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Ninguém para o Leão!

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Cabeçalho modalidadesEu já me tinha debruçado sobre este tema no último artigo de 2017 mas é algo realmente impressionante, que vou complementar com mais alguns dados. De facto, o pleno de vitórias não se verifica somente no campeonato, mas sim em todas as competições oficiais onde o Sporting CP já jogou. Isto é, para além das 16 vitórias no principal escalão, soma-se a vitória na Supertaça e os seis triunfos na UEFA Futsal Cup, o que significa que, tudo somado, equivale a 23 vitórias em outros tantos jogos (sem contar com a Taça de Honra da AF Lisboa, que elevaria a série invicta para 25 jogos consecutivos sempre a vencer).

Para além disso, importa também olharmos para as estatísticas, o que significa que nestes 23 jogos o Leão marcou 113 golos e apenas concedeu 28, algo bem revelador do domínio que o clube verde e branco tem exercido nos encontros que disputou até então. Mesmo assim, apenas nos jogos do campeonato, os pupilos de Nuno Dias não são o conjunto mais concretizador da Liga, pois o conjunto do SL Benfica leva a melhor nesse parâmetro, uma vez que os seus 93 tentos superam os 85 até então conseguidos pelo coletivo sportinguista, algo “compensado” com o estatuto de defesa menos batida nas jornadas já discutidas: com 19 tentos concedidos, o emblema leonino ultrapassa o conjunto encarnado que tem 21.

Rodolfo Fortino está em grande esta temporada: já leva 19 golos apontados, 16 dos quais na primeira divisão, algo que lhe valeu a nomeação para melhor jogador do mundo
 Fonte: Sporting CP
Rodolfo Fortino está em grande esta temporada: já leva 19 golos apontados, 16 dos quais na primeira divisão, algo que lhe valeu a nomeação para melhor jogador do mundo

Fonte: Sporting CP

Além dos 85 golos na primeira divisão, os tentos do Sporting dividem-se pela UFC, onde em seis jogos os leões marcaram 25 e apenas sofreram sete, estando por isso naturalmente na final four da competição. A juntar a esses dados estão os três apontados frente ao rival da cidade de Lisboa na Supertaça contra dois sofridos, que garantiram o primeiro troféu desta nova época 2017/18.

Para complementar esta temporada até então imaculada, faltam disputar as taças, onde o Sporting ainda não jogou mas já conhece a sua sorte em ambas: na Taça da Liga defronta o Unidos Pinheirense nos quartos-de-final, ao passo que na Taça de Portugal mede forças com uma formação da Segunda Divisão, os transmontanos do Carrazedo Montenegro. Como se pode comprovar, o leão ainda tem quatro frentes para discutir até ao encerrar da temporada, significando isso que ainda só garantiu a conquista da Supertaça, de resto ainda nada ganhou, mas caso mantenha esta onda de vitórias, os adeptos leoninos terão muitos motivos para festejar até ao encerrar da época em curso, inclusivamente na competição europeia, algo há muito ansiado no seio da corte leonina.

O laboratório tático de Jesus

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sporting cp cabeçalho 2

É praticamente consensual referir que Jorge Jesus, desde que chegou ao Sporting na época 2015-2016, revolucionou o reino do Leão. Até aí o Sporting era uma equipa pouco ambiciosa, com ativos desvalorizados, e a praticar um futebol pouco ou nada atrativo. Com a sua chegada, o Leão rugiu novamente, apesar de ainda não ter conquistado os títulos que certamente todos nós, sportinguistas, desejamos.

Esta revolução no Sporting operada por Jorge Jesus, não pode ser dissociada do conhecimento técnico-tático do treinador português. Jesus montou um verdadeiro laboratório desde que chegou a Alvalade. O 4-4-2, com a derivação para o 4-1-3-2, é a sua miraculosa Solução algo que, ao que parece, veio para ficar nesta equipa do Sporting. Os jogadores percebem isso e os adeptos respondem bem àquilo que Jesus ensaia no seu laboratório tático. Venham os títulos!

William Carvalho é um dos capitães e uma peça-chave na manobra leonina Fonte: Sporting Clube de Portugal
William Carvalho é um dos capitães e uma peça-chave na manobra leonina
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting é hoje, fruto não só mas também de Jorge Jesus, um clube diferente. Houve uma transformação tática mas sobretudo uma mudança ao nível dos processos, da filosofia e da mentalidade de jogo. Alguns ex-jogadores do Sporting, que foram orientados por JJ, nomeadamente Ezequiel Schelotto, referem que o técnico português é um exímio conhecedor de táticas e de sistemas de jogo. Schelotto referiu recentemente: “Jorge Jesus é um vencedor, o Conte português. (…) Quando quer explicar alguma coisa, chama os jogadores ao quadro e faz perguntas: parece que estamos na escola”.

No mesmo sentido, uma das nossas vedetas nesta época 2017-18, Bruno Fernandes, em declarações à Sporting TV, referiu que: “O mister Jorge Jesus tem uma cultura tática enorme. Parece um treinador italiano”. A referência ao futebol italiano por parte de Bruno Fernandes não deve ser algo a desvalorizar: o jogador português atuou, como sabemos, boa parte da sua carreira neste futebol e conhece a filosofia de jogo e a elevada cultura tática dos transalpinos. Dizer isto tem peso, vindo de quem vem.

Ano novo, vida nova?

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sl benfica cabeçalho 1Nada está ganho, nada está perdido. 2018 começou com um empate amargo, a par de uma exibição deliciosa. A minha dúvida é: saberá o Benfica, afinal de contas, jogar bom futebol?

Refletindo sobre o jogo hoje, bem mais a frio e racionalmente, consigo deixar de lado as mãos na bola, a bola nas mãos e um fora de jogo de “difícil” análise. E, deixando isso de lado, o empate torna-se menos amargoso, porque o que sobra é o que realmente importa: o futebol. Falemos de futebol, então. Que gosto! Talvez o primeiro jogo desta temporada em que o Benfica me consegue deslumbrar. Sim, o primeiro, porque golear o Vitória FC não é sinónimo de “dar banho de bola”.

Tática e estatisticamente, o grande vencedor da noite foi o clube da Luz. “Mas os jogos não se ganham com estatísticas”… eu sei. Os jogos ganham-se com golos e o Sporting foi o mais eficaz. Fez o seu jogo, como tantas vezes o Benfica já fez, e conseguiu um empate em casa de um dos adversários diretos, tornando o resultado mais benéfico para si, que para o rival. Cada um faz o que pode e nada a apontar.

Não pretendo dizer aqui se achei o resultado justo ou injusto, se o Sporting fez bem ou mal em adotar a abordagem que adotou. Isso é quase que irrelevante. Pretendo sim, mostrar o agrado naquilo que o Benfica fez.

O Benfica ainda respira e, afinal, ainda nada está perdido Fonte: SL Benfica
O Benfica ainda respira e, afinal, ainda nada está perdido
Fonte: SL Benfica

Afinal, ninguém desaprendeu a jogar! Afinal, os que já lá estavam e lá continuam, ainda sabem jogar à bola. Talvez haja razão para acreditar. Talvez haja motivo para não desistir. Talvez haja alma para crer.

Atenção que tudo isto não apaga o desastre que foi a temporada até agora. Uns bons 90 minutos, não fazem esquecer a derrota com o Boavista, as seis derrotas na Liga dos Campeões, a eliminação da Taça de Portugal, nem a eliminação da Taça da Liga. Só resta o campeonato e só o campeonato importa. Então, se esses 90 minutos se estenderem aos jogos que faltam até à última jornada, talvez possamos acreditar. Se o Benfica depende só dele? Não. Mas os campeonatos não se ganham em jogos grandes. Os campeonatos ganham-se quando o rival perde com uma equipa de meio da tabela. Os campeonatos perdem-se como o Benfica perdeu em 2013, depois de empatar em casa com Estoril. Sim, porque se o Benfica tivesse ganho, o jogo no Dragão teria sido irrelevante.

É verdade que nem sempre o melhor futebol ganha o campeonato. E se pensarmos bem, isso até abona a favor do Benfica, visto que o FC Porto é a melhor equipa até ao momento. No entanto, exibições regulares, jogo bonito e, mais importante, eficácia, poderão ser o empurrão. Se o penta chegará? Não sei. Se este jogo foi o empurrão para o penta que há muito era necessário? Provavelmente. Se há condições para acreditar? Sem dúvida.

Foto de Capa: SL Benfica

Liga Italiana: Ano Novo e as mesmas dúvidas

Cabeçalho Liga Italiana

Com as principais ligas europeias já praticamente desprovidas de interesse no que diz respeito à luta pelo título. A Premier League a ser dominada pelo Manchester City, a primeira liga francesa pelo Paris Saint Germain, o poderio do Bayern de Munique mais uma vez a destacar-se na Alemanha e o Barcelona numa posição confortável em La Liga. Sobra a liga italiana que está tão ou mais animada que a portuguesa no que diz respeito à luta pelo título. Não desvalorizando as principais ligas, que estão altamente emocionantes também, mas pela disputa de lugares secundários na tabela pois o título está praticamente escrito na taça para alguns países. Isso não acontece em Itália.

Com o Inter de Milão já em segunda plano nesta liga, a sete pontos do primeiro lugar, neste momento a luta faz-se a dois. A verdade é que a margem não é assim tão grande para o Inter não conseguir dar a volta e ser campeão, mas neste momento, os holofotes está voltado para Nápoles e Juventus.

Paulo Dybala tem sido a principal contribuição em golos para as vitórias da equipa de Turim Fonte: Juventus FC
Paulo Dybala tem sido a principal contribuição em golos para as vitórias da equipa de Turim
Fonte: Juventus FC

Neste momento Nápoles tem a melhor defesa do campeonato com 13 golos sofridos, mas será suficiente para travar o melhor ataque da liga, pertencente à Juventus com 48 golos marcados? A verdade é que apenas um ponto separa estas duas equipas. Um ponto retira a hexacampeã do primeiro lugar. Será que o Nápoles vai aguentar a pressão até ao fim do campeonato e erguer-se como já não faz desde os tempos de Maradona?

Não esperava um campeonato tão bom do Nápoles apesar de ter uma equipa bastante forte, não acreditava que alguém fosse fazer frente a uma Juventus que tem dominado tudo em Itália nesta década. Mas, para regozijo de muitos e infortúnio de outros, a “velha senhora” ainda se encontra atrás do prejuízo e ainda procura um lugar que durante muito tempo lhes tem pertencido.

Marek Hamsik é um dos mais influentes jogadores desta equipa maravilha do Nápoles Fonte: SSC Napoli
Marek Hamsik é um dos mais influentes jogadores desta equipa maravilha do Nápoles
Fonte: SSC Napoli

Vamos ter uma promessa de um campeonato competitivo, isso é certo, agora se o Inter de Milão consegue fazer uma recuperação milagrosa, se o Nápoles surpreende ou se a Juventus se torna pela sétima vez consecutiva campeã italiana não sabemos. Sabemos sim que nos espera muito bom futebol em 2018 e Itália vai participar nisso.

Foto de Capa: Goal.com

Então Sporting, com tiques de campeão?

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sporting cp cabeçalho 2Após terminar o dérbi, dei comigo chateado por ter perdido pontos contra um rival directo, em casa deste, aos noventa minutos. Mas com o passar do tempo, e fazendo uma retrospectiva de como tinha corrido o jogo, e de como o Sporting entregou o jogo ao adversário, até achei que não tinha sido um mau resultado. Depois de olhar para a classificação e perceber que continuamos em segundo (porque efectivamente não estávamos em primeiro) e continuamos a depender dos nossos resultados para chegar ao final na frente, passou-me completamente a azia.

Para quem costumava chegar ao fim destes jogos com a constante sensação de vitória moral, soube bem, finalmente, estar do outro lado e perceber que conseguimos ganhar pontos contra rivais directos, mesmo não sendo superiores. Finalmente sabia como se costumam sentir os nossos adversários. E mais animado fiquei ao perceber que o Sporting começa a apresentar tiques de campeão, ou pelo menos do campeão das últimas épocas.

Lance em que a bola bate no braço de William Fonte: ligaportugal.pt
Lance em que a bola bate no braço de William
Fonte: ligaportugal.pt

Vi ontem uma equipa que, mesmo jogando encostada à sua área, sem capacidade de sair a jogar, com medo de ganhar o jogo, conseguiu ganhar pontos num campo difícil e contra um adversário que luta pelos mesmos objectivos (ou um dos objectivos). Não é isto tique de campeão? Pelo menos do dos últimos anos?

No jogo vi também jogadores do Sporting com a infelicidade de verem a bola embater nas suas mãos ou braços, sem que fosse assinalada qualquer penalidade (marcaram uma, porque também ainda não somos um clube para ter a benesse completa), fazendo lembrar lances de outros dérbis que deram golo. É tique de campeão ou não?

A extinção do número 10: Sobreviventes na Primeira Liga

Cabeçalho Futebol Nacional

«Nos tempos de Diego Maradona e Ronaldinho Gaúcho, as marcações eram como desse mais jeito na hora. Estes magos tinham o tempo necessário para definir a jogada da forma que queriam e faziam-no muito bem, ainda hoje sem igual.»

Numa altura em que se defende o regresso das discussões só sobre futebol, haverá na Primeira Liga algum exemplar daquele que trata a bola e o jogo como ninguém?

Ser um “número 10”, no verdadeiro sentido da palavra, é muito mais que vestir a camisola com esse número. Numa análise mais prática, vesti-lo até nem significa nada, como se vê pelo caso de Guillermo Ochoa, guarda redes mexicano do Standard de Liège, que veste a camisola oito, invulgar para a sua posição. Ser o “número 10” é conferir à sua equipa imprevisibilidade, omnipresença no meio campo e nota artística, como diria Jorge Jesus. Numa recente entrevista à imprensa alemã, James Rodriguez lembra a passagem pelo FC Porto e como foi encostado às linhas, rematando, com alguma tristeza, que o “número 10” acabou, já não tem lugar no futebol

A evolução constante do futebol dá origem a novos conteúdos e elementos integrantes do jogo, mas também dita o fim de outros e o “número 10” parece não ter sobrevivido. O reforço do meio campo com médios corpulentos (Yaya Touré, por exemplo) para libertar os médios criativos de preocupações defensivas (Kevin De Bruyne, por exemplo) é uma solução muito recorrente nos dias que correm e que beneficia ainda da enorme projeção ofensiva dos defesas laterais. Veja-se a relação que tem Paulo Dybala com os defesas laterais quando atua como centro campista da Vecchia Signora.

O jogo evoluiu ao nível físico, mas essencialmente ao nível tático. Hoje, as marcações são “ao homem”, “à zona” ou “mistas”. Nos tempos de Diego Maradona e Ronaldinho Gaúcho, as marcações eram como desse mais jeito na hora. Estes magos tinham o tempo necessário para definir a jogada da forma que queriam e faziam-no muito bem, ainda hoje sem igual. Mas será que este papel foi excluído do futebol, em particular do português?

Yacine Brahimi é o artista que mais pinceladas de magia aplica na boa época dos dragões Fonte: FC Porto
Yacine Brahimi é o artista que mais pinceladas de magia aplica na boa época dos dragões
Fonte: FC Porto

Em Portugal, o verdadeiro “número 10” não existe. Melhor, existe e está escondido, fora da sua posição. O caso mais evidente é o argelino do FC Porto, Yacine Brahimi. Confere imprevisibilidade à manobra ofensiva dos dragões como não se via desde James Rodrígues, provavelmente. É o destaque da Primeira Liga no que toque ao drible, finta, técnica e criatividade, sem dúvida. Um pouco à semelhança de Gelson Martins, futebolista do Sporting CP, mas beneficia ainda de uma bela visão de jogo e assertividade no passe que lhe permitiria desempenhar um papel no meio campo sem qualquer problema.

Outro dos “números 10” disfarçados no nosso campeonato parece-me ser Daniel Podence. São 162cm de qualidade refinada. Ora no apoio a Bas Dost, ora a cair para uma das alas, desempenharia, sem limitações, o papel que aqui é discutido. Mantém a bola demasiado perto do pé para que o defesa a roube, mas suficientemente longe do mesmo para que a qualquer momento possa fazer o último passe. Por momentos, e não fosse a cor da camisola, lembra Leo Messi a estrear-se no Dragão, em 2003.

Daniel Podence revela-se mais um dos bons frutos da Academia de Alcochete Fonte: Sporting CP
Daniel Podence revela-se mais um dos bons frutos da Academia de Alcochete
Fonte: Sporting CP

Se o encararem como avançado, dirão que lhe falta golo, mas se o virem como um possível “número 10” só terão elogios para lhe atribuir. Tem criatividade, define bem na altura de assistir, finta facilmente e é imprevisível; tudo o que se pede para esta posição. Há espaço para melhorar, como em todos os casos, mas para isso também tem o tempo do seu lado; tem apenas 22 anos, vem da academia dos verde e brancos e é presença assídua nas convocatórias da seleção sub-21.

Muitos destes atletas são encostados a uma linha pela capacidade de finta e aproveitamento quando driblam para dentro, em direção à baliza adversária. Muitos estarão escondidos enquanto “falsos 9” ou extremos, à espera de um treinador que o perceba e os coloque na posição correta. Por vezes, a noção desta capacidade até existe, o problema é adaptar a restante equipa a este jogador. E será sempre mais fácil e rentável ter 10 jogadores nas suas posições corretas e adaptar um “10” do que transformar o resto da equipa para que o “vagabundo” sobressaia.

 Foto de Capa: Facebook Oficial de James Rodriguez

O que se passa com os bicampeões?

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Cabeçalho modalidadesNo início da temporada, colocar os Pittsburgh Penguins no lote dos maiores candidatos à Stanley Cup era visto como uma aposta segura, apesar da conquista sem precedentes que seria vencerem-na por três anos consecutivos, tal era o nível de confiança que todos tinham nos bicampeões. No entanto, e como tantas vezes acontece neste desporto, a realidade virou-nos de cabeça para baixo e deixámos de saber para que lado fica o chão. Os Penguins estão atualmente no penúltimo lugar da Divisão Metropolitana, com três pontos de vantagem sobre os Philadelphia Flyers, mas com dois jogos a mais.

Primeiro Período: A resposta que não satisfaz.
O pânico começa a instalar-se em Pittsburgh e há motivos para isso. Estamos praticamente a meio da época regular, o tempo para grandes recuperações é escasso. O problema é que não há nenhum remédio imediato para os males que afligem os Penguins. São a quarta equipa na NHL com menos golos marcados em 5-contra-5, o que não bate certo com a composição do seu plantel, que incluiu alguns dos avançados mais dotados do mundo. Menos sentido faz quando olhamos para os números de posse do disco que os colocam com segurança na metade superior da liga. O susto vem quando viramos a atenção para a percentagem de remate: 5.3%, a pior na liga, seguido de longe pelos San Jose Sharks, já com um aproveitamento acima dos 6%. Esta é a pior eficácia de remate na NHL desde a temporada 2007/08, ano em que a liga começou a registar este tipo de dados.

É impossível que isto seja provocado pela falta de qualidade no ataque, num plantel que conta com Crosby, Malkin e Kessel. Os números de posse do disco também mostram que é pouco provável ser da qualidade dos remates, uma vez que os Penguins estão também na metade superior da tabela no que respeita a oportunidades de golo. A causa para os problemas dos Penguins é a mais simples de todas, mas também difícil de aceitar e impossível de resolver: má sorte. O disco não tem querido entrar na baliza e não há nada nem ninguém que possa mudar isso, resta continuar a tentar até que a sua vontade mude.

Matt Murray, guarda-redes dos Pittsburgh Penguins Fonte: NHL
Matt Murray, guarda-redes dos Pittsburgh Penguins
Fonte: NHL

É claro que há pormenores que os Penguins podem e devem abordar, como por exemplo reforçar a profundidade do ataque o que poderia ser uma grande ajuda para ultrapassar estas fases menos inspiradas dos jogadores principais, e reorganizar a defesa que não tem dado o melhor apoio a Matt Murray, também ele a passar por um mau bocado. Não duvido que Jim Rutherford tentará fazer esses ajustes até ao trade deadline, tendo já dado alguns passos nesse sentido. No entanto, não é uma boa ideia fazer alterações de fundo, nem trocar nenhum jogador importante. Não há nada de fundamentalmente errado com os Penguins, basta a sorte virar e voltarão a ser a equipa forte que todos esperávamos no início da época. Por um lado, isso é bom, mas por outro é o pior, pois significa que a tão necessária recuperação na tabela não está nas suas mãos, depende exclusivamente da vontade do disco, e nenhum adepto gosta de ouvir isso. O disco é caprichoso.

Da porta encerrada à janela entreaberta

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Cabeçalho modalidadesEntramos no novo ano. 2018 promete mais do mesmo espetáculo que a NBA nos habituou ao longo das décadas mas, até que ponto ainda existe esperança na luta pelos lugares que conduzem aos playoffs? Nas seguintes linhas vamos tentar analisar até que ponto não se encontra quase tudo resolvido.

Comecemos pela situação na conferência Este. É totalmente seguro afirmar que os Bolton Celtics, os Toronto Raptors e os Cleveland Cavaliers vão continuar a jogar depois de abril. Com maior ou menor dificuldade, Detroit Pistons, Washington Wizards e Milwaukee Bucks devem seguir o mesmo rumo. No extremo oposto, afirmo que os Atlanta Hawks, os Orlando Magic, os Chicago Bulls e os Brooklyn Nets não tem a menor hipótese de sucesso e devem focar atenções no draft que se avizinha. Deveria ter incluído os Charlotte Hornets neste lote? Provavelmente, mas tendo em conta o talento presente na equipa acredito que estes ainda podem intrometer-se de alguma forma na luta pelas duas últimas vagas. Os Indiana Pacers parecem em queda acentuada, não ajudando a ausência de Oladipo.

Os Miami Heat procuram alguma estabilidade, dar sequência à segunda metade da última época mas tem sido demasiado inconstantes. Os New York Knicks nem devem acreditar que estão nesta luta, mas a sua fraca prestação fora de portas (3-12) e o facto de no mês de janeiro jogarem 14 de 17 jogos longe de Nova Iorque, pode colocar a equipa de Kristaps Porzingis fora desta luta. Isto deixa-nos o último caso desta luta: os Philadelphia 76ers. Esperava-se mais desta equipa, não só pela quantidade de talento jovem mas igualmente pela adição de veteranos como JJ Redick ou Amir Johnson. Destas cinco equipas, é seguro dizer que três vão parar de jogar logo a meio do mês de abril.

Uma ausência da post-season pode significar o adeus destes dois astros a New Orleans.  Fonte: NBA
Uma ausência da post-season pode significar o adeus destes dois astros a New Orleans
Fonte: NBA

A Oeste o cenário parece mais arrumado. Golden State Warriors, Houston Rockets, San Antonio Spurs, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder vão com certeza disputar os playoffs. A questão para estas equipas reside sobretudo na obtenção do fator casa. Denver Nuggets e Portland Trail-Blazers parecem igualmente conjuntos que não se ficarão pela época regular, apesar de alguma inconstância exibicional e de resultados. Los Angeles Lakers, Menphis Grizzlies, Sacramento Kings, Dallas Mavericks e Phoenix Suns já pensam em nomes como Malvin Bagdley ou Luka Dóncic. Os Utah Jazz tardam em estabilizar, sobretudo pela ausência de Rudy Gobert, principal âncora defensiva da equipa.

A luta pela última vaga disponível parece centrar-se nos LA Clippers e nos New Orleans Pelicans. Se a época terminasse agora, seria a equipa de Anthony Davis e DeMarcus Cousins a seguir em frente. Arrisco-me a dizer que será claramente dramático para os comandados por Alvin Gentry falhar os playoffs. Em LA as lesões não tem ajudado à causa dos Clippers. Em New Orleans, falhar a post-season, pode conduzir à saída não só de Cousins mas igualmente de Anthony Davis obrigando a uma reconstrução que pode demorar anos.

Para algumas equipas é claro que a porta que conduzia aos playoffs encontra-se completamente encerrada, outras como os Sixers ou os Clippers ainda observam alguma luz por uma pequena janela entreaberta.

Foto de capa: NBA

SL Benfica 1-1 Sporting CP: 100 mãos a medir

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sl benfica cabeçalho 1A casa esteve cheia no dérbi Lisboeta desta noite. Com as expectativas altas, o Benfica entrou bem na partida. No entanto, estatisticamente o Sporting não ficou atrás e, apesar da qualidade do jogo encarnado ser, surpreendentemente, melhor, foram os leões a chegar primeiro ao golo. Aos 18 minutos Gelson Martins inaugurou o marcador, depois de uma jogada que teve inicio num lance, que, apesar de deixar poucas dúvidas, levou o árbitro a consultar o vídeo-árbitro. Um “quase” claro fora de jogo não assinalado e seguiu a partida. Estava feito o 0-1.

Os encarnados não desistiram e foram à procura da sua oportunidade. Já após a primeira meia hora de jogo, os jogadores do Benfica reclamam penalti, após suposta mão de Fábio Coentrão, mas as imagens deixam dúvidas e a bola parece bater na cara do defesa leonino. A bola rematada contra Coentrão, sobrou para Krovinovic, que atirou à trave. A ambição tomou conta do Benfica, mas não foi suficiente. Sempre mais perto do empate que o Sporting do segundo, as águias não conseguiram o tão desejado golo.

Apesar de ter sido a melhor equipa em campo, o Benfica não conseguiu mais que um empate caseiro Fonte: SL Benfica
Apesar de ter sido a melhor equipa em campo, o Benfica não conseguiu mais que um empate caseiro
Fonte: SL Benfica

Na segunda parte, o jogo pareceu acalmar, mas depressa voltou ao que havia sido na primeira metade. Haviam apenas passado 15 minutos do recomeço da partida e foi a vez de Piccini levar a mão à bola. Mais uma vez, nada assinalado na Luz e a partida seguiu. O Benfica voltou a crescer e foi, novamente, superior ao Sporting. Mais futebol, mais posse de bola, mais remates. Mas afinal o que conta é a eficácia e, aí, os leoninos levaram a melhor.

Com 14 remates feitos pelo Benfica e somente cinco pelo Sporting, voltou a ficar provado que as estatísticas são apenas isso: estatísticas.

O Benfica acabaria por chegar ao tão desejado golo, mas demasiado tarde para conseguir dar a volta ao jogo. Aos 90 minutos, depois de Battaglia cortar a bola com… a mão, o juiz da partida marcou, sem qualquer dúvida presente, grande penalidade. Jonas, frio e sereno, não perdoou e não deu qualquer oportunidade a Rui Patrício de salvar a sua equipa. João Carvalho e Raúl Jimenez ainda tentaram a sua sorte, durante os quatro minutos dados por Hugo Miguel, mas não foram bem sucedidos. A partida terminou com um empate amargo. No melhor jogo de futebol realizado este época pelo Benfica, este não conseguiu ir além do empate.

SL Benfica 1-1 Sporting CP: Assim não, Jesus

sporting cp cabeçalho 2

Sporting CP e SL Benfica empataram no último clássico da primeira volta do campeonato. Aliás, os três clássicos até agora terminaram todos empatados, e os primeiros golos apenas surgiram neste jogo da Luz.

Ambos os treinadores apresentaram as equipas esperadas, sem qualquer surpresa. Contrariando as expetativas, o Benfica apresentou-se muito mais confiante e “mandão” durante toda a partida. O jogo iniciou-se com muito equilíbrio a meio campo, onde os trios William – Battaglia – Bruno e Fejsa – Pizzi – Krovinovic se digladiavam pela posse de bola. Os “leões” entraram com uma postura mais comedida, esperando que Gelson, B.Fernandes e Acuña conseguissem esticar a equipa até Bas Dost. Contudo, os encarnados fizeram um dos melhores jogos da época e mereciam, na minha opinião, ter saído com a vitória neste dérbi.

O Sporting acabou por se adiantar no marcador aos dezanove minutos. Fábio Coentrão rematou com a bola a tabelar em Rúben Dias e a ir parar a Gelson Martins, que marcou um invulgar golo de cabeça. Quando se esperava que o Sporting acalmasse o seu jogo e circulasse mais a bola, cansando e enervando os jogadores de Rui Vitória, não se passou nada disso. Até ao intervalo, as oportunidades de golo foram repartidas, com Jardel e Krovinovic a verem Piccini e a trave negarem golos certos. Gelson Martins também esteve perto de bisar mas, na cara de Bruno Varela, atirou por cima.

Na segunda metade, o Sporting não conseguiu igualar a intensidade benfiquista. William Carvalho e Rodrigo Battaglia nunca conseguiram dominar a luta do meio campo, e os encarnados foram-se chegando cada vez mais perto da área de Rui Patrício. O que ia valendo aos leões era a sua sólida defesa, com Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão muito certinhos e a mostrar a sua experiência dentro de campo. O internacional português foi muito vaiado e provocado durante todo o encontro, mas esteve sempre à altura dos acontecimentos.

Gelson Martins foi o autor do golo leonino e teve ainda o segundo nos pés Fonte: Liga Portugal
Gelson Martins foi o autor do golo leonino e teve ainda o segundo nos pés
Fonte: Liga Portugal

Na segunda parte, Rui Vitória começou a arriscar aos 56 minutos, com a entrada de Raúl Jiménez para o lugar de Pizzi, começando as “águias” a jogar com dois avançados. Era aqui que o Sporting teria de “voltar ao jogo”, com Bruno Fernandes a recuar mais no terreno e a constituir um verdadeiro trio no meio campo, perante Fejsa e Krovinovic. Não foi isso que aconteceu e o Benfica continuou a acalentar esperanças de empatar. Jonas teve dois remates perigosos, que Coates e Piccini desviaram para canto. Fejsa efetuou duas faltas para cartão amarelo, onde viu apenas um, e também foi substituído por Rui Vitória, tendo entrado Rafa para o seu lugar, quando estávamos a vinte minutos do final.

Os encarnados continuavam a encostar o Sporting às cordas e Jorge Jesus foi incapaz de conseguir contrariar isso. Quando, na minha opinião, deveria ter refrescado as alas com Stefan Ristovski e Daniel Podence, acabou por colocar Bruno César e Bryan Ruiz nos lugares de Gelson Martins e Marcos Acuña. No Benfica, Vitória continuou a arriscar e retirou o central Rúben Dias para colocar João Carvalho. O trabalho dos jogadores do Benfica acabou por ser premiado aos noventa minutos, quando Battaglia cortou com o braço um remate de Rafa, dentro da área. Na grande penalidade, Jonas não deu hipótese a Rui Patrício e empatou a partida.

Quem acabou por “vencer” o dérbi foi o FC Porto, que ganhou em Santa Maria da Feira e voltou a ser líder isolado da tabela classificativa. Quanto à arbitragem, houve duas situações em que considero que o árbitro errou: em primeiro lugar, na situação de Fejsa, que fez duas faltas seguidas, e claras, para cartão amarelo e onde apenas viu um. Em segundo lugar, acho que existe penálti por braço de William Carvalho na área leonina. Mas quem considerou na época passada que não havia penálti de Pizzi, será hipócrita se o considerar agora. Existe ainda dúvida da existência de fora de jogo no lance do golo do Sporting, com muitas opiniões divergentes sobre o mesmo.

Por último: é vergonhoso que um clube possa transmitir os jogos da própria equipa no campeonato nacional. Hoje existiam variadas repetições dos lances duvidosos, e ainda bem. Mas onde estavam essas repetições no dérbi da época passada ou, por exemplo, no jogo com o SC Braga desta época? De lamentar também a triste ideia das cartolinas que se mantém no estádio da Luz. Milhares delas acabam sempre no relvado…