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Liga Italiana: Luta pelo InterRail europeu

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A Liga Italiana desta época, ao contrário das anteriores, foi marcada por uma luta direta no topo da classificação, mas nas últimas jornadas a Juventus tem conseguido afastar o Nápoles do seu trono. A verdade é que os napolitanos deram água pela barba à Vecchia Signora, porém, quebraram no mês de março e, nas últimas sete partidas, apenas registaram três

Se os dois primeiros postos parecem decididos, os restantes prometem luta feroz até ao fim. O sempre prestigiante lugar no pódio está a ser discutido pelos dois rivais romanos e pelo Inter, que no início da época parecia querer acompanhar o comboio da frente. Lazio e Roma, aliás, têm os mesmos pontos à entrada para a ronda 34, conciliando com boas campanhas europeias: os Biancocelesti foram eliminados nos quartos-de-final da Liga Europa há poucos dias, frente ao surpreendente RB Salzburgo, enquanto que os Giallorossi cometeram a proeza de eliminar o FC Barcelona e marcam presença nas meias-finais da Liga dos Campeões. Talvez por isso, a equipa tenha estado um mês sem vencer para a Serie A e um maior foco na Liga milionária pode provocar um dissabor interno, isto porque há três galos para dois poleiros: o terceiro e quarto lugares dão acesso à Liga dos Campeões na próxima época, já o sexto apenas permite aceder à Liga Europa. Para além dos exércitos romanos, as tropas Nerazzurri também perseguem os milhões europeus, partindo um ponto atrás seus adversários diretos, mas prometendo aproveitar qualquer deslize. Estas equipas têm a participação europeia na próxima época garantida, porém, quem terminar na quinta posição ficará certamente desiludido.

 

AC Milan parte na frente na luta pelo sexto posto
Fonte: Serie A

Para além desta luta a três, existe uma mais numerosa e por apenas um lugar europeu: AC Milan, Fiorentina, Atalanta e Sampdoria lutam pelo sexto e último posto europeu. Os milaneses são os favoritos a levar de vencida esta batalha, não só por partirem à frente (2 para os Viola e três para Atalanta e Sampdoria), mas também pelo maior estatuto e pela maior valia individual. Desde a chegada de Gattuso a equipa deu um salto na tabela e um lugar europeu e a conquista da taça de Itália – onde está na final- podem salvar uma época comprometida. A equipa mais próxima do Milan é a Fiorentina. Os Viola viveram um momento muito complicado com a morte do seu capitão Davide Astori, mas fizeram das fraquezas forças e daí para cá somaram 6 vitórias consecutivas. No entanto, o empate caseiro com a SPAL e a derrota caseira frente à Lazio podem ser um mau indício para o fim do campeonato, tendo ainda agendados duelos com adversários diretos. A Atalanta pretende repetir a presença europeia desta época e é sempre um osso duro de roer, fruto da excelente organização defensiva da equipa. Com um plantel interessante, a equipa de Bérgamo promete lutar taco a taco com os Rossoneri Quem também não desiste do sonho europeu é a Sampdoria. A equipa de Génova tem no fator casa a sua maior arma e está na luta, mesmo enfrentando um calendário complicado até final.

Esta batalha pelos bilhetes europeus promete durar até à última jornada, mas há pelo menos uma certeza: pelo campeonato realizado até agora, ficarão certamente bem atribuídos.

Foto de capa: SS Lazio

Sporting CP 1-0 FC Porto (5-4, após g.p.): Leão ultrapassa Dragão e vai ao Jamor

Na segunda mão da meia-final, o Sporting CP conseguiu dar a volta à eliminatória, batendo o FC Porto nas grandes penalidades após um 1-0, garantindo assim à ida ao Jamor. Numa partida que prometia ser bastante intensa, os “leões” entravam em campo a necessitar de recuperar da desvantagem do jogo no Dragão, em que perderam pela margem mínima. Do outro lado, os “dragões” chegavam a este jogo super motivados pela vitória conseguida no Estádio da Luz, que permitiu ascenderem de novo à liderança do campeonato.

Os onzes iniciais de ambas as equipas trouxeram algumas novidades face aos jogos do passado fim-de-semana: do lado da casa, Jorge Jesus colocou de início Mathieu e Piccini, habituais titulares, nos lugares de André Pinto e Ristovski, respetivamente. Sérgio Conceição seguiu a mesma linha do treinador leonino e mexeu duas peças do seu onze, trocando Sérgio Oliveira por Óliver Torres e Marega por Maxi Pereira, esta última alteração indicando uma possível postura mais defensiva dos “dragões”.

O certo é que nem foi isso que acabou por acontecer, pelo menos no início. Batalha tática a meio-campo, com as duas equipas a jogarem com as linhas muito baixas e sempre a falharem o último passe. Apesar de tudo, o primeiro remate perigoso até pertenceu aos visitantes, com Otávio a atirar ao lado, perto da baliza de Rui Patrício, ao minuto dezoito. O primeiro e talvez… único.

O restante da primeira parte resumiu-se em alguns cruzamentos sem destino, em remates cortados na linha da grande área – as defesas de ambas as equipas foram autênticas muralhas – e em lances prometedores que terminavam na perda da bola antes de um último passe que pudesse rasgar as linhas. Battaglia ainda tentou o remate, mas foi para as bancadas; Gelson furou por uma vez, mas ninguém chegou ao cruzamento. Muito equilíbrio, poucos lances com perigo real e um empate a zero ao intervalo.

O jogo esteve bastante equilibrado entre as duas equipas
Fonte: Bola Na Rede

A segunda parte começou sem qualquer alteração tática nos dois lados. Os primeiros minutos do segundo tempo foram muito idênticos à história da primeira parte: tudo muito atado, uma forte luta pela posse de bola no meio-campo, o que dificultava a missão de tentar desequilibrar o encontro aos criativos das duas equipas.

Para se ver a primeira oportunidade digna de registo nos segundos 45 minutos, foi necessário esperar pelo minuto 62, em que Mathieu, de fora de área, tentou a sua sorte, mas o remate saiu à figura de Casillas. Sérgio Conceição foi o primeiro treinador a fazer uma substituição, tirando o avançado Soares, e colocando Aboubakar. Algum tempo depois, Jorge Jesus lançou para o jogo Ristovski, para o lugar de Piccini.

Já à entrada para os últimos quinze minutos, os dois técnicos fizeram mais mudanças: no Sporting, Coentrão foi rendido por Montero, numa clara tentativa de Jorge Jesus em pressionar à procura do golo que empatasse a eliminatória. Do lado portista, Sérgio Oliveira substituiu Otávio.

O jogo parecia estar a encaminhar-se para o empate, só que Coates tinha outra ideia: na sequência de um pontapé de canto e após mau alívio da defesa portista, o central uruguaio fez o primeiro golo do jogo, ao minuto 84. O jogo ganhou rapidamente outro interesse: logo a seguir, o Porto até introduziu a bola na baliza de Rui Patrício, depois de ter acertado três vezes seguidas na trave, contudo o golo viria a ser anulado pelo fiscal de linha.

Até final, não houve mais nada a assinalar e o jogo foi para prolongamento.

Na primeira parte do prolongamento, o Sporting entrou com maior vontade, e ao minuto 94, até esteve perto de dilatar a sua vantagem: após um excelente cruzamento de Acuña, Gelson Martins apareceu desmarcado na grande área adversária, mas o seu remate saiu muito desviado. Os “leões” iam dando mostras de querer resolver a questão antes das grandes penalidades, perante um Porto que ia tendo dificuldades em ter posse de bola. Ao minuto 102, foi Bruno Fernandes que esteve perto de celebrar, depois de uma boa jogada ofensiva da equipa leonina, embora a sua tentativa tenha saído fraca e fácil para o guardião do Porto.

A segunda parte do prolongamento começou com alteração na equipa do Sporting: saiu o goleador Bas Dost para entrar Seydou Doumbia, numa aposta que tinha o intuito de aumentar a velocidade nas transições atacantes dos “leões”. A estratégia não deu grande resultado e o FC Porto ia travando as investidas leoninas. Foi precisamente numa dessas que Maxi Pereira deixou suor e sangue, quando se feriu na cabeça, tendo sido assistido.

Parecia que este seria mesmo o único momento de relevo da segunda parte do prolongamento, até que, na sequência de um lançamento do já recuperado Maxi Pereira, Brahimi, num remate de ressaca, atira por cima da baliza de Rui Patrício! Gelou Alvalade, mas cedo recuperou: era tempo de grandes penalidades!

Nas grandes penalidades, a competência fala sempre mais alto, e aí o Sporting foi mais forte: marcou todas as suas, ao passo que o Porto falhou a primeira, por Marcano.

Depois um jogo bastante intenso e, muitas vezes, sem grandes motivos de interesse, o Sporting conseguiu ultrapassar o Porto, e volta a marcar presença no Jamor, algo que não acontecia desde 2015.

Caldas SC 1-2 CD Aves: A mata encantada do CD Aves

18 de Abril de 2018. O dia em que o sonho desceu às Caldas…

Foi num Campo da Mata pequeno demais para albergar todas as almas de um Jamor sonhado, que se jogou a segunda mão de uma das mais surpreendentes meias finais da longa e riquíssima história da Taça de Portugal.

Frente a frente, o Caldas SC do Campeonato Nacional de Seniores e o CD Aves da Primeira Liga Nacional.

Após a vantagem adquirida na 1.ª mão (CD Aves 1-0 Caldas SC), o GD Aves, apesar de amplo favorito aquando do início da eliminatória, começou o jogo da 2.ª mão tentando manter o ímpeto futebolístico e emocional da equipa da casa longe da sua área.

Logo no primeiro minuto de jogo, Baldé ameaçou as redes do Caldas.

Por volta do minuto sete, surgiu o primeiro empolgante lance do Caldas SC, numa iniciativa de Ryan, sobre a direita, surgindo depois um excelente cruzamento de Odair, que no entanto encontrou a excelente antecipação de Ponck a Pedro Emanuel, ponta de lança da equipa da casa.

Num jogo de grande “agressividade”, em que cada bola era discutida como se fosse a última, foi-se assistindo ao passar dos minutos, sem que nada de verdadeiro relevo deva ser destacado.

Foi preciso chegar-se ao minuto 31 para que surgisse uma verdadeira oportunidade. Cruzamento na direita do lateral Rodrigo e Guedes de cabeça, à entrada da pequena área, a perder aquilo que poderia ter sido o 0-1.

Aos 37 minutos foi Nildo, na cobrança de um livre direto, que obrigou Luís Paulo a defesa apertada. Por esta altura, o domínio territorial da equipa visitante já se fazia notar, o que não se alterou até ao intervalo.

O Intervalo chegou com o 0-0 no marcador.

Iniciou-se a 2.ª parte com José Vala, técnico do Caldas SC, a alterar o figurino da sua equipa, fazendo entrar Luis Farinha para o lugar de Odair, procurando com isso aumentar a influência de Ryan no meio campo Caldense.

E os 54 minutos: Goloooooooooooooooooo. Golo do Caldas! Livre lateral do lado esquerdo do ataque da equipa da casa, cruzamento para a grande área e Jorge Felipe, central do Aves, a não dar hipóteses a Quim, e a fazer o auto-golo. 1-0 para o Caldas SC.

A loucura estava instalada no Campo da Mata, onde a esta altura se gritava o já famoso “Ninguém passa na Mata”.

58 minutos e surge a ameaça de Alexandre Guedes na área do Caldas, mas o remate saiu fraco para as mãos de Luis Paulo.

E o estádio não se calou mais…

Nos minutos que se seguiram, o Aves subiu as linhas, com mais posse de bola e o Caldas SC passou a jogar um pouco mais na contenção. Algumas incursões dos laterais no ataque da equipa da Primeira Liga e mais homens do meio campo a chegarem à área. Mas sem resultados práticos.

74 minutos e o CD Aves por Elhouni falha aquilo que parecia ser o mais fácil. Elhouni aparece, após passe de Braga, completamente isolado e ainda fora da área, resolve tentar o chapéu a Luís Paulo que já havia saído de entre os postes. Mas o avançado apenas tentou, porque falhou por completo o remate que roçou o ridículo.

Os últimos 15 minutos do tempo regulamentar foram jogados de forma repartida, mesmo que com o Aves tomando mais conta da bola, mas sem que nada com especial relevância acontecesse, até ao minuto 94 em que Carlos Ponck subiu mais alto que os adversários e cabeceou, na sequência de um canto, mas ainda assim à figura do número 1 do Caldas e Jorge Felipe, já no minuto 95 a antecipar-se ao guardião do Caldas mas fazer a bola passar sobre a barra da baliza da casa.

E eis que chegou o prolongamento, mais um para a equipa da casa, que nas três eliminatórias anteriores sempre havia jogado mais 30 minutos de tempo regulamentar.

18 de Abril de 2018 ficará para sempre na história destes dois clubes
Fonte: Bola na Rede

A equipa visitante continuou desde o início do prolongamento com a bola mais tempo em seu poder, entendendo-se que à medida que os minutos iam passando a equipa da casa tinha mais dificuldades em sair a jogar.

E os 97 minutos. Goloooooo. Goloooo. É do Aves. Num canto batido na esquerda, a bola sobra para Vítor Gomes que, sem marcação, dentro da pequena área faz aquilo que todos os Avenses desejavam. Tanta foi a festa e a loucura dos quase mil adeptos vindos do Norte do país, que a bancada do Campo da Mata não aguentou e também ela parece ter tombado aquando do soco talvez duro de mais que a equipa das Caldas da Rainha havia sentido.

A partir daqui a eliminatória parecia estar realmente resolvida. O Caldas, sempre apoiado pelos seus dedicados adeptos que em nenhum momento calaram a Mata, tentava, mas já não conseguia.

O CD Aves estava agora senhor do jogo e da eliminatória. E para finalizar em beleza, aos 106 minutos, de novo Vítor Gomes, a rematar a bola de primeira ainda bem fora da área, num disparo que sobrevoou o guardião caldense, fazendo um golaço digno dos fantásticos adeptos de ambas as equipas que fizeram uma festa magnífica, deixando assim o jogo e, sobretudo a eliminatória, completamente resolvida. Mas que golão.

O Aves continuava agora a sua caminhada para o Jamor.

Aos 113 minutos, golo mal anulado a Baldé, que faz um golo totalmente limpo, uma vez que não estava fora de jogo, mas, incompreensivelmente, o VAR não teve a sensatez de corrigir o árbitro da partida, e assim o resultado manteve-se no 1-2.

Só dava Aves e foram ainda alguns os lances de alguma forma perigosos na área do Caldas, num momento em que a equipa da casa tinha, realmente, percebido que o seu sonho havia terminado.

Palavra final para o que significou este percurso do Caldas. Um percurso de um clube pequeno, de quem poucos conheciam a realidade. Uma realidade encantada pelo seu estádio e pelo amor de grande parte dos seus jogadores e dirigentes a um emblema que incorporam em cada dia, num ressuscitar daquilo que mais belo tem o Futebol cada vez mais global: o romantismo do amor à camisola.

Seremos sempre todos Caldas SC.

Para o CD Aves uma enorme palavra de felicitações, num trajeto inédito que os leva ao encantado Jamor, à Final da Taça de Portugal, final que mereceram, ultrapassando os obstáculos que se iam atravessando à sua frente, não nos podendo esquecer sobretudo da reviravolta épica em Vila do Conde, na 2.ª mão dos quartos de final desta competição.

Parabéns, CD Aves.

Perdidos no tempo: Aly Cissokho

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Não há, seguramente, qualquer adepto do FC Porto que não recorde com carinho o nome de Aly Cissokho. O lateral esquerdo francês foi, na época 2008/09, um verdadeiro “abono de família” para os azuis e brancos quando, contratado no mercado de inverno ao Vitória FC pela módica quantia de 300 mil euros, se tornou um dos principais destaques dos dragões na segunda metade da temporada.

A partir daí todos conhecem a história: meses depois o então jovem Cissokho foi transferido para o Olympique Lyonnais por uns surpreendentes 15 milhões de euros. Porém, a haver alguma surpresa neste negócio seria apenas para quem nunca vira atuar o francês. Cissokho era rápido, dava largura ao ataque dos azuis e brancos e desequilibrava no último terço do terreno de jogo. Defensivamente não era tão forte, mas apesar de tudo conseguiu sempre manter a consistência e não comprometer nesses momentos do jogo.

No Olympique Lyonnais, inicialmente, o desempenho de Cissokho ainda se manteve em bom nível. O lateral esquerdo esteve durante três épocas em França, disputou 136 jogos mas, quando o seu rendimento começou a decair, acabou por se transferir para o Valencia CF por seis milhões de euros. Daí em diante…foi sempre a descer e, tendencialmente, de empréstimo em empréstimo.

A segunda passagem de Aly Cissokho pelo FC Porto esteve longe de ter o brilho da inicial
Fonte: FC Porto

Após passagens pelo FC Liverpool e Aston Villa FC, Cissokho acabaria por regressar ao FC Porto em 2015/16 mas, claramente, este já não era o mesmo jogador que havia encantado o Dragão. O poder de explosão não era igual e, acima de tudo, as garantias defensivas que dava à equipa eram de menos para aquilo que é exigível num clube dito “grande”. Continuaram os empréstimos e, atualmente, Cissokho alinha no Yeni Malatyaspor, atual 10º classificado do campeonato turco.

Uma história que, inicialmente, parecia um conto de fadas (com a exceção de uma transferência gorada para o AC Milan, segundo consta, por problemas dentários[?]), acabou por transformar-se apenas numa baforada de felicidade. Cissokho, que até se estreou pela seleção francesa em 2010 (e não mais voltaria à mesma), acabou por nunca cumprir com o futuro brilhante que se lhe augurava aquando da primeira passagem pelo FC Porto. Por isso, hoje com 30 anos, bem se pode dizer que este é mais um “perdido no tempo”.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Sporting rumo ao Jamor

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Esta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe no Estádio José Alvalade, o Porto, em jogo a contar para a segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal. Em jogo estará a presença na final do Jamor, onde os leões querem estar para vencer mais um título. Na primeira-mão, o resultado foi de 1-0 e por isso a equipa verde e branca tem de dar a volta à eliminatória.

Para esta partida da Taça de Portugal, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de William Carvalho, André Pinto, Bruno César e Daniel Podence, devido a problemas físicos. Assim, o Sporting deverá alinhar com o seu melhor onze. O onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverá alinhar Rodrigo Battaglia e Bryan Ruíz, com Gelson Martins à direita e à esquerda, jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes.

Para este 5º clássico da temporada, Sérgio Conceição tem o plantel praticamente na sua máxima força. O treinador portista deverá optar por um onze muito próximo daquele que defrontou o Benfica, na última jornada da Liga NOS.

A esperança verde está colocada em Bas Dost
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Para vencer esta partida, os leões tem de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Porto, que é uma das características dos portistas, a sua consistência defensiva. A equipa tem de estar concentrada no momento defensivo, tendo em atenção a verticalidade e velocidade da equipa da invicta, no seu processo ofensivo. Para vencer este jogo, é importante marcar cedo e, por isso, o Sporting tem de atacar e dominar o encontro desde início, sendo consistente em termos defensivos.

Num clássico não há favoritos, mas um Sporting ao seu melhor nível pode vencer, perante mais uma enchente no Estádio de Alvalade, com o apoio do 12º jogador. É um grande jogo do futebol português e os jogadores do Sporting têm de impor a sua qualidade, mas também a sua entrega, a sua intensidade e combatividade. Para estar na final do Jamor, os leões têm de ser mais fortes nesta partida, sendo obrigados a vencer, para conseguir marcar presença na final do Jamor.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Como avaliar treinadores em diferentes contextos?

O futebol português é uma referência a nível mundial no que a treinadores diz respeito. Porém, poucas vezes aprofundamos a avaliação dos treinadores limitando-nos a olhar para os resultados. Infelizmente, muitos dos fãs de futebol em Portugal são adeptos “resultadistas”, ou seja, limitam-se a olhar para os títulos e as conquistas para avaliar a capacidade e a competência de um treinador.

Um treinador de uma equipa principal é, sim, avaliado pelos resultados que a sua equipa obtém. Sendo que no caso de uma equipa que lute pela conquista de títulos, é normal que se olhe para esses mesmos títulos para avaliar se o treinador tem ou não condições para continuar no clube. É assim tanto no futebol, como em qualquer modalidade coletiva.

Porém, é no futebol de formação que, muitas vezes, essa mentalidade “resultadista” vem mais ao de cima. Muitos adeptos pensam que é a ganhar títulos ou a espetar goleadas todas as semanas que os jovens jogadores evoluem e atingem o seu potencial, mas esquecem-se do que é essencial nestas idades, que é terem a competição necessária que lhes permita evoluir.

A experiência no FC Porto B foi bastante enriquecedora para Luís Castro
Fonte: FC Porto

Ora, no meio disto tudo, qual é o papel de um treinador num escalão de formação? É promover aos seus jovens atletas um patamar competitivo que lhes permita crescer e evoluir. E é a evolução desses mesmos atletas que deve ser o principal critério de avaliação de treinadores como o João Tralhão, o Tiago Fernandes ou o João Brandão. Sendo que nalguns casos, se os treinadores mostrarem bons resultados, tanto na evolução dos seus jogadores, como na promoção de um futebol que explora as suas potencialidades, estes são promovidos a patamares superiores. Foi assim que se sucedeu nos casos de António Folha (que passou dos juniores para a equipa B do FC Porto) e de Luís Castro (que saltou da equipa B azul e branca para a Primeira Liga).

Muitos adeptos até podem pensar: “Ah, se eles já eram bons nas camadas jovens, é normal que também sejam bons na equipa B e depois na equipa principal”. Nada mais falso! Se fosse sempre assim, não existiriam promessas adiadas no futebol português e o Fábio Paim seria um craque do futebol mundial. E, pelo caminho inverso, um jogador como o Bernardo Silva (que só começou a revelar-se no seu segundo ano de júnior) nunca teria chegado onde chegou.

No entanto, como um treinador de uma equipa B deve ser avaliado? Outra coisa que muitos adeptos custam a entender é que a equipa B é também uma etapa de formação. É uma etapa que dá aos jovens jogadores um primeiro contacto com o futebol profissional que lhes permita crescer e evoluir perante jogadores mais velhos e experientes. Com isso, a função de um treinador de uma equipa B é dar continuidade ao processo levado a cabo pelos treinadores das camadas jovens. Como tal, o treinador de uma equipa B também deve ser avaliado pela forma como trabalha e potencializa os jovens jogadores que recebe.

Não são apenas os títulos e as conquistas que definem a capacidade e a competência de um treinador, principalmente de um treinador de formação. Existem vários parâmetros que devem ser tidos em conta. Mas o mais importante é que cada direção ajuste os critérios de avaliação do seu treinador àquilo que pretende da equipa, seja uma equipa para formar ou para obter resultados desportivos.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Olheiro BnR – Andrade “Cien” Almas

Para os fãs de wrestling, esta é aquela altura do ano que a WWE aproveita para promover subidas dos lutadores do NXT ao plantel principal. Em semana de Superstar Shake Up, e pela primeira vez no Bola na Rede, o Olheiro irá analisar o antigo NXT Champion Andrade “Cien” Almas e o que pode oferecer no futuro.

Os radares da WWE descobriram-no em 2015, quando a 19 de novembro, assinou com a empresa de Mr. McMahon. Começou por treinar no Performance Center, antes de se estrear nos ringues do NXT, a 8 de janeiro de 2016.

Antes de chegar à WWE, “Cien” Almas lutava com uma máscara, com o nome La Sombra. Ficou conhecido pelo percurso na companhia mexicana CMLL (Consejo Mundial de Lucha Libre) e na promotora japonesa NJPW (New Japan Pro Wrestling), entre 2007 e 2015. Durante estes oito anos, venceu vários títulos e surpreendeu, desde muito cedo, pelo talento e qualidade, que viriam a ser os principais motivos para alcançar o patamar seguinte.

Com personagem renovada, destacou-se no NXT por ser diferente, e esta caraterística era algo que a WWE teimava em apostar, ao impedir que o verdadeiro “Cien” Almas viesse ao de cima.

Quando falo em verdadeiro talento, e no caso de Almas, falo num lutador que possui um arsenal muito diverso e característico dos lutadores mexicanos, com a técnica e garra bem evidentes. Faz me lembrar um pouco Alberto Del Rio, pelo estilo ser idêntico, mas, com o tempo, se tornou em muito superior, por ter brilhado quando a WWE lhe deu oportunidade, ainda que tardia.

Com apoio de Zelina Vega, “Cien” Almas sagrou-se NXT Champion no Takeover: WarGames
Fonte: WWE

Após alguns meses sem qualquer direção, a grande oportunidade de “Cien” Almas surgiu a 18 de novembro de 2017, quando, no NXT Takeover: WarGames, conquistou o NXT Championship, ao derrotar Drew McIntrye. A vitória permitiu a “El Ídolo” alcançar o primeiro título na WWE, mais concretamente na marca de desenvolvimento das estrelas do futuro. Foi campeão durante 140 dias, mais tempo que o previsto, tendo perdido para Aleister Black, no último Takeover, em New Orleans.

Liga Placard: mais um episódio com vingança e venenos à mistura

O dia 15 de março deste ano foi o dia escolhido para três grandes jogos. O CAB Madeira defrontou o Vitória de Guimarães, o SL Benfica recebeu o Illiabum e, por fim, o duelo mais importante da jornada, o UD Oliveirense jogou frente ao FC Porto.

Para abrir as hostes desta jornada, o Vitória de Guimarães, quarto classificado, voou para terras madeirenses para defrontar o CAB Madeira, que se encontra em quinto lugar do grupo A. O jogo em si não surpreendeu. Esperava-se um jogo disputado e assim aconteceu. Durante o período regular, as duas equipas lutaram frequentemente pela vantagem no placar, porém, foi no último quarto que o CAB Madeira revalidou a vantagem e venceu a partida. Deste modo, o CAB Madeira fica apenas um ponto da equipa Vimaranense, que mantém o quarto lugar com 42 pontos.

Tommie Eddie num confronto efusivo debaixo do cesto
Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Já o segundo encontro, envolvendo o SL Benfica e o vencedor da Taça de Portugal, Illiabum, tomou outra direção. Após a equipa das águias ter perdido contra o Illiabum na final da Taça de Portugal, o SL Benfica decidiu ripostar e, como tal, o jogo foi de sentido único. Enquanto que na equipa comandada por Pedro Monteiro era liderada por Jeff Early, que marcou 20 pontos, o SL Benfica anulava o restante da equipa e a partida terminou com um incontestável 100 – 58.

O último jogo da jornada foi, incontestavelmente, o mais emocionante…. Mas apenas para o Oliveirense. O FC Porto parece ainda não ter descoberto um antídoto para a equipa de Oliveira de Azeméis e a prova disso foi o domínio completo dos vermelhos e azuis, que estiveram na frente do encontro durante os 40 minutos. O Oliveirense entrou muito forte na partida com um parcial de 9-0 e assim o manteve até ao final do primeiro período. A vantagem foi apenas reduzida para seis pontos ao intervalo. Na segunda parte do encontro, o FC Porto tentou reduzir a vantagem e tomar as rédeas do encontro com a diferença de um ponto no resultado, no entanto, o UD Oliveirense encarou o último período de melhor forma e foi capaz de aumentar a sua vantagem (recorde-se, vantagem esta desde o início da partida) para os dois dígitos. O Oliveirense venceu por 91-79 e afastou mais um pouco a possibilidade do clube portista se tornar campeão.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

A lenda do Wade dos playoffs

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Para muitos, a madrugada de segunda para terça-feira trouxe uma viagem no tempo patrocinada por Dwyane Wade. A prestação do número três de Miami em Philadelphia empatou a série entre as duas equipas, mas não foi apenas um acontecimento isolado. Wade ainda tem alguns truques na manga e este é exatamente o momento do ano que ele mais gosta de os usar. Repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Reza a história que em 2003, diretamente da Universidade de Marquette, chegou à NBA um jovem rápido e “bom de bola”. Escolhido a seguir àqueles que viriam a ser seus colegas de equipa (LeBron James e Chris Bosh), um Carmelo Anthony de rastas e um Darko Milicic que ainda ninguém percebeu o que aqui faz, pelos Miami Heat, o rapaz provou o que valia logo na sua temporada de rookie. Na primeira ronda, frente aos Hornets, Wade bateu a buzina e deu a vitória à sua equipa. Na sua estreia. Numa série que terminaria 4-3 para os Heat.

No seu terceiro ano, Wade ascendeu definitivamente ao Olimpo da NBA. Depois de marcar o cesto na vitória no jogo All-Star, o “Flash” haveria de chegar às finais da NBA com os seus Heat. Os Mavericks entraram com tudo, venceram os primeiros dois jogos em casa e colocaram a pressão na turma de Miami. Wade respondeu à chamada, marcou 42 pontos no jogo três, 36 no jogo quatro e 43 no jogo cinco, levando a série novamente para o Texas com os Heat na frente. No jogo seis, Wade voltou a fazer 36 pontos e os Heat levantaram pela primeira vez o troféu. Dwyane Wade rubricou uma das melhores performances de sempre das finais da NBA.

A 27 de fevereiro, Wade já tinha avisado os Sixers com um período final memorável
Fonte: Miami Heat

Depois disso, Wade viria a ganhar mais dois títulos com os Heat: em 2012 e em 2013. Em 2016, Pat Riley deu Wade como garantido, ofereceu menos do que o base/extremo pedia e este saiu para jogar em Chicago, a sua terra-natal. Um ano depois, surgiu Cleveland. Mas nunca Wade foi o mesmo que havia sido em Miami. E por isso, com todos os problemas colocados para trás das costas, os Heat garantiram o regresso do seu melhor jogador de sempre em fevereiro deste ano. Perto do fim do mês, Wade já fazia o que melhor sabia novamente e ia avisando os 76ers para o que haveria de acontecer. 27 pontos, 15 deles no quarto período e o cesto da vitória na visita dos Sixers a South Beach.

Na segunda-feira passada, mais um olhar sobre aquilo que é e sempre foi Dwyane Wade. Após uma tareia no jogo um, os Heat precisavam de algo novo. E esse “algo novo” foi o homem de 36 anos que tantas vezes salvou Miami no passado, provando que a classe é eterna. Frente ao jovem esquadrão dos Sixers, Wade veio do banco para contribuir com 28 pontos, acertando 11 dos seus 16 lançamentos e roubando a vantagem caseira aos 76ers. Erik Spoelstra e os colegas de Wade sabem que este não fará apenas jogos destes daqui para a frente, até porque a marcação deverá apertar agora. Mas o “Flash” que se tornou “Father Prime” ainda tem muito para dar a este jogo. Assim, repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Foto de Capa: NBA

Água na fervura

O FC Porto está de volta ao primeiro lugar do campeonato. A quatro jogos e 12 pontos do fim, os comandados de Sérgio Conceição voltam a ser os principais candidatos à conquista do ceptro que escapa há quatro longos e fustigantes anos.

Com um plantel dito “curto” e um investimento irrisório no princípio da temporada, o FC Porto foi, aconteça o que acontecer, a equipa mais forte em Portugal ao longo de todo o ano e, mais uma vez, provou-o no passado domingo em pleno Estádio da Luz. Apesar do grande golo marcado pelo capitão Héctor Herrera ao cair do pano ter traduzido essa superioridade em pontos, não era, de todo, necessário o tento do mexicano para que todo o país confirmasse a supremacia portista no que ao jogo jogado diz respeito em relação aos seus rivais. Tanto na primeira volta como na segunda (excetuando, talvez, um jogo mais dividido frente ao Sporting CP no Estádio do Dragão), o FC Porto foi claramente mais equipa nos confrontos diretos com os oponentes da Segunda Circular.

No entanto, apesar do otimismo justificado que reina nos adeptos portistas, o presente artigo destina-se a uma tentativa desconfiada de colocar alguma água na fervura, porque apesar do maravilhoso golo de Herrera são as deslocações a Paços de Ferreira e a Belém que monopolizam o meu pensamento. É imperioso que os erros não se repitam e que os níveis de ansiedade não voltem a disparar para patamares sem retorno. Faltam 10 pontos.

Mas antes de partir para uma suicida tentativa de recuperar alguma da cautela perdida no reino do Dragão nos últimos dias (não me refiro, é importante dizê-lo, a ninguém da estrutura profissional do clube), deixo ainda algumas considerações sobre o jogo de domingo.

Foi um jogo equilibrado. A estratégia de Sérgio Conceição, ainda que mais ousada do que a de Rui Vitória, foi demasiado receosa e não fosse um momento de inspiração de um jogador por quem, é sabido, não morro de amores, mas que tem realizado uma época notável, talvez a mira das críticas da opinião pública e publicada estivesse dividida entre o Norte e o Sul. Marega, não obstante a falta de técnica e o estilo meio “desengonçado” do seu futebol é, por esta altura, o jogador mais preponderante da estratégia que Sérgio Conceição tem para a equipa e o FC Porto sofre, e de que maneira, com a ausência do maliano. As soluções de profundidade, pujança física e capacidade de trabalho que Marega oferece à equipa são fundamentais para o sucesso da presente temporada. Vitória justa da única equipa que fez por merecer o golpe de asa que acabou por acontecer. Obrigado capitão. Chapeau.

De mal-amado a herói. Héctor Herrera decidiu o “clássico” da Luz
Fonte: FC Porto

Apesar das considerações feitas no parágrafo anterior, Sérgio Conceição merece uma palavra especial pelo trabalho que tem desenvolvido e todos os elogios que a crítica especializada lhe tem feito. O FC Porto não é, como já o referi, uma máquina de bom futebol, mas é, sem sobra de dúvidas, uma equipa de autor. A marca do seu timoneiro está bem patente em tudo o que a equipa faz em campo e a forma como este tem sabido gerir os recursos à sua disposição para obter os resultados pretendidos tem sido de uma competência imensurável. Pujança física, busca incessante pela profundidade, largura dada pelos laterais, jogo interior dos extremos, poder aéreo ofensivo e defensivo, rápida e eficiente reação à perda de bola e uma alta rotação constante são tudo impressões digitais de um treinador que recebeu em mãos um navio à deriva e o transformou num porta-aviões. Bravo mister.

Ainda assim, chegados a esta fase e de regresso à liderança, nada está decidido. Quedam, ainda, umas longas quatro jornadas pela frente (360 minutos de futebol) e todo o cuidado é pouco. Foram cometidos erros grosseiros nas últimas semanas que quase hipotecaram uma época que estava a ser brilhante e as hipóteses do FC Porto se sagrar campeão nacional pela 28ª vez quase se desvaneceram. As receções aos aflitos e desesperados por pontos Vitória FC e CD Feirense, bem como as deslocações à Madeira e a Guimarães, serão desafios que não podem e não devem ser desvalorizados, e que têm que ser encarados com a máxima seriedade e com a equipa em estado de alerta. No entanto, a cautela não deve nunca ser confundida com excesso de nervos e níveis de ansiedade apoteóticos. Nervos de aço, concentração, seriedade, tranquilidade e competência é o que se pede e exige a uma equipa (jogadores e técnicos) que, mais do que qualquer outra, merece fechar o ano a festejar todos os seus infinitos méritos.

Em suma, apelo encarecidamente a todo o “universo” portista pela estabilidade emocional necessária para que, no final desta longa e dura caminhada, a exultação de exclamações como “Campeões!” e “Todo o mundo tenta, mas só o Porto é Penta!” possa ser uma doce realidade.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves