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Sporting CP 1-0 Moreirense FC: Persistência mantém Leão na luta pelo título

No fecho da 24.ª jornada, o Sporting recebeu e venceu o Moreirense por 1-0. O Estádio de Alvalade era o palco de um jogo de “extremos”: dum lado, os “Leões”, após eliminarem o Astana na Liga Europa, entravam pressionados pelos resultados dos seus adversários e necessitavam dos três pontos, para se manterem na luta pelo título; do outro, os “Cónegos” precisavam urgentemente de amealhar pontos, para fugir aos lugares de despromoção.

No que diz respeito aos onzes iniciais, Jorge Jesus surpreendeu e fez muitas mexidas: Montero, Petrovic e André Pinto foram titulares nos lugares de Bas Dost (lesionado), William (gripe) e Mathieu (castigado). Nota ainda para as ausências de Fábio Coentrão e Piccini, também com gripe, com o lugar de lateral esquerdo a ser ocupado por Acuña e o de lateral direito por Battaglia. Do lado visitante, Petit fez três mudanças face ao último jogo (derrota em casa por 0-1 frente ao Desp. Chaves): Iago Santos, André Micael e Zizo entraram para os lugares de Pierre Sagna, Belkaroui (expulso no jogo anterior) e Edno, respetivamente.

Como seria de prever, o Sporting entrou com vontade de assumir desde logo o controlo do jogo, mas o primeiro remate do encontro pertenceu à equipa visitante, mais precisamente a Tozé, embora tenha saído bastante fraco e ao lado da baliza de Rui Patrício. O Sporting dispôs de uma boa oportunidade para fazer o primeiro golo ao minuto catorze, mas o remate de Bruno Fernandes, após combinação à entrada da área com Doumbia (formou a dupla de ataque com Fredy Montero), saiu desenquadrado com a baliza adversária.

Três minutos depois, quem desperdiçou foi Battaglia, que, dentro da área do Moreirense e em boa posição para finalizar, atirou por cima, depois de um corte incompleto de Rúben Lima. O Sporting ia tendo algumas dificuldades em criar situações de perigo, devido ao bloco alto defensivo criado pelo Moreirense no seu meio-campo, mas ao minuto 31, Bryan Ruiz apareceu na cara de Jhonatan, contudo o seu remate foi fácil para o guardião brasileiro. Logo a seguir, Tozé voltou a tentar a sua sorte fora de área, com Rui Patrício a defender a dois tempos.

À entrada dos últimos cinco minutos da primeira parte, Bruno Fernandes, isolado pelo excelente passe picado de Bryan, atirou novamente por cima da baliza adversária, naquela que foi a oportunidade mais flagrante para o Sporting se adiantar no marcador. Na compensação dos primeiros 45 minutos, o defesa André Pinto falhou escandalosamente o golo na cara de Jhonatan, com o seu cabeceamento a sair ao lado, após um excelente cruzamento de Bryan.

O intervalo chegaria pouco tempo depois, e com um nulo no marcador. Apesar de ter mais posse de bola, a equipa leonina não conseguiu fazer bom uso da mesma ao longo da primeira parte, daí que o jogo tivesse chegado ao descanso com o resultado inalterado. O Moreirense também mostrou uma boa postura, apostando no erro do Sporting, para lançar rápidos contra-ataques.

Fonte: Sporting CP

O Moreirense foi a primeira equipa a fazer uma substituição, com Alfa Semedo a entrar no reinício da partida, para o lugar de Boubacar. Ciente que teria de mostrar uma melhor postura para alcançar os três pontos, o Sporting entrou a todo o gás e a pressionar a defesa adversária, com Gelson Martins, ao minuto 46, após um bom trabalho na ala direita, a fazer um forte remate, que obrigou Jhonatan a aplicar-se. Apesar da boa entrada, o Moreirense até foi a primeira equipa a marcar, ao minuto 52, mas o VAR anulou (e bem) o golo, devido ao controlo da bola de Bilel Aouacheria com o braço, no decorrer do lance.

Os visitantes voltaram a levar perigo à baliza de Rui Patrício, quatro minutos depois, por intermédio de André Micael, após livre da direita de Tozé, que obrigou o capitão do Sporting a esticar-se para manter o nulo. Na resposta, Gelson, num bom lance individual na área do Moreirense, permitiu a defesa de Jhonatan.

Insatisfeito com a frente de ataque, Jorge Jesus voltou a chamar o jovem Rafael Leão, para o lugar do apagado Montero. Só que ao minuto 61, o Sporting sofreu um duro revés: Petrovic foi expulso, depois de cometer falta sobre Zizo. A expulsão obrigou o técnico a ter de reorganizar taticamente a sua equipa, o que levou à entrada de Misic, para render Bryan Ruiz.

Atendendo às circunstâncias do jogo, o Moreirense tinha uma excelente oportunidade para lutar pela vitória, passando a ter mais posse de bola, ao passo que o Sporting ia tentando surpreender, através de rápidas transições, aproveitando a velocidade de Gelson Martins e Rafael Leão. Na última substituição, Petit lançou o extremo Dramé em jogo, no lugar de Zizo.

Sabendo que o Sporting precisava de vencer antes da visita ao Dragão, os adeptos presentes em Alvalade iam puxando pelo seu clube para chegar ao golo, embora os jogadores leoninos fossem demonstrando bastantes dificuldades em conseguir visar a baliza adversária.

Já nos últimos minutos do encontro, Rafael Costa, num livre na “quina” da área do Sporting, fez a bola passar perto da barra da baliza de Rui Patrício. Imediatamente a seguir, Coates tentou o chapéu a Jhonatan à entrada de área, mas a bola passou por cima. Não foi nesse lance, mas sim nos instantes seguintes: ao minuto 92, Gelson Martins, num remate prensado no defesa do Moreirense, fez o golo que deu a vitória. Só que o problema veio depois: ao festejar o golo, o extremo português tirou a camisola e levou o segundo amarelo, que o impossibilitará de jogar frente ao FC Porto.

O jogo acabaria depois, com a vitória tangencial do Sporting sobre o Moreirense. Numa partida que foi bastante complicada para o conjunto de Jorge Jesus, o clube de Alvalade não deixou de acreditar e acabou por ser premiado no final, com Gelson Martins a apontar o golo, que mantém os “Leões” na luta pelo título.

Pela direita ou pela esquerda?

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Que o Benfica apresenta discrepâncias há vários anos entre as alas esquerda e direita já todos sabemos. A indiferença com que a procura de soluções é encarada por dirigentes e equipa técnica também já não é novidade.

No último jogo tivemos Grimaldo e Cervi a alinhar na esquerda e André Almeida e Rafa na direita. E, se as exibições do lado esquerdo nos enchem a vista, as do lado direito desequilibram a balança e deixam muito a desejar. As combinações entre Cervi e Grimaldo são perfeitas e fazem os adeptos benfiquistas levarem as mãos à cabeça e verem que o dinheiro investido no bilhete da jornada foi bem empregue. Já o flanco oposto deixa-nos completamente desgostosos e a perguntarmo-nos “por quê?”.

Cervi está a fazer um trabalho assombroso, cresce a olhos vistos enquanto jogador, explora sem medo para criar perigo e dificuldades ao adversário. Enquanto o extremo-esquerdo vai sendo decisivo no jogo ofensivo do Benfica, Rafa tem um desempenho contrário.

Não creio que o antigo jogador do SC Braga seja um cepo ou um flop, porque já mostrou várias vezes que tem qualidade. O problema é que Rafa não tem um lateral que lhe dê apoio como Grimaldo dá a Cervi. Não é por acaso que a ala esquerda é tão eletrizante. A ala direita parece, tão só e apenas, um buraco negro.

Rafa tem sido muito inconsistente ao longo da época
Fonte: SL Benfica

E assim, Rafa não mostra rendimento, porque não consegue criar desequilíbrios, não aguenta as posses de bola e é lento na hora de decidir. É penoso ver jogos com uma ala ocupada por Rafa e André Almeida.

Vai-se procurando que o camisola 27 justifique o investimento, o camisola 34 vai cumprindo (mal…), e assim vai a luta pelo tão desejado ‘penta’.

Concluindo, a falta de ideias e de profundidade ofensiva da ala direita deixa-a claramente em desvantagem em relação à ala esquerda, e é isso que falha. André Almeida tem uma ligação mais fluída com Salvio do que com Rafa, mas o tema Salvio é outra conversa…

Foto de Capa: SL Benfica

SC Braga 1-0 CD Tondela: Meio jogo de avanço, muito falhanço e uma vitória magra

Depois da eliminação europeia, resta ao Braga o campeonato, mas também aqui já não há muitos objetivos para cumprir, os três primeiros parecem estar inacessíveis e a vantagem para o quinto é ainda maior. No entanto, não houve poupanças nem grandes mudanças nas escolhas de Abel Ferreira, que quer o melhor registo possível, para a receção ao Tondela, que procura consolidar a sua posição a meio da tabela e assegurar a permanência na I Liga.

O jogo começou lento e os primeiros remates pertenceram aos da casa, mas sem ameaçar Cláudio Ramos. Aliás, antes dos guardiões poderem brilhar pelas defesas, Matheus deliciou os amantes do futebol com um belo pormenor. Muito criticado no passado, tem-se tornado intocável entre os postes arsenalistas e, aos 14 minutos, pressionado, fez um passe que parecia destinado aos pés de um dos avançados tondelenses, o arco que a bola descreveu foi perfeito para passar ao largo do adversário e ir ter com um companheiro.

Logo a seguir, Hassan estava em fora-de-jogo que viria a ser assinalado, mas nem assim conseguiu aproveitar uma defesa incompleta do guardião visitante. Na resposta, Matheus a ser obrigado a fazer a primeira grande defesa da noite após cabeceamento na sequência de um canto. Pouco depois, uma decisão estranha do árbitro, com um amarelo a Goiano numa jogada em que terá dado a lei da vantagem, mas em que não se percebeu bem qual foi a falta cometida pelo brasileiro.

Bem perceptível foi o porquê do amarelo a Bruno Viana quando, aos 24 minutos travou em falta uma perigosa iniciativa ofensiva do Tondela. Seriam precisos mais dez minutos para novo lance de perigo, desta vez Delgado fintou bem dois oponentes e colocou bem a bola rasteira na área, mas não houve quem desse bom seguimento à jogada.

Sem estar por cima do desafio, o Tondela era quem melhor se aproximava da baliza adversária e, até ao intervalo, duas situações se destacaram. Primeiro um livre em que Matheus saiu imponente e com os punhos evitou males maiores e depois uma perda de bola infantil de Raul Silva, que, no entanto, rapidamente recuperou posição e permitiu a Jefferson resolver a situação.

Um Braga que jogava de forma algo atabalhoada e com azar nos ressaltos lá conseguiu colocar verdadeiramente à prova a defesa visitante no período de compensação, quando Cláudio Ramos defendeu para a frente um remate de Esgaio à entrada da área e Hassan obrigou um defesa do Tondela a esticar-se bem para conseguir evitar o golo.

Os Guerreiros do Minho vieram do balneário com outra intensidade e, finalmente, tomaram conta do jogo. Os primeiros dez minutos do segundo tempo deram o mote para o que havia de ser o restante do jogo com o Braga a colocar uma bola no ferro num momento em que Claudio Ramos quase era traído pelo golpe de vista, e várias jogadas com a bola a passar perto da baliza, mas sucessivos falhanços do Braga.

Por outro lado, continuava algo desatento nos setores mais recuados e teve de ser novamente Matheus a intervir bem após mais uma perda de bola inexplicável na fase de construção de jogo. O brasileiro ainda voltaria a mostrar a sua confiança mais tarde quando saiu de cabeça fora da área para evitar que uma bola bombeada para a frente chegasse ao adversário.

: Ricardo Horta até acertou mal na bola, mas resolveu o jogo
Fonte: SC Braga

Entretanto os treinadores começavam a mexer na equipa e Pepa a retirar Delgado, o que viria a custar à equipa, já que perdeu criatividade e teve de se fechar muito mais à defesa depois dessa alteração. Já Abel insistia no ataque e lançava Paulinho e Xadas para tentar forçar os três pontos.

Depois de mais algumas jogadas de ataque a rondar Cláudio Ramos, mas sem grande pontaria, os arsenalistas finalmente chegaram ao golo aos 82 minutos. Mais uma jogada confusa dentro da área tondelense e após remate de Wilson contra um adversário a bola sobra para Ricardo Horta, que até falha o chuto e a bola caprichosamente faz um arco que só permite a Cláudio Ramos agarrá-la já para lá da linha.

Até final ainda daria tempo para a estreia de Harramiz pelo Tondela e para duas excelentes defesas do guardião tondelense a evitar que a derrota assumisse outros números. Com este resultado, o Braga aumenta para 15 pontos o fosso para o Rio Ave e continua na expectativa de uma escorregadela dos três grandes para tentar reentrar na luta pelo pódio.

Portugal 76-64 Chipre: Jogo que valeu pelo(s) triplo(s)

A Seleção Nacional Portuguesa venceu o Chipre por 76-64, num jogo onde estava em causa a liderança do grupo C na pré-qualificação para o Europeu de 2021.

A seleção lusa já havia perdido em casa do seu rival por um reduto resultado de 69-67 e necessitava de vencer, obrigatoriamente, a partida, que se realizou em Sines. Tal aconteceu.

Portugal liderou, desde o início do encontro, embora a seleção cipriota não tenha permitido à seleção portuguesa descolar-se muito no resultado. No entanto, houve distintas ocasiões onde a seleção portuguesa assegurou uma margem de dois dígitos frente à equipa do Chipre.

Aos 7 minutos do segundo quarto, o Chipre aproveitou-se do adormecimento português e igualou o resultado. Igualdade que não durou muito, uma vez que a seleção comandada por Mário Gomes, no final da primeira parte da partida, vencia com um parcial de 41-33.

Betinho contribuiu para a vitória com mais uma excelente exibição Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Portugal continuou com uma excelente prestação defensiva e uma ótima eficácia na linha de 3 pontos (32% no final do jogo) e conseguiu anular o jogo interior do Chipre, que causou, inclusivamente, 21 turnovers durante o jogo.

Na partida destacaram-se três atletas da seleção nacional: Nuno Oliveira (16 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências), Tomás Ribeiro (18 pontos e 5 triplos em nove tentativas) que com uma eficácia de 55,9% da linha de 3 pontos, liderou a seleção nacional em situações ofensivas e João Betinho Gomes (12 ressaltos) teve um papel crucial na defesa da seleção nacional.

Resta à seleção nacional deslocar-se a Luxemburgo, no dia 28 de junho, para jogar a última partida da pré-qualificação para o Europeu de 2021.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

WWE Elimination Chamber: Um “br(aço) de ferro” por um lugar na Wrestlemania

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A última paragem da Road to Wrestlemania para as Superstars do Monday Night Raw provou que a previsibilidade dos resultados não significa o insucesso de um evento. A T-Mobile Arena em Nevada assistiu a um marco na história do wrestling e a um evento sólido em termos de qualidade dos combates.

Rivalidades como a de Woken Matt Hardy e Bray Wyatt e a de Asuka e Nia Jax ficaram (para já) resolvidas no ringue, e a assinatura de contrato de Ronda Rousey mostrou que a estrela de MMA está pronta para causar impacto na WWE. Para não esquecer que a Tag Team Division também teve os seus momentos neste pay.per-view.

Pela primeira vez vimos as “meninas” a mostrarem a sua coragem dentro da Elimination Chamber e a provarem que a revolução feminina não tem limites dentro dos ringues da WWE, e os homens a inserirem mais lutador na primeira Elimination Chamber com 7 participantes. Num combate estava em jogo o título feminino, e no outro a possibilidade de ser cabeça de cartaz da Wrestlemania, frente a Brock Lesnar, pelo título masculino.

Os dados estavam lançados, resta descobrir quem levou a melhor e sobreviveu a este “br(aço)-de ferro” com a estrutura mais intimidante da história da WWE.

O pior 11 do Sporting CP nos últimos 10 anos

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Analisemos a caminhada do Sporting na Taça de Portugal deste ano: Oleiros, Famalicão, Vilaverdense, Cova da Piedade e Futebol Clube do Porto. Facilmente, afirmamos que os quatro primeiros são colossos europeus e que muitas dificuldades causaram ao clube de Alvalade. Será que com este onze venceríamos tranquilamente?

Os adeptos leoninos não merecem as lágrimas que aqueles jogadores provocaram
Fonte: Instagram do Sporting Clube de Portugal

Os 10 jogadores que merecem uma ida à selecção nacional

Nesta temporada existem vários jogadores que se têm destacado dentro e fora do nosso país e, como tal, é de esperar que estes ambicionem uma presença na seleção nacional. Desde jogadores que ambicionam a estreia pela equipa das quinas a outros que ambicionam o regresso ao fim de uns anos, são vários os que aguardam por um voto de confiança de Fernando Santos, seja para o Mundial ou até mesmo para depois do Mundial, abrindo portas a uma nova geração.

Foto de capa: Facebook Oficial Selecções de Portugal

Reyes: Oportunidade aproveitada?

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Com os problemas no centro da defesa portista, Diego Reyes tem tentando agarrar um lugar no onze de Sérgio Conceição, mas parece que ainda não foi desta que se conseguiu impor totalmente na equipa.

Com 22 jogos disputados nesta época e três golos marcados, um deles frente ao SC Braga e outro contra o Marítimo – golos importantes na caminhada do FC Porto para a conquista do campeonato nacional – o internacional mexicano tem vindo a apresentar um futebol mais seguro, demonstrando mais maturidade e agressividade em relação a épocas passadas, resultado dos consecutivos empréstimos ao RCD Espanhol e Real Sociedad FC.

As oportunidades têm vindo a surgir constantemente para o central portista, fruto da lesão de Marcano e da expulsão de Felipe ainda recentemente com o Liverpool. Nesse encontro entrou de forma segura com um corte importante aos 21 minutos, num período em que o FC Porto ainda mandava no jogo e aparentava um equilíbrio de forças que se esbateu pouco depois. Acabou, no entanto, por cair com a equipa na desorientação provocada pelos golos do Liverpool, à passagem da meia hora de jogo.

Apesar de apresentar um futebol mais seguro e atrativo, Reyes ainda não conseguiu convencer a massa azul e branca, cometendo, em certos momentos, erros a nível defensivo que nesta fase crucial da época não podem acontecer. E, neste aspeto, Marcano e Felipe apresentam claramente uma posição mais favorável no Dragão com exibições constantes de alto nível.

Primeiro golo da época para Reyes contra o Paços de Ferreira a contar para a Taça da Liga
Fonte: FC Porto

Com a montra da Liga dos Campeões aberta, o central pode também mostrar-se aos eventuais pretendentes europeus que podem surgir no final desta época, visto que Reyes encontra-se em final de contrato com o FC Porto e pode sair a custo zero.

Com a presença no mundial praticamente certa, Diego Reyes procura agarrar um lugar no onze dos dragões, mas as excelentes exibições dos seus concorrentes diretos não lhe avizinham tarefa fácil.

Foto de Capa: FC Porto

A comunicação na valorização da figura do treinador

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Algo inerente ao ser humano é recolher uma primeira impressão ao conhecer uma pessoa. No mundo de futebol, muitas vezes, essas primeiras impressões são dadas não por conhecermos pessoalmente a pessoa que está no campo a dar indicações aos jogadores, mas sim, pelo que os media mostram sobre a pessoa. Mas será isso tão importante assim?

Sim, claro que sim. A figura do treinador ganha um cariz quase mitológico a partir de Mourinho. Foi este que criou o culto ao treinador, através dos “mind-games”, através da elevada importância que atribui à vertente estratégica do jogo, à verdade que o treinador podia controlar. É a partir daí que surge o treinador como figura de culto: umas vezes diabolizado, outras vezes sacralizado. A ideia é a de que o treinador é o responsável máximo pelos resultados da equipa, nada mais errado. Perdoem-me pelo cliché mas serão sempre os jogadores os principais intervenientes, não descurando a importância que os treinadores têm no jogo.

A verdade é que depois de Mourinho foram muitos os técnicos que lhe seguiram as pisadas, que tentaram entrar nos “mind-games” através da comunicação social, que seguiram as estratégias menos ortodoxas. Nada disso se alterou até aos dias de hoje. Pelo contrário, a figura do treinador enquanto personagem mediática tem ganho ainda maior relevância nos últimos tempos, muito por culpa do crescimento significativo das redes sociais e dos consumidores das mesmas.

As tiradas de Carvalhal continuam a fazer furor em terras de sua majestade. O técnico tem encantado tudo e todos na sua passagem pelo Swansea
Fonte: Swansea AFC

Com as redes sociais, todos os comportamentos menos comuns dos técnicos tendem a “viralizar” de forma rápida, acabando por contribuir para a formação de uma imagem positiva ou negativa por parte dos adeptos. Dois exemplos rápidos são os casos de Paulo Fonseca e de Carlos Carvalhal. Paulo Fonseca disse, nesta temporada, aquando da fase de grupos da Champions League, que, se o Shakthar conseguisse passar para a fase seguinte, iria-se vestir de Zorro.

Dito e feito. E a verdade é que depois disso os adeptos da equipa ucraniana aproveitaram a situação para se mascararem, tal como o seu ídolo tinha feito.  Mais recente ainda foi o caso de Carlos Carvalhal, atual treinador do Swansea. O português continua a encantar por terras de sua majestade. Desde as metáforas curiosas, passando pelas citações de Quinito, até às queijadas de nata que ofereceu à imprensa inglesa, o técnico tem feito furor em Inglaterra e é um autêntico fenómeno de popularidade.

Ora, e indo ao que interessa, o que está à vista de todos é que a comunicação é cada vez mais fundamental na figura do treinador e que o próprio treinador já percebeu isto.  A comunicação é uma das armas que os técnicos devem utilizar a seu favor e nem todos têm de ser Paulos Fonsecas, Carvalhais, Mourinhos, Klopps, entre outros. Vejamos o caso de Luís Castro, por exemplo. Um técnico que, não sendo sensacionalista nem viral, comunica como ninguém no futebol português, primando pelo respeito, pelo fairplay e cingindo-se ao fundamental, ao jogo.

Devem os treinadores continuar a usar a imprensa e as próprias redes sociais a seu favor, para a criação da personagem mediática. E esta personagem mediática, ou este uso da imprensa e da comunicação social, não deverão ser entendidos de forma pejorativa. É a evolução da comunicação que chega também ao futebol.

Foto de Capa: Shakthar FC

Birmingham 2018: Os Mundiais de Pista Coberta são já esta semana!

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E estão aí! Realiza-se de quinta-feira a domingo a maior competição global de pista coberta e, mais uma vez, o Reino Unido tem a honra de receber um grande evento de atletismo, depois dos Mundiais ao livre de Londres em Agosto passado. 15 anos depois dos Mundiais de 2003 (que coroaram, entre outros, Justin Gatlin, Haile Gebreselassie, Maria Mutola ou Carolina Klüft), a competição está de volta a Birmingham.

O que poderemos esperar destes Mundiais de Pista Coberta, num ano em que não existem grandes eventos globais ao ar livre? Muita emoção, muitos nomes de peso e, certamente, algumas das habituais surpresas Indoor. Num ano que tem sido marcado por uma série de resultados excepcionais em Pista Coberta, especialmente na velocidade e em algumas disciplinas de saltos, existe no ar alguma expectativa em relação à queda de determinados recordes dos campeonatos e mesmo mundiais.