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Girabola: GD Interclube isola-se à 5.ª jornada

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Nos dias 10 e 11 de março foi jogada a 5.ª jornada do campeonato angolano, e não faltaram golos nas partidas disputadas nesta ronda. Com inúmeras peripécias, o destaque da jornada vai inteiramente para o Interclube de Luanda, que já é líder isolado do Girabola.

O clube comandado pelo português Paulo Torres já lidera a prova ao fim das cinco jornadas já realizadas com 13 pontos conquistados, fruto de quatro vitórias e um empate. Nesta ronda, a equipa dos “Polícias” recebeu e bateu o Progresso do Sambizanga por 2-0. Num jogo bem disputado, o instinto matador de Pedro Bengui veio ao de cima, que marcou os dois golos da equipa da casa, saltando assim para o topo do melhores marcadores do Girabola.

O 1.º de Agosto terminou o seu jogo com motivos para sorrir – após um empate e uma derrota, os comandados de Zoran Maki venceram pela primeira vez no campeonato. Frente a um dos candidatos ao título, Kabuscorp do Palanca, os “Militares” não se mostraram muito afetados pelo mau arranque na prova, e conquistaram os primeiros três prontos, graças a uma vitória por 3-1. Ibukun e Fofó (bis) marcaram para os detentores do título, ao passo que Arouna fez o tento de honra da equipa de Sérgio Traguil.

Fonte: Girabola ZAP

O Petro de Luanda voltou a perder pontos em casa. Depois ter sido travado pelo 1.º de Maio de Benguela, o conjunto petrolífero não conseguiu derrotar a Académica de Lobito, que assim voltou a bater o pé a um dos favoritos à conquista do título, uma semana depois de ter vencido o 1.º de Agosto. Apesar da enorme pressão exercida, o Petro não foi eficaz na frente da ataque e terminou o jogo como começou: um nulo no marcador.

O outro candidato, o Recreativo do Libolo, recuperou da melhor forma da derrota pesada sofrida na jornada anterior: venceu em sua casa o Sporting de Cabinda pela margem mínima. Apesar da boa réplica do Sporting de Cabinda, a turma libolense foi mais forte e celebrou no final a conquista de mais três pontos, com o golo solitário a ser apontado pelo central Nzau.

Nos restantes encontros, o Sagrada Esperança conseguiu o resultado mais robusto da jornada: vitória por 5-1, frente ao FC Casa Militar. O Domant e Rec. da Cáala venceram as suas partidas pelo mesmo resultado (2-1), contra os Bravos do Maquis e JGM do Huambo, respetivamente. Desportivo da Huíla e 1.º de Maio de Benguela não foram além de um empate a zero.

Em conclusão, o Interclube é o destaque da jornada, não só pela liderança isolada à 5.ª jornada, mas também pela qualidade que tem vindo a demonstrar ao longo dos jogos disputados. Os homens de Paulo Torres parecem motivados a querer chegar a um título, que lhes foge desde 2010. O certo é que ainda vamos no início do campeonato, mas será que irão conseguir manter-se no topo da classificação por muito tempo? Iremos descobrir nas próximas jornadas.

Foto de Capa: Girabola ZAP

Ryan Day vence o segundo troféu da época no Open de Gibraltar

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Encerrou este Domingo a edição de 2018 do Gibraltar Open, disputado entre 7 e 11 de Março, no Tercentenary Hall.

Num torneio marcado por muitas ausências de relevo, apenas estiveram em prova nove elementos do Top-20 mundial, sendo que Barry Hawkins e Shaun Murphy, vencedor da edição do ano anterior, foram os únicos representantes do top-10.

Se, por um lado, fica claro que a ausência de nomes como Mark Selby, Ronnie O’Sullivan, Judd Trum, Ding Junhui ou John Higgins reduz de forma significativa as expectativas colocadas neste torneio, por outro, estas ausências abrem a porta a outros jogadores menos cotados, que assim ganham maiores possibilidades de brilhar.

Este facto foi visível logo na composição inicial do torneio, onde apareceram muitos jovens desconhecidos da maioria dos espectadores, que assim tiveram uma possibilidade de crescer e mostrar o seu valor num torneio pontuável para o ranking. Também alguns jogadores mais experientes, que nunca se conseguiram impor na elite do snooker mundial, tiveram aqui uma nova possibilidade de brilhar.

Nesta vertente, os que melhor aproveitaram esta possibilidade foram Andy Hicks, Jamie Clarke, Michael Wild, Brandon Sargeant e Jamie Cope, tendo todos eles conseguido alcançar a sexta ronda do torneio. Jamie Cope, para além de ter chegado longe, brilhou especialmente na quarta ronda, quando provocou uma das grandes surpresas do torneio ao eliminar o campeão em título, Shaun Murphy, por uns expressivos 4-0.

À entrada para os Quartos-de-Final, a prova já não contava com nenhum membro do Top-10 mundial, depois da já referida eliminação de Murphy na quarta ronda e da, ainda mais precoce, eliminação de Barry Hawkins logo na segunda ronda do torneio, onde saiu derrotado por 4-1 no duelo com Sam Craigie (81º do ranking).

Se o Top-10 desde cedo se viu arredado da competição, o Top-20 não se encontrava numa posição muito mais favorável. Chegados a esta fase da prova, apenas Ryan Day, Kyren Wilson e Stuart Bingham ainda resistiam.

Kyren Wilson e Stuart Bingham chegaram a esta fase, mas não guardaram recordações muito agradáveis da mesma. Ambos foram eliminados, sem conseguirem vencer um único frame. Wilson foi batido por Lee Walker (73º do ranking) e Bingham caiu aos pés de Cao Yupeng (50º), ambos por 4-0.

Ryan Day, que até tinha o encontro teoricamente mais complicado, conseguiu bater Joe Perry por 4-1 e seguir para as Meias-de-Final, assim como Scott Donaldson, que venceu Zhang Yong por 4-2.

Nas Meias-de-Final, Cao Yupeng bateu Lee Walker por 4-2, enquanto Ryan Day conseguiu atingir a final depois de um duelo muito equilibrado frente a Scott Donaldson, onde o galês apenas conseguiu obter a vitória na negra (4-3).

Chegávamos assim a uma final que colocava frente a frente Ryan Day e Cao Yupeng, dois jogadores que atingiam assim a sua segunda final esta época.

A final do torneio foi disputada por Ryan Day e Cao Yupeng
Fonte: World Snooker

Nas outras finais disputadas por estes jogadores, Ryan Day conseguiu conquistar o Masters de Riga, enquanto Cao Yupeng, depois de ter estado quase com o troféu na mão no Scottish Open, quando vencia por 8-4, acabou por permitir que Neil Robertson desse a volta ao encontro, saindo derrotado por 8-9.

Neste Gibraltar Open, registou-se uma final de sentido único, com Ryan Day a dominar por completo e a vencer o encontro por 4-0. Cao Yupeng vê assim, aos 27 anos, voltar a ficar adiada a possibilidade de vencer o primeiro troféu pontuável para o ranking.

Por sua vez, o galês consegue, aos 37 anos, o segundo troféu pontuável para ranking da carreira, ambos conquistados esta época.

Esta vitória, para além do que representa por si só, pode revelar-se muito importante para Ryan Day, por significar uma subida no ranking (de 18º para 17º), ficando muito próximo do Top-16, que garante a entrada directa no mundial, sem necessidade de recurso a jogos de qualificações. Este 17º lugar até pode ser suficiente para essa entrada directa caso Marco Fu (actual 10º) não recupere a tempo da prova (o jogador de Hong Kong recupera de uma cirurgia a um olho).

Ficou assim concluída mais uma edição do Gibraltar Open que poderá vir a merecer especial atenção por parte da World Snooker por mais uma vez, à semelhança do que aconteceu no ano anterior, ter registado um baixo nível de interesse, tanto por parte dos jogadores mais cotados do circuito como por parte do público, verificando-se sempre um número reduzido de espectadores no recinto ao longo de toda a prova.

Segue-se o Masters da Roménia, uma prova por convite, que não é pontuável para o ranking, que decorrerá entre Quarta-Feira (dia 14) e Domingo (dia 18) no Circo Metropolitano de Bucareste.

Foto de Capa: World Snooker

Ousados Versus Conservadores

Quem acompanha futebol sabe certamente que os treinadores portugueses estão na rota do futebol europeu. E os treinadores portugueses têm dado muito que falar pela Europa fora, seja pela qualidade que mostram dentro de campo, pela forma como comunicam com a imprensa, ou pelo seu estilo.

É nesta questão do estilo que quero tocar. Enquanto existem treinadores mais introvertidos, quer na comunicação, quer no estilo de jogo; também existem treinadores mais ousados, que possuem uma abordagem ao jogo mais aberta e corajosa. Analisemos o perfil de cada estilo:

Estes treinadores mais ousados são treinadores que por norma, tem uma identidade de jogo bem definida e que nunca em circunstância alguma se desviam dela, apresentando por norma, uma equipa que joga um futebol aberto e ofensivo, conservando a posse de bola e procurando jogar de forma apoiada, de pé para pé. Procuram construir uma equipa que trate bem a bola e que jogue um futebol atractivo, que entretenha os adeptos.

Miguel Cardoso tem mostrado uma ideia de jogo bem definida
Fonte: Rio Ave FC

Já os treinadores mais conservadores, como o adjectivo indica, possuem uma abordagem mais conservadora ao jogo, mais cautelosa e calculista. Antes de mais, são treinadores que não jogam para o espectáculo, não jogam nem querem jogar. São antes treinadores que apostam forte na preparação teórica do jogo e no estudo da forma de jogar do adversário, estabelecendo como prioridade a anulação deste. Como tal, esta é uma estratégia que pode variar mais consoante as características do adversário e do próprio jogo em si.

Mas afinal, qual destes estilos será o mais vantajoso e o mais adequado num clube grande? As opiniões dividem-se…

Por um lado, estes treinadores mais ousados costumam ser mais populares pelo seu futebol mais atractivo, por outro lado, a coragem que estes possuem também é questionada em certas ocasiões, principalmente em jogos contra equipas de maior valia.

Título de Voleibol será discutido num sempre escaldante Sporting CP – SL Benfica

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SL Benfica e Sporting CP partiam com estatuto de favoritos para estas Meias-Finais, onde defrontavam Sporting de Espinho e Castêlo da Maia, respectivamente.

Este favoritismo acentuou-se depois de, na semana anterior, os rivais lisboetas terem alcançado importantes vitórias nas deslocações a Espinho e à Maia (ambas por 3-1).
Este fim-de-semana, numa jornada dupla disputada no Pavilhão da Luz e no Pavilhão João Rocha, as equipas da casa não deram qualquer tipo de hipótese aos adversários e venceram todos os seus encontros por expressivos 3-0, resolvendo desde já as suas eliminatórias.

De uma forma agregada, nestas Meias-Finais, cada uma das equipas lisboetas cedeu apenas um set, o que demonstra bem a superioridade destas face à concorrência.
Para os encarnados, alcançar esta fase tem sido um hábito, sendo esta a sua nona final consecutiva, tendo vencido quatro das últimas oito edições e sendo finalista vencido nas outras quatro. A última final em que o SL Benfica não esteve presente foi na já remota época de 2008/2009, quando acabou em terceiro lugar, atrás de Sporting de Espinho e Vitória de Guimarães.

Por seu turno, os leões, depois de um longo período afastado da modalidade, regressam em grande e voltam a marcar presença na final 23 anos depois.

O Sporting CP está na final 23 anos depois
Fonte: Sporting CP

É difícil dar algum favoritismo a qualquer uma das equipas nesta fase. Para já, fica a certeza de que teremos muito espectáculo nesta final e que, com a presença de dois históricos do desporto português, o voleibol terá de volta o mediatismo que já não alcançava há largos anos.

Noutras disputas, na agora apelidada de I Divisão, onde se encontram as equipas classificadas entre o quinto e o oitavo lugar na fase regular, a Fonte do Bastardo também resolveu desde já a sua Meia-de-Final. Depois de uma vitória por 3-0 no terreno da AA Espinho na semana anterior, esta semana, a jogar em sua casa, os açorianos voltaram a não dar qualquer possibilidade de resposta ao adversário e conquistaram mais duas vitórias inequívocas por 3-0.

A Fonte do Bastardo apresenta-se nesta fase como uma clara favorita à vitória desta I Divisão, dado o seu estatuto e o momento de forma em que se encontra.

O conforto não combina com sucesso

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A pequena população de cada um destes países parece não servir de razão, visto que “até” Portugal – um país com 11 milhões de habitantes e pouca tradição no ténis – tem 4 atletas no top-200 ATP

Se olharmos para a lista dos números 1 do mundo do ténis, quer nos homens quer nas senhoras, rapidamente podemos verificar que muitas são as suas nacionalidades. Desde a Suíça à Bielorrússia, passando pelos Estados Unidos, muitos países tiveram (e, tradicionalmente, têm) o privilégio de poder partilhar nacionalidade com o melhor ou a melhor tenista do mundo durante um determinado período.

No artigo de hoje, venho abordar o caso dos países nórdicos e tentar esmiuçar o porquê de, salvo exceções de que falarei mais à frente, haver tão poucos nomes grandes nos circuitos profissionais masculino e feminino. Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega são provavelmente olhados pelo resto da Europa como se fossem os quatro “irmãos” que são conhecidos por serem os países aparentemente mais felizes, mais ricos, com melhores condições de vida, enfim… que proporcionam mais conforto àqueles que neles habitam. Desde que embarquei, há uns largos meses, para a Dinamarca, deparei-me com algumas surpresas – umas fantásticas, outras menos. Tenho a sorte de poder aqui acompanhar de muito perto o ténis nacional, a formação e as diferentes fases de desenvolvimento de muitos atletas e nestes quase sete meses começo a retirar algumas conclusões que aqui partilho com os leitores do Bola na Rede.

Em primeiro lugar sim, em termos de infraestruturas, não vejo muitas razões de queixa para os clubes e os seus atletas. Devido ao (horrível) clima dinamarquês – nórdico em geral – os municípios consideram que a prática desportiva é indispensável para a sanidade física e mental dos seus habitantes e por isso são muitos os pavilhões, as arenas e os complexos desportivos cobertos onde, no caso do ténis, se disputam 2/3 da época, sendo que os atletas apenas “saem à rua” por volta de maio e “recolhem de novo” por inícios de setembro. Se muitas vezes a falta de apoio público é o fator apontado pelos clubes e atletas portugueses para resultados menos vistosos, aqui não é essa a realidade.

O melhor tenista nórdico da atualidade, em ação em Portugal. Conhece?
Fonte: ATP

Rapidamente reparei também na disponibilidade financeira de uma grande fatia dos atletas de todos os escalões etários – raquetes, equipamento, cordas, e sapatilhas novas são constantes com o passar das semanas, tanto nos torneios como nos treinos. A facilidade económica dos “paitrocinadores” é também notória e é uma prática comum a adição de aulas privadas às duas ou três aulas coletivas que os atletas de formação têm ao longo da semana.

Então por que raio não vingam muito mais os atletas desta região do planeta? Afinal, a indisponibilidade económica e a inexistência de infraestruturas apropriadas e disponíveis para os atletas representam uma grande fatia das razões que levam os jogadores a abandonar a modalidade, não é?

Ora bem, na minha opinião é fundamental juntar aos fatores acima referidos o fator “Conforto”. Passo a explicar. Qualquer aspirante a atleta profissional, ou mesmo os fãs mais atentos do desporto em geral sabem que, por experiência própria ou relato na primeira pessoa das maiores estrelas, um denominador comum a 99% deles é a busca incessante por alcançar um sonho distante ou uma vida confortável para eles e para aqueles que os rodeiam. Saltam-me imediatamente à memória os casos de Cristiano Ronaldo no futebol ou de Serena Williams no ténis. Pois essa realidade, em que desde jovens estes “guerreiros” se veem obrigados a contornar obstáculos atrás de obstáculos em busca de um sonho, é muito difícil de encontrar aqui, no Norte da Europa.

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. No topo, entre muitas, surge o Hóquei em Patins que alcançou o primeiro lugar do Grupo D da Liga Europeia após uma retumbante reviravolta frente ao líder do campeonato espanhol, o Voleibol masculino, que alcançou a Final do Campeonato Nacional, após 23 anos de interregno, e o Râguebi feminino que venceu a primeira etapa do Campeonato Nacional de Sevens. No pólo negativo, surge o Futsal feminino que empatou perante um adversário menos cotado. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Os campeões nacionais terminaram a primeira fase do Campeonato Nacional com uma vitória sobre o CF Os Belenenses por 43-31, sendo que ao intervalo os Leões já venciam por um diferencial de dez golos (24-14). Carlos Ruesga, do Sporting CP, e Diogo Domingos, do CF Os Belenenses, foram os melhores marcadores do encontro com sete golos anotados. Com este triunfo, o Sporting CP termina esta primeira fase com 75 pontos somados, o que se traduz em 38 pontos (cinquenta por cento da pontuação obtida) no arranque do Grupo A da Fase Final. No próximo Domingo, dezoito de Março, a turma orientada por Hugo Canela recebe a Associação Artística de Avanca, em jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal, pelas dezoito horas no Pavilhão João Rocha.

Andebol fecha primeira fase com nova vitória
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Carambola | Os verde e brancos venceram o derby frente ao SL Benfica “A” por 1-3, recuperando assim a liderança da tabela classificativa, em igualdade pontual com o rival encarnado. Na próxima jornada os Leões recebem o CBE “A”.

Futebol feminino | As Leoas venceram o União Ferreirense por 0-4, com golos de Diana Silva (2), Bárbara Marques e Ana Leite, preservando assim a vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o rival SC Braga. Na próxima jornada as campeãs nacionais recebem a UR Cadima, estando a partida agendada para as quinze horas de dezoito de Março, Domingo.

Futebol masculino | Triunfo por 2-0 frente ao Viktoria Plzen na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e vitória por 2-1 frente ao CD Chaves para a Liga NOS, com os Leões a encurtarem a distância para o topo da classificativa. Segue-se a segunda mão da prova europeia na República Checa pelas dezoito horas de quinta-feira, quinze de Março, e nova jornada do Campeonato Nacional: recepção ao Rio Ave FC pelas 20h15 de Domingo, dezoito de Março, no Estádio José Alvalade.

Futsal feminino | O Sporting CP empatou a dois golos na recepção ao Santa Luzia FC, atrasando-se assim na perseguição ao líder Novasemente. Na próxima jornada, as Leoas recebem o CR Golpilheira.

Futsal masculino | Os comandados de Nuno Dias bateram o CD Aves por 1-5, com golos de Pany Varela, Fortino, Cavinato (2) e Cardinal, que regressou após paragem prolongada devido a lesão. Liderança isolada e invicta reforçada, sendo que na próxima jornada os bicampeões nacionais recebem o CRC Quinta dos Lombos, pelas dezoito horas de dezassete de Março, Sábado, no Pavilhão João Rocha.

Futebol de Praia | O Sporting CP venceu o CD Nacional por 7-2 em jogo em atraso da quarta jornada. Os tentos leoninos foram apontados por Jordan (2), Duarte (2), Ricardinho, Mathew e Coimbra.

GD Chaves 1-2 Sporting CP: A esperança verde, a ausência do VAR e um holandês matador!

Ausências de peso no estádio Municipal de Chaves com destaque para a estreia de Misic. Os leões com baixas importantes para arrombar a fechadura num campo sempre difícil para qualquer grande. A equipa da casa não podia contar com Matheus Pereira e Domingos Duarte. Já o Sporting sem Bruno Fernandes, Acuña, Piccini e Coentrão ausentes de um jogo muito importante para relançar a equipa na luta pelo título.

Ricardo na baliza; Paulinho, Maras, Nuno Coelho e Djavan na defesa; Tiba, Jefferson e Bressan no meio campo; Davidson e Perdigão no apoio a William formavam o onze dos flavienses. Do outro lado “São” Patrício, Batta, Mathieu, Coates e Bruno César criavam a barreira defensiva; William e Misic no meio campo com Ruben Ribeiro, Gelson, Bryan e Montero a formarem o quarteto ofensivo.

Com tantos ausentes, os leões, mais pareciam um dalmata recém-nascido com mais manchas negras que o registo criminal de Vale e Azevedo. Entrada sem ritmo e com pouca ambição para quem quer, ou sonha, chegar ao topo da Liga. Pouca pressão, pouca agressividade, pouca intensidade, falta de organização e sem um jogador capaz de fazer a ligação entre a defesa e ataque.

Aos dez minutos, Rui Patrício, com uma intervenção sublime, manteve as redes seguras. Doze minutos e resposta do Sporting num canto com uma boa defesa do guarda redes Ricardo. Aos catorze minutos, Bruno César não aguentou a pressão e saiu mais cedo para aviar uma picanha no balneário. Para o seu lugar entrava, o ex-marafado, Lumor. Em trinta minutos, era completamente perceptível as dificuldades leoninas em chegar com perigo à baliza do Chaves. Misic a demonstrar que o mercado de inverno de nada serviu para acrescentar qualidade ao plantel.

Aos trinta e dois minutos um exemplo cínico de falta de cérebro e de um finalizador. Primeiro Montero, depois Rúben Ribeiro e finalmente Gelson a falharem a primeira grande oportunidade de abrir o marcador. Incrível a forma displicente como o ataque leonino abordou este lance. O árbitro, Hugo Miguel, não queria ficar atrás e ia acompanhado a fraca prestação das equipas. J

orge Jesus percebeu, finalmente, a falha que tinha cometido na construção da equipa e fez recuar Bryan Ruiz para pegar no jogo. Exibição paupérrima da equipa leonina com, sérias, culpas para o técnico leonino. Aposta furada em Misic e com tantas ausências, é incrível, ter deixado Ristovski no banco. O jogo chegava empatado ao intervalo sem brilho, sem ideias, sem dinâmica e sem golos.

O Sporting volta a entrar na discussão da luta pelo título nacional
Fonte Sporting CP

A segunda parte começa com entrada forte da equipa do Chaves evidenciando as claras fraquezas do Sporting. Aos cinquenta e seis minutos, saída natural de Misic para a entrada de Bas Dost. Dois minutos depois e o gigante holandês no primeiro aviso para o que vinha a seguir. Aos sessenta e dois minutos, após jogada brilhante de Rúben Ribeiro, que, num cruzamento teleguiado, meteu a bola na cabeça do avançado leonino. Bas Dost não perdoou e dava vantagem aos leões.

A equipa ganhou confiança e em três minutos criou três claras ocasiões para fazer o segundo golo. Primeiro Ruiz a falhar na cara do guarda redes. Depois Battaglia, em posição privilegiada, a permitir o corte da defesa e, na sequência do canto, Coates atirou por cima da baliza de Ricardo. Era a melhor fase da equipa verde e branca com processos simples e rápidas saídas para o ataque. Setenta e sete minutos saía Montero para dar entrada a Palhinha. Jesus voltava a apostar no modelo inicial. Apenas um minuto depois da entrada do médio e o Chaves dispôs da melhor ocasião do encontro. Davidson passou por Patrício e rematou para grande corte de Battaglia em cima da linha de golo. Grande susto para os leões!

Quando o Chaves pressionava e encostava o Sporting às cordas, Battaglia, numa jogada de raça e de grande querer roubando a bola ao adversário e assistindo Bas Dost para fazer o vigésimo segundo golo no campeonato. Grande insistência do argentino que assistiu o gigante holandês para bisar na partida.

Noventa minutos e ao ritmo da fraca qualidade das arbitragens portuguesas, Hugo Miguel, decidiu inventar um penalti a favor da equipa casa. Falta inexistente com teatro cinco estrelas de Djavan. É inacreditável, mesmo com ajuda do VAR, Hugo Miguel decide errar em vez de recorrer à ajuda da tecnologia. Dos três minutos de compensação, ainda houve tempo para novamente Hugo Miguel ignorar uma falta clara para penalti sobre William. O jogo terminaria de seguida com vitória justa dos leões que só acordaram após o minuto sessenta. De realçar o bom jogo de Battaglia e Lumor e o instinto matador de Bas Dost.

All star game no futebol?

Ao ver o all star game do basquetebol, ao ver aquelas estrelas todas juntas num só campo (e sabendo que o resultado final reverteria para a caridade) e deixava ao mesmo tempo qualquer fã daquele desporto em êxtase, pensei.. Porque é que isto não acontece no futebol? Porque é que não existe esta partida histórica no desporto rei? E se houvesse, que equipas fariam parte? Foi com isso em mente que resolvi desafiar o editor do Bola na Rede, Pedro Machado, para um duelo de titãs. Posto isto fomos a sorteio e cada um escolheu alternadamente os melhores jogadores até formar a sua equipa. O resultado final? Não podia ser melhor! Duas equipas colossais, milhões de euros em campo e tantos mais fora de campo deixariam qualquer um no êxtase. Mas qual destas equipas sairia vencedora? E qual seria a tua equipa de sonho? Diz-nos nos comentários! 

À direita

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Respirem fundo e prossigam a ler. Não se trata de nenhuma discussão política, por isso não vou aqui falar sobre Mário Centeno a ver jogos no Estádio da Luz, se o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é do SC Braga ou se a política de direita anda a combinar resultados.

Na verdade, a par do texto já publicado aqui no site sobre a ala esquerda do SL Benfica, agora fazemos uma pequena análise à asa direita dos encarnados.

Enquanto que de um lado existe Grimaldo, Zivkovic e Cervi, deste lado direito temos André Almeida, Zivkovic e Rafa.

Desde o início da época até agora, a tática mostrou-se diferente, com alternâncias entre André Almeida e Douglas, Krovinovic a lesionar-se e dar lugar ao sérvio e Rafa a crescer depois de Salvio ter de sair pela mesma razão de ‘Krovi’. Como além de ter havido diferenças ao longo da época, também se nota que houve evolução positiva desde então, e sendo agora o jogo mais sólido dos encarnados esta temporada, é do trio que mencionei no parágrafo acima que decidi falar.

A inclusão de Zivkovic em ambas as alas é explicada de forma simples: por ele passam as transições entre a defesa e o ataque quer do lado esquerdo, quer do direito, quer mesmo das transições entre ambas as alas.

Ainda que tenha de concordar com a premissa do meu colega de secção, que diz que “é na esquerda que está o principal motivo do sucesso do estilo de jogo encarnado”, acredito que a direita do onze encarnado não poderá ser, de todo, ignorada.

Começando na defesa, o ‘bombeiro’ André Almeida finalmente parece ter encaixado de estaca na formação encarnada. As exibições melhoram, está mais assertivo, taticamente pertinente e consegue ajudar a equipa nas transições ofensivas. Quanto a Rafa, este tem vindo a explodir desde que ganhou minutos consecutivos após a lesão do argentino Sálvio. A par da asa esquerda, Cervi, o português é também uma seta a ir para o 1×1, culminando, no entanto, mais vezes em local de finalização, devido à sua interiorização no jogo, do que o parceiro camisola 20, que descai mais para a lateral e tenta mais vezes o cruzamento.

Embora em extremos opostos, é usual ver a colaboração de Cervi com Rafa na mesma ala
Fonte: SL Benfica

Por fim, o elo de ligação Zivkovic consegue controlar muito bem a transição entre as laterais, cobrindo os desvaneios táticos de Cervi quando faz parceria com Rafa no lado direito, ou apoiando o extremo português quando se mete por território de elevada densidade populacional. Mas o que mais de bonito se vê, são as diagonais e sprints de Rafa à espera que o sérvio coloque a bola entre ou por cima da linha defensiva adversária. Depois é vê-lo correr desenfreadamente em direção à baliza.

Finalizando, o equilíbrio defensivo fornecido por André Almeida, aliado à velocidade e irreverência de Rafa e à ponderação tática e transacional de Zivkovic, garantem ao Benfica uma linha direita cada vez mais sólida.

Agora a apenas dois pontos do líder, e a depender apenas de si próprio, chegarão estas duas asas, quer direita, quer esquerda, cheias de qualidade ser suficientes para conquistar o Pentacampeonato? Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

Coentrão – Fernandes: Dupla feita de aço

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A estes dois nomes pode-se também juntar Mathieu e outros, mas a verdade é que já faz muito tempo que o Sporting não acertava tanto em contratações no Verão como o fez este ano.

Foi um acréscimo tremendo de raça, de vontade e experiência que deu um boost à equipa do Sporting, razão pela qual nos encontramos a disputar todas as frentes onde inicialmente nos propusemos ganhar (sim, mudámos da Liga dos Campeões para a Liga Europa, mas mesmo assim estivemos muito bem).

Se de início havia desconfiança com a condição física de Fábio Coentrão, a cada jogo que passava, se ganhava a certeza que o raçudo caxineiro iria voltar à forma que o trouxe à ribalta. Agora é vê-lo fazer pressing ao guarda-redes aos noventa minutos quando o resto da equipa já não tem mais força.

No que toca a Bruno Fernandes, foi muito rápido o processo de adaptação ao clube e é vê-lo jogar noventa minutos após noventa minutos (duas vezes por semana) e juntamente com o Coentrão, serem os dois jogadores que mais correm atrás da bola nos finais dos jogos.

Não existem palavras suficientes para descrever os atributos de Bruno Fernandes. Um jogador que chegou, viu e venceu
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Com Coentrão ganhámos raça, experiência e um querer inacreditável. Tenho de dar o braço a torcer perante este jogador… quando chegou, achei que já não tinha condições físicas e anímicas para representar um grande clube, mas a verdade é que recuperou a alegria de jogar e, pessoalmente, gosto de jogadores que querem ganhar tanto como o Fábio quer. Gosto de jogadores que ficam furiosos consigo mesmos quando a exibição não é tão boa ou conseguida como aquilo que eles sabem fazer. Gosto daqueles que procuram sempre dar o seu melhor.

Já com Bruno Fernandes, ganhámos o mesmo que com Coentrão e ainda mais. Classe, perfume no futebol, pontapés de longa distância e um “capitão sem braçadeira”. Não é muito normal ver um jogador com 23 anos com a maturidade que Bruno Fernandes demonstra… e a liderança dele em campo é inquestionável… vê-lo a corrigir os colegas, a incentivar, a puxar pelo público, a correr atrás de cada bola como se fosse a última, a “discutir” as decisões do árbitro sempre defendendo os interesses do Sporting, é algo inexplicável. É um “espetáculo dentro do próprio espetáculo”.

E se a esta “dupla de aço” juntarmos Mathieu, Piccini, Battaglia… vimos que o mercado de Verão foi dos mais acertados de que há memória na história verde-e-branca.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal