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FC Porto 2-1 Sporting CP: Carles Grau segurou e os dragões somaram mais três pontos

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Cabeçalho modalidadesNo principal jogo da noite de quarta-feira, num Dragão-Caixa completamente esgotado, Porto e Sporting disputaram um encontro sempre muito equilibro, onde os azuis e brancos foram quem mais procurou marcar e garantir os três pontos que os colocassem mais próximos do duo da frente (Benfica e Sporting). A procura teve o seu efeito e os dragões venceram o clássico por 2-1.

O jogo teve um inicio equilibrado, com ambas as equipas a optarem por ataques mais longos, alargando os tempos de posse de bola. A paciência era algo bem patente.

À beira dos cinco minutos de jogo, Pedro Gil tentou “inventar” uma jogada e mal arranjou espaço disparou, mas Carles Grau parou o esférico sem grande dificuldade. Pouco depois, foi Gonçalo Alves, o mágico do Porto, quase a abrir o marcador com uma jogada atrás da baliza verde e branca.

Disputados dez minutos, o equilíbrio mantinha-se. Os dois conjuntos apresentavam um bloco defensivo sólido e baixo, o que não permitia grandes chances de golo junto das balizas. Apenas em situações de transição de dois para dois, onde o espaço disponível era maior, o jogo se tornava mais virtuoso.

A meio da primeira parte o Porto começo a pegar mais no encontro, aumentando a velocidade da troca de bola e apostando em stickadas de meia distancia, sendo que algumas chegaram mesmo a embater nos ferros da baliza defendida por Girão. Mesmo a conseguir criar mais perigo, a tarefa de entrar na defensiva do Sporting continuava sem ser nada fácil. No ataque, os leões mantinham a toada apresentada desde o início, posses de bola longas, sendo que muitas delas a esgotavam o limite dos quarenta e cinco segundos.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa, o Sporting quase abriu o ativo através de uma stickada fortuita de João Pinto, que foi desviada por alguns jogadores do Porto e que, por pouco, não traiu Grau. Cerca de um minuto e meio depois, foi o Porto quem ficou perto de inaugurar o marcador. Primeiro, através de uma stickada cruzada de Gonçalo Alves e depois, por uma bela jogada coletiva que deixou Ton Baliu isolado perante Girão, com o guarda-redes leonino a levar a melhor. O Porto continuou a insistir e a dois minutos e onze do intervalo, Henrique Magalhães fez falta sobre Telmo Pinto dentro da sua grande área. Gonçalo Alves foi o escolhido para a conversão do penalti, mas Girão manteve a baliza do Sporting fechada.

Finalizado o primeiro tempo, dragões e leões mantinham o resultado com que haviam inicio o jogo, ou seja, com 0-0 no marcador. O Porto foi a equipa que mais procurou chegar ao golo, sobretudo através do uso da meia distancia, mas o Sporting estava muito bem no capitulo defensivo. Conseguindo ter um quadrado sólido junto à baliza de Girão que, sempre que era chamado a intervir, respondia a alto nível.

Antes do começo do jogo, Edo Bosh, mítico guarda-redes do Porto, foi homenageado pelos dezoito anos em que vestiu a camisola azul e branca Fonte:  FC Porto
Antes do começo do jogo, Edo Bosh, mítico guarda-redes do FC Porto, foi homenageado pelos dezoito anos em que vestiu a camisola azul e branca
Fonte: FC Porto

Segundos após ser retomado o jogo, Pedro Gil teve uma grande oportunidade para fazer o primeiro, mas Carles Grau levou a melhor no duelo com o seu compatriota. Passados alguns minutos, num lance de contra-ataque de três para dois, o Porto esteve perto de marcar, mas Girão voltou a manter a sua baliza a zeros.

Praticamente em cima da marca dos cinco minutos da segunda metade, Toni Pérez “sacou” 10ª falta a Reinaldo Garcia. Pedro Gil, frente a frente com Grau, enviou a bola ao ferro e, na recarga, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes portista.

A segunda parte estava bem mais animada, com maior velocidade e intensidade, havendo mais espaço e, por sua vez, oportunidades em ambas as balizas, mas o golo continuava sem aparecer. O Porto continuava a ser a equipa que mais arriscava, enquanto que o Sporting procurava responder, sobretudo, em contra-ataque.

Em cima da marca dos dez minutos da segunda parte, Gonçalo Alves, com uma bola enrolada junto à linha de meio campo desatou o nó e abriu o marcador.

O Porto era a equipa que mais arriscava e através de um lance totalmente fortuito foi feliz. A vantagem azul e branca libertou os jogadores do Sporting de algumas “amarras” taticas, na tentativa de chegar ao empate. Algo que os portistas tentavam aproveitar na procura de uma vantagem mais confortável.

Já dentro dos últimos dez minutos, o Porto ficou bem perto do 2-0, em virtude de um contra-ataque de três para dois, mas Reinaldo Garcia, com a baliza completamente aberta, acertou no poste. Não aumentaram os dragões, empataram os leões. João Pinto, em cima de Grau, desviou uma bola enrolada por Caio e apontou o 1-1.

Restabelecido o empate, o Sporting, que ainda para mais estava à “bica” (9ª faltas), voltou a um estilo de jogo mais fechado e de menor risco atacante. Dando primazia à defesa. O empate não era um mau resultado para os leões, mas era péssimo para os azuis e brancos, que, nesta altura, voltaram a pegar nas rédeas do jogo.

A cinco minutos do final, surgiu a 10ª falta do Porto. Isto, devido a uma falta de Henrique Magalhães. Hélder Nunes, o capitão portista, assumiu a marcação do livre-direto e, inicialmente, stickou rasteiro e ao lado, mas na recarga colocou a bola ao primeiro poste e voltou a colocar o Porto na dianteira.

O Sporting respondeu e a três minutos e meio do fim esteve perto de restabelecer o empate, mas Grau parou uma jogada criada por Pedro Gil. Volvido um minuto, num lance de contra-ataque, Gonçalo Alves quase vez o 3-1, mas Girão, com uma enorme parada, impediu o terceiro tento portista.

A pouco mais de um minuto do términus do encontro, Caio arrancou a 15ª falta do Porto a Rafa. O próprio foi o escolhido para a conversão da bola parada e quase tirou Grau da jogada, mas o espanhol, com a perna esquerda, aguentou a magra vantagem dos dragões. Desperdiçado o livre direto, o Sporting arriscou tudo e retirou Girão, colocando um jogador de campo no seu lugar. A alguns segundos do jogo acabar, Grau impediu o empate em duas situações, primeiro a João Pinto e, na recarga, a Caio.

Vitória importante para o Porto, que foi a equipa que mais arriscou e procurou conquistar os três pontos em disputa e que foi, justamente, feliz. Desta forma, os dragões alcançaram os trinta pontos e aproximaram-se de Sporting, que tem 31, e Benfica que, em virtude da derrota do Sporting, subiu ao primeiro lugar da tabela ao ter vencido o Infante Sagres, adversário dos dragões no próximo fim de semana, por 9-5, contabilizando 32 pontos.

Proximus ludum

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Desde treze de Maio de 2017 que os leões não conhecem o sabor da derrota para o campeonato. Da equipa que jogou frente ao Feirense, restam cinco titulares indiscutíveis e mais dois jogadores que fazem parte do plantel atual. Ou seja, sete meses depois, quatro atletas já não representam o clube de Alvalade.

As dispensas recaem, maioritariamente, ao sector defensivo e não é por acaso que a equipa sofre menos golos. Enquanto o cabelo de Coentrão vai confundindo os adversários, Bruno César vai aquecendo o banco com a marmita cheia de picanha que trouxe do pequeno almoço, o que demonstra muita diferença na qualidade da ala esquerda. Do outro lado, temos um maestro italiano que derrubou analiticamente Ezequiel Schelotto e era mais provável acertar num número do Euromilhões do que ver um cruzamento acertado do argentino. No eixo da defesa, a contratação de Mathieu é como sair o Ronaldo ou Messi no Fifa Ultimate Team. O central francês trouxe qualidade e segurança de outros tempos. Nos últimos seis jogos para a Liga NOS, o Sporting sofreu apenas dois golos, demonstrado todo o potencial da sua linha defensiva.

A máquina goleadora Bas Dost Fonte: Sporting Clube de Portugal
A máquina goleadora Bas Dost
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Mas de nada servem as estatísticas quando se perde um jogo. Até final do mês de Fevereiro, a equipa verde e branca irá realizar dez partidas, podendo passar a onze caso elimine o FC Porto nas meias finas da Taça da Liga, defrontando, também, os azuis e brancos para a primeira mão da meia final da Taça de Portugal. A deslocação mais feroz está na saída ao Cazaquistão para defrontar o Astana, tendo apenas três dias para recuperar os jogadores na saída ao estádio João Cardoso. Pela frente estará o Tondela para a 23ª Jornada e é nesta semana que o Sporting poderá sentir maior dificuldade em atingir a condição física aceitável. Ainda assim, os reforços terão uma excelente oportunidade de demonstrar o seu valor e de tentar manter a equipa invicta e na senda da vitória.

Com a contratação de Fredy Montero e a permanência de Doumbia, Jorge Jesus encontra uma nova estratégia e um plano B que faça voar o Sporting nas asas de “El Avioncito”. Calendário bastante apertado e com jogos de grande exigência para um plantel que se assume preparado e com vontade de vencer. Se o FC Porto é o maior rival para a presente temporada, dois dos quatro jogos que as equipas têm pela frente irão provar quem tem mais potencial para conquistar troféus na presente temporada. Na perspectiva de reforços, os leões partem em vantagem relativamente aos dragões, só que em campo só estarão onze jogadores e a margem de erro é cada vez diminuta para quem tem os tetracampeões ali à espreita.

Estreia agradável do reforço RR7 Fonte: Sporting Clube de Portugal
Estreia agradável do reforço RR7
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Para terminar em beleza esta reabertura de mercado, a cereja no topo do bolo seria a venda de Alan Ruiz. Já é tempo das férias em Portugal terminarem para o jogador argentino, a não ser que queira começar uma carreira como pedreiro e ajudar nas obras ao estádio António Coimbra da Mota. Pela Liga, alguém que ajude a FPF a interpretar remarcação de jogos. Já chega de termos um campeonato profissional orientado por pessoas amadoras!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Diogo Dalot e Rafa Soares: Sucessores espreitam oportunidade

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O plantel do FC Porto, por mais qualidade que possa ter com a transição para uma nova época, padece sempre de um “problema” que já tem vários anos de existência: a falta de aposta nas camadas jovens. Houve tempos em que a famosa Academia de Alcochete se destacava em todo o mundo e, mais recentemente, a aposta no Seixal também tem colhido frutos. No entanto, desde a introdução das equipas B na Segunda Liga, é o FC Porto B que mais se tem destacado: alcançou por uma vez a segunda posição, foi uma vez campeão e esta época está bem encaminhado para repetir o feito. Num plantel onde a aposta é maioritariamente a formação do FC Porto estas conquistas recentes provam, afinal, que os dragões estão recheados de jovens de qualidade. Hoje focamo-nos em dois jovens laterais, produtos da formação azul e branca: Rafa Soares e Diogo Dalot.

Diogo Dalot assume-se, atualmente, como a principal coqueluche nos quadros dos dragões. Todas as épocas o nome do jovem defesa é apontado a grandes tubarões europeus e ainda este mês os grandes clubes italianos (Juventus FC e SSC Nápoles) voltaram a manifestar interesse. Apesar da tenra idade, Diogo Dalot mostra uma maturidade acima da média e a equipa B serve atualmente como principal fonte de aprendizagem. Podendo jogar tanto na esquerda como na direita da defesa, Dalot tarda em afirmar-se no plantel principal ainda que tenha integrado o lote de jogadores na apresentação aos adeptos para a nova época. As oportunidades para o jovem defesa são quase inexistentes mas os apoiantes dos dragões anseiam que o nome de Dalot seja cada vez mais recorrente na equipa principal e sabem que é uma questão de tempo até que o jogador se revele e atinja todo o potencial prometido.

Em relação a Rafa Soares a história é diferente. Rafa já não é um jovem promissor de 18 anos como Dalot e, apesar dos seus 22 anos, já devia ter “explodido”. O lateral esquerdo tem sido notícia nos últimos dias já que este se encontra insatisfeito no Fulham FC, clube no qual está atualmente cedido por empréstimo dos dragões. Este é já o terceiro empréstimo na carreira de Rafa, tendo tido passagens também pela A Académica de Coimbra e Rio Ave FC. Rafa Soares, tal como Diogo Dalot, também integrou o grupo de 23 jogadores que se apresentou aos adeptos e muitos acreditaram que, depois de um empréstimo bem-sucedido ao Rio Ave, este seria o ano de afirmação do lateral. Mas tal não aconteceu! Rafa foi mais uma vez emprestado e tem uma vez mais o futuro indefinido.

Rafa está atualmente cedido ao Fulham FC, mas notícias recentes afirmam que o jogador está insatisfeito e que deve sair ainda no mercado de inverno Fonte: Fulham FC
Rafa está atualmente cedido ao Fulham FC, mas notícias recentes afirmam que o jogador está insatisfeito e que deve sair ainda no mercado de inverno
Fonte: Fulham FC

Mas qual o motivo pelo qual o FC Porto não aposta definitivamente nestes dois laterais na equipa principal? Sérgio Conceição tem neste momento dois pilares nas laterais do seu onze: Ricardo Pereira e Alex Telles. Estes jogadores são indubitavelmente as melhores opções em todo o plantel. No entanto, Maxi Pereira e Miguel Layún são também apostas esporádicas do treinador, alinhando aos poucos em poucos jogos. Esta situação faz-me levantar outra questão: será que Diogo Dalot e Rafa Soares não têm capacidade suficiente para assumir o estatuto de laterais suplentes atualmente atribuído a Maxi e Layún? Não seria esta uma forma de aliviar a folha salarial e, ao mesmo tempo, potenciar dois jovens talentos?

Maxi Pereira já não é o Maxi de outros tempos! Os anos passam por todos e é unânime para os adeptos portistas que Ricardo Pereira é, atualmente, a melhor opção para a direita da defesa. A juntar a isto é sabido que Maxi aufere um elevado salário anual, o que pesa (e muito) aos cofres dos dragões. Apesar dos bons momentos que Maxi ainda proporcionou aos adeptos portistas, tal como o golo que garantiu o empate na Luz na época passada, começa a chegar a hora de o uruguaio pensar num último grande contrato na sua carreira, possivelmente fora da Europa.

Também Miguel Layún se apresenta, a meu ver, como um jogador excedentário no plantel do FC Porto. O mexicano já não é o mesmo jogador que foi na época de estreia, quando ganhou o prémio de melhor assistente do campeonato. Assim como acontece no caso de Maxi, Layún foi relegado para o banco de suplentes porque existe atualmente, no plantel dos dragões, uma opção melhor: Alex Telles. Layún esteve próximo da saída neste mercado de inverno, mas a sua versatilidade é um trunfo que lhe garante a continuidade naquele que é um plantel curto.

Por tudo isto considero que Diogo Dalot e Rafa Soares estão prontos para herdar os lugares de Layún e Maxi. Chega de desperdiçar talento jovem e português! Os empréstimos, no caso de Rafa, são bons até um certo ponto; a partir de uma certa altura começam a “estragar” o jogador. Dalot e Rafa têm todo o potencial e capacidade para substituir os respetivos colegas de equipa e, gradualmente, irem assumindo um papel de destaque no plantel principal. Fica a ganhar a equipa, os cofres dos dragões e, possivelmente, a Seleção Nacional.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os emails não revelados: Adeptos exigem explicações a Júlio Mendes

Cabeçalho Futebol Nacional

Caríssimo Presidente, restante direcção, equipa técnica, e todos os que andam para aí a fazer não sabemos bem o quê.

Desde que viemos a este mundo que fazemos parte deste maravilhoso clube. Agradecemos, a quem quer que seja, ter-nos tornado vimaranenses assim que os nossos olhos viram a luz deste nosso mundo. É um orgulho imenso e uma dádiva amar este clube da forma como amamos.

Assim sendo, face a toda a dedicação que temos para o nosso clube, sentimo-nos no direito e sobretudo na obrigação, de vos dizer que o que estão a fazer ao nosso Vitória não é nada. Ou melhor: ser até é. É uma vergonha!

O ano passado até que correu bem. Este ano pensávamos que ia ser dado o passo em frente. Um passo não maior que a perna, mas um caminhar que nos levasse mais perto daquilo que este clube grandioso merece.

Júlio Mendes é desde 2012 o Presidente do Vitória SC Fonte: gmrtv
Júlio Mendes é desde 2012 o Presidente do Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Foi-nos dito por Suas Exas. que a nossa direcção investiu 13 milhões na compra de várias mais-valias para o nosso clube. E que só não se gastaram mais cinco milhões porque não se conseguiu contratar o Whethon ao FC Paços de Ferreira. Uma pergunta imediata nos surge: ainda iam investir mais no ataque? Cinco milhões? A sério? Para mais um atacante? Será que não entenderam desde o início da época a miséria que é esta defesa? Mesmo depois da saída do Josué continuaram a achar que tínhamos uma defesa digna de salvaguardar o nosso Castelo? Era este o plantel que tinha como objectivo o 4º lugar na classificação? Ou vocês não percebem nada de Futebol ou andam a brincar com cada um de nós!

Se calhar estamos a ser duros demais, e simplesmente temos tido azar. Será? Ora vejamos:

  •  Um defesa direito que é o quinto ou sexto da hierarquia do FC Porto e que é o titular do nosso clube? Ainda por cima que defende extremamente mal?
  • Um defesa central que mal era titular num clube que desceu de divisão? É este o substituto do Josué? Um rapaz que apresenta muito pouca qualidade no posicionamento e na marcação?
  • Dois “rapazolas” que são bons moços, mas que têm ainda de comer muito sal para poder ser merecedores da titularidade deste colosso?
  • Um médio que não é mais que o oitavo ou nono médio do Porto? Um jogador que não é carne nem é peixe? Que parece constantemente perdido e que é franzino demais para o que exigem dele em campo.

Jogo Limpo: Análise à 18ª jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol Nacional

Jornada marcada por um número reduzido de casos de arbitragem, talvez também um pouco influenciado por o Estoril-Porto não te sido realizado, mas será talvez das analises mais pequenas que já fiz. Não é muito normal, principalmente nos jogos dos “grandes”, haver tão poucos casos. Acho que tirando uma exceção ou outra, os árbitros estão de parabéns, dando destaque principalmente o jogo Chaves-Guimarães que se revelou um jogo mais difícil de arbitrar do que seria de esperar e onde o VAR ajudou e muito o árbitro da partida. Nota máxima para a colaboração entre o arbitro e o VAR neste jogo, uma vez que deveria ser sempre assim, porque o VAR está lá para ser mais uma ferramenta de apoio ao arbitro e não uma dor de cabeça.

Abram alas ao “Avioncito”

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Fredy Montero está de regresso ao Sporting Clube de Portugal. O avançado colombiano, que saiu em janeiro de 2016 para os chineses do Tianjin Teda e depois seguiu para os Vancouver Whitecaps, da MLS, assinou contrato e vai voltar a vestir de leão ao peito.

A sua saída há dois anos gerou alguma insatisfação entre os adeptos, por duas razões principais: em primeiro lugar, porque Montero marcou 37 golos nas duas épocas e meia que passou em Portugal e era um homem de confiança, que também tinha a vertente de ser um bom suplente, que mexia com os jogos; em segundo lugar, porque o seu substituto na altura, Hernán Barcos, foi um fiasco. O Sporting não foi campeão em 2015/16 e, além dos motivos extra futebol e do falhanço de Bryan Ruiz, a saída de Montero é um dos motivos que continua a ser apontado pelos sportinguistas como tendo contribuído para esse fracasso.

Após sair do Sporting, Fredy Montero marcou nove golos em 29 golos no Tianjin Teda e apontou mais quinze golos em 39 jogos na MLS, pelos Vancouver Whitecaps. Ou seja, Montero continua com registos, de certa forma, interessantes. É um jogador com uma técnica apuradíssima, que se sabe movimentar muito bem no último terço do terreno e tem uma particularidade que considero fulcral num avançado: tem uma excelente capacidade de finalização. Montero é um jogador que, normalmente, não precisa de muitas oportunidades para faturar. Costuma entrar muito bem nos jogos quando vem do banco, como se viu na altura em que era suplente de Slimani ou Teófilo Gutiérrez.

Um jogador especial, com uma camisola mágica, a marcar um golo para a história. Fonte: Sporting CP
Um jogador especial, com uma camisola mágica, a marcar um golo para a história
Fonte: Sporting CP

Fredy Montero tem também uma boa meia distância, como se viu em alguns golos especiais que apontou em Alvalade, nomeadamente frente a Fiorentina ou Vitória de Setúbal. Parece-me ser uma excelente opção para atuar atrás de Bas Dost, relembrando algumas duplas célebres que Jorge Jesus já comandou, como Slimani/Teo Gutiérrez, Saviola/Cardozo ou Lima/Rodrigo. Uma dupla composta por Montero e Bas Dost, principalmente nos jogos em casa, poderá ser letal em muitas partidas. Assim como Montero poderá dar muito jeito a entrar nas segundas partes em jogos onde Jesus prefira colocar Podence ou Rúben Ribeiro atrás do poderoso holandês.

Na altura em que saiu, Montero deixou muitas saudades em Alvalade, como ficou provado num texto que escrevi na altura (http://www.bolanarede.pt/nacional/sporting/carta-aberta-a-fredy-montero/#.Wl6Z8DdUkl0). Fredy Montero ficou sempre com as portas abertas para um regresso a Alvalade e este deu-se agora. O colombiano pode vir buscar o título que lhe fugiu em 2015/16

O último golo de Montero no hat-trick que apontou ao Arouca, no seu primeiro jogo oficial com a camisola do Sporting Clube de Portugal

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Rúben Ribeiro, o novo 7

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O Sporting Clube de Portugal, neste mercado de Inverno, tem procurado fortalecer o plantel e dar mais soluções ao seu treinador Jorge Jesus. Proveniente do Fluminense chegou a título definitivo o médio brasileiro Wendel. O croata Josip Mišić é o novo número 27 dos leões, joga a médio e alinhava no HNK Rijeka. Mais recentemente aterrou em Lisboa o colombiano de boa memória para os sportinguistas, Fredy Montero, que poderá vir a ser reforço também. Rúben Ribeiro, que jogava no Rio Ave, foi o único reforço que estava no futebol português e já se estreou com a camisola 7.

Rúben Ribeiro é um médio de trinta anos, já com muitos anos de Liga NOS, tendo feito a sua formação entre o Boavista e o Leixões. Estreou-se no futebol sénior, com a camisola do clube de Matosinhos, onde permaneceu por cinco temporadas. Seguiram-se depois Penafiel, Beira-Mar, Paços de Ferreira, Boavista e Gil Vicente.

Depois de uma época com a camisola dos axadrezados, onde realizou dezoito partidas, chegou a Vila do Conde para representar o Rio Ave, pela mão de Luís Castro na temporada passada. Em Vila do Conde foi onde o médio português esteve em maior evidência, sendo uma peça preponderante para Miguel Cardoso esta temporada. Em uma época e meia, Rúben Ribeiro vestiu a camisola do Rio Ave por 59 ocasiões e marcou cinco golos.

Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo Fonte: Sporting Clube de Portugal
Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Este temporada, o Rio Ave tem apresentado bom futebol, querendo ter a bola, jogar em posse e com essa matriz de jogo, da qual o seu treinador não abdica, tem sido das melhores equipas da Liga NOS. Rúben Ribeiro, a par de Francisco Geraldes, vinham a ser os grandes destaques dos vilacondenses, com a sua qualidade individual e as exibições que rubricou, rumou a Alvalade para vestir a camisola número 7.

O reforço leonino estreou-se no passado domingo, com a listada verde e branca, sendo um dos titulares de Jorge Jesus. Perante a família sportinguista, com uma assistência acima dos quarenta mil espectadores, demonstrou mais uma vez a sua qualidade, fazendo uma assistência para Bas Dost. Um médio que joga nas costas do ponta-de-lança, com boa visão de jogo, com muito boa qualidade de passe com ambos os pés e forte no um contra um, eis o reforço leonino.

Rúben Ribeiro herdou a “amaldiçoada” camsiola 7, da qual não tem medo. Desejando as maiores felicidades ao médio português em Alvalade, espero que possa ser campeão nacional com a camisola do Sporting, como foram Ricardo Sá Pinto e Marius Niculae.

Foto de Capa: A Tasca do Cherba

Ronaldinho: Sorrir porque aconteceu?

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Cabeçalho Futebol Internacional

Sabem aquele clichê do “não chores porque acabou, sorri porque aconteceu”? Não faz sentido nenhum. A menos que sejamos masoquistas, não faz sentido sorrir quando se rompe uma ligação cujo fim era tão difícil de aceitar que preferimos não ponderar, mesmo tendo a noção, recalcada, da sua inevitabilidade.

As coisas podiam não estar bem. A ligação podia estar a ficar cada vez mais fraca e o fim podia estar a aproximar-se diante dos nossos olhos. Mas fingimo-nos cegos e recusamos aceitar a fatalidade do destino, que nos diz que tudo tem um fim.

A carreira de Ronaldinho não foi excepção. Cada um dos milhões de adeptos de futebol que se deslumbraram com aquilo que ele fazia à bola estará, hoje, triste por saber que o génio voltou para lâmpada de onde apareceu e não, as compilações dos melhores momentos não chegam para consolar a dor de nunca mais ver Ronaldinho em direto ou ao vivo, mesmo que isto fosse algo mais ou menos previsível.

Porque sabemos que só existiu aquilo que está nesses vídeos e Ronaldinho já não vai trazer o ritmo e a alegria da praia de Ipanema para os relvados mais consagrados do mundo e a bola não vai voltar a gemer de prazer como fazia quando ele lhe tocava.

Foto de capa: FC Barcelona

Fim de linha para os Cavs?

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Cabeçalho modalidades

Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors têm dominado a NBA nos últimos anos, com as finais de há dois anos atrás a tornarem-se numas das mais marcantes do basquetebol mundial. A perder por 3-1 e a apenas um jogo de verem os Warriors repetirem a conquista do anel, LeBron James, Kyrie Irving e companhia completaram uma das maiores reviravoltas da história da NBA, com duas vitórias em Oakland. Porém, Kevin Durant juntou-se aos Warriors nesse verão e o fosso entre as duas equipas acabou por aumentar, talvez irremediavelmente.

A derrota desta segunda-feira, a juntar ao jogo do dia de Natal e às finais do ano passado parecem provar que os Cavaliers estão cada vez mais longe do nível dos Warriors. Depois de três derrotas consecutivas na semana anterior, na qual os Cavs foram trucidados por Wolves e Raptors e desperdiçaram uma vantagem de 22 pontos frente aos Pacers, a equipa de Tyronn Lue tentava regressar às vitórias em casa frente aos Warriors. Mas o que acabou de se retirar do jogo foi a diferença de qualidade entre as duas equipas e uma crise da parte da equipa de Cleveland.

Durant e os Warriors voltaram a dominar em Cleveland Fonte: Golden State Warriors
Durant e os Warriors voltaram a dominar em Cleveland
Fonte: Golden State Warriors

Estes resultados mais recentes não farão soar os alarmes para uma equipa habituada a não sobrevalorizar os resultados da fase regular, mas há vários sinais que apontam para uma queda, mesmo nos playoffs, dos Cavs. Para além da distância para os Warriors parecer estar a aumentar, os Celtics parecem cada vez mais uma ameaça ao reinado de LeBron James no Este, alicerçados em Kyrie Irving, estrela que os Cavs trocaram este verão.

Para os lados de Cleveland, uma troca parece ser a solução ideal, com DeMarcus Cousins, DeAndre Jordan ou Lou Williams como os principais alvos. Mas para conseguir qualquer um deles, os Cavaliers terão de incluir a escolha dos Nets no draft que adquiriram na troca de Kyrie Irving. O problema? LeBron James parece cada vez mais decidido a sair no verão e essa escolha no draft seria necessário para que Cleveland pudesse renovar o seu plantel.

Por isso, o que devem fazer os Cavs? Arriscarem perder uma escolha no draft e LeBron James por um último ataque ao título (sendo que os Warriors de Curry, Thompson, Durant e Green serão sempre favoritos)? Ou esperar que esta equipa dê a volta a esta situação, suportados por LeBron James e aguardando um super Kevin Love, Isaiah Thomas e Wade, acreditando que James volta a mudar de ares no verão? Decisões difíceis em Cleveland, que parecem voltar ao tormento do verão de 2010.

Foto de Capa: NBA

Os 10 protagonistas da Maldição da camisola 7

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O Sporting Clube de Portugal tem-se reforçado neste mês de janeiro e um dos reforços é Rúben Ribeiro. Ora, o nortenho escolheu para a sua camisola um número que tem estado amaldiçoado em Alvalade nas últimas décadas, o número 7.

Rúben Ribeiro tem sido um dos melhores jogadores do campeonato, ao serviço do Rio Ave, e é o reforço mais “imediato” para Jorge Jesus pois joga há muitos anos no campeonato português, ao contrário dos seus agora companheiros Wendel e Josip Misic, que vêm de outros campeonatos. Vamos ver se o português consegue resolver um problema que existe há muitos anos na camisola verde e branca. Pelo menos a primeira aparição, frente ao Desportivo das Aves, deixou as expetativas elevadas.

Desde jogadores de muita qualidade, mas atormentados por lesões, a estrelas com muito pouco brilho que passaram pelo nosso clube, a camisola 7 assombrou a vida a estes atletas e a mente de milhões de sportinguistas nos últimos anos. Ao mesmo tempo que desejamos ver a malapata resolvida com Rúben Ribeiro, olhamos para dez casos de más experiências com o número 7 no Sporting Clube de Portugal.