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Carta Aberta a Luís Filipe Vieira

Caro Presidente,

Antes de lhe endereçar o que quer que seja, tenho de o elogiar: você é um dos presidentes mais importantes da história do Benfica. Num dos momentos mais negros do clube – o final da década de 90 – foi capaz de acordar o gigante europeu adormecido. De restaurar a credibilidade perdida algures entre a ingenuidade de Fernando Martins e a vigarice de Vale e Azevedo, um sujeito que atirou, dissimuladamente, o nome Benfica para a lama.

Os seus primeiros tempos não foram fáceis, todos sabemos: tomou opções duvidosas no que respeita ao futebol, despediu treinadores sem conhecimento de causa, e deu muitos tiros nos pés na contratação de jogadores. Nem tudo foi mau, porém. Inaugurou o centro de treinos no Seixal, melhorou o nível das modalidades, aumentou o activo e fez parcerias comerciais importantes.

O futebol só começou a ser olhado com competência quando encontrou uma estrutura forte. No virar da primeira década do século, fez bem em persuadir Rui Costa a juntar-se a si. O eterno 10 trouxe paixão, credibilidade e sobretudo conhecimento ao clube.

Passou a investir mais na equipa e contratou Jorge Jesus, que foi, por muito que você e alguns benfiquistas não queiram admitir, um dos pilares para a mudança de paradigma no Benfica e no futebol português. O treinador trouxe experiência de muitos anos de primeira liga, aliado a um conhecimento fora do normal. Claro que o presidente garantiu-lhe todas as armas. Deu-lhe os jogadores solicitados e segurou-o em momentos de aperto. Palmas a isso.

O Porto passou a olhar para nós de outro modo, desconfiado, e percebeu que o Benfica estava a mudar. Que não bastava ser suficiente, era urgente ser extraordinário. E isso deveu-se, em grande parte, à capacidade do presidente em escolher os melhores – treinadores, jogadores e scout.

Depois, quando tomou a arriscada decisão – para não dizer mais – de deixar sair Jorge Jesus, alterou a forma de atuar. Baixou o investimento, fez bandeira da formação e contratou um treinador razoável. Depois da mudança, as coisas correram bem nos dois primeiros anos. O mais recente foi terrível.

Luís Filipe Vieira está há 14 anos à frente dos destinos do Benfica
Fonte: SL Benfica

O mais recente foi terrível e não foi só pelos resultados desportivos. Foi terrível pelos ataques ferozes do Porto, que não podem ser esquecidos por qualquer benfiquista consciente. É sabido que muitos desses ataques foram o equivalente a atirar barro à parede. Tentativas para desestabilizar o clube e a equipa, acusando tudo e todos. Independentemente de essas acusações virem, ou não, a ser provadas, a sua resposta não foi a mais adequada. As palavras do presidente a estes ataques foram pouco recomendáveis. O que fez foi cerrar os dentes, qual cão raivoso, e prometer guerra. Mas não desmentiu, não apresentou provas, nem sequer contestou. Só prometeu dinamitar os adversários. Acresce a isto o facto de continuar a acompanhar-se de figuras como Paulo Gonçalves. Um homem que já trabalhou no Boavista e no Porto, no auge do caso Apito Dourado.

Presidente, o que tem de fazer é deixar que o que se passa dentro de campo continue a ser o modo de ultrapassar as coisas. Tornar-se mais credível e honrado, enobrecer o Benfica e os benfiquistas. Foi assim que você mudou o paradigma, primeiro institucionalmente, depois desportivamente, e é assim que as coisas têm de ser feitas. Chega de colocar o Benfica ao nível dos outros. O Benfica é maior que eles.

Peço-lhe, presidente, que continue a honrar o Sport Lisboa e Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Perdidos no tempo: Cristian Sapunaru

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fc porto cabeçalho

Foi jogador do FC Porto ao longo de cinco anos, entre 2008 e 2012, e ocupava o lado direito da defesa. Cristian Sapunaru disputou a titularidade com Fucile e acabou por sair aquando da chegada do brasileiro Danilo. Se a sua entrada no onze inicial nem sempre era opção, com a entrada de Danilo passaria a ser uma miragem.

Vindo da Roménia, o seu país natal e onde sempre havia jogado, chegou ao Porto do Rapid de Bucareste numa transferência que custou aos dragões 2.5 milhões por 50% do passe. Começou a carreira no FC National Bucuresti, jogou em Espanha e voltou à Roménia, mas o ponto alto do seu percurso foi vestido de azul e branco. Sapunaru fez parte do plantel às ordens de André Vilas Boas que partiu à conquista de Dublin, com a vitória na final da Liga Europa, em 2011, frente ao SC Braga. O defesa direito foi opção no onze inicial da partida e tem, indubitavelmente, o seu nome inscrito num dos momentos altos da história do clube.

Sapunaru fez parte do onze inicial que venceu a Liga Europa em 2011 ao serviço dos dragões
Fonte: FC Porto

O nome de Sapunaru está, também, associado a um outro momento, não de conquista, mas de polémica: o caso do túnel da Luz. Junto com Hulk, viu-se envolvido em incidentes após o jogo com o SL Benfica que o deixaram algum tempo afastado dos relvados. Depois de uma pena inicial de seis meses, viu o recurso submetido ter efeitos e o período ser reduzido para quatro jogos.

Atualmente a jogar na Turquia, o romeno voltou a ser notícia em Portugal em janeiro de 2017, com um gesto de fair play, no mínimo, estranho. Por considerar que a equipa que representava na altura, o Astra Giorgiu, tinha sido beneficiada, Sapunaru falhou, de forma propositada, um penalty. O insólito aconteceu num particular com os polacos do Pogon.

Em 96 jogos realizados pelo FC Porto, assinou dois golos e, da Invicta, rumou para o Real Zaragoza. Sapunaru é também internacional romeno, tendo realizado até ao momento 27 jogos ao serviço da seleção do seu país.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Brasil-Bélgica: O que esperar e como jogar contra os Diabos Vermelhos

O Brasil bateu o México nos oitavos de final do Mundial. Com uma atuação segura, Neymar e Roberto Firmino foram os autores dos golos da seleção canarinha e carimbaram o passaporte brasileiro à próxima fase. O adversário nos ‘quartos’ será a Bélgica. A seleção belga é muito comentada no mundo do futebol e essa geração é denominada de “A Maravilhosa Geração Belga”. Mas será que é um adversário realmente perigoso para a seleção pentacampeã mundial? Evidente que sim. A Bélgica será o adversário mais difícil que o Brasil enfrentou até o momento e todo o cuidado é pouco.

A Bélgica joga em 3-4-2-1, mas sem a bola Carrasco e Meunier fecham na primeira linha de defesa e impedem as jogadas pelas pontas. Essa variação tática é frequente durante os jogos da seleção. O meio-campo é extremamente qualificado e com jogadores que podem decidir uma partida na única chance que tiverem. Kevin De Bruyne joga ao lado do Witsel mas tem a função de iniciar a transição ofensiva. Mertens e Hazard compõem as criações no ataque e na frente têm o excelente Lukaku. As jogadas aéreas são muito perigosas e é preciso que a seleção brasileira evite que as bolas sejam alçadas na aérea.

Porém, o Brasil pode explorar algumas deficiências dos belgas. A defesa, formada por três centrais, é muito pesada e o jogo de aproximação pode ser uma boa alternativa para furar o bloqueio belga. Para isso é preciso que o Gabriel Jesus procure participar mais efetivamente das jogadas de ataque e que crie espaço na defesa adversária. Na verdade, Roberto Firmino está a pedir a titularidade na seleção e pode ser esse o jogador diferente que o Brasil pode precisar contra a Bélgica, já que Jesus não está a fazer um bom campeonato do mundo. Não cria situações de perigo, não abre espaço na defesa adversária, não participa efetivamente das jogadas ofensivas e não faz golos. Tem a sua importância tática, mas para um ponta-de-lança essa não deveria ser a maior função do atleta em campo.

O meio-campo belga é de alto nível, mas peca na marcação. Com Willian e Coutinho a jogar bem abertos também podem inibir os avanços de Carrasco e de Meunier. Inibir esses avanços significa que a Bélgica terá menos possibilidades de cruzar a bola para a área do Brasil, mas para isso é preciso que o Brasil tenha a posse de bola e jogue com objetividade. Seja pelas pontas seja a variar as jogadas pelo meio, os brasileiros têm qualidade para tal.

Willian foi o melhor jogador em campo na partida contra o México, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia
Fonte: CBF

Para o confronto contra a Bélgica, o Brasil terá a ausência do trinco Casemiro. O jogador do Real Madrid fará muita falta para a seleção, pois em muitos momentos joga praticamente sozinho na marcação no meio-campo. Sem Casemiro, Fernandinho deve ser o titular, Fagner deve ser mantido na lateral direita mesmo com a recuperação do Danilo.

O Brasil também demonstrou alguns pontos fracos, já que Paulinho em muitos momentos pareceu estar perdido em campo. Não auxilia como deveria na marcação pelo meio, deixando assim o Casemiro muito sobrecarregado e no primeiro tempo contra o México, por exemplo, não fechou junto de Fagner na marcação pela direita, permitindo que o adversário explorasse bastante aquele setor do campo.

Como o meio campo belga é de extrema qualidade, é necessário que o Brasil também tenha um meio-campo mais encorpado e forte na marcação, o que exigirá de Willian e Coutinho uma disciplina tática impecável, principalmente para compor as linhas de marcação quando o Brasil estiver sem bola.

Brasil-Bélgica tem tudo para ser um dos melhores jogos do Mundial da Rússia. Duas seleções que possuem “ADN” ofensivos, mas que jogam de maneiras distintas. Quem passar jogara´frente ao vencedor do França-Uruguai, que também será um jogo extraordinário. Agora a Copa está cada vez mais difícil e as seleções sabem que qualquer erro será fatal. Para o Brasil o sonho do hexacampeonato continua bem vivo.

Foto de Capa: CBF

Artigo revisto por: Jorge Neves

Formação: Duas épocas sem títulos!

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fc porto cabeçalho

A formação do FC Porto não atravessa um grande momento no que aos resultados diz respeito. Pela segunda época consecutiva não foi conquistado qualquer título. E mais preocupante do que a não conquista de títulos, é a diferença de nível apresentada para os rivais SL Benfica e Sporting CP. Ainda no passado sábado, os Sub 17 do FC Porto, perderam por cinco bolas sem resposta com o SL Benfica.

A pergunta que se deve fazer é o porquê desta situação?! Na minha opinião, não é por falta de talento dos atletas nem por falta de competência dos treinadores. O problema é mais profundo e global. Neste momento, as infraestruturas disponibilizadas estão longe de ser as ideais e, comparadas com os rivais, então as diferenças são ainda mais gritantes.

Talento é coisa que não falta na formação azul e branca
Fonte: FC Porto

É evidente que a saúde financeira do clube não permite grandes investimentos, mas era urgente a construção de uma academia para o futebol de formação, academia essa que era uma das prioridades do presidente Pinto da Costa para este seu mandato. Não faz qualquer sentido os escalões Sub 15 e Sub 17 treinarem no Vitalis Park e jogarem no Olival, a equipa B treinar no Olival e jogar em Pedroso e os atletas estarem a viver em outro local. Centralizar tudo num único local seria o ideal.

Uma percentagem das vendas de André Silva, Ruben Neves e Diogo Dalot devia ser canalizada para este projeto. A formação do clube tem de ser um dos pilares da política desportiva do FC Porto. Existe talento e a área de recrutamento é enorme e isso não pode ser desperdiçado.

Uma análise profunda deve ser feita porque um clube com a tradição e dimensão do FC Porto não pode em seis jogos das fases finais dos escalões de Sub 15, Sub 17, Sub 19 perder os seis com o SL Benfica.

Além do investimento nas infraestruturas que é fundamental, os critérios utilizados para as escolhas e dispensas nos diversos escalões deve ser revista. Jovens com imenso talento tem sido dispensados ou pouco utilizados em detrimento de algumas escolhas que levantam muitas dúvidas. Algo tem de ser feito porque uma época como esta não se pode repetir.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting faz o pleno nas modalidades

No passado sábado, o Pavilhão João Rocha voltou a vestir-se de gala para receber o quinto jogo da final do “play-off” do campeonato nacional de futsal. O Sporting Clube de Portugal acabou por vencer o dérbi eterno diante do Benfica, com recurso a pontapés de penálti após empate a três golos no prolongamento, sagrando-se tricampeão nacional de futsal.

A primeira temporada do Pavilhão João Rocha terminou em pleno, a verdadeira casa de vitórias e de títulos dos leões, como outrora havia sido a Nave de Alvalade. Terminada a época desportiva, o Sporting Clube de Portugal sagrou-se tricampeão de futsal, bicampeão de andebol, campeão de hóquei em patins e de voleibol.

Fortino e Divanei despediram-se do Sporting como campeões nacionais
Fonte: Sporting CP

No futsal, a equipa liderada por Nuno Dias teve pela frente uma época desafiante. Recorde-se que os leões disputaram 54 jogos, somando 47 vitórias, três empates e quatro derrotas. Uma temporada de enorme sucesso e títulos – Taça de Honra, Supertaça, Taça de Portugal, finalista da Taça da Liga e UEFA Futsal Cup, Campeonato Nacional. Este ciclo vitorioso culminou com a conquista, neste fim-de-semana, do Tricampeonato, o sétimo título nos últimos nove anos, o 15º do palmarés leonino. A conquista do campeonato fica ainda marcada pela despedida de vários craques, Diogo, Caio Japa, Robocop Fortino, Djô, que durante muitas temporadas estiveram no reino do leão.

Tour de France 2018: As equipas (Parte 3)

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O Tour de France 2018, a mais importante prova velocipédica mundial, está aí à porta e o Bola na Rede vai analisar todas as equipas presentes individualmente, apontando as suas forças e fraquezas para tentar brilhar em terras gaulesas.

A terceira parte olha para três equipas com ambições de vencer o Tour, a EF Education First com Rigoberto Uran, a Team Sunweb de Tom Dumoulin e a Team Katusha-Alpecin através de Ilnur Zakarin. A Trek-Segafredo e a Wanty – Groupe Gobert são os outros dois conjuntos analisados.

Parte 1 (Lotto-Soudal, Team LottoNL-Jumbo, BORA-hansgrohe, Groupama-FDJ, Mitchelton-Scott, AG2R La Mondiale)

Parte 2 (Dimension Data, Cofidis, Movistar Team, Direct Energie, Astana, BMC)

Parte 4 – brevemente

Até Domingo: Diamond League, Europeus Sub-18 e Campeonatos de Portugal

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De hoje até Domingo motivos de interesse não faltarão no Atletismo, seja a nível nacional, continental ou mundial, dos séniores ou dos mais jovens!

Como grandes destaques teremos o meeting de Lausanne a contar para a Diamond League que promete provas de enorme valor e que estão a gerar grande expectativa, teremos os Campeonatos de Portugal e os Europeus Sub-18 que começam hoje!

Os 5 melhores centrais da última década do FC Porto (2008-2018)

fc porto cabeçalhoÀ boleia das recentes boas exibições de Pepe no Mundial da Rússia (para mim o melhor jogador da nossa seleção) mas, principalmente, depois dos abandonos livres de encargos de Diego Reyes e Iván Marcano, que, pese embora a qualidade evidente de jovens formados no clube,  como Diogo Leite, Diogo Queiroz ou Chidozie, levam a uma urgente necessidade de ir ao mercado contratar pelo menos um (dois será o ideal) defesa-central para a próxima época, o Top desta semana foca-se, precisamente, nos jogadores desta posição.

Por estas razões, e porque o FC Porto sempre foi uma das melhores escolas de centrais a nível europeu (tanto a formar jovens portugueses, como a moldar estrangeiros contratados), considero pertinente elaborar um Top 5 de jogadores que desempenharam essa função ao serviço do clube. Para uma melhor avaliação e apreciação dos jogadores decidi incluir apenas jogadores que tenham representado o FC Porto na última década (2008-2018) e, como tal, algumas lendas como, por exemplo, Aloísio (estrangeiro com mais jogos pelo clube), Jorge Costa, Ricardo Carvalho ou o próprio Pepe não estarão presentes na lista.

Antes de iniciar o top propriamente dito, deixar uma palavra a Felipe que, não estando presente nos eleitos, tem demonstrado uma qualidade e um carinho pelo clube que, acredito eu, com mais anos de casa e mais jogos nas pernas, lhe abrirão as portas de exercícios semelhantes a este no futuro.

Feita a ressalva, aqui fica o meu Top:

Um campeão europeu não tem objetivos mínimos

O título diz tudo sobre o que vou falar neste artigo. Estou e estarei eternamente agradecido ao mister Fernando Santos. Por finalmente ter levado a nossa nação futebolística a atingir o céu que tanto andava a tentar desde 2000. Fui um defensor da sua contratação, após o despedimento de Paulo Bento, porque gostei do seu trabalho no mesmo posto da seleção nacional da Grécia. Achei, naquela altura, que Fernando Santos trazia exatamente o modelo de jogo que Portugal precisava para ser feliz, um jogo frio e cruel para os adversários. Dadas as características do nosso plantel, que cada vez mais era Ronaldo dependente, achei também que o estilo de jogo de Fernando Santos se encaixaria que nem uma luva, para reforçar o coletivo. Não estava enganado, a verdade é que foi com Fernando Santos que conquistamos o nosso primeiro título internacional e o mister merece muito do crédito por esse feito.

As coisas mudam, no entanto, a partir daí e o nosso mister, infelizmente, parece não ter mudado muito. Fomos campeões europeus, a responsabilidade de Portugal muda totalmente, não somos mais os underdogs. Não quero soar como um mal-agradecido, quero antes que quem estiver a ler entenda que sou apenas uma pessoa ambiciosa. E é essa mesma ambição que me leva agora a dizer que Fernando Santos já não é o homem indicado para liderar os destinos da nossa seleção nacional.

Ora vejamos, se no Euro 2016 concordei e defendi totalmente o modelo de jogo usado por Fernando Santos, pois era um modelo que se encaixava bem às características que tinha no seu plantel, acho que esse mesmo modelo, atualmente, já não tem a mesma utilidade e necessidade visto que uma nova geração está a entrar. Fernando Santos parece, no entanto, estar agarrado a esse modelo que lhe trouxe o sucesso e não consegue entender que jogadores como Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson Martins etc… Não se adequam a um modelo de jogo tão defensivo e com pouca velocidade. Um treinador tem que adequar o seu jogo conforme os jogadores que tem, isto é ainda mais fundamental quando falamos de um selecionador nacional que não pode simplesmente ir ao mercado e comprar os jogadores que mais se adequem ao seu modelo de jogo. Fernando Santos tinha que entender que uma grande geração, vice-campeã europeia sub-21, muito bem trabalhada por Rui Jorge, estava ali no seu plantel e o treinador português tinha que obrigatoriamente tirar o melhor de cada jogador, e não foi isso que eu vi.

Fernando Santos precisa de repensar as suas opções
Fonte: FPF

A segunda-parte que Bernardo Silva fez contra o Uruguai é um excelente indicativo de como as coisas poderiam ter sido diferentes, se Fernando Santos não se tivesse agarrado tanto ao seu modelo de jogo e tivesse posto, como fez então, Bernardo Silva no meio. Este é só um pequeno exemplo, de um erro que Fernando Santos ainda corrigiu, mas tarde demais.

O que esperar da promessa croata em 2018/2019?

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Uma rotura de ligamentos, no jogo frente ao GD Chaves em janeiro, impediu Krovinovic de dar seguimento à boa temporada que estava a realizar. Não jogou mais em 2017/2018 e prometeu voltar melhor em 2018/2019.

Posto isto, e após ter sido revelada a ponta do véu quanto àquilo que o médio croata pode dar em campo, a única solução passa por esperar pela recuperação e que possa estar ao mais alto nível para disputar a temporada que se avizinha.

Confesso que, no início, não dava nada por Krovinovic. A sua contratação não provocou qualquer efeito em mim, algo que mudou assim que começou a vestir a camisola número 20 pelas primeiras vezes.

Realizou apenas 19 jogos e apontou dois golos, mas chances não lhe faltaram. A este nível, o contributo não foi tão significativo, mas a presença em campo surpreendeu tudo e todos.

O regresso de Krovinovic está para muito breve
Fonte: SL Benfica

Dono de um remate bem direcionado e de uma visão de jogo excecional, foi uma das peças fulcrais que permitiu a Rui Vitória passar a adotar o 4-3-3 como a tática de eleição para o SL Benfica. Infelizmente, foi sol de pouca dura, devido à lesão que colocou um ponto final no seu investimento em 2017/2018.

A época está a começar e o SL Benfica já começou os trabalhos de preparação. Krovinovic já aquece com bola e realiza, progressivamente, alguns movimentos com a perna que o colocou fora de ação.

Assim que a recuperação estiver consumada, e ainda irá demorar algum tempo, não tenho dúvidas que irá voltar em força, com vista a espreitar um lugar como titular e poder jogar de forma mais regular.

Se o vai conseguir? Numa fase inicial, talvez não, por necessitar de mais trabalho de recuperação. No entanto, assim que estiver apto, acredito que vai ser recompensado pelos longos meses que ficou afastado.

Em 2018/2019, a aposta no médio vai continuar a ser feita e, a meu ver, será extensível, não só ao clube, mas também à seleção croata, onde acredito que pode ser uma das peças a ter em conta no futuro.

Foto de Capa: SL Benfica