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Guerra aberta no CF ‘Os Belenenses’: o que diria o Velho do Restelo?

A pré-temporada da equipa a quem chamamos, pelo menos por enquanto, CF ‘Os Belenenses’ tem sido tudo menos calma. O panorama em que a equipa atua neste momento pode ser considerado tudo menos normal.

Os desentendimentos entre o clube e a SAD parecem não ter meio de se resolver e os impactos que este cenário irá ter a níveis desportivos são, ainda, meras suposições. Bem, o certo é que a pré-temporada já arrancou e parece que as coisas não estão mais fáceis para a equipa do ‘Restelo’ dentro das quatro linhas. Digo ‘Restelo’ entre aspas mas, se assim o preferirem, assumam que leram ‘Jamor’.

Se os maus resultados têm alguma coisa a ver com este cenário (ou não) é difícil de se dizer, mas a verdade é que em quatro jogos o CF ‘Os Belenenses’ perdeu três deles, tendo ganho apenas o último contra a Académica de Coimbra num desempate por grandes penalidades. No segundo desses quatro jogos, chegou mesmo a ser goleado pelo CF Penafiel por 5-2.

Em quatro jogos, os adeptos do Belém viram a sua equipa derrotada três vezes no início desta pré-época
Fonte: CF ‘Os Belenenses’

Em termos de jogo jogado, o CF ‘Os Belenenses’ parece uma equipa apática com muito pouco entrosamento entre os seus jogadores. Uma equipa que a época passada conseguiu fazer tremer e ‘roubar’ pontos inclusive aos dois candidatos ao título, FC Porto e SL Benfica, deixa muito a desejar neste arranque inicial de pré-temporada.

Pagava para ver o que diria o Velho do Restelo sobre isto tudo que se passa no clube da sua terra. Bastante crítico das modernices sobre a ida dos Portugueses para a Índia, decerto que também o iria ser perante a situação atual do CF Os Belenenses. Estas modernices que encontramos no futebol hoje em dia metem qualquer um maldisposto e apreensivo à semelhança dessa figura criada por Camões.

Chamem-me Velha do Restelo se quiserem, não me queiram é convencer de que isto que se passa no clube de Lisboa é normal. É péssimo para o futebol e para os seus adeptos e, pelos vistos, também para aqueles que suam a camisola pelas cores que representam. Os resultados dos últimos jogos, pelo menos, isso o demonstram.

Foto de Capa: CF ‘Os Belenenses’

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Do Porto para Espanha: a transferência que já era certa antes de o ser

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fc porto cabeçalho

Não seria uma grande surpresa ver Miguel Layún deixar o Dragão. Já era uma saída falada no passado mercado de verão, também no de inverno, e era de esperar que o defesa não se mantivesse de azul e branco. Desta vez, já é oficial. Layún rumou ao Villarreal CF.

Talvez a grande surpresa aqui, desta vez, seja o fluxo de saídas de que a defesa do FC Porto tem sido alvo nesta janela de transferências. Layún pouco se afirmou no Dragão, depois de uma primeira época em que deu nas vistas, 2015/2016, a época da sua chegada, foi a época de mais volume de jogos: 27, num total de 2370 minutos jogados e cinco golos assinalados na primeira liga. Por essa altura, Layún ficou conhecido como o “rei das assistências”, com 19 passes certeiros que terminaram em golos em todas as competições.

Ainda assim, o fulgor inicial foi-se perdendo, ora pela falta de aposta, ora pela troca na sua posição original. A titularidade deixou de ser um posto seguro para o mexicano, que viu os seus dias complicarem aquando da chegada de Alex Telles. Com Sérgio Conceição, Layún continuou a não ser aposta regular e a saída na segunda metade da época fazia prever uma transferência a tempo definitivo.

Layún e um dos compatriotas da equipa, Corona.
Fonte: FC Porto

Apesar de ter sido chamado pelo selecionador mexicano para integrar a comitiva que rumou à Rússia, para disputar o Campeonato do Mundo, o defesa já se tinha demonstrado insatisfeito no plantel portista e seria de prever que saísse para outras paragens. O grande fluxo de saídas poderia impedir que acontecesse, mas não se verificou. Villarreal CF é o destino.

Na última época, Layún realizou apenas sete jogos de dragão ao peito, num total de 258 minutos. Isto, na primeira liga. Alinhou ainda em duas partidas para a Taça de Portugal e três para a Taça da Liga.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

“New York, concrete jungle where dreams are made of…”

Jean Eric-Vergne, piloto francês de 28 anos é o quarto campeão da Fórmula E. O francês sucede assim ao brasileiro Lucas Di Grassi. 

Vergne começou a sua carreira nos Fórmulas em 2007, na Formula Campus Renault até que em 2010 ganhou a F3 britânica a conduzir pela Carlin. A partir daí foi presença habitual nas várias Fórmulas 3, até chegar à Fórmula Renault 3.5 Series. Esta seria a sua rampa de lançamento para a maior montra dos desportos motorizados, a F1.

Na temporada de 2011 enquanto conduzia na Fórmula Renault 3.5 Series, Vergne foi piloto de testes da Scuderia Toro Rosso. Em 2012 veio a confirmação oficial de que o francês iria conduzir a temporada completa pela equipa italiana. Mas o francês foi sempre um mal-amado neste mundo. A F1 é uma competição onde existe muita pressão, tal como disse Mark Webber numa entrevista à “Beyond the Grid | F1 Podcast”. Talvez por isso o francês nunca se conseguiu impor. Na temporada de 2015, Jean Eric-Vergne não teve lugar e acabou por assinar pela Ferrari como piloto de testes, mas o seu trabalho seria principalmente no simulador da equipa de Maranello. 

Em conjunto com o papel de piloto de testes da Ferrari, Vergne foi para um campeonato recentemente criado, a Fórmula E. Na primeira temporada da Fórmula E, o francês assinou pela Andretti Motorsport, equipa atual do nosso António Félix da Costa. Ainda passou pela DS Virgin até que assinou pelos chineses da Techeetah. Na primeira época pela equipa chinesa Vergne ficou em quinto no campeonato, com cinco pódios e uma vitória. Mas nada previa o que iria acontecer este ano. Quatro vitórias, seis pódios, voltas rápidas e 198 pontos tornaram Vergne no primeiro francês a ganhar a Fórmula E.

Jean Eric Vergne a correr pela Scuderia Toro Rosso em 2014
Fonte: Scuderia Toro Rosso

A sua coroação veio neste último Grande Prémio, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. 

A primeira qualificação viu os dois pilotos da Techeetah, Vergne e o alemão Andre Lotterer serem penalizados para o final da grelha após uso abusivo da potência máxima, dificultando assim o trabalho de Vergne pela conquista do campeonato. O rival do campeonato mais próximo, Sam Bird, classificava-se em 14 da grelha. A pole position ia para Sebastien Buemi, da DAMS, com 1.13.911m.

Jogos Europeus Universitários 2018: O dia das primeiras medalhas portuguesas

Diz-se que Coimbra tem mais encanto na hora da despedida. Poderá ser verdade. Mas isso não implica que a cidade dos estudantes não seja encantadora na hora da chegada. A testemunhá-lo estão os rostos de felicidade e o espírito jovial de milhares de estudantes que nunca tinham estado na cidade e que por estes dias animam o complexo do Estádio Universitário, vestindo o papel de representantes das respectivas universidades (espalhadas por toda a Europa) como atletas das mais variadas modalidades nos Jogos Universitários Europeus.

Final do Basquetebol 3×3 disputa-se hoje
Fonte: Bola na Rede

Esse espírito positivo alastra-se um pouco por toda a cidade (as noites dos jardins do bar da Associação Académica de Coimbra têm combatido a habitual sazonalidade, por exemplo) e abrange tanto vencedores como vencidos. Embora, claro, seja muito melhor sair de Coimbra com algo mais que o habitual souvenir e experiências enriquecedoras.

E os estudantes-atletas da Universidade de Reading são, até ver, aqueles que terão as malas mais pesadas. Conquistaram seis medalhas (duas de ouro, seis de prata e três de bronze) todas no remo, modalidade onde, curiosamente, as Universidades portuguesas conquistaram as únicas medalhas até agora. A Universidade do Porto amealhou duas medalhas de ouro e a Universidade de Coimbra, equipa da casa, conquistou uma de ouro e outra de bronze.

Pedro Machado

Perdidos no Tempo: Walter

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fc porto cabeçalho

Walter “Bigorna” é com toda a certeza um nome que os adeptos do FC Porto ainda não esqueceram. A passagem pelos azuis e brancos não foi marcante no que ao rendimento desportivo diz respeito, mas a sua fisionomia “avantajada” ficou na retina dos adeptos.

Chegou ao FC Porto na época 2010/11 vindo do SC Internacional onde tinha realizado uma excelente época. Em virtude disso, o FC Porto pagou cerca de seis milhões de euros para garantir o seu contributo. As esperanças eram grandes mas, as primeiras aparições, deixaram dúvidas no ar, um jogador com muitos quilos a mais foi a primeira imagem que ficou no olhar dos adeptos.

As qualidades técnicas estavam lá mas um jogador profissional não se pode apresentar naquele estado, acredito que muitos dos adeptos presentes no estádio no dia da sua estreia estariam em melhor forma física. Uma falta de profissionalismo que não augurava nada de bom. Apesar de tudo disso a época não foi negativa, realizou 25 jogos e apontou 10 golos ajudando o FC Porto a fazer uma época absolutamente fantástica conquistando o título da Primeira Liga, Taça de Portugal e Liga Europa.

O excesso de peso foi sempre uma imagem de marca de Walter
Fonte: FC Porto

Na época seguinte ainda fez alguns meses de dragão ao peito mas acabou por ser emprestado ao Cruzeiro EC. Desde então tem seguido a sua carreira no Brasil estando ainda, contratualmente, ligado ao FC Porto. Passou por diversos clubes e esteve em particular destaque ao serviço do Goiás EC.

No futebol brasileiro o “bigorna” sempre teve muito mercado, passou por clubes de grande dimensão e leva já 148 jogos realizados na Serie A onde apontou 35 golos e fez 22 assistências. Não fosse a sua falta de profissionalismo e os patamares atingidos podiam ter sido outros. Bom finalizador, qualidade técnica, mas o seu “estômago” foi sempre o seu maior adversário. Chegou a jogar com mais de 100 quilos de peso. Atualmente representa o CSA que atua na Serie B Brasileira.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

CR7 na Juventus: Que consequências para a Serie A?

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CR7 já está apresentado na Juventus e a loucura já refreou um bocadinho, mas nesta altura é importante refletir sobre as consequências que terá a chegada do melhor jogador do mundo para o heptacampeão italiano. Se a Serie A parecia ser só de uma equipa, agora parecem favas contadas.

Se repararmos, o que se pede à ‘Vecchia Signora’ cada vez mais (e então agora com Cristiano Ronaldo muito mais) é a conquista da Liga dos Campeões que já foge desde 1996, sendo que os ‘bianconeri’ são a equipa com mais finais perdidas da competição e, numa delas, até foi CR7 o carrasco…em Cardiff, na final de 2016/17.

O Inter de Milão até começou muito bem a época na temporada passada, mas depois decaiu. A Lázio também rondou o topo, bem como a Roma, mas foi sol de pouca dura. Quanto ao Nápoles, até esteve dentro da luta até perto do final, mas como sempre nos tem dito a tendência, escorregue mais ou escorregue menos, a Juventus tem mantido a hegemonia.

Como consequência disso, a Serie A ainda é o campeonato que apaixona os amantes do lado tático e estratégico do jogo. Aí é a mesma. Contudo, já não tem a magia de outros tempos. Nem de perto nem de longe. Hoje em dia ver um clássico só nos poderá mover pelo nome histórico de cada um dos clubes e pouco mais. Resumindo, os adversários, os restantes candidatos ao ‘scudetto’ terão de arregaçar as mangas e cometer alguns esforços para finalmente quebrar o enguiço. Ao Nápoles chegou Ancelotti e não é preciso caracterizar o estofo e a qualidade do italiano que até conduziu Ronaldo à sua primeira Champions no Real Madrid.

Por diferentes razões, a Juventus é ainda mais vista e apontada como o alvo a abater para esta próxima edição da Serie A
Fonte: Serie A

O AC Milan fez investimento considerável na época passada, mas os resultados foram uma enorme desilusão. O Inter precisa de outra consistência. Os dois vizinhos romanos também parecem ainda distantes de lutar pelo título.

Voltamos ao Nápoles. Tem sido a equipa que mais frente tem feito aos de Turim e agora Carlo Ancelotti traz mentalidade ganhadora e um palmarés tremendo atrás de si. Ah, e sabe como parar Ronaldo…

Aliás, num país tão dedicado à organização tática, será também muito curioso perceber como Ronaldo se vai desenvencilhar das marcações cerradas de que será alvo. Allegri fará a mesma gestão física de CR7 como Zidane fez? Conseguirá Ronaldo desafiar-se de novo e ser capaz marcar 40, 50 golos por época até aos 37 anos?

E o campeonato italiano? Algo se pode fazer frente à Juventus? Talvez alguém se possa aproveitar de alguma distração interna pela ‘obsessão’ da ‘Vecchia Signora’ em erguer o troféu mais cobiçado da Europa. Aí, o Nápoles parece-me o concorrente nº1 para destronar a sólida hegemonia ‘bianconeri’. Quanto aos outros, logo se vê…

Foto de Capa: Juventus FC
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

O preço da Reconstrução


Uma semana depois da final do Mundial, as atenções estão agora viradas para os clubes. Grande parte dos adeptos, até agora focados no certame da Rússia, ainda não acompanharam verdadeiramente a pré-época das suas equipas, mas a verdade é que a competição está quase a chegar.

Com a primeira eliminatória da Taça da Liga, que engloba não só os clubes da segunda divisão, mas também todas as equipas da Primeira Liga à exceção dos primeiros quatro classificados, a ser disputada ainda em julho, a competição oficial arranca dentro de uma semana.

No entanto se para a esmagadora maioria dos emblemas os jogos mais importantes só chegam mesmo em agosto o mesmo não se pode dizer do Rio Ave FC.

Os vilacondenses, apurados para a segunda pré-eliminatória da Liga Europa, entram em campo já no dia 26, frente ao Jagiellonia, da Polónia. Assim, a equipa agora orientada por José Gomes terá pela frente o desafio de se apresentar na máxima força ainda um mês antes do fecho do mercado.

José Gomes substituiu Miguel Cardoso no comando técnico do Rio Ave
Fonte: Rio Ave FC

Além disso, se recuperar uma equipa de um período de férias e prepará-la para a competição já é missão complicada, mais difícil fica quando tudo é diferente. Para além da equipa técnica, substituída depois da partida de Miguel Cardoso para o Nantes, o plantel do Rio Ave FC sofreu várias alterações, sobretudo no que diz respeito ao onze inicial.

O que significa a não inclusão de João Amaral no estágio em Inglaterra?

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Este fim de semana, Rui Vitória revelou a lista de 30 convocados para o estágio em Inglaterra, que decorre até sexta-feira. Até aqui, estavam às suas ordens 36 atletas, pelo que seis deles foram descartados.

Entre os eleitos, fazem parte o guarda-redes André Ferreira, o defesa-direito Alex Pinto, os médios Ola John e João Amaral e os avançados Chris Willock e Heriberto Tavares.

De todos estes, apenas Heriberto e João Amaral são opções que não consigo entender. Enquanto o primeiro é um assunto para posterior discussão, pela época sensacional no Benfica B, o segundo é o tema deste artigo, pelo que merece uma menção especial.

A verdade é que o ex-Vitória FC se revelou bastante nas duas temporadas no Bonfim, o que despertou a atenção dos benfiquistas. No entanto, sabíamos que para ficar no plantel principal era preciso um ritmo muito mais elevado do que o demonstrado e uma ambição desmedida por querer ficar.

A responsabilidade era enorme, bem como a oportunidade, e João Amaral agarrou-a afincadamente. Acredito que se tenha esforçado nos treinos de pré-época, tendo impressionado Rui Vitória no regresso aos trabalhos. No entanto, não somou qualquer minuto no Torneio Internacional do Sado e acabou por ficar de fora da convocatória de 30 jogadores que seguiram para St. George’s Park.

Duas épocas no Vitória FC bastaram para João Amaral ser contratado pelo SL Benfica
Fonte: SL Benfica

O facto de ter sido riscado por Rui Vitória indica que o futuro de João Amaral não passa, por agora, pelo plantel principal do SL Benfica e que pode ser emprestado a uma formação da Primeira Liga ou mesmo estrangeira.

Não duvido do seu potencial, aliás, sou um grande fã do que pode oferecer ao jogo e, em concreto, à equipa que representa. Pessoalmente, desilude-me que esta não convocatória possa ditar o seu futuro na segunda circular.

Com muita pena, é praticamente inevitável que o tratamento a João Amaral seja, em muito, comum ao de outros tantos atletas, a quem lhes foi dada uma oportunidade de vingar na equipa principal, mas que não obtiveram sucesso.

Independentemente do destino, espero que, na próxima formação, possa ganhar a experiência necessária para voltar no futuro e dar uma chapada de luva branca a tudo e todos.

Se, porventura, ficar no SL Benfica, o que duvido, será interessante e desafiante de acompanhar o seu percurso, onde terá a clara oportunidade de se poder mostrar, a um ritmo bastante competitivo. No caso do seu caminho seguir outros rumos, é caso para dizer que João Amaral foi mesmo “só mais um”, apesar de isso não corresponder de todo à verdade.

Foto de Capa: SL Benfica

Knox é a boa notícia que os adeptos dos Knicks esperavam

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Tem sido um século complicado na Big Apple. A última vez que os Knicks foram relevantes ainda jogava um tal de Patrick Ewing, enquanto Spike Lee se divertia a trocar galhardetes com Reggie Miller. Desde aí, pouco há a contar. Os Knicks estão em reconstrução e tentam encontrar a peça para juntar a Porzingis para voltarem a ter os bons holofotes virados para si. Kevin Knox parece, nas suas poucas semanas com a camisola azul e laranja, uma excelente opção. Costumam aconselhar os adeptos a não se entusiasmarem com a Summer League. Mas sinceramente, neste momento, eu se torcesse pelos Knicks entusiasmava-me com qualquer coisa. E Knox é “qualquer coisa”…

Desde 2000, não há muita coisa boa que se possa dizer dos Knicks. Poucas chegadas aos playoffs, ainda menos vitórias nessa fase da temporada, um mês de “Linsanity”, a chegada de Carmelo e a elevação do estatuto de Porzingis a unicórnio, que como animal mítico que é, passa mais tempo desaparecido do que à frente dos nossos olhos. O Madison Square Garden é sempre um lugar a visitar para qualquer adepto de basquetebol, mas ninguém quer pagar bilhete para ver o melhor jogador da equipa ser Andrea Bargnani ou Jarrett Jack.

A renovação dos Knicks leva tempo e, acima de tudo, paciência. A “experiência Phil Jackson” foi um falhanço a todos os níveis. Agora chegou David Fizdale, treinador da escola de Pat Riley que, durante vários anos, foi adjunto de Erik Spoelstra. Em Memphis fez um bom trabalho, mas problemas extra-basquetebol com Marc Gasol ditaram a sua saída. Em Nova York, no entanto, não há jogadores com o ego de Gasol. Fizdale pode moldar um bom grupo de jovens jogadores à sua vontade, embora a pressão mediática seja sempre gigante.

Knox brilhou na Summer League e encheu os adeptos dos Knicks de esperança
Fonte: New York Knicks

Nos Knicks, Fizdale terá a disposição um elenco interessante. Porzingis é a estrela que os adeptos não queriam (até o verem jogar, claro). Kanter e Courtney Lee são bons veteranos e Hezonja é uma excelente adição como jogador em crescimento. Tim Hardaway Jr. recebe a mais mas faz o seu trabalho e Trey Burke mostrou flashes dos seus tempos de universidade na temporada transata. Frank Ntilikina é ainda muito “verde” e, embora apresente características interessantes, principalmente se olharmos para tudo o que não tem a ver com meter a bola num cesto, deixar passar Donovan Mitchell ou Dennis Smith Jr. pode não ter sido boa ideia. Em 2018, os Knicks adicionaram o longo e móvel center Mitchell Robinson, que protege o cesto e ataca ressaltos como poucos. Mas acima de tudo, juntaram Kevin Knox.

O extremo ex-Kentucky fez uma temporada algo abaixo do seu potencial na universidade, mas já mostra serviço pelos Knicks. A sua capacidade para marcar pontos sempre esteve lá, mas Knox já vai mostrando outros argumentos. Com a bola na mão durante quase toda a Summer League, foi possível vislumbrar uma visão de jogo e qualidade de passe desconhecidas até agora. Em New York, Fizdale quer muitos jogadores capazes de terem a bola na mão e Knox oferece-lhe isso. Para além disso, os bloqueios diretos com Porzingis seriam uma arma muito interessante, com dois jogadores que podem lançar de qualquer lado ou atacar o cesto.

Embora convenha repetir que aquilo que vimos de Knox foi num ambiente de Summer League, onde ele é melhor do que quase toda a gente que ali está a jogar, não há maneira de não ficar entusiasmado com o que o extremo mostrou. Esteve ao nível de um Jayson Tatum ou de um Donovan Mitchell na temporada passada e isso não é fácil. Acima de tudo, os Knicks precisam de algo para poderem construir o seu futuro e Knox pode ser isso mesmo. Com Porzingis e uns (esperam os adeptos dos Knickerbockers) melhorados Ntilikina e Robinson, comandados por um treinador com um potencial também ele tremendo, a porta de regresso à relevância pode estar finalmente a abrir-se para os Knicks.

Foto de Capa: New York Knicks

Carta Aberta a William Carvalho

William, tu foste mais um dos que rescindiu com o Sporting Clube de Portugal por causa das incompatibilidades com o anterior presidente, Bruno de Carvalho. E nem continuarás a ser “mais um”, pois decidiste avançar com essa rescisão.

Escreveste um texto de despedida e é sobre o mesmo que me quero debruçar também nestas linhas. Começas logo por dizer que é um dia difícil e que dizes adeus à família Sporting. Pois bem, pela carta de rescisão que apresentaste e pelo clube que escolheste para prosseguir carreira, não me parece que tenha sido um dia muito difícil para ti. Quem troca o Sporting pelo Betis não pode estar bem da cabeça e penso que te darás conta disso mais tarde. Se precisares, pergunta ao Ricardo, o guarda redes que saiu do Sporting para o Betis e depois andou a jogar no Vitória de Setúbal ou no Olhanense.

Depois, e acho esta a maior demonstração de hipocrisia que tens para conosco, disseste que, a sair, teria de ser da melhor forma possível para o clube. Bem, um campeão europeu, titular da seleção, sair por apenas dezasseis milhões de euros para um mediano clube espanhol não é claramente o melhor negócio para o Sporting. Bem sei que existem objetivos que podem valer dinheiro. Alguém acredita, por exemplo, que o Betis consiga apurar-se para a Liga dos Campeões? Pois…

William Carvalho começará em breve a trabalhar no clube de Sevilha
Fonte: Real Betis Balompie

Despedes-te com aquelas tretas de seres mais um adepto e o normal “bla bla bla” que os jogadores dizem quando abandonam os clubes para ir atrás de mais dinheiro. Quanto ao facto de seres adepto, não será por publicares “instastories” enquanto estás sintonizado no canal que transmita os jogos que serás tão adepto como nós. Tiveste a oportunidade de cumprir o sonho de muitos dos adeptos leoninos e agora estás a renegá-la devido a uma oferta do Betis. Nenhum de nós se esquecerá do escândalo que tu e o eu pai quiseram armar no último dia do mercado de transferências do verão de 2017, quando querias ir defender o West Ham na luta da manutenção em Inglaterra.

Por fim, resta-me desejar que Danilo Pereira, Ruben Neves, Javi García e Andrés Guardado tenham épocas em grande. Tudo isto para que tu possas evoluir, obviamente. Espero que continues a tua carreira e nunca alcances um clube tão grande como o Sporting.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol