ter uma ideia, nos Europeus de Amesterdão 6.46 chegou para um apuramento para a final e nos Jogos do Rio 6.53 foi suficiente! – mas conseguiu ter o 12.º melhor registo e apurar-se mesmo para a final de sábado. Na verdade, foi apenas a segunda vez em toda a história de Europeus que todas as atletas passaram os 6.60 metros, sendo assim a segunda qualificação mais “cara” da história dos campeonatos! 

Evelise no final afirmou que sabia que seria preciso um grande salto para a qualificação, sabendo que a marca de qualificação direta era acima do seu recorde pessoal, mas que felizmente tal não foi necessário. Na final irá lutar por um novo recorde pessoal, a melhor classificação possível e desfrutar do momento, que é o coroar de uma época de luxo. 

Começando pela manhã e terminando ao final do dia, Lecabela Quaresma iniciou e completou o primeiro dia da sua participação no Heptatlo. Começou o evento com a participação nos 100 metros barreiras, com um tempo de 14.19 (0.0), possivelmente afetada pela sua falsa partida inicial. Ainda assim, cresceu no Salto em Altura, onde conseguiu passar a fasquia a 1.79 metros (somando mais 966 pontos). No período da tarde, lançou a 13.64 metros no Peso e correu os 200 metros em 25.61 segundos. Neste momento tem 3520 pontos, estando a passar a 223 pontos do recorde pessoal, mas ainda com boas possibilidades de fazer o seu melhor desta temporada. Lá na frente prevê-se uma luta até ao final entre a belga Nafi Thiam e a britânica Katarina Johnson-Thompson. 

Pela tarde foi a vez de Cátia Azevedo estar presente nas meias-finais dos 400 metros, onde fez os primeiros 300 metros de elevadíssimo nível, mas teve uma quebra nos 100 metros finais, terminando com o tempo de 52.23 segundos na oitava posição de uma série rapidíssima que apurou as duas atletas repescadas por tempos. As meias-finais, no geral, tiveram um nível elevado (com a última qualificada a fazê-lo em 51.50) e a atleta viria a reconhecer isso mesmo, referindo também ter sentido uma quebra de energia nos últimos 100 metros decorrente de uma alteração fisiológica inesperada. 

Sporting-Tavira on the road

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A equipa do Sporting-Tavira participa na 80.ª edição da Volta a Portugal. Joni Brandão é o “líder” da formação leonina que conta, entre outros, com Alejandro Marque (espanhol), Frederico Figueiredo (português) e Rinaldo Nocentini (italiano). A equipa coordenada por Vidal Fitas está em primeiro lugar na classificação por equipas o que espelha o espírito coletivo que reside na formação sportinguista.

O espanhol Raúl Alarcón da W52-FC do Porto é o atual camisola amarela, seguido de Joni Brandão que está a 52 segundos do ciclista espanhol da formação portista. Nocentini, Brandão e Marque são os trunfos leoninos para vencer a prova. Vital Freitas dizia isso mesmo, em Fevereiro deste ano aquando da apresentação da equipa do Sporting- Tavira: “Os três têm capacidade para ganhar. A esta distância, ainda não posso dizer quem vai ser a nossa aposta. Daqui até lá, acontece muita coisa. Esperemos que se apresentem a 100%, para eu ter uma dor de cabeça” (declarações de Vital Fitas ao Sul Informação, consultado a 07 de agosto de 2018).

O ciclismo enquanto modalidade histórica em Alvalade está a recrudescer de ano para ano. Em 2015, o Sporting surgiu com a sua equipa de ciclismo – na forma Sporting-Tavira – após 29 anos de ausência das estradas. Marco Chagas foi, até ao momento, juntamente com Joaquim Agostinho, as principais glórias do ciclismo leonino: o primeiro, venceu quatro voltas a Portugal, duas delas nos dois anos anteriores à extinção da modalidade no Sporting (1985 e 1986).

As esperanças leoninas recaem em Joni Brandão para a conquista da Volta a Portugal de 2018
Fonte: Sporting CP

Chagas é, até ao momento, o português com mais títulos na prova (quatro); o segundo, é também uma glória do Desporto Nacional, com três voltas a Portugal conquistadas pelos Leões. Pena o acidente sofrido por Agostinho em 1984 na Volta ao Algarve que tirou a vida a esta glória.

Além dos feitos na Volta a Portugal, conseguiu também um segundo lugar na La Vuelta e dois terceiros lugares no conceituado Tour de France.

Na prova deste ano há muitas equipas e muitos talentos que se querem afirmar na alta roda do ciclismo nacional. Como sportinguista, espero que a formação do Sporting-Tavira consiga ganhar a tão almejada prova – seja no plano individual ou colectivo – uma vez que no eclectismo de Alvalade há um lugar muito especial para o ciclismo. É caso para dizer às outras equipas: cuidem-se porque o Sporting está on the road!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

A caminho do WWE SummerSlam #3: 10 combates memoráveis

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A 10 dias do WWE SummerSlam, a terceira e última edição do especial “A caminho do WWE SummerSlam” apresenta 10 combates do maior evento do Verão que se destacaram, não só pelo potencial envolvido e pela história em si, mas também pela construção e reação que suscitou perante a audiência. 

Provenientes de oito edições diferentes, estes combates marcaram os fãs de alguma forma, ao escreveram um pouco da história da WWE e do maior evento do Verão, que chega até nós para a 31.ª edição no dia 19. 

FC Zorya Luhansk 1-1 SC Braga: Relaxe custou vitória

Em jogo a contar para a 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, o SC Braga empatou a uma bola em Zaporizhzhya, com o FC Zorya Luhansk. A equipa portuguesa foi superior, mas baixou demasiado o nível na segunda parte.

Na estreia na temporada, o SC Braga, de Abel Ferreira, tinha um osso duro de roer pela frente. O FC Zorya Luhansk, quarto classificado da 1.ª liga ucraniana da época passada, adivinhava-se ser um adversário “chato”, quer em termos táticos, como em termos físicos, para a equipa portuguesa (o Rio Ave FC teve um adversário com características similares e acabou eliminado).

No primeiro onze da época, Abel Ferreira estreou os reforços João Novais e Claudemir, entregando a posição “9” a Wilson Eduardo, que substituía o lesionado Paulinho.

No lado ucraniano, o técnico Yuriy Vernydub (treinador principal do FC Zorya Luhansk desde 2011), mostrou-se descontente com as últimas exibições da equipa e alterou cinco elementos em relação ao último jogo oficial da equipa (empate a um com o FC Chornomorets). Troca de dois dos três elementos do meio campo, bem como dos laterais e do guarda redes. A jogar em 4x2x3x1, na baliza estreou-se o brasileiro Luiz Philippe, tal como o defesa esquerdo Bogdan Mykhaylychenko. Para defesa direito entrou Oleksandr Tymchyk e no meio campo apareceram Igor Kharatin (jogou mais recuado) e Bogdan Lednev (bastante mais liberto).

Muita parra, pouco uva portuguesa…

No primeiro tempo, a equipa portuguesa entrou muito dominante, aproveitando a tremedeira inicial dos ucranianos, sobretudo do jovem guarda redes brasileiro em estreia. Com o ataque fluido e rápido, bem ao estilo do SC Braga da época passada, a equipa portuguesa impôs a sua superioridade desde início, mas sem criar grandes oportunidades de golo (aliás, foi assim durante toda a primeira parte).

Após várias iniciativas atacantes e vários remates portugueses com pouco perigo, a primeira grande oportunidade chega aos 18 minutos e para a equipa do Leste. Num remate prensado, a bola chega à estrela da equipa, Oleksandr Karavaev, que, à saída rápida de Matheus Magalhães, atirou por cima. Este momento, pôs “gelo” no ímpeto bracarense, mas nunca pôs em causa o domínio da equipa de Abel Ferreira.

Falta de intensidade, fruta da altura da época, tramou bracarenses na segunda parte
Fonte: SC Braga

A verdadeira oportunidade portuguesa só apareceu aos 34 minutos. Claudemir (excelente reforço), executa um lançamento rápido isolando Ricardo Horta, que esbarrou na belíssima mancha de Luiz Philippe.

Ucranianos melhoraram muito na segunda parte…

Na segunda parte, a equipa portuguesa entrou forte (Horta atirou à barra inclusive), mas os ucranianos apareceram muito melhores. Mais agressivos, sobretudo ofensivamente, conseguiram crescer no campo e através de lançamentos rápidos na frente e da meia distância (sobretudo através dos “tiros” de Igor Kharatin), começaram a pôr a equipa portuguesa mais em sentido.

Aos 69 minutos, finalmente, Horta desfaz o nulo, mas aos 72 minutos, um corte incompleto de Nuno Sequeira, permitiu à estrela do FC Zorya Luhansk, Oleksandr Karavaev (internacional ucraniano e ex jogador do Fenerbahçe SK), fuzilar Matheus Magalhães.

Ficou evidente a superioridade portuguesa, que tem tudo para resolver a eliminatória na “Pedreira”, no entanto, também ficou bem patente, que a equipa do Leste tem capacidade para surpreender. Com o passar dos minutos, foi ficando mais confortável no jogo e acabou mesmo por equilibrar as forças no segundo tempo. Destaque para a exibição de Bogdan Lednev, que não parou quieto um segundo no tempo em que esteve em campo.

Onzes Iniciais:

FC Zorya Luhansk: Luiz Felipe; Timchyk, Svatok, Vernydub e Mykhaylychenko; Silas (Gordienko, 66′), Kharatin, Karavaev, Khomchenovsky e Lednev (Kochergin, 71′) ; Rafael Ratão (Kabaev, 73′)

SC Braga: Matheus; Marcelo Goiano, Raúl Silva, Bruno Viana e Sequeira; Ricardo Esgaio, Claudemir, Fransérgio, Ricardo Horta (Fábio Martins, 89′), João Novais (Ricardo, 89′)e Wilson Eduardo (Dyego Sousa, 77′).