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Slalom em Esqui Alpino: Maturidade e resistência dão resultado histórico a Arthur Hanse

Arthur Hanse novamente em ação para terminar a participação portuguesa nas Olimpíadas 2018, desta vez no Slalom. As aspirações nacionais continuavam modestas com o esquiador de Paris a ter como missão terminar a prova e tentar entrar no leque dos 50 melhores. Tal como em Slalom Gigante, onde o português foi 66º, o favorito maior à conquista do ouro era o suíço Marcel Hirscher.

O líder da Taça do Mundo Geral de Esqui Alpino e da Disciplina de Slalom procura alcançar uma histórica tripla Olímpica, uma vez que já garantiu o lugar mais alto do podium em Slalom Gigante e Combinado Alpino. Também aqui o norueguês Henrik Kristoffersen, prata no Slalom Gigante, se afigurava como o seu maior adversário. Entre os outros nomes com aspirações a medalhas destacavam-se os suíços Daniel Yule e Luca Aerni, o sueco Andre Myhrer, o austríaco Michael Matt e o francês Alexis Pintaurault.

A primeira descida foi muito técnica e os esquiadores sentiram as dificuldades. Kristoffersen foi um dos primeiros a partir entre os favoritos e logo se estabeleceu como líder da prova, com Myhrer a apenas dois décimos de segundo. Entretanto, uma grande parte dos competidores acabou por desistir, 54 no total. Entre eles, Marcel Hirscher. O suíço desequilibrou-se, conseguiu evitar a queda, mas não a saída do percurso. A confirmar o mau dia para os helvéticos, também Luca Aerni não terminou a primeira manga.

Para a segunda ronda, Michael Matt fez o melhor tempo da segunda ronda e colocou-se na rota das medalhas e o surpreendente Ramon Zenhausern salvaria a honra da Suíça e faria tempo semelhante para ser primeiro provisório à falta de apenas os dois primeiros da primeira manga. Myhrer faria o suficiente para se colocar na liderança, mas com apenas o oitavo registo da descida, deixava Kristoffersen com tudo para alcançar o ouro. Só que também o norueguês falhou, saiu do percurso e juntou-se à sempre crescente lista de desistências, dando o ouro de bandeja à Suécia.

Arthur Hanse tem razões para estar orgulhoso
Fonte: Pedro Farromba

Para o português Arthur Hanse a primeira descida foi logo o sinal de que um bom resultado estava a caminho, ao ser 46º numa manga em que só terminar já era um alívio perante o número e o nome daqueles que não resistiam ao percurso. No segundo percurso, o português foi 38º para garantir o mesmo lugar final entre 106 participantes. Este resultado é histórico para Portugal, já que é a melhor classificação relativa alcançada por um luso.

Apesar de já ter vários resultados melhores em termos absolutos, quando comparados com o número de participantes, apenas por uma vez a equipa nacional tinha alcançado um lugar na primeira metade da tabela, por Camille Dias em 2014, também no Slalom. Agora, Arthur Hanse fez ainda melhor e garante à delegação lusitana sair de PyeongChang com um resultado positivo.

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

SC Braga 1-0 Olympique Marseille: Os grandes caem de pé

A partida decisiva para as aspirações europeias do SC Braga começou por ser marcada por uma homenagem, na forma de um minuto de silêncio, ao guarda-redes Armando, parte da equipa arsenalista que conquistou a Taça de Portugal na década de 60.

Ora, para tentar dar a volta à eliminatória após a pesada derrota por 3-0 em França, Abel Ferreira apostou numa composição semelhante à que triunfou em Guimarães, apenas com Hassan a substituir o lesionado Dyego Sousa. Já do lado gaulês, também não houve grandes surpresas, destaque para o regresso à titularidade europeia do jovem criativo Morgan Sanson e do lateral Sakai que haviam sido suplentes na primeira mão.

Quando o esférico começou a rolar, foram os visitantes a entrar com maior controlo, mas os da casa rapidamente se recompuseram e os primeiros minutos foram preenchidos por jogadas rápidas e muitas bolas nas áreas de ambas as equipas, mas sem lances claros de perigo para golo.

A primeira situação a merecer atenção redobrada deu-se pelos 17 minutos de jogo, quando Hassan caiu dentro da área marselhesa, mas o árbitro considerou tratar-se de uma simulação e admoestou o egípcio. Poucos minutos mais tarde, novamente Hassan, desta vez a conseguir arranjar espaço para o remate dentro de área, mas o ângulo apertado acabou por ajudar Pelé a ter uma defesa fácil.

No entanto, o jogo entrava num ritmo mais pachorrento e ao jeito das ambições do Olympique que foi estando tranquilo até à meia hora da partida. Aí Ricardo Horta apareceu no coração da área azul e com um remate à meia-volta atirou a contar e deu asas ao sonho braguista de chegar à improvável reviravolta na eliminatória.

Ricardo Horta marcou o golo solitário da partida
Fonte: SC Braga

Ambas as coletividades acusaram o golo e o jogo voltou a subir de intensidade. A verdade é que, tal como no principiar da partida, toda esta velocidade e intenção não criava grandes lances de perigo e único ponto de interesse seria uma jogada banal a meio-campo em que um dos homens da casa se queixou de agressão, o que levou o árbitro a avisar os jogadores, mas a manter no bolso os cartões. E assim foi o jogo para intervalo, com o Braga a vencer e ainda esperançoso de passar à próxima fase.

Para a segunda metade, Rudi Garcia mexeu na equipa, colocando Anguissa no lugar de Njie, tentando dar novo alento aos movimentos ofensivos dos visitantes, mas foi o Braga quem primeiro criou perigo com Ricardo Esgaio a atirar ligeiramente por cima da baliza à guarda de Pelé. Na resposta, seria o recém-entrado Anguissa a rematar de fora da área, mas ao lado do alvo. Logo de seguida, foi a vez de Germain se isolar face a Matheus, mas o brasileiro segurou o resultado à primeira e à segunda tentativas com duas belas intervenções.

Sinal mais para o Marselha no reatamento e Abel Ferreira a não perder tempo para responder e refrescar a frente de ataque, lançando Paulinho em troca com Hassan aos 55 minutos. Mesmo por baixo no jogo, foi o Braga quem mais se aproximou de balançar as redes, com Wilson Eduardo a chegar perto num rápido contra-ataque. Os arsenalistas apostavam nas saídas rápidas, mas um Marselho muito maduro ia controlando o jogo e aos 63 minutos valeu mais uma bela defesa de Matheus para manter acesa a esperança bracarense, feito que repetiria aos 67, num ataque rápido gaulês.

Aos 70 minutos, um dos lances da partida, Pelé a escorregar e fazer um mau alívio, mas o Braga a não visar a baliza no imediato e acabando por a jogada terminar num remate para fora de Wilson. Em vez de se aproximar do empate e colocar a eliminatória verdadeiramente em discussão, a equipa apenas conseguiu levar ao desespero os seus apoiantes.

No seguimento, os treinadores decidiram que era tempo de mexer nas formações e Rudi Garcia colocou em campo Thauvin, numa troca direta com Germain, e Abel Ferreira também lançou o seu último golpe ofensivo, esgotando as substituições para fazer entrar Xadas e Fábio Martins para os lugares de Ricardo Horta e Goiano.

O Braga voltaria a estar perto do golo já nos últimos dez minutos, quando Bruno Viana cabeceou pouco por cima, após livre descaído na direita cobrado por André Horta. Os visitantes, ainda assim, mantiveram-se fieis aos seus princípios e não se fecharam na defesa, com a última substituição a ver entrar Payet para o lugar de Sanson. Os da casa é que também não desistiam e Fabio Martins, ao passar dos 86 minutos, permitiu boa defesa a Pelé. Tentaram até ao final, mas nem os quatro minutos adicionais deram para mudar o destino e, no final, tiveram a merecida ovação dos adeptos pelo esforço e pelo bom futebol.

Num jogo em que o árbitro norueguês cumpriu bem a sua missão, ainda que pudesse ter mostrado mais um ou outro cartão de parte a parte, um Marselha maduro soube impor o ritmo do jogo e garantir o acesso aos oitavos, mas não se livrou de alguns sustos proporcionados por um Braga bem organizado e ambicioso.

Sporting CP 3-3 FC Astana: Empate não compromete sonho do Leão

O Sporting conseguiu hoje o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa ao empatar com o FC Astana por 3-3, em jogo a contar para a segunda-mão dos 16-avos de final da competição. Com um belo dia de sol e com o horário do jogo a ser um ponto atrativo – quem nos dera que fosse sempre assim – a equipa leonina entrava em campo com a vantagem de 3 golos que trouxe do Cazaquistão.

Daí serem previsíveis várias alterações no onze inicial do Sporting em relação ao primeiro jogo: Jorge Jesus retirou da equipa Piccini, Coates, William, Gelson, Acuña e Doumbia, para colocar, respetivamente, Ristovski, André Pinto, Battaglia, Palhinha, Rúben Ribeiro e Bas Dost. Já a equipa do Astana, liderada por Stanimir Stoilov, mexeu apenas um jogador, Logvienenko (que foi expulso na primeira-mão) por Postnikov, médio da equipa cazaque.

E que início de jogo em Alvalade! Primeiro até foram os homens do FC Astana a criar perigo, com o remate cruzado de Twamasi a ser defendido apenas pelo poste, mas logo na jogada seguinte marcava o Sporting. Bas Dost – quem mais podia ser – quase fez parecer fácil marcar um golo de cabeça. Cabeceamento exemplar, de cima para baixo, a fugir de Nenad Eric e a beijar a rede. Primeiro golo da partida e 4-1 para os portugueses em agregado.

A partir daqui o Sporting soube gerir bem a partida, com ritmo baixo, mas sempre a controlar. Remates, esses, só a partir dos 30 minutos: primeiro Bas Dost, com duas ocasiões de cabeça que passaram perto; depois o Astana, e com quase total eficácia. Ao minuto 36, Despotovic é isolado por Tomasov e foi mais uma vez o poste que salvou a equipa leonina. Grande ocasião que foi esquecida quase de imediato. Um minuto depois, na sequência de um pontapé de canto, marcava o Astana, precisamente por Tomasov. O lance é confuso e a hesitante saída de Rui Patrício em combinação com um desvio deu o golo que reabria a esperança cazaque.

Com pouco mais de uma parte para jogar, o empate na eliminatória estava à distância de dois golos para os homens de amarelo. Diga-se, não estiveram assim tão longe disso no primeiro tempo.

A equipa leonina não fez uma má primeira parte, mas esteve melhor no segundo tempo, logo com o golaço de Bruno Fernandes

Para o início da segunda parte, Jorge Jesus decidiu colocar Acuña, no lugar de Rúben Ribeiro, que não teve uma boa prestação nos primeiros 45 minutos. E foi do argentino a primeira oportunidade de golo no segundo tempo, ao minuto 50, embora o remate não tenha criado qualquer perigo. Não surgiu aí o segundo do Sporting, mas sim três minutos depois: num livre marcado à maneira curta, Bruno Fernandes num belíssimo pontapé de fora de área, fez o seu segundo golo na prova, que deixou Nenad Eric pregado ao relvado, a ver a bola a entrar na sua baliza.

O golo veio ajudar a equipa portuguesa a estabilizar o seu jogo, que ia controlando a seu belo prazer a equipa do Astana, que tentava como podia chegar à baliza de Rui Patrício. E acabou por ser com alguma naturalidade que os adeptos presentes em Alvalade festejaram o terceiro tento: numa boa combinação entre Bas Dost e Bruno Fernandes, o médio português bisou na partida.

Com o apuramento praticamente selado, o treinador leonino esgotou as suas alterações e fez entrar o jovem Rafael Leão, que assim fez a sua estreia nas competições europeias, tirando João Palhinha. Apesar disso, o conjunto de Stoilov não desistiu e conseguiu a reduzir a diferença no marcador: ao minuto 80, na sequência de um cruzamento desviado por um defesa leonino, Twumasi rematou de primeira e bateu Rui Patrício.

Mesmo sofrendo o segundo, o Sporting manteve o domínio dos acontecimentos, contudo sem acelerar muito o ritmo do encontro, que caminhava para o fim. Bruno Fernandes esteve perto de fazer o hat-trick, ao minuto 87, mas o seu remate saiu desviado da baliza do Astana. Já mesmo a terminar a partida, o Astana alcançou o empate: após a marcação de um canto, Shomko, num remate cruzado, fez o 3-3. Logo a seguir, o árbitro apitou para o fim do encontro e o Sporting acabou por selar o apuramento para a próxima fase da Liga Europa.

Apesar do empate, a equipa comandada por Jorge Jesus ultrapassou esta etapa da prova e o sonho de chegar à Final mantém-se intacto.

Rescaldo de André Maia e Guilherme Costa

Afinal quem são os paineleiros?

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Fim de semana trágico para Tondela e para mais de seis milhões que já se preparavam para bombardear a internet com posts e divulgações cómicas à perda de pontos dos leões. Coates cilindrou a baliza de Cláudio Ramos (bonito nome) e provocou a azia total no universo dos paineleiros. Mas afinal quem são os eles?

São, nomeadamente, pessoas que foram colocadas nos sítios certos para propagar a mensagem do líder, ou seja, é como “prestar” serviços para uma empresa de alto gabarito mas ser pago por uma empresa de outsourcing. A comunicação social é a maior fonte dos paineleiros, seguindo-se dirigentes, comentadores e, algumas vezes, equipas técnicas para ceder ao líder e complicar os rivais. Mais depressa o presidente do Tondela conseguiu arranjar uma foto em tamanho poster, a altas horas da noite e naquela região, do que os seus jogadores conseguiram fazer mais de oito faltas, durante noventa minutos, no jogo frente aos campeões nacionais. De facilitismo em facilitismo, assim se governam os paineleiros.

Coates deu, novamente, a vitória no último momento da partida
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Para uns roem as solas do sapato e comem a relva como se não houvesse amanhã, para outros, estenderam uma passadeira vermelha como tem sido um habitué nestes encontros. Não acredito em actos premeditados, confio em gente séria e creio que Pepa já demonstrou ser sério, mas, ao mesmo tempo, também já demonstrou não conseguir motivar a sua equipa para determinados encontros.

Pela primeira vez (penso eu), concordo com o discurso de Jorge Jesus. Na conferência de imprensa, o treinador leonino meteu o dedo na ferida apontando, mais uma vez, a falta de credibilidade em volta, não só deste assunto, mas como em todos os temas em que envolvem a instituição verde e branca. Do seu discurso retiro apenas algumas frases que colocam em sentido quem critica e quem faz juízos de valor sem esquecer que tem telhados de vidro:

“O Tondela não se pode queixar do árbitro, pode sim queixar-se de não ter conseguido segurar o resultado. Mas isso já me aconteceu a mim…”
“Quando o jogador do Tondela está no chão, ouvi no banco – todos ouviram! – o árbitro dizer que ia dar mais três minutos”
“Tondela fez 24 faltas, veio aqui um rival e fez sete. Sete não, fez oito”

JJ esteve acertado na conferência de imprensa
Fonte: Sporting CP

Por falar em telhados de vidro, os minutos a mais da compensação jogados em Belém para o empate do SL Benfica foram esquecidos, bem como, os minutos extra compensação em Moreira de Cónegos foram ignorados no empate do FC Porto. Porque teriam ou terão, de ser sempre os mesmos a ser beneficiados? Porque não se aplaude esta medida para terminar com o antijogo? Será que definitivamente não podemos defender uma forma de anular algo que traz vermes cínicos à qualidade do nosso futebol? A resposta será sempre não!

Enquanto houver paineleiros não haverá equilíbrio e tudo continuará desequilibrado porque, como referido anteriormente por um presidente que já roubou um camião, não é preciso muito investimento, é só preciso ter as pessoas certas, nos lugares certos. O resto será sempre uma utopia, não que concorde com a menção de censura de Bruno de Carvalho, mas concordo que o respeito tem de ser mútuo e o que é ilegal para uns tem de ter o mesmo impacto quando é ilegal para os outros. Não podemos continuar a fingir que os paineleiros são um mito, porque o futebol não se esquece da era da fruta nem, muito menos, dos emails e dos vouchers de outros tempos.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Portugal nos Mundiais de Pista Coberta: quem vai e o que podemos esperar

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A comitiva portuguesa para os Mundiais de Pista Coberta em Birmingham (de 1 a 4 de Março) está definida, contando com 5 atletas a competir individualmente e mais uma equipa da estafeta 4×400 Femininos. Os 5 atletas a competir no individual são: Nelson Évora, Tsanko Arnaudov, Lorene Bazolo, Cátia Azevedo e Lecabela Quaresma. Esta última irá ainda participar na estafeta 4×400, juntamente com Dorothe Évora, Filipa Martins e Rivinilda Mentai. Ao todo, serão 5 atletas do Sporting, 2 do Benfica e 1 da Juventude Vidigalense presentes em Inglaterra. Patrícia Mamona, Francisco Belo e Susana Costa tinham marca mínima – Mamona até tinha um Wild Card da IAAF por ter vencido o IAAF World Indoor Tour – mas estarão ausentes por lesão.

Confirmada que está a equipa portuguesa para Birmingham, resta-nos analisar as possibilidades de cada um dos participantes e o que esperar de cada um deles. Este tipo de análise prévia é essencial, para que não se voltem a repetir absurdos que normalmente observamos na imprensa nacional, ao exigir-se medalhas a atletas que não estão (ainda) a jogar “esse campeonato”. Estar presente numa fase final de Campeonatos do Mundo já demonstra que estão entre os melhores do mundo – recordando ainda que as qualificações para os Indoor são mais apertadas por ser uma competição mais curta e com mínimos bastante exigentes.

Nelson Évora (Triplo Salto) – 33 anos
Melhor Marca do Ano: 17,30 (Madrid, 08/02/18)
Melhor Pessoal Indoor: 17,33 (Karlsruhe, 10/02/08)

https://www.youtube.com./watch?v=vOk1xRbkPV4

O título europeu indoor de Évora em Belgrado

É a nossa maior esperança de medalhas. É o nº2 do ranking mundial indoor no momento, apenas a 7 centímetros do brasileiro Almir dos Santos. O brasileiro tem mostrado uma assombrosa evolução nesta temporada indoor – fechou a temporada outdoor passada a saltar “apenas” 16,92 – mas terá contra si algo que não falta a Nelson Évora: a experiência em grandes competições e com resultados. Sabemos que Nelson Évora habitualmente se supera em grandes eventos e certamente quererá ganhar um dos poucos títulos que lhe faltam no currículo (foi Bronze em Valência, em 2008), sendo que é o actual bicampeão europeu em pista coberta. Em Londres, ao ar livre, no verão passado, ficou com o Bronze. À sua frente ficaram os norte-americanos Will Claye (Prata) e Christian Taylor (Ouro). Taylor obcecado com o recorde mundial, decidiu esquecer a temporada indoor e até prepara uma abordagem diferente para esta época (com algumas provas de 400 metros pelo meio). Will Claye (USA) saltou o suficiente – 17,28 – nos Trials norte-americanos para vencer e qualificar-se para Birmingham e Chris Carter (USA) também lá estará, pois fez 17,20 nos mesmos campeonatos. Há vários atletas que podem ameaçar chegar a uma medalha e sabemos a particularidade dos concursos de saltos, onde a pressão está sempre presente, mas Nelson Évora já mostrou esta época estar numa excelente forma e ele está pronto para voltar a voar!
Calendário: 03/03 (19h08): Final do Triplo Salto (final directa)

O que falta a Jiménez?

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É sempre complicado quando falamos de alguém que nos é querido. Chega mesmo a ser chato. Bem lá no fundo nós até podemos ter a noção que eles não valem grande coisa, que são um bocadinho más pessoas ou que se calhar não justificam 24 milhões investidos. Há destas coisas. O caso de Jiménez é muito isto.

Eu gosto dele. Sou mais fã de jogadores ditos “cerebrais” e frios, mas há qualquer coisa na garra de Jiménez que me atrai. Aliás, tenho isso de uma maneira transversal pela selecção mexicana. Mas Jiménez há muito que anda a pedir uma coisa, a venda.

É caso para dizer, com muita tristeza, já não queremos mais este Burrito que tantas alegrias prometia. Se Rui Vitória, que é Rui Vitória, na essência, na pessoa e no pensamento, acha que mais vale pôr um Jonas a 70% em campo do que um Jiménez, aparentemente, a 100%, então está tudo dito.

Apesar da qualidade inegável, falta consistência ao avançado mexicano                                                  Fonte: SL Benfica

E sim, ele entrou e fez um golito com que o Benfica fechou os 4-0 frente ao Boavista. E sim, ele até quando entra consegue fazer umas coisas engraçadas. E sim, isso implica que não possa mais me referir, carinhosamente, a ele como o Enxilhada, el Cinco de Mayo, o Over the Fence and Far Away, e por aí fora.

É por isso que eu, em particular, terei saudades de Jiménez aquando da mais do que eventual partida dele em meados de Julho, após o Mundial da Rússia. A verdade, e para responder à questão, é que o que falta a Jiménez é consistência. Podem-me dizer que isso obtém-se com regularidade e utilização em campo, mas ele já teve essas hipóteses e não fez grande coisa com elas.

Gabo-lhe e agradeço-lhe o que fez nas duas últimas temporadas ao marcar em Vila do Conde golos decisivos para sermos campeões, mas tenho de lhe desejar a melhor das sortes noutro clube.

Um bem-haja, Guacamole

Foto de Capa: SL Benfica

A baliza não é o elo mais fraco

Na ressaca dos jogos europeus da passada semana surgiram as inevitáveis crucificações em praça pública. Desta feita, com o FC Porto e Sporting CP em ação, o destaque, pela negativa, foi dado aos azuis e brancos pela pesada derrota encaixada em casa, frente ao potente Liverpool FC e ressuscitou a pouco nobre arte portuguesa de arranjar, à força toda, um culpado.

De facto, o jogo da primeira mão dos oitavos de final da UEFA Champions League não correu de feição aos dragões, que não ficam isentos de culpa nos cinco golos sofridos. Aos 25 minutos desse jogo, perante a passividade da muralha (pouco) defensiva azul e branca, a bola chega a Sadio Mané e é por este disparada à figura de José Sá que a deixa escapar por baixo do seu corpo. Este foi, realmente, um golo em que o guardião português não ficou bem visto e a sua reação é bem representativa disso mesmo. No entanto, o mesmo não se verifica nos outros golos e, assim, tornam-se descabidas e inválidas as críticas que a ele lhe dirigiram.

Senão vejamos; aos 29 minutos, James Milner remata forte ao poste e quando Sá ainda se recompunha do voo anterior, Mohamed Salah recolhe a bola, tira o português do lance e encosta fácil para golo, sem oposição. Aos 53 minutos, os comandados por Jurgen Klopp executam um contra ataque exemplar, Sá defende o remate de Roberto Firmino, mas pouco ou nada podia fazer quando Sadio Mané, novamente sem oposição, empurrou para o terceiro golo da noite.

Aos 69 minutos, a equipa portuguesa, mental e fisicamente desgastada, falha por duas vezes a chamada “falta necessária” no meio campo e vê, mais uma vez, a aplicação de um ataque simples, mas eficaz; James Milner cruza atrasado e Roberto Firmino coloca a bola fora do alcance do guardião portista. Ainda antes do término da partida, aos 85 minutos, uma desatenção fruto da frustração transforma um lançamento lateral inofensivo em mais um ataque letal; Sadio Mané remata forte e colocado para fechar o seu hat-trick e a noite no Dragão.

José Sá esteve em evidência na primeira jornada de 2013/14 ao ajudar o CS Marítimo a vencer o SL Benfica por 2-1
Fonte: CS Marítimo

Só alguém desatento pode culpabilizar um jogador em particular na vez de toda uma equipa cinzenta e pouco assertiva. Mas fizeram-no… Multiplicaram-se os comentários depreciativos, forçaram-se as comparações e culparam José Sá por aquele que foi o jogo menos conseguido, naturalmente, da equipa de Sérgio Conceição. Inevitavelmente arrastaram Bruno Varela e até Mile Svilar para este caldeirão e a eles foram atribuídas culpas de tudo e mais alguma coisa. No caso do portista, foi-lhe “diagnosticada” experiência muito reduzida.

O que se espera enquanto se está à espera

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Ainda na ressaca do All-Star Weekend, a NBA acorda hoje com o primeiro dia de jogos. A segunda parte da fase regular chega sempre com um extra: é o percurso final para os playoffs e, se tudo correr bem, para as finais.

Será que, mais uma vez, Cavaliers e Warriors encontram-se nas finais? Será que os Pelicans asseguram um lugar no top oito do Oeste sem DeMarcus Cousins, ou alguma equipa vai surpreender? Será este o ano em que os Sixers acabam com a seca de seis anos sem playoffs, ou alguém vai expulsá-los da corrida? Só sabemos uma coisa: nem os Suns nem os Hawks vão lá estar. Vá, são duas coisas, porém, não deixam de ser verdade.

Quais são as verdadeiras vantagens de ir e não ir aos playoffs?

O espectador menos assíduo reponde que é óbvio: “o título só se ganha se se jogar nos playoffs”. A análise, de facto, é correta, contudo, não desvalorize o aspeto monetário da situação. É isso que motiva os GM’s (cargo semelhante ao de diretor desportivo no futebol) e os donos das equipas como os New Orleans Pelicans e os Portland Trail Blazers (equipas de mercados pequenos e sem aspirações para ganhar o título): o dinheirinho.

Para equipas jovens, a experiência que se adquire ao jogar constantemente contra a mesma equipa num curto espaço de tempo é, sem dúvida, inestimável, mas… dinheirinho.

Do outro lado está o tanking. Uma estratégia protagonizada por certas equipas, conhecidas por tankers, que, segundo o dicionário, significa:

  1. Equipa que perde propositadamente para ter maiores probabilidades de obter uma melhor escolha no draft do ano seguinte;

Palavras relacionadas: Philadelphia 76ers, Sam Hinkie, “Trust the process”

Este ano a encabeçar o espetáculo não temos os Sixers, mas sim os Dallas Mavericks. O seu dono, Mark Cuban, foi multado pela NBA em seiscentos mil dólares por incentivar os seus jogadores a praticar o tanking. É lógico que mais derrotas implica pior classificação, que implica maiores probabilidades de ter a primeira escolha do draft, mas esta sequência não acaba sempre com “jogador que revoluciona a equipa, ganha muitos títulos e vivem felizes para sempre”. Há outras estratégias! Perguntem aos Boston Celtics.

Contudo, é importante frisar que será o último ano que isto acontece. No próximo ano a probabilidade de obter a melhor pick será igual para as três equipas com pior recorde.

Quais são as equipas que vão “partir pedra”?

Os Utah Jazz estão imparáveis. A equipa tem, discutivelmente, o rookie mais impressionante da temporada. Donavan Mitchell não para de fascinar e, depois de ter ganho o Slam Dunk Contest, deve atacar esta segunda fase com motivação acrescida. Apesar de estarem sentados no décimo lugar da conferência oeste com menos uma vitória que o oitavo classificado, têm no bolso a maior sequência de vitórias atual, com onze incríveis e merecidos triunfos. O lugar nos playoffs está mesmo ali, e depois da dramática saída de Gordon Hayward (a ex-estrela da equipa) para os Boston Celtics, no verão passado, seria, indiscutivelmente, uma das melhores narrativas nesta época de NBA. Mérito para Quin Snyder que se coloca, automaticamente, em boa posição para vencer o prémio de Coach of the Year.

No Este, os Detroit Pistons vão querer provar que estiveram bem ao trocar por Blake Griffin. A equipa respondeu bem à sua inclusão, a meio da época, no plantel. O treinador é experiente, mas a equipa não se adequa ao normal estilo de jogo que impôs nas suas anteriores equipas. Faltam lançadores puros. Numa geração marcada pela subida do número de lançamentos de três e por jogadores mais virtuosos e multifacetados defensivamente, ou Andre Drummond e Blake Griffin (as estrelas da equipa) aprendem a esticar o campo, ou não há futuro para esta equipa. Blake pode, de facto, funcionar como distribuidor de jogo, o chamado Point Forward mediatizado por LeBron James. É o suficiente para ir aos playoffs este ano, mas não muito mais.

Quem pode quebrar a tradição Cavaliers vs Warriors?

Os Boston Celtics são, talvez, a resposta mais consensual. Os Cleveland têm uma equipa nova, que deu bons sinais, mas temos de esperar para ver. Por sua vez, os Celtics não estão bem. São extremamente dependentes de Kyrie Irving no jogo ofensivo e, a defesa, aquilo que os distingue das restantes equipas, mostrou inconsistência. É verdade que faltou Marcus Smart, uma das âncoras defensivas da equipa. É verdade que são demasiado jovens. Todavia, se há uma palavra que defina os Boston Celtics é resiliência. O que não foi evidente nos últimos tempos. Não são favoritos, porque contra LeBron só os Warriors o são, mas estão na luta, e lutar é com eles.

DeMar DeRozan brilha ao serviço dos Raptors
Fonte: NBA

Entretanto, os Toronto Raptors, sorrateiramente, encontram-se em primeiro na Conferência Este. Num ano em que todos os analistas antecipavam o fim da linha para esta equipa dos Raptors, Dwane Casey revitalizou os jogadores e o estilo de jogo e, neste momento, parecem assentar que nem uma luva nas finais. O banco, apesar de jovem, está bem constituído e, melhor que tudo, a jogar divinalmente. A tarefa dos Cavs é difícil, e muito por causa destes dinossauros.

No Oeste os Houston Rockets são a equipa a temer, e há razões para temer, e muito. James Harden está na frente da corrida para o prémio de Most Valuable Player, os Rockets têm, na minha opinião, o melhor plantel da NBA e, para surpresa dos espectadores, estão a defender bem. O ataque é aquilo que se sabe: “se vocês marcam 120 pontos nós marcamos 121”. Triplos, triplos e lançamentos na passada manhosos do James Harden.

Será o suficiente para ameaçar os detentores do título, que parecem pouco focados?

A NBA é isto, e no final ganham os Warriors.

Foto de Capa: NBA

Duas estrelas de outro planeta

Já acompanho ralis há dez anos. 2018 irá ficar gravado na minha memória. A prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) em Fafe contou com uma lista de inscritos fenomenal. Nesta prova inicial foram vários os campeões nacionais presentes- Carlos Vieira, José Pedro Fontes, Pedro Meireles, Ricardo Moura, Armindo Araújo e Fernando Peres. Mas não só, pilotos como Miguel Barbosa, João Barros, Paulo Meireles, Ricardo Teodósio, Manuel Castro, Pedro Almeida, Ruben Rodrigues também marcaram presença, com carros da principal categoria (R5), o que faz desta prova uma das mais apetecíveis dos últimos tempos para os amantes de ralis.

O rali começou no sábado e teve como grandes impulsionadores na luta pela vitória Ricardo Moura e Miguel Barbosa, que dividiram as vitórias nos seis troços do primeiro dia, acabando Barbosa à frente por 0.01s de Moura. Estes dois estiveram numa liga à parte dos restantes. Reconhecida a velocidade de Ricardo Moura em pisos de terra, a chegada de Hugo Magalhães como navegador trouxe imensos benefícios a um já aclamado Miguel Barbosa.

Já para o Team Hyundai Portugal o dia de sábado não correu de feição. O campeão em título, Carlos Vieira, capotou na segunda especial, ainda conseguindo acabar o primeiro dia em oitavo. Já Armindo Araújo teve problemas no motor do seu Hyundai i20 R5, acabando na sexta posição. José Pedro Fontes recuperado da lesão que sofreu num acidente em 2017, fez um rali em ascensão e no primeiro dia acabou em quarto classificado, atrás de Pedro Meireles, que levou o seu Skoda Fabia R5 ao pódio.

Quanto a João Barros, apesar de assumir que não estava a fazer uma boa prova, acabou o primeiro dia em quinto lugar. Menção honrosa para Ricardo Teodósio, que infelizmente deu um toque com o Skoda Fabia R5 da ARC Sport a meio da primeira especial e acabou por abandonar, retomando no segundo dia em Super Rally. Antes deste abandono, o piloto algarvio estava em quinto classificado da geral.

No segundo dia, Barbosa e Moura continuaram a sua luta. Três vitórias nas quatro especiais do domingo elevaram Ricardo Moura à liderança do rali, na especial nº10 (Ruivões/Confurco), daí nunca mais saindo. Na Hyundai o segundo dia foi positivo. Armindo e Carlos Vieira conseguiram tempos muito regulares, acabando na quinta e sexta posição, respetivamente. Assim, vimos que o i20 R5 é competitivo e que podemos esperar que os dois tragam muita luta pelo campeonato. No fim da prova, Pedro Meireles e Miguel Barbosa sofreram penalizações de 10s cada um (20h depois de cometida a dita cuja…). Isto significou a saída do pódio de Pedro Meireles e a subida de José Pedro Fontes. Já Barbosa continuou com o segundo posto.

Miguel Barbosa mostrou-se como um sério candidato a campeão nacional
Fonte: AIFA

Nas duas rodas motorizes, vitória para Pedro Antunes e Jorge Gonçalves em Peugeot 208 R2. O atual campeão nacional das duas rodas motorizes voltou a deixar bem evidente o seu talento, até conseguindo rodar no top 10 à geral, num rally onde existiram vários carros da categoria R5.

De resto, o Rali Serras de Fafe deu-nos um grande aperitivo para a temporada que se avizinha. Apesar do seu vencedor só ter garantida mais uma prova, o Azores Airlines Rallye, eu espero que a competição seja muita. Os pilotos da Hyundai parecem ter ritmo, apesar de um primeiro dia um pouco azarento em Fafe. Miguel Barbosa (que não vai ter Hugo Magalhães como navegador na segunda prova do campeonato) está com um ritmo fortíssimo.

“Zé Pedro” Fontes está cada vez mais recuperado da lesão que o afastou durante meses da competição, e com uma estreia prevista para breve de uma viatura nova (Citroen C3 R5), também espero que dê muita luta. Pedro Meireles e Ricardo Teodósio também são sérios candidatos a lutar pelas vitórias, sendo que o primeiro também é um sério candidato ao título nacional.

O Campeonato de Portugal de Ralis prossegue de 22 a 24 março com mais uma edição do Azores Airlines Rallye, em São Miguel, Açores.

Foto de Capa: Autosport

SC Tomar 1-3 Sporting CP: Defesa sólida e Pedro Gil garantem mais três preciosos pontos

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No pavilhão municipal, o Sporting Clube de Tomar recebeu o Sporting Clube de Portugal num dos principais encontros da jornada dezasseis no campeonato nacional de hóquei em patins. Mesmo com o jogo a estar marcado para as dezanove e vinte, hora pouco habitual na modalidade, os adeptos não falharam, assim como as perspetivas em redor da partida. Foram cinquenta minutos de grande hóquei, com o Sporting Clube de Portugal a levar a melhor por 3-1.

A equipa da casa entrou forte e jogados quarenta segundos o Tomar poderia ter aberto do marcador. Isto, devido a um erro de João Pinto que “Xanoca” tentou aproveitar, mas Girão negou o golo ao número setenta e nove do Tomar. Perto da marca dos quatro minutos o Sporting respondeu e Pedro Gil, assim como Matías Platero, ficaram perto de marcar, com Diogo Alves a responder a alto nível.

Belo inicio de jogo, com as duas equipas a procurarem marcar, mas a terem pela frente duas defesas fechadas e a tapar os caminhos para as suas respetivas balizas. Porém, sinal mais para o Tomar que, com muita intensidade e rapidez, colocava o Sporting debaixo de grande perigo.

Com avançar do relógio o Sporting foi conseguido equilibrar o jogo, aproveitando a maior profundidade do seu banco, alcançando com mais frequência e qualidade à baliza tomarense. Diogo Alves foi chegando para as encomendas, mas aos quinze minutos, após um belíssimo passe de Pedro Gil, Matías Platero fez a chamada “colher” e inaugurou o marcador.

Mais uma enorme exibição do internacional português. Por algum motivo é o guarda-redes da defesa menos batida do campeonato, com apenas 24 golos sofridos
Fonte: Ângelo Girão

O Tomar tentou reagir ao golo sofrido, mas o Sporting defendia bem e impedia que alguma bola chegasse à baliza defendida por Girão. Com um quarteto novo e caraterísticas diferentes, o leões apresentavam novas soluções e o segundo golo esteve perto de acontecer. Exemplo disso foi uma stickada rasteira de Caio que, por muito pouco, não foi desviada por Vítor Hugo.

A cerca de quatro minutos do intervalo, Caio acabou por fazer o gosto ao stick. Primeiro tentou uma “picadinha”, parada por Diogo Fernandes, mas, na recarga, não falhou e apontou o segundo tento leonino. A resposta não se fez esperar e dois minutos depois, Pedro Martins assumiu uma iniciativa individual e serviu João Sardo que, ao segundo poste, reduziu a desvantagem da equipa tomarense para 2-1. A faltarem cinquenta segundos para a pausa, num lance de contra-ataque de dois para um, João Sardo realizou uma stickada extremamente violenta, mas a boa colocação de Girão impediu o empate.

Finalizada a primeira parte, o jogo estava a corresponder ás expetativas. O Tomar entrou muito forte, criando vários problemas a Girão, mas o Sporting soube esperar e com o desenrolar da primeira parte foi conseguindo ganhar ascendente e marcar por duas vezes. Embora não tenha conseguido reagir muito bem ao primeiro golo, o conjunto da cidade templária respondeu muito rapidamente ao golo de Caio e ainda esteve muito perto de empatar a partida. Que vissem os segundos vinte e cinco minutos!