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Caldas SC 3–2 SC Farense (a.P): Caldas SC continua a surpreender tudo e todos

Cabeçalho Futebol Nacional

Permitam-me que comece o artigo com a definição de heróis – pessoa de grande coragem ou autora de grandes feitos. Não o menciono por acaso, mas sim pelo que hoje a equipa do Caldas SC alcançou. Escreveu-se história. O jogo propriamente dito não foi um hino ao futebol, contudo todo o contexto que o rodeou tornou-o numa das mais bonitas páginas da história da cidade de José Malhoa e Bordalo Pinheiro. Para o clube e para toda a população.

O início prometeu um jogo intenso e sem que nenhuma equipa arriscasse demais. O critério no passe e na hora de subir linhas definiu os primeiros quinzes minutos da partida. O Farense mostrava-se ligeiramente mais forte, mas sem conseguir concretizar em lances de perigo para a equipa caldense. O maior motivo de destaque na primeira metade foi mesmo o elevado número de faltas que ambas as equipas cometeram. A tarefa não estava fácil para o juiz do encontro.

O Intervalo chegou e com ele veio a mudança. Ainda a segunda parte estava a começar quando Livramento aproveita um cruzamento de Leo Tomé na esquerda e, após indecisão na defesa caldense, e de cabeça, inaugura o marcador. 47 minutos e o jogo ganhava nova vida. A equipa de José Vala precisava de ir à procura do empate. Subiu as linhas e de forma ainda que algo cautelosa conseguia pressionar a equipa de Faro. O golo acabou por surgir passados poucos minutos. Após um cruzamento venenoso de Filipe Ryan, o jovem Nuno Januário aparecia junto ao segundo poste para empatar a partida.

Se o empate animou a equipa e os adeptos caldenses, rapidamente a situação se alterou. Apenas quatro minutos depois da equipa da casa empatar o jogo, Jorge Ribeiro fazia uma bela assistência para Livramento que, na cara do guardião caldense, picou a bola num bonito gesto técnico. Minuto 60 e o Farense voltava à vantagem no marcador.

O Caldas voltava ao ataque. Embora tenha feito mais remates que a equipa do Farense, o desacerto na hora do remate fazia crer que o desfecho seria favorável à equipa do sul. O tempo corria contra a equipa sensação da Taça, até que ao minuto setenta, e a confirmar o ditado de que velhos são os trapos, aparece o experiente avançado Pedro Emanuel e empata de novo a partida. Após um primeiro cabeceamento ao poste por parte do médio Paulo Inácio, Pedro Emanuel aproveita o facto de o ressalto ter ido para perto de si e cabeceia para o fundo das redes. O campo da Mata animava-se e o prolongamento era cada vez mais uma possibilidade.

Assim foi. O árbitro sinalizava o final dos noventa minutos e a partida seguia para mais trinta minutos.

O campo da Mata encheu uma vez mais para acolher o jogo da Taça de Portugal Fonte: Facebook oficial do Caldas SC
O campo da Mata encheu uma vez mais para acolher o jogo da Taça de Portugal
Fonte: Facebook oficial do Caldas SC

O início do prolongamento antevia mais trinta minutos de emoção. O cronómetro marcava os 96 minutos e Luís Paulo salvava o Caldas – duas enormes intervenções consecutivas a evitar o golo dos visitantes. No minuto seguinte, o capitão do Farense Neca era expulso por acumulação de amarelos e o jogo tornava-se favorável à equipa caldense. Com um jogador a mais, a equipa geria o encontro e sem arriscar em demasia tentava evitar as grandes penalidades. O Farense substituía Livramento, autor dos dois golos da equipa, e entrava na equipa mais um médio de características defensivas. A principal missão para a equipa líder da série E do CNS tornava-se principalmente defensiva, abdicando de atacar com muitos homens.

Porém, e quando já toda a gente pensava na decisão nas grandes penalidades, o Caldas adiantava-se pela primeira vez no jogo. Aos 115 minutos, Pedro Emanuel aproveita um mau corte da defesa da equipa de Faro e, apenas com o guarda-redes para a frente, atira para o golo. A equipa das Caldas estava na frente do marcador, o que até ao final do encontro não se alterou. A equipa do Caldas fazia história e garantia pela primeira vez o passaporte para as meias finais da prova, algo inédito para o clube.

A frase que durante toda a partida se fez ouvir: “Nós queremos o Caldas no Jamor” começa a fazer sentido, e só não acredita quem não presenciou o ambiente em que o velhinho Campo da Mata se tem tornado nos jogos da Taça de Portugal. O Caldas segue na prova, deixando para trás um adversário de enorme qualidade. Facto que se comprova com a campanha que a equipa do Farense está a fazer no seu campeonato. Em quinze jogos conta com treze vitórias, um empate e uma derrota.

Não foi possível efetuar questões na conferência de imprensa aos técnicos das duas equipas.

Fim da primeira parte

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sporting cp cabeçalho 2

Caros seguidores dos meus artigos semanais, lamento a ausência dos meus textos e da espera para terem novamente uma perspectiva cómica do universo leonino e não só. Afinal, o futebol devia, também, fazer-nos rir e acima de tudo divertir o nosso escasso tempo livre.

Encontro-me num país onde o sol nasce e se põe primeiro, onde os amantes de futebol consomem mais stocks de red bull para verem as suas equipas do que o Nuno Assis consumia farinha só com a narina direita. Ainda não vi nenhum Kiwi, mas quem precisa de ver Kiwis quando se tem o Eliseu ali tão perto?! É verdade que não tenho acompanhado todos os pormenores que o jogo oferece, nem, tão pouco, vibrado com os golos do Sporting como gostaria. Mas tenho lido, não só a imprensa desportiva, bem como o universo das redes sociais que nos mantêm sempre informados com uma tendência muito apelativa e sempre rigorosa. Por falar em rigor, já alguém devolveu as bolachas que desapareceram da secretária lá para os lados de Carnide? Por falar em desaparecimento, o que aconteceu às imagens verdadeiras sobre os fora-de-jogo adulterados pela Benfica TV? Sabemos que a imensa qualidade de Acuña não cabe entre linhas, mas, também, não era preciso exagerar. A questão que deixo é: o que irá acontecer primeiro? O Rafa voltar a marcar um golo pelo Benfica para a Liga NOS ou a FPF proibir que os jogos de futebol sejam transmitidos no próprio canal do clube? O mais certo, no meio disto tudo, é o Rafa ser vendido sem voltar a marcar, o Centeno regressar para as Finanças e o Benfica ser o clube com mais poderio financeiro no universo.

Sim, o Centeno criava uma cadeia paralela ao McDonald´s, só que não vendia hambúrgueres. Apenas ilibava filhos, primos, tios, enteados e tudo mais que tirasse senha com o apelido de Vieira das multas fiscais. Portugal é cada vez mais um paraíso fiscal com o vermelho da nossa bandeira a transbordar de corrupção. De qualquer forma, espero, sinceramente, que o Benfica não desça de divisão. A não ser que sejam substituídos pelo Carcavelinhos. Se isto não acontecer é por falta de coragem tal como a FPF fazer cem anos de história em 2021 e ter apenas entregue 87 títulos de campeão nacional. Mas cem anos não deveriam corresponder a cem vencedores? Não, para a FPF houve anos de experimentação. Ah ok, então nesses anos não houve vencedores e depois durante 87 anos consecutivos já houve. Também não, para a FPF a experimentação deu-se depois da sua criação e de ter distinguido outros clubes campeões nos anos anteriores à experimentação. Confuso? Sim, mas só para alguns.

O Sporting continua invicto no campeonato português Fonte: Sporting Clube de Portugal
O Sporting continua invicto no campeonato português
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Remetendo as indirectas para segundo plano, o FC Porto foi o grande campeão de inverno. Título merecido pelo futebol que desempenhou e a quantidade de vezes que Sérgio Conceição permaneceu no banco de suplentes sem ser expulso. Aquela vitamina africana tem destruído todas as muralhas defensivas, fazendo da equipa azul e branca um dos mais sérios candidatos à conquista da primeira liga. Mas, se o FC Porto está isolado na frente muito se deve às más opções do “piloto” Jesus Jorge. O seu Ferrari tem demorado tempo a reagir às adversidades do jogo e sempre que altera qualquer coisa, não acrescenta qualquer qualidade ao jogo. O treinador leonino precisa de rectificar urgentemente as suas opções e, quanto mais cedo for corrigido, mais probabilidades tem de fazer o Sporting campeão.

Dispensas de Janeiro

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sl benfica cabeçalho 1Janeiro é o verdadeiro mês de Natal para os clubes de futebol. Chegam as prendas que alguns treinadores pedem, vão embora alguns que já não são precisos ou que era preciso vender, mas acima de tudo, é sempre bom brincar às especulações.

Até ver o Benfica tem sido exactamente isso, uma pequena onda de especulações. Falar em dispensas é sempre complicado. Vem-me à memória uma cena da série The Office, em que Rick Gervais chama um dos funcionários e demora eternidades para o informar que os serviços dele já não vão ser precisos.

Temo que Rui Vitória precise do mesmo tipo de método para deixar alguns partir. Asseguradas parecem as idas de Douglas e Gabriel Barbosa. Sejamos honestos, nunca deviam ter chegado. Douglas só fez (inserir palavrão adequado) enquanto jogou pelo Benfica. Ainda hoje, em Manchester, há gente a perguntar quem era aquele menino, que andava por ali perdido, na lateral-direita, e a quem Martial fez tanto mal. Já Gabigol é o mais um caso do Síndrome de Aquilani. Jogador que supostamente é fantástico e por onde passou fez estragos, mas depois é uma nulidade de futebolista.

Douglas é mais um dos jogadores que nunca deveria ter chegado Fonte: SL Benfica
Douglas é mais um dos jogadores que nunca deveria ter chegado
Fonte: SL Benfica

Sabendo que estes dois casos estão arrumados falta ver o resto. Quem mais poderá ser dispensado no mês de Janeiro? Bem… as minhas “dispensas” são tantas que terei de ser sintético. Para começar, Filipe Augusto.

É o típico caso do jogador que é óptimo para o Rio Ave, para o Guimarães ou para o Valência de 2015, mas não para um Benfica que quer ser campeão nacional e que aspirava a ir longe na Liga dos Campeões. Não é Fejsa, não tem o toque de bola de Pizzi e cheira-me que é daqueles a quem devemos perguntar: “O que é que tu tinhas que o André Horta não tinha?”

Depois dele surgem dois nomes, Seferovic e Jiménez. Em matéria de pontas-de-lança sou sensível. Odeio o facto de Jiménez correr de forma inconsequente, mas depois adoro aquela garra e não desistir dos lances. Já em Seferovic, adoro o facto de ter um remate potentíssimo, mas depois acho-o banal em tudo o resto. Resultado, chego à conclusão de que nenhum deles serve para o Benfica. Contudo, nesta fase da época só deve ir um embora. Não nos podemos dar ao luxo de só ter Jonas, não vá o diabo tecê-las.

Jogo Limpo: Análise à 17ª jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalDe regresso às analises disciplinares, depois de uma paragem devido à quadra festiva e após uma jornada onde houve um dérbi que deu muito que falar. Não fiz analise sobre o mesmo pelo que não me irei alongar muito nas palavras sobre algo que não analisei detalhadamente, mas daquilo que tive oportunidade de ver parece-me que numa coisa as queixas do Benfica se enquadram: os árbitros deveriam passar a consultar mais vezes o monitor e tirarem todas as dúvidas sobre lances duvidosos. O VAR é uma ferramenta muitíssimo útil que veio para ajudar os árbitros e os árbitros devem fazer uso dela, leve o tempo que levar. É preferível demorar três minutos a visualizar um lance e ficar com a consciência limpa de que sem dúvida não é lance para falta ou é, do que estar constantemente a deixar o jogo seguir com base na opinião do arbitro que está no VAR, porque o monitor está lá e é para ser usado. Se eu vejo aquele monitor a ser usado muitíssimas vezes nos campeonatos estrangeiros que já possuem a mesma tecnologia, porque é que em Portugal raramente vejo um arbitro a usufruir desta ferramenta que está lá para ajudá-lo?

Falando da jornada atual, acho que foi uma jornada (quase) positiva para a arbitragem, na minha opinião, manchada pelos erros que continuam a acontecer e que fazem parte do protocolo do VAR. É inexplicável como esta ferramenta está tão mal desenvolvida em Portugal.    

10 clubes que estiveram abaixo das expectativas em 2017

Cabeçalho Futebol Internacional

Em 2017 um pouco por todas as principais ligas mundiais houve equipas que estiveram abaixo das expectativas e que acabaram, de certa forma, por desiludir os seus adeptos. Ou por terem deixado a fasquia demasiado alta na época 2015/2016 ou por darem continuidade a uma má fase da história do clube, estes são os conjuntos que foram menos felizes no ano transato.

Philippe Coutinho: A magia chegou ao Camp Nou

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Cabeçalho Liga Espanhola

Philippe Coutinho é, finalmente, do Barcelona. A contratação do meia brasileiro pelo clube espanhol já era especulada desde a janela de transferência de verão, no início da temporada europeia. Pra ter o jogador o Barcelona desembolsou aproximadamente 142 milhões de libras.A chegada de Coutinho em Barcelona é motivo de festa por parte dos torcedores “culés” que acreditam que o jogador acrescentará muito em qualidade técnica para o time. Já a diretoria barcelonista vê nessa contratação um alívio perante seus próprios torcedores. Desde a saída de Neymar, a torcida exigia, de sua direção, que o clube investisse em algum grande nome do futebol mundial.

Mesmo após a contratação do francês Ousmane Dembélé, que custou 105 milhões de euros mais 40 milhões de variáveis em bônus, todos acreditavam que ainda faltava uma contratação de impacto para o clube. Esse tipo de contratação é algo costumeiro nos grandes clubes europeus. Se um clube perde uma grande estrela a resposta que dão é contratar outra grande estrela do futebol mundial.
Considerando que Coutinho não poderá ser inscrito pelo Barcelona para a disputa da atual UEFA Champions League e que o clube folga na liderança da La Liga, creio que o jogador poderá usar o restante da temporada como forma de se adaptar ao clube e ao estilo de jogo do futebol espanhol. O brasileiro já tem uma experiência no futebol espanhol, o que deve facilitar a sua adaptação ao país e ao futebol local. Na temporada 2011-12 o jogador defendeu o Espanyol, também da Catalunha.

 

 Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol Fonte: Goal.com

Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol
Fonte: Goal.com

Coutinho reúne qualidades que o atual elenco do Barcelona carece ter. Jogador rápido e habilidoso, o meia pode atuar em várias faixas do campo e deve formar o trio ofensivo do time catalão junto com Messi e Suárez. Outra possibilidade é que o brasileiro atue mais recuado ao meio-campo e o forme com Iniesta e Rakitic. Coutinho pode adaptar-se a essa nova função e virar o “novo Iniesta” no Barcelona, pois da mesma maneira que consegue acelerar o jogo o meia também pode cadencia-lo quando for necessário. O brasileiro assinou contrato de cinco anos com o Barcelona, com uma cláusula de rescisão de 400 milhões de euros.
A magia entrou no Camp Nou e saiu de Anfield.

O ex-ídolo do Liverpool agora é taxado de “Judas” pelos ingleses. A condução do jogador nessa negociação talvez não tenha sido a melhor que poderia ter sido feita. Desde que surgiu o primeiro interesse do Barcelona o brasileiro “forçou a barra” para se transferir. Atitudes como essas costumam não ser perdoadas pelos torcedores. Para a seleção brasileira, a ida do atleta ao Barcelona significa ter um dos seus principais jogadores mais descansado para Mundial, uma vez que o calendário que o atleta terá no Barcelona é mais enxuto do que o calendário que teria no Liverpool. Já apresentado aos torcedores, agora o mundo espera para ver o “mágico” distribuindo a sua “magia” nos gramados espanhóis.

Foto de capa:

Nas Bolas Paradas Está o Ganho!

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fc porto cabeçalho

O FC Porto, esta época, tem sido imparável no que ao aproveitamento de lances de bola parada diz respeito. Até ao momento a equipa azul e branca conseguiu colocar por 79 vezes a bola no fundo das redes adversárias, tendo 23 delas sido conseguidas na sequência de lances de bola parada.

Este aproveitamento é digno de registo e é mais uma prova do magnífico trabalho realizado por Sérgio Conceição. É evidente que esta qualidade revelada pelo FC Porto é muito trabalhada e é uma das vertentes do jogo na qual se nota uma melhoria enorme relativamente às épocas anteriores. Quase 30% dos golos do FC Porto são obtidos na sequência de lances de bola parada. É caso para dizer que o “laboratório do Olival” está a funcionar às mil maravilhas.

Sérgio Conceição é conhecido por ser um treinador que incute muita garra, muito espírito de sacrifício nas suas equipas, mas é muito mais do que isso e este dado estatístico é mais um bom exemplo da qualidade do trabalho realizado. Este FC Porto é forte em todos os momentos do jogo: processo defensivo, transição defensiva, processo ofensivo, transição ofensiva e nas bolas paradas. Conceição tem conseguido “tirar” dos jogadores o máximo de rentabilidade e potenciar ao máximo as suas qualidades e as bolas paradas são mais um exemplo disso.

Alex Telles já leva 11 assistências esta época  Fonte: FC Porto
Alex Telles já leva 11 assistências esta época
Fonte: FC Porto

Um dos grandes pilares deste sucesso é Alex Telles (11 assistências para golo), que é um exímio executante quer de cantos quer de livres laterais. Para além disso, a equipa coloca sempre muitos jogadores na área adversária e as movimentações realizadas pelos mesmos estão muito bem trabalhadas. Por último, a agressividade com que se ataca a bola e a qualidade no jogo aéreo de diversos jogadores tem sido preponderante. Marcano com quatro golos, Felipe com três golos e Danilo com quatro golos são exemplos de jogadores muito fortes no jogo aéreo e a quem Sérgio Conceição conseguiu potenciar ainda mais essas capacidades.

Não fui propriamente um entusiasta da opção Sérgio Conceição, mas volvidos alguns meses estou completamente rendido e a qualidade do seu trabalho tem sido uma agradável surpresa. Qualidade no treino, excelente análise dos adversários, boa gestão física dos jogadores, muito forte na comunicação, quer interna quer externa, e uma abordagem tática quase perfeita são competências que reconheço ao treinador do FC Porto e a toda a sua equipa técnica.

Foto de Capa: Porto Canal

artigo revisto por: Ana Ferreira

O dilema dos Golden Knights

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Cabeçalho modalidadesJá todas as equipas entraram na segunda metade das suas épocas e os Vegas Golden Knights mantém-se como a segunda melhor equipa da NHL, três pontos atrás dos Tampa Bay Lightning, uma posição improvável para se encontrar uma equipa de expansão. Nem o mais otimista dos recém-criados adeptos dos Golden Knights poderia prever este sucesso. Chegámos já a uma altura que deixou de valer a pena esperar que a bolha rebente, o mais certo é que ela não exista e que, contra todas as expectativas, a equipa de Las Vegas seja mesmo boa.

Primeiro Período: Um equilíbrio difícil de alcançar.

É preciso ter vivido estes três últimos meses em tempo real para acreditar que uma equipa de expansão, montada a partir dos restos dos outros, se pudesse tornar numa das melhores da liga. Uma pessoa que fosse transportada no tempo, diretamente do dia do draft de expansão até hoje, teria dificuldades em aceitar esta realidade. Nós temos o benefício do tempo que nos permitiu adaptar a esta ideia aos poucos, até chegarmos ao ponto de aceitação. Os Golden Knights vieram para ficar.

Se não há alguma sorte envolvida? É claro que há. Perder três guarda-redes por lesão teria feito tombar a mais sólida das equipas. Uma regressão está na calha, mas não será tão grande como se pensa. O regresso de Marc-Andre Fleury e os números de posse da equipa permitem afirmar, com confiança, que a presença nos playoffs está assegurada. O ritmo atual (126 pontos ao fim dos 82 jogos) é difícil de manter, mas toda a informação que temos mostra que será ainda mais difícil ficarem abaixo dos 100.

Jonathan Marchessault Fonte: SB Nation
Jonathan Marchessault
Fonte: SB Nation

O sucesso não é todo doce, tem também umas partes amargas que os Golden Knights terão que engolir nos próximos meses. Até aqui o plano era muito simples: serem competitivos, ao mesmo tempo que iam amealhando escolhas no draft e jogadores jovens. Um pé no futuro e outro no presente. Agora o sucesso estrondoso irá obrigar a escolher um dos lados. Qual será a postura de George McPhee no tradedealine? Vai vender ou vai comprar? Pode não fazer nada, mas mesmo essa ausência de decisão será, ela mesma, uma decisão, uma vez que será um voto de confiança no plantel atual e, por isso, uma aposta no presente.

Esta decisão de âmbito geral terá que ser acompanhada por muitas outras no âmbito individual. Quem fará parte do futuro dos Golden Knights? Uma das decisões está tomada. Jonathan Marchessault renovou o seu contrato por mais seis temporadas, com um salário médio anual de $5 milhões de dólares. Esta aposta no pequeno avançado de 27 anos é mais do que merecida. Marchessault tem provado que a época passada não foi fogo de vista e já leva 37 pontos em 35 jogos. Quem se seguirá? James Neal, David Perron, William Karlsson, Colin Miller e Shea Theodore, todos terminam contrato no fim desta época. McPhee não esperava que estas decisões viessem a ser tão difíceis. Por várias vezes ele falou da importância que o sucesso tem para os Golden Knights, para a cidade de Las Vegas e para a NHL. Esperemos que isso não funcione como uma pressão negativa, fazendo tombar o fiel da balança demasiado para o presente.

EHF Euro 2018 Croácia – Antevisão (Grupo D)

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Cabeçalho modalidadesO inicio da maior competição de Nações a nível Europeu está marcada para dia 12 de janeiro. Mas o que devemos esperar desta competição? Quem são os favoritos? A equipa surpresa? Os melhores jogadores? O jogador revelação? A resposta a tudo isso vai estar presente neste artigo. (Podes ler sobre os restantes grupos aqui: Grupo A; Grupo B; Grupo C).

Grupo D

Espanha

“Los Hispanos” querem conquistar o título que por pouco lhes escapou em 2016 Fonte: Handball
“Los Hispanos” querem conquistar o título que por pouco lhes escapou em 2016
Fonte: Handball

Desafio e oportunidade. Oportunidade de conquistar o Europeu depois de ter perdido a final na última edição para a Alemanha e um desafio depois da prestação dececionante no Mundial do ano passado. Apesar de terem já conquistado dois Campeonatos do Mundo, não consta nenhum Campeonato Europeu no seu palmarés. A equipa tem sido renovada pouco a pouco com jovens de grande qualidade.

Jogadores Chave:

Julen Aguinagalde: Há muito que é um pilar da sua seleção. É um pivot de grande qualidade, fazendo parte da maioria das equipas All-Star das competições em que participa. Marcou o livre de 7 metros decisivo para o Kielce na final da Liga dos Campeões em 2016.

Valero Rivera: Mais um ponta esquerdo de grande qualidade neste Europeu. A capacidade no contra-ataque e a eficácia nos sete metros são as suas principais armas. O seu pai era o treinador da seleção espanhola aquando da conquista do Mundial em 2013.

Van Dijk, um holandês que já brilha nos reds

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Cabeçalho Liga Inglesa

O mercado anda doido. Na época de 2016-17, o internacional francês Paul Pogba protagonizou a transferência mais cara de sempre da história do futebol. Com um valor de 105 milhões de euros o Manchester United contratou o medio centro-campista francês aos italianos da Juventus. Depois disso, e já na presente temporada, o brasileiro Neymar Jr. transferiu-se do FC Barcelona para os franceses do Paris-Saint Germain numa transferência orçada nos 222 milhões de euros, deixando a transferência de Pogba para segundo plano no ranking das transferências mais caras do Planeta.

Mas as transferências milionárias não param de acontecer no Mundo do Futebol. No que aos centrais diz respeito, a transferência do holandês Virgil Van Dijk do Southampton para o Liverpool no início deste mês de janeiro de 2018 foi a mais cara de sempre: o equivalente a 85 milhões de euros. Sim, ouviu bem! 85 milhões de euros por um defesa central. Nunca nenhum clube desembolsou tanto dinheiro por um jogador dessa posição. Muitos artigos analisam as qualidades do holandês e a mais-valia que este poderá trazer para a equipa dos Reds. Mas importa fazer desde já a questão: na balança entre o ter e o haver, que é como quem diz, entre o vir para Liverpool ou ficar na modesta cidade de Southampton, será que a transferência valeu mesmo a pena?

Do ponto de vista do The Black Cats, um clube que atualmente joga no segundo escalão do campeonato inglês, receber do pé para a mão um valor tão elevado, foi como ganhar o euromilhões. Numa palavra: irrecusável. Do ponto de vista dos Reds, o holandês já rende (e de que maneira) nesta equipa comandada pelo alemão Jurgen Klopp: marcou o golo das vitória no último jogo do Liverpool frente aos rivais do Everton, garantindo a passagem da sua equipa para a próxima fase da Taça de Inglaterra. O jogador está em êxtase perante tal facto: “«Que noite. Foi merecido e foi espectacular estar aqui. O golo é muito especial para mim e para a minha família. Jogar em Anfield pelo Liverpool é o sonho de qualquer jogador. Marcar fez com que a minha estreia fosse ainda mais especial»” (Declarações do jogador, recuperadas pelo jornal A Bola, site www.abola.pt).

Além disso, a exibição do holandês permitiu perceber o grau de amadurecimento do jogador: em pleno Anfield Road, com os cascóis vermelhos dos Reds a preencherem (e de que maneira!) as bancadas do mítico estádio do Liverpool, Virgil Van Dijk atuou como se já jogasse nesta equipa há anos. Jogou sem nervosismo, sempre muito célere e agressivo no ataque aos avançados do Everton. Além disso, foi também exímio na manobra ofensiva da equipa, sendo ele a primeira roldana da engrenagem ofensiva do Liverpool.

Não admira que, com uma exibição destas e com o golo decisivo marcado, o holandês esteja no paraíso. A imprensa internacional anda doida com isso: não poupa elogios à mais recente contratação do Liverpool, tendo por base a excelente exibição do holandês e o golo marcado que apurou os Reds para a próxima fase da Taça de Inglaterra. Recai, por isso, sobre o jogador a pressão para as exibições de gala. Os fervorosos adeptos dos Reds não tolerariam se assim não fosse. Mas recai também, ainda que de forma menos percetível, a pressão sobre Klopp, pois foi o alemão que mostrou interesse na contratação do jogador. Klopp terá que se assegurar que a contratação de Van Djik ao Southampton não foi um flop. Ainda para mais “Klopp” e “flop” são palavras que rimam lindamente. Vaticinarão, essas palavras, para os lados de Liverpool, mais alguma coisa além da sua natural aproximação sonora?

Em resumo, para que tudo fique bem pelos lados de Anfield Road, o melhor será mesmo que Van Dijk continue na senda exibicional que protagonizou na sua estreia em Liverpool. Será bom para ele, para os adeptos, para Klopp e, claro, para o Liverpool.

Foto de capa: Liverpool FC