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Moreirense FC 1-2 FC Porto: Dragões Seguem na Taça de Portugal e Há Clássico nas “Meias”

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A última vaga das meias-finais da Taça de Portugal ficou preenchida hoje e pertence ao FC Porto. Os azuis e brancos bateram esta noite o Moreirense FC por duas bolas a uma, no derradeiro jogo dos quartos-de-final da competição, e têm agora pela frente o Sporting CP, que eliminou ontem o CD Cova da Piedade.

O favoritismo pertencia ao FC Porto, na teoria, ainda antes do início do jogo. Na prática, era preciso fazer isso valer depois do apito inicial. Frente a frente duas equipas da Primeira Liga, com percursos bastante diferentes no campeonato: de um lado um Moreirense FC na luta pela manutenção, do outro um FC Porto na perseguição a um título que tem vindo a escapar há quatro anos. No que diz respeito à Taça de Portugal os de Moreira de Cónegos garantiram os quartos-de-final apenas depois da decisão por grandes penalidades, frente ao CD Santa Clara, enquanto que os dragões golearam em casa o Vitória SC.

Esta noite foram mesmo os azuis e brancos que assumiram o início da partida. Logo aos nove minutos de jogo Herrera abriu o marcador, com um chapéu a Jhonatan, depois do trabalho de Soares, que o isolou. Com o marcador a assinalar 0-1 o FC Porto ficou confortável no jogo e, aos 20 minutos, chegou com naturalidade ao 0-2, desta vez com Miguel Layún como protagonista. O Moreirense FC deu mostras de querer crescer no terreno e conseguiu chegar com perigo à baliza dos dragões à passagem da meia hora de jogo. Peña rematou forte e obrigou Iker Casillas a uma boa defesa e, na recarga, Zizo atirou ao lado. Sem mais oportunidades claras de nenhum dos lados os 45 minutos terminaram com a saída de Brahimi que, ao que tudo indica, abandonou o relvado com problemas físicos.

Brahimi, uma das figuras da equipa, saiu antes do intervalo, aparentemente com problemas físicos Fonte: FC Porto
Brahimi, uma das figuras da equipa, saiu antes do intervalo, aparentemente com problemas físicos
Fonte: FC Porto

Com uma casa bem composta no Comendador Joaquim de Almeida Freitas, a segunda metade da partida começou novamente com o FC Porto por cima. Os dragões levaram a bola algumas vezes à baliza de Jhonatan, no entanto, em nenhum dos lances obrigaram o guarda-redes da casa a aplicar-se, não conseguindo criar situações de perigo. Do outro lado, também Casillas tinha a vida facilitada perante um Moreirense FC pouco certeiro na concretização dos seus lances ofensivos. Até os 75 minutos. Edno, na sua estreia com a camisola dos de Moreira de Cónegos, deu o melhor seguimento possível ao cruzamento de Tozé e, de cabeça, reduziu a desvantagem para 1-2. O golo da equipa da casa relançou a partida mas o FC Porto foi voltando a assumir o controlo do jogo na tentativa de chegar ao terceiro golo. Soares esteve por duas vezes perto de o conseguir, mas acabou a desperdiçar os dois lances. Primeiro, aos 80 minutos, atirou de primeira por cima, após cobrança de livre de Layún e, quatro minutos depois, voltou a atirar ao lado, de cabeça, com a bola a passar muito perto do poste.

O Moreirense FC ainda teve esperança na recuperação, depois de fazer o 1-2, mas o FC Porto acabou por se organizar e assegurar o domínio do jogo, colocando intensidade na partida e impedindo os de Moreira de Cónegos de chegar perto da baliza de Casillas. Os azuis e brancos garantiram assim a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, onde terão agora pela frente o Sporting CP, com mais um clássico à vista entre dois dos candidatos ao título.

O Sporting agradece

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Celebrou-se esta quinta feira o dia internacional do “Obrigado”, dia esse que convida toda a gente a agradecer por alguma coisa, e eu por acordo unilateral decidi tornar-me fiel representante do meu clube, o Sporting Clube de Portugal, e agradecer a algumas pessoas em seu nome.

Quero antes de mais, agradecer a todas as figuras que insistem em mostrar que o futebol português não poderia viver ou sobreviver sem o Sporting. Aos que regem as suas vidas e acções diárias em função do clube leonino o nosso “Muito Obrigado”.

Tornou-se moda usar afirmações descontextualizadas de Jorge Jesus Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal
Tornou-se moda usar afirmações descontextualizadas de Jorge Jesus
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Há quem diga que um dos nossos rivais venceu o campeonato português por palavras do nosso treinador, o que dá bastantes créditos ao nosso mister, e os retira ao seu “bicampeão”. Há ainda quem defenda que o “tetra” de determinado clube se deve essencialmente ao nosso presidente, o que mais uma vez retira méritos ao proclamado “primeiro-ministro”. E essa mesma linha de pensamento foi, nos últimos dias, reforçada por um ex-jogador de determinado clube ao dizer que uma declaração de Jorge Jesus, mesmo sendo retirada do contexto, e ainda que seja apenas uma parcela da totalidade da frase proferida, só servirá para atiçar outros plantéis, o que mais uma vez mostra que quem lá trabalha não sabe mais que aproveitar o trabalho dos outros.

Com tudo isto, eles querem apenas demonstrar que, sem o Sporting eles não eram nada (e não estou a falar de questões de fundação). Para eles, o mundo gira à volta do Sporting Clube de Portugal, e por isso deixamos o nosso “Obrigado”, até porque concordamos com a visão.

Para corroborar ainda mais esta perspetiva, um ex-ministro que defende acerrimamente a ideia que no nosso país só existe o seu clube e os antis, associou o facto de ter nevado na “porta para o deserto do Sahara” ao nosso clube. Se isto não é dar importância ao Sporting, e passar o tempo a pensar no clube leonino, então o que será? É que já chega a um nível do divino.

Ir a Braga partir pedra…

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sl benfica cabeçalho 1Ir a Braga partir pedra… para o penta! É esta a verdade, a jornada de Braga pode ter em disputa apenas três pontos mas não será certamente uma partida com muitas facilidades.

Estamos a poucos dias da jornada que os nossos rivais mais vão querer ter em atenção e onde podemos, por um lado continuar na luta, por outro perder velocidade e complicar em muito o campeonato. O Sporting de Braga atravessa um ótimo momento de forma com Abel Ferreira a provar, jornada após jornada, que não é apenas “mais um técnico”. É sim o técnico que o clube minhoto precisava. Seja em 4-3-3, 4-2-3-1 ou em 4-4-2, o Braga é uma equipa perigosa e com um estilo de jogo bem vincado (já para não falar da união do plantel). O Benfica terá assim que partir pedra na defesa do clube do norte mas ter também uma atenção bem reforçada com os homens mais ofensivos da equipa. Além de nomes como Paulinho e Hassan, os extremos da equipa são também peças que mostram muito bom trabalho na hora de finalizar ou de simplesmente subir no terreno… fintando sem medo!

Dois nomes que merecem esta atenção são: Wilson Eduardo e Fábio Martins. Então para o segundo, o golo decisivo da última jornada frente ao Rio Ave mostra aquilo, onde, o Benfica não pode falhar; o Benfica não pode permitir que o jovem jogador suba no terreno e finalize como deseja. Para travar a boa forma ofensiva do Braga, jogadores como Grimaldo (ofensivo), devem pensar duas vezes antes de subir em demasia no terreno. Os desequilíbrios táticos podem ser fatais em jogos deste género e nesta “final” não podemos dar-nos ao luxo de marcar o primeiro e baixar as linhas para defender. Já no meio campo, os processos defensivos devem ser perfeitos tentando assim nem dar trabalho aos defesas encarnados.

Para ir buscar pontos à "Pedreira" o Benfica tem de estar a 100% Fonte: SL Benfica

Para ir buscar pontos à “Pedreira” o Benfica tem de estar a 100%
Fonte: SL Benfica

Na frente, nos momentos de decisão, a taxa de sucesso tem de ser 100%. Eu sei que é difícil pedir isto mas a verdade é que o Benfica perde tantas, e tantas, mas tantas ocasiões de golo que desespera qualquer adepto. Responsável por estas taxas de sucesso está Jonas que, como se viu com o Moreirense, precisa de cinco oportunidades para marcar um golo. Algo que não é aceitável, nem ao Jonas, nem a qualquer ponta-de-lança do Benfica.

O jogo de Braga não será certamente fácil mas se fizermos um jogo como fizemos frente ao Sporting e com a estratégica como fizemos em Moreira de Cónegos, os três pontos são possíveis de alcançar. Chutando assim o Braga para baixo e continuando a dar pressão aos rivais diretos.

Benfiquistas, siga a Braga partir pedra?!

Foto de Capa: SL Benfica

Diego Costa volta ao Atlético: a necessidade é recíproca

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Cabeçalho Liga Espanhola

A época dos clubes de Madrid não corre de feição. Real Madrid a 16 pontos do líder, Atlético fora da Liga dos Campeões após a fase de grupos, e também longe do primeiro classificado Barcelona. Mesmo assim, há objetivos por alcançar numa altura em que ainda falta metade da época para jogar.

Fora da equipa do Chelsea esteve Diego Costa, e agora aparece cheio de fome no regresso à equipa onde justificou a sua chamada à Seleção de Espanha. Além de querer provar que ainda é o artilheiro que conhecemos, tem também um Mundial de Seleções em perspetiva, e o ponta de lança certamente tem isso na cabeça, e sabe que nas suas melhores condições estará apto a ser selecionado. Juntando a isto, o clube que o resgatou precisa muito dos seus serviços. Tem muito para dar certo, já que o Atleti bem precisa de um goleador.

Simeone tem tido dificuldades em fazer a sua equipa render. São apenas 27 golos marcados na Liga, contra os 48 do Barça, 38 do Valência, e 32 do Real. Defensivamente, a equipa demonstra estatísticas impecáveis (oito golos sofridos, apenas batida pelo Barcelona, com sete). Na Champions, a equipa também só se ficou pelos 5 golos, ou seja, uma média inferior a um golo por jogo… Podia jogar não tão bem como joga e estar neste momento dos oitavos da Liga dos Campeões, mas faltou concretização. Talvez tenha faltado um Diego Costa, mas só agora no mercado de inverno se pôde juntar ao clube de Madrid. Mas não vamos por aí. O seu regresso tanto ao futebol espanhol, como à atividade desportiva foi enaltecida pelo treinador argentino, que se mostrou muito agradado ao passar a contar com essa alternativa para a posição de ponta de lança. Referiu que é o jogador mais importante que chegou ao clube nos últimos anos!

Recorde-se que nos últimos anos chegaram ao clube jogadores como Fernando Torres ou Antoine Griezmann... Fonte: Atlético de Madrid
Recorde-se que nos últimos anos chegaram ao clube jogadores como Fernando Torres ou Antoine Griezmann…
Fonte: Atlético de Madrid

Se o técnico tem tido dificuldades em optar ou por um, ou por dois jogadores mais adiantados no terreno, essas dúvidas ficam agora dissipadas, pois certamente veremos o Atlético com Griezmann e Diego Costa bem juntos no plano tático da equipa. Além disso, acredito que a equipa jogará também com um extremo em cada ala, já que com Diego Costa, que é mais forte do que Torres não apenas de cabeça, mas na luta de bolas cruzadas provenientes dos flancos. Também na função de referência ofensiva, quer a receber bolas bombeadas pelo guarda redes, quer como pivôt ofensivo a jogar de costas para a baliza, devolverá aos colchoneros um jogo com um homem forte e fixo na zona mais avançada do terreno, um homem em quem se pode jogar com poucas chances de perder a posse.

Com o que já mostrou no clube, o seu estatuto permite-lhe entrar já de cabeça na equipa. Além disso, sem competição nas pernas, a frescura física que tem certamente só trará benefícios. Julgo que a expulsão que teve logo no jogo frente ao Getafe não teve lá grande razão de ser, é que nem fez grande aparato para tal ocorrência. Resta saber se Diego Costa dará à equipa o que ela tem vindo a precisar, que são golos. O aguerrido avançado não poderia ter vindo em melhor altura…

 Foto de capa: Instagram oficial do jogador

Os emails não revelados: A resposta do pai da criança de 6 anos ao Presidente da FPF

Cabeçalho Futebol NacionalCaro Sr Presidente Fernando Gomes,

Soube hoje durante o nosso jantar cá de casa que terá recebido um email do meu filho mais novo. A minha filhota não aguentou e acabou por me contar.

Sinceramente nem sei o que dizer, mas de qualquer forma peço-lhe desculpas pelo abuso. As crianças são de facto impulsivas e uma caixinha de surpresas, e no caso do meu João, essa é uma descrição que lhe assenta bem.

A verdade é que mal soube comecei a ralhar com ele, mas quando me perguntou com a ingenuidade própria dos seus seis anos se o senhor teria lido o que ele lhe enviou, não fui capaz de lhe dizer que provavelmente não, mas antes um “óbvio que terá lido João”.

Escrevo-lhe assim este email para lhe pedir desculpas, mas também para tentar justificar a audácia do meu filhote. Não que tenha muitas certezas que tenha lido o email que ele acabou por me mostrar a muito custo, mas, se porventura o tiver feito, aqui ficam as minhas palavras para si e também como resposta para o meu querido filho.

Filho, o pai não deixou de gostar de Futebol, até porque isso seria impossível. Nem tão pouco deixei de me alegrar, sofrer e entristecer com esse que é de longe o “maior espetáculo do Mundo”. Quando vou no carro sem a mamã e sem vocês sabes que eu ainda sintonizo as rádios que costumam passar notícias e debates sobre Futebol? É mais forte que eu! Tento evitar, mas acabo sempre por me fartar rapidamente da música que costuma passar (e que é dia sim dia também quase sempre a mesma) e pumba: ali estou eu a tentar ouvir falar daquilo que me enche muitas vezes a alma, o espírito e me consome como poucas coisas.

O futebol leva diariamente milhares a reunirem-se em volta do “maior espetáculo do mundo” Fonte: imortaisdofutebol.com
O futebol leva diariamente milhares a reunirem-se em volta do “maior espetáculo do mundo”
Fonte: imortaisdofutebol.com

Sei que isto ainda não te acontece, mas possivelmente daqui a uns tempos irás acordar e um dos teus primeiros pensamentos será: “Hoje é o grande jogo!”. À medida que o relógio “corre” para a hora marcada, começarás a ficar impaciente, com um nervosinho na barriga, querendo que o tempo passe para o culminar do início daquele jogo. E o tempo em vez de “correr” simplesmente faz uma caminhada lenta. E então para que o tempo “corra” irás inventar coisas que te ocupem o corpo e a mente, para que “a hora marcada” chegue mais rapidamente. O futebol influencia-nos desta forma e contra isso será muito complicado combateres. Pelo menos para o pai é.

Filho, os amantes de futebol, ou pelo menos comigo acontece desta forma, gostam de “partilhar”. Não ter com quem partilhar as dúvidas, os lances, as alegrias e as tristezas para mim não faria muito sentido. E sabes com quem gosto mais de partilhar todas estas emoções? Convosco, meu querido filho. Com a mãe, com a mana, e contigo em especial. Porque tu és o meu parceiro na futebolada. És o único cá de casa que já percebe bastantes coisas de futebol. A mãe e a mana são uns amores, mas aqui que ninguém nos ouve, elas não percebem nada de bola filho. Mesmo quando parecem querer perceber e fazem perguntas, eu acho que é só para nos verem felizes e para nós pensarmos que elas estão interessadas. Mas na realidade elas não percebem patavina.

Primeiro troféu do ano discutido em Sines

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Cabeçalho modalidadesA partir desta quinta-feira as oito melhores equipas no final da primeira volta do campeonato rumam até Sines para disputar, entre si e num conjunto de grandes jogos, a primeira Taça neste ano de 2018. Como já vem sendo hábito, desde a época 2015/16, disputa-se a ainda embrionária Taça da Liga, que até à data ainda só conheceu um vencedor: o Sporting CP arrebatou as duas edições iniciais (15/16 e 16/17).

Antes de mais, vou apresentar a lista de jogos dos quartos-de-final, que apresentam um derby lisboeta como encontro cabeça-de-cartaz da ronda inicial: um jogo entre SL Benfica o CF “os Belenenses”/El Pozo, sendo um rival duríssimo para os encarnados tentarem inverter a “malapata” nesta competição, pois ainda não venceram qualquer encontro nesta competição, tendo sido eliminados nas duas edições anteriores na fase inicial pela Desportiva do Fundão. Desta feita, o sorteio ditou que as águias joguem perante uma equipa que, não sendo a tradicional “besta negra”, é uma formação que venceu os encarnados no último jogo do campeonato, há poucos dias.

Nos outros jogos, há que destacar o adversário do Sporting, o FC Unidos Pinheirense, premiado pela primeira volta sofrida, mas com a presença garantida nesta fase final. É possível haver uma surpresa neste jogo, mas não é muito provável, também pela incrível série invicta que os comandados de Nuno Dias levam na presente temporada.

Os leões asseguraram a presença na final de amanhã frente a AD Fundão Fonte:FPF/Hernâni Pereira
Será que vamos ter um vencedor diferente este ano ou o Sporting irá ser tricampeão?
Fonte:FPF/Hernâni Pereira

Nos restantes jogos, há mais dois grandes jogos em perspetiva, um deles entre SC Braga/AAUM e MODICUS, e o outro entre a AD Fundão e o Futsal Azeméis, dois jogos que deverão pautar pelo grande equilíbrio. Uma coisa é certa, teremos futsal de qualidade garantido nos próximos dias e possivelmente algumas surpresas, como é natural neste tipo de eventos. Vamos ter que esperar mais uns dias para saber se a hegemonia absoluta do emblema leonino se vai manter, ou se, pelo contrário, iremos ter um vencedor inédito este ano.

Garantido, para já, estão alguns dias de grande espetáculo no pavilhão municipal de Sines, e a expetativa está muito elevada, ou não estejamos a falar dos oito conjuntos mais fortes do nosso país, que prometem jogos emocionantes e equilibrados até ao fim. Evitou-se um derby da segunda circular antes da eventual final, uma vez que o vencedor do Benfica – Belenenses joga na meia-final com o vencedor do Braga – Modicus e o vencedor do Sporting – Pinheirense cruza com o vencedor do Fundão – Azeméis. Isso significa que só na final poderemos ter mais uma edição do jogo mais apaixonante do nosso país, devido à grande rivalidade histórica dos dois emblemas.

Foto de Capa: Sporting CP

Um cheirinho a playoffs em janeiro

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Cabeçalho modalidadesEm maio de 2016, Heat e Raptors encontraram-se na segunda ronda dos playoffs. Foram sete jogos de equilíbrio que criaram uma certa rivalidade entre norte (Toronto, Canadá) e sul (Miami, Florida). Na madrugada de 9 para 10 de janeiro de 2018, as duas equipas aqueceram a fria cidade de Toronto com um jogo que mais parecia de payoffs. Já sem a maioria dos jogadores dessa altura do lado dos Heat e sem Biyombo, que decidiu o jogo sete a favor dos Raptors há dois anos atrás e apesar de algumas ausências, ambas as equipas deram um espetáculo com emoção do início ao fim, a lembrar outro tipo de jogos.

Os Toronto Raptors chegavam a este confronto com um recorde de 14-1 em casa, mas tinham perdido Kyle Lowry na noite anterior, num jogo com direito a prolongamento em Brooklyn. Os Heat, numa série de quatro vitórias consecutivas, tinham vencido os Jazz duas noites antes, com Josh Richardson a dar a vitória a cinco segundos do fim. Ainda assim, a equipa de Miami viajava até Toronto sem Winslow e Waiters, com Tyler Johnson a contrair uma lesão na manhã do jogo. A primeira-parte foi equilibrada até Dragic ter pegado no jogo. Os 14 pontos do base dos Heat colocou os forasteiros a vencer por 10 ao intervalo, com DeRozan muito pouco em jogo do outro lado do campo. Mas o segundo tempo teria muito para contar…

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Com os Raptors a recuperarem no marcador, Serge Ibaka e James Johnson envolveram-se num confronto físico que vai sendo raro na NBA. James Johnson é cinturão negro, tal como os seus pais e oito irmãos e tem um recorde de 7-0 em MMA e 20-0 em kickboxing. Não fosse a rápida intervenção de colegas de equipas, árbitros e treinadores e provavelmente teríamos visto mais do que um jogo de basquetebol no Air Canada Centre. Ambos os jogadores acabaram expulsos, com o jogo a prosseguir logo a seguir e os Heat a voltarem a ganhar uma vantagem mais confortável.

Nos últimos minutos da partida, DeRozan voltou a ganhar vida. O extremo dos Raptors deu a vantagem à sua equipa por duas vezes. Da primeira vez, Dragic virou o marcador de novo para os homens de Miami. Mas da segunda, o All-Star de Toronto ganhou o ressalto do seu próprio lançamento e parecia ter dado a vitória à turma de Dwane Casey, com três segundos para jogar,

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Porém, Wayne Ellington tinha outras ideias. Erik Spoelstra desenhou a mesma jogada que tinha dado a vitória frente aos Utah Jazz, mas desta vez foi Ellington e não Richardson a receber a bola. O número 2 dos Heat, mais conhecido pelo seu tiro exterior, viu o caminho para o cesto desimpedido e marcou com 0.3 segundos para jogar. DeRozan ainda tentou de um lado ao outro do campo um cesto do outro mundo, mas a bola, caprichosamente, não entrou. A estrela dos Raptors e Goran Dragic ainda haveriam de tentar ajustar contas depois da buzina final, tentando talvez terminar aquilo que Ibaka e Johnson tinham começado, mas não passaram de uns empurrões.

Os Heat acabaram por ser a segunda equipa a sair de Toronto com a vitória, enquanto que do lado dos Raptors, a ausência de Kyle Lowry foi bastante notada. As duas equipas trouxeram o calor de novo ao Canadá e parecem estar a criar uma interessante rivalidade, dando aos fãs uma ideia do que poderão ver nos playoffs, caso se encontrem.

Foto de Capa: Yahoo Sports

O Melhor Ciclista do Ano (Internacional e Nacional) 2017

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Cabeçalho modalidadesPor favor, vamos meter as polémicas e as suspeições de parte, sim? Considerando o que foi o ano de Froome, era difícil dar esta “distinção” a outro que não o britânico, principalmente, entre outros fatores, por ter conseguido realizar um feito incrível ligado ao facto de ter vencido duas Grandes Voltas seguidas num só ano.

A temporada do britânico até não começou com grandes destaques. Esteve no top’10 de uma prova na Austrália e depois foi para Espanha (Volta à Catalunha), onde até podia ter conquistado 2 etapas, não fosse a BMC (no contrarrelógio coletivo) e Valverde a tirarem-lhe essa possibilidade. Quando se previa que fosse disputar a vitória até ao fim, acabou por ficar muito para trás numa etapa importante e apenas esteve perto de levar a camisola da montanha para casa, que também acabou por ir para Valverde.

Depois esteve no Tour de Romandie e voltou a estar discreto, apenas mostrando um pouco da sua qualidade no contrarrelógio individual. A partir daí é que começámos a ter um Froome mais normal, principalmente pela proximidade do Tour e da sua preparação estar a ir ao encontro dessa mesma prova.

O Critérium du Dauphiné demonstrou já um Chris Froome mais em forma e preparado para o Tour que iria ter. Notou-se que não estava no pico de forma – expectável – mas já conseguiu realizar uma corrida muito mais constante e esteve quase no pódio final, ficando com o quarto lugar na geral a apenas 1 segundo do terceiro classificado.

E chegou o Tour de France e com ele novamente um domínio da Sky e de Froome. Mesmo não tendo ganho qualquer etapa, foi muito mais regular do que qualquer outro e aproveitou o contrarrelógio no final da prova para selar qualquer dúvida que houvesse. Uran foi o seu rival mais próximo, algo que nem se previa no início da prova. Aliás, a restante concorrência ficou a mais de 2 minutos de distância, sendo que a Sky ainda se deu ao “luxo” de ter um homem em quarto lugar (a 1 segundo do pódio!) e outro no top’15, vencendo igualmente e confortavelmente a classificação por equipas.

Após a sua quarta vitória – e terceira seguida – na Volta à França, um ciclista “normal” já poderia estar plenamente satisfeito e ter a época quase feita, mas a verdade é que um ciclista como Froome tem sempre objetivos mais elevados e para se juntar definitivamente às lendas do ciclismo precisa de realizar ainda registos mais incríveis, não só em termos de palmarés como também em termos de recordes.

Froome juntou mais um Tour à sua conta pessoal e depois ainda conseguiu vencer a Vuelta
Fonte: express.co.uk

Assim foi e assim partiu o britânico para uma aventura em Espanha que o fizesse “vingar” finalmente os segundos lugares de 2016, 2014 e 2011. Após um contrarrelógio coletivo dentro das expetativas e que permitiu um bom começo de prova, Froome foi reagindo bem aos acontecimentos e, mais uma vez, não só demonstrou ser o mais regular (a “pior” classificação dele, em todas as etapas, foi 32.º e foi numa etapa que terminou com a vitória de uma grande fuga), como também conseguiu juntar vitórias em etapa à sua vitória na geral.

Bateu toda a concorrência numa etapa com chegada no alto e depois nem deu hipóteses no longo CR que houve, conseguindo ganhar ainda mais tempo a todos os adversários. Este tipo de provas, geralmente, são ganhas por quem é mais “all-rounder” e Froome, neste momento, demonstra ser o melhor de todos – Tom Dumoulin, por exemplo, até já mesmo durante este ano, poderá ameaçar isso se realmente se comprovar a sua boa evolução.

Desde … que ninguém vencia de forma consecutiva uma Grande Volta e Froome fê-lo em pleno 2017. Para terminar o ano em grande, conseguiu duas medalhas de bronze nos Mundiais. A primeira foi com a equipa e a segunda foi de forma individual, onde por pouco não foi surpreendido pelo português Nélson Oliveira, que fez uma excelente prova e ia ficando com o último lugar no pódio.

Para a próxima época, o grande objetivo de Froome é conquistar outra dobradinha diferente: Giro e Tour. Infelizmente, neste momento, ainda não é possível saber se isso realmente irá ser concretizado, devido às polémicas existentes e que já foram esmiuçadas o suficiente para voltar a estar aqui a colocá-las. Até prova em contrário, Froome foi “rei e senhor” em 2017 e prepara-se para voltar a tentar sê-lo em 2018. Veremos se ele e a Sky voltarão a estar ao nível desejável para mais feitos incríveis no ciclismo mundial.

Por fim, Chris Froome terminou então este 2017 com o segundo lugar no ranking da UCI, apenas superado pelo belga Greg van Avermaet. Num possível pódio em termos de melhores ciclistas do ano, completaria o mesmo com a presença em segundo lugar do (tri)campeão do mundo Peter Sagan (mais um excelente ano para um dos ciclistas mais entusiasmantes e confiantes do mundo – só lhe faltou ter destaque em Grandes Voltas, sendo que foi desclassificado do Tour no dia após ter vencido a primeira de algumas etapas das quais se esperava que Sagan vencesse) e em terceiro lugar ficaria o fortíssimo Tom Dumoulin, que até de forma surpreendente – ou não – finalmente venceu uma Grande Volta e, com a conquista do Giro, demonstrou que Froome poderá ter um rival à altura nos próximos anos (além do Giro, ainda conseguiu ser campeão do mundo nos contrarrelógios coletivo e individual).

CD Cova da Piedade 1-2 Sporting CP: “Bastou acelerar, mas a lomba sempre esteve lá”

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Dez de Janeiro de 2018. O Cova da Piedade estava, pela segunda vez (a primeira foi na 1971/72), nos quartos de final da Taça de Portugal e recebia, no estádio do Bonfim, o poderoso Sporting, já mais do que habituado a estas andanças da prova rainha do futebol português.

Bruno Ribeiro lançou apenas quatro titulares em relação ao último jogo (derrota na casa do União da Madeira por 1-0). Foram eles: Evaldo (capitão), Soares, Robson e Daniel Almeida. Tal como a sua equipa, o timoneiro da equipa proveniente de Almada demonstrava uma enorme ambição em seguir em frente nesta competição. Ciente das dificuldades, o técnico montou uma equipa que só tinha um objetivo em mente: vencer.

Antevendo esta partida, Jorge Jesus reiterou a ideia de que respeitava, e muito, esta competição e o seu adversário. Assim sendo, lançou, para o seu onze inicial, alguns dos seus habituais titulares, afirmando a vontade de vencer esta competição. O técnico optou, desta feita, por uma poupança moderada (Bruno Fernandes e Bas Dost começaram o jogo no banco; Gelson e William viram o jogo na bancada), mas, sem esquecer o que esta Taça representa para si e para o seu clube, manteve alguns dos habituais titulares. A destacar: Patrício, Coates, Coentrão e Acuña.

Ao contrário do que se esperava, foi o Cova da Piedade quem mais trabalhou pela vitória na primeira parte. A equipa de Almada, ao contrário da equipa de Alvalade, demonstrava muito mais vontade. Apresentando-se como uma equipa mais ambiciosa e mais motivada, a equipa do Cova usufruiu das melhores oportunidades da primeira parte. Respondendo a uma boa jogada em que Doumbia rematara, à entrada da área, por cima da baliza, a equipa da Margem Sul tentou logo “molhar o bico”. Ao minuto onze, Evaldo, numa grande investida pelo flanco esquerdo, conduziu um perigosíssimo contra-ataque que ameaçava a baliza de Rui Patrício. Assistiu, num cruzamento rasteiro, Cleo, que, com toda a calma do mundo, tocou para Paulo Tavares. Este, sem cerimónia, rematou colocadíssimo ao poste esquerdo da baliza de Rui Patrício. Estavam abertas as hostilidades no que diz respeito ao capítulo das grandes oportunidades.

Contudo, foi preciso esperar até cinco minutos antes do intervalo para ver a melhor oportunidade do primeiro tempo (e que oportunidade!). De novo, um excelente contra ataque rápido da equipa da Segunda Liga, desta feita, pelo lado direito. A bola ressaca para Hugo Firmino, que atira com estrondo à barra. Grande, excelente oportunidade! O Cova da Piedade demonstrava assim que estava na luta e saía para os balneários com sinal mais. O Sporting pouco ou nada mostrava. O jogo estava ao sabor da equipa da casa: morto e com alguns ataques rápidos que permitiam ameaçar a defesa leonina.

Com a clara intenção de “ir para cima deles” e de “arrebitar” a equipa na segunda parte, Jorge Jesus mexeu na equipa: Bas Dost e Bruno Fernandes nos lugares de Bryan Ruiz e de Bruno César. O Sporting começava assim com Podence no lado direito, Bruno Fernandes no apoio aos avançados, Bas Dost e Doumbia na frente de ataque e Acuña no lado esquerdo. Como se diz na gíria: “a carne estava toda no assador”.

O jogo estava mais do que vivo. Ambas as equipas estavam intensas e à procura do golo da vitória. Excelente jogo Fonte: Bola Na Rede
O jogo estava mais do que vivo. Ambas as equipas estavam intensas e à procura do golo da vitória. Excelente jogo
Fonte: Bola Na Rede

Arrancava a segunda parte e arrancava também o Sporting. Um Sporting completamente diferente daquele que estava em campo na primeira parte. Bastaram cinco minutos para ver o que os leões pretendiam para esta segunda parte: golos! O caudal ofensivo rapidamente se intensificou com ataques e oportunidades de todo o lado do campo. Aos 53 minutos, o motor desta equipa acelerou. O jovem médio arrancou sozinho e ninguém o parou. Entrou na área e, deslocado no lado direito, rematou sem cerimónia (típico dele). A bola sofreu um desvio e sobrevou o guarda redes do Cova. Ah, claro, se for preciso de dizer: foi o Bruno Fernandes.

Porém, a equipa do Cova não morreu. Antes pelo contrário. Cinco minutos depois, através dum canto, a equipa do outro lado do rio (claro está, para quem vê da capital) conquistou um pontapé de penalti. Num lance muito confuso na área de Rui Patrício, a bola embateu no braço de André Pinto e Rui Costa assinalou, perentoriamente, grande penalidade. Cleo, frio e sem cerimónia, enganou Rui Patrício e restabeleceu a igualdade no marcador.

O ritmo aumentava. E as oportunidades também. Aos 63 minutos, num dos muitos lances de ataque da equipa leonina, Coentrão rematou violentamente. A bola sobrou para Doumbia, que, na cara do golo, permitiu a defesa a Joyce. O jogo estava, finalmente, bom e digno da festa da Taça. Grande jogo de futebol que se via no Bonfim! Um jogo vivo e equilibradíssimo em termos de oportunidades. O Sporting rugia mais na segunda parte mas o Cova não tinha piedade nenhuma e tentava sempre o golo com inúmeros contra ataques.

Para bem do espetáculo e da festa, o ritmo manteve-se e o bom futebol também. Para o Sporting, o minuto 77 foi o auge: o golo da vitória. Num canto do lado esquerdo, batido por Acuña, em que Battaglia apareceu ao primeiro poste a desviar, o inevitável Bas Dost não perdoou e garantiu a passagem às meias finais. Excelente lance de bola parada! Após isto, o jogo acalmou. O Sporting foi, como diz Jorge Jesus, “maturo” e controlou o jogo. Foi dono e senhor da bola e não permitiu grandes chances à equipa do Cova da Piedade.

O jogo terminou com a clara ideia de que o Sporting acabara por ser superior. Contudo, deixou um pouco a desejar. Só com a entrada dos “pesos pesados” é que a equipa leonina se superiorizou. É ainda de realçar a excelente prestação da equipa do Cova da Piedade. Sem nada a perder, e com uma organização defensiva muita forte, a equipa de Almada nunca morreu no jogo e teve sempre uma palavra a dizer.

Rio Ave FC 4-4 CD Aves (4-5 g.p.): Aves passa em Vila do Conde e está às portas da Europa

Cabeçalho Futebol Nacional

O Desportivo das Aves venceu o Rio Ave nas grandes penalidades e está nas meias finais da Taça de Portugal. A equipa de Lito Vidigal esteve a perder por 3-1, chegou ao empate já na compensação e acabou por vencer no desempate da marca dos onze metros.

Após eliminar o Sporting de Braga e o Benfica, o Rio Ave recebeu esta quarta-feira o Desportivo das Aves com o objetivo de chegar às meias finais da Taça de Portugal. Já a equipa de Lito Vidigal chegava a Vila do Conde depois de ter vencido por 5-1 o União da Madeira. Depois de, ao longo da semana, várias notícias terem colocado Guedes em dúvida para o encontro, o avançado dos vilacondenses recuperou a tempo e foi titular, regressando assim o Rio Ave ao sistema habitual.

O jogo começou com o Rio Ave a assumir a posse de bola, como esperado, e o Desportivo das Aves a explorar sobretudo as transições rápidas, com os avançados a surgirem nas costas da linha defensiva da equipa da casa. O primeiro sobressalto da partida surgiu aos dez minutos, quando o guarda-redes Rui Vieira respondeu mal a um atraso e por pouco não deixou a bola à mercê do avançado do Desportivo das Aves, que ficou perto de conseguir o desvio.

A primeira ocasião da equipa da casa surgiu pouco depois, aos quinze minutos. Excelente combinação de Tarantini com Guedes e o avançado a surgir isolado, mas a permitir a defesa de Adriano Facchini. No canto, contudo, a equipa vilacondense chegou mesmo à vantagem. Bola levantada por Yuri Ribeiro ao segundo poste, com Guedes a ganhar nas alturas e a assistir Marcelo para o golo da formação rioavista. Dez minutos depois foi a vez do Aves estar perto do golo. Rodrigo surge solto na direita e tenta o cruzamento rasteiro, mas Marcelo aparece muito bem para tirar o pão da boca a Salvador Agra com um corte decisivo.

À passagem da meia hora de jogo, a polémica instalou-se no Estádio dos Arcos. Nildo Petrolina desentende-se com Lionn, na sequência de uma falta de Falcão sobre Francisco Geraldes, e Carlos Xistra mostra o cartão amarelo aos dois jogadores, bem como ao autor da falta. Descontente com a decisão, o banco do Aves dirigiu muitos protestos a Carlos Xistra, acabando Lito Vidigal por receber ordem de expulsão. Já em tempo de compensação, o Desportivo das Aves ficou novamente perto do empate, com Carlos Ponck a responder a um cruzamento de Salvador Agra, mas o cabeceamento do defesa a sair ligeiramente ao lado.

O golo do empate acabou por surgir, contudo, logo a abrir o segundo tempo. Livre lateral na esquerda do ataque do Desportivo das Aves, Paulo Machado cruza com conta, peso e medida e Rodrigo Defendi a cabecear para o golo da igualdade. A resposta da equipa da casa não tardou e, aos 52 minutos, o Rio Ave recuperou a vantagem, em novo lance de bola parada. Canto de Geraldes, Guedes ganha nas alturas, Marcelo toca para a pequena área e Tarantini surge para o desvio. O jogo estava frenético e o Desportivo das Aves podia ter empatado outra vez pouco depois. Livre direto já perto da área da equipa do Rio Ave e Nildo Petrolina a obrigar Rui Vieira a uma boa defesa com um grande remate.

O estádio dos Arcos esteve bem composto, mas os vilacondenses foram tristes para casa Fonte: Rio Ave Futebol Clube
O estádio dos Arcos esteve bem composto, mas os vilacondenses foram tristes para casa
Fonte: Rio Ave Futebol Clube

Depois do livre de Nildo, o jogo acalmou e as oportunidades de golo escassearam até aos 75 minutos, altura em que o Rio Ave ampliou. Transição rápida da equipa de Vila do Conde, Francisco Geraldes abre na esquerda para João Novais e o médio a marcar pelo quarto jogo consecutivo. A equipa da casa estava bem e podia ter chegado ao quarto aos oitenta minutos. Passe de Tarantini e Chico Geraldes, depois de trabalhar bem sobre Rodrigo Defendi, a atirar para defesa apertada de Adriano Facchini.

O Desportivo das Aves, contudo, não baixou os braços e aos 88 minutos voltou a entrar na discussão do resultado. Rodrigo surge bem pelo corredor direito e cruza para a pequena área onde Amilton, depois de se antecipar a Rui Vieira, desvia para o 3-2. A equipa visitante continuou a atacar e chegou ao empate um minuto depois. Defendi ganha nas alturas à entrada da área adversária e toca para Arango, que conclui com um chapéu a Rui Vieira.

Antes do final do tempo regulamentar, ainda houve tempo para nova oportunidade do Aves, num livre direto em zona frontal, mas Rui Vieira defendeu o remate de Nildo Petrolina e o jogo seguiu para prolongamento. O Rio Ave entrou para o tempo extra decidido em recuperar a vantagem e Barreto foi o primeiro a ameaçar, logo ao primeiro minuto. Bom passe de Tarantini e o avançado a tentar de fora de área, mas o remate a sair fraco.

O prolongamento ia decorrendo sem grandes oportunidades até que, aos 105 minutos, o Aves conseguiu mesmo a reviravolta. Diego Galo bate longo na frente, Arango recebe e, depois de tirar Lionn do caminho, atira forte para o quarto golo dos visitantes.

Já na segunda parte do prolongamento, e numa altura em que o Aves se limitava a defender, a equipa da casa chegou à igualdade através de Gelson Dala. Passe de Lionn na direita e o jogador emprestado pelo Sporting a surgir solto e a rematar cruzado para o oitavo golo da noite. Até ao final, destaque apenas para um livre de João Novais, defendido por Adriano Facchini, com o jogo a seguir para as grandes penalidades.

Da marca dos onze metros, ambas as equipas se mostraram assertivas, com a primeira e decisiva defesa a surgir apenas à décima tentativa. Bruno Teles atira, Adriano Facchini defende e a bola ainda bate no poste, mas não entra.

O Desportivo das Aves segue assim em frente na Taça de Portugal onde vai defrontar o Caldas.