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Vitória FC 1-0 CD Tondela: Ar fresco depois do sufoco

Na 34ª, e última, jornada do campeonato, em dia de decisões, o Vitória recebeu o Tondela no Bonfim, com a obrigação de pontuar para poder sonhar com a permanência. Em simultâneo, Feirense, Estoril, Moreirense e Paços de Ferreira, lutavam também pelo seu lugar no principal escalão de futebol.

A equipa sadina entrou com mais vontade que o Tondela, como seria de esperar, visto que é a única que necessitava desesperadamente de pontos. Assim, logo aos oito minutos, André Pereira, depois de uma confusão na área e uma bola ao poste, atirou para dentro da baliza de Cláudio Ramos. O árbitro Luís Godinho, com dúvidas acerca do lance, recorreu ao VAR. No meio da confusão, foi difícil perceber o que o juiz da partida teria visto. O golo do avançado do Vitória acabou por ser anulado: o vídeo árbitro confirmou e foi assinalado fora de jogo.

Muitos protestos no Bonfim, com João Amaral a pedir apoio aos adeptos presentes do Estádio do Bonfim. Num jogo lento, maioritariamente “vitoriano”, André Pereira voltou à baliza e aos 24 minutos fez o golo que, esse sim, seria válido. A festa fez-se no relvado e nas bancadas. Estava feito o primeiro golo, que deu uma sensação de alívio a todos os presentes.

À chegada da meia hora de jogo, o Tondela criou o primeiro lance de “golo certo”. Miguel Cardoso fez tudo: levou a bola, tirou todos da frente (inclusive Cristiano), mas aquando do remate, atirou ao lado. O Vitória, por sua vez, respondeu com perigo. André Pereira, aparentemente inspirado nesta tarde, atirou à barra! Mas os adeptos puderam festejar quase de seguida, pois poucos minutos depois, o Portimonense marcou golo – o ambiente no Bonfim era de festa. Vitória ganhava, Paços perdia e Estoril e Feirense continuavam a zeros. Tudo corria a favor da equipa de José Couceiro.

Já em tempo de compensação, o árbitro da partida assinalou livre indireto a favor do Tondela, a pouquíssimos metros da baliza. Mais um lance duvidoso. José Semedo terá atrasado para Cristiano, que agarrou a bola. Com todos os jogadores do Vitória sem cima da linha de golo, o Tondela fez o seu melhor, mas não conseguiu marcar. As equipas recolheram assim ao balneário, depois de um grande susto seguido de um suspiro de alívio por parte de todos os vitorianos.

O Vitória manteve-se na primeira divisão de pois de vencer o Tondela por uma bola
Fonte: Bola na Rede

A segunda metade foi menos intensa que a segunda e o Tondela conseguiu ter mais bola. Logo aos 48 minutos, Miguel Cardoso quase marcou um canto direto, mas valeu a intervenção de Semedo. Ainda que controlo sobre o jogo, o Vitória teve mais dificuldades relativamente à primeira parte. Arnold ainda tentou a sua sorte, com um chapéu, que serviu para Cláudio Ramos mostrar a sua qualidade numa grande intervenção. De resto vale apenas a pena salientar o golo desperdiçado por Vasco Fernandes, após canto batido pela direita.

Já perto dos 90′ o Vitória sofreu, e bem, frente a um Tondela muito perigoso junto da área sadina. Ainda com cinco minutos para lá do tempo regulamentar, a equipa do Sado lutava pela permanência, com o Estoril e o Feirense empatados e com o Paços de Ferreira e Moreirense a perder.

O clima era de tensão e expectativa, com os adeptos a puxar pela equipa, como deveriam ter feito durante toda a temporada.

Soa o apito final e é a festa no Bonfim! Vitória mantém-se na primeira divisão, juntamente com Feirense e Moreirense, descendo, assim, o Estoril e o Paços de Ferreira. A felicidade é vivida no Bonfim, mas nem tudo são rosas: José Couceiro anunciou que não continuará à frente da equipa de Setúbal.

Sporting CP 6-2 GD Fabril: Má entrada dos leões fez acreditar numa surpresa

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Este jogo decisivo, entre duas equipas que fizeram por merecer a sua presença na final, teve duas partes bastante díspares. Na primeira, o Fabril entrou muito forte e conseguiu surpreender os leões, não só por ter marcado o primeiro golo do encontro e por ter feito balançar as redes adversárias por mais uma vez, pouco depois da equipa leonina ter igualado o marcador, chegando ao intervalo com o placard a registar uma vantagem de dois golos a um para a equipa barreirense.

O caminho leonino nem sempre foi fácil, mas acabou em glória com a conquista da Taça
Fonte: Sporting CP

A parte final foi muito mais bem conseguida do Sporting e por isso o resultado avolumou-se naturalmente, também por algum cansaço do Fabril, algo completamente natural numa equipa amadora. O resultado final foi um seis dois favorável aos comandados de Nuno Dias, numa clara demonstração que atualmente o conjunto verde e branco tem a melhor e mais forte equipa de Portugal, pois na meia-final o sorteio ditou um sempre escaldante derby lisboeta com o seu grande rival e esse obstáculo foi superado com sucesso. Uma palavra de grande reconhecimento pela postura do Fabril, que nunca descurou o contra-ataque e esteve quase sempre dentro do resultado.

Não ganhou o troféu, é certo, mas os seus adeptos e os habitantes do Barreiro devem estar orgulhosos pela forma como se exibiram e pela atitude positiva do seu treinador, num jogo onde o parcial final não espelha as dificuldades sentidas pelo bicampeão nacional, sobretudo na primeira metade.

Marítimo SC 2-1 Sporting CP: Leões caem perante Bailinho da Madeira

O calendário da primeira Liga portuguesa reservou para a última jornada um Marítimo-Sporting. Havia muito em jogo neste clássico do futebol português, essencialmente do lado sportinguista: a luta pela segunda posição no campeonato e a entrada na liga milionária na próxima temporada. O jogo cobriu-se, por isso, de um clima de emoções fortes.

A primeira parte foi bastante equilibrada, encaixando as duas formações perfeitamente uma na outra. Durante os primeiros cinco minutos, o Marítimo e o Sporting não tinham feito qualquer remate à baliza contrária. Assistiu-se, de início, a um jogo muito físico e disputado a meio campo.

Foi a equipa dos Leões a quebrar o estado de marasmo em que a partida se encontrava: começou por ganhar o meio-campo da formação da casa e isso fez com que se aproximasse mais vezes da grande área maritimista. Ao minuto onze assiste-se no Estádio dos Barreiros a uma excelente jogada dos Leões: passe de Fábio Coentrão para Bas Dost para o holandês “servir” na grande área Bruno Fernandes que proporciona uma excelente defesa ao guardião do Marítimo, o iraniano Amir.

Após um período de maior superioridade ofensiva do Sporting, por volta do minuto vinte, o Marítimo “cresce” no jogo, instalando-se no meio campo da formação lisboeta: aos dezanove minutos, o centro-campista João Gamboa remata, sem oposição, no coração da grande área dos leões, para uma interceção in extremis de Rodrigo Battaglia e, ao minuto vinte e três, excelente jogada coletiva da formação insular pelo lado esquerdo do seu ataque, contando com as incursões ofensivas do sempre inconformado Ghazarian.

Esta maior dominância do Marítimo na partida levou a que fosse a formação caseira a primeira a abrir o marcador. Foi logo ao minuto trinta e um, por parte do avançado Joel Tageu que rematou de cabeça após boa cobrança de um livre na zona esquerda do ataque maritimista de Edgar Costa. Saliente-se que o livre da formação de Daniel Martins foi na sequência de uma falta “desnecessária” de Fábio Coentrão, num lance aparentemente sem perigo para a baliza de Rui Patrício.

Mas a resposta do Sporting fez-se sentir logo no minuto seguinte. Corria o minuto trinta e dois quando Bas Dost empata a partida, após cruzamento rasteiro de Gelson Martins na ala direita do ataque dos Leões. Bas Dost, com calma e frieza que o caracteriza, remata para a baliza de Amir, deixando o iraniano completamente batido. Estava reposta a igualdade nos Barreiros.

Após o golo do Sporting, a equipa dos Leões cresce na partida e sucediam-se as oportunidades de golo. A equipa do Marítimo ia “vendo” o Sporting jogar, mas sempre muito bem posicionada em campo e aproveitando as inseguranças e precipitações de alguns jogadores do Sporting. Os momentos de superioridade dos Leões na primeira parte não ofuscavam a intranquilidade que sempre tiveram ao longo do jogo.

Bas Dosr foi o mais inconformado com o resultado
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou sem qualquer alteração nas duas equipas. Apesar de ter entrado melhor no segundo tempo, a equipa do Sporting “mastigava” muito o seu jogo no meio-campo maritimista. Muito mérito neste capítulo para a equipa de Daniel Ramos que fez muito bem o seu trabalho de casa.

Jorge Jesus não queria acreditar na quantidade de passes falhados dos seus jogadores. Sentia que tinha que fazer algo para mudar a sua equipa e é então que, ao minuto cinquenta e quatro, faz entrar Bryan Ruiz saindo Fábio Coentrão. Com esta mexida, o argentino Acuña assumia a posição de lateral-esquerdo, ficando o costa-riquenho na zona esquerda do meio-campo ofensivo. Se o lado esquerdo da equipa do Sporting se refrescava, o lado direito ia “mancando” muito por culpa de Piccini que ia acusando bastantes debilidades físicas. Ao minuto setenta e nove, Piccini pedia em campo, desesperado, a sua substituição.

Os minutos iam passando e o Sporting não ia conseguindo chegar ao tão almejado golo que o colocava na Liga milionária pois o Benfica vencia em casa o Moreirense. Mas a “falha” que sentenciou a partida estaria destinada ao mais insuspeito dos jogadores leoninos: Rui Patrício. Sim, esse mesmo. Sofreu, já em período de descontos, um monumental “frango” após incursão de Gahzaryan na área do Sporting que colocou o Marítimo na frente do marcador. Os jogadores do Sporting não acreditavam no que estava a acontecer no caldeirão dos Barreiros.

Em resumo, o resultado é justo. Ao longo de toda a partida, o Sporting mostrou-se como uma equipa desinspirada e pouco assertiva no último terço do terreno. Mérito para a equipa do Marítimo que conseguiu anular taticamente os principais jogadores desequilibradores dos Leões, criando também lances de grande perigo na baliza defendida por Rui Patrício. Os leões caíram perante o “bailinho da Madeira” e, devido ao facto do Benfica ter ganho, fica de fora da Liga dos Campeões da próxima temporada.

5 revelações da Liga Espanhola

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Agora que chegamos ao fim de mais uma época da La Liga, na qual o Barcelona conquistou o seu 25º título de campeão nacional, é altura de olharmos para os últimos nove meses de futebol nas terras de nuestros hermanos e ver quais foram os jogadores que inesperadamente se afirmaram nas suas equipas, quer sejam jovens ou quase veteranos.

FC Barcelona 4-2 FC Porto: Eficácia catalã garante 22.ª Liga Europeia

Naquela que foi a quinta final europeia entre Porto e Barcelona no século XXI, os dragões não conseguiram colocar um ponto final numa série de derrotas em finais de Ligas Europeias e após um encontro muito equilibrado e onde eficácia foi determinante, os blaugrana venceram por 4-2 e conquistaram a sua 22.ª Liga Europeia.

O jogo teve um início muito intenso e desde cedo que tanto o Porto como o Barcelona procuraram a baliza adversária. Isto, na tentativa de abrir o marcador o mais rápido possível.

Os dragões eram quem ia tendo as melhores oportunidades, mas o golo não surgia. Os catalães, quando em posse, também tentavam aumentar o ritmo de jogo, mas apenas na única transição rápida registada nos primeiros dez minutos de jogo, o Barcelona conseguiu criar uma verdadeira chance de golo.

Com o passar dos minutos, os dois conjuntos foram ficando cada vez mais encaixados um no outro e o ritmo em pista diminuiu. As duas equipas sabiam que era fulcral marcar primeiro, por isso, mais do que atacar, o mais importante era não sofrer.

Em cima da marca dos 12 minutos e depois de uma bela movimentação ofensiva do Barcelona, Lucas Ordoñez, com uma stickada cruzada, fez o 1-0.

A jogar em casa e em desvantagem no marcador, o Porto respondeu, tendo ficado perto do empate em algumas situações. Exemplo disto, foi uma stickada de meia distância de Ton Baliu que embateu em cheio na barra da baliza do Barcelona. Egurrola nem a viu e, como boa pessoa que é, agradeceu a gentileza ao ferro.

Já com menos de sete minutos para o intervalo, o Porto beneficiou de uma situação de dois para um. Gonçalo Alves tentou fazer uma “picadinha”, mas o toque final enviou a “redondinha” ao lado da baliza de Egurrola.

A dois minutos e meio da pausa, após uns habituais puxões entre Pablo Alvarez e Gonçalo Alves, ambos os jogadores acabaram por ser admoestados com uma cartolina azul. Pouco depois, numa situação de contra-ataque, o Barcelona ficou perto do segundo em duas ocasiões. Primeiro, Xavi Barroso stickou ao poste e, de seguida, Sergi Panadero stickou para a defesa de Carles Grau.

Chegado o intervalo, o Barcelona estava na frente por 1-0. Resultado justo pela eficácia demonstrada pelo conjunto blaugrana, mas que, facilmente, poderia ser outro, tendo em conta as boas oportunidades de que os dragões dispuseram. No entanto, quem tem Aitor Egurrola na baliza está sempre mais perto de ganhar qualquer jogo.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O Porto regressou forte e logo nos primeiros segundos, Gonçalo Alves ficou perto do empate. Contudo, como quem não marca sofre, instantes depois, Pablo Alvarez, através de uma iniciativa individual, stickou de forma cruzada por entre as pernas de Hélder Nunes e fez o 2-0. Logo a seguir, surgiu a 10.ª falta do Barcelona, em virtude de uma infração de Sergi Panadero sobre Rafa. Hélder Nunes, a ter obrigatoriamente de marcar, stickou direto, mas não acertou bem no esférico e permitiu a “parada” de Egurrola.

Jogados cerca de seis minutos da segunda metade, o Porto usufruiu de uma situação de contra-ataque, mas diante de Egurrola, Rafa não conseguiu marcar. Um minuto depois, o Barcelona voltou a demonstrar a sua eficácia, pois, Pau Bargalló, a meias com o stick de Reinaldo Garcia, apontou o 3-0.

Melhor retorno à pista era impossível, pois, para além de ter não ter sofrido nenhum golo, quando esteve muito perto de o sofrer, um gesto de magia de um dos seus principais jogadores e um lance onde Bargalló teve sorte no ressalto, colocaram o Barcelona na frente com três golos sem resposta. Tudo ficava, ainda mais, difícil para o Porto.

Mesmo assim, os dragões não desistiram e passado pouco tempo depois de sofrido o terceiro golo, o Porto voltou a dispor de uma grande penalidade. Gonçalo Alves, obrigado a marcar para reavivar a esperança azul e branca, começou por permitir a defesa de Egurrola, mas na recarga, com uma belíssima “picadinha”, reduziu o marcador para 3-1.

Gonçalo Alves foi um dos jogadores portistas que mais remou contra a maré do jogo, tendo terminado a partida em lágrimas
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Todavia, volvidos alguns minutos, Ton Baliu cometeu a 10.ª falta portista. Lucas Ordoñez arriscou uma “picadinha”, mas não conseguiu bater Carles Grau que, com a luva esquerda, impediu o quarto do Barcelona. Na jogada seguinte, Hélder Nunes, com uma stickada do meio da rua, colocou a diferença no score na margem mínima. A juntar a este grande acontecimento, os catalães estavam a uma falta da 15.ª, infração que não demorou muito a aparecer e surgiu numa situação de um bloqueio ofensivo. Gonçalo Alves, chamado à marcação, optou por uma “picadinha”, mas Egurrola levantou a perna esquerda e evitou a igualdade.

As oportunidades para o Porto continuavam a surgir e em virtude de uma falta para cartão azul de Xavi Barroso sofre Rafa, os dragões beneficiaram de um novo livre-direto e uma enorme chance para restabelecer, finalmente, a igualdade na final. Rafa assumiu a marcação do livre-direto, mas acabou por enrolar o esférico ao lado da “porteria” espanhola.

Em situação de superioridade numérica, os dragões ainda conseguiram colocar a bola no interior da baliza catalã, mas apenas através das repetições da transmissão televisiva foi possível confirmar isso mesmo. Devido a este lance polémico, Jorge Silva viu um cartão azul por protestos.

A um golo do empate, o Porto assumiu jogo e carregava na procura do terceiro tento. Por seu lado, o Barcelona defendia bem, fechando os caminhos até à sua baliza, tentando aproveitar situações de contra-ataque, na tentativa de surpreender a equipa portista.

Com pouco mais de um minuto e meio para o fim, Reinaldo Garcia viu um cartão azul, devido a uma falta sobre Xavi Barroso. Pau Bargalló, com uma enorme oportunidade para, praticamente, colocar um ponto final no jogo, fez uma “picadinha” e apontou o 4-2.

A perder por dois golos de diferença, o Porto passou a jogar de uma forma ainda mais direta, mas de nada valeu e o Barcelona voltou a sagra-se campeão europeu de hóquei em patins.

Mais uma vez, o Porto não conseguiu levar a melhor perante o Barcelona numa final da Liga Europeia, sendo esta a quinta derrota diante dos catalães no jogo decisivo da mais importante competição europeia de clubes de hóquei em patins. É verdade que os blaugrana foram extremamente eficazes, mas também é importante recordar que os dragões viram um golo limpo não ser validado. Golo esse que seria o 3-3 no marcador e que poderia ter provocado uma mudança ao desenrolar da partida. Este foi o principal erro da dupla italiana que arbitrou a final, pois, existiram muitos outros que, por norma, prejudicaram os azuis e brancos.

Assim, com esta vitória, o Barcelona colocou um final num jejum de Ligas Europeias que já durava há duas temporadas, tendo conquistado a competição pela 22.ª ocasião.

 

Cincos iniciais:

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 4-Matías Pascual, 7-Pablo Alvaréz, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 5-Lucas Ordoñez, 26-Xavi Barroso e 33-Alabart

Banco: 10-Sergi Fernandez (GR) e 2-Alejandro Joseph

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa Costa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu e 15-Jorge Silva

Banco: 10-Nélson Filipe (GR) e 47-Álvaro Morais

‘All or nothing’ para o Swansea City AFC de Carlos Carvalhal

A derrota na terça-feira, em casa, na ‘final’ com o Southampton, deu ainda maior impacto negativo à recente série do Swansea que não vence um jogo desde 3 de março e não marcaram qualquer golo nos últimos quatro jogos!

Na luta com o Southampton de Mark Hughes, a formação do País de Gales está agora a três pontos dos ‘Saints’ e no goal average tem desvantagem de 9 golos para a equipa do Sul de Inglaterra.

Hoje, disputa-se a última jornada e, no St. Mary’s Stadium, o campeão Manchester City procura atingir a marca dos 100 pontos e não deve facilitar a vida ao ‘Soton’, já no Liberty Stadium, o Swansea recebe o já despromovido lanterna vermelha, Stoke City. Contas feitas, será preciso praticamente que o Southampton seja goleado e, da mesma forma, os ‘Swans’ goleiem Stoke City.

Já parecem até bem distantes os tempos de graça de Carlos Carvalhal ao leme da equipa galesa depois de ter deixado o Sheffield Wednesday, onde ainda é idolatrado.

A equipa de Carlos Carvalhal tem agora uma montanha para escalar e esperar um ‘milagre’ para ficar na Premier League
Fonte: Swansea City AFC

As suas estiradas com a comunicação social parecem agora já não interessar numa fase em que tudo parece correr mal. É verdade que quando o treinador português chegou a equipa estava mórbida no último lugar da tabela classificativa e foi do abismo que Carvalhal encetou as suas metáforas que ajudaram à recuperação.

Entretanto, e não querendo ser profeta da desgraça, gostaria de deixar o futebol surpreender-me e acreditar no milagre Swansea. Depois, então, se farão as contas da matemática e as do coração.

Porque não Carvalhal continuar no clube se o milagre se concretizar? Se não se concretizar, que é o mais provável, Mr. Carlos parece ter tudo para continuar no país de Sua Majestade.

Foto de capa: Swansea City AFC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Pedro Sousa 6-0; 3-6; 6-3 Casper Ruud: Ténis português continua a brilhar e Braga Open também fica em casa

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Depois de Sander Arends e Adil Shamasdin terem destruído Ariel Behar e Miguel Reyes-Varela por claros 6-2; 6-1 no caminho para o título de pares, era a vez da final de singulares da primeira edição do Braga Open colocar frente a frente o português Pedro Sousa e o norueguês Casper Ruud, respetivamente, quarto e oitavo cabeças de série do Challenger da Cidade dos Arcebispos.

Para aqui chegar, Pedro Sousa teve de enfrentar o belga Christopher Heymen (6-2; 6-2) e o espanhol Daniel Munoz (7-6; 6-4) nas primeiras rondas e o português João Domingues (6-1; 6-2) nos quartos. Finalmente, nas meias-finais encontrou pela frente o primeiro designado Gastão Elias, mas beneficiou dos problemas físicos deste para vencer por desistência após ter ganho primeiro set por 6-0.

Já o nórdico começou por eliminar o francês Evan Furness (6-4; 6-3) e o austríaco Dennis Novak (6-4; 6-2) para, chegado aos quaros-de-final, encontrar em Yannick Haufmann da Alemanha o terceiro designado deste Challenger, mas que acabaria por não lhe colocar dificuldades de maior, sendo despachado com um duplo 6-2. Nas semi-finais, num duelo de estrelas do NextGen, foi a vez do australiano Alex de Minaur, segundo designado, sentir na pele a boa forma de Ruud, acabando a sua passagem por Braga (6-3; 6-2).

A partida começou com Casper Ruud ao serviço e com dificuldades em entrar o primeiro serviço. Apenas entrou uma vez e foi aí que o norueguês pontuou, aproveitando o resto Pedro Sousa para entrar de rompante e começar a final a liderar e com um break de vantagem. E assim começou a história de um set rápido e muito fácil de contar, com o português a não tremer no seu serviço e a atacar Ruud para dar um passo no caminho da vitória com um esclarecedor 6-0, através de mais dois breaks, ao terceiro jogo com um belo passing shot a 30-30 a definir esse parcial e no quinto jogo nas vantagens.

O segundo set começou como o primeiro, com Ruud a servir e Sousa a pressionar para chegar ao break. No entanto, depois de oito jogos seguidos para o lusitano, finalmente o forasteiro reagiu e ao terceiro jogo do segundo set estreou-se no marcador. Foi, então, altura de ser ele a partir para o ataque em busca de reentrar na luta pelo torneio. Chegaria logo de seguida ao break para igualar o set e durante três jogos, só houve lugar a vencedores a servir.

Na parte final do set, com alguma chuva a começar a cair e a assustar os espectadores que  ficavam na expectativa de uma possível suspensão da partida, quem aproveitou foi Casper Ruud que, num jogo que levou para as vantagens, fez o break a 5-3 e serviu para fechar o set e igualar o marcador, forçando a final a um terceiro e decisivo set.

A tensão começava a sentir-se e o serviço ganhava outra importância, pelo que ambos entraram decididos a defender-se e, ainda que Sousa tivesse de salvar um break point, não houve surpresas até ao 2-2. Foi aí que tudo mudou. À segunda oportunidade do set, Ruud não perdoou e colocou, pela primeira vez, Pedro Sousa em desvantagem nesta final.

Mais uma vitória para o ténis português
Fonte: Clube de Ténis de Braga

Seria, todavia, sol de pouca dura, com Pedro Sousa a devolver o break no jogo seguinte com uma prestação imperial. Ruud ainda esteve perto de regressar à vantagem quando Pedro Sousa deixou o jogo de serviço seguinte ir às vantagens após duas duplas faltas consecutivas, mas não só acabaria por conseguir confirmar a vantagem no marcador como levaria o jogo seguinte de Ruud às vantagens onde converteria o break, para vencer a zero o jogo final e se sagrar o primeiro campeão do Braga Open.

Foi uma partida bem disputada com alturas de domínio de parte a parte, mas em que nos momentos decisivos Pedro Sousa soube levar a melhor, certamente motivado também pelo muito público nas bancadas a puxar pelo tenista nacional.

Em jeito de conclusão, avaliar também a organização, que fica muito bem na fotografia. Além do bom ténis apresentado com vários atletas de qualidade, as condições à disposição dos espectadores eram boas e notava-se um bom trabalho organizativo nos vários aspectos  do torneio. Ficamos à espera, como prometeu o Presidente da Câmara Municipal de Braga, da edição de 2019.

CD Santa Clara: 15 anos depois, o objetivo foi consumado

Uma luta constante que durou 15 anos e, finalmente, viu-se concluída com sucesso. O CD Santa Clara lutava pela conquista de um lugar na I liga e foi no passado dia 6 de Maio que o conquistou.

As últimas temporadas do clube têm sido um verdadeiro labirinto. Com a passagem de excelentes treinadores como Vítor Pereira, Paulo Sérgio, Filipe Gouveia, Daniel Ramos e, atualmente, Carlos Pinto. Apesar dos percalços, muitos são os jogadores que se destacaram. O maior problema tem sido, sem dúvida, a falta de estabilidade. Com as mudanças na direção, novos projetos apresentados o clube começou a projetar-se e a criar um novo rumo e uma nova página de história.

Desde o início desta temporada o objetivo principal que havia sido comunicado foi sempre a subida de divisão. A preparação para esse objetivo começou com as contratações de técnicos e jogadores que pudessem agarrar este projeto como a direção o via: um projeto real e possível.

Para se aliar aos jogadores do quadro do clube, a equipa reforçou-se com Thiago Santana que integrava o plantel do V. Setúbal, Fernando Andrade do Penafiel, Marcelo Oliveira vindo do Moreirense e Minhoca do Paços de Ferreira. O objetivo era bem simples: lutar pelo lugar na I liga. O técnico Carlos Pinto, que havia livrado o clube da descida em 2014/2015, continuou a sua luta e deixou claro, na altura, que o objetivo principal era a subida e que era para isso que todos iam trabalhar.

No entanto, não foi só no relvado que o clube açoriano mostrou a vontade de subir e se destacou. O clube apostou, nesta época, no departamento de comunicação que ficou nas bocas do mundo com vários destaques nos órgãos de comunicação social. Desde vídeos de promoção aos jogos, novos reforços e em especial o vídeo do convite para Diego Costa incorporar a equipa micaelense. Foram momentos que aproximaram os adeptos e a equipa e, sem dúvida, foi uma mais valia para o clube.

O clube uniu os açorianos e os jogadores durante esta época
Fonte: CD Santa Clara

Depois de muitos altos e baixos durante a época, foi a hora de se fazer história. Os 15 anos de II Liga não podiam aumentar e era necessário trabalhar para tal. Já a meio da época a tabela de classificações não deixava mentir e muitos eram os clubes que estavam afastados apenas por 1 ponto na tabela. A diferença entre estes era mínima e todos os jogos eram importantes, todos os jogos poderiam ser mais um passo para o objetivo.

No entanto, as últimas jornadas foram decisivas. Equipas como o Penafiel e a Académica, viram os seus pontos serem reduzidos e entregaram de bandeja a subida ao clube açoriano.

Apesar das derrotas sofridas e lesões inesperadas, o Santa Clara manteve o foco e pude finalmente festejar a sua subida. Aliou-se com todos os Açorianos e deixou claro que em campo não jogavam apenas 11, mas todos os açorianos. A mística açoriana tomou conta de todos. Este sonho não era apenas o sonho da equipa técnica, dos jogadores ou da direção. O sonho acabou por se tornar vivo nas almas de todos os Açorianos. Agora resta-nos desejar a maior das sortes e que continuem a manter o foco e jogarem bom futebol nesta I Liga.

Foto de Capa: CD Santa Clara

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Olheiro BnR – Rodrygo

Rodrygo Silva de Goes, jovem de 16 anos, tem tido uma ascenção no futebol brasileiro meteórica. Tão novo, já é titular do Santos, revelação do Campeonato Paulista e até já marca. Foi falado na última semana, por ter feito “gato sapato” de Fucile, ex-Porto, que com tanto túnel que o miúdo lhe fez decidiu mandá-lo ir meter a bola entre as pernas do departamento médico do Santos, depois de uma entrada violentíssima que o pôs fora do jogo.

Este miúdo, que tanto joga a extremo esquerdo como a ponta-de-lança (onde o Benfica não tem soluções de sobra), demonstra uma capacidade de finalização assombrosa, e marca com tudo. Pé esquerdo, direito, cabeça… Na verdade chega até a ser absurda a sua capacidade de matar em frente à baliza, para alguém que nasceu em 2002.

Rodrygo é uma jovem promessa do Santos FC
Fontes: Santos FC

É, sem dúvida, uma das promessas do futebol brasileiro e mundial, e uma passagem pelo Benfica com entrada na Europa assentaria que nem uma luva. O Benfica beneficiaria de um jovem, com vontade de brilhar, com instinto finalizador e que pode entrar já no onze, enquanto que Rodrygo estaria a um passo dos tubarões europeus.

Claro que um jogador tão brilhante, como o é Rodrygo, faz com que o Santos não queira abrir mão dele. Ou pelo menos não por qualquer tostão. O clube assume que este só sairá se alguém pagar a cláusula, que são só 50 milhões de euros. Coisa pouca, portanto. Este seria maior entrave da sua vinda, sendo mais provável que seja imediatamente um dos tubarões a levá-lo, com muito pena minha, como benfiquista.

Portanto, Departamento de Observação do Benfica, se alguém estiver a ler isto, tentem. Não vá o diabo tecê-las e ficamos com um diamante em bruto no nosso plantel.

Foto de Capa: Santos FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Sporting ou Fabril, quem irá levar a Taça?

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Neste domingo iremos ter uma final um pouco diferente do habitual, entre o Sporting CP e o GD Fabril do Barreiro.

Para muitos, a final mais desejada seria um derby lisboeta entre SL Benfica e os leões, mas tal acabou por suceder um pouco mais cedo, mais concretamente na meia-final, num jogo onde a formação leonina levou a melhor por quatro bolas a duas, mas esta é a magia da taça, cujo sorteio por vezes troca as voltas aos maiores clubes e permite aos clubes mais modestos aspirar a chegar às fases mais adiantadas.

Este ano ainda é um duelo entre equipas do mesmo escalão, mas a partir da próxima temporada já deixaria de o ser, face à confirmação da queda da equipa barreirense ao segundo escalão. Mesmo assim, não deixará de ser um jogo equilibrado, na minha opinião, apesar do grande diferencial entre as duas equipas.

Os leões eliminaram a AD Fundão e o SL Benfica nesta final-eight
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O Sporting parte como claro favorito, e até pode alcançar um resultado desnivelado, mas o Fabril quererá deixar uma imagem positiva, demonstrando que a presença na final não é um mero acaso, depois de ter deixado pelo caminho o Farense nos quartos-de-final desta final a oito, num jogo onde a equipa do Barreiro partia como favorita, dado ser de um escalão superior relativamente à formação algarvia.

Nas meias-finais, aí sim, surpreendeu ao tombar uma equipa crónica apurada para o play-off, apenas reservado aos oito melhores conjuntos nacionais, o MODICUS, num jogo muito equilibrado conforme se espelha pelo resultado final, 3-2.

Será uma espécie de David contra Golias, versão Taça de Portugal 2017/18, num jogo onde tudo pode acontecer, sobretudo porque o Fabril vem muito motivado e determinado para este encontro, e além disso já provou que consegue eliminar obstáculos de uma valia superior à sua.

A festa do apuramento para a final da Taça
Fonte: Zona Técnica

Não existem vencedores antecipados, pelo que o Sporting terá que ter os seus níveis de concentração no máximo para poderem levantar o troféu no final. Caso contrário, arriscam-se a ver fugir o troféu disputado no pavilhão multiusos de Gondomar para a equipa da margem sul, algo que vinha coroar de forma brilhante uma época que fica negativamente marcada pelo drama da despromoção à segunda divisão do nosso futsal.

Os dados estão lançados, e a partir das 12.30 veremos se o vencedor será o mais esperado ou se, pelo contrário, veremos um vencedor totalmente inesperado aquando do começo desta fase final. Certo é que o troféu irá viajar para Sul, veremos se para Lisboa ou para o Barreiro.

 

Foto de Capa:Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro