No passado dia 23 de Junho foi aprovada a destituição da direção de Bruno de Carvalho em Assembleia Geral, com este resultado é inevitável que os/as sócios/as sejam chamados/as a eleger novamente quem querem no leme do clube, eleições essas que se realizarão no dia oito de Setembro.
Depois da destituição de Bruno de Carvalho, foi necessário recorrer a uma comissão de gestão até à realização de novas eleições. Em aproximadamente duas semanas, a comissão de gestão liderada por Sousa Cintra (re)começou a preparação da nova temporada e desde logo com algumas decisões polémicas que muita tinta fizeram e continuam a fazer correr. Acompanhe as análises às decisões, apresentadas de seguida.
Bruno Fernandes é, de forma quase unânime, o melhor jogador do Sporting. Foi, pelo menos, aquele que mais demonstrou ao longo da época transata: sempre com muita atitude, o médio chamado por Fernando Santos para o Mundial contribuiu, e muito, para o sucesso leonino com golos (e que golos!) e com assistências. Adorado por todos os adeptos, os nove milhões de euros investidos para a sua aquisição estão já mais do que justificados. Foi, por isso mesmo, que a apresentação da sua carta de rescisão provocou uma enorme tristeza na família sportinguista.
As cartas de rescisão podem ser vistas de duas formas: 1- os jogadores estão só a usar o pretexto das rescisões para darem o salto na carreira, e, se for esse o caso, não merecem voltar porque os sócios do Sporting não se sentem bem ao pagar o salário a jogadores que não querem representar o clube; 2- os jogadores sentem-se, de facto, atacados e julgam que não estão reunidas as condições para continuar no clube.
Porém, estas duas visões não são assim tão lineares e ambas podem ser anuladas com uma simples interrogação: por que razão só os jogadores com mercado apresentaram as respetivas cartas de rescisões?
Bruno Fernandes foi, dos jogadores, quem mais mereceu festejar Fonte: Sporting Clube de Portugal
Todavia, foquemo-nos agora no jogador em questão: Bruno Fernandes. É inegável dizer que Bruno Fernandes foi um jogador exemplar ao longo de toda a época. Recentemente, o médio declarou aos jornalistas que ainda era possível jogar no Sporting. Se assim o é, é fundamental analisar o porquê da mudança de decisão? Foi a destituição de Bruno de Carvalho? Foi a fraca prestação individual no Mundial? Foi o não ter encontrado nenhum clube que o satisfizesse? Restam muitas interrogações no que diz respeito à decisão de Bruno Fernandes, porém há duas alíneas a analisar: em termos desportivos, o Sporting deve receber Bruno Fernandes; em termos éticos, é uma questão dúbia e difícil de responder.
Após ter conquistado o apuramento para a Superfinal da Liga Europeia de 2018 em Baku, Portugal voltou à competição na etapa da Liga Europeia da Nazaré, tendo defrontado a Turquia – equipa que subiu esta temporada à divisão de elite do Futebol de Praia europeu. Embora seja um conjunto novo neste nível de competitividade, a Turquia deixou uma boa imagem, mas acabou por perder contra Portugal por 5-3.
Portugal entrou forte e, em cima da marca dos dois minutos de jogo, Jordan deixou o primeiro aviso. Segundos depois, Bê Martins recebeu um passe de Jordan e, após um excelente trabalho de pés, o número onze da seleção portuguesa fez o 1-0. Contudo, pouco depois, Recep, com muito espaço, disparou de longe e restabeleceu a igualdade.
Mesmo sendo, teoricamente mais forte, Portugal não estava a ser absolutamente dominador e a Turquia ia conseguindo ter alguma posse de bola e criar uma ou outra chance de golo. Exemplo disso, foi um pontapé de bicicleta de Keskin, ainda desviado na areia, que obrigou Andrade a voar e defender para canto. No entanto, a seleção nacional ia controlando a partida e depois de uma iniciativa individual de Bê Martins, que resultou num belo remate, Portugal voltou a passar para a frente do marcador.
Já dentro dos últimos dois minutos antes da pausa, com Portugal a controlar o jogo, Andrade tentou desequilibrar e rematou de longe, mas Mehmet esticou-se todo e impediu o terceiro golo português. Momentos depois, foi Madjer a procurar as redes turcas, mas o destino do lance foi exatamente o mesmo do anterior. Nos derradeiros instantes, a seleção das quinas voltou a ficar perto de marcar, mas um cabeceamento de Madjer passou ligeiramente ao lado da baliza de Mehmet.
Finalizado o primeiro período, Portugal vencia a Turquia por 2-1. O resultado não demonstrava a diferença de qualidade entre as duas formações, mas o estilo de jogo paciente dos comandados de Mário Narciso leva a que, por vezes, os golos não surjam com grande frequência. Todavia, Portugal controlava e apenas em alguns lances via Andrade ser incomodado.
Jordan apontou o 5-3 na sequência deste livre Fonte: Nazaré Beach Events
Portugal começou a segunda parte a controlar e cedo dispôs de um livre em zona bastante favorável. Contudo, Coimbra atirou por cima da baliza turca. Pouco depois, belo lance ofensivo começado em Andrade, que colocou a bola em Léo e este serviu Jordan que, por pouco, não fez o terceiro da tarde.
As oportunidades para a seleção nacional iam-se sucedendo, mas o esférico teimava a não voltar a entrar. Nem a Madjer deu essa gentiliza. A Turquia, por vezes, também conseguia chegar à baliza portuguesa e através de Keskin, sobretudo ele, ia dando trabalho a Andrade.
A meio da segunda metade, Von conseguiu “sacar” um livre-direto a Erkan e em posição frontal, o jovem jogador português atirou rasteiro, apontando o 3-1.
O golo fez bem a Portugal, pois recuperou o controlo da partida e apesar da Turquia ainda conseguir chegar junto da baliza de Andrade já não o fazia com a mesma facilidade, nem com mesma frequência que anteriormente. De forma paciente, a seleção nacional ia tentando construir lances de golo e avolumar o score. Todavia, não era fácil passar pela defensiva turca.
Já perto do final do período, Jordan sofreu falta de Recep, que acabou por ver um cartão amarelo, em zona extremamente favorável. O número cinco de Portugal tomou muito balanço, mas acabou por rematar à figura de Mehmet.
À entrada para o último minuto, Madjer aproveitou uma bola em excelentes condições e com um grande remate de pé esquerdo, fez tremer o travessão da baliza turca. O quarto golo ficou a milímetros.
Concluído o segundo período, Portugal continuava na dianteira, mas desta feita por 3-1. Apesar da Turquia ter estado bem durante boa parte dos segundos doze minutos do encontro, não conseguiu marcar. Através de um golo de livre direto, a seleção nacional recuperou o controlo do jogo, mas, também, conseguiu melhorar os índices defensivos e, somente por pouca sorte, não alcançou uma vantagem mais segura.
A Turquia foi a primeira seleção a dar um sinal de perigo na última parte, mas Andrade, com uma excelente defesa, evitou o golo turco. Porém, cerca de um minuto depois, numa jogada em que a “redondinha” passou pelos irmãos Martins e Coimbra, Bê Martins fez o 4-1. Pouco depois, Turkmen tentou um pontapé de bicicleta, mas Andrade defendeu a bola para canto.
Os turcos não baixavam os braços e depois de muito insistir, Keskin, com uma bicicleta, reduziu a desvantagem para 4-2. Pouco depois, numa jogada de insistência, Keskin roubou a bola a Torres e, apenas com Andrade pela frente, atirou a contar. Num curto espaço de tempo, Portugal via uma vantagem confortável, passar para a margem mínima. Esta situação de jogo poderia ter durado uns breves momentos, mas Mehmet conseguiu parar um forte remate de Jordan no lance de retoma do jogo.
A “almofada de conforto” de três golos de que Portugal dispôs já não era real e a seleção nacional voltou para o controlo do jogo e por algumas vezes esteve perto de marcar. Exemplo disso foi um cabeceamento de Coimbra à barra da baliza turca. A Turquia não desistia e após uma perda de bola de Bê Martins que ficou a milímetros do golo. No entanto, pouco depois, Jordan, de livre-direto, rematou rasteiro e fez o 5-3.
Terminado o encontro, Portugal venceu a Turquia por 5-3. Resultado algo equilibrado, consoante as diferenças entre as equipas, mas justificado pela grande combatividade demonstrada pelo conjunto turco, seleção que está a fazer a sua estreia na Divisão A da Liga Europeia, pois nunca baixou os braços, tendo lutado sempre contra a adversidade com as “armas” de que dispunha. A seleção portuguesa, por sua vez, realizou um bom jogo, mas com algumas alturas menos boas, assim como algum azar a nível ofensivo, impediram que a margem tivesse sido outra.
O Kazan Arena recebeu o segundo jogo dos quartos-de-final, entre o Brasil e a Bélgica, numa das grandes partidas em perspetiva.
As duas equipas começaram por se estudar mutuamente, ao procurarem, desde cedo, chegar à área adversária. Aos 8 minutos, um canto de Neymar descobriu Thiago Silva, que desviou no poste e quase marcava para a canarinha.
Na sequência, aos 13 minutos, um remate de Fellaini deu canto para os Diabos Vermelhos, que conseguiram ser felizes. Chadli cruzou para a área e, na resposta, Fernandinho cortou para dentro da baliza de Alisson, fazendo o primeiro golo para o conjunto de Roberto Martinez.
A canarinha foi à procura do empate, mas a Bélgica não se deixou ficar e mostrou o porquê de ser uma das sensações desta competição. Philippe Coutinho (20’) e Marcelo (26’) usufruíram de duas boas oportunidades, mas Courtois defendeu com segurança.
O Brasil não sossegou, mas a robustez defensiva dos Diabos Vermelhos impediu a inversão no resultado. Aos 31 minutos, um canto de Neymar cortado pela defensiva belga permitiu a arrancada de Lukaku, que assistiu para De Bruyne, que finalizou com precisão, elevando a vantagem belga, provando que não é preciso rematar muito para se ser eficaz.
A canarinha não desistiu de lutar. O cabeceamento de Gabriel Jesus (31’) e o tiro de Philippe Coutinho (38’) fizeram mossa, mas sem sucesso. Do outro lado, um excelente livre de Kevin De Bruyne (41’) e um remate de Kompany (42’) estiveram muito perto do terceiro golo belga.
Na segunda parte, o Brasil manteve o mesmo ritmo, com mais posse e circulação de bola, ao que os Diabos Vermelhos responderam com a mesma consistência e robustez.
Ao minuto 57, um belíssimo gesto técnico de Gabriel Jesus é travado por Kompany, que fez falta na grande área, indicando a clara marcação de grande penalidade. Porém, esse não foi o veredicto do árbitro, que mandou seguir jogo.
Renato Augusto ainda fez balançar as redes belgas, mas foi insuficiente Fonte: FIFA
Até ao final da partida, tempo para as substituições e faltas de parte a parte. O Brasil acusou a desvantagem, mas não desistiu. Aos 76 minutos, um cruzamento de mestre de Philippe Coutinho descobriu Renato Augusto, que cabeceou para o 2-1, batendo Courtois pela primeira vez.
O tento animou a canarinha e relançou a partida, mantendo a esperança da qualificação acesa, projetando uma sequência final ao mais alto nível.
Com o empate em mente, Renato Augusto (81’), Philippe Coutinho (84’) e Neymar (90+4’) usufruíram de três oportunidades preciosas para chegar ao empate, mas falharam, graças a Courtois, que mostrou reflexos estrondosos.
Apesar dos esforços e de toda a expetativa e ansiedade, o resultado final acabou por ditar a vitória belga e a eliminação de um dos candidatos à vitória no Campeonato do Mundo.
Com o triunfo, a Bélgica parte para as meias-finais como um sério candidato à vitória neste Mundial.
Na próxima fase, os Diabos Vermelhos medem forças com a França, numa autêntica final antecipada. O jogo tem lugar na próxima terça-feira, dia 10.
Onzes Iniciais:
Brasil: Alisson; Marcelo, Miranda, Thiago Silva e Fagner; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto 73’), Neymar, Philippe Coutinho e Willian (Roberto Firmino 46’); Gabriel Jesus (Douglas Costa 58’)
Bélgica: Courtois; Vertonghen, Kompany e Alderweireld; Witsel, Fellaini, Meunier e Chadli (Vermaelen 83’); De Bruyne, Hazard e Lukaku (Tielemans 87’)
Verdadeiros e intransponíveis tanques, colocados estrategicamente em frente ao setor recuado como garantia de estabilidade e equilíbrio defensivo, fatores determinantes em equipas onde o foco se mantém, essencialmente, no ataque. Fernando e Paulo Assunção, quem vencerá este duelo?
Dados estatísticos:
– Fernando
Idade: 30 anos
Peso/altura: 78 kg/183 cm
Internacionalizações: –
Jogos/golos pelo FC Porto: 226 jogos/6 golos
Títulos pelo FC Porto: 4 campeonatos, 3 Taças de Portugal, 5 Supertaças e uma Liga Europa
– Paulo Assunção
Idade: 38 anos (já retirado)
Peso/altura: 67 kg/173 cm
Internacionalizações: –
Jogos/golos pelo FC Porto: 103 jogos/0 golos
Títulos pelo FC Porto: 3 Campeonatos, 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça
Comparação:
– Fernando surge no FC Porto como o sucessor do Paulo Assunção, entretanto transferido para o Atlético de Madrid, em 2008.
– Fernando fez mais do dobro dos jogos de dragão ao peito (226) em relação a Paulo Assunção (103), daí também ter mais golos marcados que o antecessor (6/0).
– Fernando foi adquirido, em 2007, aos brasileiros do Vila Nova FC por 700 mil euros, sendo posteriormente vendido em 2014 aos ingleses do Manchester City por 15 milhões de euros. Já Paulo Assunção custou aos cofres dos azuis e brancos qualquer coisa como dois milhões de euros quando, em 2004, foi contratado ao CD Nacional. Em 2008 foi vendido ao Atlético de Madrid por três milhões de euros.
– O primeiro gerou uma mais valia na ordem dos 14, 3 milhões, já o segundo ficou-se por “apenas” um milhão.
– A nível de conquistas, e em virtude de ter mais anos de casa, Fernando acaba a frente de Paulo Assunção (13-6), conseguindo até um troféu europeu, em 2011.
A passagem da seleção portuguesa no mundial de 2018, na Rússia, já terminou com a sua chegada até aos oitavos de final. O que faltou a esta seleção para chegar mais longe? O que será necessário mudar para o Euro de 2020?
Na primeira fase do mundial, Portugal estava inserido no grupo B com Espanha, Irão e Marrocos. O primeiro jogo frente a nuestros hermanos resultou num empate a três bolas com Ronaldo em destaque. Já frente a Marrocos, a seleção das quinas conseguiu marcar um golo e vencer a partida, apesar de um jogo menos conseguido. Na última jornada Portugal empatou frente ao Irão, num jogo muito fraco mas que permitiu a continuação de Portugal no mundial. Já frente ao Uruguai, a nossa seleção apresentou um futebol teoricamente mais positivo mas o resultado não acompanhou a exibição.
Feito o rescaldo da participação de Portugal no Mundial, é altura para começar a olhar para o Euro 2020 e para a remodelação que será necessária nesta seleção. São necessárias algumas mudanças para aproveitar a grande fornada de jogadores que teremos em 2020.
Para já, no comando da seleção. A participação de Portugal no Mundial ficou abaixo daquilo que era esperado. Fernando Santos, timoneiro da seleção das quinas, foi um dos responsáveis pelo mau futebol da seleção, por alguma descoordenação entre setores e por algumas escolhas duvidosas.
Fernando Santos foi o principal responsável pelo mau futebol luso Fonte: FPF
É certo que não devemos ter memória curta mas a aposta noutro selecionador, pese embora a conquista epopeica do Euro, devia estar em cima da mesa. Rui Jorge, homem que tem feito um trabalho de grande nível nos sub-21, poderia ser uma boa opção.
Portugal e Argentina. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Ficaram pelo caminho no mundial da Rússia às mãos de, respetivamente, Uruguai e França. Ambas as seleções mediram forças no primeiro jogo dos ‘quartos’ do Campeonato do Mundo, no Nizhny Novgorod.
Os sul-americanos, como seria expectável, ‘deram’ a bola aos gauleses e esperavam no seu meio-campo defensivo. Aos 5’, Stuani, que substituiu Edinson Cavani, já dentro da área, atirou muito torto. À chegada do primeiro quarto de hora, num lado do campo, Hugo Lloris tirou o perigo da sua pequena área na sequência de um canto e, no outro, Mbappé não reparou que estava completamente sozinho dentro da área e cabeceou por cima, sem perigo.
As situações de maior perigo estavam reservadas para o fim da primeira parte, desde logo, com o golo francês. Griezmann bate um livre da direita e Raphael Varane desvia para golo. Os franceses marcavam aos uruguaios como Portugal fez: de bola parada. Por outro lado, é inegável que a crença da ‘Celeste’ é incomensurável e, também de livre, o Uruguai quase chegou ao empate. Torreira levantou para Caceres que cabeceou para enorme intervenção de Hugo Lloris. A França chegava ao intervalo em vantagem.
A segunda parte começou com um lance um pouco premonitório. Muslera (48’) tenta dribar Antoine Griezmann e perde a bola para o avançado, mas a bola acabou por sair pela linha de fundo. Ufa!…
Aos 61’, o golo que selou o resultado e abriu uma grande chaga na alma uruguaia. Antoine Griezmann atira de fora da área à figura de Fernando Muslera, mas o guarda-redes deixa fugir a bola por entre as mãos com o esférico a entrar nas suas costas. Griezmann não festejou contra a sua, como havia referido, “segunda pátria”. O Uruguai sentiu o fatal erro.
O imponente estádio Nizhny Novgorod esteve hoje lotado para a sua ‘despedida’ do mundial da Rússia Fonte: FIFA
Até final a França controlou o jogo. O Uruguai nunca desistiu, é certo. Isso nunca acontece, mas a diferença de qualidade ficou bem expressa. Cavani fez muita, muita falta aos comandados de Óscar Tabárez.
Ainda não é oficial, mas têm vindo a público algumas notícias que avançam no sentido da prolongação do vínculo contratual de Luisão, mantendo o actual Capitão do Sport Lisboa e Benfica por mais uma temporada no Estádio da Luz.
Não vale a pena introduzir Luisão ao leitor, uma vez que – sendo ou não Benfiquista – toda a gente conhece o percurso deste como jogador. A ficar mais esta temporada, o “Girafa” cumprirá a sua 16ª. temporada de águia ao peito, atingindo números algo invulgares actualmente para um jogador ao serviço de um clube. Sem qualquer dúvida, temos de admitir que o central brasileiro se tem pautado pela sua regularidade desde que chegou ao SL Benfica.
Apesar de alguns percalços ao longo da sua estadia no Estádio da Luz, Luisão é, hoje, um símbolo e é tido em conta como um elemento preponderante do balneário na transmissão dos valores do Clube aos jogadores mais jovens e aos que cá chegam. Mas será que continua a fazer sentido manter nos nossos quadros um jogador que pouco joga e que cujo salário se aproxima do tecto salarial? Não haverá mais ninguém no plantel capaz de passar a mensagem aos restantes jogadores com a mesma qualidade com que Luisão passa? Não serão Jardel, André Almeida, Salvio ou Jonas capazes disso? Até mesmo o jovem Rúben Dias, que possui já acentuados índices de liderança para a sua idade? Ou o próprio Rui Vitória, como treinador e Benfiquista? Porque não oferecer a Luisão um cargo na equipa técnica ou na Estrutura, de forma a manter-se de igual forma perto dos jogadores e poder acompanhá-los no seu processo evolutivo?
Depois de Lindelöf, Rúben Dias foi mais um jovem que soube aproveitar a ausência por lesão de Luisão para assegurar o seu lugar no 11 inicial Fonte: SL Benfica
A sensação que fica é que, tendo em conta as opções existentes no plantel, Luisão vê cada vez mais de longe o seu lugar no 11 inicial. Germán Conti e Cristián Lema chegam à Luz com rótulo de jogadores de qualidade e não nos podemos esquecer de Jardel e Rúben Dias. Neste momento, Luisão será a quinta opção para o eixo da defesa. Ora, tudo isto me parece bastante absurdo, tendo em conta a idade de Luisão e o salário que aufere (e que continuará a auferir após esta possível renovação!). Também não quero ser ingrato para com o “Girafa” e dar a ideia que deveriamos livrar-nos dele. Nada disso. Simplesmente há que saber reconhecer quando não dá mais.
Na temporada passada, já vimos um Luisão algo limitado tanto fisica como técnicamente. Assim de repente, recordo a derrota no prolongamento em Vila do Conde para a Taça de Portugal onde, apesar do golo marcado, saiu com queixas físicas antes dos 90 minutos, obrigando-nos a jogar o prolongamento inteiro com menos um jogador e também a partida em casa contra o Tondela, em que os três golos da equipa beirã acontecem todos após falhas do central brasileiro.
Por outro lado, manter Luisão no plantel é ir fechando as portas a uma nova geração de defesas-centrais que vai aparecendo no Seixal. Ferro e Kalaica poderiam (e deveriam) fazer parte deste plantel e Pedro Álvaro teria que treinar de quando em vez com o plantel principal, à imagem do que acontecia na temporada passada com João Félix e Gedson. Tapar o lugar a estes jovens de tanta qualidade é caminhar no sentido contrário da filosofia que se tem vindo a apregoar nos últimos anos.
Para já, Luisão tem treinado normalmente com o plantel. Veremos como fica resolvida esta questão, assim que Rúben Dias regressar das férias pós-Mundial.
O Tour de France 2018, a mais importante prova velocipédica mundial, está aí à porta e o Bola na Rede vai analisar todas as equipas presentes individualmente, apontando as suas forças e fraquezas para tentar brilhar em terras gaulesas.
Na quarta e última parte, a Team Sky do campeão em título Chris Froome é o prato principal, mas há outro vencedor do Tour em Vincenzo Nibali da Bahrain Merida e a equipa com mais vitórias do mundo, a Quick-Step Floors. A UAE Team Emirates e a Fortuneo – Samsic fecham o lote.
Parte 1 (Lotto-Soudal, Team LottoNL-Jumbo, BORA-hansgrohe, Groupama-FDJ, Mitchelton-Scott, AG2R La Mondiale)
Parte 2 (Dimension Data, Cofidis, Movistar Team, Direct Energie, Astana, BMC)
Parte 3 (Trek-Segafredo, EF Education First, Team Katusha-Alpecin, Wanty-Groupe Gobert, Team Sunweb)
Passados 21 anos desde a última presença em campeonatos nacionais, o Benfica vai voltar a ter uma equipa de andebol feminino em competição. O clube da Luz vai contar com um plantel, já na próxima época, a competir na segunda divisão.
O andebol feminino é um velho conhecido do Benfica, que é o segundo clube com mais troféus na modalidade, atrás do Madeira Sad. Sete campeonatos nacionais, seis taças de Portugal e duas supertaças são um fator moralizador para a equipa estreante, que se formará maioritariamente por jogadoras jovens.
A aposta do Benfica trata-se de um passo gigante na modalidade. Não só o andebol feminino “recebe” um clube de grande dimensão, que certamente vai atrair muitos apoiantes, como passa a contar com um clássico vencedor de títulos. As competições de andebol feminino vão beneficiar e muito com a formação benfiquista.
O Benfica esteve sem a prática de andebol feminino durante 21 anos Fonte: Andebol Portugal
O andebol feminino iniciou-se no Benfica na época de 1971/72. Durou até à época de 1992/93, com um breve regresso de apenas uma época em 1996/97, estando extinto até agora.
O projeto dos encarnados é ambicioso: chegar à primeira divisão e fazer aumentar o número interno de jovens praticantes. O mais desejável seria que outras equipas acompanhassem esta iniciativa. Os principais rivais, Sporting e Porto, não têm equipa de andebol feminino e poderiam dar o mesmo passo para o bem da modalidade.
O Benfica, com esta medida, sustenta a aposta no desporto feminino e passa a ter equipas femininas em todas as modalidades de pavilhão, tal como masculinas. Uma autêntica promoção do desporto, em Portugal, vinda dos lados da Luz.