O internacional italiano Emiliano Viviano é um dos reforços para a nova época 2018/2019. Viviano chega ao Sporting aos 32 anos, após uma já longa carreira no futebol italiano, tendo assinado um contrato válido por duas épocas, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.
O novo número um do Sporting fez a sua formação entre a Fiorentina e o Brescia. A sua primeira temporada no futebol sénior foi ao serviço do Cesena, vinculado por empréstimo, decorria a época 2004/2005, realizou treze partidas na série B. O guarda-redes leonino regressou posteriormente ao Brescia, onde permaneceu quatro temporadas, estabelecendo-se como titular. Terminada a sua ligação ao Brescia, deu continuidade à sua carreira em clubes como o Bolonha, Palermo, Fiorentina. Em 2013/2014 rumou à Premier League para servir o Arsenal, não tendo sido opção perante a rivalidade de Wojciech Szczesny, que era titular. Nas últimas quatro temporadas, o novo guarda-redes regressou ao futebol italiano, para vestir a camisola da Sampdoria, onde foi colega de Bruno Fernandes.
Viviano é assim um guarda-redes muito experiente, somando 392 jogos em várias competições, Série A, Série B, Taça de Itália e Liga Europa. Na sua carreia conta ainda com seis internacionalizações pela “squadra azzurra”, tendo sido internacional também nos escalões jovens, com destaque para a participação nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Viviano pode ser uma importante fonte de experiência Fonte: Sporting Clube de Portugal
O novo guarda-redes do Sporting é forte entre postes, com o seu 1,95m define bem no futebol aéreo e joga bem com os pés, o que hoje é extremamente importante para um guarda-redes no futebol moderno. Vem para o clube de Alvalade para ser titular, sendo que para já, tem demonstrado toda a sua qualidade e experiência nos jogos de preparação.
Uma equipa constrói-se a partir do seu setor defensivoe, com a chegada de Emiliano Viviano, o Sporting dispõe de três opções, com Romain Salin e Luís Maximiano. Neste momento, o internacional italiano é apontado claramente como titular da baliza leonina, assim possa confirmar a sua segurança e qualidade de leão ao peito.
Por esta altura, e à semelhança de todos os anos, começam-se a definir (alguns erradamente) quem serão os próximos jogadores a poder conquistar o seu espaço na próxima edição do campeonato, neste caso da Primeira Liga e afirmarem-se como grandes valores. É um exercício que envolve alguma futurologia, certo, mas que muitas vezes se revela certeiro. É isso que fazemos hoje, prevendo os dez jogadores que se podem afirmar na próxima edição do campeonato, fora dos três grandes.
Após um período de 15 anos durante o qual esteve arredado do principal escalão do futebol português, o CD Santa Clara encontra-se, neste momento, a planear aquele que espera ser um regresso bem-sucedido à Primeira Liga.
Ora respeitando aquilo que é, por definição, um estágio – ‘período durante o qual uma pessoa ou grupo exerce uma atividade temporária com vista à sua formação ou aperfeiçoamento profissional’, in fonte dicionário de língua portuguesa Priberam, João Henriques, em conjunto com a restante equipa técnica, procurará identificar possíveis lacunas evidenciadas pelo plantel, a fim de poder retificá-las e, assim, garantir um conjunto competitivo e capaz de responder às exigências do principal campeonato de âmbito nacional.
Calendarização da pré-temporada:
O início dos trabalhos deu-se no passado dia 28 de junho, com a realização dos exames médicos, sendo que o treino inaugural teve lugar dois dias depois. Posteriormente, e duas semanas depois da iniciação dos trabalhos de preparação para a temporada que se avizinha, realizou-se o primeiro jogo de treino, num desafio que teve como adversário o Sporting Clube Ideal (formação micaelense que, na próxima época, participará na Série D do Campeonato de Portugal). O encontro terminou com um resultado favorável à equipa encarnada, uma vitória por 1-0.
SC Ideal foi o primeiro adversário, nesta pré-temporada Fonte: CD Santa Clara
A pré-época irá prosseguir em Portugal Continental, primeiramente, na Covilhã, onde o CD Santa Clara disputará, frente ao Sporting local, a Taça IMB.
Depois, segue-se uma deslocação ao Norte do país, mais precisamente, à cidade de Penafiel, onde os Açoreanos irão frequentar um estágio de uma semana (dias 15 a 22 de julho) que será marcado pelos encontros ante o FC Penafiel, FC Arouca, Leixões SC, SC Braga e, ainda, Vitória SC.
O que pensa, até agora, João Henriques (treinador do CD Santa Clara)?
No seguimento do segundo desafio realizado (empate a dois golos ante o SC Covilhã), o técnico natural de Tomar salientou, em tom de retrospetiva, o facto de se terem registado indícios muito interessantes, demonstrativos daquilo que se tem vindo a trabalhar, pese embora se tenham verificado alguns erros ‘normais’, decorrentes da exigência imposta por ter de construir jogo. Contudo, ressalvou o facto de se estar numa ‘fase muito precoce’, tendo este sido, praticamente, o primeiro jogo, após vitória alcançada diante do SC Ideal (num jogo que teve a duração de, apenas, 70 minutos).
João Henriques espera alcançar nos Açores a felicidade que não alcançou na época passada Fonte: FC Paços de Ferreira
Quando questionado sobre o que esperar do seu conjunto na próxima temporada, o técnico dos açorianos prometeu uma equipa competitiva que irá constar de um ‘lote alargado’ de formações que lutarão pelo mesmo objetivo (entenda-se, a permanência no principal escalão do futebol nacional), ‘mas que, no final, irá consolidar o CD Santa Clara e a região autónoma na Primeira Liga’.
Posteriormente, João Henriques foi interrogado quanto à possibilidade de a constituição do plantel já estar definida. O treinador de 45 anos ratificou que aguarda a chegada de dois defesas centrais, bem como pelo desfecho da questão do lateral direito (o defesa brasileiro Patrick Vieira, ainda, não foi oficializado). Para além disso, a equipa técnica tentará conceder oportunidades para que todos os futebolistas se possam mostrar e, em caso de necessidade, ponderar o reforço dos dois setores mais adiantados.
Com o final do campeonato a aproximar-se rapidamente, continua a incerteza quanto ao vencedor da edição deste ano do Girabola. A 23.ª jornada jogou-se entre os dias 11 e 15 de julho, e houve algumas surpresas nos encontros disputados.
O 1.º de Agosto adiantou o seu jogo para quarta-feira (dia 11), devido ao compromisso para a Liga dos Campeões africana. A jogar em casa, o bicampeão procurava vencer para voltar ao topo do campeonato e assim distanciar-se do seu rival Petro de Luanda, que folgava nesta ronda.
Mas a tarefa não se adivinhava fácil, uma vez que o adversário era o Recreativo do Libolo, e que acabou por ser confirmar: o jogo terminou com um empate a zero, apesar do controlo da equipa visitada, que ainda jogaram os últimos 35 minutos com menos um jogador, graças à expulsão de Guelor. Os “Militares” somaram o décimo empate na prova e desperdiçaram a oportunidade de se isolar na liderança, tendo em especial atenção que na próxima há dérbi entre os dois rivais de Luanda.
Os Militares voltaram a empatar a zero em casa, desta vez frente ao Rec. do Libolo Fonte: 1.º de Agosto
Perante o empate do D’Agosto, o Interclube tinha uma boa hipótese de igualar os dois primeiros classificados. Os “Polícias” entraram super motivados para o embate contra a Académica do Lobito, contudo acabaram o encontro com poucos motivos para celebrar, dado que não desfizeram o nulo no marcador durante os 90 minutos. O empate fez com que o Interclube continue no terceiro lugar do Girabola, a três pontos do topo da classificação. A equipa comandada por Paulo Torres poderá aproveitar a próxima jornada, para ganhar pontos ao 1.º de Agosto e/ou Petro de Luanda.
O Kabuscorp também seguiu a tendência dos outros jogos e empatou. Na visita à província da Huíla, a turma do bairro do Palanca registou uma igualdade a uma bola no final do encontro frente ao Desportivo local – os golos foram apontados por Sidney (grande penalidade a favor do Desp. Huíla) e Calero (a quatro minutos do fim pelo Kabuscorp). O ponto conquistado não alterou em nada a situação classificativa do Kabuscorp, que está no décimo lugar.
Nos outros jogos, o Domant FC venceu o Sporting de Cabinda por 2-1 e o Sagrada Esperança perdeu em casa pela margem mínima com o Bravos do Maquis. E registaram-se mais dois empates: Recreativo da Caála 1-1 Progresso do Sambizanga e FC Casa Militar 0-0 1.º Maio Benguela.
Em conclusão, o 1.º de Agosto chega ao dérbi de Luanda um pouco pressionado, não só porque não garantiu a liderança isolada nesta ronda antes do provável jogo do título, mas também devido ao aumento gradual da insatisfação dos adeptos face aos resultados e às exibições menos conseguidas nos últimos jogos. Será que os bicampeões conseguirão dar uma boa resposta frente ao seu rival? Veremos no próximo domingo!
Genérico ao estilo de Game of Thrones. Música épica em vez de comercial. Vídeo-árbitro. Cinco golos logo a abrir. Jogos à tarde. Ronaldo é um monstro, visto do Terreiro do Paço. Argentina não se vê da Islândia. Nenhuma das favoritas convence. Autogolo. Neymar rebola. Ronaldo é mesmo um monstro. Trivela. A fé de 2016 parece não ser suficiente. Vuvuzelas? Coreia arruma os alemães.
Não há africanos. Adepto mexicano usa credenciais de uma família distante. Autogolo. Japoneses limpam bancadas. A fé de 2016 não era mesmo suficiente, contra uma equipa que o foi. Neymar rebola. Espanha tem saudades de outros tempos. Mbappé. Sampaoli nunca jogou xadrez, Messi quer jogá-lo em vez de futebol. Batshuayi remata contra si próprio. Schmeichel é uma parede, com uma parede sénior a ver. Japoneses deixam o balneário limpo e agradecem.
Pickford. It’s coming home. Autogolo. Foi contra este Uruguai que perdemos? Courtois. Neymar rebola para fora da competição. Rússia sai de cabeça levantada. It’s really coming hom… not. Geração de ouro de pequenos belgas. Não filmem mulheres giras, o futebol é mais bonito. Autogolo. Penálti. Tiro. Tiro. Tiro. Frango, depois das estiradas. França tem os melhores e está mais crescida. A taça vai para o Louvre.
«Autogolo. Penálti. Tiro. Tiro. Tiro. Frango, depois das estiradas. França tem os melhores e está mais crescida. A taça vai para o Louvre.»
Foi isto o Mundial. Falta alguma coisa? Não falta, deixei para o fim. Croácia. Desde o EURO 2008 que passou a estar na minha lista de seleções acarinhadas. Não sei porquê, achava que o azul combinava bem com o xadrez vermelho-e-branco. Em 2016 foram a equipa em quem apostei mais vezes no Placard. Devia tê-lo feito também este ano, mas estava distraído a ver o rapaz da foto.
Não é um ídolo para mim, nem estará na minha lista de cinco jogadores favoritos, mas é um regalo. O 10 mais puro do mundo. Respira futebol. Sem mariquices, sem arrogância. Simples. Bonito. Criativo. Muitas vezes ouvi o meu pai falar de jogadores que, tendo sido estrelas à sua época, se desvaneceram na corrida do tempo. Bergkamp. Iordanov. Poborsky. Até Cruyff.
Muitos outros. Oásis de futebol, mas que ficam na sombra dos Ronaldos, Messis, Pelés e Maradonas. Este junta-se a essa lista de anónimos. Irei falar muito de ti com os meus filhos, Luka. E sempre que me lembrar deste Mundial, vou lembrar-me de ti. Do teu Mundial. E do da Croácia. E do da França, depois de nós. Do da França dos meus primos, a falar com eles no chat. Parabéns para eles, que mereceram!
Do Mundial dos guarda-redes. Dos underdogs. Do da minha cobertura jornalística através de um ecrã, que, quem sabe, possa quebrar em 2020 ou 2022. Aí te espero, Wembley e Qatar. Obrigado por este mês, bem bonito.
«O 10 mais puro do mundo. Respira futebol. Sem mariquices, sem arrogância. Simples. Bonito. Criativo.»
P.S.: Antes de voltarmos para as malas, os vouchers, as contagens de adeptos em treinos, as operações, os polvos, os anti-jogos, só um recado para dentro: há dois anos foi bonito. A chave foi a união, a fé e um travo de sorte. Como estes podem falhar facilmente, talvez seja melhor apostar também no conteúdo. E não ter medo. Dar tudo. No Mundial dos underdogs, pouco bastava para repetir a façanha.
Foto de Capa: Michael Regan – FIFA/FIFA via Getty Images
A menos de um mês para o início do campeonato liga NOS, o SL Benfica já trabalha afincadamente para estar à altura dos novos desafios. Este ano a tarefa não será fácil. O calendário que se aproxima, irá exigir o máximo esforço quer a nível físico, quer a nível mental, de todos os jogadores do plantel encarnado. Este sem dúvida, será o arranque de temporada, mais difícil da era Rui Vitoria.
O clube da luz voltou aos trabalhos neste mês de julho, com o regresso do plantel encarnado ao centro de estágio do seixal. Será pouco o tempo que Rui Vitoria terá para fazer experiências. Vistos que esta época a entrada da liga dos campeões não é de forma direta, mas sim por fases a eliminar. A passagem á fase de grupos da liga milionária, será crucial até para as contas financeiras do clube.
A participação no torneio do sado serviu de primeiro teste numa fase inicial. FK Napredak x SL Benfica 0x3 e SL Benfica 1×1 Vitoria FC. De ambos os jogos, tiraram-se bons recortes para aquilo que poderá vir. Dos mais recentes aos mais antigos, foram boas as prestações individuais, que deixou os adeptos benfiquistas com otimismo para o futuro.
Depois dos primeiros jogos disputados em altura de pré-epoca, o Benfica desloca-se agora para terras de Tio Sam, para se apresentar na Internacional Champions Cup. Um torneio onde vão participar os melhores clubes do mundo. Apesar de se tratar de jogos amigáveis, a exigência vai ser elevada, menos não seria de esperar, pelo fato de se tratar de equipas altamente competitivas e de extrema qualidade.
O torneio tem um formato de campeonato, onde ganha ou qualifica-se a equipa com mais pontos. Ao longo de duas semanas, o Benfica irá realizar os seguintes três jogos:
Sevilha FC x SL Benfica dia 21 de julho ás 17h00.
BV Dortmund x SL Benfica dia 26 de julho ás 01h00.
SL Benfica x Juventus FC dia 28 de julho ás 18h00.
O jogo frente á Juventus poderá ser o primeiro de Cristiano Ronaldo com a camisola da La Vecchia Signora. Nota também para o reencontro com João Cancelo, jogador formado nas camadas jovens do clube encarnado e que se transferiu este mercado de verão para o clube italiano.
Avizinha-se tarefa difícil para Rui Vitoria escolher o onze ideal Fonte: SL Benfica
Durante o percurso no torneio internacional, os olhos irão estar bem tentos ao que irá suceder em Nyon no dia 23 de julho pelas as 11h00. Trata-se do sorteio da 3ª pré-eliminatória da liga dos campeões. Data em que o Benfica saberá com quem irá disputar a qualificação para os play-offs de acesso á liga dos campeões.
Terminado o torneio nos EUA, o clube regressa de imediato para Portugal para disputar aquele que eventualmente irá ser o jogo de apresentação aos sócios – A Eusébio cup, realiza-se no dia 1 de agosto, no estádio do algarve e tem como convidado especial, os franceses do Lyon.
A Liga dos Campeões é uma meta importantíssima para os responsáveis do clube. Não só pela questão desportiva, mas sobretudo pelo encaixe financeiro que poderá fazer caso consiga entrar na fase de grupos. O investimento forte tem de ser colmatado, e nada mais claro que os milhões da “Champions” para reverter o “saldo negativo” deste mercado de verão.
Apesar de ser um objetivo de extrema importância, a verdade é que as competições europeias não são a prioridade, mas sim a reconquista do campeonato. A conquista do trinta e sete!
Mas o mês de agosto não vai ser nada amigável para a gestão encarnada, dado ao elevado número e exigência de encontros que irão realizar.
Ao todo, serão oito jogos que iram realizar durante o período de trinta e um dias (contando com a passagem do Benfica á fase dos play-offs). Entre jogos do campeonato e das fases eliminar de acesso á liga milionária, este será o calendário encarnado:
Dia 1 – Eusébio Cup – SL Benfica x Olympique Lyon FC.
Dias 7 e 8 – Primeira mão da 3ª pré-eliminatória de acesso á Liga dos Campeões.
Dia 11 – Primeira jornada do campeonato, Liga NOS – SL Benfica x Vitoria FC.
Dia 14 – Segunda mão da 3ª pré-eliminatória de acesso á liga dos Campeões.
Dia 18 – Segunda jornada do campeonato, Liga NOS – Boavista FC x SL Benfica.
Dias 21 e 22 – Primeira mão do play-off de acesso á Liga dos Campeões.
Dia 26 – Terceira jornada do campeonato, Liga NOS – SL Benfica x Sporting CP.
Dias 28 e 29 – Segunda mão do play-off de acesso á Liga dos Campeões.
Está á vista de todos, que até ao final do verão, não será “pera doce”. O plantel este ano está bastante melhor e maior, em comparação aos anos anteriores. Alias, desde a época 2013/2014 que não se via um investimento assim tão forte. Mas será que é suficiente para dar uma resposta positiva face ao grau de exigência dos jogos que irá disputar?
Este é o rescaldo de um dos mais emocionantes (e menos previsíveis) Grand Slams dos últimos anos, sem grande margem para dúvidas. Se, à partida, Roger Federer – mesmo vindo de um intervalo competitivo de umas largas semanas – era o grande favorito a levantar o troféu pela 9ª vez, tudo fugiu à regra tornando uma quase anunciada vitória do suíço num inesperado êxito de um dos homens mais falta fazia sentir ao circuito ATP.
O torneio começou com alguma turbulência no que diz respeito às prestações dos que habitualmente fazem doer a cabeça aos melhores do mundo. Falo de Borna Coric, Grigor Dimitrov, Dominic Thiem, Verdasco (todos eliminados na ronda inaugural) Shapovalov, eliminado na segunda ronda, e Nick Kyrgios e Alexander Zverev, que foram ambos para casa ao fim do 3º encontro respetivo.
Chegados à segunda semana, Federer e Rafa Nadal mostravam-se seguros e tranquilos, superando todos os seus adversários em 3 sets apenas. Com o quadro mais aberto, aqueles que melhor aproveitaram os “brindes” acima referidos foram Juan Martin Del Potro, Kevin Anderson, John Isner e… Novak Djokovic. O sérvio, que após a derrota em Queen’s havia declarado ainda não ter a certeza se iria disputar Wimbledon ou não, deu nas vistas por duas vezes – frente a Kyle Edmund vencendo por 3-1 e frente a Kei Nishikori vencendo pelo mesmo resultado num encontro que ofereceu dificuldades ao atual 10º classificado do ranking ATP.
Nos quartos-de-final surgiu a primeira grande surpresa, certamente considerada uma desilusão para a maior parte dos fãs de Wimbledon. Em pleno Centre Court, e depois de – com naturalidade – vencer os dois primeiros sets frente ao sul-africano Kevin Anderson, Roger Federer quebrou emocionalmente e entrou numa espiral de erros raros e que dificilmente serão compreendidos ao olho nu do mais comum espetador, e acabou por ser surpreendido por um Kevin Anderson pouco arriscado, seguro da sua arma mais forte que é o seu serviço e letal nos pontos curtos. Anderson superou assim essa desvantagem e chocou o mundo ao vencer Roger Federer por 2/6; 6/7; 7/5; 6/4; 13/11, ao cabo de quatro horas e quinze minutos de encontro.
Federer revelou uma faceta pouco comum e quebrou no momento chave Fonte: ATP Wimbledon
Nesse mesmo dia, Wimbledon temeu ficar “órfão” dos seus grandes embaixadores, quando depois do suíço ser eliminado, Rafa Nadal entrou em campo e se viu atrás do marcador por 2 sets a 1, frente ao sempre perigoso Juan Martin Del Potro. Ainda assim, o “toro” de Maiorca mostrou a sua raça característica e levou de vencidos os sets seguintes e, consequentemente, garantindo a passagem às meias-finais onde ia encontrar o seu velho rival Novak Djokovic, ainda sem ter bem certeza de que sérvio encontraria do outro lado da rede.
A bola deixou de rodar. O Campeonato do Mundo disse adeus e como em todos os campeonatos a chamada Comunicação Social apelidou-o como o melhor de todos os tempos. Os Países da soberbia futebolística deixaram o Mundial antes da hora da merenda. Estavam com saudades e as famílias reclamavam férias algures onde se alugassem iates e o Sol se manifestasse apaixonadamente.
Mas, a terra dos Czares e do Estaline não mostrou Garrinchas, Maradonas, Eusébios, Bobys Moores, Benkanbaures, Mários Gol Kempes, Puyols e muitos outros que encheriam esta crónica sem poder escrever mais palavras. Messi exibiu-se dentro da vulgaridade que acostuma quando joga com a Argentina; Neymar rebolou-se pela relva como se rebolam os catraios a brincar ao ar livre na terra da Avó e Cristiano Ronaldo festejou antecipadamente contra Espanha; depois caiu estrepitosamente quando falhou o penalti que provocou o cruzamento com o temível e aguerrido Uruguai.
Brilharam os grandes; os segundos que assumem as equipas onde jogam e estendem a passerelle do glamour para que as estrelas do espetáculo se banhem com aplausos e flores. Brilhou Modric. Aquele corpo pequeno, seco com cabeleira alourada e ligeiramente boémia.
Brilhou o homem que configura no Real Madrid um meio-campo soberbo na companhia do Casimiro e Kroos. Brilharam alguns outros e revelou-se Mbappé. O adolescente que doa o dinheiro ganho em representação da seleção para obras sociais. Este jovem regou a raiz humanista das origens da Taça do Mundo; a raiz cravada na terra por Jules Rimet. Marcou terreno Pogba e voou como uma águia Courtois.
Fonte: FFF
E a França ganhou neste passado que ainda há pouco era presente. Estava no banco sentado e seguro um campeão Mundial; um daqueles segundos que são enormes; os que estendem a passerelle do glamour para as estrelas de pódio: Didier Deschamps. Tenaz, sábio e depois de passar pela Juventus conseguiu que o galo francês cantasse o dia e a noite inteira. Zidane, a estrela que calcorreou a passerelle do glamour, seguramente que estará um dia, dois dias, vários dias a pensar nas bolas recebidas entrelinhas; os cortes providenciais e as faltas táticas que salvaram aquela França campeã e que fizera esquecer a seleção de Fontaine e Kopa.
Perto de Didier Deschamps em 1998, encostado à linha direita, chegara um dos jovens da seleção francesa que era filho de asturiana. Alto, galopada de passo largo; dono de uma mudança de ritmo que partia os rins e encravava as pernas. Senhor de um remate de meia-distância com a rosca caprichosa que voava para o pau contrário e deixava o guarda-redes estatelado com estrondo, estava Robert Pires. A memória de Pires talvez tenha visto para Mbappé e sentado ou de pé seguramente que libertou a emoção da saudade risonha porque viu que não só a Taça, mas, sim um jovem artista cheio de humanidade passeou a sua criatividade e energia pelos relvados russos como quem está a brincar no jardim do Bairro. O Passado sempre se projeta sobre o presente-futuro. Por isso, este campeonato foi mais que nada memória; passado.
O Extreme Rules 2018 não deixou saudades e ficou na memória como um evento em que a qualidade das exibições foi fraca. À exceção do main event e de AJ Styles vs. Rusev, os combates não se destacaram e a maioria dos resultados surpreenderam pelas piores razões.
Foi um evento esquecível, de clara transição para o SummerSlam, que começará a ser preparado nas próximas semanas e onde reside todas as expetativas.
Para o próximo ano, o melhor a fazer é substituir este evento, pela ausência de estipulações que as últimas edições têm proporcionado e que, na maior parte das vezes, têm desiludido.
Os Mundiais Juniores de Tampere que decorreram esta semana foram uns campeonatos recheados de surpresas, de recordes vindos um pouco de todo o lado e de estrelas, claro. Portugal teve, no geral, uma honrosa prestação, com a melhor pontuação desde 2002, destacando-se o quarto lugar de Mariana Machada e mais uma série de bons resultados que fazem acreditar num futuro esperançoso para o nosso Atletismo.