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Maratona de Londres 2018: Olhos postos em Mo Farah, entre a elite Etíope e Queniana!

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Domingo, a partir das 9 horas, terá lugar uma das Maratonas mais aguardadas da história, tanto no masculino quanto no feminino. A prova masculina contará com a presença de Mo Farah, agora, aos 35 anos, totalmente focado na estrada, tendo abandonado a pista. Mas não só. Contará com um elenco verdadeiramente de luxo, que promete óptimas marcas e incerteza quanto ao vencedor, ameaçando ser uma prova rápida, muito rápida. No feminino, a história não será muito diferente. Estará aqui a recordista de provas exclusivamente femininas à procura do recorde mundial absoluto, com a concorrência de peso da elite mundial, dominada pelo Quénia e pela Etiópia. O evento promete ser tão especial que a partida será dada pela rainha Isabel II, através de um controlo remoto a partir da residência oficial em Windsor!

A Prova Masculina – Kipchoge e Bekele à procura do Recorde Mundial, a atenção em Mo Farah

À cabeça e na nossa opinião como grande favorito na prova masculina, teremos Eliud Kipchoge. O queniano é o detentor do recorde da Maratona de Londres (2:03:05), naquele que foi o terceiro tempo mais rápido alguma vez corrido na distância. Isto oficialmente, porque oficiosamente ele até correu a distância mais rápida de sempre naquele célebre desafio Breaking2 da Nike, numa pista com características especiais e com “alguns extras” para ajudar a melhorar o tempo. Já venceu esta prova por duas vezes, no ano passado venceu em Berlim e é também o campeão olímpico. Ele próprio um ex-campeão mundial e medalhado olímpico em pista nos 5.000 metros, não deverá ser surpreendido por Mo Farah. Pelo menos, não tão cedo.

Na mesma prova e como outro dos grandes candidatos, teremos aquele que tem o segundo melhor tempo de sempre na Maratona, ele que é um nome bem conhecido do nosso desporto: Kenenisa Bekele. Bekele que 6 anos depois de ter abandonado as pistas, ainda é o detentor dos recordes mundiais nos 5.000 e 10.000 metros. Naquele seu rapidíssimo tempo na Maratona em 2016 (2:03:03) venceu a reputada Maratona de Berlim e aqui em Londres, no ano passado, ficou na segunda posição correndo na casa dos 2:05. Um ano antes tinha sido terceiro…então sabem o que vai na cabeça do atleta! Tal como Kipchoge, o etíope confessa que o recorde mundial da Maratona é um dos seus maiores objectivos e algo onde está bem focado. Será um osso duro de roer e sabemos como o mesmo adora brilhar em grandes palcos– afinal conquistou 9 medalhas de Ouro entre Mundiais e Jogos Olímpicos!

A rivalidade de Bekele e Kipchoge já é antiga e vem das pistas para a estrada
Fonte: IAAF

Mas se Bekele foi segundo em 2017, é porque alguém ficou na primeira posição de forma surpreendente e esse alguém foi o queniano Daniel Wanjiru. E ele também estará por Londres! Ainda que Wanjiru não tenha um melhor pessoal tão rápido quanto os dois atletas acima mencionados, a verdade é que é o que, à partida, terá uma maior margem de progressão. É que Wanjiru tem apenas 25 anos, face aos 33 de Kipchoge e os 35 de Bekele! O melhor pessoal de Wanjiru (2:05.21) até foi alcançado um ano antes, com aquela fantástica vitória na Maratona de Amesterdão e promete vir a Londres com a intenção de revalidar o título. Estará o queniano à altura de dois dos homens mais rápidos da história? Isso descobriremos apenas no domingo, mas sabemos que tendo já batido Bekele e sendo o campeão em título, retirá-lo da lista de favoritos seria bastante imprudente.

Mas não se pense que a lista de elite fica por aqui! Por Londres passará também Guye Adola, o etíope que se estrou na Maratona em Berlim em 2017, no segundo lugar, com o tempo mais rápido de sempre de um estreante! Correu em 2:03:46! Claro que depois dessa fantástica estreia, não será mais um nome a desvalorizar e desta vez será também um dos focos de atenção no percurso londrino. Abel Kirui (KEN) é outro nome conhecido do grande público, tendo sido duas vezes campeão mundial (2009 e 2011) e medalhado de Prata nos Jogos Olímpicos de Londres. No ano passado, Kirui foi quarto, falhando o pódio, mas tem afirmado que irá a Londres para lutar pelo lugar mais alto do pódio e nunca devemos duvidar de um campeão mundial.

Bétis, um Real candidato à Europa

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Seis vitórias nos últimos seis jogos e cinco partidas consecutivas sem sofrer golos são dados da atualidade e que robustecem de mérito a atual quinta posição na Liga Espanhola do Real Betis Balompié.

Orientados pelo experiente treinador espanhol, Quique Setién, de 59 anos, os ‘verdiblancos’ beneficiam de um misto de jogadores acima dos 30 com experiência de futebol espanhol e europeu bem como de outros mais jovens mas excelentes mais-valias futebolísticas e, mais que isso, garantias.

Por outro lado, o casamento entre técnico e equipa resultou num modelo de jogo elegante, assente na posse de bola e em futebol ofensivo muito vistoso e produtivo, com destaque para jogadores como Antonio Barragán, Marc Bartra, Jordi Amat, Javi García, Boudebouz, Andrés Guardado, Cristian Tello, Sanabria, Joel Campbell, o emblemático Joaquín, entre outros.

Quique Setién, ao cabo de décadas de experiência de futebol espanhol, tem feito trabalho de distinção no Bétis
Fonte: Real Bétis Balompié

Com 55 pontos, os ‘Heliopolitanos’, no quinto posto, têm já uma distância de quatro pontos para o sexto classificado, Villarreal e sete sobre a primeira equipa abaixo da zona europeia, nada mais nada menos que o sétimo, o arqui-rival andaluz, Sevilla, sete pontos atrás.

Faltam cinco jornadas para o fim do campeonato e o Bétis tem pela frente, e por esta ordem, Atlético de Madrid, Málaga, Athletic Bilbao, Sevilla e Leganés. Portanto, perspetiva-se um escaldante dérbi da Andaluzia na penúltima jornada e desta feita prevê-se que este duelo, para além de um dérbi local, passará a ter proporções europeias.

A última vitória, frente ao Las Palmas, chegou no último lance do jogo e demonstra também a grande força mental desta equipa que não se canse de procurar o golo e a vitória.

Bétis 2017/18: Se acerca el sueño de la Europa!

Foto de Capa: Real Bétis Balompié

Barboza vs Lee: O desejo de chegar perto de Khabib

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O entusiasmo é inegável. Tanto Barboza como Kevin Lee são dois dos nomes mais proeminentes da divisão Lightweight, repleta de tantos e tão exímios atletas. Não é fácil falarmos em candidatos à disputa do título, quando existem nomes como Conor McGregor (o seu regresso deve dar-lhe acesso direto a uma oportunidade para enfrentar Khabib), Tony Ferguson, Justin Gaethje, Eddie Alvarez ou Dustin Poirier.

Neste momento, e analisando apenas o ranking da divisão, Eddie Alvarez seria o mais sério candidato ao título. Alvarez já foi campeão da divisão, vem de uma vitória memorável frente a Gaethje e encontra-se na terceira posição do ranking, sendo superado apenas pelo lesionado Tony Ferguson e pelo possivelmente suspenso Conor McGregor.

Barboza e Lee frente a frente
Fonte: MMA Junkie

Uma espécie de antevisão

Os dois lutadores vêm de derrotas. Barboza perdeu para Khabib de forma clara, ao passo que Lee sucumbiu perante uma submissão de Tony Ferguson. Nesse sentido, esta é uma oportunidade para relançar o ataque ao topo da divisão.

O tão elogiado striking de Barboza parece atemorizado pelos holofotes da fama inerentes a qualquer combate frente a um nome de peso. Pior seria se analisássemos apenas a sua última performance, já que Khabib dominou Barboza de forma avassaladora ao trazer o combate para o chão.

Estou convicto de que Lee irá tentar aplicar uma manobra de submissão, tentando fazer uso do seu grappling para chegar até Barboza. De forma oposta, o brasileiro quererá manter a luta em pé, manter a distância e massacrar eventualmente as pernas de Lee para condicionar a sua mobilidade, travando assim o ímpeto das suas investidas.

Espera-se muito movimento, muita intensidade e explosão. Para tal, Lee não poderá levar o combate para o chão, imitando Khabib na noite de 22 de abril.

Veremos o que acontece e que ideias terá Dana White para o futuro da divisão Lightweight.

Foto de Capa: MMA Junkie

“Apenas” dois obstáculos rumo ao título europeu

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O Sporting Clube de Portugal já se encontra na cidade de Saragoça, onde irá tentar um feito inédito na sua história e que o campeão nacional persegue há vários anos, ao ponto de ser quase uma “obsessão”, no bom sentido da palavra: ser campeão continental da modalidade de futebol de salão.

Seria um feito espetacular para a evolução brutal que este desporto tem tido no nosso país nos últimos anos, e além disso ia acontecer uma coisa totalmente inédita e histórica: juntar o nosso troféu de campeões europeus de seleções a um eventual troféu europeu de clubes.

É difícil, eu sei, ainda para mais olhando para os restantes apurados para esta final four: Para além da turma leonina, estão também qualificados dois representantes da amplamente considerada como a melhor liga do mundo: Inter Movistar (nem é preciso mais comentários, já aqui falei anteriormente sobre o plantel fantástico da equipa madrilena, onde se inclui o português Ricardinho) e FC Barcelona, que luta sempre pelo título espanhol praticamente até ao fim, mas que já não vence o campeonato desde a época 2012/13, sendo que desde então tem visto a equipa de Ricardinho consecutivamente a levantar o troféu no fim da temporada.

Juntamente com estes dois poderosos conjuntos, que segundo o sorteio terão que batalhar entre si para atingir a final, vem o outsider desta final a quatro, os húngaros do Gyori ETO, olhado como o “patinho feio” desta fase final e também como o adversário mais desejado por todos, mas não pode ser encarado como um jogo ganho, e neste caso estou-me a referir ao jogo da meia-final entre os leões e os magiares, pois esta equipa merece muito respeito, primeiro porque eliminou o representante italiano na competição, o Luparense, e segundo porque o adversário nesta altura pouco importa. Se me perguntarem se é um mau sorteio, obviamente digo que não, antes pelo contrário.

Estes são os 14 jogadores eleitos por Nuno Dias, que têm nos pés o sonho de milhões de sportinguistas
Fonte: SCP Futsal

Se me interrogarem sobre as hipóteses do nosso representante nesta semifinal, eu digo claramente que os comandados de Nuno Dias são favoritos na teoria para chegar à final. O que eu estou a dizer é que uma coisa e a teoria, e outra bem diferente é o resultado prático e objetivo do jogo, onde o favorito tem que o provar em campo, pois acreditem que os húngaros não vão a Espanha só para fazer turismo, e vão certamente criar muitas dificuldades ao conjunto leonino.

A bola começa a rolar já neste dia 20, por isso resta apoiar a única equipa lusitana ainda em prova, depois de o SC Braga já ter sido eliminado no decorrer da ronda de Elite, numa participação muito meritória e digna dos guerreiros do Minho na sua estreia em competições europeias.

Neste fim-de-semana há que deixar os clubismos de parte e torcer pelo nosso representante, pois seria algo maravilhoso para Portugal se voltássemos a ter um campeão europeu de clubes, oito anos depois do cetro ganho pelo SL Benfica no antigo pavilhão atlântico, atual Altice Arena.

Foto de Capa: SCP Futsal

A ausência de um box-to-box na equipa dos leões

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Desde que Jorge Jesus chegou ao Sporting que os Leões têm atuado maioritariamente num sistema tático de 4x4x2. Não é desta época, contudo, que em alguns jogos, Jorge Jesus tem ensaiado esquemas alternativos à tática inicial – falo no 3x5x2 e no 3x4x3. Estes esquemas têm-se revelado bastante positivos para a equipa. Recorde-se o jogo da segunda mão contra o Atlético de Madrid em Alvalade, por exemplo, onde o Sporting se mostrou uma equipa comprometida e aguerrida em campo e, sobretudo, equilibrada entre os momentos defensivos e ofensivos.

Independentemente do sistema tático usado, o Sporting tem mostrado uma lacuna que ainda não resolveu verdadeiramente desde a saída de Adrien Silva. Falo de um médio box-to-box, um médio de “primeiro toque”, responsável pela condução de jogo, que oscile e se adapte facilmente aos momentos defensivos e ofensivos. Um jogador que “liberte” bola durante os movimentos atacantes e que “segure” o meio-campo nos períodos de maior aperto dos adversários. Adrien Silva fazia isso como ninguém e deixa, por isso, saudades aos adeptos leoninos e uma lacuna que persiste na equipa de Alvalade.

Várias alternativas têm sido testadas na equipa dos leões para a designada posição oito: Battaglia, Bruno Fernandes e, mais recentemente, Bryan Ruiz. Se quanto aos primeiros dois jogadores essa lacuna se vai preenchendo, já quanto ao costa-riquenho fica notório que atua bastante melhor na faixa esquerda do que no meio do terreno. Isso foi visível no último jogo contra o Belenenses quando, na segunda parte, Ruiz foi “deslocado” para a faixa esquerda, atuando Wendel como número seis.

Rodrigo Battaglia tem conquistado o lugar a pulso na equipa do Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Mas também este brasileiro, que o Sporting contratou no mercado de Inverno, apresenta-se como um jogador lento e que introduz pouca dinâmica ao jogo leonino. Jorge Jesus tem ainda ao seu dispor o croata Josip Misic. Mas, à semelhança de Wendel, trata-se de um jogador lento e, sobretudo, previsível.

A quantidade de passes falhados por parte de Ruiz, quando atua na posição oito, torna-o inapto para essa posição do terreno. Além disso, a sua pouca velocidade retira andamento e fluidez ofensiva aos Leões. Não estão em causa as suas qualidades técnicas e a capacidade de “pensar o jogo”. Um box-to-box tem de ser “cerebral”, é certo; mas nunca um jogador lento…

Olhando para o plantel dos leões, não vejo nenhum jogador capaz de preencher essa posição ao nível daquilo que Adrien Silva fazia na equipa. O Sporting tem, por isso, que ir com alguma urgência ao Mercado, contratar alguém que apresente as qualidades que um box-to-box deve ter.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

No Marega, no party

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Começava a época e vários nomes deixavam dúvidas aos adeptos portistas. Um deles era o de Moussa Marega! A primeira passagem de dragão ao peito não havia sido muito feliz para o avançado maliano e poucos seriam os que acreditavam que este ano seria diferente. Até que “Tiquinho” Soares se lesionou, logo no arranque da prova, e Sérgio Conceição o lançou. E depois disso foi sempre: “mete o Marega”!

Pode dizer-se que Marega foi ouro sobre azul na estratégia pensada por Sérgio Conceição para este FC Porto. É um facto que não foi uma primeira opção e para atestar isso basta recuarmos à tarde de 9 de Agosto, em que o Dragão acolheu o jogo inaugural da equipa no campeonato. Na frente, Soares e Aboubakar. Ainda assim, a força das circunstâncias levou a que assumisse o protagonismo nessa mesma partida. Saltou do banco para render o brasileiro e foi mesmo o autor do primeiro golo do encontro. Depois disso, ainda bisou. Mas não foi nesse momento que conquistou a massa adepta, que conseguiu merecer a confiança e aplausos dos portistas. Certo sim é que esse foi o ponto de partida para a “redenção”.

Soube assumir o seu lugar e fazer das suas principais características armas de combate numa equipa em construção, uma equipa de ataque e de olhos sempre postos na baliza adversária. Ao falarmos de Marega é impossível não falarmos de força. A força que faz mover o ataque azul e branco, ainda que sem ser aliada a qualidade técnica. Por muito que hoje seja um dos mais aclamados do plantel, todos lhe sabem reconhecer limitações a esse nível, a falta de capacidade para ser brilhante e fazer magia com os pés. O que é certo é que faz magia à sua maneira. É o principal marcador da equipa, contando até ao momento com 20 golos marcados, e está no top 5 dos mais utilizados esta época por Sérgio Conceição, somando 2077 minutos.

Marega foi um dos nomes que passou pelo boletim clínico da equipa e que fez falta nos jogos que falhou
Fonte: FC Porto

Depois de o vermos numa dupla de sucesso protagonizada com Aboubakar, vimos nascer outra aquando da lesão do camaronês, desta vez com “Tiquinho” Soares. Com os dois juntos na frente as vitórias eram goleadas. E se hoje, a quatro jornadas do final, olharmos para os pontos perdidos pelo FC Porto, para as duas derrotas que registou e nas quais não marcou qualquer golo, percebemos o elemento em comum: a falta de Marega. A falta da força e velocidade na frente, a força e velocidade capazes de desequilibrar nas transições ofensivas e deixar para trás qualquer defesa. E a uns dias do “clássico” na Luz, tudo o que se pedia era Marega.

Hoje, depois da eliminação na Taça de Portugal e no rescaldo de outro objectivo falhado, muitos perguntam pelo maliano e questionam o porquê de não ter sido opção. Porque, mais uma vez, “no Marega, no party”. A quatro jornadas do fim, e com o regresso à liderança do campeonato, parece certo que Sérgio Conceição quis poupar o avançado, provavelmente ainda não recuperado a 100%, para não colocar em causa a sua condição física e poder contar com ele nessas partidas. E assim todos o devem esperar. Por muito inacreditável que isto pudesse ser no início da competição, é certo que Marega será um dos nomes da época do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Luta pela manutenção na Serie A

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Com a época a terminar, muitas são as contas que se fazem: quer na luta pelas competições europeias, quer na luta pela manutenção. Hoje falamos da manutenção na liga italiana. Um conjunto de seis equipas luta, ainda, pela salvação quando faltam cinco jornadas para o término do campeonato.

Com o Benevento fora das contas, uma vez que ocupa o último lugar da tabela, com 14 pontos, dois são os lugares que sobram para descer de divisão e disputar a Serie B, na próxima temporada. Hellas Verona FC, FC Crotone, Spal, AC Chievo, Cagliari Calcio e Udinese Calcio são aqueles que lutam para ficar na principal liga do país “azzura”.

Hellas Verona  FC

Está no penúltimo lugar da tabela com 25 pontos e a quatro de sair da despromoção.
O Verona tem dois jogos bastante complicados até ao fim, ao defrontar o AC Milan e a Juventus FC, mas jogará, também dois jogos, contra rivais diretos na luta pela manutenção: Spal e Udinese, ambos em casa dos comandados de Fabio Pecchia. A equipa que conta com o avançado Alessio Cerci não depende só de si própria para se manter na Serie A e tem uma tarefa bastante complicada pela frente.

FC Crotone

Ocupa o último lugar que desce de divisão, ou seja, o 18º posto da tabela classificativa, com 28 pontos. O Crotone tem boas possibilidades de sobreviver porque está apenas a um ponto de sair da linha de água, mas os próximos três jogos são decisivos: jogará contra Udinese, Sassuolo e Chievo. Precisa de somar pontos agora, para nos dois últimos testes frente a Lazio e Napoli poder estar mais descansado. A equipa parte bastante moralizada para os próximos encontros depois de na passada quarta-feira ter empatado frente ao primeiro classificado, Juventus FC.

Spal

A equipa que está pela primeira vez no primeiro escalão do futebol italiano tem feito uma razoável campanha na Serie A. Neste momento, está a respirar bem, visto estar acima dos lugares de despromoção. Situa-se no 17º lugar com 29 pontos, apenas mais um que o Crotone, daí estar a respirar bem, mas tem de continuar a somar pontos, caso contrário volta à segunda divisão. Na próxima jornada receberá a AS Roma, e com um bocadinho de sorte ganha pontos importantes, pois a Roma está a disputar as meias finais da Liga dos Campeões, e de certo, que irá centrar as suas atenções na liga milionária. Ainda jogará frente ao Benevento e Verona (rival direto na luta).

A luta pela manutenção está ao rubro. Seis são as equipas que ainda lutam para sobreviver à descida de divisão
Fonte: Serie A Tim

AC Chievo

O Chievo está atualmente no 16º lugar da tabela, dois lugares acima daqueles que descem de divisão. Apesar de ocupar este posto, apenas tem mais três pontos que o Crotone (18º classificado). A equipa de Verona não tem tido o melhor desempenho nos últimos jogos: empatou dois deles com equipas que também estão a lutar pela manutenção. Nos próximos dois jogos defrontará Inter de Milão e AS Roma e por isso, terá de estar ao melhor nível para conseguir manter-se na Serie A. Contudo, ainda vai jogar frente ao Crotone e ao Benevento até ao fim, jogos onde pode garantir a tão desejada manutenção.

Cagliari Calcio/ Udinese Calcio

Estes dois clubes são, dos seis que estão a lutar pela manutenção, aqueles que estão mais perto de o garantir. 15.º e 14.º, respetivamente, Cagliari e Udinese podem ficar a salvo se vencerem os dois próximos jogos: o Cagliari jogará frente ao Bologna FC e à Sampdoria. Já a Udinese defrontará o Crotone e o já despromovido, Benevento. É certo que o 14.º classificado tem a tarefa mais fácil que o Cagliari, mas com algum esforço e determinação ambas continuarão na Serie A em 2018/2019.

Foto de Capa: Serie A Tim

Pedia-se 11 Eusébios, mas caíram-nos do céu 15 anjinhos

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Bem, depois de quatro dias em que se bebeu para esquecer, se reviu para acreditar, e se lamentou, insultou, e se pegou na exibição do Benfica para a comparar a lixo, ou qualquer coisa ainda mais repugnante que isso, cheguei a uma conclusão. Querem saber qual?

Nenhum benfiquista, por esse Mundo fora, por menos adepto que seja, por mais crítico, imparcial, tendencioso e até mesmo insuportável, merecia esta exibição.

Queria conseguir pegar neste jogo e espremer dele algo que me acalentasse a desilusão que sinto, para que doesse menos. Mas dói. Dói demasiado. Pensar que a minha equipa, sujeita a ser pentacampeã pela primeira vez na sua história, que partia em vantagem para um clássico decisivo, que poderia ficar com uma almofada de 4 pontos para ir a Alvalade descansada, acaba por jogar tão miseravelmente. Nada do que disse atrás se refletiu no jogo. Tivemos um André Almeida a fazer lembrar o tempo em que ninguém dava um tostão por ele, um Pizzi a falhar passes com a facilidade com que os acertava a época passada e um Jiménez que foi tudo menos ponta de lança, a quem faltou a garra de outros jogos e a justificar o porquê de ser suplente. Tivemos um Zivkovic perdido em campo, e um Cervi sem ideias. Valha-nos um Fejsa que foi o único a querer manter o titulo de campeão até ter 60 anos.

Fonte: FC Porto

Mas pior. Rui Vitória. Rui, um segredo. Nós também podemos ganhar ao Porto. Não levamos um castigo da FIFA se o fizermos. E tu, Rui, não quiseste ganhar. Mas também não quiseste não perder. E qualquer um dos dois era melhor que perder. Não fui claro? Então acompanha-me no meu raciocínio. Ora, um treinador que em primeiro lugar, decide tirar o jogador que mais desequilíbrios estava a conseguir, claramente adopta uma postura mais contida. Ou seja, não quer ganhar.

Mas um treinador, que decide, no final da partida, numa altura em que o FC Porto se agigantava, tirar um médio para pôr um ponta de lança, é um treinador que, vá-se lá perceber porquê, não quer evitar a derrota. Rui, ser campeão, sem nunca ganhar um jogo ao nosso maior rival é sem dúvida algo que não se poderia manter durante muito tempo. E que pena! Por nós até gostávamos de ti. Mesmo! Nós defendíamos o nosso treinador. Mas a partir do momento em que o nosso treinador não nos quer defender, por mais que haja amor, e por mais forte que ele seja, naturalmente chega o momento em que isto já não faz sentido.

Benfica, fizeste milhares de adeptos, mais ou menos fervorosos, passar por piadas, ouvir insultos, levar com as semelhanças entre o Kelvin e o Herrera, ver os próprios portistas a festejar na nossa casa. E mesmo assim, ainda ouço quem diga que ainda é possível. Ainda ouve quem depois do golo tentasse timidamente gritar “Eu amo o Benfica”. Não tens noção dos adeptos que tens. E nenhum merecia isto. Nem tu, no Domingo, nos mereceste a nós.

Foto de Capa: SL Benfica

Em terras espanholas, italianos “quase” dominam

Fim-de-semana com alguns incidentes, mas com muitas batalhas na pista.

A primeira corrida não teve o melhor dos começos já que na quarta volta um incidente entre o piloto da Honda, Leon Camier, Lorenzo Savadori da Aprillia e Jordi Torres da MV Augusta fez a corrida parar. Savadori consegui ainda ir às boxes e estar presente no recomeço. Já Torres não voltou e Leon Camier acabou por ir ao hospital para ser visto. O piloto britânico da Honda não participou na segunda corrida do fim-de-semana e não deverá participar na próxima ronda em Assen, Holanda.

Assim sendo o recomeço viu Jonathan Rea, em Kawasaki, a liderar. A surpresa neste reinício esteve na mota japonesa tripulada por Alex Lowes. O britânico subiu de quinto para segundo num espaço de tempo muito curto. Apesar da Yamaha de Lowes ter estado umas voltas na liderança, devido a um erro de Rea, o campeão mundial voltou ao comando e dai nunca mais saiu. Mais atrás, muitas dificuldades para o colega de equipa de Rea, Tom Sykes. Este parece estar muito abaixo do esperado pelos seus adeptos. Será que a redução de 600 rotações na Kawasaki ZX-10RR está a influenciar muito a pilotagem de Sykes? Na Ducati, este fim-de-semana pareceu muito positivo. O traçado de Aragão parece adaptar-se perfeitamente à máquina de Borgo Panigale. Xavi Fores, Chaz Davies e Marco Melandri estiveram sempre na luta pelas posições mais altas, e o wild-card da Ducati, Michael Ruben Rinaldi, esteve muito bem. Continuando na primeira corrida do fim-de-semana, Rea acabou por conseguir a vitória, como nos tem habituado, sozinho na frente da corrida. O pódio esteve ao rubro, com Chaz Davies a passar Xavi Fores na última curva do circuito, ficando assim com o segundo lugar. Melandri cortou a meta em quarto.

Leon Camier teve uma quede grave e deve falhar a próxima ronda do WSBK em Assen
Fonte: WSBK

No domingo a história mudou um pouco. O domínio continuou a ser das motos italianas, mas estas estiveram em posições mais avançadas. Na volta cinco, o espanhol Xavi Fores ultrapassou Marco Melandri, que tinha arrancado da pole position. Mas três voltas depois o espanhol acabaria por cair, cedendo a liderança a Rea, juntamente com Melandri e Davies. Os três separaram-se logo dos restantes, lutando assim sozinhos pelas posições do pódio. Assim, a iniciativa foi tomada por Chaz Davies, que com duas manobras impressionantes se colocou na liderança da corrida, de lá nunca mais saindo. Na quarta posição ficou o wild-card da Ducati, Michael Ruben Rinaldi. O italiano teve uma ronda muito positiva a bordo da marca da sua nação. Em seguida seguiu-se o duo da marca dos diapasões, Alex Lowes e Michael van der Mark. Skykes continuou o seu pobre desempenho, terminando em nono. Destaque ainda para o regresso de David Giugliano aos comandos da Aprillia de Eugene Laverty. O italiano não deixou marca suficiente para se pensar num possível regresso.

O duo da Yamaha Racing teve uma prova muito consistente
Fonte: Yamaha Racing

A próxima prova do campeonato mundial de superbikes é no circuito histórico de Assen, na Holanda de 20 a 22 de abril.

Foto de Capa: Aruba.it Racing – Ducati

A falta que Bruno de Carvalho lhes faz…

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Andámos muitos meses e anos a ouvir a “lenga-lenga” de que o presidente do Sporting falava, escrevia e postava demais. E mesmo eu próprio desejei que ele não tivesse feito algumas comunicações, umas pela pouca relevância para a instituição e os sócios, outras pelo timing ou local.

Eis que, para espanto de tudo e todos, o homem decide, pela quinquagésima vez, abandonar o Facebook. O espanto não está na decisão, mas no cumprimento da mesma. E por estarem tão estupefactos, e não querendo acreditar que seja mesmo verdade, a comunicação social, ajudada por alguns notáveis leoninos, decidiram testar.

Desde o dia em que Bruno de Carvalho comunicou que iria terminar com os seus posts (desta última vez), a definitiva espero (ou voltando, que seja para intervenções cirúrgicas), ainda não houve uma vez em que tivéssemos um pôr do sol sem ter saído uma notícia, ou mais, sobre o presidente do Sporting.

Muitos estavam à espera de um momento menos bom, para pedir novas eleições Fonte: Sporting CP

Muitos diziam que se estava sempre a falar dele porque o próprio não se calava. Pois bem, essa parece ser mais um “soud bite” que caiu por terra. Porque efectivamente continua a falar-se muito do senhor, e talvez ainda mais. (É um dos problemas de não poderes rebater. É que podem dizer as barbaridades que lhes convier.)

Eu tenho duas teorias, não seja invalidada uma pela outra. Ou eles sentem mesmo muita falta do Bruno, porque efectivamente, tendo nós uma comunicação social que gosta de sonhar e imaginar cenários, mas que, por ser tão incompetente, não o consegue fazer sozinha. Ou seja pelo presidente do sporting ou por recados vindos de outras paragens, ou então estão a testar o homem, tentando obriga-lo a vir falar e voltar com a sua palavra atrás, o que daria mais umas belas capas e programas de debate.